Tesão saciado, lençol amarrotado, tempo acabado e desfavor anunciado: Nos tempos modernos em que vivemos, ainda é obrigação do homem pagar a conta do motel?

Sally e Somir discordam. E pagam para ver quem vai conseguir mais defensores de suas argumentações.

Já adianto que não tenho uma opinião radicalmente contrária à minha CARA companheira de blog e ex-companheira de relacionamento. Não considero radical porque eu aceito a opinião dela. Não acho algo muito racional, mas consigo conviver numa boa.

Até porque não é lá muito inteligente arranjar um problema com uma mulher com a qual você quer fazer sexo tendo a possibilidade clara de conseguir. Esse tipo de manipulação “faz o que eu quero ou eu não deixo você fazer o quer comigo” está no pacote de virtualmente qualquer mulher nesse mundo. Faz parte.

E se tem um momento em que a maioria dos homens é vulnerável é justamente quando eles estão com as calças na mão. Não é a racionalidade que torna a argumentação da qual Sally vai ser a porta-voz na coluna de hoje vencedora.

Entrando nesse território, quem defende que quem puder pagar paga independentemente do gênero ganha de lavada. Vamos lá:

– Dinheiro é um pedaço de papel: Eu sei muito bem que dizer que o homem precisa pagar a conta do motel não é uma questão de “ser comprada”, pelo menos no exemplo que eu conheço da Sally. É uma questão de valorização da mulher que já valorizou o homem com sua presença e esforço. Dizer que paga o motel não faz a menor diferença se a mulher não quer te acompanhar até lá.

JUSTAMENTE por não ser um ato de prostituição que a lógica da argumentação cai por terra. Dinheiro é para ser gasto e só assume significados quando queremos. Se não é uma questão financeira, porque tanta importância para o aspecto de quem paga ou não? Dedicação se paga com dedicação. O motel se paga com dinheiro ou cartão.

– Sexo é um acordo entre duas partes: Se fosse prostituição, vá lá. Mas NÃO é. O acordo, implícito ou explícito, é ir até o motel e fazer sexo. Os dois ganham orgasmos e aquela sensação de que tudo está bem com o mundo por algum tempo. SE o homem tiver o dinheiro e estiver disposto, é uma gentileza pagar. SE ele tem que pagar porque a mulher se recusa, perde o valor e vira OBRIGAÇÃO.

Não era para ser um reconhecimento pelo sacrifício que é ser uma mulher e estar lá linda, maravilhosa e depilada? Bom, se a mulher não vai pagar de jeito nenhum, não tem como saber se ele está pagando porque é um homem à moda antiga ou se está pagando para não sair do motel para a cadeia. Se você nunca paga o motel, transforma isso numa condição. Cadê a graça da escolha dele?

– É um argumento puramente sexista: Dizer que o homem pagar a conta do motel é condição inegociável é basicamente dizer que a mulher merece mais recompensas por querer fazer sexo. Mais ou menos como se fosse muito mais difícil para ela. Ok, a preparação feminina é mais demorada e trabalhosa. Ok, mulher corre o risco de engravidar. Ok, o papel de fêmea é mais vulnerável do que o de macho. Ok, mulher tem uma pressão social grande contra sua sexualidade.

Mas isso não quer dizer que seja fácil ser o homem. Mulher não broxa. Mulher não tem a menor obrigação de conduzir e quase sempre sai como vítima de qualquer problema entre ela e um homem na intimidade. Se por um acaso sua parceira fizer alguma coisa horrível que tire seu tesão, você é um viado. Se por um acaso ela mudar de idéia no último minuto, você é um incompetente. Se por um acaso ela estiver a dois anos sem se depilar, você encara ou encara.

Ser homem é não dar pra trás (ha). Eu não fico reclamando disso e não quero nenhuma compensação pela pressão que circunda a mente de um macho na hora do “vamo vê”. Não é mais difícil para a mulher, é diferente.

Cada sexo com seus direitos e deveres. Mulheres tem muito mais atribuições no pré-sexo. Homens tem muito mais na hora que a coisa está acontecendo.

Depois de tudo terminado, volta o estado de igualdade. O homem corresponde às expectativas da mulher e vice-versa. (Considerando que tudo funcione direito.)

Pedir para pagar a conta do motel por questão de princípios é exigir do homem uma compensação EXTRA por ser mulher. (E depois ainda reclama quando nós dizemos que podemos alguma coisa “por sermos homens”.)

– É problematizar de forma desnecessária: Quando um casal vai para um motel, presume-se que ambos estejam atraídos um pelo outro. E que ambos queiram fazer o que estão prestes a fazer. Bater o pé dizendo que não admite dividir a conta do motel sugere que a mulher está COLOCANDO UM PROBLEMA no caminho caso o homem não possa pagar sozinho. Não sei quanto aos outros homens, mas não me agrada muito quando uma mulher decide colocar uma barreira entre você e ela deliberadamente.

Ou ela não se sente muito atraída por você, ou acha que você vale menos do que meia-conta de motel. Se você é mulher, imagine só se um homem com o qual você concordou ir para um motel decida que não quer mais ir enquanto não lavar o carro. Mesmo que você saiba que ele tem uma razão ideológica por trás disso, não te faria sentir-se preterida por um motivo vazio?

Se você gosta de um homem, não faça a MALDADE de fazê-lo se sentir um fracassado por não poder levar a mulher num motel por falta de dinheiro. Você não ganha NADA de bom em troca disso. Se você é digna de respeito e ele é digno de você, ele vai te respeitar. Não há a menor necessidade de fazer essas “afirmações de poder feminino”.

Mulheres, vocês são livres. Vocês não devem nada para os homens, e os homens não devem nada a vocês. Não há absolutamente nada de errado em pagar metade ou mesmo a conta toda do motel se quiser/puder. Você também vai aproveitar! E considerando que os orgasmos femininos são muito mais intensos que os masculinos, você já nasceu com uma vantagem considerável.

Para dizer que eu sou pão-duro, para argumentar sobre eu não praticar o que prego, para dizer que mulher merece mesmo mais recompensas por fazer a mesma coisa que um homem: somir@desfavor.com


Já falei sobre isso no meu texto “Bastidores” e sempre que tenho oportunidade repito: acho o fim da picada (sem trocadilhos) mulher dividir conta de motel com homem. Tenho certeza que todo mundo vai concordar com o Somir, até porque, os argumentos dele (de hoje, só de hoje) são bem coerentes, e os meus são descompensados. Mas é assim que me sinto, e é isso que vou defender. Posso ser maluca, mas sou uma maluca sincera.

Eu prefiro pagar a conta de gás de um homem do que pagar motel. NÃO PAGO! NÃO PAGO! NÃO PAGO! Nunca paguei, e acredito que vá morrer sem pagar. Porque? Por vaidade. Não pago para alguém fazer sexo comigo, sou boa o bastante e valho a pena (e o esforço) que o Zé Ruela pague o motel, ou me leve na casa dele, ou DÊ SEU JEITO de conseguir um lugar. Sim, porque homem tem que se virar! Eu hein, essa nova geração quer moleza!

“Mas Sally, é justo que homens e mulheres dividam todas as despesas!”. Atentem para a palavrinha mágica: TODAS AS DESPESAS. Ok, partindo dessa premissa, pensemos no seguinte: para ir a um motel com um cueca eu faço depilação ($), faço mão e pé ($), uso um vestido bonito ($$$), um sapato bonito ($$$) uma lingerie bonita ($$$$$), maquiagem ($$), perfume ($$$$$), trato do cabelo ($$), malho ($$$), uso anticoncepcional ($) e perco quase um dia todo da minha vida me preparando para isso! Se é justo que homens e mulheres dividam TODAS as despesas, então vou mandar minha conta para ele, o quanto custa para ele me ver montadinha, pronta, linda e perfumada na caminha do motel. Garanto que ele vai chorar lágrimas de sangue e implorar para voltar a pagar APENAS a conta do motel, que, no pior dos casos, é 1/3 do que eu gasto. (sem contar que depilação DÓI, porra! DÓI MUITO!)

Eu divido jantar, eu pago cinema, eu compro presente. Mas porra, o motel não. O MOTEL NÃO (*respiração alterada). Não tem dinheiro? Se vira! SE VIRA! Nem que me leve para acampar e tente fazer sexo comigo no meio dos mosquitos depois de ter limpado a bunda com uma folha de árvore. TUDO é melhor do que me fazer dividir a conta do motel. Nem me mexo quando o Cueca pede a conta. Mas nem morta que eu divido e nem mortíssima que pago sozinha.

E podem debochar de mim: eu acho que os homens apreciam isso. Homem gosta de mulher-conquista. Uma mulher que divide motel não é propriamente o que se pode classificar como um desafio a ser conquistado. É o Mito da Musa, que um dia o Somir explica para vocês. Se quer me seduzir, me conquistar, me cortejar, basta saber fazer com classe e em alto estilo, que vai virar meu dono (sim, eu usei a palavra DONO, joguem pedras feministas se quiserem). Mas me trate como uma conquista, como algo cobiçado, como algo raro… e não como sócia para pagar a conta da foda!

“Mas Sally, homem tem que pagar tudo para você? Isso não é meio interesseiro?”. Não, caralho! Cansei de dar presentes caros, de pagar cinema, pagar jantar, pagar um sem fim de coisas… Eu posso ser tudo nessa vida menos interesseira (até porque vivo dando fora em ricos e me apaixonando por pobres). E nem estou dizendo que faço questão que o homem pague um motel. Estou dizendo que o homem tem que providenciar a viabilidade do sexo, ainda que seja na casa dele ou mesmo em uma praia deserta e que ele não gaste um centavo. MAS CABE AO HOMEM CUIDAR DISSO, e não à mulher. É tão difícil de entender? É tão sem sentido? Porque quando eu falo isso as pessoas me olham como se estivesse mostrando uma foto do meu cu cheio de purpurina ou oferecendo um canapé de bosta empanada? Sério, esse assunto me faz sentir um ET, incompreendida!

Não cabe à mulher se preocupar em como, quando e onde vai fazer sexo. É dever DO MACHO pensar nisso. O dever da mulher é estar linda, depilada, limpinha, sexy e cheirosa – a vai por mim, é muito mais difícil, caro e sofrido do que simplesmente providenciar um lugar para foder!

Alou Cuecas! Sejam criativos! Não tem dinheiro para motel? Faça algum joguinho sexual em um lugar público (mas não muito), ou banque o aventureiro no meio da natureza, ou proponha variações como sexo no carro, sexo no elevador e outras brincadeirinhas que podem ser bem interessantes! Peça o apartamento de um amigo ou de um parente emprestado, leve ela para sua casa de final de semana da sua família, sei lá, SE VIRA MEU IRMÃO, e dá graças a Deus que você não tem que depilar sua virilha com cera quente se quiser foder!

Desculpem. Me excedi. Esse assunto me tira do sério. Eu avisei ao Somir que esse assunto não me faz bem. Apesar do descontrole, espero que ao menos vocês tenham sentido minha sinceridade. Não é pirraça não, gente, é de coração. Sobra tudo para a mulher moderna: tem que ser boa profissional, boa mãe, boa mulher, estar em forma, ter cultura, parecer sempre jovem… enfim, uma das últimas coisas que não sobra para a gente (ainda) é ter que ralar para conseguir sexo. VAMOS LUTAR POR ISSO, antes que nos tirem isso também! Meninas, isso que vocês tem no meio das pernas lhes dá PODER, USEM, MENINAS, USEM SEM MEDO ESSE PODER!

Para passar atestado de analfabeto funcional e dizer que eu sou interesseira, para me fazer propostas criativas de sexo sem infraestrutura, para sugerir temas para o próximo Ele Disse/ Ela Disse e para me perguntar como fazer sexo dentro de um carro popular sem ficar com freio de mão cutucando as costelas: sally@desfavor.com

Muito mais do que uma disputa de opiniões, como já é tradicional aqui na coluna, hoje veremos uma disputa de estilos de vida. Sally é organizada e responsável, Somir tem a capacidade de concentração de um peixe dourado.

Ambos gostam de ser como são e conseguem conviver um com o outro. O que não quer dizer que não vivam discutindo sobre o assunto.

O assunto de hoje é: Até onde a organização é importante na vida de uma pessoa?

Sim, foi culpa minha novamente o atraso do texto.

Estava com saudade de escrever sobre alguma causa perdida. Muito embora só para variar eu esteja escrevendo esse texto com pressa por ter esquecido de prepará-lo com antecedência, aposto que vai ser um ótimo exercício de argumentação.

E se eu falo de causa perdida, eu tenho meus motivos: Para mim nada ajudou mais a humanidade até hoje do que a desorganização, com uma “saudável” dose de irresponsabilidade.

Parto do pressuposto que em um sistema organizado, tudo o que acontece de errado acaba sendo corrigido. A anomalia vira problema e precisa ser resolvida. O sistema organizado sempre espera voltar ao seu estado original.

E não foi voltando ao estado original que as grandes realizações da humanidade floresceram. O processo criativo é essencialmente caótico, ele PRECISA da anomalia, do problema. A resposta é sempre algo simples e sem graça. Se você se organiza muito bem, vai perceber que fatalmente vai dar duas respostas iguais para problemas diferentes. Organização gera padrão. E padrão leva ao erro quando se encontra uma situação inesperada.

“ZZZzzzZZZzzz…”

Ok, ok. Vamos logo ao assunto. Eu defendo que a desorganização tem efeitos benéficos, e que esses efeitos compensam e muito os aspectos negativos quando se quer nortear sua vida pelo lado puramente criativo. Eu sou uma pessoa terrivelmente desorganizada, com dificuldades sérias com prazos, horários e metas. Não vou ser cara-de-pau a ponto de dizer que isso torna as coisas mais fáceis, mas é parte integrante do meu processo de criação.

Respostas são simples, problemas são complexos. Eu não vou ser o primeiro a dizer que o mais difícil na vida é enxergar o problema, fazer a pergunta certa.

E a pergunta certa só aparece depois que você observa as coisas saindo do padrão. Quem decide que as regras e a rotina valem mais do que o improviso acaba perdendo uma boa parte de sua criatividade, e por um motivo: Responde problemas distintos com idéias similares.

Para manter sua ordem, seu padrão, uma pessoa muito organizada enxerga os problemas apenas como coisas a serem resolvidas. Parte do pressuposto errado e começa pela resposta.

“Rrrrooonc… Hã?”

Uma pessoa desorganizada precisa responder de forma diferente a cada problema, já que tem dificuldades de enxergar uma resposta geral. Como eu sei muito bem, isso gera muito trabalho inútil e frustração, mas ao mesmo tempo permite que eventualmente você perceba coisas que ninguém mais percebe, ou mesmo que ninguém mais acha importante.

E é aí que as grandes idéias nascem. Grande parte das grandes invenções da humanidade surgiram de confusões e erros causados por desatenção ao problema principal. Situações que permitiram que a mente em questão percebesse algo que não estava no planejamento inicial.

Eu prefiro uma chance em um milhão de encontrar uma dessas idéias em meio ao caos do que fechar as portas para o inusitado e ser um pouco mais bem sucedido. Entendo que é uma escolha difícil e não pretendo defendê-la como a melhor de todas. Mas quero explicar nesse texto que É uma escolha e todos podem fazê-la. Essa convenção social de responsabilidade e produtividade é mais uma das inúmeras formas de garantir que as coisas funcionem e que todos trabalhem sem reclamar.

E um dos pontos mais importantes dessa convenção é que pontualidade é mais importante do que originalidade. Como se uma coisa valesse mais a pena do que a outra no final das contas.

Não concordo que a pontualidade tenha mais peso do que a originalidade. Na verdade, NADA pode ter mais peso do que a originalidade. Nunca, em tempo algum. O que acontece é que sem essa presunção de que as pessoas são mais eficientes quando respeitam prazos e horários, as pessoas que não trabalham em ambientes que permitem respostas criativas se sentiriam enganadas, traídas. E nosso sutil equilíbrio social viraria caos.

A maior opressão social não é a econômica. É a criativa. A diferença é que ninguém (além da religião) bate palmas para você quando você não tem o que comer no final do dia. Agora, quando você passa o dia todo se matando de trabalhar fazendo exatamente a mesma coisa e sem espaço para criar, sempre vai ter alguém para te dizer que você está indo muito bem. E que tem mais trabalho na sua mesa…

Percebam que eu não digo que uma pessoa organizada não pode ser criativa. Sally é uma pessoa certinha e é a pessoa com a qual eu mais me identifiquei até hoje nesse aspecto. (Ela mais pragmática, eu mais subversivo.) Mas para provar que eu estou certo, perguntem para ela os momentos nos quais nós dois fomos mais criativos até hoje. Sempre no improviso, sempre reagindo a situações inusitadas… Sempre fruto da desorganização.

Sally é criativa APESAR da organização e disciplina. O que me faz imaginar quanto ela seria capaz de fazer se resolvesse relaxar um pouco mais…

E se você que está lendo acha que estou defendo anarquia e falta de noções básicas de civilidade, está na hora de parar de ler palavras e começar a ler idéias. Sabia que a maioria das pessoas não entende muito bem o que acaba de ler? Plavraas sõa apneas iédias, tnato qeu vêoc etsá ledno nroalmemtne.

Enxergue o problema, a solução é só uma conseqüência.

Desorganize-se.

Para dizer que eu sou o reacionário mais anárquico do mundo, para dizer que eu nunca vou ser um gênio ou mesmo para mandar uma foto da zona que é a sua casa: somir@desfavor.com


Qualquer pessoa que me conheça minimamente sabe que eu não sou um primor de organização. Para algumas coisas sou até muito desorganizada. No entanto, minha desorganização é controlada, eu me entendo dentro da minha bagunça. Não perco coisas, não deixo de cumprir minhas obrigações e não atrapalho quem convive comigo. A bagunça encontra um limite muito claro: pode ir até o ponto em que não atrapalhe sua vida pessoal e profissional.

O discurso de “Gênio Indomável” que a Madame deve ter feito sobre a ZONA que é sua casa e seu trabalho pode parecer muito bonito na teoria, mas na prática, quando a pessoa perde as chaves e não consegue sair de casa por causa disso, ou perde a carteira de motorista e fica semanas a pé, não é nada bacana.

Não venho aqui defender uma organização doentia, de separar roupa por cor. Isso é TOC e não organização. A organização que eu defendo é estabelecer critérios mínimos e pessoais para conseguir viver e trabalhar de forma produtiva (e não gastar três horas do seu dia procurando as chaves do carro).

Meu dia é cheio, e por isso mesmo é todo cronometrado. Começa às cinco da manhã. Se algo der errado, atrasa um cronograma que só termina às onze da noite, e me ferra por completo. Pessoas como a Madame aqui de cima, que tem horários mais flexíveis, podem até se dar ao luxo de gastar uma hora do seu dia procurando aquele documento que precisam e não sabem onde guardaram. Eu não posso. E se você tem uma vida corrida, também não pode.

Existe um mito equivocado de que a criatividade apenas brota de uma mente e uma casa desorganizadas. E eu estou aqui para ilustrar o contrário. Quem me acompanha desde sempre de outros blogs e de aventuras orkutianas sabe que eu sou uma pessoa extremamente criativa e não preciso ser desorganizada para isso.

Está na hora de parar de romantizar a desorganização. Desorganização é um DEFEITO, ok? Sem essa de tentar fazer parecer que é uma característica inerente aos gênios ou uma coisa imutável. Qualquer pessoa pode ser organizada caso se esforce para isso. O problema é que as pessoas parecem achar bonito abrir a boca para dizer “Ah, eu sou muito desorganizado mesmo!” ou então “Ih, minha mesa é uma zona!”. É aquela gracinha de ficar ostentando coisas feias como se fosse bacana, a mesma merda de quem diz “Ihhh… ontem eu bebi moooi-to” – dá vontade de falar: Parabéns, quer uma medalha?

O foda é que os desorganizados não se mancam que é um defeito, que isso prejudica e atrasa a vida não apenas deles, mas de todos que estão à sua volta, e pior ainda: tentam diminuir quem é organizado. Cansei de ouvir Madame dizendo que eu sou “toda organizadINHA”. Sentiram o diminutivo pejorativo? Quer dizer, além de ME prejudicar com sua bagunça (atrasos, perder coisas, etc) ainda me menospreza por uma QUALIDADE (sim, lamento, mas SABER ser organizado é uma qualidade). Mando tomar no cu agora ou mais tarde?

Cada um pode criar mecanismos próprios para se organizar, tudo questão de força de vontade e tentativa e erro. Claro, desde que a pessoa admita que sua desorganização é um defeito e causa uma série de transtornos e não um “traço de genialidade criativa inevitável”. O primeiro passo é admitir que bagunça não é bonito e não é motivo de orgulho.

Vejam bem, eu não sou uma certinha neurótica. Existe um meio termo entre a pessoa que perde tudo e a pessoa que organiza Cd por ordem alfabética. Só defendo que UM MÍNIMO de arrumação é necessário para um bom desempenho profissional e para uma convivência harmônica a dois. Uma bagunça no armário, uma toalha molhada, um roupa no chão… tudo normal. Mas aquele caos, que dá a idéia que passou um tornado pela sua casa, começa a ser patológico. E, me desculpem, mas beira à falta de higiene.

Aparência desorganizada não quer dizer desorganização. Se tudo estiver zoneado mas você souber exatamente onde está cada coisa, não tem prejuízo. Mas a partir do momento em que você perde coisas importantes como chaves, documentos e prazos, o discurso “eu me entendo na minha bagunça” cai por terra.

Para me chamar de neurótica, para chamar o Somir de gênio e para sugerir temas: sally@desfavor.com

Num ato de bondade sem precedentes, Sally sugeriu um tema simples para a coluna de hoje em solidariedade ao estado físico, psicológico e etílico de Somir.

E mesmo assim, ele atrasou o texto.

O tema de hoje é: Cães ou gatos? Qual o melhor animal de estimação?

Já começo avisando que sou partidário dos felinos. Foi um caso de identificação à primeira vista: Só fazem o que querem, gostam de ficar sozinhos, não dão satisfação sobre o que fazem e quando gostam de alguém, gostam de verdade.

É capaz de acharem que eu não gosto de cachorros, mas não é o caso. Estou expressando uma preferência. Já tive cachorros, gostava muito deles, mas na comparação eu acabo preferindo os gatos. E vou explicar os motivos:

– Gatos são mais inteligentes: E essa é uma característica que eu prezo. Vejam bem, cachorros são animais que por natureza vivem em grupos, está no pacote de instintos deles se comunicarem com outros e conviverem entre si. Os gatos não, gatos são animais solitários cuja evolução permitiu que se virassem absolutamente sozinhos na natureza. E não é que os felinos APRENDERAM a conviver com outra espécie? Os cachorros simplesmente continuaram fazendo o que sempre fizeram, apenas deram sorte da humanidade encontrar utilidade na companhia deles. Para um cão o dono nada mais é do que mais um membro da matilha. Um gato entende que seu dono é um ser diferente.

Uma das características mais valiosas da inteligência humana é a comunicação. E nesse aspecto, também, gatos demonstram-se mais evoluídos. Já perceberam como cachorro late para qualquer coisa? Não é incomum perceber que seu cão está se esgoelando diante da ameaça iminente de uma folha seca voando pelo quintal. Por ser um animal de grupo, o cão só se importa em fazer barulho e chamar a atenção de outros. O gato sabe com quem está se comunicando. É muito comum que um gato levante a cabeça, espere que seu dono retribua o contato visual para só aí miar. Isso é comunicação avançada, não apenas algazarra.

Outra confusão comum é achar que o fato do cão poder ser adestrado, ao contrário do gato, significa que a inteligência do cão é mais avançada. Na verdade só quer dizer que o cão é mais subserviente e desprovido de vontade própria. Se fôssemos tão inteligentes como um cão, alguma outra espécie primata teria nos feito de escravos. É mais inteligente quem obedece? Bom, cada um com suas escolhas, mas para mim ser um capacho é um demérito e prova de inteligência primitiva.

– Gatos são mais femininos: É mais forte do que eu, entre um ser musculoso e viril e um esguio e delicado eu vou preferir a segunda opção. É mais agradável essa convivência. Claro que existem cachorros pequenos, mas eles tem uma personalidade tão repulsiva que só “Felícias” como a Sally (escrava de animais irracionais) conseguem gostar. O cachorro pula, corre e se estabaca contra várias superfícies constantemente, parece uma criança com síndrome de Down depois de tomar esteróides. Pode até ser engraçado, mas diminui o meu respeito por eles. Um gato parece ter controle absoluto sobre seus movimentos, ele dificilmente se coloca em situações ridículas. Numa comparação distante: Cachorros são moleques confusos e gatos são mulheres seguras de si. Conceito personalíssimo, eu sei. Mas atribui características que me fazem admirar os felinos ainda mais.

– Gatos são mais honestos: E aqui a maior farsa de todas, a de que cachorros são mais sinceros no seu “amor” pelo dono. Na verdade o cão é o animal que MENOS se aproxima da nossa concepção de amor. O cachorro não ama ninguém, o cérebro dele não permite isso. Ele é fiel, claro, mas não é como se ele tivesse alguma escolha. A espécie dele só continuou viva por eles aprenderem a defender o bando. Ou você acha que o totó pensou profundamente sobre o risco que o invasor da propriedade causaria à família que cuida dele antes de atacar? O cão defende o território e está CAGANDO E ANDANDO para o dono. Ele tenta evitar que o grupo dele sofra baixas para aumentar as PRÓPRIAS CHANCES de continuar vivo.

Desculpem-me por dizer isso, mas o seu cão não te ama. Nunca vai amar. É que nem pedir para uma pedra se movimentar. Um cão não consegue pensar de forma abstrata. Eu sei que pode parecer muito tocante para nós quando um cão defende o dono, mas um animal irracional não consegue fazer escolhas nesse sentido. Ele simplesmente reage aos estímulos do ambiente baseado nos seus instintos. O cão está sempre SE defendendo.

A combinação entre homem e cachorro deu certo porque o cão aceita o papel de escravo para continuar vivo e porque o humano é tão carente que precisa achar aceitação em qualquer lugar.

Os gatos nunca foram escravizados. Eles dividem o espaço com o humano por pura conveniência. Se você o trata bem ele fica por perto, se você o trata mal ele vai embora procurar outras oportunidades na vida. Simples assim. O gato gosta de você se você gostar dele. E eu acho essa característica pra lá de louvável.

Percebem como minha argumentação é essencialmente subjetiva? Pra mim cães e gatos são animais irracionais, sendo que os cães tem mais aplicações práticas como “pata-de-obra” escrava.

Se eu tivesse que proteger uma casa, eu escolheria o animal irracional que considera o meu quintal seu território. Se eu estiver morando num apartamento, eu escolho um gato, que causa menos confusão e é mais barato para se cuidar.

Nenhum deles vai me amar. E eu nunca quis isso. Eu hein… O dia que eu precisar comprar um ser vivo para compensar minha solidão, as coisas irão de mal a pior. Pessoas como a Sally vão me chamar de morto-por-dentro, mas a verdade é essa. A verdade dói. As pessoas dão para os animais de estimação significados que eles nunca poderiam ter e se enganam enxergando atitudes humanas em animais que tentam lamber sua cara depois de lamber o próprio rabo.

O cão é um escravo melhor.

O gato é um animal de estimação melhor. Ponto. Quantas crianças morreram depois de ataques de gatos? E de cachorros? Exato.

Para me chamar de viado por gostar de gatos, para dizer que seu cão é diferente e entende um sentimento complexo que necessita de um cérebro dez vezes mais complexo do que o dele para ser compreendido: somir@desfavor.com


Desde já deixo claro que não odeio gatos. Preferir cães não é excludente para gostar de gatos. Preferir cães é apenas preferir cães.

O que se espera de um animal de estimação? Que seja companheiro, certo? Eu não quero animais de estimação como mero adorno (um aquário, por exemplo, onde o animal não interage com o dono). E em matéria de companheirismo, nada supera um cachorro.
Existem coisas que não adianta falar aqui, que só quem tem um cachorro sabe. Coisas que se eu contar, muita gente vai achar que é mentira. Tem coisas que só um cachorro faz por você. Gato é bacaninha, te dá carinho, mas não se compara com a troca que você tem com um cão.

Muitos dizem que cães são carentes, demandam muita atenção e dão muito trabalho. Talvez seja verdade, mas quando analisamos a relação custo/benefício, as coisas boas que um cão proporciona superam (e muito) o ônus de ter um cachorro.

Alguém aqui já viu histórias de gatos que salvaram a vida dos seus donos? Naquela madrugada em que um ladrão armado tenta entrar na sua casa, o cão está ali te protegendo, disposto a dar a própria vida por você. O gato provavelmente está na rua, promovendo uma balada felina, na maior putaria. Só volta no dia seguinte. E mesmo que esteja em casa, ao ouvir um disparo de arma de fogo, o que será que o gato faz? Corre para se esconder. O cão corre para proteger o dono.

“Mas Sally, eu me identifico mais com gato”. Ótimo. Viva a diversidade. Tem todo o direito de preferir o comportamento do gato, mas convenhamos, COMO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO, o cachorro é melhor.

Um cão pode ser guia de cego, um cão dá a vida pelo dono, um cão entende seu dono e é solidário. Cães são preferência mundial. Alguém aqui imagina um esquimó tendo seu trenó puxado por gatos? Ora, se for para depender da cooperação de gatos, o ser humano está fodido. Gato só faz o que quer quando quer. Isso não é uma relação de troca, isso é sustentar vagabundo.

Cães podem ser ensinados a realizar pequenas tarefas e tem prazer em cooperar conosco. Um cão feliz é um cão que faz o dono feliz. Um gato feliz é um gato de barriga cheia.

Gatos não são adestráveis. Tem gente que vê beleza nisso, no animal fazer só o que quer. Eu acho que a beleza toda acaba quando o “animal independente” começa a afiar as garras no sofá e nas cortinas e começa a urinar por aí. Como pode ser um bom mascote um animal que se recusa a tomar banho? Eca…

O cão é o melhor amigo do homem. Historicamente o cão ajudou o homem a chegar onde chegou. Até hoje ajuda. Ajuda a nos proteger, ajuda a polícia, ajuda a descobrir drogas, ajuda a resgatar pessoas, ajuda deficientes físicos, ajuda a quem ele puder ajudar, dentro das suas limitações. E ajuda feliz.

Onde está escrito que para ser bacana tem que ser arrogante, individualista, orgulhoso e independente como um gato? Que porra de mundo é esse onde os defeitos de um gato são ostentados como qualidade e as qualidades de um cachorro são menosprezadas como defeito? Ser fiel, leal, companheiro e dar a vida por alguém agora virou defeito? Me poupe!

O que me atrai no cão não é a obediência. Não quero um brinquedinho. O que me encanta é o prazer com o qual ele faz o que lhe é pedido, porque ele fica feliz com a sua felicidade. E mesmo quando não é treinado, é impressionante como um cão entende um ser humano, sabe quando seu dono está triste e se mostra solidário. Cachorro se preocupa com seu dono.Os benefícios de ter um cão estão comprovados. Cães podem ajudar uma pessoa a sair de uma depressão, por exemplo.

Tem gente que faz parecer que quem compra um cão é carente, que esse tipo de carinho que o cão oferece só é apreciado por pessoas solitárias que não tem outros seres humanos para suprir essas necessidades. Não concordo. Quem compra um animal de estimação, quer uma troca. Quanto mais intensa essa troca, melhor (a não ser que você seja um frio morto por dentro com medo de se envolver com seu animal porque um dia ele vai morrer e você vai sofrer, nesse caso, compre um gato mesmo, ou melhor, três gatos).

Não tem como negar: cães se doam muito mais ao dono do que gatos. E eu gosto de relações intensas, de entrega, de afeto. Não quero um bicho de estimação que eu não teria confiança suficiente para deixar ao lado de um filho pequeno…

Para me chamar de carente, para mandar uma foto do seu cãozinho e para sugerir temas: sally@desfavor.com

No Proces… Ele disse, ela disse de hoje falaremos sobre uma das figuras mais mitológicas que já viveram nas Américas: Fidel Alejandro Castro Ruiz, ou Fidel Castro para os mais íntimos.

Por que Fidel Castro é tema desta sessão? Sally e Somir tem visões BEM diferentes sobre o ex-governante cubano.

Fidel Castro, déspota esclarecido ou desfavor em forma de bandido?

Fidel Castro foi um ditador. Eu já considero a discussão ganha na primeira frase. Mas, prevendo que minha CARA vá tentar diminuir o impacto dessa afirmação com sua retórica, eu vou colocar as coisas em perspectiva aqui para você, leitor ou leitora, ter uma boa idéia do que isso realmente significa.

Exemplos de ditadores famosos: Hitler, Mussolini, Franco, Stalin, Mao Tse-tung, Khomeini, Pinochet, Videla, Médici, Idi Amin, Mugabe, Duvalier (Papa Doc), Fidel Castro.

Entenderam qual é a turma do Fidel? A turma da intolerância, da tortura, do genocídio e da corrupção.

Ditador nada mais é do que um líder com plenos poderes sobre as instituições e pessoas que governa. Pode-se chegar a essa condição por imposição pela força ou por apelo popular, tanto faz. Em um mundo cor-de-rosa e utópico, o ditador deveria resolver todos os problemas urgentes de uma nação e entregar o poder de volta para o povo. Mas… Plenos poderes costumam ser incrivelmente tentadores para quem os possui. E justamente por isso os ditadores tem essa mania incômoda de não querer mais sair da posição que conquistaram.

Fidel chegou ao poder em 1959 após participar de uma revolução contra a ditadura de Fulgencio Batista. Aclamado pelo povo por ser o símbolo da vitória do povo cubano contra a tirania, Fidel assumiu o posto de líder do país, posto que manteve até meados de 2007. Imagina-se que ele tenha sido a melhor opção para Cuba nesse tempo todo, certo? Jamais saberemos. Logo após derrubar uma ditadura, Castro instaurou outra e a população do país não teve mais oportunidades de escolher.

Por quase 50 anos Fidel Castro foi o único candidato do único partido do país. O PEMVO (Partido Eu Mando e Você Obedece. Também conhecido como Partido Comunista Cubano.). Alguém aqui consegue imaginar um governante se mantendo no poder por todo esse tempo com apoio popular maciço o suficiente para se recandidatar e ganhar sempre? Fidel manteve seu poder da ÚNICA forma que uma ditadura sabe fazer: Usando a força. Paredón neles!

Vamos lá: Fidel Castro foi apoiado pelo povo para LIVRÁ-LOS de uma ditadura, algo que sempre foi usado como ferramenta para crimes contra a humanidade. Ao conseguir o que queria, CAGOU NA CABEÇA DO POVO se tornando ditador.

Fidel não liga para nenhuma causa humanitária. Fidel foi um ditador. E se você acha que o sistema de saúde e educacional cubanos são provas contra essa afirmação, é melhor prestar mais atenção no que isso realmente significa, na prática, para a população daquele país.
Considerado o melhor indicador na atualidade para qualidade de vida num país, o IDH (Índicie de Desenvolvimento Humano, definido pela ONU) classifica Cuba como 48º lugar no ranking geral. Cuba está acima do Brasil, que ocupa a 70ª posição. Mas será que isso é prova de sucesso? Outros países caribenhos também ganham do Brasil… Antígua e Barbuda, Trinidad e Tobago, Santa Lúcia… Imagino se tem alguma conexão… Ah, tem sim! SÃO TODOS PAÍSES MINÚSCULOS! O que é mais fácil? Cuidar de 5 ou de 190 milhões de pessoas? Pense com calma… O Brasil é sim um país com problemas sociais graves, mas somos um país continental. Dá muito trabalho acertar as coisas, por melhor que seja a vontade de quem governa. (E não costuma ser boa…)

Cuba tem 110 mil quilômetro quadrados e uma população menor do que a cidade de São Paulo. Não estou dizendo que é fácil cuidar desse tanto de pessoas, mas os outros países minúsculos em posições elevadas no ranking de IDH provam que tem alguma relação sim entre os dois fatos.

Tudo bem, Cuba continua numa posição alta. Mas, novamente, isso pode ser colocado em perspectiva. Barbados, pertinho de Cuba, está em 37º lugar. Você já ouviu falar de algum grande programa social “barbadense”? Será que eles são exemplos mundiais de desenvolvimento humano e nós não ficamos sabendo? Não é isso. Barbados é uma ilhota com pouco mais de 300 mil habitantes. Mais baba de cuidar ainda do que Cuba.

ENTÃO QUER DIZER QUE DEPOIS DE 50 ANOS DE REGIME SOCIALISTA CUBA NÃO CONSEGUE SER O PAÍS COM O MAIOR DESENVOLVIMENTO SOCIAL NEM DA BOSTA DO CARIBE?

Sim. Viva la revolución! Julgando pela posição dos outros países da mesma região em comparação, até mesmo se o Batista continuasse no poder as coisas estariam mais ou menos na mesma. Obrigado por nada, cretino!

Fidel está cagando e andando para o seu povo. Sempre esteve. Tomou o poder para SI, criou políticas POPULISTAS para compensar sua teimosia e inépcia no trato das relações internacionais, que resultaram num embargo que deixou o país na mais completa miséria. Sabem como identificar uma política populista? A população ganha de um lado para parar de reclamar dos problemas óbvios da nação. Não há analfabetos em Cuba, mas isso não adianta muito se não há liberdade para crescer na vida. O sistema de saúde deles é excepcional, menos quando a doença é séria, porque faltam remédios e equipamentos. A política esportiva é um exemplo, desde que o atleta aceite ser um animal adestrado sem objetivos na vida.

Fidel tinha um sonho, e esse sonho era ser ditador. Até um retardado mental perceberia que se sua população preferisse subir numa jangada e remar até outro país do que continuar sob seu comando, alguma coisa está errada. Não estou tirando isso da cartola não, se você já freqüentou alguma universidade pública, deve conhecer algum cubano FELIZ DA VIDA por ter saído daquela ilha retrógrada e ter sua primeira chance de aprender com os avanços recentes da humanidade.

Revisão: Fidel foi um ditador que TRAIU o povo que o ajudou a chegar onde esteve. Instaurou um regime totalitário, violento e castrador. Falhou como líder socialista, já que as pessoas que realmente aproveitam a tal “excelência social” são as com dinheiro e poder suficiente para aproveitar isso em qualquer lugar.

E é uma pena que eu só tenha duas páginas… Vamos logo ao argumento principal: Fidel Castro tolheu a liberdade de seu povo usando a violência. Isso é crime. Fidel não fugiu à regra da categoria que representa: Não resolveu os problemas do país e cometeu crimes contra a humanidade.

Liberdade é condição INEGOCIÁVEL para o desenvolvimento humano. A escravidão só produziu monumentos gigantescos e preconceito. E não estou mudando de assunto não: Os cubanos são ESCRAVOS do regime de governo. Recebem o mínimo necessário para sobreviver (às vezes nem isso), não podem deixar o lugar onde vivem, não podem criticar ou sugerir mudanças, não podem se tornar independentes do sistema que os controla. Fidel nunca deu opção para seu povo porque sabe, como todo ditador, que liberdade é a inimiga número um da ignorância.

Não, não tem nenhuma característica abonadora em Fidel Castro. Se tinha, foi derrubada pelo mesmo golpe militar que o colocou no poder. Fidel é um ditador de merda, como todos os outros foram, são e serão. Tomara que o câncer no cu esteja doendo muito, camarada!

Para discutir sobre capitalismo, socialismo e outros achismos, para dizer que eu tenho inveja do Fidel porque também quero ser ditador: somir@desfavor.com


Acho inútil tentar classificar Fidel Castro. Ele é sui generis, ele foge de qualquer classificação. Entendo aqueles que o criticam, eu mesma tenho algumas críticas a fazer, no entanto o que não aceito é gente que apenas dá pedrada e se recusa a ver seu lado bom e seu mérito.

Para começo de conversa, não concordo quando dizem que ele é um “ditador”. Vejamos, de acordo com os dicionários, ditador é aquele que toma o poder sem a legitimidade conferida pela escolha popular. Que eu saiba, Fidel chegou ao poder nos braços do povo. Onze homens desembarcaram e Cuba e começaram a migrar pela selva, convencer a população e desafiar o governo de Fulgencio Batista, este sim uma ditadura. A população estava muito insatisfeita e aderiu ao movimento de Fidel e Che. Não fosse o apoio popular, em tempo algum onze homens seriam capazes de depor um governo. Nas fotos da queda do governo de Batista, podemos observar Fidel sendo carregado nos braços de uma multidão (parecia uma micareta comunista, minha gente!). Se isso não é legitimidade da escolha popular, eu não sei o que é. O fato de não haver eleição não quer dizer que ele não tenha sido legitimado pela escolha popular.

Tudo bem, Fidel era rígido, intransigente e cabeça fechada para algumas coisas. Acho que errou sim, errou muito. Mas isso não apaga o que ele fez de bom. “Mas Sally, olha a merda que você está dizendo! Deve ser uma bosta viver em um país onde você não pode falar mal do governo, não pode sair do país, não pode quase nada!”. Concordo plenamente com você, meu caro leitor reacionário, deve ser uma bosta MESMO. Eles não tem liberdade. Mas… contudo… eles tem igualdade. Todos tem hospitais com médicos competentes, todos tem escola, etc. E nós, que temos liberdade para dar e vender, mas não temos igualdade? Será que é melhor ter liberdade e não ter igualdade ou ter igualdade e não ter liberdade? Não sei responder. É como diz aquela frase de camiseta hippie: “Todos os dias milhões de crianças dormem nas ruas, nenhuma delas é cubana”.

“Mas Sally, Fidel é um monstro, quando ele assumiu o poder mandou um monte de gente para o paredón”. Sem dúvidas isso é uma atitude questionável. No entanto, Fidel não tinha por hábito torturar ninguém. Se era tido como inimigo, pegava e matava, porque aquele era um momento de guerra. Quantos governos se restringem a matar sem torturar seus inimigos? Ainda mais na América Lat(r)ina? O nosso com certeza torturou muita gente! E outra: quem acha pena de morte em tempos de guerra uma coisa cruel, desumana e monstruosa, deveria dar uma olhada com mais atenção à nossa constituição, porque a Constituição da República Federativa do Brasil prevê SIM pena de morte em crimes cometidos em tempo de guerra. É uma exceção expressa ao direito à vida. Então, Fidel mandar gente para o paredão não é nada de novo na nossa realidade.

O cara é exaltado. O cara isolou Cuba do mundo. O Bom Velhinho é mala sem alça, faz discursos de oito horas seguidas, mas porra, conseguiu manter uma país que estava “de mal” com o resto do mundo, tomando embargo de todos os lados, com uma medicina de ponta e educação exemplar! Será que algum político brasileiro faria isso? Papai Fidel conseguiu mobilizar um país inteiro e depôs um ditator com meia dúzia de armas e muita força de vontade! Assumam, o cara tem seu mérito! Numa Terra de Ovelhas Mansas como o Brasil, não me admira que “gente que faz” não seja reconhecida… Tem mil defeitos, mas tem qualidades. Não é um bicho-papão.

Fidel brigou com os EUA a vida toda. Cuba era uma ilhota cocô e os EUA eram a maior potência do mundo. E mesmo assim, ele durou quatro décadas no poder. O Véio tem seu mérito, porra! Atiraram em meia dúzia de líderes mundiais (Alô? Kennedy?) mas nunca conseguiram matar Fidel. O Véio é ninja!

“Mas Sally, os cubanos odeiam ele, vivem fugindo para os EUA em balsas”. Meu Querido Leitor Reacionário, é uma mera questão geográfica. Pense comigo: se o Brasil fizesse fronteia pelo mar com os EUA, quantos brasileiros não se enfiariam no primeiro caixote de isopor e iriam remando até os States? Dez vezes mais do que os cubanos. E muito cubanos amam o Fidel. Muitos mesmo.

O Véio é meio maluco, meio radical, eu não nego. Não estou dizendo que Cuba é um paraíso, porque não é, eu sei que não é. É um país com muitas privações, com muitas carências. Ao contrário da maior parte das pessoas que defende cegamente o Fidel, eu não acho que Cuba seja um país modelo. Acho que tem ALGUMAS COISAS muito boas que deveriam servir de exemplo para nós, e outras que são uma titica de sabiá amarelo. Só quero mostrar com este texto, que Fidel tem coisas boas, tem mérito. Assim como ele não é 100% bom, como defendem os hippies comunistas, também não é 100% ruim, como defendem os reacionários.

É mais forte que eu. Eu amo o Fidel. EU AMO O FIDEL. Sempre tive uma queda por um tirano (no bom sentido, no sentido de gênio forte) carismático. Não é a toa que namorei com o Somir.

Para me chamar de comunista hippie imunda, para me mandar ir morar em cuba e para dizer que eu sou uma afronta à pátria que me acolheu: sally@desfavor.com

SOMIR: E aí ele vomitou em tudo… Vergonhoso.
SALLY: Hahahaha…
SOMIR: Pior que foi azar mesmo do pessoal ter chegado àquela hora. Ele quase saiu ileso.
SALLY: Ué, ia vomitar em tudo do mesmo jeito.
SOMIR: Mas sem testemunhas não existe nojeira.
SALLY: Discordo.
SOMIR: Poderia me dizer seus argumentos?
SALLY: Claro, em primeiro lugar…

*uma hora depois*

SOMIR: É a sua! Maluca da porra!
SALLY: Seu ridículo! Escroto! Nojento!
SOMIR: Bom, preciso dormir. Tenha uma boa noite.
SALLY: Você também. Isso vai virar “Ele disse, ela disse”, viu?
SOMIR: Presumi… Beijo!
SALLY: Beijo! Porco…
SOMIR:

ASSUNTO DA SEMANA: A TEORIA DA RELATIVIDADE SUÍNA DE SOMIR
Só existe porquice se alguém estiver vendo?

Imagino que pelo teor da fúria da Sally depois de tomar (mais) um nó argumentativo meu, isso vá desencadear uma série de ofensas em suas coluna de hoje. Imagino também que nosso público vá preferir a versão mentirosa dos fatos que ela vai contar, já que é a mais engraçada. (E eu admito que é…)

Se uma pessoa solta um peido numa floresta e não tem ninguém para presenciar, ele fede?

A humanidade é extremamente porca. A única coisa que nos impede de cutucar o nariz, arrancar uma meleca enorme e grudar na parede é a reprovação social. Pode vir fazer alarde nos comentários, dizendo que não faz nenhuma coisa nojenta quando está sozinho(a), não faz diferença. Todo mundo faz, todo mundo diz que não. É assim mesmo que funciona.

Não importa o que você diga, você sabe que faz coisas horríveis quando ninguém está observando. Eu posso quase imaginar o sorriso que está brotando no seu rosto agora, leitor ou leitora. Um sorriso que mistura aquela sensação de “não estou mais sozinho(a) no universo” misturado com uma boa dose de prazer proibido. Relaxe. Todo mundo é porco.

Aposto que até a Sally deve estar com esse sorriso criminoso em sua face agora.

Mas, se tiver mais alguma pessoa do seu lado agora, lendo isso junto com você, eu aposto que esse sorriso vai mudar para um olhar de desaprovação. Opa! Não faz bem para sua imagem social admitir que masca o chiclete após brincar com ele entre os dedos, que eventualmente olha para o papel higiênico, que limpa o nariz sem usar um papel, que gosta do cheiro do próprio peido, que adora a sensação de acordar com aquele fio de baba saindo do travesseiro, que dá aquele “confere” no sovaco mesmo sabendo que a situação está calamitosa, que cutuca seu umbigo e não resiste a tentação de saber qual o odor daquela pelotinha de fibra de tecido que caprichosamente se instala por lá, que não se toma de pudores desnecessários quando precisa se aliviar em locais que não são apropriados para tal…

E isso é para ficar na escala das porquices mais leves.

“Nossa, Somir, você faz tudo isso e mais?”

Claro que não. Assim como a Sally e você, leitor ou leitora, eu não tenho NENHUM comportamento nojento. Jamais! Nunca! Mas alguém… outras pessoas… fazem isso o tempo todo. Todo mundo é porco menos a gente, certo?

Talvez você não faça nada do que eu mencionei. Talvez você faça tudo isso e ainda faça esculturas de merda escondido(a) no banheiro. Se tem uma coisa na qual nós humanos somos ótimos é apontar e jogar pedras nos outros para nos safarmos de nossos próprios pecados.

Eu não quero defender que as pessoas DEVEM ser nojentas, eu quero defender o ponto de que as pessoas SÃO nojentas. Já reparou no seu corpo? Você excreta todo tipo de substância nojenta e mal-cheirosa, desde o nascimento até a morte. E você é fascinado por elas… Isso começa na mais tenra infância e se não for combatido durante sua criação, não desaparece magicamente.

Higiene não é apenas questão de saúde, mas também é questão social.

Na China as pessoas nunca foram incentivadas a parar de cuspir na rua até pouquíssimo tempo atrás. E não são poucos os relatos de ocidentais enojadas por este hábito deles. Ninguém precisa esconder isso, ninguém precisa se controlar, é socialmente aceitável.

Índia? As pessoas nadam no rio Ganges e acham lindo. O rio é o esgoto e cemitério de uma das cidades mais populosas do mundo. As crianças não são punidas se entrarem ali. As pessoas urinam e defecam naquele rio, a céu aberto. Nada demais.

Na Europa os banhos não são tão populares assim. Principalmente nos países mais frios. Hoje em dia as coisas são bem melhores, mas na Idade Média algumas pessoas passavam a vida toda sem tomar um banho de verdade. Simplesmente não havia nenhuma pressão social para fazer isso, muito pelo contrário.

“Mas isso é nojeeeento, Somir!”

Claro que é! Nadar num rio cheio de merda ou passar anos sem tomar banho é sabidamente algo perigoso, a maioria das pessoas com um mínimo de educação sabe disso. Agora… Cheirar o próprio chulé é perigoso para a saúde? Mijar no vaso daquela samambaia da vizinha vai matar alguém? Grudar um chiclete embaixo da mesa do McDonald’s transmite alguma doença?

São coisas reprováveis SOCIALMENTE. Por uma série de motivos que me custariam mais do que duas páginas para definir. Nem todas as coisas nojentas são insalubres. E essas, justamente essas, são as que todo mundo faz quando ninguém está olhando.

Desde que você finja bem e consiga jogar pedras em outra pessoa (leia o texto abaixo), as pessoas vão acreditar que você é um bastião da higiene e dos hábitos socialmente aceitáveis.
(Até mesmo se você acha suuuuuper normal que um cachorro lamba sua cara depois de ter limpado o próprio ânus.)

Só existe porquice com testemunhas. Irresponsabilidade com a própria saúde cobra sua dívida de qualquer forma. São duas coisas diferentes.

Eu deixo uma sugestão para nossos leitores e leitoras: Postem anonimamente dizendo o que vocês fazem de nojento quando ninguém está olhando.

Claro, puro exercício de imaginação… Porque NINGUÉM aqui JAMAIS, EM TEMPO ALGUM fez alguma coisa porca e reprovável.

Para me chamar de porco nojento, para dividir histórias escabrosas sobre seus hábitos solitários, para perguntar porque eu queria chamar essa coluna de “bunda suja falando do rabo mal-lavado”: somir@desfavor.com


Acho bom quando as pessoas resolvem mostrar a carinha. Madame hoje resolveu começar a mostrar um pouco da sua verdadeira personalidade. Se aqui ele parece de bem com a vida, engraçado e piadista, na vida real não é bem assim que a banda toca. Tirano, ranzinza e dado a surtos de isolamento, essa teoria trazida a debate reflete muito bem o seu dia a dia: ele vive na Somirlândia, um mundinho todo especial, só dele.

Nada contra, se ele não obrigasse quem entra na sua vida a entrar na Somirlândia também. Se quiser conviver em paz, você deve não só entrar na Somirlândia, como aprender e respeitar as regras que valem por lá, completamente diferentes das regras do mundo real.

Pois então… uma das regras da Somirlândia é essa: se não tiver ninguém olhando, você pode fazer a nojeira que for, porque ela não é condenável e você não é porco. O que é considerado ruim, não é a nojeira em si, e sim você SER VISTO fazendo. Caiu um brigadeiro no chão, cheio de pêlos de gato? Se não tiver ninguém olhando, pode comer sem problemas! (afinal, se você passar mal depois, vai ter uma imbecilóide para cuidar de você). Não tem ninguém olhando? Mije na pia em vez de mijar na privada! Só é errado se alguém te flagrar, foda-se se no dia seguinte a pessoa vai lavar o rosto naquela pia!

Se ninguém viu, não existe. Noções básicas de higiene nem pensar, né? Madame não deixa de fazer as nojeiras porque é anti-higiênico ou até mesmo prejudicial para a saúde, ele deixa de fazer só para os outros não reclamarem. Logo, se ninguém presenciar, pode fazer sem problemas.

Em primeiro lugar, a gente nunca sabe quem está nos vendo, ainda mais hoje em dia, onde tudo quanto é canto é cheio de câmeras. Em segundo lugar, mesmo que ninguém esteja olhando, por uma questão de higiene pessoal e até mesmo de saúde, muitas coisas não se fazem nunca. Em terceiro lugar, existem grandes chances de você repetir o comportamento porco na frente de terceiros um dia que esteja mais relaxado ou desatento (vide o grande-arroto-na-cara-do-chefe, que eu já contei aqui para vocês).

Ocorre que, na Somirlândia, a população local (um habitante) peca pelo excesso de confiança. Você pode ACHAR que ninguém está te vendo, mas alguém pode estar vendo sim. Foi assim no sofrido episódio da pia, onde eu levantei no meio da madrugada para tomar um copo de água e me deparo com Madame, de porta entreaberta, mijando na pia do banheiro. Isso rendeu bastante e até hoje essa fama o acompanha. Fama de porco do caralho.

A pessoa que faz uma coisa porca, é porco, independente de platéia. Ou por acaso alguém aqui duvida que uma pessoa que tire melecas do nariz e depois as coma, trancado no banheiro, no escuro, deixa de ser porco? É porco. Se o sujeito come o cu do porteiro, depois limpa o pau na cortina e vai comer uma mulher, ele deixa de ser porco só porque a mulher não sabe?

Ser porco é bem mais do que alguns atos isolados. Ser porco é um estilo de vida, que, mais cedo ou mais tarde, deixa pistas, por mais que a pessoa pratique suas porcarias escondido. A porcaria em si pode até passar despercebida, por ter sido praticada na encolha, mas suas conseqüências não. Porco, porco, porco.

Lembrei agora do avestruz, que quando acha que está em perigo enfia a cabeça em um buraco no chão. Tadinho, ele tem um cérebro tão pequenininho que não percebe que só porque não está vendo nada, não está imune às conseqüências. Ele acha que o não ver protege e basta. Uma pena que alguns seres humanos também pensem assim.

É o mesmo raciocínio que alguns retardados emocionais aplicam para chifre: se ela não viu, não tem problema algum. Ora… tem problema SIM! É escroto SIM! Quer dizer que pode sair fazendo merda desde que a pessoa não saiba? Que falta de consideração do caralho, hein?

“Mas Sally, o chifre afeta diretamente minha parceira, se eu for porco não, o problema é só meu”. Meu CARO, sua parceira beija você, faz sexo com você, bebe no mesmo copo que você, etc. Afeta sim, intimidade com gente porca é complicado. Mais complicado ainda quando você achava que a pessoa era higiênica e descobre depois de um tempo quão porco ele é (mijando na pia em que você lava o rosto, por exemplo).

Um ou outro hábito considerado porco, todo mundo tem. A questão é não se acomodar com esse habito se auto-enganando com pensamentos do tipo “vou continuar fazendo sem problemas, afinal, se ninguém viu, não é porcaria”. Validar a própria nojeira é o cúmulo do auto-perdão!

Para chamar o Somir de porco do caralho, para me perguntar sobre outras nojeiras que ele fazia e para sugerir temas: sally@desfavor.com