Doce engano.

O gasto com leite condensado está entre os principais do Executivo federal, sob o comando do presidente Jair Bolsonaro , em 2020. De acordo com um levantamento do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base no Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia, o gasto com o produto, que o presidente gosta de comer com pão, ultrapassou os R$ 15 milhões. LINK


O Brasil também está batendo recordes de mortes na pandemia, mas o leite condensado foi mais interessante, pelo visto. Desfavor da Semana.

SALLY

Houve um tempo em que para definir o tema desta coluna, bastava dar uma passada de olho nas principais manchetes dos jornais. Um tempo em que eu fazia uma mini-reunião semanal com o Somir na quinta-feira à noite, onde a gente se perguntava “O que mais repercutiu esta semana?”.

Esse tempo acabou. Hoje não basta ler as principais manchetes e muito menos focar no que mais repercutiu, pois imprensa e pessoas no geral tendem a repercutir imbecilidades, baits que são deixados propositadamente no caminho, enquanto assuntos realmente importantes passam abaixo do radar. E esse é o Desfavor da Semana: o brasileiro está atordoado com tanta merda e não sabe onde focar… e quase sempre foca na coisa errada.

Esta semana se perdeu uma quantidade de tempo inexplicável falando da compra de leite condensado pelo Governo. Por pior que seja a ilegalidade, a corrupção ou o que quer que tenha acontecido nesta compra, isso é nada quando comparado ao que aconteceu esta semana no país. Respira fundo e dá uma olhada no próximo parágrafo.

Ainda falta oxigênio em Manaus e pessoas continuam morrendo por falta de leito. Rondônia já deu o alerta de colapso no sistema de saúde e falta de leitos. Continuam morrendo pessoas por falta de leito em diversos pontos do país. Faltou oxigênio em outros estados. Também faltou o básico como roupa de cama para os hospitais. Vacinas estão sendo jogadas fora por erros básicos de logística. Infectologistas avisam que em um mês essa nova variante mais transmissível do vírus vai se alastrar pelo país inteiro. Tem funcionário da saúde fingindo que aplica vacina e na verdade não aplica o líquido. Na Europa já avisaram que não vai dar para conter o vírus com máscara caseira, que será preciso obrigar a população a usar N95. Enquanto o país caminha para o colapso, os estados querem reabrir o comércio, as escolas e até os estádios de futebol ao público. O Brasil foi eleito o pior país do mundo para se estar durante a pandemia, em um ranking com 98 países.

Foda-se o leite condensado. Foda-se se compraram um milhão de latas para encher um lago e tomar banho imitando uma foca como o irmão do Felipe Neto. Foda-se o leite condensado, tem pessoas neste exato momento morrendo por falta de hospital, por falta de oxigênio, por falta de atendimento. Tem uma variante do vírus hiper contagiosa começando a se espalhar, que requer mais cuidados, que requer mais rigor, e em vez de ir por esse caminho, o país está se abrindo, se flexibilizando cada vez mais.

Isso é o que deveria ser falado, ser gritado, ser discutido monotematicamente, não uma compra de leite condensado. Mas, mais uma vez, Bolsonaro joga uma isca e todo mundo morde. Bolsonaro sabe que a oposição tem uma tara por falar mal dele e sempre que algo realmente importante acontece, ele joga uma isca para que as pessoas percam seu tempo falando mal da pessoa dele, e não do caos e destruição que ele está causando ao país. E os idiotões, que se acham super combativos, super oposição, caem na isca e passam dias falando da porra do factoide que o Bolsonaro joga.

Quando há pessoas morrendo de forma lenta e dolorosa por falta de atendimento ou medicamento, quando uma catástrofe sanitária ameaça se espalhar pelo país, quando o bem-estar de todos (essa porra vai chegar em todos os estados, acreditem) está em risco, é retardo mental ficar falando da compra de leite condensado.

Obviamente, qualquer pessoa sabe disso. Então, por qual motivo o fazem? Talvez por um ganho secundário, para se distrair do que está prestes a acontecer. Talvez para posar de boa pessoa: “veja como eu critico Bolsonaro, veja como eu sou bom, consciente e sensato”. Talvez pela sensação de pertinência de estar “do lado certo”, em um grupo que odeia o Presidente malvado. Bem, não interessa o motivo, o brasileiro se omitindo diante de tudo que aconteceu esta semana é um desfavor muito maior do que qualquer coisa que o idiota do Bolsonaro tenha feito.

Não dá para ficar culpando político e esperando que alguém resolva o problema. O brasileiro tem que se mexer e fazer por onde. No mundo, em toda a história da humanidade, há milhões de exemplos onde uma voz conscientizou e mobilizou milhares (e olha que não havia internet). O brasileiro entregou os pontos e não está fazendo nem mesmo a sua parte (ficar em casa), quem dirá se mobilizando para qualquer coisa maior. Se fosse no Brasil (e não na França), quando Maria Antonieta disse que se não tinham pão que comessem brioches, não haveria uma revolução, o povo simplesmente ficaria falando mal das roupas dela e xingando a mulher.

Não dá para perder um segundo falando de leite condensado quando o país está à beira do abismo, prestes a ser engolido por uma variante do vírus que é, nas palavras dos europeus, “imparável”. Não dá para ficar falando de leite condensado quando tem gente morrendo sufocada tamanho o número de pessoas doentes, a maior parte delas jovens. Qual é o problema do brasileiro?

Virou um modo de funcionar: sempre que acontece algo grande, nível julgamento em Haia, Bolsonaro joga um factoide no ar e o povo se agarra a isso e fica metendo o pau nele a semana toda. Vou dar um spoiler aqui: isso não ajuda em nada, muito pelo contrário, isso fortalece o Bolsonaro. Ele se elegeu assim. Ele é como uma massa de bolo: quanto mais vocês batem, mais cresce.

Quem fala mal do Bolsonaro atua como cabo eleitoral do Bolsonaro. Custa entender isso? Custa. As pessoas não querem melhorar o país nem mudar nada, elas querem ter a quem culpar por tudo, e para isso Bolsonaro se presta muito bem. Periga manterem ele por perto muito tempo, afinal, é sempre um conforto ter alguém para levar toda a culpa de tudo, assim ninguém tem que assumir a responsabilidade por nada. Se houver alguém por perto para culpar, a culpa nunca vai ser sua.

De fato, Bolsonaro é muito útil ao brasileiro tomando toda a culpa por tudo. Atualmente, em qualquer cenário projetado, Bolsonaro se reelege em 2022. Percebem para onde a coisa caminha? Ou o brasileiro rompe com isso de ficar se agarrando a coisas menores e falando mal do Bolsonaro, ou terão mais quatro anos dele. E, francamente, um povo que silencia diante da morte, do sofrimento, do sufocamento dos seus, merece mais 4 anos de Bolsonaro. Hora de assumir responsabilidades, para não precisar mais de um bobo da corte para levar a culpa por tudo.

Eu sei que é chato ter que olhar para as mortes, o descaso, a destruição que está por vir, mas se não olharem agora, serão atropelados e arrastados por essa nova cepa do vírus. Chega de se distrair com bobagem. Hora de assumir responsabilidades, de traçar metas e impor sacrifícios para se manter vivo diante do que está por vir. É como se estivesse marchando um exército enorme na direção da sua cidade para matar todo mundo e os moradores estivessem reclamando da cor da gravata do Prefeito. Acordem!

ESTÁ MORRENDO GENTE POR FALTA DE ATENDIMENTO TODO SANTO DIA, pensem nisso antes de abrir a boca, seja para reclamar de White People Problem, seja para divulgar o Bolsonaro (sim, falar mal é ser cabo eleitoral dele), seja para o que for. Coloquem suas vidas em perspectiva, essa é a realidade que tem que nortear todas as suas escolhas: há ricos de vida iminente.

ESTÁ MORRENDO GENTE POR FALTA DE ATENDIMENTO TODO SANTO DIA, então, em vez de falar do leite condensado do Bolsonaro, vocês deveriam estar ralando para conseguir um jeito de trabalhar de casa e não precisar sair no inferno que serão os próximos meses, pois não vai ter hospital para todo mundo. A imprensa não pode falar assim, dessa forma ríspida, mas eu posso. Coloquem seus esforços, sua energia, seu foco em encontrar uma forma de ganhar dinheiro sem sair de casa, em vez de controlar quanto leite condensado o governo compra.

Se você ainda não trabalha de casa, eu recomendo que faça o que for preciso, até mesmo rasgar seu diploma e ir trabalhar em algo completamente diferente (como eu fiz) para passar ao home office. Vocês parecem não ter a menor ideia do que os espera. Estamos em uma crise sanitária mundial sem precedentes, seus esforços são para ficar vivo e manter vivo quem você ama, qualquer outra coisa é perda de tempo e te empurra em direção ao abismo.

Achem um jeito de trabalhar de casa, para ontem. E acostumem-se com a ideia de não sair, nem mesmo “pela sanidade mental”. Aprendam a ficar sãos dentro de casa, a outra opção pode ser um caixão.

Para dizer que adora quando a minha paciência acaba, para continuar em negação e achar este texto um exagero ou ainda para dizer que de fato o brasileiro merece mais 4 anos de Bolsonaro: sally@desfavor.com

SOMIR

Já está virando um desafio escrever esta coluna. Como não se repetir? Desde o começo da pandemia, a história é basicamente a mesma: o governo e boa parte do povo cagam para as medidas de proteção, começa a morrer gente a rodo, o clima começa a pesar… e aparece mais um factoide para reduzir a pressão. Bolsonaro e seus cultistas não inventaram a arte de desviar a atenção do povo, mas com certeza criam seguidas obras primas.

A do leite condensado, então, deveria estar num museu. Pra começo de conversa, escândalo de gastar demais em leite condensado e chiclete é o que eu quero para o Brasil. Isso é polêmica de Noruega, Japão… quando o governo não utiliza seus recursos da forma ideal e o povo cobra. O Brasil que reclama da quantidade de shoyu que o executivo comprou é o Brasil que deu certo.

O problema é que o Brasil não deu certo. E por mais que o brasileiro médio jamais fique sem assunto quando é para reclamar do governo, ao mesmo tempo nutre uma ilusão de que falta pouco para chegarmos lá. De uma certa forma, o brasileiro passa tempo demais preocupado em decorar um barraco… estar num barraco deveria ser a questão mais urgente.

É claro que entendemos a importância de cobrar das autoridades por gastos mais inteligentes; mas não só estamos num barraco, como o barraco está numa encosta perigosa e está dando uma tempestade lá fora. A reação excessiva da oposição sobre o tema ajudou a dar um respiro para Bolsonaro e seus arautos da Cloroquina num país que está chegando de novo nos níveis mais altos de mortes pela pandemia.

Quando conversei com a Sally sobre o tema da semana, eu lembro de mencionar que se fosse responsável pela comunicação do presidente, estaria feliz da vida preparando as explicações sobre o leite condensado. Porque isso dá para discutir. E melhor ainda, como muita gente perdeu as estribeiras na reação sobre a notícia, dá até para dar uma sacaneada nos opositores.

E digo mais, a falta de decoro presidencial pode até ser válida dessa vez: quando você tem algum argumento do seu lado, xingar a imprensa te humaniza. Povão se amarrou no Bolsonaro sincerão durante as eleições, isso joga ao seu lado. É muito mais complicado do que se imagina discutir se o governo precisa ou não comprar leite condensado para soldados. Se você quiser dar uma lacrada contra Bolsonaro com esse argumento, pode pegar um bolsonarista bom de lábia do outro lado e sair passando muita vergonha.

Agora, sabe o que não dá margem para o carisma desbocado do capitão e seus asseclas? Falar sobre a caralhada de gente que está sofrendo por incompetência das autoridades. É gente morrendo sufocada na frente da família no hospital sem oxigênio porque o ministro da Saúde é um perdido que só sabe ser garoto propaganda de remédio que não funciona… fica bem mais difícil fazer graça com esse alvo pintado nas costas.

O Brasil ganha o “prêmio” de pior país do mundo no combate à pandemia e o problema é leite condensado? Vai ver todo mundo é bolsonarista e não me avisaram. Porque com certeza facilitaram bastante. E vejam bem, eu considero a chance de impeachment dele tão grande quanto a minha de ganhar na mega-sena, e olha que eu nem aposto na mega-sena. Nem é expectativa de ver Bolsonaro caindo, é pela pressão que isso gera para ele não tomar mais medidas insanas.

Pressionado, o governo vai cedendo em alguns pontos: começa a aceitar a vacina, jura que nunca promoveu Cloroquina, para de forçar aglomeração… mas, se a pressão reduz um pouco, dá tempo de fazer jogo político. Ontem mesmo o presidente disse na cara dura que vai dar ministérios de presente para quem o ajudar a desarmar o Rodrigo Maia. Essa fase dos factóides é justamente onde a máquina de bobagens governamental consegue fazer o jogo político e sobreviver por mais alguns meses.

Sem o leite condensado, a conversa estaria toda em cima do coronavírus. E é onde nós queremos que a conversa esteja. Porque dela não tem escapatória, dela não tem bravata para animar a base… e é dela que vem a maior chance de alguma atitude decente. E não só pelas ações do Estado, mas na mentalidade do povão: quando a pressão sai das costas do Bolsonaro, o brasileiro médio aproveita para dar uma relaxada junto.

Quando o povo vê o brasileiro médio máximo perder o rebolado por causa da pandemia, a coisa parece mais real. Mas, quando o foco muda e estamos discutindo algo honestamente até meio engraçado como gastar dinheiro demais com leite condensado, tudo parece menos sério. O ser humano tem uma tolerância baixa para situações estressantes, e qualquer coisa serve como distração na hora do aperto. Sim, estamos todos cansados de falar que o governo é maluco e o povo irresponsável, mas é a verdade.

E a verdade se sobrepõe ao desejo de fuga, especialmente quando você precisa se manter atento. Eu juro que queria muito que o Desfavor da Semana fosse a compra milionária de chicletes do governo, porque quando é algo que parece que pode ser consertado com facilidade, é bem mais fácil rir dos problemas. Mas não é, é a fraqueza demonstrada pelo foco exagerado nessa notícia. Fraqueza de propósito que pode e vai ser capitalizada por quem tem poder para nos ajudar. Governo não resolve nada sozinho, francamente muitas vezes mais atrapalha, mas já vimos que não dá para depender somente do povo que fura fila de vacinação e alardeia em rede social que vai se aglomerar dias antes de morrer de Covid.

Bolsonaro tem que ver a guilhotina na rampa do seu palácio todos os dias, não só para ele fingir algum juízo, mas para o povo não se esquecer que estamos bem no meio da tempestade… para de decorar esse barraco que ele vai desabar! Quem deu chilique por causa do leite condensado não é resistência, muito pelo contrário.

Para me chamar de comunista, para dizer que quebrar promessa de campanha é tradição, ou mesmo para dizer que o Carluxo toma Leite Moço: somir@desfavor.com

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Comments (18)

  • Eu acho pessoalmente que não vai dar tempo pra vacina chegar a população em geral antes de um lockdown a sério no estado de São Paulo.
    A situação no estado está piorando a cada dia e parece que o povo não toma consciência.
    Na periferia vejo gente aí nas ruas jogando conversa fora e tossindo de uma forma tão feia que tá quase que óbvio que a pessoa pegou Covid-19.
    Bandeira amarela, laranja ou vermelha pouco faz diferença nesses subúrbios, onde a própria reprimenda por parte do poder público é malvista.
    E Bolsonaro não tomou uma atitude digna quando do estouro da pandemia não somente pelas más influências de Olavo e de Trump, como também por considerar que medidas mais duras, ainda que tomadas de forma melhor coordenada, gerariam um ônus político tão grande que poderia minar a construção de apoios pra sua reeleição justo pela problemática das regiões periféricas, que seriam exploradas a exaustão por lulistas e cirandeiros caso Bolsonaro tomasse tal caminho em favor de atitudes mais duras pra conter a pandemia.
    O maior problema aí é falta de planejamento e de estratégia e na polarização política atrapalhando tudo.
    Estaríamos melhor com um quadro mais militar e menos populista, mas vamos na toada que já era esperada.

    • O problema é que não basta decretar lockdown. Tem que obrigar as pessoas a cumprirem.
      Lockdown não é apenas fechamento do comércio, é fazer por onde boa parte da população (pelo menos entre 70 e 80%) não circulem nas ruas. Não adianta fechar comércio e as pessoas continuarem saindo, indo na padoca, indo a jantarzinho “pela saúde mental”, indo almoçar “rapidinho e de máscara e álcool gel” na casa dos pais.

      • Já há informações de mutações comprometendo os resultados das vacinas desenvolvidas.
        Vai se testar a CoronaVac em piloto na população adulta de Serrana (cidade na região de Ribeirão Preto) para ver a eficácia da mesma na contenção do problema, mas pode ser que ela não se mostre muito efetiva por conta das recentes mutações.
        A África do Sul suspendeu a vacinação ao notar que a vacina não estava sendo lá muito efetiva pra variante do Covid que eles tinham lá.

        • Sim. Há motivos para cogitar que a variante da África do Sul possa burlar no todo ou em parte a vacina de Oxford.
          Adivinha que outra variante tem uma mutação exatamente igual? Isso mesmo, a de Manaus!

        • Pois é, no Brasil nunca teve lockdown. Isso é avaliado pela triangulação de antenas de celular, as pessoas nunca pararam de sair de casa. Na Argentina, em lockdown, quase 90% das pessoas ficaram em suas casas, pois se saíssem na rua eram presas. Só se consegue esse grau de isolamento com policiamento ostensivo e sérias consequências para quem sai.

          • Por aqui, manter as pessoas em lockdown “com policiamento ostensivo e sérias consequências para quem sai” seria chamado de “opressão”, “ditadura”, “abuso de autoridade”, “arbitrariedade”, “despotismo”, “restrição do inalienável direito de ir e vir”, etc.

  • Ah, claro, então não podemos nos indignar com os gastos absurdos do poder executivo comandado por um presidente irresponsável e infantil porque o foco tem que ser único e exclusivamente a pandemia, sendo que um problema puxa o outro. Vamos fingir de alienados e deixar fazerem a farra que quiserem ao invés de enxergar que esse superfaturamento é um motivo maior para se ficar puto com a falta de atenção do governo para a situação da pandemia no país. ESTÁ MORRENDO GENTE POR FALTA DE ATENDIMENTO TODO SANTO DIA. JÁ SABEMOS! MAS O PRESIDENTE SE PREOCUPA MAIS EM ENTUPIR MILITAR DE LEITE CONDENSADO E CHICLETE E AINDA DIZ NA CARA DURA QUE NÃO HÁ RECURSO PARA SE COMBATER A PANDEMIA!

    • Foda-se se já sabemos. Tem que resolver. Ninguém solta a mão de ninguém até resolver.

      Mas, pelo jeito você já soltou. Vai lá ficar puto por causa de leite condensado então.

  • Concordo com cada linha do que a Sally escreveu.
    A cada dia, sinto mais desgosto de ser brasileira. É o povo mais ignorante e fútil do mundo.
    Além de não se preocuparem com o caos que se avizinha, perdem tempo com discussões inúteis, inclusive sobre o BBB.
    Povinho de merda.
    Pq tive que nascer aqui??

  • O mais surreal foi ver médicos defendendo o retorno das aulas presenciais com o ótimo argumento de que os alunos sairão prejudicados da pandemia. Quer dizer que correr o risco de morrer e de contaminar os familiares não é tão prejudicial quanto perder aulas no pior momento da pandemia no país? Genial.

  • Falar do leite condensado ainda é o menos pior. O que mais vi mesmo foi gente falando de BBB e de alguma merda lacradora lá feita pelo Fiuk…

    • Nem fala, tá foda. Infelizmente tô precisando acompanhar meio por alto por causa do meu trabalho, mas, sinceramente… Caos do caralho e geral gastando energia com isso!

    • BBB tá fazendo um bem no sentido de mostrar em cadeia nacional o quanto a raça lacradora é escrota.
      Nunca esperei isso de tal programa.
      Lincharam um cara que acabou saindo por não aguentar a pressão.
      E a Karol Conká já vai ver o preju do filme queimado quando sair de lá… Que deve ser logo.

  • Não querendo lá ser o chato lacrador de oposição etc que insiste no assunto, mas… Vamos lá: tá, mas e o fato específico mesmo de que foi gasto um valor exorbitante com o dinheiro do povo com a compra de coisas supérfluas tipo leite condensado e chicletes?

    Não vou nem usar aquele argumento de que na época do PT/Lula/Dilma bla bla também superfaturaram com compras supérfluas porque sei que não vai colar, eles fizeram o mesmo e tal, mas o ponto é: eu sei que foi dada atenção exagerada à notícia, quando tem coisa pior acontecendo, mas não dá pra negar que é disso que o brasileiro tem raiva, e se emputeceu! Com esses gastos públicos horrendos e com a corrupção generalizada, e parece que, em tempos atuais, normalizada. O que dizer, então, sobre esses gastos exorbitantes do governo e a corrupção que parece nunca ter fim?

    • Quer dizer que assim que controlarmos o problema de gente morrendo sufocada em hospital, é algo que vale a pena se preocupar. Eu entendo seu ponto, mas fizemos uma escolha aqui: não dá para mudar o foco de uma emergência para um problema.

  • O grupo brasiliense Metrópoles é basicamente o antigo Grupo OK renomeado. Ao que não me engane tem relação com a família do ex-senador cassado de nome Luiz Estevão. É um pessoal que entre a verdade e o lacre, prefere o lacre.
    E a do Leite Condensado, bem… É mais do mesmo. Nota fiscal fria pra desvio de recursos é lugar comum na burocracia brasileira.

  • Que tapão na cara foi esse texto da Sally! Um chamado à realidade bastante duro – até para os padrões dela -, mas necessário. E o Somir conseguiu resumir perfeitamente essa coisa toda com apenas uma frase: “O Brasil ganha o “prêmio” de pior país do mundo no combate à pandemia e o problema é leite condensado?”

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