Não acabou.

A gente achou melhor nem focar em uma notícia, mas em uma percepção: o Brasil está começando a achar que a pandemia acabou. Desfavor da Semana.

SALLY

Em qualquer situação de crise, cada indivíduo adota uma postura diante da tragédia. Alguns conseguem ter a racionalidade de avaliar e decidir a postura que querem adotar, outros simplesmente são levados ou engolidos pela coletividade ou por sentimentos incontroláveis e entram no medo, na negação, na histeria e acabam empurrados para uma postura que nem ao menos tiveram condições de escolher.

Nós escolhemos, desde o dia 1 dessa pandemia, que seremos os chatos. Aqueles que repetem à exaustão que tem que se cuidar, que o vírus é real, que tratamento preventivo não funciona, que cloroquina, dióxido de cloro e ivermectina são fraudes, que o número de casos e de mortes no Brasil está muito subnotificado e é muito maior do que vocês imaginam, que está morrendo gente por falta de leito, de atendimento e de oxigênio. Nós somos aqueles que muitos escolhem chamar de “emissários do apocalipse” (ou qualquer outro termo pejorativo), vistos como pessimistas.

Por isso hoje, pela primeira vez em mais de uma década, o Desfavor da Semana não se escora em nenhuma notícia específica. Ele é genérico. Ele é uma ferramenta para, mais uma vez, agirmos como “chatos” e “pessimistas”, passando aqui para dizer que a pandemia não acabou. Não só não acabou, como pode estar entrando no seu pior momento, por causa das variantes preocupantes, em especial a de Manaus. E o desfavor da semana é que todo o seu entorno provavelmente vai se portar como se tivesse acabado, tornando ainda mais difícil a tarefa de se cuidar.

O brasileiro não está agindo de acordo com o que está acontecendo. Aulas estão voltando, estádios estão recebendo público para ver futebol, pessoas estão cada vez mais afrouxando os cuidados, quando a situação pede o contrário. Em países europeus os cuidados estão sendo redobrados: o distanciamento está sendo aumentado, há lockdown em muitos países, a recomendação é não usar mais máscaras comuns e sim N95, entre outras medidas.

É importante que vocês entendam que hoje o Brasil é uma bolha que age na contramão do mundo. O que se considera um brasileiro que “se cuida” seria, em outros países, um irresponsável descuidado. Máscara bem usada + álcool gel não é grandes coisa. Hoje, é preciso muito mais. Mas essa bolha de flexibilização contamina, faz parecer que o mundo todo está agindo assim, faz com que o corpo desligue o alerta de perigo.

Isso cria uma falsa sensação de normalidade que é extremamente perigosa, não apenas para cabeças-oca e pessoas sem instrução. Para todos. Está no nosso DNA pautar boa parte da nossa conduta por um espelhamento com o bando. Então, para se cuidar em um lugar como o Brasil, para começo de conversa, você tem que lutar contra seus instintos, que te levarão a crer que a coisa não está tão ruim assim, que é exagero da mídia, que não parece tão perigoso.

Não pode ser perigoso quando as praias estão lotadas, quando as pessoas estão todas ótimas postando foto do rolê em rede social, quando se concorda que pode haver volta às aulas, quando o Prefeito que está com câncer arrisca a ir a um estádio de futebol para ver um jogo. Não faz sentido que esteja acontecendo algo perigoso nesse entorno. Mas está.

É perigoso. Está mais perigoso do que nunca. E, apesar de um ano de esforços e sacrifícios, apesar de estar todo mundo muito cansado e de saco cheio, não é hora para abaixar a guarda. Não é o que todo mundo queria ler, não é o que nós gostaríamos de estar escrevendo, mas, vocês sabem, as coisas são como elas são, não como nós gostaríamos que elas fossem.

Poucas pessoas vão chegar para você e dizer que, apesar de todos os sacrifícios que você fez, tem que continuar se cuidando mais do que nunca, apesar de todos os exemplos errados que te cercam. É chato dizer isso. É má notícia. É ser o emissário da desgraça. Então, como poucas pessoas vão querer carregar essa pecha, vão querer ter sua imagem associada a uma restrição, a algo desagradável, a gente mata no peito e faz esse texto.

A pandemia não acabou. A pandemia está piorando. As vacinas, por melhores que sejam, não serão suficientes para vacinar todos os brasileiros este ano, e quem está vacinado pode não morrer de covid, mas transmite. Então, se você ou alguém da sua casa não estão vacinados, ainda estão correndo risco de vida. Vacina não vai erradicar o coronavírus. Pode demorar quase dois anos para que todos os brasileiros estejam vacinados e, provavelmente, teremos que nos revacinar mais vezes.

Então, eu sei que é pedir muito, mas ainda é hora de esforços, de redobrar os cuidados, de fazer o possível e o impossível para não sair de casa, de não mandar seus filhos para escola, de se colocar em lockdown voluntariamente. O mundo passou dos cem milhões de casos de covid e de dois milhões de mortes. No Brasil estão morrendo quase 1500 pessoas por dia, em números oficiais (na verdade, morrem muitos mais). O risco de uma pessoa morrer caso pegue covid no Brasil é quase quatro vezes maior do que no resto do mundo.

Vocês estão no olho do furacão. Em um país onde a prevenção é precária e, se contraída a doença, correm o risco de ficar sem remédios, sem anestésico, sem leito e sem oxigênio. Nesse exato momento tem pessoas morrendo por falta de atendimento, e não apenas em Manaus. Eu sei que todo o resto do seu entorno aponta para uma normalidade e falsa sensação de segurança, mas vocês têm que lutar contra isso: não está seguro, não está normal. Os cuidados precisam ser redobrados daqui em diante.

“Não adianta, você não vai me convencer”. Nem é minha intenção. Este texto não é panfletagem nem doutrinação. É uma ferramenta. Quem acha que serve, pega e usa. Quem acha que não serve ou não precisa dela, deixa guardada e ignora. Na real, eu só tenho interesse em falar com quem tem interesse em usar este texto como uma ferramenta, para o resto eu não faço a menor questão de perder meu tempo escrevendo de graça todo santo dia.

Antes de acontecer uma tsunami o mar recua muitos metros. É um espetáculo lindo, pois você pode ver partes que antes eram cobertas pelo mar, com conchas e outras coisas que até então estavam escondidas. É o que a maioria dos turistas na Indonésia fizeram quando o mar recuou quase 20 metros: ficara maravilhados contemplando e catando conchinhas. Uns poucos começaram a gritar que tinha que sair dali e ir para as montanhas. Obviamente foram ignorados e até desprezados. Foram os que sobreviveram.

O mar está recuando. A maior parte das pessoas não entende bem o que isso significa. Nós estamos te dizendo que é sinal que vem uma tsunami e que a única forma de se proteger é não sair de casa. O recado está dado, escuta quem quer. Não é nossa intenção assustar ou colocar qualquer pessoa no medo, nossa intenção é dizer que tem sim como se proteger e que é burrice se arriscar nessa altura, quando já tem vacina no mercado.

A mente cria mil desculpas e mecanismos de autoconvencimento para nos levar a fazer o que é mais agradável. O ser humano não gosta de fazer sacrifício. Sua mente vai tentar relativizar, minimizar ou inventar desculpas estilo “mas é pela minha saúde mental”. Não caia. Você controla sua mente, e não ela a você. Não se deixe sugar pela falsa sensação de normalidade ou pela relativização das medidas de segurança.

A única forma efetiva de se proteger agora (e de proteger as pessoas que você ama) é não sair de casa. Eu queria que fosse diferente, mas a realidade não se importa com o nosso querer. É hora de ter mais cuidado do que nunca. Faça esse esforço, pois a outra opção é muito pior.

Para agradecer por estragar e deprimir seu final de semana, para dizer que vai reler este texto quando estiver começando a pensar em flexibilizar os cuidados ou ainda para dizer que o vírus está indo embora: sally@desfavor.com

SOMIR

As vacinas começando a ser aplicadas foram uma ótima notícia, talvez boa até demais. Estamos vivendo um fluxo de anticorpos contra a preocupação com a pandemia se espalhando pelo país. Com certeza é melhor ter uma luz no fim do túnel, mas é muito importante lembrar que o túnel não vai terminar tão cedo. Não para a maioria de nós.

Tratar uma doença altamente contagiosa solta pelo mundo é uma tarefa gigantesca. Estamos falando de umas 16 bilhões de doses das vacinas (até o momento, todas usam 2 doses) distribuídas ao redor do mundo. As linhas de produção não vão dar conta de tudo isso em poucos meses, e muito menos a rede de distribuição. Até mesmo países que em tese tem a capacidade de produzir e entregar essas vacinas como o Brasil (acredite ou não) lidam com diversos outros problemas paralelos.

2021 vai ser um ano de pandemia. Possivelmente com uma redução lenta e constante de acordo com a vacinação, mas um ano de pandemia mesmo assim. O estado mental necessário para lidar com essa situação não permite acreditar que está tudo acabando e que logo logo vamos voltar ao normal.

O efeito “sapo na panela” funciona ao contrário também. Quando as coisas pioram devagar, é possível que você nem perceba e continua com a mentalidade original; quando as coisas melhoram devagar, é comum que você não consiga registrar da mesma forma. Eu digo isso porque apesar dos pesares, quanto mais gente vai sendo vacinada, melhores as coisas ficam. Não ficam melhores ao ponto de você poder voltar a fazer o que fazia em 2019, mas é algo que acumula.

É um ano para treinarmos nossa capacidade de lidar com transições lentas, ao invés de esperar que exista um botão de “desligar pandemia” pronto para ser apertado a qualquer momento. A mente humana não é feita para entender estados intermediários, por isso sempre queremos saber se sim ou se não. O que está entre os dois é incerto e gera angústia.

A pandemia acabou? 90% não, 10% sim. É claro que essa porcentagem é impossível, mas é bom ir se acostumando com essa falha na lógica da percepção humana. Há poucos meses atrás, era 100% não. E sinto dizer que não vai virar 100% sim tão cedo, talvez nunca vire, considerando negadores e os lugares mais pobres e abandonados desse mundo, mas é bem razoável imaginar que vamos ver essa porcentagem se inverter e ter de volta várias das coisas que abdicamos até aqui.

Igual ao passado não vai ser. Toda pandemia gera mudanças permanentes na humanidade, mas tecnologias e cultura também. Eu lembro de um mundo sem internet. Eu lembro de um mundo onde médico fumava no consultório com o paciente. Eu lembro de mulher pelada em comercial durante o Jornal Nacional. E quem é mais velho do que eu lembra de muito mais coisas que simplesmente não existem mais. O mundo muda. Bola pra frente.

É por isso que achamos importante escrever um texto sobre o clima que vai se instalando no Brasil com o prospecto de uma vacinação contra o Covid. Tem muita gente achando que o mundo não mudou em 2020 e que é hora de voltar ao normal de antes. Não só a doença não se importa com as nossas expectativas, matando gente em números recordes (não só no Brasil), como as variantes estão colocando uma complexidade maior no processo. Tomara que não, mas essa pode muito bem não ser a última vacina contra o coronavírus que vamos tomar, quando pudermos tomar.

A humanidade pós-Covid não é a mesma. Não tem um mundo para voltar, tem um mundo novo para construir. Claro, muito parecido com o antigo, mas não exatamente igual. Enfrentar a doença é parte da nossa rotina diária, e quem estiver negando essa necessidade não só está colocando em risco as pessoas ao seu redor como está atirando no próprio pé: cada vez que teima em trazer o mundo do passado de volta, mais cria dificuldades para poder viver no mundo do presente.

Se não tratarmos do mundo de 2021 com a seriedade que ele exige, o mundo de 2022 vai continuar complicado. Cidadão acha que porque pegou uma vez acabou, mas não acabou: existem provas de reinfecção, e a cada vez que uma pessoa deixa o vírus se multiplicar, novas variações podem aparecer. É brincar de roleta russa com a natureza. E a natureza vai apertar o gatilho todas as vezes que puder.

Quem briga para abrir um bar em 2021 está pedindo para passar por tudo de novo em 2022. Quem está “aglomerando com segurança” está pedindo por mais e mais dificuldades com o passar dos meses. Talvez seja impossível convencer quem está em negação, afinal, é um sentimento que costuma vir do medo, mas sabemos para quem escrevemos: gente que se dá ao trabalho de ler textos longos (para a média da internet) e se informar quando pode.

Por isso, é importante que pelos menos nós saibamos que esse clima de “acabou” que vai se formando mesmo com as notícias cada vez mais terríveis vem de quem estava negando no começo, dizendo que não era nada demais no primeiro pico de contágio e mortes, e que ficou falando mal da vacina até aqui. Esse povo muda o foco, mas não a base: não conseguiram aceitar que surgiu algo que mudou o mundo que conheciam e estão lutando até não poder mais contra isso.

Não acabou, estamos no meio desse processo. Tome sua vacina, a segunda dose, espere um tempo para gerar imunidade e só aí comece a relaxar, mas sem esquecer que você não está voltando para 2019, está num mundo novo. E nesse mundo novo, tem um vírus rodando por aí que pode mudar a qualquer momento e te colocar em posição de defesa de novo.

Para dizer que estava precisando de uma dose de desesperança, para dizer que lembra do começo da AIDS e isso é fichinha, ou mesmo para dizer que nem liga para o mundo que ficou para trás: somir@desfavor.com

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Comments (30)

  • Infelizmente a maioria dos seres humanos não são capazes de se colocar no lugar do outro.um médico que deixa sua família pra estar na linha de frente contra essa peste que se alastra cada vez mais em nosso país.o brasileiro é digno de dó estão mais preocupados com quem sai do BBB do que com essa tragédia que está acontecendo em nossa volta.

    • Sim. Além de ficar em casa para tentar se preservar, também é preciso ficar em casa para preservar essas pessoas que estão na linha de frente se matando para salvar vidas. Eu não consigo imaginar o grau de desânimo, exaustão e tristeza que os profissionais da saúde experimentam diariamente.

  • Pois é, falei tanto das máscaras da Lupo em vários lugares que de 17,00 já está 22,00 o pacotinho com 2.
    Mas vale a pena.
    Não trabalho e nem sou da Lupo (só pra esclarecer)

  • Sem querer fazer propaganda: A máscara da LUPO tem tido a minha preferência, além do fato de se ajustar bem no rosto e não embaçar os óculos. Dou preferência as brancas, dá pra ver se tem alguma poeira e a gente se lembra de lavar a cada uso. Tem 2 camadas por onde não passa nenhuma luz quando esticada, já testei também se um spray passa por ela esticada e não passa.
    Máscara FIT VÍRUS-BAC OFF. 98% poliamida e 2% elastano.
    Tenho usado e recomendo.
    O preço eh bom. 2 por uns 17,00
    Experimentem.

  • Acompanho o Desfavor há anos. Excelente post. Inclusive, hoje estou indo ao cemitério colocar flores no túmulo da minha mãe que era médica e morreu de covid em dezembro. Hoje seria o aniversário dela…
    Não acabou. Tá longe de acabar. E é preocupante que ngm esteja nem aí pra isso.

    • Sinto muito pela sua perda.

      Muita gente não teve o luxo de decidir se podia fazer confinamento, e é por elas que esse bando de gente em negação ou bundeando por puro egoísmo mais gera revolta. Faz besteira sem necessidade alguma, fica doente, passa para todo mundo ao redor e ainda vai lá no hospital colocar médicos e enfermeiras em risco.

    • Sinto muito, Beatriz. Espero que você encontre algum conforto ao pensar na infinidade de pessoas que a sua mãe ajudou ao longo da vida. Ela contribuiu para fazer do mundo um lugar melhor, poucas pessoas o fazem. Espero que você esteja bem, na medida do possível. O primeiro ano depois de perder uma pessoa amada é muito duro, demora para a gente começar a se sentir melhor. Estamos aqui para o que você precisar, se cuida muito e, se perceber que está estagnada em um sofrimento que não passa, por favor, procure por ajuda. O luto em tempos de covid pode ser muito complicado.

  • Só o que acabou foi a disponibilidade das máscaras n95, difícil de encontrar. Se encontro, é com preço fora da realidade. No google shopping a busca não encontra resultados. Vários vendedores vendem máscaras modelo n95, que é apenas o modelo, não o mesmo material. Quando tem uma descrição do material, na maioria das vezes, é só uma máscara de tnt com 5 camadas, que nem de longe oferece a proteção da n95. E enquanto eu to tão preocupada com a falta de máscaras, vejo a galera postando tbt da carreata de futebol.

      • Ótima dica, vlw Sally! Nos fornecedores de epi tem, n95 varia entre 8 e 20 reais a unidade, mas preferi a pff2 que tb dá pra usar, custa bem menos e ta mais facil de encontrar. Sim, encomendei minha caixa, recebo na mesma semana. Vou fazer meu estoque.

  • É inacreditável que em março farei 12 meses praticamente trancada em casa, poucas saídas rápidas para o absolutamente necessário, e mesmo assim ao espirrar ou qualquer incomodo a primeira coisa que passa pela cabeça é: será que me contaminei? Em seguida o desconforto passa e fico bem de novo.
    Saudades de sair no sábado para a feira livre, para um café no shopping, ir naquele restaurante que gosto, do churrasco do meu irmão com a família toda e até de sair de lá irritada com o violão e música brega do sobrinho agregado, saudades do futebol (que detesto) na TV estourando meus tímpanos.
    Quando teremos novamente a liberdade de ir e vir sem pensar nesse vírus que está à espreita aguardando uma bobeada nossa?
    Eu estou cansada de me sentir presa, e quem não está?
    No início da AIDS nao havia essas preocupação toda, afinal eu não tinha a mínima possibilidade de ser contaminada.
    Já com a Dengue e Zika o risco aumentava, nem todos cuidavam dos seus espaços.
    Com o COVID19 viramos todos vítimas potenciais, não ser contaminado depende de todos nós, e 90% da população simplesmente não se importa, continuam vivendo como sempre viveram, livres para ir e vir, afinal são poderosos, pensam: com eles nada irá acontecer.

    • É muito ruim ter que fazer sacrifícios remando contra a maré. Fica mais fácil quando o resto da população está no mesmo barco que você, remando junto. Mas por favor, não desanime. Sua cautela pode ser a diferença entre um futuro feliz e uma tragédia.

  • É realmente muito difícil de fazer a leitura e crer no que foi escrito com tanto bar, boate, festas e aglomerações por aí. Fica uma sensação de que está acabando mesmo, infelizmente.
    No interior do RS tem boate lotada, festas “clandestinas” de conhecimento público, provas de vestiluar/concurso acontecendo normalmente. Enquanto digito o comentário ouço a música da gaita e da trombeta, além da cantoria no vizinho que está fazendo um mini baile. A central da covid não pode fazer nada, pois é em uma residência e não local público (palavras da equipe de vigilância). É revoltante!

    • É muito menos sofrido quando a população está toda na mesma página e faz o que deve ser feito. A luta de vocês é heroica.
      Covid não vai acabar em um lugar enquanto não acabar em todos os lugares.

  • Tipo de comentario que só posso fazer aqui:
    O governo de Manaus está pleiteando que eles tenham prioridade na vacinação. Quer 30% da população vacinada antes de abril.
    Que eles estão numa situação péssima e devemos ajudar dentro do possivel, ok.
    Mas premiar a irresponsabilidade da população? Me poupe.
    Ontem mesmo saiu uma notícia dos primeiros 10 casos (oficialmente notificados) da variante amazonica na Bahia. Todos os 10 são redidentes de manaus e estavam turistando na Bahia.
    Semana passada foi notícia que um dos primeiros 3 casos oficiais dessa variante em SP foi uma mulher que sabia que estava doente, pegou um avião comercial e veio se tratar em sp, como a Sally previu.

    E essa morosidade em ir atras de vacina? Vão esperar SP ficar igual Manaus?
    Tão procurando uma forma de superfaturar essas compras?

    • Protestaram para abrir o comércio, se cagaram todos e agora querem que alguém limpe a bunda? Ê Brasil

      O Governo Federal recusou a proposta de três vacinas diferentes, eu não sei exatamente o que eles pretendem, mas é desesperador.

  • FAQ: Por que a Inglaterra que se tranca toda já tá na segunda mutação e o braziu todo cagado ainda não?
    Por que a Europa se tranca toda e continuam morrendo a rodo?

    • Essa é fácil. A Inglaterra acha mutações porque tem o melhor programa do mundo de sequenciamento genético do vírus, testam muita gente e fazem essa análise aprofundada numa proporção imensa desses testes. Eles descobrem quase todas as variações rápido. Vão estar sempre na frente.

      O Brasil só descobriu a variante de Manaus porque o FUCKIN’ JAPÃO avisou! Brasil não testa ninguém, não tem condição de fazer análise genética. Podem ter mil variações rodando aqui que não vamos perceber.

      E sobre a Europa: quando eles se fecham, a taxa de mortes cai. Quando a taxa de mortes cai, eles reabrem. Quando eles reabrem, a taxa de mortes sobe… eles estão merdeando também nessa área, abrindo antes da hora em muitos países. E não podemos esquecer: os países são menores e mais organizados, os números são mais próximos da realidade. No Brasil o número pode ser muitas vezes maior do que o oficial.

      • Cá em Portugal, estamos em confinamento máximo desde meados de janeiro. O número de infectados caiu de 10 mil/dia para aproximadamente 6 mil/dia, e olha que muita gente anda a burlar o confinamento, e os órgãos públicos não se esforçam em monitorar a população.
        Se quiserem, posso escrever um texto sobre como tem sido o confinamento aqui em Lisboa.

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