Piores empregos do mundo.

Está se sentindo desmotivado com seu trabalho? Está achando suas funções monótonas ou abaixo do seu potencial? Acha que suas tarefas são desagradáveis? Saiba que poderia ser pior, muito pior. Aqui vão alguns trabalhos que talvez você nem imaginava que existissem e que com certeza fazem o seu parecer um mar de rosas.

Já pensou estudar anos em uma faculdade, depois fazer uma especialização e acabar coletando esperma de elefante? Pois é, o Reprodutor de Elefantes é uma função bastante curiosa: como os elefantes em cativeiro tem muita dificuldade para procriar, eles precisam de uma ajudinha do ser humano. E essa ajuda não é nada fácil.

A primeira tarefa é coletar o esperma do elefante macho, e como este esperma não pode ser congelado, ele precisa ser imediatamente inserido na fêmea, o que torna o trabalho duplamente desagradável, difícil e complicado. Digamos que o Reprodutor de Elefantes não pode usar relógio de pulso em seu local de trabalho. Ok, ok, vamos aos detalhes (se estiver comendo, pule os próximos dois parágrafos).

A forma, digamos, mais popular de conseguir esperma não é uma opção no caso dos elefantes. Seu pênis mede, em média, um metro e meio e possuí algumas áreas sensíveis que podem provocar espasmos que fariam o pênis agir como um chicote e arremessar o pobre Veterinário longe. Portanto, o estímulo direto ao órgão do elefante, além de requerer mais de uma pessoa, pelo seu tamanho, implicaria em risco de vida.

Logo, a única opção é estimular “vigorosamente” a próstata do bicho, para fazê-lo ejacular e colher o esperma. Todos sabem onde fica a próstata, correto? Pois é, o coitado do veterinário deve enfiar o braço todo no fiofó do bicho e fazer movimentos com braço do lado de dentro.

Então, o primeiro passo é fazer uma chuca no elefante, chamada oficialmente de “limpeza preliminar”. Em um primeiro momento, as fezes são retiradas manualmente até onde o braço do veterinário alcançar. Sim, ele pega o cocô com a mão e vai retirando.

Depois, o veterinário e sua equipe têm a tarefa de manter o animal quieto enquanto enfia uma mangueira no seu ânus, que bombeia água e sabão, para limpar o caminho até a próstata. Estou surpresa que não existam mais relatos de mortes de veterinários que desempenham esta especialidade.

Uma vez feita a chuca (sai mais coisa do que você imagina lá de dentro, sim, eu vi um vídeo) começa a estimulação da próstata. E o processo não é rápido. Demora, pelo menos, 30 minutos. Sim, 30 minutos movimentando o braço dentro do cu de um elefante. Aquele relatório sem sentido que você teve que fazer não parece tão ruim agora, não é mesmo?

Uma espécie de camisinha enorme é posicionada estrategicamente e coleta o esperma, que deve ser imediatamente introduzido na fêmea, em um processo igualmente difícil e desagradável. O mais triste é: a quantidade de esperma coletado costuma ser muito pouca para uma inseminação artificial (cerca de 40 ml) e o procedimento frequentemente é mal sucedido.

Ainda no reino animal, outra função complicada é a do “Coletor de Cocô de Baleia”. Não é piada, isso existe. Para estudar e entender melhor esses animais, as fezes são importantíssimas, porém, não são muito fáceis de se encontrar. Nunca se sabe onde uma baleia cagou e as fazes acabam sendo levadas pela maré.

Por isso existe o Coletor de Cocô de Baleias, que fica rodando em um barco até achar os enormes toletes e, quando encontrados, coletá-los. Ele passa o dia em um barco cheio de merda de baleia procurando por mais merda de baleia e levando mais merda de baleia para dentro do barco.

Não é apenas no mundo animal que as coisas podem ficar realmente nojentas. O ser humano também tem potencial. Na Índia existe um cargo bastante peculiar: o Inspetor do Cuspe. Como as pessoas têm a mania de cuspir no chão, se faz necessário criar esse tipo de… vigilância.

O serviço é prestado por empresas de vigilância, que possuem funcionários treinados especialmente para o cargo. O Inspetor do Cuspe deve ficar em pontos determinados da cidade observando os transeuntes. Quando alguém cuspir no chão, é seu dever abordar a pessoa, aplicar-lhe uma multa e limpar o cuspe. Não sei o que deve ser pior.

Você fica irritado com aquele mosquito zumbindo no seu ouvido a noite toda? Fica injuriado após ser picado e ficar vários dias se coçando? Imagine então que dura é a vida das “Cobaias de Mosquitos”.

Cientistas usam essas pessoas para estudar a interação de humanos e mosquitos, elas basicamente devem ficar imóveis e permitir que os mosquitos a piquem o quanto desejarem. E nem sempre são mosquitos inofensivos, muitas vezes são mosquitos transmissores de doenças. Escutar grosseria de cliente não parece tão ruim agora, parece?

Impaciente com tarefas repetitivas? Podia ser pior. Saiba que existe a função de “Contador de Peixes”. O infeliz senta na beira do rio pela manhã com um contador eletrônico na mão e tem que ficar ali, por oito horas, apertando um botão cada vez que vê um peixe passar.

Ao final do dia tem que apresentar um relatório do total de peixes computador. Normalmente é feito com salmões, mas seus trabalhos podem ser requisitados para outros tipos de peixes também, menores, o que requer ainda mais atenção.

Nos EUA, se você tem um bom curso de mergulho, pode se candidatar a um cargo incomum: Mergulhador de Campo de Golfe. A função é mergulhar nos laguinhos de campos de golfe para resgatar as bolinhas que foram perdidas ali. Não parece tão ruim, certo?

O grande problema é que, no geral, esses lagos são imundos (muitas vezes nem sequer há renovação de água), por isso há zero visibilidade e os mergulhadores ficam, literalmente, no escuro, tateando entre lixo, lodo e lama, até encontrar cada bolinha.

A comida do refeitório da sua empresa é ruim? Bem, sua vida podia ser pior. Existe a função de “Provador de Comida Para Animais”. Pois é, a comida para animais não é testada apenas em animais, pois eles não são capazes de fornecer detalhes e fazer relatórios sobre o que acharam.

Também colocam humanos para comer esses alimentos e fazer relatórios sobre eles. Por óbvio, se contratam aquelas pessoas com paladar mais apurado, o que torna o trabalho especialmente difícil para eles. Vale lembrar que eles não testam apenas aquelas comidas bacanas que estão no mercado, eles testam também aquelas que não deram certo, que por ter um sabor desagradável, nunca chegaram às prateleiras.

No Japão, existe o cargo de “Aprendiz de lutador de sumô”. Ele implica em uma série de restrições e desconfortos para ensinar disciplina, coisas como viver em um estábulo, acordar cedo, limpar as acomodações e outros. Mas a pior parte é a obrigação de ajudar os lutadores de sumô veteranos em tudo, inclusive em sua higiene pessoal.

Isso significa, ter que limpar partes do corpo que os lutadores não alcançam. Sim, isso mesmo que você está pensando. Inclusive limpá-los depois das lutas, quando eles estão bem suados.

Em muitos países do mundo está a figura do “Testador de Odores”. Eventualmente seu trabalho pode ser bom, ao identificar o aroma de uma flor, por exemplo. Mas, na maior parte do tempo, os odores aos quais essas pessoas são submetidas costumam ser bem desagradáveis.

Como o principal objetivo da indústria é neutralizar odores ruins, frequentemente os Testadores de Odores tem que cheirar diversos tipos de cecê humano, peidos, bafo, chulé e cheiro de merda. Há relatos de Testadores de Odores que tiveram que cheirar, em um único dia, mais de cem axilas fedidas. Aquela reunião por Zoom não parece tão ruim agora, certo?

Uma derivação especialmente cruel do “Testador de Odores” é a do “Avaliador de Flatulência”. Tudo começou com um médico gastroenterologista americano que afirmou que muitos dos problemas estomacais ou intestinais podiam ser percebidos pelas alterações de nuances no odor dos peidos. Esta teoria gerou a maravilhosa função de cheirador de peido.

O método desenvolvido é curioso: se pede que os voluntários comam muito feijão por alguns dias e depois seus peidos eram “capturados e armazenados” em tubos de ensaio, para que os Avaliadores possam cheirá-los e, pelo aroma característico, criar alguma associação com determinada doença. Parece que o sonho do Alicate de engarrafar peidos de fato é possível.

Trabalha com máquinas e teme se descuidar e sofrer um acidente? Poderia ser pior. Os “Domadores de Crocodilos” (spoiler: o bicho não pode ser domado) ganham a vida fazendo performances ao público que consistem basicamente em enfiar partes do seu corpo (braços, pernas e até a cabeça) dentro da boca de crocodilos.

Os bichos não são treinados (nem é possível fazê-lo), o que acontece é que eles não têm glândulas sudoríparas, por isso mantêm a boca aberta para dissipar o calor corporal quando o sol está quente – e nada garante que não acabem fechando a boca quando se coloca um corpo estanho dentro. É nesse contexto aleatório que os Domadores vão enfiam uma parte do seu corpo na boca do bicho, torcendo para que ele não a feche.

Os Limpadores de Esgoto também passam por maus bocados. Dependendo do grau de entupimento, eles podem precisar mergulhar o corpo todo na merda. Imagina o tempo que o cheiro deve demorar para sair, apesar de todos os equipamentos de proteção.

E não é apenas a merda em si, eles também têm que lidar com muitos bichos desagradáveis que vivem nos esgotos, desde animais “inofensivos” como baratas, até animais que atacam, como ratazanas, que ficam enfurecidas ao ver intrusos em seu território. Nada parece mais perigoso do que levar uma mordida de rato e logo depois ela ser exposta a merda.

Estes são apenas alguns exemplos das muitas profissões bizarras que existem por aí. É óbvio que se você está infeliz com seu trabalho, nada disso deve ser motivo para te impedir de procurar algo novo, mas, quem sabe, ter esses novos padrões de comparação te ajudem a não mandar seu chefe à merda na próxima imbecilidade que ele falar.

Para dizer que prefere botar a cabeça na boca de um crocodilo do que trabalhar com crianças, para dizer que prefere enfiar o braço no cu de um elefante para não trabalhar para o seu chefe ou ainda para contar detalhes do seu trabalho para provar que ele é pior do que tudo isso: sally@desfavor.com

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