Se você tem um desfavor de texto e quer vê-lo postado aqui, basta mandá-lo para desfavor@desfavor.com
Se nós temos coragem de postar nossos textos, imagine só os seus…

DIÁRIO DE UM TÉRMINO – VERSÃO MASCULINA

Li o pedido de uma versão masculina sobre o diário de um término que a Sally escreveu na comunidade do desfavor e resolvi falar sobre as minhas experiências nesse campo. Do mesmo jeito que a Sally falou de tomar um fora ou ter que dar um fora numa pessoa que ainda se gosta, vou contar pelo menos o que acontece comigo…
Podem postar se quiser… Mas sem colocar o meu e-mail.

Dia 1 – Na hora de terminar foi difícil, doeu, mas você conseguiu se segurar e não chorar na frente dela. Você se sente muito mal por não demonstrar o que estava sentindo de verdade, fica pensando se ia mudar alguma coisa. Depois do baque do término, vem uma sensação estranha, como se você não sentisse nada mesmo, acho que a gente acredita na pose que fez mais cedo… Nas primeiras horas você não consegue chorar ou mesmo falar sobre o assunto, fica aquele silêncio interno e externo.

Ninguém ainda sabe do que aconteceu, e você fica imaginando todo o sacrifício que vai ser contar para os amigos ou mesmo para a família. Não é egoísmo de querer evitar trabalho, é medo de estar fragilizado pelo o que acabou de acontecer e acabar demonstrando isso para outras pessoas. É hora de ficar na sua, e se conseguir, chorar um pouco no travesseiro para soltar um pouco do que está represado. Nem sempre você consegue.

Dia 2 – Você acorda meio perdido, como se tivesse tido um pesadelo. Não demora muito para a ficha cair e você lembrar de tudo o que aconteceu no dia anterior. “Será que foi o melhor que poderia ter acontecido? Será que eu não consigo consertar tudo?” Agora é hora das dúvidas – pessoais e intransferíveis – já que um homem tem certeza do que decide e não volta atrás. Certo? Não, não vai ser agora.

É o momento de fazer a primeira grande tarefa do pós-término, que é escolher quem vai ser a primeira pessoa com quem você vai falar sobre o assunto. É estranho ligar para alguém e desabafar, você não quer ser lembrado como o cara que liga para um amigo e começa a chorar. Mais uma grande dúvida que você não quer sanar agora… Ao invés de admitir que precisa de um ouvido amigo, você decide que agüenta seguir sua vida normalmente e resolve seguir sua rotina. A primeira pessoa que fica sabendo nem é tão sua amiga assim, é só um coitado ou uma coitada que te pergunta o porquê de suas olheiras. Mesmo abrindo o jogo, não dá para dizer o que realmente está acontecendo com você, se nem para um grande amigo você choraria as pitangas, imagina só para uma pessoa com quem não tem intimidade? Você solta algo do tipo “É… O que se pode fazer?” e torce para que não percebam que seus olhos marejaram. Normalmente não percebem ou não tem coragem de te dizer que perceberam.

Começa a cair outra ficha, a de que você não deveria ter pulado a etapa de sofrer e de que você não é tão macho assim. Saindo do trabalho você liga para o seu melhor amigo e solta a bomba. Chegou a hora do bar.

Dia 3 – O dia começa pela madrugada, que você passa enchendo a cara. A conversa com seu amigo – ou mais amigos – não chega a ser um desabafo, na verdade você quer se convencer que está fazendo tudo certo e não teve culpa pelo fracasso da relação, discurso que é reforçado por quem está ao seu lado naquela hora. Você solta bravatas do tipo “Agora eu estou solteiro e quero fazer um estrago!”, “Vamos aproveitar a noite!”… Mas no final das contas você vai no máximo espantar alguma pobre garota que está próxima. Você faz pose – de novo – para quem está perto de você e acaba acreditando nela. Se a bebedeira permitir, você volta para casa e aproveita a facilidade para dormir sem pensar em nada.

O primeiro momento de perigo é quando você acorda, com aquele gosto ruim na boca e uma dor de cabeça daquelas… Você se sente um babaca, um perdedor… Dá aquele desespero de achar que fez uma merda muito grande se separando dela. Tudo aquilo do qual você fugiu ontem continua exatamente onde você deixou, você vai até o telefone e disca o número dela até o penúltimo dígito… E repete para si mesmo toda aquela argumentação babaca onde você é totalmente inocente e ela totalmente culpada. Não, não vai ser agora.

Se foi você que terminou, ela costuma não resistir mais e acaba te ligando. Pronto, você escapou dessa! Agora é hora de dizer o que está sentindo, de abrir o coração e contar como está sendo horrível para você, como você está completamente perdido… Mas não, não vai ser agora. Um nó na sua garganta não te deixa falar, e ela também não ajuda, parece que depois de só três dias toda a naturalidade que vocês tinham um com o outro se foi… Silêncios estranhos, perguntas banais… E você, frouxo, passa a imagem de quem não está nem aí para nada. Tudo continua na mesma.

Dia 4 – Parabéns, você conseguiu vencer a fase do choro fácil. A sua cabeça começa a voltar para o lugar, parece que finalmente o pior passou. Foram três dias difíceis… Você resolve comemorar, seja saindo de novo com seus amigos ou mesmo se permitindo alguma atividade solitária divertida. Se ela tenta falar com você hoje, você está inteiro, coloca a cabeça no lugar e diz tudo o que uma pessoa racional diria. É a sua função como homem pensar nessas coisas, você diz para ela que ela vai encontrar outra pessoa, que você nem era o homem certo pra ela mesmo… E todas essas bobagens que dizemos – à toa – para sentirmos que estamos a protegendo novamente.

O dia segue bem. Você ri, se diverte, começa até a fazer algumas piadas com o assunto. Acabou e você aceitou.

Dia 5 – A vida continua, você tem mais o que fazer. Aparece uma força de vontade incrível e você resolve arrumar suas coisas, colocar um pouco de ordem na sua vida. Aí começa a perceber alguns detalhes… Você não fez a barba nesse tempo todo, pediu pizza quatro dias seguidos e não jogou fora as embalagens, esqueceu de desligar a TV antes de dormir… E tem a sensação que dormiu abraçado com o travesseiro nas últimas noites. Estranho… parecia que você estava vivendo no automático. Se for parar para pensar, mal se lembra do que aconteceu até ali. Um homem não tem tempo de ficar pensando nessas coisas… Você começa a arrumar sua bagunça, pensa demoradamente na frente do espelho se deixa o bigode que acabou de aparecer ou não, tira aquela toalha mofada do chão do quarto…

Está na hora de seguir em frente, você já se convenceu. Até que você encontra alguma coisa dela perdida no meio da zona que você chama de casa… Uma foto, um brinco, um cartão de aniversário… Você acha que já superou, mas não, não vai ser agora.

Você olha para essa lembrança, não te parece nada demais. Até que acontece… E eu garanto para vocês que não sei se é só comigo ou se acontece com outros homens, nunca tive coragem de perguntar isso para outro… Um calafrio te anuncia o que vem por aí, e você não consegue mais se segurar, você chora de verdade pela primeira vez. A tristeza toma conta de você como um raio e toda aquela força anterior é reduzida a pó de uma vez. A sua única alegria é não ter ninguém para ver isso. “Acabou… Eu não vou mais ter ela por perto. Acabou…”

Do jeito que você é burro e teimoso, deve ter marcado algum programa para a noite e precisa se livrar dessa cara inchada urgentemente. Com um sacrifício enorme, você faz como sempre te ensinaram e engole o choro. Não importa se passou ou não a vontade, você para de chorar e se força a não ter nenhuma recaída. Quem vê de fora já acredita que você superou, e você vai manter as pessoas pensando assim custe o que custar.

Dia 6 – Você está desesperado porque percebeu que não está imune ao término. Você quer fazer o que puder para resolver isso. E já que você parou de mentir para si mesmo, fica muito mais difícil mentir para os outros. As pessoas mais próximas podem até perceber e taxar de recaída, mas você sabe que acabou de começar… O pior de tudo é que você já perdeu a oportunidade de desabar na frente dos outros. Ela está na sua cabeça, pela primeira vez desde o primeiro dia tomando quase todos os seus pensamentos. E pelo o que você já está sabendo, ela já até saiu com as amigas de novo… Sabe-se lá o que elas aprontaram.

Você não tem escolha a não ser engolir tudo o que estiver sentindo e não dar o braço a torcer. Homem não chora. Sorte que você já sabe como lidar com todo esse sofrimento sem dar nenhum sinal. Uma das melhores formas de fazer isso é não ficar sozinho, é muito mais fácil fingir que está tudo bem quando tem alguém olhando.

“Foda-se, eu não vou ficar em casa hoje… E se eu achar uma mulher razoável hoje, eu vou pegar, não quero nem saber…”

Essa vontade toda de sufocar a tristeza vira uma confiança das grandes, e confiança pega mulher. Sem contar que ainda dá para aproveitar a deixa de “acabei de terminar um namoro, sabe?”. Fácil fácil. Com sorte você até consegue evitar passar uma semana sem sexo.

Dia 7 – Você sabe que vai começar a sentir tudo o que ignorou até agora, e sabe que ainda vai tomar mais algumas dessas rasteiras dos seus sentimentos. Mas acabou o seu sofrimento para o mundo exterior. Você só se permite demonstrar um pouco de tristeza, de uma forma mais controlada e mais conformada, para algumas pessoas bem próximas. Não é exatamente o que você quer dizer, mas quebra o galho.

Você vai entregar as coisas dela que ficaram com você. Ela te devolve as suas. Se você olhar muito tempo para ela, desaba. Se você se permitir abrir o jogo com ela, vai passar a mensagem errada. Você não precisa querer voltar com ela para querer mais um tempo com ela. É mais ou menos o que ela devia estar sentindo quando te ligou logo após o término… Mas os nossos tempos são diferentes… Eu sou o homem, eu agüento. Talvez aconteça um sexo de despedida, mas bem lá no fundo você sabe que é uma idéia burra.

Nada fica resolvido.

Dia 8, 9, 10, 11… – Um homem supera o fim de uma relação em uma semana? Não, pelo menos eu não… Mas depois disso é só comigo. Eu vou fingir que tudo está bem bem antes de tudo estar bem. Vai passar, sempre passa. Você se distrai com o trabalho, resolve dar mais atenção aos amigos, pula de mulher em mulher para passar o tempo… Um homem dá o seu jeito…

Anônimo

Na última quarta-feira (11/03), Tim K., ex-aluno de uma escola da cidade de Winnenden na Alemanha invadiu as dependências do local armado causando a morte de dezessete pessoas durante um ataque violento que só foi terminar a vários quilômetros de distância, em outra cidade, com seu suicídio após ter sido encurralado pela polícia.

Categorizado como mais um caso de vingança de uma pessoa desajustada socialmente contra outros que supostamente causaram essa situação, soma-se aos tantos outros incidentes parecidos ocorridos nos últimos anos. O desfavor da semana é que tem gente que ainda debate se a “sociedade” tem culpa na alienação desses assassinos e se no final das contas, eles foram as vítimas.


FONTE: g1.globo.com

Posso dizer que tenho certo conhecimento de causa sobre o assunto. Sempre digo aqui que sou um nerd e sinceramente, me orgulho disso. (Para desespero da Sally…)

Na verdade, nerd não passa de um termo amplo, que pode ter vários significados de acordo com o seu pré-conceito sobre o assunto. Para uma pessoa como eu, nerd é aquela pessoa que gosta de computadores, videogames, tecnologia, quadrinhos, desenhos e coisas do gênero. Mas, acima de tudo, tem noção exata da diferença entre fantasia e realidade. E aqui eu posso estar sendo corporativista: Os nerds tem mais capacidade de separar as duas coisas do que as pessoas ditas normais. Quantos de vocês morreriam de vergonha de admitir que já jogaram RPG? Aposto que a maioria… Mas eu não. Já joguei e me diverti muito, é só um jogo e você não vira um elfo de verdade, não precisa ter medo, viu? Dá para sair de uma sessão de RPG e ir encontrar sua namorada numa boa sem tentar cortá-la em pedacinhos com uma espada+3.

Não estou falando disso para defender a classe. Estou falando disso para mostrar como eu não tenho a MENOR simpatia pelos SOCIOPATAS que cometem esse tipo de crime por não conseguirem viver no mundo real. Eles até podem ter gostos parecidos com nerds, mas não são. Eles são desajustados, problemáticos e quase sempre os maiores responsáveis por se afastarem do mundo que os cerca.

E olha que nesse aspecto eu tenho mais um ponto em comum: Eu FUI vítima do famoso “bullying” durante boa parte da minha adolescência. Não guardo mágoa ou rancor de nenhuma das pessoas que fizeram isso comigo. Eu perdoei até a pessoa que MAIS contribuiu para tornar esses anos da minha vida miseráveis: Eu mesmo.

Bastou eu aprender que tinha que fazer minha parte, não entrando no papel de vítima e permitindo que as pessoas se aproximassem de mim. E tudo acabou. Simples assim. Em questão de meses eu já tinha grandes amigos e uma namorada. Lá se foi a raiva do mundo. Não existe maior interessado no seu bem-estar do que você mesmo, caro nerd. Faz o seu que o mundo te aceita.

As interações humanas são uma selva mesmo. E imagine só como isso é pesado numa época da vida onde todo mundo está tentando se impor no mundo, custe o que custar? Não é à toa que a maioria desses tiroteios ocorre quando os “párias escolares” estão na adolescência, além deles terem uma capacidade menor de lidar com seus problemas, o resto do grupo está numa das fases mais cruéis de sua vida. Receita de problemas, sem dúvida.

Se você vive no mundo real, sabe que sair atirando em todo mundo e se matar depois é patético e não vai resolver nada. Se você vive fora da realidade, pode achar que estará passando uma mensagem e que quando der “respawn” vai ter uma vida melhor. Até por isso eu prefiro definir esses estúpidos responsáveis pelos tiroteios como sociopatas. Nerds não tem nada a ver com isso.

Mas aí eu entendo como as pessoas misturam as coisas, se tem uma coisa pela qual os nerds são conhecidos é pelo afastamento do grupo, escapismo. Os sociopatas também.

(Não estou me atendo a definições acadêmicas sobre o transtorno de personalidade dissocial, tenham em mente.)

Mas a diferença termina aí, os nerds sabem que estão inseridos numa sociedade com regras e principalmente com outras pessoas. O sociopata se sente completamente alheio a tudo isso. É exatamente esse tipo de mentalidade que faz um indivíduo sair atirando em tudo e em todos sem ter nenhum problema com as conseqüências de seus atos.

O desfavor da semana é que a cada tiroteio desses levanta-se a discussão sobre a crueldade dos adolescentes, o já citado “bullying”. Realmente, caros leitores populares na escola, é uma merda! Nos sentimos mal, sofremos e parece que não vai ter fim. Mas de forma alguma é o fim do mundo, é possível sim sobreviver a isso e aprender lições valiosíssimas sobre a vida.

A minha grande lição foi: “Caiu? Levanta!”

Se você se sente diferente do grupo, isso não quer dizer necessariamente que você ou o grupo estejam errados. Às vezes não é culpa de ninguém. Calha de personalidades conflitantes dividirem o mesmo espaço, e a lei da selva é a lei da selva não importa onde se esteja. O mais forte sobrevive. (Algum daqueles BOSTAS sobreviveu aos tiroteios? Pois bem…)

Seja quem você é e CONVIVA com o mundo ao seu redor. Eu não trocaria nenhuma das minhas sessões de RPG do passado por bebedeiras com outros amigos menos compatíveis comigo, mas mais populares. Mas também não trocaria nenhuma das minhas ex-namoradas (mesmo as piores) por um videogame de última geração. Existe um equilíbrio em tudo: Tenha seus interesses, não mude seus gostos para parecer mais agradável ao mundo; mas acima de tudo, não deixe de interagir com outros seres humanos. É a parte mais importante da vida, nos bons e nos maus momentos.

Essa lição um sociopata nunca vai aprender.
Um nerd talvez não aprenda e fique se vitimizando a vida toda, mas não vai sair atirando por aí.

Como vocês vão ver no texto logo abaixo do meu, Sally usa o termo nerd para tudo. Eu deveria ficar ofendido, mas não fico porque eu sei que ela faz a diferenciação exata entre alguém que sabe consertar um computador e alguém que mata dezenas de pessoas porque não consegue se adaptar a sociedade. Não se enganem, estamos concordando plenamente em nossos textos, como é de praxe no desfavor da semana. Eu tenho asco do mesmo tipo de pessoa que ela vai descrever, sem tirar nem por. (Estou avisando porque ela vai pegar um enfoque diferente do assunto.)

Um dia desses eu ainda vou convencê-la a não usar o termo nerd de forma tão pejorativa, mas vai ser de forma amistosa.

Para me chamar de nerd, para perguntar se eu era espinhento ou para perguntar como resolver aquele problema com o seu Windows: somir@desfavor.com


Crianças são criaturas cruéis. Sempre foram. Sempre ridicularizaram o diferente, sempre se uniram covardemente contra as minorias e sempre fizeram brincadeiras além do limite do aceitável que magoam. Isso sempre foi normal, escola sempre foi selva. Até que começaram a criar alarde em cima de uma coisa normal e classificá-la como Bullying. Pronto, virou um DRAMA. Todo nerd se sente uma pobre vítima de uma barbárie que justifica qualquer atrocidade.

Todos nós passamos por maus momentos no colégio e nem por isso viramos assassinos. Acho muito fácil culpar os colegas ou qualquer outro fator externo (como vídeo-game, drogas, etc) em vez de responsabilizar os imbeciloides que fizeram isso e seus pais. O caso ocorrido na Alemanha mostra bem a (i)responsabilidade paterna: Enquanto o filhão nerd, armado com uma submetralhadora, matava os colegas, mamãe estava no salão, se embonecando. Onde foi que o infeliz conseguiu a arma? Era de papai, que é colecionador.

Um jovem transtornado não acorda completamente diferente de um dia para o outro. Mesmo nos casos mais extremos de surtos psicóticos, há uma piora gradual e sintomática. Evidente que estes pais não prestavam a menor atenção a seus filhos, a ponto de deixar armas disponíveis (ou ao menos ao alcance) de meninos com sérios problemas.

Nesses casos, costuma-se jogar a culpa para os colegas. O infeliz se diz discriminado, volta e mata todo mundo. Bullying tá na moda! Se vitimizam, quando na verdade as vítimas reais estão deitadas no chão com o corpo perfurado por balas. Todo mundo tenta entender o lado do nerd. Engraçado que quando um assim dito “bandido” mata, a sociedade não tem a menor pena e pede uma condenação severa, mas quando o assassino é um menino classe média, branquinho, “gente como a gente”, as pessoas ponderam mais, afinal, poderia ser o seu filho a estar ali.

Não consigo não ter nojo dessa nerdalhada emo que ostenta uma mágoa de rejeição cultivada tortuosamente todos os dias. Desenvolvem traumas em cima disso: distúrbios alimentares, distúrbios de relacionamento, fobias sociais e etc. Dá um tempo! Levanta a cabeça e toca a vida, deixa de ser bebê chorão de ficar valorizando estresse! Foda-se se o nerd é rejeitado, leva cuecão, leva moca… Todos nós passamos por maus momentos na vida, e nem por isso pegamos armas e saímos matando os outros (não por falta de vontade, eu garanto).

Fazer desses panacas, desses bostinhas, as vítimas me chateia muito. Colégio é selva, todo mundo sabe disso. Só os fortes sobrevivem. Todo mundo sofre, só que o nerd, quando sofre, fica abalado de tal forma pela falta de estrutura, que isso o acompanha para o resto da vida e o faz surtar, a ponto de querer matar todo mundo. Ei! Nerd! Você não é melhor que ninguém, ok? Porque você acha que em você dói mais? Todos nós encaramos isso sem matar ninguém, se componha, vire homem e seja macho de decidir NA MÃO, sem covardia. Isso mesmo, cai na porrada. Não cai, né? Não tem coragem. De malucos eles não tem nada, são bem espertos.

Essa nerdalhada que eu sempre detestei (e eles sempre me detestaram também, porque eu sempre fui popular), desses que se vitimizam, acha que tudo é uma sacanagem pessoal com eles. Se por uma infelicidade um desses se apaixona por você e você não retribuir, periga o elemento chorar abraçado com seu bonequinho do Star Wars por seis meses enquanto planeja te matar e no fim das contas de dar 25 tiros no peito. Alou? Bando de nerds babacas! APRENDAM a lidar com frustrações, ok? Todo mundo dá seu jeito, vocês também tem que dar. A vida não é fácil para ninguém.

No fundo são uns mimadinhos, inseguros, protegidos da mamãe, medrosos e covardes. NÃO TENHO PENA. Não compro esse discurso de “coitadinho ele foi tão provocado” ou de “coitadinho, ele é doente”. É um MIMADO, UM BOSTINHA que tem que cumprir pena trancado que nem um animalzinho. Tenho pena de quem nasce sem condições de escolher o que quer ser da vida e tem como única solução entrar para o crime para comprar remédios para a mãe doente. Playboy que teve tudo de mão beijada achar que pode passar a mão em uma arma e matar quem o aborreceu tem mais é que se foder. Eu tenho pena das famílias que perderam brutalmente seus filhos queridos assassinados.

Nerds se acham injustiçados, preteridos e excluídos. Fazem um drama enorme em cima disso e canalizam tudo para a raiva. Em casa, não devem encontrar limites satisfatórios. Para gente que não tem limites, existe a lei. Vai beijar na boca de alguém, vai fazer sexo! Que seja, vai praticar alguma atividade nerd como jogar RPG, mas não mata. Cadê o Arcebispo de Olinda para excomungar esses dois?

Para quem tiver interesse no assunto, recomendo um livro muito bom chamado “Precisamos falar sobre Kevin”.

E para todas as mães e pais: ter filhos implica em RENÚNCIA. Dediquem tempo a seus filhos e tenham o trabalho de educar e ensinar limites. Eu sei que é mais fácil não colocar limites, mas custa caro no final. Ou vocês botam filho no mundo e se dão ao trabalho de criar, ou então façam como eu: não tenham filhos porque não querem essa encheção de saco, limitação e aborrecimento. Cá entre nós, hoje em dia só tem filho quem quer…

Para contar sua história triste de Bullying, para tentar me matar por debochar de nerds e de Star Wars e para sugerir temas: sally@desfavor.com


ATENÇÃO! DR FOREVER É FICÇÃO.
SOMIR E A PSICOLOGIA CANINA

Sally: Somir, hoje é seu dia de trocar o jornal do cachorro
Somir: Saco…
Sally: Saco digo eu, o cachorro é SEU, eu nem deveria trocar
Somir: Já vai
Sally: Somir, você sabe que ele não faz se o jornal estiver sujo…
Somir: O cachorro é meu ou não é? Pare de ser preocupar tanto com cachorro, tem criança passando fome no mundo!
Sally: Somir, o cachorro está chorando e olhando para o jornal, acho que ele está apertado…
Somir: EU conheço muito bem o MEU cachorro, já vou trocar
Sally: Deixa que eu troco…
Somir: NÃO! agora eu faço questão!
Sally: Deixa de ser bobo…
Somir: EU vou trocar quando Eu quiser, você não manda em mim
Sally: Não quero mandar, quero trocar o jornal
Somir: Você acha o que? que eu não conheço MEU cachorro? Que eu não sei cuidar dele? Nós vivemos muito bem por 5 anos antes de você chegar…
Sally: Ok, como quiser. Vou deitar para dormir um pouco

Passam-se dez minutos. Sally escuta choro alto do cachorro e os tiros de Unreal na TV. Abre a porta do quarto e vê Somir sem piscar, jogando video game, sentado no chão a aproximadamente 20cm da TV, torcendo o corpo de um lado para o outro e dizendo palavrões. O cão chora num canto olhando para o jornal.

Sally fecha a porta e volta a dormir.

Sally é acordada com berros:

Somir: FILHO DUMA PUTAAAAAAAAA!

Sally confusa pensa se as ofensas não para o video game

Somir: SEU BOSTINHA, TÁ PENSANDO O QUEEEEE?

Sally senta na cama

Somir: ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM! NÃO VAI!

Sally anda até a porta e abre uma fresta. Sally se choca com o que vê: Somir está urinando no cachorro.

Sally corre para a sala.

Sally: Você está maluco?
Somir: ELE COMEÇOU, ele mijou em mim!
Sally: Claro, ele estava apertado! Você não trocou o jornal…
Somir: DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Sally: Ele é um pobre animal irracional!
Somir: Bem feito, tá mijado para ver como é bom

O cão, todo molhado, apenas pisca.

Somir: Vai dar banho nesse cachorro…
Sally: Eu não!
Somir: Tá vendo? Você não me ajuda em NADA!


BATISTUTA

Sally vendo TV

Somir: Você está passando mal, Sally?
Sally: Não, porque?
Somir: Não sei, está muito quieta…
Sally: Tá querendo dizer que eu falo demais?
Somir:
Sally: Vai se foder
Somir: É que temos um almoço marcado e já estamos atrasados, você não vai se arrumar?
Sally: ssshhhhh
Somir: O que está acontecendo?
Sally: SSSHHHHHH
Somir: Mas o qu…
Sally: SSSHHHHH PORRA!
Somir: Você está vendo futebol???
Sally:
Somir: Você não gosta de futebol!
Sally:
Somir: É por causa daquele jogador de novo???
Sally: hã?
Somir: É?
Sally: Nem sei do que você está falando
Somir: Então porque o caderno de esportes está aberto na página da entrevista com o Batistuta e a foto está recortada?
Sally: Você pode ter suas pornografias de internet e playboy e eu não posso ter um recorte de uma notícia de jornal, onde todo mundo está vestido?
Somir: Desliga essa TV para a gente conversar
Sally: Eu não
Somir: Eu posso, mas com você é diferente…
Sally: Posso saber porque?
Somir: Porque eu sou homem, oras…
Sally: saco… nem vou responder
Somir: Sally, eu considero isso uma falta de respeito comigo
Sally: Somir, você conversa comigo quando está vendo jogo?
Somir: É diferente, eu GOSTO de futebol
Sally: Eu também gosto
Somir: É mesmo?
Sally: É mesmo
Somir: É MESMO?
Sally: É MESMO!
Somir: Que campeonato é esse?
Sally: não vou discutir com você…
Somir: Desliga
Sally: Não vou desligar
Somir:
Sally: coxão…
Somir: CHEGA
Sally: ops…
Somir: Você pode reparar na coxa de outro homem???
Sally: E você não fica olhando para as coxas das mulheres???
Somir: Ah é? Vou sair mostrando a coxa pra todo mundo!
Sally: Vai ser vaiado…
Somir: (arregaça a calça, dobrando até a altura de um short)
Sally: você é ridículo
Somir: Não! Você não gosta de coxa de homem??? Eu vou no almoço assim, com as coxas de fora
Sally: ai meu saco
Somir: Olha pra minha coxa!
Sally: afe
Somir: Anda logo, vamos
Sally: Você vai mesmo assim?
Somir: VOU, PORQUE? TEM VERGONHA DE MIM?
Sally:

Dia 8 de Março foi o Dia Internacional da Mulher, então eu não poderia começar a sessão “Deleta Eu!” de forma diferente. Falarei de um blog da categoria “sexista”, mais precisamente um feminino: “Homem é tudo palhaço”. (esse link é verdadeiro, mas é tão ruim quanto os outros que eu uso…)

Vivo lutando contra a idéia de que mulheres deveriam ser proibidas de se expressar de qualquer forma na internet. Acho que é um pensamento mesquinho, limitado e machista; mas vez após vez as mulheres insistem em reforçar meu preconceito. Quando não estão passando atestado de mal-comidas (ou mal-amadas, como preferir), estão sendo fúteis. Claro que existem algumas exceções (divido o blog com uma) mas o nosso caso de hoje passa longe disso.

O BLOG:

Comecemos com a proposta: “Disfarçar recalque e fracasso na vida amorosa de humor.” (ruim)

Confesso que eu demorei um pouco para entender do que diabos essa desculpa esfarrapada para um blog falava. Toneladas de postagens curtas, vazias, onde algumas mulheres que deveriam agradecer aos céus por não serem solenemente ignoradas reclamam das poucas cantadas que levaram na vida.

Nota-se claramente que é um site feito por pessoas limitadas para pessoas limitadas. Sabem aquela coisa irritante de adolescente que PRECISA bufar ironicamente toda vez que alguém fala com ele por ainda estar na fase de auto-afirmação? Parece-me ser o mote do HTP.

A maioria absoluta das “palhaçadas” que elas descrevem ali seriam tratadas com bom-humor por uma mulher MINIMAMENTE segura de sua própria capacidade intelectual. Podem perceber que constantemente a pessoa burra tem um senso de humor muito menos desenvolvido do que uma inteligente, não é apenas falta de referências e habilidade de relacionar assuntos, é MEDO de demonstrar as próprias limitações.

“Homem é tudo palhaço” é aquela mulher que morre encalhada por achar que os homens só se preocupam com aparência. (Sendo que na verdade o problema sempre foi sua personalidade repulsiva. A maldita “mulher poderosa”.)

LINHA EDITORIAL:

“Minha cabeça dói quando eu escrevo mais que dois parágrafos.” Na verdade esse é um problema generalizado na nossa desfavorável blogosfera, as pessoas se mostram tão profundas quanto suas postagens. Não existe desenvolvimento de idéia, não existe planejamento, não existe argumentação. Os textos são curtos e fúteis para facilitar os comentários. (Deve ser um saco comentar no desfavor, imagino eu. Todas as postagens são escrotamente manipuladoras e sobra pouco espaço para discussão.)

Como as autoras mal-comidas tem dificuldades de inventar cantadas e relacionamentos que tiveram, há uma grande participação do público. E o público não contribui muito para a qualidade geral, aparentemente o que não falta na internet é mulher querendo aparecer.

Novamente, utilizando um ponto fraco do público feminino, as autoras adoram classificações e categorias. Sempre com a temática circense, o que faz todo o sentido se considerarmos o nome do blog e que só uma pessoa muito estúpida conseguiria confundir um palhaço com uma pessoa comum. (Se você lê o HTP, não vai entender a piada que acabei de fazer…)

LAYOUT:

“Olha! Eu baixei uma fonte super-bacana e vou colocar em cima de uma foto que peguei no Google. Aposto que todo mundo vai elogiar!” Pois é, pouquíssimos blogs são visualmente atraentes, por isso mesmo eu defendo que se você não é capaz de fazer algo melhor do que os layouts padrão dos blogs, que fique com eles.

SPOILER: Fica feio. Fica muito feio. Todo mundo elogia porque não tem coragem de dizer que está uma merda. O cabeçalho do HTP é patético, a foto está esmagada para caber no quadrado… (Porque as pessoas acham que não tem problema bagunçar a proporção de uma foto? Será que é uma falha visual feminina? Talvez seja uma compensação natural para o daltonismo masculino.)

Por sorte a inépcia completa das autoras evita que o blog fique apinhado de banners e “selinhos”. (Muito embora se prostituam incrivelmente em outros meios…)

Fora isso é o bom e velho blog de quem não entende nada de composição e escolha de cores.

UTILIDADE:

Nenhuma se você passou da adolescência e aquela vontade incontrolável de tentar se mostrar mais inteligente do que realmente é já está no passado.

Vocês acham que eu não entendo o humor envolvido no blog? Pensem de novo. Humor não é desculpa para a merda retumbante que é o HTP. É que simplesmente não tem graça 99% das vezes. Eu sofri, mas li várias e várias postagens. Confesso que prefiro depilar o meu saco com uma serra elétrica do que ler aquelas cretinices novamente.

As pessoas idiotas que escrevem e as pessoas idiotas que participam dividem uma característica interessante: Precisam de um bode expiatório (ou palhaço expiatório) para fazerem sua propaganda pessoal. Deve ser horrível ser um zero à esquerda na vida… Eu não sou lá exemplo de sucesso, mas pelo menos sei a diferença entre uma piada/ironia óbvia e uma bobagem que me é dita.

AUTORIA:

Quatro mal-co… mulheres dividem a autoria do blog. Não tive saco para separar quem era quem nas postagens, até mesmo porque gente burra escreve tudo do mesmo jeito. Mas elas mesmo providenciam seus blogs pessoais para me dar material. Obrigado, titias! Vamos à mini-análise:

Ana Paula Mattos: Blog pessoal clássico com pitadas de “Tipo, profundo.” Se ela tem alguma personalidade, deve estar bem escondida. Parece-me a criadora do layout do blog original, já que o seu próprio é a mesma porcaria.

Nara Franco: Mais um exemplo de porque mulheres deveriam ser proibidas de terem blogs pessoais. Entre várias postagens minúsculas e sem graça, uma pérola de design: Ela tentou usar tags de negrito no título da página. Boa, campeã!

Roberta Carvalho: Velha chata. Será que ninguém nesse blog tem ALGUMA coisa para dizer? Ah sim, todos os banners, selos e porcarias que faltam no original, abundam neste.

Vanessa Teixeira: Apenas um blog vazio cujo título é: Tattoos: More Than Skin Deep

Nessas horas eu acho que estou sendo chato e pegando demais no pé das pessoas. Deve ser a mesma sensação de esmurrar um tetraplégico… Mas aí eu lembro que até onde eu vi, NENHUM blog sexista que eu já li é remotamente melhor do que este do qual estou falando. Quem sabe este texto consegue eliminar algum blog feminino ou pessoal da internet? Não custa manter o sonho vivo.

EXEMPLO DE POSTAGEM (COMENTADA):

Foi complicado mais uma vez escolher uma postagem. Quando um blog repete a MESMA coisa em TODAS as postagens, sempre com a mesma falta de qualidade, escolher uma postagem é sempre um sofrimento. Escolhi aleatoriamente:

Palhaço Internacional (Vamos dar uma chance…)

Homem é tudo palhaço em qualquer lugar do mundo. (Presumia-se pelo título, mas… entendo que o seu público seja ignóbil.) Vejam vocês que nas minhas férias eu estava toda-toda em um pub em Londres com Fernanda (Deveriam ter dado um pulo no metrô…) tomando meu segundo pint de cerveja (segundo Michaelis, pint: n medida de capacidade (Brit 0,568 litro, Amer 0,437 litro) (Obrigado pela informação inútil sobre sua bebida inútil). Gente, eu bebi pra caralho!) (Eu também adorava falar que bebia muito, aos 15 anos de idade.), quando um palhacinho sueco se aproximou. (Deveria estar muito bêbado.) Mal ele encostou do meu lado, perguntou de onde a gente era (Talvez para nunca ir para lá?) e começou a conversar sobre turismo, férias, viagem. Um papo muito amigável, devo admitir. (A barreira lingüística deve tê-lo obrigado a usar palavras simples. Retard-friendly.)

Aí, o pessoal do pub tocou o sino pra avisar que era hora de fazer os últimos pedidos porque já iam fechar. (Fechar bar é sinal de sucesso na vida.) O sueco, muito gentil, (bêbado) fez questão de pagar esta última cerveja para nós duas. A gente já tinha bebido mais que o suficiente, mas quem resiste a “free beer”, né? (Mulheres que não são vadias…) Aceitamos e acabamos tendo que engolir aquele monte de cerveja bem rápido porque o bar ia fechar. (Sucesso na vida – Parte II) Castigo divino. (Principalmente para quem está lendo…)

Pub fechado, bêbadas, aproveitamos que estávamos na mesma rua do nosso hotel e tomamos a sábia decisão de não esticar a noite. (Esqueceram que não precisavam alimentar os dezessete gatos durante a viagem…)

O sueco disse que ia na mesma direção que a gente. Ok. (Consentimento.)

Não chegamos nem no primeiro cruzamento da rua e começou o espetáculo. (Caramba, deve ter sido algo sério.)

– É verdade que mulher brasileira coloca silicone na bunda? (Bom, deve ser depois disso.)

Hein? (Ele perguntou sobre silicone na bunda, se você não lembra do que vai dizer no próprio texto, não escreva.) Expliquei que não era na bunda, era no peito. As nossas bundas (uma minha e outra da Fernanda) são de “naiscência”. Ali eu já pressenti que estava em frente a um artista circense internacional! (Um bêbado perguntando algo estúpido baseado num preconceito muito comum sobre o Brasil? ÓH!)

Quando chegamos à porta do hotel, o palhacinho sueco disse a maior piada da noite: (Agora vem!)

– Eu vou subir com vocês. (Vocês deram abertura, fazia sentido…)

HAHAHA! Soltamos gargalhas bêbadas e respondemos em português mesmo, numa só voz:

– Ah, mas não vai, não. (Tecla SAP: Eu ajo como uma vadia bêbada a noite toda e mudo de idéia no último segundo.)

Acho que nesta hora a barreira da língua foi superada (Ou ele percebeu as barangas que queria pegar.) e ele entendeu português melhor que sueco, porque meio sem jeito, (É, percebeu mesmo.) mas conformado e sem argumentar, disse “bye” e seguiu seu rumo (a Estocolmo, suponho). (Eu apostaria numa reunião dos AA para nunca mais fazer esse tipo de merda de novo… Mas são especulações também. Ah sim, quem segue, segue PARA algum lugar, analfas.)

Apesar do cara não fazer o meu estilo, (Não estar desesperado?) ele estava indo bem. (Sim, estava! Foi corajoso.) Teve um bom approach, foi simpático, falou amenidades, pagou uma cerveja e se ofereceu para nos acompanhar até o hotel, (Vocês deram abertura.)mas não resistiu ao glamour do picadeiro e entrou em cena com um pocket show digno de aplausos. (Tecla SAP: Minha ridícula auto-estima me faz brincar de sedução com homens adultos e eu me auto-perdôo dizendo que eles fizeram algo de errado. Mas como eu acho meu público retardado, eu vou empurrar a história como se o homem da história tivesse o verdadeiro problema.)

(Eca. Ainda escreve mal para ajudar… Autoria irrelevante, já que nenhuma das autoras tem algum rastro de personalidade.)

DELETA EU?

Com certeza! Mulheres adultas descrevendo o mundo como se ainda estivessem em plena adolescência é algo patético. Os homens são palhaços, mas vocês nem capacidade de entender as piadas deles tem. É aquele tipo de crítica típica de mulher que não quer bater muito pesado, uma espécie de “guia para casar comigo”. Deletem essa merda de blog e dêem mais atenção para os seus gatos, pelo menos eles vão te amar. (Ou comer sua cara quando você morrer sozinha e fracassada…)

O pior burro é aquele que se expressa. Se você acha que não tem nada pra dizer ou contribuir para o mundo, ACREDITE NISSO pois é verdade. As pessoas elogiam qualquer merda para não se comprometer. Uma pessoa que tem “conteúdo” sempre sabe disso.

Deletem seus blogs!

Para indicar mais blogs que precisa ser deletados ou para dizer que eu tenho inveja e descobrir que eu já admiti isso na primeira postagem do desfavor: somir@desfavor.com

A melhor sessão deste desfavor de blog está de volta! Nada de Sally, Somir e essas chatices, hoje é dia de Somira. Para quem não acompanha o meu tópico ou não tem paciência de ler tudo (não sabem o que estão perdendo…) aqui vão as 10 perguntas escolhidas do mês:

Você fala do território alcançado é território conquistado. Disse também numa resposta que se o homem já alcançou a buceta com as mãos ele não veria lógica na garota caso ela não desse pra ele. Em outra resposta você discorreu sobre os avanços que o mané pode ir tendo, como um boquete, por exemplo.
Agora, considerando que, ele já passou a mão, pinto (não meteu), lambeu, se esfregou(…) Em outras palavras: Fez tudo menos comeu (meu cu não entrou no samba) e isso ocorreu umas 3 vezes já, de pré-sexo, e em uma das vezes ele ” quer tentar”. Eu devo concordar com você que eu não tenho mais o que enrolar, ou sair fora MESMo, correto?
Correto.
Se você já está enrolando só para “não dar muito rápido”, está enrolando à toa. Homens namoram mulheres que comeram no primeiro encontro assim como namoram as que fizeram jogo duro. Não é exatamente isso que vai determinar se ele vai querer mais depois ou não, é todo o resto que você demonstra e ele percebe. (Além do sexo em si, claro…)

Se você está enrolando por outro motivo, pese na sua balança se já vale a pena dar de vez, porque o que você fez JÁ é sexo. Se penetração de um homem fosse a única definição de sexo, as lésbicas seriam todas virgens…

Tenho um namorado, mas antes dele eu já tinha uma namorada, só que ele não sabe. Não posso ficar nisso a vida toda, mas não sei quem escolher e nem como terminar. O cara é bonito, classe média/alta, não é galinha, mas a minha namorada é uma louca na cama, me leva as núvens, coisa que ele não consegue. E agora??? Alguma dica?
E agora que você parece sentir mais prazer com uma mulher do que com um homem.
Tem certeza que não engatou esse namoro só para se sentir mais “normal”?

Namoro é baseado em sexo. Normalmente se deve escolher quem te dá mais prazer no sexo para não se arrepender depois.

E pense comigo: Se você disser que não vai ter mais nada com a namorada por causa de um homem, ela vai ficar chateada e periga de não ter volta.

Se você disser para um homem que vai escolher outra mulher, ele pode até ficar puto, mas a tentação de voltar com você depois vai ser GRANDE. Mulher bissexual é meio caminho andado para um menáge.

Creio que a sua melhor opção é ficar com a namorada.

Tenho um namorado recente. Entrei em aulas de Krav Magá e esse meu namorado cismou de ficar com ciúmes do professor, porque tem pinta de galã e as meninas todas se oferecem pra ele e tal… O meu namorado falou pra eu escolher: ou ele ou a academia. Daí eu respondi que deixar as aulas tá fora de cogitação, porque é coisa que toda mulher deveria aprender a se defender de armas e estupros, então se ele quiser terminar o namoro, a decisão é só dele, porque pra mim a gente continuaria namorando. Estou na minha esperando ele decidir, mas já tem 2 dias que o ele não me liga. Qual sua análise? É mole! Ter medo de me perder pro professor um dia, então me perde logo!!!? Vai ser otário asism no inferno! Vc concorda comigo, minha vadia?
Acho que você já deve saber que eu não acho a atitude do seu namorado o fim do mundo…

Quando um dos dois de um casal decide que algo é inegociável, ou gosta pouco da outra pessoa ou realmente se importa com isso. É difícil saber no começo do namoro…
Vou considerar que é porque ele se importa.

Nunca se sabe o que vai incomodar o outro. Se PRA VOCÊ é inegociável mudar de professor ou parar com as aulas por causa de ciúmes, você não vai se dar bem com alguém ciumento.

O ciumento está sendo intransigente, sim. Mas ele tem razões (que não são racionais) para bater o pé. Se você bater o pé também sem a mesma convicção de que está evitando um sofrimento, vai perder um namoro por causa de um professor de luta com o qual nem queria nada mesmo.

Escolha pessoas compatíveis.
Respeito totalmente a escolha de nunca se submeter ao ciúme de um parceiro, mas tem que ser motivo de orgulho para você, não?

Se você tem certeza que é um absurdo que ele tenha ciúmes, eu concordo com você.
Se não tem… Pode estar sendo intransigente à toa.

Os barulhos de gases na buceta quando estou dando minha vagina continuam, e, eu não consigo convencer meu namorado que isso é uma reação vaginal aos fluidos que entram. Estou com medo de perder a relação. O que fazer er er er?
Acho difícil perder a relação por isso.

Dependendo do homem, é bem capaz dele começar a se divertir com os barulhos que está causando e começar a falar: “Não cabe nem ar quando eu meto em você! YEAH!”

O que costuma deixar as mulheres irritadas…

De qualquer forma, caso seu namorado não seja do tipo que se diverte com as pequenas coisas da vida (sexual), você pode montar um dossiê explicativo sobre as propriedades peidadoras da buceta (com termos mais corretos, claro) e esfregar na cara dele (primeiramente o dossiê, depois o que melhor lhe convier) as provas científicas de que isso é uma reação natural vaginal.

Sugestão alternativa: Use silver-tape para manter seus grandes lábios abertos e aumentar o escape de ar durante a relação. Se ele perguntar o motivo, diga que é um fetiche.

Estou numa situação difícil, quase dividida. Tenho um cão que eu o amo muito. O problema está no fato de toda vez que eu o vejo, ele coloca o pinto pra fora, e fica aquele cacetão vermelho à mostra. Com outras pessoas fazendo carinho nele (em qualquer parte do seu corpo) ele não fica ‘ assim’, só comigo, até mesmo se eu relar em sua pata. Noto que meus parentes, pais, irmãos já notaram isso. Como precaução de futuras acusações de zoofilia e bolinação eu me afastei do cão, me sinto mal porque me afastei de um bicho que eu tenho como filho por causa de uma situação adversa(…). Tenho chances de recuperar o amor do meu cão sem ele pôr o pirulito à venda?
A primeira coisa que vem à minha cabeça é a castração. Não digo obrigatoriamente cortar fora o instrumento de demonstração de afeto do seu cão, mas pelo menos fazer alguma coisa que diminua o impulso sexual do animal.

Lembre-se que para os cachorros não tem essa história de mãe, irmã… Caiu na rede é peixe, lê lê á! O amor dele é tão puro (ou impuro, sabe-se lá) não importa a relação de parentesco ou hierarquia que ele enxergue em você.

Posso estar errada, mas pelo o que eu conheço, um cachorro tem uma certa dificuldade de separar a espécie dele da humana depois de conviver a vida toda com esses seres bídepes estranhos.

A melhor sugestão, já que cortar fora o pau do bichinho é uma crueldade sem tamanho, é fazê-lo ter mais contato com outros cachorros.

Para ele perceber que tem diferença. E principalmente para finalmente perceber que aquele rabo peludo da poodle da vizinha é muito mais sensual para ele do que o seu rabo pelado. Põe o safado para cruzar, leve-o para passear perto de mais cachorros, faça-o se lembrar que é cachorro!

Querida Somira.
“Homem é tudo igual!”

Debata sobre isso.

Debater? Ok.

SOMIRA 1: Homem é tudo igual!

SOMIRA 2: Assim como mulher é tudo igual!

SOMIRA 1: Não, homem é pior. Homem tem um instinto filha-da-puta e é guiado pelo pinto.

SOMIRA 2: Ah, e você acha que mulher é guiada pelo coração, bem?

SOMIRA 1: Quem trai mais?

SOMIRA 2: Ambos, mas os homens tem BOLAS para assumir.

SOMIRA 1: Mentira!!! Existem pesquisas que provam que o homem trai mais.

SOMIRA 2: Pesquisas onde se pode dizer o que bem entende. Homem é tudo igual quando assume que faz merda e mulher é tudo igual quando não consegue admitir que também só quer sexo.

SOMIRA 1: Contra fatos não há argumentos.

SOMIRA 2: Ou seja, ficou sem resposta.

SOMIRA 1: GORDA!

SOMIRA 2: INVEJOSA! SEU NAMORADO TE LARGOU!

SOMIRA 1: PELO MENOS ELE NÃO ERA BICHA QUE NEM O SEU!

SOMIRA 3: Alguém viu o secador de cabelo?

SOMIRA 1 e 2: SAI DAQUI, SOMIRA!

SOMIRA 3: Foi mal…

SOMIRA 1: Não me convenceu, homem é tudo igual.

SOMIRA 2: E toda mulher diz isso. Mulher é tudo igual.

SOMIRA 1: …

SOMIRA 2: HA!

SOMIRA 3: Gente, eu preciso mesmo do secador…

Conheci um sujeito há alguns meses. Nossa primeira relação sexual só foi anal, e as outras também. Nós já transamos umas sete vezes e todas as vezes ele só se direcionou à porta de trás, nunca tentou uma entrada pela porta da frente. Pega mal falar que quero ter a buceta comida agora, nessa altura do campeonato?
Pega mal usar fralda aos 50 por não tem mais controle do esfíncter.

Imagino duas possibilidades.

Ele acha que você só quer anal: Vai ver acha que você tem um cabaço a proteger ou que morre de medo de engravidar. Estranho nunca ter perguntado, contanto.

Ele só quer anal: E aí podemos ter o caso de viado enrustido que sonha com outro homem enquanto te enraba, podemos ter o caso do cara que descobriu uma que topa sexo anal e está te aproveitando só para isso…

Sugiro que você diga para ele que quer sexo “tradicional” a partir de agora ou que coloque silver-tape no brioco para dar um recado mais sutil para o rapaz.

Estou quase loca, tenho ciumes demais do meu marido, imagino ele cion outras toda hora, tenho ciumes dele com tudo ate quando ele bate punheta e tem prazer sem minha participação nao sei se vale a pena eu procurar ajuda eu o qro 24 h pra mim ate penso em trabalhar com ele,em fazer outra facul pra pde trapar com ele, qdo ele vai no banheiro eu fico esperando na porta sempre acho q alguem qr tomar ele d mim me ajuda pelo amor d deus
1% ciúme e 99% insegurança. Não é uma boa combinação…

Entendo de coração essa vontade de tomar posse e não querer dividir a outra pessoa com o mundo. Mas isso não quer dizer que se deva colocar isso em prática.

Explico: É natural que quando se goste de uma pessoa você queira que ela seja só sua. Só que a partir do momento em que você a torna um ser sem vontade própria na sua cabeça, alguma coisa deu muito errado no caminho.

Não é obrigação só sua manter a relação “fechada”. O seu marido tem a opção de ser fiel e não te trocar por nenhuma outra, e enquanto ele quiser exercer essa escolha, ele vai. Você quer controlar o incontrolável, e por incontrolável eu quero dizer a mente de outra pessoa.

E além disso, você ainda mostra que confia tão pouco em si mesma que acha que qualquer coisa pode te tomar seu homem. Até mesmo uma inocente punheta!

Seu marido não é um brinquedo inanimado que podem tirar de você a qualquer momento. Ele ESCOLHEU estar com você, cara anônima.

Procure ajuda profissional sim. Você vai chegar para tratar do ciúme, mas vai acabar tratando da sua insegurança.

Por que tantas mulheres acabam se apaixonando por gays? Seria porque eles têm o que os homens heteros não têm que é sensibilidade? Por que namoros lésbicos são bem mais estáveis? Tenho amigas que dizem que cansaram de sofrer com homens, arrumaram namoradas e se dizem mais felizes, por que? Homens se entrosam mais com homens e mulheres com mulheres?
Empatia e capacidade de expressar sentimentos. É isso que costuma faltar nos homens heteros. É uma deficiência típica da mente masculina reforçada pela sociedade.

Sensibilidade não é a palavra chave aqui. Acredito que a maioria dos homens seja sensível, mas seja incapaz de demonstrar isso. Uma pessoa insensível não reage a nada, uma pessoa sensível, mas travada, só consegue demonstrar o que está sentindo por uma via muito limitada.

Na minha concepção, mulheres são mais bem projetadas para uma relação do que um homem. Mulher consegue ser forte mesmo sem estar no controle, homens não. Ter a mesma preferência sexual de um homem hetero não te faz um homem, portanto, um casal lésbico me parece ser uma boa mistura no sentido de relação.

E como eu já disse, os homens gays TENDEM a conseguir ser mais empáticos e mais honestos com o que sentem. (numa relação com confiança)

Faz sentido também que homens se entrosem melhor com homens e mulheres com mulheres. É uma característica comum do ser humano lidar melhor com quem se identifica mais.

(Na minha singela opinião, TODO mundo se dá melhor com homens do que com mulheres… Mas eu deixo esse esse argumento chauvinista para uma próxima vez…)

Uma dúvida que vem me corroendo desde que comecei a ler suas postagens…
COMO que com tanto conhecimento sobre o sexo oposto, você ainda está encalhada?
Eu fiquei tão especializada em conhecer o sexo oposto que não sei quase nada sobre o meu. Nunca me cuidei e fiquei uma baranga. E homem não tem dessa de se apaixonar por personalidade, sabe?

Além disso eu não resisto à tentação de dizer que quero casar e ter filhos para qualquer homem que fala comigo…

(E o Somir me sabota que eu sei!)

Somira, se você é virgem, por que/como dá conselhos sobre sexo?
Minhas amigas me contam tudo o que fazem. (Quer dizer, elas não percebem minha respiração na extensão do telefone…)

E, claro… pornografia. O Somir tem uns dez hds cheios dos mais variados e inacreditáveis tipos de putaria já feitas pela humanidade.

E ele acha que engana alguém colocando nomes como “Trabalhos de faculdade” nas pastas. Pffft!

Por hoje é só, pessoal. Apareçam lá no tópico para ver o tamanho do desfavor que é. Aqui eu só coloco as mais dignas. Se é que tem alguma coisa digna naquela comunidade…

Beijinhos!