O ano era 2380, a prestigiosa universidade de Calisto acabara de receber o prêmio Nobel pela descoberta de mais uma partícula: o Lepteriton-12. Um quarteto de Lepteriton-12 forma o Lepteriton-11, cada um contribuindo com um momento potencial para a até então elusiva menor subdivisão da matéria. Enquanto Xsepatrik Jones aceitava o prêmio em nome da sua equipe, os presentes recebiam a informação que o Laboratório de Ultra-fusão em Mercúrio acaba de avistar o Lepteriton-13. Era mais uma descoberta de subdivisão da matéria, a milésima só naquele século. Deveríamos ter notado antes, mas foi naquele momento que muita gente se convenceu que algo estava errado com a nossa ciência…

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A pesquisa na universidade varava a madrugada, mais uma vez. Rodrigo se perdera entre a enormidade de dados do experimento com as propriedades da antimatéria e as novidades sobre seu jogo preferido, que acessava ao mesmo tempo. O trabalho noturno era solitário, mas permitia essas liberalidades. Ouvia apenas o som dos próprios passos enquanto caminhava rumo à sala de descanso dos professores em busca de mais uma dose de café quando a monotonia é quebrada por uma voz fantasmagórica:

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Enquanto isso, numa sex-shop:

CLIENTE: Amigo… você… você tem uma daquelas bonecas super realistas?
VENDEDOR: Com certeza! Acabou de chegar um carregamento, quer dar uma olhada nos novos modelos?
CLIENTE: Ok…
VENDEDOR: Me acompanhe.

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O estrondo chacoalha a plataforma e abafa os gritos dos presente, um clarão precede a nuvem de fogo que se ergue pelas paredes do salão. Em questão de poucos segundos, sente o chão escapando por debaixo dos pés. A queda parece interminável, Bar’hai sente a consciência escapando do corpo enquanto desaba junto com toneladas de metal rumo ao piso do último andar da torre.

Mal sente o impacto contra o chão antes de desmaiar.

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