Coronaval 2021

Galvão, eu já sabia! Como era de se prever, todos os estados brasileiros tiveram aglomerações, festas clandestinas, ruas tomadas e, os que estão na orla, praias lotadas neste carnaval. O mais curioso é: este texto foi escrito ontem, segunda-feira, então, ainda tem muita coisa errada para acontecer, isso que vocês vão ver é só o começo…

Não custa lembrar que no último domingo, dia 14 de fevereiro, o Brasil apresentou a pior média diária de mortes de toda a pandemia. Também vale lembrar que começaram a circular novas variantes do vírus, mais contagiosas e, talvez mais letais (isso ainda está em estudos) e que várias cidades estão com sistema de saúde colapsado ou à beira do colapso.

Também vale lembrar que outros países, elogiados pelas estratégias de controle da pandemia, estão se portando de forma oposta ao Brasil. A Nova Zelândia, eleita o melhor país para se estar na Pandemia, acaba de decretar um lockdown após confirmar três casos de covid. A Austrália já avisou que as fronteiras ficarão fechadas por, pelo menos um ano, para evitar que novas variantes entrem no país. A Alemanha, que entrou em lockdown no ano passado, acaba de anunciar que ele vai se estender, no mínimo, até março.

Também é importante lembrar que o Brasil não está conseguindo distribuir corretamente as vacinas. Muitas segundas doses ficaram pendentes ou atrasaram, comprometendo a eficácia da primeira dose. No Rio de Janeiro, por exemplo, as vacinas acabaram. Em outros estados, foram vacinadas pessoas que não eram de grupos prioritários, enquanto quem está na linha de frente de combate ao covid ficou sem vacina.

E, é claro, não podemos nos esquecer do colapso no sistema de saúde em muitas cidades, que gera inevitavelmente um aumento no número de mortes por covid, pois quem poderia sobreviver se recebesse um suporte médico adequado, fica desamparado. Em Manaus, por exemplo, houve um aumento de mais de 40% nas mortes. Muitas cidades lutam contra falta de oxigênio, de anestésico para colocar pacientes no respirador (estão usando anestésico veterinário em seres humanos), falta de mão de obra pois médicos estão adoecendo e muitos outros problemas de infraestrutura.

Por fim, vale lembrar que o Brasil foi eleito o pior país para se estar durante a pandemia, e esse estudo foi realizado levando em conta vários aspectos. Seja o estudo, seja o número de mortes aumentando, seja o sistema de saúde colapsando, temos dezenas de indícios de que o país não está indo pelo melhor caminho.

O que seria esperado diante de um cenário como esse? Provavelmente que as pessoas tentem se proteger como puderem. É o que estamos vendo no carnaval? Claro que não. O Brasil ainda está empilhando os mortos do Natal e do ano novo e agora faz por onde majorar ainda mais esses números.

A confusão já começou antes do carnaval. No meio da semana passada começaram a pipocar festinhas e blocos de rua. São muitas histórias, muitas mesmo. Selecionei algumas que me pareceram retratar melhor o que está acontecendo por todo o país. Vamos ver como anda o Coronaval.

Essa história ilustra bem o tanto de merda que as pessoas têm na cabeça: bloco a qualquer custo.

Foliões cariocas combinaram de formar um bloco de rua pelas redes sociais, marcando dia, local e hora para seu início. Quando chegaram ao local, havia policiamento, o que impediu que o bloco se forme. Inconformados, os foliões tentaram então se aglomerar em bares que ficavam nas proximidades.

Os estabelecimentos se recusaram a receber tanta gente, explicando que eles não poderiam ficar lá, mas os foliões se recusavam a sair. Prostrados na porta dos bares, faziam de conta que não escutavam os pedidos para se retirarem. Os donos dos bares cansaram e, diante da recusa do grupo em sair, fecharam todos os bares da rua.

Mas os foliões não desistiram: designaram alguns membros para se dividir e procurar um local sem policiamento no entorno onde pudessem dar início ao bloco.

Encontraram um local e começaram o bloco lá mesmo, aglomerando mais e mais pessoas, a maioria sem máscara e bebendo. A polícia descobriu onde eles estavam e tentou dispersá-los, mas eles atacaram a polícia aos gritos de “fascistas”, “repressão” e “ditadura”. A polícia teve que se retirar e voltar com reforços e, mesmo assim, não conseguiu remover os foliões. Foi preciso jogar bombas de gás lacrimogêneo para fazê-los deixar o local. Sim, temos vídeo:

Há muitas coisas fascinantes neste vídeo, apesar de sua baixíssima qualidade.

A primeira é o fato de um carioca gritar “Estão jogando granada, parceiro”. Como assim um carioca não sabe a diferença? Carioca reconhece o tipo de arma que dispara pelo barulho do tiro. Antes fossem granadas, infelizmente não eram. A segunda é a pronúncia de “Fire in the hole”. Não só a pronúncia, como a forma alegre, descontraída e bem humorada com que uma pessoa constata que está sendo alvejada pela polícia.

Aos 30 segundos de vídeo vemos a marca registrada da pobreza, confusão e criminalidade: uma pessoa com a camisa do Flamengo correndo. Sempre, sempre, sempre tem. O curioso é o tio com a camisa da Adidas sentado no bar na maior inércia contemplativa enquanto todos correm e gritam. O carioca perdeu o medo do perigo faz tempo.

Obviamente, todos sem máscara e com as fantasias previsíveis em todo carnaval: gordinha de tutu (um clássico que nunca falta), rapaz sarado vestido de piranha e um anjo completamente bêbado. E para você que está pensando que pobre é uma merda, no Rio teve festa em todas as classes sociais, inclusive uma no Jockey Clube, um dos lugares mais chiques da cidade.

Deixo aqui uma consideração importante, com a experiência de ter morado 40 anos no Rio de Janeiro: todo mundo critica tanto a polícia carioca por ser desumana, psicopata e truculenta mas… tem como lidar de outra forma com carioca? Há dois lados para cada história, o carioca não é um povo alegre e sorridente vítima de uma polícia opressora, ele é tão filho da puta, desonesto e agressivo quando a polícia que o espanca. Ninguém vale nada ali, não tem vítimas, tem filho da puta atacando filho da puta, por todos os lados.

Mas isso não é tudo. Não basta se contaminar e contaminar as pessoas que te cercam, tem que ser da forma mais degradante possível, como por exemplo, em um show do cantor Belo. Sim, as pessoas se arriscam a matar suas mães ou suas avós para assistir ao cantor Belo.

Parece que Belo tem uma compulsão por cometer crimes e está somando mais um para a sua lista: causou uma aglomeração enorme fazendo um show não autorizado e ainda tentou intimidar quem o confrontou: “Fizemos o show seguindo todos os protocolos (…) fiscalização? só quem sofre as consequências são os artistas, que foi o primeiro segmento a parar, e até agora não temos apoio de ninguém”. Força, Guerreiro.

Pelas fotos do show (há outras disponíveis no Google mostrando os detalhes), podemos perceber que esse papo de “seguindo todos os protocolos” é recurso recorrente de todo mundo que desrespeita as regras de isolamento social. Que protocolo é esse de uma multidão aglomerada e sem máscara?

E, cá entre nós, é injusto dizer que não tem o apoio de ninguém, todo mundo que mora no Rio sabe que Belo tem todo o apoio do tráfico, a maior prova é esse show. Tomara que volte para a gaiola.

Em Natal, a Prefeitura emitiu um decreto proibindo celebrações nas ruas, pois a lotação hospitalar por lá está na faixa dos 90% e o sistema de saúde já começa a dar sinais de colapso, com falta de alguns insumos e demora ou fila de espera para atendimento médico e internação. Era o momento de definir se queriam se tornar uma nova Manaus ou reverter a situação antes que aconteça uma crise humanitária.

Aparentemente, eles almejam ser uma nova Manaus. Apesar da proibição (e a gente sempre fala, não adianta proibir se não fiscalizar), foram registrados dezenas de focos de aglomeração, e quando a gente fala de aglomeração, não é um montinho em frente a um bar, é essa foto aí de cima, que praticamente tem cheiro. É aglomeração de não conseguir ver o chão de tanta gente que está amontoada na rua.

Consultada, a Prefeitura disse que fez sua parte ao emitir o decreto proibindo aglomerações e que não consegue conter a população nas ruas. Ninguém foi preso. Entendemos que sair descendo o cacete nos transeuntes depois vira comoção e fala sobre direitos humanos (apesar de sermos 100% favoráveis a sentar o cacete em quem está colocando a vida alheia em risco). Mas não dava para coibir de outra forma? Multando? Fazendo barreiras de isolamento? Soltando alguns animais carnívoros do zoológico nas ruas?

Na outra ponto do país, no Rio Grande do Sul, aconteceu o mesmo esquema: proibiram aglomeração, tentaram coibir com policiamento, mas não deu.

A Prefeitura se manifestou e disse que “é humanamente impossível coibir todas as ações provocadas por milhares de pessoas”. É praticamente um convite: “Olá, saqueiem minha cidade, pois não conseguimos ter controle sobre grande quantidade de gente”. Fica a dica.

Além disso, a Prefeitura também informou que “uma ação ostensiva de dispersão seria arriscada, uma vez que foi registrada a presença de famílias com crianças, havendo registros até de bebê de colo”. Olha que polícia fascinante: não quer colocar em risco a vida de quem coloca a vida dos outros em risco. Estão precisando de umas aulinhas com a polícia carioca.

Em Santa Catarina não foi diferente. Além das praias lotadas, festa nas ruas aglomerando pessoas sem máscara e com zero distanciamento social. Vejam a serenidade no olhar de quem acha que um vírus respiratório que já matou mais de dois milhões de pessoas e obrigou a Europa a passar quase três meses em lockdown é só uma gripezinha.

O poder público reproduziu o discurso padrão do resto do país: tentou impedir, cancelando o carnaval oficialmente em 8 de fevereiro, mas ninguém obedeceu e “se tornou impossível dispersar tanta gente”. A Prefeitura disse ainda que “repudia fortemente as cenas lamentáveis presenciadas”. Parece que notinha de repúdio sem fazer absolutamente nada a respeito está virando tendência na política brasileira.

Estes são apenas alguns de muitos exemplos. Não é possível fazer uma postagem com fotos e relatos de todos os estados, pois o país é muito extenso, mas basta uma busca rápida no Google que vocês verão: ninguém se salvou, teve festa clandestina e/ou aglomeração nas ruas, em muitos casos, em plena luz do dia. Teve estabelecimento promovendo festa, teve bares lotados, teve tudo que não deveria ter.

E eu acredito que o Poder Público realmente tentou coibir, mas como o Brasil é um país de incompetentes, não conseguiu. Não há inteligência, estratégia, não tem um plano para conter o povo nas ruas. Fica a dica para o povo, quando cansar de ser roubado, esculachado e explorado: se vocês forem para as ruas por uma causa realmente importante, o Poder Público não vai saber como pará-los.

Não é difícil. Eu mesma simulei interesse em comprar um ingresso para uma festa clandestina no Rio de Janeiro e obtive todas as informações necessárias. O ingresso custava a módica quantia de R$ 700,00. Que tal? Pagar mais de meio salário mínimo para adoecer? Era só rastrear essas pessoas por redes sociais ou WhatsApp, descobrir o local da festa e ir até lá, impedindo que ela aconteça. Alguém fez isso? Claro que não.

Até em Manaus, que está sofrendo uma crise sem precedentes por causa do coronavírus, foram detectadas aglomerações e festas clandestinas. Não há esperanças para o Brasil. É o “meu” bem-estar, o “meu” desejo imediatista, o “meu” querer acima do bem estar de toda a humanidade. Foda-se se o Brasil está contaminando vários países com uma variável nova, a pessoa tem que pular carnaval.

Parem de culpar político. O brasileiro é podre, exatamente tão podre quanto o Bolsonaro, que é só um espelho do povo. Irresponsáveis, egoístas, fúteis. Uma hora alguém vai cansar de ficar tomando nova cepa tupiniquim e tendo que fechar mais uma vez em lockdown e, eu juro, eu vou entender qualquer medida que seja adotada contra o Brasil, desde embargo comercial até bomba atômica.

Para contar as atrocidades que fizeram na sua cidade, para dizer que tá indo embora o vírus ou ainda para dizer que o carioca merece a polícia que tem: sally@desfavor.com

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Comments (32)

  • Falando no Belo, Sally, pra completar, pra fechar com chave de bosta e pra pôr o prego no caixão, mais uma prova de q no Brasil, o crime compensa: BELO FOI SOLTO. Veja:

    https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/02/4907278-desembargador-aceita-pedido-de-habeas-corpus-do-cantor-belo.html

    E como no Brasil, não basta só passar a mão pela cabeça de quem faz merda, tem q também defender cretinos abertamente, só faltando rasgar o cu em apoio aos infelizes, teve até notinha de apoio da Ordem dos Músicos do Brasil em apoio ao pagodeiro irresponsável:

    https://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/ordem-dos-musicos-do-brasil-emite-nota-de-repudio-sobre-o-cantor-belo-18022021?amp

    Por essas e outras que o Brasil já era faz tempo… ACABOU, agora é bundalelê de vírus e de irresponsabilidade agora balizada pelo poder público. Lamentável!

  • Deveriam fazer um cadastro nacional com o nome e cpf desses cretinos. Daqui a 3 semanas, quando os hospitais estiverem colapsados, recusa atendimento. Simples.

    Sally, faz um texto estilo “Sistema Sally de moralização” sobre como o Estado deveria tratar esses “cidadãos”. Não vai acontecer de verdade, mas sonhar ainda é de graça.

  • É incrivel a falta de cuidado do brasileiro consigo mesmo e com os outros em plena peste que ameaça boa parte do país.

    Aqui em Valsador por ex, como o esperado, não faltaram festas e aglomerações mil, paredões, pancadões, bares e praias lotados até o talo… Poxa, custa se controlar mais um pouco? Pro brasileiro sim… Eu já não gostava de praia lotada sem pandemia, imaginem agora, é o apocalipse…

    Não basta pegar uma prainha mais deserta, com poucas pessoas podendo fazer distanciamento, ficar um tempo e sair, não, tem que aglomerar, tem que fazer bolinho de gente, daqueles q quase não dá pra ver o chão onde pisa, assim como nas festas mostradas no texto. Vídeos e mais vídeos de aglomerações desde festas em boates “de luxo” aos paredões nas periferias circulam nas redes sociais e em perfis criados para denúncia destas festas, e é de pasmar que todos estes vídeos tenham sido divulgados por perfis abertos, ou seja, o brasileiro nem vergonha tem em divulgar, tem que proclamar que está afrontando o vírus porque “está conseguindo viver” em meio a um perigo mortal, mas a conta vem, e a conta chegará quando nem sairmos do saldo de Natal/Ano Novo — e se preparem pq vem aí mais aglomerações familiares da páscoa, do dia das mães, do dia dos pais, do dia das crianças, do dia dos avós e assim o ciclo da peste não terá fim e ainda com mais variantes ameaçando o país (e o mundo, que talvez trancará suas portas para brasileiros, ou restringirá ainda mais sua entrada).

    Muita raiva eu tô passando aqui, eu q desde março passado tô trancada em casa e só saio pouquíssimas vezes por mês, e que pretendo continuar o confinamento bem mais apertado até eu me picar dessa desgraça. Saco deste país e desse povo egoísta que se acha tão “bom”, “esperto” e “malandro”… (E o vírus não respeita a malandragem brazuca, porque tem a própria e aí já viu né)

      • Nem para o seu próprio umbigo liga, pois cada uma das pessoas que foi pular carnaval pode adoecer, morrer ou ficar com sequelas pro resto da vida

        • Isso é tão verdade, Sally, por isso que eu digo que tá na hora da imprensa levantar geral que a peste não afeta só pessoas mais velhas, afeta jovens também (e muito), seja com mortes, seja com sequelamentos dos mais diversos graus. O pessoal tá achando que com eles não vai acontecer nada por serem “jovens”, aí pegam a doença, sobrevivem, mas aí chega a surpresinha amarga da já famosa “covid longa”, cujas sequelas mais “leves” são cansaço, falta de olfato e falta de paladar, podendo chegar a problemas cardíacos e neurológicos. Só que tem gente que não quer enxergar o perigo e só se dá conta quando já é tarde demais…

  • Fico contrariada quando generalizam ao se referirem aos brasileiros como um bando de gente merda.
    O mundo todo tem gente merda tanto quanto no Brasil, não pensem que gente merda não é proporcional, porque é sim.
    O mundo todo está fodido com a pandemia, este privilégio não é da gente merda brasileira.

    • Até sexta passada (12) já havia dados te contrariando ainda mais: “Para efeito de comparação, para cada uruguaio morto pelo novo coronavírus houve a morte de 8 brasileiros, para cada neozelandês morto houve a morte de 222 brasileiros; para cada chinês tivemos a morte de 371 brasileiros e para cada óbito vietnamita pela covid-19 tivemos 2.780 brasileiros que perderam a vida.

      https://projetocolabora.com.br/ods3/na-contramao-da-queda-global-mortes-sobem-no-brasil/

      • Isso não pode ser sério.
        8 uruguaios pra cada brasileiro morto? Vc esqueceu do detalhe que o Uruguai ao contrario da argentina e Brasil tomaram medidas restritivas mínimas? Isso conta algo pra vc?
        China? A china com 1 bilhao e 300 pessoas com menos casos que santa catarina, e escondendo sus dados, e vc acredita?
        A nova zelândia que é um fucking ilha com 4 milhoes de pessoas?
        Vc tem problema cognitivo ou é apenas desonestidade?

    • Então fique contrariada, porque como já foi mostrado aqui neste blog n vezes, e internet afora n² vezes, apesar de existir gente fazendo merda a rodo mundo afora, nenhum outro lugar faz tanta merda, em tal quantidade, com tanto afinco, e orgulho de fazer merda com orgulho de estar “subvertendo o sistema”. O mundo tem gente merdeira, mas em nenhum outro país gente merdeira é regra; em nenhum outro país pessoas “não-merdeiras” são tão alienígenas na sociedade como no Brasil.

    • Já escrevemos taaaaanto sobre isso que chega a dar preguiça de responder…
      Sim, todo lugar tem gente merda, mas na intensidade e proporção que tem no Brasil, te asseguro que não.
      Sim, todo lugar está sofrendo com a pandemia, mas na intensidade e proporção do Brasil, poucos.
      O brasileiro é, salvo honrosas exceções, um povo merda, desonesto, corrupto, burro e incompetente. Só que ele não consegue se admitir ou se ver assim, acham que tem alguns casos de gente assim. Não. São maioria.

  • Pausa pra rir com aquele humor meio negro: Sally é o único bicho ruim que conheço, que mora em outro país e simula uma compra de evento clandestino só pra escrever em seu blog anônimo pessoal! hahaha

  • ” Soltando alguns animais carnívoros do zoológico nas ruas?” – com esses selvagens? Pode soltar um grupo de terópodes mesozóicos, daqueles assassinos, que esse povo mata tudo e ainda faz churrasquinho. E ainda vende. E ainda vai para a internet se gabar de que “brasileiro precisa ser estudado hahahaha”.
    Acho que cabe uma referência ao texto de 25 de janeiro passado (“Sonhos e desastres”). Não cheguei a comentar naquele texto pq, algumas vezes, falar do Brasil me deprime. Ao contrario de muitos, eu nunca quis ativamente sair do Brasil pq o cenário (aonde eu morava) é deslumbrante, eu tinha boas condições financeiras e um trabalho que adorava. Mas chegou um momento onde tudo o que eu queria era poder andar na rua sem correr risco de vida. Depois de anos morando fora, me arrependo de não ter feito isso antes. Poder andar na rua sem temer pela vida é libertador. O simples ato de poder ir ao supermercado sem me sentir jogando roleta russa faz tudo valer a pena. Eu me sinto tão refugiada quanto qualquer sírio ou outro imigrante fugindo de país em guerra. O Brasil é o desastre, o Rio de Janeiro é o olho do furacão. Uma pena.

    • ” Mas chegou um momento onde tudo o que eu queria era poder andar na rua sem correr risco de vida. Depois de anos morando fora, me arrependo de não ter feito isso antes. Poder andar na rua sem temer pela vida é libertador. O simples ato de poder ir ao supermercado sem me sentir jogando roleta russa faz tudo valer a pena.”

      Palavras fortes, Esther. E com as quais concordo plenamente.

  • Essa cambada ainda não conseguiu perceber que é justamente esse tipo de comportamento de merda que contribui para que a pandemia custe ainda mais a passar…

  • Talvez eu tenha problema de cabeça, mas sempre achei que brasileiro tinha que acabar e fivo fazendo contas. Se continuar morrendo mil BR por dia, no final dos 10 anos previstos de pandemia, não vai chegar a 4 milhões, se a população é de 200 milhões, a faxina terá sido pouco eficiente.

    • Para fazer um faxinão, teria que vir uma mutação com, pelo menos, 20% de letalidade. Do jeito que o brasileiro está permitindo que o vírus circule, eu não duvido de nada…

  • Já tem dias variantes locais do Covid-19, uma chamada P1, cuja origem é Manaus e uma chamada P2 que se originou no RJ.
    A ideia dos jenius é infectar na crença que assim tenham imunidade. #SabeDeNadaInocente

  • No início do mês, os alunos de me(r)divina da Barrão (você faz) resolveram organizar uma festeeenha e o resultado é que as aulas presenciais lá foram suspensas por conta dos espíritos de porco.

  • Era de se esperar esse comportamento do brasileiro…

    Bem, e agora nós, que ficamos em casa tomando todos os cuidados possíveis, vamos assistir impotentes ao aumento de casos e à disseminação da nova variante da covid, ao mesmo tempo em que essa gente torna ainda mais difícil o dever de se cuidar diante desta pandemia.

    Que vergonha deste país… que vergonha!

    • Que vergonha do ser humano, que não tem um consideração com aqueles que deixam seus entes queridos para estarem na linha de frente,contra esse vírus que por incrível que pareça,por tantas mortes causadas, não mete medo nesses retardados que insiste em ir se aglomerar . só podemos lamentar

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