Hoje em dia, algo em torno de 70% de todos os acessos da maioria dos sites da internet vem de smartphones. E pode-se argumentar que isso nem conta como uma mudança de hábitos: as pessoas que vem se juntando à grande rede mundial de computadores cada vez menos usam computadores na sua configuração clássica de torre, monitor, teclado e mouse. Já entraram nesse mundo com seus aparelhos portáteis, e salvo necessidades pontuais no trabalho, praticamente não lidam com o equipamento tradicional. Sim, o mundo muda, mas talvez a era dos computadores de mesa tenha acabado antes da hora…

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Há poucos dias atrás, reuniram-se em Paris representantes de vários governos e de gigantes da tecnologia como Google e Facebook num evento chamado “Christchurch Call Summit”, buscando soluções para o problema do aumento de comunidades online fomentando discursos de ódio e intolerância. Explicando assim, parece pra lá de razoável, mas… analisando um pouco melhor o que se considera o problema e os resultados esperados, a coisa muda de figura.

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Uma das tendências mais consistentes na história humana é a mecanização, ou seja, transferir uma função que originalmente era realizada pelo corpo humano para uma máquina. Colocar um boi para puxar um arado na fazenda e criar um robô para montar iPhones se encaixam nessa categoria. A ideia normalmente está ligada ao medo de perdermos nossos empregos, mas pouca gente se lembra que até segunda ordem, máquinas não sabem o que fazer e precisam ser comunicadas sobre sua função. Por isso, a seguinte pergunta torna-se muito importante: você sabe falar com uma máquina?

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“O habitante do começo do século XXI vivia em sua maioria no sudoeste asiático, era extremamente pobre, com baixo grau de instrução e constantes problemas de saúde causados por péssima higiene. Seu entretenimento consistia em acessar a internet através de computadores primitivos de bolso, passando boa parte do seu tempo livre acessando redes sociais, onde consumia prioritariamente informações sobre celebridades e memes.” Se ainda existirem livros no futuro, é bem provável que você seja descrito assim. E se você não se sentiu representado por essa discussão, talvez comece a perceber um problema fundamental das nossas descrições do passado…

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Num texto anterior, falava sobre uma espécie de crise da verdade que vivemos nos dias atuais. Neste mundo tão conectado, com tantas fontes de informação ao mesmo tempo aliadas ao afrouxamento dos padrões do jornalismo tradicional (principalmente no que tange à imparcialidade) nos jogaram num mundo onde se torna progressivamente mais difícil saber no que acreditar. Mas, é possível que uma crise criada pela tecnologia possa ser resolvida por ela.

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