Sally achou uma matéria e mandou para mim, como faz algumas vezes por semana. Ela tinha achado absurdo, minha reação foi bem menor. Não pelo teor, que prega que não se relacionar com pessoas trans é sinônimo de transfobia, que é de arrepiar os cabelos, mas porque eu já tinha sido exposto à essa insanidade anteriormente. Para variar, brasileiros imitam maluquices de americanos (lacradores ou conservadores) depois de algum tempo. Pelo visto essa está chegando, então é hora de falar disso: não é direito de ninguém ser atraente, e nunca vai poder ser.

Se você leu a matéria, já deve estar ciente da confusão apresentada, mas se não quis sofrer, eu resumo: a pessoa argumenta que genitália não define gênero, que brasileiro adora pornografia com transexuais e que é uma maldade negar um relacionamento amoroso com uma pessoa trans por ela ser trans.

Infelizmente eu vou ter que ser um tanto quanto escroto em algumas partes do texto, a verdade pode ser bem desagradável às vezes, mas como uma prova de que não há intenção maligna neste texto, vou começar tentando me aproximar o máximo possível do estado mental do argumento que pretendo desconstruir.

Algumas pessoas realmente só conseguem ser quem são de verdade se trocarem o gênero que lhes foi imposto ao nascer. Sobre isso eu não quero discutir: é absurdo limitar o direito à existência de alguém. Se João se sente Maria, ou se Maria se sente João, quem somos nós para discutir? E digo mais, se a pessoa não se sentir homem nem mulher, não tem o que discutir também. Deixa a pessoa ser o que é. Mesmo eu que discuto, e muito, o uso de linguagem neutra, jamais vou querer impor ao outro uma forma de ser. Desde, é claro, que respeite as leis, como todos nós precisamos respeitar.

Para quem não acredita em amigo imaginário e cobra falante, não há nenhum problema inerente à condição do outro em relação à autoimagem de gênero. Não acho bonito nem feio, é literalmente problema da pessoa. Tem gente branca, tem gente preta, tem gente homem, tem gente mulher, e tem todas as combinações possíveis. Gente é gente, e tem direitos humanos assim como eu. Você pode concordar ou discordar de vários pontos de pensamento dessas pessoas, mas no final das contas, o denominador comum é a humanidade.

Proibir ou obrigar uma pessoa de fazer alguma coisa por uma característica como cor, gênero ou credo? Não, não pode. Essa é a base da humanidade moderna. Tem que ser a rede de segurança mínima. Agora, quando a gente começa a considerar a sociedade, todo direito tem um limite claro: o direito alheio. Seu direito humano a alguma coisa não pode passar por cima do direito humano de outra pessoa.

Mesmo que argumentemos que é um direito humano poder formar relações de afeto com outros seres humanos, ainda estamos falando desses limites. Você tem o direito de poder buscar relações legais com outras pessoas, e também tem o direito de negar relações legais com outras pessoas. Só funciona se ambos os seres humanos tiverem seus direitos preservados. Por isso é impossível garantir uma relação amorosa para uma pessoa: invariavelmente essa relação passa pelo direito do outro de aceitar ou negar essa relação.

É virtualmente impossível num mundo de quase 8 bilhões de pessoas, mas existe a possibilidade sim de nenhuma outra pessoa querer se relacionar amorosamente com você. Nenhuma pessoa pode ser obrigada a se sentir atraída por você, assim como você não pode ser obrigado a se sentir atraído por nenhuma outra pessoa. É por isso que o direito de formar relações existe no sentido de não ter nenhum impedimento externo à vontade de duas pessoas legalmente capazes. Nem Estado nem indivíduo tem poder de proibir duas pessoas de formarem um relacionamento, se essa for a vontade das duas pessoas e ambas forem oficialmente capazes de tomar essa decisão. Eu estou escrevendo essas ressalvas para tirar pedófilos e abusadores de incapazes em geral da jogada, a partir daqui, considere-as feitas.

Quando eu discuto o argumento do texto referenciado, não estou discutindo só a ideia da pessoa em questão, porque eu já tinha lido isso em inglês várias vezes antes disso. Sob o risco de ser repetitivo: é impressionante como acompanhar a pauta de costumes americana é como ver é a brasileira com alguns meses de antecedência. Tudo o que começam a falar por lá invariavelmente vem pra cá. Os conservadores cristãos do governo brasileiro atual são o Trump com dois anos de atraso. O governo do Bolsonaro é basicamente o mesmo do Trump, mas num país mais pobre e relativamente insignificante no cenário mundial.

E a oposição (no campo dos costumes) é só uma cópia carbono das lacrações ianques. Sério, não tem uma fibra de originalidade em nenhum dos lados, são os americanos traduzidos para português. Nos EUA isso até gerou uma meme de trollagem contra os lacradores, uma orientação sexual chamada Super Hétero. Pra você ver, o assunto já surgiu, virou meme e foi ridicularizado pelos americanos antes de sequer aparecer aqui. O Super Hétero era uma pessoa que só se relacionava com o sexo oposto, excluindo transexuais. Surgiu meio sério, meio de brincadeira entre os jovens do TikTok, e é claro que acabou virando briga ideológica entre as pessoas mais velhas que esqueceram como adolescentes gostam de sacanear quem leva as coisas muito a sério.

Seja como for, é indicativo que já tinha gente preocupada com essa história de chamar de transfóbico quem não quer se relacionar com transexuais. Toda brincadeira tem seu fundo de verdade. Vários transexuais reclamam do preconceito de outras pessoas com sua condição, especialmente quando falamos de relacionamentos sérios. Tem gente que não topa nada, tem gente que acha que é só para sexo, e uma aparente minoria aceita namorar ou ter algo mais sério.

E ao analisar essa situação, é importantíssimo separar sua empatia da sua racionalidade. Sim, eu quero que todo mundo consiga encontrar um par e se sentir amado. Sim, eu torço para que ninguém fique sozinho contra sua vontade. Mas não, isso não significa que alguém deva ser pressionado para ficar com aquela pessoa. Eu posso ter toda a boa vontade do mundo com uma transexual, torcer para ela ser muito feliz, mas não querer ser eu o par dela. São sentimentos compatíveis. Da mesma forma que eu quero que meus amigos tenham relacionamentos felizes e saudáveis sem querer mudar o meu status de amizade, eu posso sentir a mesma coisa por um transexual.

Porque atração sexual não se controla. O máximo que você faz é controlar a expressão dessa atração, mas ela determina o que você quer ou não. Sim, pode ser muito complicado para quem não se aceita como é, mas esse problema nem precisa estar conectado com os gêneros. O ser humano é complicado, nem sempre o que a gente quer é o que a gente pode ou o que a gente acha que tem que fazer. E tudo bem.

Você pode querer o bem de pessoas que trocaram de sexo sem sentir atração sexual por elas. Argumentar – mesmo que por vias transversas – que rejeição é uma expressão de transfobia é absurdo. Não sei o quanto isso já está instaurado no Brasil, mas o papo de que não se sentir atraído por pessoas gordas é gordofobia já surgiu na mídia lacradora americana faz tempo. E é tão bizarro quanto: em tese, se você não for uma pessoa ruim e preconceituosa, tem que se sentir atraído por qualquer formato de corpo possível.

Não se sentir atraído, na opinião de quem defende esse argumento, é apenas uma expressão de preconceito. Como se você não soubesse o que quer, apenas estivesse se limitando por pressão social externa. E aí, vão surgindo os bizarros argumentos racionais pela atratividade. No exemplo do texto em questão, tem o da popularidade da pornografia com transexuais. E é verdade que tem muita gente que gosta de ver. Agora, isso quer dizer que todo mundo quer fazer na prática? Acho que é importante dizer para isso as novas gerações: pornografia não é vida real. É uma versão exagerada e muitas vezes estilizada dos desejos sexuais humanos.

Mesmo que um cidadão assista filmes pornôs com transexuais, isso não quer dizer que ele queira ter uma relação amorosa com um transexual. Essa conexão não pode ser feita em nenhuma categoria de pornografia, o que é fantasia e o que é desejo prático podem ser bem diferentes na vida real. Começo a desconfiar que gente que passou a vida toda na internet já esteja tendo dificuldades de separar as coisas. Não sei quanto a vocês, mas mesmo que eventualmente pareça divertido, eu não queria a vida sexual de um ator pornô pra mim. Na prática seria cansativo e provavelmente repetitivo. E com certeza com muita coisa ruim e perigosa que a câmera não pega.

Falar sobre a popularidade da pornografia trans é tentar racionalizar atração. São coisas que não se misturam. Atração existe como existe, e não pode ser forçada. E agora a gente entra na parte mais escrota: não tem boa vontade que faça uma pessoa que está vendo um homem de peruca achar que aquilo é uma mulher. Infelizmente, alguns transexuais realmente não conseguem entregar um pacote feminino o suficiente para ligar a atração de quem gosta de mulher. E, infelizmente, algumas transexuais não conseguem ser masculinas o suficiente para atrair quem gosta de homem.

Não é que eu não queira que a pessoa viva como se enxerga, é que eu, o indivíduo, não estou concordando visualmente com a imagem que ela quer projetar. E aí, não tem como forçar atração. Se para você uma imagem feminina é essencial para iniciar atração, não são muitos transexuais que conseguem fazer isso. Até voltando à pornografia: quase sempre são os exemplos mais geneticamente propensos e pessoas mais esforçadas com a aparência que aparecem nesses filmes. O transexual médio não é parecido com atores e atrizes pornôs, assim como a maioria de nós não é.

Não dá para ver uma pessoa com características masculinas óbvias usando roupas e maquiagem tipicamente femininas e seu corpo reagir aquilo como se fosse uma mulher. Não dá. Eu até gostaria que fosse possível: ninguém tem mais oportunidades que o bissexual. Adoraria ter duas vezes mais chances de encontrar uma pessoa compatível, mas a natureza é como é. Estou limitado às mulheres por questões de atração sexual, e não adianta teimar. Quem prega que as pessoas devam ser como acreditam que sejam não pode se punir por sentir o que sente, não é mesmo?

E mesmo que a pessoa trans seja excepcionalmente hábil em apresentar a imagem do gênero ao qual se diz pertencer, ainda temos toda a questão das genitálias. Em tese eu entendo que é uma bobagem se prender por isso, mesma lógica da bissexualidade no parágrafo anterior, mas se eu só me sinto bem tendo o monopólio do pênis numa relação, não tem motivo nenhum para achar que estou sendo uma pessoa ruim. Ninguém é obrigado a ficar comigo e eu não sou obrigado a ficar com ninguém. Impossível ser culpado por uma escolha que você nem pode fazer.

Nunca force uma pessoa a se apresentar com o sexo que não quer se apresentar, nunca force uma pessoa a se relacionar com o sexo que não quer se relacionar. Muito me admira que justamente quem prega a liberdade de ser do sexo que quiser pregue que os outros sejam forçados a enxergar alguém com um sexo que não concordam estar vendo. Se você se diz mulher, eu não tenho direito de te proibir, e nem quero te proibir. Agora, se eu te vejo como homem mesmo você dizendo que é mulher e a única coisa que eu te impeço de fazer é ter uma relação comigo, algo que você nunca teve direito pra começo de conversa, onde está o problema?

Eu sempre pude fazer isso. Tem mulheres que viram bodybuilders e ficam tão masculinizadas que mesmo vendo elas nuas você ainda registra como forma masculina na cabeça. Tem homens tão femininos de corpo que mesmo vendo que tem um pênis sua mente fica confusa: “se eu não tivesse visto aquilo…” O que a sua mente vê é incontrolável. E não existe transfobia na atração de um ser humano pelo outro.

Existe talvez na forma como a pessoa externa isso: eu entendo que tem muita gente que queria se relacionar com transexuais, mas tem vergonha ou medo. Muitas vezes essas pessoas até viram conservadores horríveis para esconder o sentimento, mas é absurdo achar que a maioria de nós somos assim. E é absurdo achar que o cidadão médio não enxerga diferenças evidentes entre o sexo aparente e o declarado. A maioria das pessoas não chega nem perto de ser unanimidade em questão de atração sexual, não há motivo algum para achar que trocar de sexo mudaria isso.

Continuamos todos dentro da mesma lógica de sempre: não podemos ser proibidos de ter relações legais, mas não existe obrigação nenhuma de ninguém querer ficar com você. Esse papo furadíssimo de obrigação me cheira a argumento de incel, e esse era o último lugar que eu esperaria uma convergência…

Para dizer que são vários parágrafos para dizer “dã”, para dizer que precisamos experimentar de tudo (experimenta um pote de veneno), ou mesmo para dizer que não sabia que pornografia não era vida real: somir@desfavor.com

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Comments (26)

  • Sagrado direito de alguém não se sentir atraído por outra pessoa, isso não é diferente neste caso. Na minha opinião, só é problemático quando, por não sentir atração (repetindo, não tem nada problemático nisso), você se recusa a reconhecer a identidade de gênero da pessoa. Dizer, por exemplo, “sou lésbica, portanto não consigo me sentir atraída por mulheres trans por causa da genital” e “mulheres trans, independente de quantos hormônios tomaram e quantas cirurgias fizeram, são homens” são coisas totalmente diferentes. Os dois extremos conseguem ser preconceituosos: um impõe a homossexuais a atração por uma genitália pela qual não gostam (coisa que sofreram por séculos a fio e ainda não acabou), o outro (não os que não se relacionam com pessoas trans, mas sim os que invalidam a identidade) é transfóbico, às vezes até considerando a existência dessas pessoas uma moda passageira (não, senhor Geraldo, ninguém vai se submeter a tratamentos caros e um preconceito intenso apenas por ser diferente.)

    No final das contas, atração e identidade são duas coisas que ninguém além da própria pessoa precisa enfiar o nariz.

    • O bacana é que as gerações mais novas estão num grau de foda-se muito maior sobre a sexualidade alheia. Não é nem apoiar ou rejeitar, é só mais uma informação aleatória sobre o outro. Os millenials ainda vão passar muito tempo enchendo o saco por isso (nos dois sentidos), mas um dia a geração Z assume e arranja outra sarna para se coçar.

  • “não é direito de ninguém ser atraente, e nunca vai poder ser.” Perfeito é isso que essas pessoas precisam entender, mas não vejo isso acontecendo tão cedo é cômodo ser a vítima de transfobia.

  • Acho que estou mais exigente com as minhas leituras.
    Li o “uma matéria”. Poxa, o povo não sabe o que a química mental amorosa fornece de prazer sexual!
    Desculpem. Pra mim, se tem pinto é homem, aí poooosso encarar se rolar química amorosa. Se tem PPK é mulher. To fora.
    Li o textão do Somir.
    Juro, bocejei 3 vezes.

  • O argumento do texto é sólido e passa a mensagem ao leitor médio daqui. O triste é que pessoal que acha que é transfobia não querer comer uma trans não conseguiria absorver nem 10% do conteúdo. E isso se dá pelo tom do texto (tratando das relações pela óptica liberal) e a forma que o pessoal da imposição de gostos vê o mundo.

    Explico: Povo justiceiro social (nesse ponto coloco até os comunistas de boutique no meio) tem uma seria dificuldade com deontologia e uma fixação bizarra com consequencialismo. Logo, o entendimento e aceitação do conceito de consentimento passa longe. Aí como explica que as duas partes tem de consentir para existir relação? Dureza.

  • É literalmente só dizer ‘não’ e ir embora.

    “Ah mas ela/ele/el? vai me expor e me cancelar no tuíter”
    “Cancel culture” não existe e não entendo por que as pessoas andam tão surtadas com isso. Isso é algo que parte de patrocinadores e colegas de trabalho. Se deixar, o cidadão médio continua consumindo o conteúdo de pessoas “canceladas”. Mesmo se as mídias mainstream boicotarem, a pessoa e seu trabalho continuam existindo. Não subestimem o potencial da rebeldia humana.

    Aliás, tem gente que faz coisa pior que simplesmente se envolver em picuinha e continua com um fã clube enorme, arruma trabalho em outro lugar, continua tendo clientes… Não somos tão importantes assim. É só não dar bola que no mais tardar em 2 dias todo mundo esquece. Em casos sérios, se houve crime a justiça que resolva. Mas a maioria é só gente se irritando com bobagem e procurando a próxima bobagem pra se irritar. Se vários conteúdos relevantes somem pra sempre da internet, da história, em questão de anos ou até meses, como algumas picuinhas não vão ser esquecidas em pouquíssimo tempo também?

      • Até assassino tem fãs, celebridades com histórico de abusos continuam trabalhando, políticos que fazem todo tipo de atrocidade são reeleitos, mas o vagabundo que não tem onde cair morto acha que vai ser perseguido pelo resto da vida porque fez um post criticando o “politicamente correto” pros seus 30 seguidores do Twitter.

        • Sabe qual o grande problema nisso? Que é justamente a pessoa que tem uma situação mais periclitante nas relações sociais que tende a ter o maior prejuízo na carreira e na vida social.
          Vide o caso do jogador Maurício Souza, que pra variar, é mais uma pessoa relativamente pública que desconsidera a importância de manter uma política de GESTÃO DE IMAGEM NAS REDES SOCIAIS e também o fato de que a parada do Superman “bissexual” na verdade é uma jogada publicitária similar a da Ariel negra com o objetivo de favorecer o reposicionamento da marca e de quebra ainda tirar vantagem em cima do “pink money”, que acabou por uma crítica a início irônica e depois com tom reacionário, se tornando por conta disso um verdadeiro alvo de medidas ao meu ver exageradas que inclusive podem resultar no fim de sua carreira no Vôlei, com ele tendo dificuldades pra retomar sua vida em uma área menos afeita aos holofotes, uma vez que se partiu pra um linchamento de sua carreira sendo que ele mal teve condições de se defender quanto ao comentário feito.
          Por outro lado, atacantes na linha de Danilo Gentili e Jair Bolsonaro usaram seus posicionamentos políticos controversos para se alavancar, colhendo hoje os louros disso, ainda que Bolsonaro não esteja sabendo fazer um trabalho adequado de relações dentro do jogo de poder pra consolidar uma base política sólida em seu favor, inclusive a dilapidando em muito por conta de sua falta de tato político.
          O jogo das olimpíadas da opressão vem mostrando seu caráter tokenista e enfocado ao extremo em interesses individualistas. Se dispersa de questões realmente sérias com vista a dar importância para a cortina de fumaça gerada no entorno das militâncias minoritárias, que nisso atuam como verdadeiros capitães do mato da quarta revolução industrial.
          Quem ganha nessa é quem se posiciona de forma forte e segura, sendo que quem vai na onda e demonstra seu posicionamento de forma eventual cometendo deslizes nisso tende a ter sérios prejuízos na carreira profissional.
          Karol Conká acabou bem prejudicada pela exposição de sua imagem no último BBB, mas o fato de ter contatos e relações no meio que trabalha ajuda a diminuir um pouco o efeito negativo sobre sua carreira, sendo que o mesmo vale para o Projota, mas infelizmente o Maurício Souza não vai ter a mesma sorte.
          Como vocês podem ver, acabou a era do amadorismo nesse campo, se bem que ainda tem gente que teima em cair nas ondas políticas sem perceber os perigos por trás disso.

    • Excelente comentário. Povo fala como se os trans fossem obrigar os cis a cimê-los. É só dizer não e seguir em frente. Pra que tanto mimimi?

        • imagina a cena na vida real: na balada, no bar, na festa travesti se aproxima, demonstra interesse, você diz não e elu sai gritando que você é transfóbico, kkkkkk. Nerd não faz ideia de como é o mundo real

          • No mundo real alguns “nãos” precisam ser ditos, ué.
            Isso é “não fazer ideia de como é o mundo real”?

        • A pessoa vem aqui para arranjar confusão e a única coisa que consegue pensar é que o texto é longo… aí quem fica entediado sou eu.

  • Interessante, recentemente a BBC publicou esta matéria sobre lésbicas que se sentem pressionadas e até ameaçadas a se relacionarem com mulheres trans, é bizarro como a situação está em lugares onde o progressismo está mais adiantado:
    https://www.bbc.co.uk/news/uk-england-57853385.amp

    Sinceramente, não tem como não rir disso. É travesti vencendo concurso de miss, é traveco ganhando em competição feminina, homem entrando em saunas e vestiários com meninas, agora as lésbicas têm que gostar de pinto. São as próprias mulheres que apoiam esse tipo de coisa, que lidem com as consequências.

    • Porque se você recusar é bem capaz de te bater (já que travesti geralmente é agressivo) denunciar por preconceito, e tome processo pelo fato de simplesmente dizer não…

      • Cara, você está fazendo “previsões” de algo que nem aconteceu. Relaxa.
        Ou então assume que quer comer um travesti em vez de dizer que é difícil dizer não.

  • Hoje em dia tem tanta nomenclatura que não sei pra que serve. O pior é que agora até pra preencher ficha de emprego perguntam. Eu não soube o que marcar numa ficha binário e não binário e cis. E olha que sempre fui viado, mas na minha época só existia hetero, homo ou trans. E era só lgbt, hoje em dia meteram até simbolos além do abecedário.

    • Na minha época, por assim dizer, também anônimo, só tinha lgbt e pronto. Acrescento o fato de que hoje parece haver uma certa ditadura da lacração, no sentido mesmo de, se tu não se atualizar diante das siglas e não entender os novos inclusos, não é um bom viado, digno de respeito etc.

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