Tem um grande problema cognitivo que afeta muitos brasileiros e inclusive alguns leitores do Desfavor também: a compreensão do que significa o termo “censura”.

Esta semana, várias redes sociais tiraram do ar um vídeo onde Bolsonaro afirma que pessoas que tomaram a vacina contra covid-19 desenvolveram HIV e estão com AIDS. Uma manada de incautos começou a reclamar e berrar sobre censura. Esse patamar de falta de compreensão de um conceito básico me inspirou a escrever este texto.

Vamos começar pelo básico, pois, pelo visto, é necessário. A definição de “censura” no dicionário é “Exame de trabalhos artísticos ou de material de caráter informativo, a fim de filtrar e proibir o que é inconveniente, do ponto de vista ideológico ou moral”.

Eventualmente, é possível encontrar um conceito mais amplo, onde censura como “restrição da liberdade de conhecimento, impedindo que informação seja divulgada”, no sentido de que alguém quer propagar uma informação (não opinião, informação) e é impedido por razões políticas/ideológicas.

Este é um belo ponto de partida para que essa geração mimizenta mais novinha ou apenas os ignorantes com dificuldade cognitiva comecem a perceber que uma pessoa impedida de falar nem sempre é censura. Censura é quando se impede alguém de divulgar uma informação em todo e qualquer meio e, o mais importante, quando isso é feito com a participação estatal.

Na sua casa, as pessoas devem seguir as suas regras. Se só entra na sua casa quem tirar o sapato no corredor e você se recusar a abrir a porta para quem não o faça, é um sagrado direito seu. O mesmo vale para fala. Ninguém, em seu âmbito privado, é obrigado a ouvir quem não quer.

Imagina que uma pessoa vai até a sua casa e berra “abre a porta, você vai ter que me escutar!”. Você se acha obrigado a abrir a porta e deixar uma pessoa que não te interessa falar um monte de coisas que não te interessam? É censura se você não o fizer?

Qualquer pessoa que quiser discursar dentro da sua casa, um desafeto, um maluco, um desconhecido, te obriga a abrir a porta e escutar, “se não é censura”? Não faz o menor sentido, desde que, é claro, você seja uma pessoa funcional e compreenda regras sociais. Ninguém é obrigado, no âmbito privado, a dar voz a ninguém.

Enquanto eram uns malucos acusando a gente de “censura” por não publicar comentários não valia a pena falar sobre o assunto, mas parece que tem mais gente confundindo ambiente online com ambiente público, acusando rede social de “censura” por excluir vídeos do Bolsonaro.

Tem gente que pensa que os donos de uma rede social têm que permitir que qualquer coisa seja dita ali. Não. A pessoa que quebrou a cabeça criando aquilo, investiu bilhões para fazer acontecer, é o dono da casa e, dentro da casa da pessoa, você deve obedecer às regras dela. O fato da informação que está ali ser pública não torna o ambiente um ambiente público. É privado, e, portanto, sujeito às regras de seus criadores.

Redes sociais são ambientes privados e têm suas regras próprias. Estas regras estão claramente detalhadas e acessíveis a todos os que entram nelas. Não se trata de tirania, despotismo ou abuso. Estas regras e estão sujeitas à lei: não pode estipular uma regra que viole a lei. São regras válidas e legítimas.

Inclusive, antes de entrar você tem que assinar um contrato com a rede social, que te pede para ler as regras de conduta e só entrar se você estiver disposto a segui-las, clicando no “aceito os termos de uso”. O clicar que aceita os termos, juridicamente, você assina um contrato: o lugar abre as portas para você e você se compromete a respeitar as regras do lugar.

Não tem a opção “eu não concordo, mas quero entrar mesmo assim”. Você só entra se aceitar os termos impostos pela rede social. Se não concorda, não aceite e não entre. Sim, surpresa, é legal, autorizado e válido colocar limites do que as pessoas dizem em ambientes privados! O choro é livre. Sabe o que não é legal? Assinar um contrato se comprometendo a respeitar certas regras e descumpri-lo.

Percebem que existe uma questão mais sutil? Quem aceita termos de uso, quem toma ciência das regras e depois as descumpre é, além de tudo, um estelionatário, um mentiroso, um aproveitador. Se você entrou ciente das regras e depois as violou, isso diz muito sobre caráter. Mentiu que concordava para poder entrar e depois descumpriu o que se comprometeu a fazer.

Eu sei que no Brasil, via de regra, não há o menor constrangimento em fazer esse tipo de coisa, mas isso não significa que o ato não seja desprezível. Se eu me comprometo a fazer algo, a me portar de determinada forma, seja com o Papa, seja com Zé da padaria, desculpa, minha palavra vale muito, eu faço o que me comprometi a fazer. Mas, é uma sutileza que nem merece ser debatida agora, o brasileiro não está pronto para essa conversa.

Indo além, em termos gerais, um Estado Democrático de Direito não significa que todo mundo pode falar o que quiser o tempo todo. Há regras, há lei, há limites. Você pode fazer tudo que não seja proibido pela lei. E, de acordo com a lei, divulgar uma informação falsa como esta em um momento como este, é algo que não pode ser feito, tanto é que já existe notícia crime contra este vídeo.

Então, a mesma lei que autoriza que redes sociais, blogs e demais ambientes privados online imponham suas regras e excluam quem não as cumpre, também entende indevida a divulgação desse vídeo. Não é censura duplamente: 1) é permitido por lei excluir pessoas de ambientes privados online e 2) o vídeo, por si só, vai de encontro à lei.

E não tem absolutamente nada a ver com ideologia ou com política. As regras de cada ambiente privado online podem ter outros fundamentos, basicamente o que os donos decidirem (desde que não violem a lei). O Instagram, por exemplo, retira uma foto do ar aparecer um mamilo. Pode ser a foto mais pura, inocente, de uma mãe amamentando um bebê, não interessa, é o contrato deles: não pode postar foto com esse conteúdo e, não importa quem o faça, será removido.

Não tem absolutamente nada a ver com censura, você não está proibido de postar seu mamilo em nenhum lugar, apenas ali. Não existe censura setorizada. Você pode postar foto do seu mamilo em um site seu, em um outdoor na rua ou enviar no WhatsApp para todos os seus contatos, mas, naquele ambiente, os proprietários não querem. Sagrado direito deles. Isso são regras do lugar, não censura.

Só é censura quando a pessoa é impedida de dizer isso em qualquer lugar, não em um ambiente selecionado. Só é censura quanto tem o Estado envolvido, ou, no mínimo, uma organização que atue como tal, por exemplo, uma milícia que domine uma comunidade e impeça as pessoas de falarem mal do chefe. Só é censura quando a pessoa que está falando não está violando nenhuma lei, norma ou preceito.

O grande problema é que muita gente é socialmente desajustada, não entende como a sociedade funciona, não consegue se comportar de acordo e leva esse desajuste para o online. Até bem pouco tempo, antes da internet, quando essas pessoas abriam a boca sofriam as consequências da vida real, o que as impedia de sair espalhando excrescências por aí.

Com o advento de redes sociais, essas pessoas se viram livres da reprimenda social que é abrir a boca para falar merda ao vivo e a cores. Ganharam uma falsa sensação de liberdade que nunca tiveram e se deslumbraram. Quando alguém coloca um limite elas surtam, pois se está tirando o único ambiente no qual elas têm coragem de falar ou no qual são ouvidas. Imagina a dor da pessoa em perder isso!

Pior: as redes sociais permitiram que os idiotas se encontrem, se reconheçam e se reúnam. E eles são muitos no Brasil! Então surgiu um coro de pessoas que não entendem nada, mas tem opinião sobre tudo. E os idiotas ficaram mimadinhos, pois a internet lhes deu a falsa sensação de que podem falar o que quiseres, onde quiserem, quando quiserem online – e isso não é verdade.

Se não puderem falar o que querem, onde querem e quando querem, acusam quem for de censura. Quem discorda de mim é nazista. Quem discorda de mim é fascista. Se não me deixarem falar é censura. Falta ensino básico, falta noções básicas do significado de palavras.

Em um ambiente particular dificilmente haverá censura, censura é de cunho público e, por mais que o ambiente online passe uma falsa sensação de ser público, ele tem diversos ambientes particulares dentro dele. Conteúdo público não se confunde com ambiente público.

Eu duvido, mas duvido com muita força, que qualquer um desses dementes que acusam uma rede social ou até o Desfavor de censura teria coragem de ir até a casa dos seus criadores com tanta macheza e determinação brigar por não terem deixado ele falar.

“Me deixe entrar! Eu tenho o direito de falar! Você tem que me ouvir!”. Mas olha, nem por um milhão de dólares fariam isso. São pessoas incapazes de fazer isso. O tanto que a pessoa é desinibida, combativa e corajosa em redes sociais é inversamente proporcional ao que ela é na vida real. Forçar sua entrada em um ambiente privado só online, ao vivo com certeza amarelariam.

E agora quero dar um passo além: vamos esquecer a inadequação, brigar para poder falar em âmbito privado é humilhante, é ruim para a própria pessoa que o faz – e fala muito sobre ela.

Se eu vou na casa de alguém, digo algo, o dono da casa me coloca para fora, diz que não quer me ouvir e não quer me ver mais, quão sem autoestima eu tenho que ser para voltar lá e ficar berrando na porta, mandando a pessoa abrir, dizendo que eu tenho o direito de falar e que a pessoa é hipócrita por não me deixar falar e está me censurando?

Dica: quando vocês quiserem saber se um comportamento online é aceitável ou vexatório, transladem a situação para o seu equivalente no mundo real e observem se seria aceitável ou vexatório. O que eu descrevi no parágrafo anterior, acontece com a gente todo santo dia: leitor reclamando de não ter comentário aprovado e nos chamando, na melhor das hipóteses, de hipócrita. Vocês acham que estas pessoas teriam a coragem de fazer isso na vida real? Óbvio que não.

Na vida real você liga para a polícia, diz que tem um maluco gritando na porta da sua casa, ordenando que você abra a sua porta e você não quer abrir. Você diz que você nem conhece a pessoa, mas que ela se acha no direito de entrar na sua casa e falar o que quer contra a sua vontade. A polícia pega o sem-noção, dá umas porradas e leva para a delegacia.

Online não tem isso, então, as pessoas se sentem no direito de fazer, pois mesmo sendo errado, não serão punidas. E este é o brasileiro médio: não deixa de fazer algo por ser humilhante para ele, por ser errado, por depor contra ele, por ser incorreto. Só deixa de fazer algo quando sabe que vai experimentar uma punição imediata por isso.

Esse tipo de postura “se não me deixar falar é censura” deixa escancarado não apenas o quanto a pessoa não tem autoestima, mas também quão patética ela é por precisar tanto que alguém que ela supostamente despreza, a escute. Pessoas normais não ligam a mínima para quem elas desprezam. Não perdem um segundo de suas vidas com elas.

Isso também escancara o tanto de tempo livre que essa pessoa tem (desemprego?). Você nunca sabe quem está te vendo e, acho que não preciso dizer isso mas, anonimato na internet é uma ficção. Todo mundo pode ser identificado, todo mundo pode ser encontrado. O mundo dá voltas, pode ser que, em um futuro, essa postura da pessoa online lhe feche portas.

No entanto, taí um grupo de Bolsonarista reclamando de “censura” e ameaçando processar redes sociais. Até o Desfavor, que é a mosca do cocô do cavalo do bandido recebe ameaças de processo por censura, tem cabimento alguém dar tanta importância para a gente? É um papelão, é uma vergonha alheia que a pessoa faz – e um dia essa conta chega. Boa sorte para você que está publicamente ameaçando processar redes sociais em entrevista de emprego.

Ambiente online não é ambiente público, é privado. O Google é privado, as redes sociais são privadas, os blogs são privados. Quando o Somir paga um valor em dinheiro para ter acesso a um espaço exclusivamente seu em um servidor, é como se ele alugasse uma casa, para que o nosso conteúdo more. E, como nós estamos alugando este espaço, podemos estabelecer as regras que quisermos e publicar o que quisermos desde que não violemos a lei.

Youtube, Facebook, Instaram, Desfavor… tanto faz, é a casa alheia e cada um tem o direito de colocar os limites que ache adequados (se não contrariar a lei) e de convidar ou impedir a entrada de visitas. Me assusta que as pessoas não consigam compreender como a internet funciona.

O fato do ambiente online ser muito pouco cuidado, vigiado e regulamentado dá uma falsa sensação de que um ambiente público onde se pode fazer o que quiser, mas não é. Me assusta que as pessoas não consigam compreender como a internet funciona.

E, nos poucos lugares onde há regras, onde há alguma fiscalização, onde há alguma peneira, as pessoas se espantam e se revoltam. Como assim eu não posso falar tudo que eu quiser onde eu quiser? Bem-vindo à vida, amor.

Eu entendo o desespero dessas pessoas pois na vida real não podem falar, uma vez que sofrem reprimenda social (desde pessoas mandando calar a boca até uma porradinha educativa). A fala livre online era a última esperança dessas pessoas e, quando se tira isso delas, fazem um escândalo. Bem, o choro é livre. Só que vai ter que chorar em off… hahahahahahaha.

É curioso ver a importância que pessoas desajustadas dão a poder falar no YouTube, a poder falar no Instagram e até, quem diria, a poder falar no Desfavor. Que falta de ambição na vida…

Censura é não pode falar o que você pensa de forma pública, não numa rede social ou em um blog. Censura é não poder falar o que você pensa por ter um agente estatal ou coisa que o valha impondo uma reprimenda violenta por questões ideológicas/políticas. Censura é não poder falar dentro da sua própria casa. O resto, meus amores, é só esperneio mesmo. Censura é o que ela é, não o que a pessoa queria que ela fosse.

Para dizer que paga sua mensalidade do desfavor em dia portanto se não aceitar seu comentário é censura, para dizer que censura é quando te impedem de fazer qualquer coisa que você quer em qualquer contexto ou ainda para nos acusar de hipócritas (quando foi que dissemos que isso aqui é uma democracia?): sally@desfavor.com

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Comments (24)

  • Ok, minha rede social, minhas regras, mas vc não acha que isso dá margem a exageros como o que aconteceu com o jogador de vôlei? Só porque ele falou que não gostou do roteiro que o novo super homem vai ser bi, fizeram campanha pra tirar ele do time e perder patrocinadores. Também seria certo isso? O time é meu, se vc postar o que eu não gosto te tiro do time?

    • Nesse caso em específico, o jogador violou a lei brasileira, não as regras de uma rede social, tanto é que além de ser demitido e processado, emitiu um comunicado público se desculpando.
      Não entro no mérito sobre a lei ser justa ou injusta, só estou dizendo que o que ele falou infringe a lei. Eu não fiz essa lei nem a estou defendendo, é apenas uma constatação. Insinuar que homossexualidade é, de alguma forma, algo negativo não é permitido no Brasil. Eu, pessoalmente, acho que todo mundo poderia falar mal de tudo que quisesse, mas não é essa a realidade.

      E outra: quem lida com público (como é o caso do jogador, que depende de patrocínio), se quer ter dinheiro que o banque, não pode desagradar o público. Assim como um profissional liberal não pode dizer a um cliente seu que ele é feio (pois perde o cliente), pessoas públicas não podem desagradar os patrocinadores. São as regras do jogo, em redes sociais ou na vida real.

      Só adolescente acha que dá para falar tudo que pensa em público. O mercado, seja ele qual for, seja ele onde for, exige determinada postura e exige que não se fale sobre certos temas sensíveis. Caso a pessoa não tenha essa postura, ela vai arcar com as consequências. Seria assim em um escritório, seria assim em uma empresa, seria assim em um comércio, portanto, normal que seja assim em redes sociais. Bem-vindo à vida.

      • Gostaria muito de concordar que discriminação com relação a gays seria algo punível do ponto de vista criminal aqui no Brasil. A despeito do lobby absurdo dos ativistas LGBTs, que foi um desfavor de querer que o cobertor da lei 7716/89 (que originalmente só tratava de discriminação por raça e cor) fosse estendido pra eles se utilizando de ADPF com tal intenção, tal conduta não está criminalizada ao que eu saiba.
        Havia projetos de lei alternativos que buscavam contemplar aquilo que o PLC 122/06 (o grande pomo da discórdia usado pela bancada evangélica pra marcar posição no jogo do poder com demagogia política) propunha a fazer, mas não sei quanto a como andou a tramitação, dado que o ponto mais difícil nisso é um acordo quanto a pauta disso.
        Processo é cabível do ponto de vista civil. Queixa-crime do ponto de vista criminal eu não sei se é possível. De qualquer forma, independentemente disso, o estrago na imagem já é relevantemente alto a ponto de muito provavelmente interromper a carreira de tal pessoa.

        • Nem precisa criar uma lei contra discriminação específica por orientação sexual, a lei que existe já pode ser aplicada. Mas, como você falou, o pior castigo é o social: demissão, repúdio etc.

  • Que emoção ter tempo de vir aqui comentar. Sobre o tema, até falei sobre isso outro dia. Se você quer falar algo (diga-se de passagem uma grande merda), sem correr o risco de ser “censurado”, cria o seu servidor e sua rede e vai lá.

  • É curioso ver a importância que pessoas desajustadas dão a poder falar no YouTube, a poder falar no Instagram e até, quem diria, a poder falar no Desfavor. Que falta de ambição na vida…

    Sally, nas redes sociais hoje as pessoas falam pra ganhar dinheiro, fama, voto. Instagram e YouTube dão muito dinheiro pra quem
    Se destaca. Ou voto, como no caso do Bolsonaro. Não é sobre ter “voz” porque qualquer Zé mane pode ter blog e conta em rede pra falar bosta. Não é sobre isso a discussão, querida. As redes só se importam em calar (com razão) peixe grande. O Desfavor é um blog moderado. Quando você aceita comentário, você deu permissão para as pessoas falarem. É surreal que você não entenda isso.

    • Surreal é o seu comentário. Como se todos os desempoderados que vão falar merda em rede social estivessem ganhando dinheiro para isso… Vai dizer que os desajustados que me mandam ameaças de morte, de violência e de estupro se eu não aprovar seus comentários também estão buscando dinheiro? Haja paciência…

      • Trabalho com isso e digo com conhecimento que menos de 1% das pessoas que postam alguma coisa em redes sociais ou blogs ganham dinheiro com isso. Lacrou errado, volte três casa.

        Todo mundo que usa rede social (até eu que tenho menos de cem seguidores) já sofreu ameaça, hate ou perseguição. Lacrou errado mais uma vez, volte seis casas.

        Quando os moderadores aprovavam todos os comentários aqui, antes de virar RID, a gente via um monte de xingo e ameaça. Imagina agora que tem mais seguidores. Lacrou errado pela terceira vez, volte 12 casas.

      • Salytta, já fiz comentários aqui sem nenhum ranço de ódio, apenas dei meu parecer que era só um pouco contrário ao seu e você não postou.
        Isso para mim significa que você só aceita aqueles que pensam iguais a você.
        Me senti podada.

        • Não fazemos isso, tanto é que tá cheio de comentário discordante em vários textos. Pela simples discordância não deixamos de aprovar nada. O que sim fazemos é deixar de aprovar quando consideramos uma discordância nociva não conosco, mas no geral. Por exemplo, se não foi um comentário relativizando pandemia, questionando vacinas ou algo mais que a gente ache que pode causar um dano indireto, aí sim mandamos para a lixeira. Inclusive fui olhar na lixeira e não tem nenhum comentário com o seu IP. Tem certeza que o seu computador enviou o comentário?

  • Se até fóruns underground, como os chans, têm regras, por que as redes mainstream não teriam?
    Eu diria até que as redes mainstream são mais permissivas com extremismo do que os chans. Quem tem Twitter vai concordar.

    Não cheguei a ver o tal vídeo, mas lembro que teve uns artigos falando sobre as vacinas supostamente aumentarem as chances de a pessoa ter HIV. Acho que seria interessante falar sobre no próximo FAQ, Sally.

    • Eu fiquei nessa dúvida: será que precisa ser dito que vacina não causa AIDS?
      A imprensa brasileira não está desmentindo isso compulsivamente?

        • Ah, Lela, isso com certeza: todas essas bostas que ele faz e fala são para distrair a atenção de outras coisas.
          Mas a minha dúvida é: tem alguém no Brasil acreditando que vacina pode causar AIDS? É necessário desmentir aqui no Desfavor ou a imprensa já se encarregou de desmentir de forma clara?

          • Não acho que tenha algum brasileiro acreditando nisso, mesmo o pessoal da bolha conspiratória que dizem se opor a vacinas já devem ter se vacinado faz tempo, afinal, não querem arriscar serem barrados em Miami nas próximas férias.
            Mas concordo com o anon que seria bom dar uma explicação técnica no próximo FAQ corona, se for possível.

    • Vou repetir: uma empresa faz o que quer desde que não viole a lei. Discriminar na contratação pela cor de pele viola a lei.

  • Se uma empresa privada faz o que quer, você concorda com aquele padeiro que se recusou a fazer um bolo pra um casamento gay?

    E o caso recente da loja da Zara que impediu uma negra de entrar em sua loja?

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