Culpa compartilhada.

Nesta semana, tivemos um terrível caso de assassinato: um adolescente matou uma garota a facadas, filmou o corpo e publicou na internet. O rapaz confessou o crime e já está preso. Nos vídeos da abordagem policial, ele não demonstrou remorso algum. Os dois se conheciam por jogarem juntos um game online, e é claro que isso virou foco da história…

Estou sendo vago sobre o assassino e a vítima de propósito: não acho razoável dar muita atenção para uma pessoa perturbada nem explorar a imagem de uma garota assassinada. Vamos então olhar para o mesmo ângulo da mídia: o ambiente tóxico dos games online e sua parcela de culpa nesses comportamentos violentos.

De tempos em tempos eu gosto de analisar uma crença minha, daquelas bem seguras dentro da mente, e ver se ela ainda resiste aos fatos. Há décadas que eu não dou trela para quem acha que os videogames estão deixando os jovens violentos, é papo furado desde Columbine.

Mas, para falar a verdade, já se passou muito tempo desde Columbine… talvez seja uma boa ideia revisar isso. O argumento original é que o videogame não cria pessoas violentas, afinal, se criasse provavelmente teríamos milhares de casos de massacres e assassinatos cruéis entre adolescentes todos os dias. E considerando que os gamers já envelheceram bastante nesse meio tempo, inclusive entre adultos.

Mas não é isso que vemos no dia a dia, não? Mesmo em países muito violentos como o Brasil, assassinatos quase sempre estão ligados à criminalidade mais comum: assaltos, tráfico, guerras entre quadrilhas. Complicado argumentar que alguém que vive numa favela sob o controle de uma facção criminosa está pegando seu comportamento ruim de jogos.

Bom, talvez não seja exatamente a questão do jogo. Violência virtual costuma ser bem simples de separar da real, pelo menos para a imensa maioria de nós. Matar alguém num jogo não carrega o mesmo peso sequer de dar um soco numa pessoa real. O argumento de banalização costuma ignorar os resultados práticos: já temos algumas gerações criadas com jogos violentos de alta fidelidade, e não vimos nada de chamativo nos números da violência urbana.

Precisa de alguma relação entre os fatos para levar essa ideia pra frente. O problema é que vivemos numa era onde finalmente conseguimos ter acesso a informações sobre o que acontece no mundo todo, em tempo real. Claro que parece que todos os crimes estão em alta, mas quando você puxa os dados consolidados mesmo, a violência global está em queda há algumas décadas (desde quando começamos a realmente ter mais confiança nos números).

Talvez esse argumento tenha mais força se começarmos a pensar nas comunidades online que se formam ao redor desse tipo de público. É fácil desdenhar do papo lacrador de masculinidade tóxica e esquecer que tem sim algo de podre em muitas comunidades virtuais. Não é só porque tem gente usando o assunto para se vitimizar e mendigar atenção que temos que ignorar completamente.

Algo que eu nunca vejo nas discussões sobre o tema é o comportamento natural de adolescentes: eles podem ser horríveis uns com os outros. Não precisa de computador para isso. É uma fase de transição entre um ser “público” e um ser “particular”. A criança é criança e todos costumam tratá-las mais ou menos do mesmo jeito, o adolescente já começa a ter um nome e um identidade própria. Precisa da sua afirmação pessoal. E isso muitas vezes gera comportamentos pra lá de desagradáveis.

Comportamentos que simplesmente se traduziram para a internet com a mudança tecnológica que vivenciamos recentemente. São as mesmas pessoas procurando acertar o mix de identidade pessoal e pertencimento a um grupo que vemos há milênios, agora com um smartphone na mão. E há milênios, adolescentes podem ser muito desequilibrados e por vezes, violentos.

Será que toda essa conversa de jovens se perdendo em comunidades virtuais cheias de radicalismo e apologia à violência não é apenas uma “nostalgia do que nunca existiu”? Já esqueceram as merdas que achavam bacana nessa idade? Eu achava o máximo ver clipes “satânicos” de bandas que faziam pose de malvadas. Hoje em dia eu revejo essas coisas e morro de rir. São marmanjos com roupas pretas e cara pintada fazendo cara feia!

Mas quando era adolescente, aquilo era muito hardcore! Eu não era mais uma criança, eu não queria mais coisa de criança! Me encontrei numa comunidade de gente que se vestia de preto e se achava super malvada, mas na prática éramos apenas uns bobos encontrando o caminho na vida. Hoje em dia quase toda aquela turma “do mal” está casada com filhos e contas para pagar. Trabalham com camisa social e às vezes ficam com dor nas costas.

Eu começo a acreditar que a adolescência deve ser realmente traumática, porque os adultos simplesmente não lembram dos babacas que foram. Entram em choque quando veem que os adolescentes atuais têm visões radicais e acham bonito quem usa drogas e se mete em situações perigosas em geral. Oras, quase todo adolescente tem esse ponto fraco. É uma fase. Algumas pessoas nunca saem dela, mas pensem no mundo ao seu redor: a maioria sai dela e vai ser adulta. Pode até ser uma adulta babaca, mas é outra fase.

Se essa fase adolescente acontece numa praça ou numa comunidade virtual, não muda muita coisa. Pessoas ainda são pessoas. Existe uma sequência de comportamentos nessa fase de crescimento que é bem comum (não é obrigatória, é claro, mas é comum) e não define exatamente como o adulto vai ser.

Demonizaram todo tipo de passatempo de adolescente nessas últimas décadas. Comunidades online são mais do mesmo: é onde se encontra a maioria das pessoas, então é óbvio que é onde se encontra a maioria desses jovens falando besteira e disputando para ver quem é mais “adultão” para impressionar uns aos outros.

Sim, existem psicopatas ou pessoas com sérios transtornos mentais nesses meios, assim como sempre existiram os tipos antes da internet. Infelizmente é uma questão de probabilidade: dado um número suficiente de pessoas, uma delas vai ser uma assassina em potencial. No final das contas, parece que estamos muito focados em ter ambientes absolutamente saudáveis para que os jovens não cometam crimes e cheguem na vida adulta de forma produtiva. Mas, alguém combinou isso com a natureza?

O que configura um ambiente saudável? Esconder dos jovens que violência existe? Ensiná-los a recitar noventa gêneros diferentes? Um dos maiores problemas do movimento para tentar salvar esses jovens da própria adolescência é que não se pode controlar um ser humano dessa forma. Quer dizer, até dá, mas isso acabaria num fascismo que eu duvido que seja o objetivo real de quem reclama dessas comunidades online.

A verdade dolorida é que não existe atenção disponível no mundo para esses jovens. A maioria absoluta resiste e dá seu jeito de se encaixar na sociedade alguns anos depois, muito embora não seja o ideal e acabemos com uma multidão de deprimidos e ansiosos. Mas de alguma forma, conseguimos lidar com isso. Alguns jovens precisam de muito mais atenção, especialmente aqueles que já começam a dar sinais de problemas psicológicos. Se atenção já está em falta para adolescentes que não causam muito problema, imagine só para os que causam?

Reclamar de jogos e comunidades virtuais mal chega a ser um paliativo. O cerne da questão é o mesmo há séculos. Adolescente que não tem contato com adultos responsáveis corre muito mais risco de se perder nessa fase da vida. A parte cretina da personalidade é culpa dos hormônios e da necessidade de aprovação natural, mas ela pode ser combatida se esse jovem conseguir enxergar algum propósito na sua vida.

Mesmo nas minhas fases mais rebeldes, eu sempre soube que pela lógica da minha família, eu tinha um futuro baseado em estudo e desenvolvimento de habilidades criativas. Havia uma base ali. Eu até podia encarar um “ambiente de maconha” para me sentir mais ousado, mas se a coisa ficasse mais pesada eu já sabia que não valia a pena pra mim. Eu tinha mais o que conseguir na vida. Eu tinha uma casa pra voltar e gente que me daria atenção se eu precisasse. Isso muda a visão de um jovem. Fiz merdas? Fiz merdas. Mas sempre foi por falta de experiência de vida, nunca por não ter nada a perder.

Não adianta brigar com as comunidades online, até porque muitas delas são a única forma de conexão de gente abandonada. Vamos ter pessoas horríveis em todas elas. Tem gente tóxica nas chans, tem gente tóxica no Instagram. Quando você tem suporte dos pais ou de adultos responsáveis, essa gente parece menos interessante, porque você tem um visão de futuro mínima que te controla. Quando você está largado à própria sorte, não faz tanta diferença assim.

É mais fácil dizer que videogame e internet causam violência, mas na prática, é o ser humano que está por trás disso tudo. Como sempre esteve. E seres humanos são complicados… especialmente se você não estiver prestando atenção.

Para dizer que a culpa é dos outros, para dizer que antes da internet o mundo era maravilhoso, ou mesmo para dizer que o jovem tem que acabar: somir@desfavor.com

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Comments (20)

  • Esse é um problema que atinge tanto conservadores quanto progressistas, idealizar a infância e a adolescência. Acham que gente novinha liga pra politização ou pra tradição quando na realidade estão pensando em como aprender a matéria na noite antes da prova e fazendo piadas de peido e rola.

  • Isso tudo é consequência de pessoas que querem ter filhos mas não querem ser pais, largam as crias pelo mundo e elas tem q lidar sozinhas com suas próprias vidas, sem qualquer provisão ou conexão afetiva. O suprimento é apenas material e as vivências sociais são baseadas na autoridade e barganha.Esse modelo morto e falido nunca deu certo mas o brasileiro quer a todo custo manter artificialmente esse padrão mandando os filhos pra igreja e pras escolas militares. Não sobra um espelho saudável de relacionamento. Por isso eu penso que as comunidades virtuais deveriam pelo menos tentar ser mais positivas e dar algum suporte aos seus participantes, pra que eles não se destruam por inteiro.

  • Se não fosse o jogo ia ser outra coisa. O moleque é doido de pedra! Disse que escreveu um livro e que pertence a uma seita que ainda vai matar muitos cristãos, mas provavelmente essa seita só existe na cabeça dele. Esse vai pra camisa de força e não sai mais.

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    Jhonata Lima Barros

    Isto me faz lembrar o seguinte trecho do livro “44 Cartas do Mundo Líquido Moderno”, de Zygmunt Bauman, Carta número 2, intitulada “Sozinhos no meio da multidão”:

    “Os inventores e vendedores de walkmans, os primeiros aparelhos portáteis que nos
    permitiram “ouvir o mundo” onde quer que estivéssemos e sempre que desejássemos, prometiam aos clientes: “Você nunca mais estará só!” É óbvio que eles sabiam do que estavam falando e por
    que essa mensagem publicitária incentivaria a venda de aparelhos – o que de fato aconteceu, aos
    milhões. Sabiam que havia milhares de pessoas nas ruas que se sentiam solitárias e odiavam essa
    solidão dolorosa e abominável; pessoas que não só estavam privadas de companhia, mas que
    sofriam com essa privação. Em lares cada vez mais vazios durante o dia, onde o coração e a
    mesa de jantar da família foram substituídos por aparelhos de TV presentes em todos os cômodos
    – “cada indivíduo preso em seu próprio casulo” –, um número sempre decrescente de pessoas
    podia contar com o calor revigorante e alentador da companhia humana; sem companhia, elas não
    sabiam como preencher as horas e os dias.”

    Ele fala especificamente dos walkmans, mas, vejo, pode ser aplicado à essa parte das comunidades online também…

    Soma-se à isso o sentimento de pertença a um grupo (coisa já abordada neste texto), e as tendências psicológicas humanas: o viés de confirmação (onde só se leva em conta o que corrobora a crença partilhada por esse grupo), e o efeito backfire (onde, se uma pessoa é confrontada com fatos ou simplesmente ideias que contrariam suas crenças, fica na defensiva e reforça ainda mais suas próprias crenças, ao invés de parar para pensar)… e então nós temos uma talvez razoável probabilidade de haver radicalização e extremismo, além de fanatismo.

  • Na época que os millenials (hoje rumo a meia idade) estavam na adolescência, teve uma garota que foi morta por uma turma que levou um jogo de RPG a sério demais. Teve também o caso de um casalzinho que numa onda neohippie foi querer acampar no mato e que acabou morto nas mãos de um garoto que era menor de idade.
    Agora essas paradas envolvem os zoomers, que vivem num ambiente ainda mais tóxico que o da juventude dos millenials e tentam se sobressair em meio a uma vida sem grandes perspectivas, salvo se escorando em alguma fama na condição de influencer (para o bem ou para o mal) na famigerada era das redes de engajamento social.
    Hoje a culpa é do smartphone, antes era da TV ou mesmo do videogame e antes ainda era do trabalho, sendo que desde sempre o humano mesquinho vive na base de jogar a culpa nos outros, sendo que um Homer Simpson parece um filósofo em meio a esse bando de macacos pelados.

    • Esse caso da “morte por RPG” já foi provado que os suspeitos (e condenados) estavam buscando desculpas pra ocultar o motivo torpe (tanto no de Ouro Preto, quando o daquela cidade do ES quanto o de Belo Horizonte).

  • “Mas, para falar a verdade, já se passou muito tempo desde Columbine… talvez seja uma boa ideia revisar isso. O argumento original é que o videogame não cria pessoas violentas (…)”

    Li o livro da mãe do Dylan Klebold e, basicamente, em um tempo em que o marido estava doente e as responsabilidades consumiam todo o tempo dela, a mulher destacou a ironia de preocupar-se que o filho mais velho dele fosse cometer o que o caçula brilhante e dócil (ao menos na frente dela) acabou fazendo…

  • Algum tempo atrás, viralizou no Twitter prints de alguns pais que usaram uma ferramenta de supervisão (do Google se não me falha a memória) nos dispositivos dos filhos, descobriram que os filhos eram LGBT não assumidos e os castigaram.

    Não sei como uma regulamentação poderia ser feita. Uma coisa é a gente, das gerações X e Y, que viu um mundo em que a internet era só uma foto de um pudim e havia uma separação definida entre a vida real, sobretudo a profissional, e a internet. Mas hoje em dia mulheres grávidas fazem conta no Instagram pros seus fetos, sério. Como proceder?

  • “para dizer que antes da internet o mundo era maravilhoso”
    O fato de cientistas e famílias ricas limitarem, ou mesmo proibirem, o uso de computador e internet por seus filhos deve ser um sinal.
    Outro sinal: https://g1.globo.com/bemestar/viva-voce/noticia/2020/10/30/geracao-digital-por-que-pela-1a-vez-filhos-tem-qi-inferior-ao-dos-pais.ghtml

    Sinceramente, eu vejo algumas crianças e jovens na minha família que parecem que têm o cérebro atrofiado. Sabem ficar o dia todo cutucando telas mas não sabem nada prático pra vida, e nem se interessam em aprender. Vivemos na “era da informação”, nunca foi tão fácil aprender qualquer coisa e, ao mesmo tempo, é a geração mais burra que já tivemos. As pessoas estão desaprendendo a fazer perguntas e solucionar problemas, buscam respostas prontas pra tudo. Daí vem essa explosão de “formadores de opinião” na mídia, que antes era feita apenas para informar.
    Sabem usar o cérebro pra assistir Youtube, stalkear famosinho e decorar alguma bobagem ideológica, mas não sabem fazer cálculos matemáticos de cabeça, ou memorizar receitas básicas, ou redigir um texto, ou costurar, ou usar ferramentas ou plantar uma alface… Coisas que qualquer pessoa mais velha “burra, antiquada e fascista” sabe, tanto é que muitas dessas pessoas fazem um bom dinheiro indo consertar coisas nas casas desses jovens “inteligentes, tecnológicos e diplomados”.

    Longe de mim e do cientista da matéria estarmos demonizando a tecnologia, mas é sempre bom refletir. Uma pessoa saber usar tecnologia não faz dela automaticamente inteligente, apenas mostra que os profissionais de TI e UX estão fazendo plataformas cada vez mais user friendly.

    • Resumo: maldita inclusão digital! Talvez a ideia de igualdade entre seres humanos tenha sido só uma moda passageira. É mais fácil bestificar a maioria da população e viver isolado em castelos mesmo…

      • As pessoas têm que ter alguma iniciativa também, não adianta ficar esperando pai, mãe, professor ou o Estado dar tudo. Essa dependência é perigosa, ainda mais numa época onde se fala de sistema de crédito social.
        Imagina esse povo dependente de IFood ser impedido de frequentar restaurantes por estar com a pontuação baixa, morrem de fome.

      • “Talvez a ideia de igualdade entre seres humanos tenha sido só uma moda passageira.”
        De vez em quando dá vontade de pensar isso, mas esse tipo de pensamento é bem assustador, ainda mais no contexto atual em que países não muito conhecidos por igualdade e respeito aos direitos humanos estão em ascensão… Se for mais lucrativo trocar a bandeira arco-íris por uma estrela e crescente no logo da empresa, ela vai ser trocada.

    • “Sinceramente, eu vejo algumas crianças e jovens na minha família que parecem que têm o cérebro atrofiado. Sabem ficar o dia todo cutucando telas mas não sabem nada prático pra vida, e nem se interessam em aprender. Vivemos na “era da informação”, nunca foi tão fácil aprender qualquer coisa e, ao mesmo tempo, é a geração mais burra que já tivemos. As pessoas estão desaprendendo a fazer perguntas e solucionar problemas, buscam respostas prontas pra tudo. Daí vem essa explosão de “formadores de opinião” na mídia, que antes era feita apenas para informar.

      Sabem usar o cérebro pra assistir Youtube, stalkear famosinho e decorar alguma bobagem ideológica, mas não sabem fazer cálculos matemáticos de cabeça, ou memorizar receitas básicas, ou redigir um texto, ou costurar, ou usar ferramentas ou plantar uma alface… Coisas que qualquer pessoa mais velha “burra, antiquada e fascista” sabe, tanto é que muitas dessas pessoas fazem um bom dinheiro indo consertar coisas nas casas desses jovens “inteligentes, tecnológicos e diplomados”.”

      Eu também tenho reparado nisso e acho até que renderia um texto. E você, Somir?

    • Olha, eu até concordo, mas é preciso ter cuidado com esse tipo de argumentação. Realmente, tenho reparado mesmo que essa geração 2mil pra cá tem tudo na mão, mas parece que em termos práticos pecam um pouco. Dá pra dizer que a tecnologia ajuda sim as pessoas, ajuda no conhecimento etc, mas é preciso utilizá-la com parcimônia pra não cair nessa soberba barata.

  • A TV e o smartphone expuseram como a maioria das pessoas não liga de verdade pros filhos e só tem eles por instinto ou conveniência.
    Somos todos animais vivendo para sobreviver por mais tempo e competir uns com os outros por recursos. A burrice foi achar que éramos algo mais que isso só porque somos mais inteligentes. Nosso instinto nunca mudou, nem nunca mudará.
    Só nossas vidas importam, e o resto são apenas inconvenientes necessários para acalmar instinto natural. Mas nenhum desses inconvenientes é de nosso agrado, e sempre procuraremos nos livrar deles. E isso inclui filhos, maridos, esposas e família.

    O mal do ser humano/animal humano é achar que é mais do que um animal qualquer.

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