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Navego pela internet desde 1996. Municiado de meu Pentium 70Mhz e seu indefectível modem de 36.600Bps, navegava por vários minutos nas madrugadas. Considerando a minha idade na época, não demorou mais do que um “fechar de portas” para tentar achar alguma mulher pelada na rede.

Algum tempo depois, descobri a maravilha dos chats públicos. Foi amor à primeira vista. Já estava irritando e provocando pessoas antes mesmo de saber o que significava o termo “troll”.

Pode-se dizer que passei boa parte do meu tempo online caçando pornografia e contatos anônimos com outros seres humanos. Era de se esperar que eu tivesse pulado de cabeça na onda do sexo virtual, não? Pois é… Não foi o que aconteceu. Mesmo com as fases de não pegar nem gripe na vida real, toda a idéia de sexo virtual parecia ridícula demais… até para mim!

E quando eu falo de sexo virtual, eu realmente quero dizer fingir que está fazendo sexo de verdade com uma pessoa distante de você. Todo mundo fala suas sacanagens eventualmente. Mas aquele ponto, o RPG pornográfico de descrever o que está fazendo com a outra pessoa… Isso era impensável para mim. Talvez eu não me julgasse no direito de ser TÃO nerd assim. (Hoje em dia eu acho patético mesmo.)

Mas acabou chegando o dia onde a curiosidade venceu o senso de auto-preservação de auto-imagem. (Ou algo assim…)

Estávamos na época do ICQ. Toda essa história de webcams ainda não fazia parte da realidade dos ninfomaníacos virtuais. Você tinha que confiar que era mesmo uma mulher do outro lado. Foi na base dessa confiança que comecei minhas conversas com uma tal de Mary. Ainda estava engatinhando na arte do “bico doce”, mas consegui abrir meu caminho rumo a um pouco mais de intimidade com a suposta garota. (No ICQ, você pesquisava entre as pessoas que estavam online ao mesmo tempo que você e SE VIRAVA para ganhar a atenção delas… Nesse ponto era mais divertido e desafiador que o MSN, mas ainda sim, uma nerdice sem tamanho…)

Conversa vai, conversa vem, um belo dia (até aquele momento) eu acabo vencendo as defesas morais de Mary e consigo que ela me descreva como estava vestida. Segundo ela, uma camisola e nada mais. (Na imaginação, camisolas são curtas e sexys, e não camisetas largas e sujas com desenhos infantis, ok? Não me julguem.)

Sinto aquele prazer da vitória. A garota sempre foi jogo duro e agora estava me dizendo que estava sem roupa-de-baixo? Eu com certeza estava seguindo um bom caminho. Mesmo sem grandes prospectos sobre o destino.

Mais algumas daquelas bobagens que dizemos quando estamos no assunto desejado e ela me devolve a pergunta. É nesse momento que eu percebo que teria de escolher entre realidade e fantasia…

Realidade: Uma camiseta surrada e manchada de molho de tomate, completada por uma bermuda antiga comicamente menor do que o normal e uma cueca azul que além de furada, ainda estava com o elástico estourado.

Fantasia: Apenas uma cueca preta. E meus poderosos músculos.

Escolhi a fantasia. As coisas começam a sair de controle nesse exato momento. Começo a perceber que não poderia tratar o assunto como um voyeur textual. Teria que participar daquilo de corpo e alma.

Mas jogar fora meus avanços? Talvez se eu mandasse bem ela topasse mandar uma foto ou mesmo um encontro às cegas. Mas… e se ela fosse uma baranga? E se ela estivesse tirando sarro com a minha cara? E se ela fosse um homem?

Não dava tempo para devaneios, ela me responde dizendo que gostaria que eu estivesse perto dela naquele momento. Eu que não poderia deixar por menos, afinal, tinha procurado por isso. Escrevi que se ela estivesse por perto não se arrependeria. (Falando sem pensar: Por Somir.)

Ela dá o próximo passo perguntando o que eu faria com ela.

É uma das primeiras vezes que eu percebo que minha paranóia sobre quem está do outro lado do computador era capaz de me deixar terrivelmente inibido, mesmo anônimo. “Ela está me sacaneando, eu sei… Deve ter umas dez pessoas lendo isso… Todos rindo de mim.” Os meus próprios crimes contra otários na internet tinham se voltado contra mim. Eu não confiava em mais ninguém formado de bits e bytes.

Mas revelar isso seria muito “viadinho”, penso eu. Tinha que continuar no comando da situação. Naquela sanha estúpida de auto-afirmação, digo que arrancaria aquela camisola dela.

Lembro bem: Ela responde com um “hihihihi”. (Risadinha tímida pré “rsrsrs”. Outros tempos, desfavores…)

Pronto! Estava no controle novamente. Ela que estava tímida. Poderia dormir em paz sabendo que eu tomei a dianteira e deixei-a sem graça com minha testosterona em forma de pixels. Claro que eu ainda resolvo tirar onda perguntando se ela ficou com vergonha. (Claro…)

Ah, Somir, por que você escreveu isso?

Ela diz que sim, mas que é porque só ela que está pelada agora. Quando o “eu faria” se torna “eu estou fazendo”, não tem mais volta. Eu estava prestes a ter minha primeira vez de mentira. E pior, sem nenhuma proteção.

Vacilo um pouco. Penso se eu realmente quero continuar com aquilo. Ela me pergunta se eu que estava com vergonha agora. Maldita pessoa sem rosto da internet! Você me conhecia melhor do que eu mesmo. Óbvio que eu não admitiria isso.

Fantasia: Digo que também estava tirando minha roupa.

Realidade: Mais um gole de refrigerante.

Se serve de consolo, ela que abre a sessão pornográfica de vez, fingindo espanto com o tamanho do que acabara de ser descoberto pela cueca preta. Eu entro no jogo, de forma totalmente mecânica e previsível. De uma certa forma, estava “enfiando dobrado”.

Aquilo já não tinha muita graça. Era puramente virtual, sem a menor indicação de que se tornaria realidade. Estava sendo usado.

Ela me descrevia em detalhes como estávamos fazendo sexo. Eu concordava. Completamente incapaz de entrar no clima e me sentindo violado, comecei a torcer para gozar logo. Não na vida real, o único líquido prestes a sair de meu corpo era mesmo aquele copo de refrigerante. Eu queria terminar logo aquela sessão de sexo virtual, era vergonhoso. Não só pelo fator RPG sexual já citado, mas também porque no final das contas, acabou sendo uma broxada.

Meu o eu fantasioso continuava suas proezas sexuais, contanto.

Se você é mulher, já deve ter percebido que é um tanto quanto suspeita essa descrição sobre a súbita empolgação e assertividade de Mary com o assunto. Quisera eu ter percebido algo de errado ali. Mas até aquele momento, ela parecia a típica mulher fresca que eu estava tão acostumado a ver por aí.

Mary começou a me pedir para descrever meu “gran finale”. E não era para proteger os olhos ou evitar uma gravidez indesejada, Mary queria que chegássemos ao clímax juntos.

Veja bem, apesar de estar numa das fases mais onanistas de minha vida, nunca tinha cronometrado quanto tempo demorava para ir de um ponto ao outro da masturbação. E como estava fingindo até isso, tive que colocar um prazo mental de uns três minutos para avisá-la. Parecia justo.

Enquanto isso, aproveitei e fui me livrar daquela tubaína. (Ainda não era viciado no ácido ortofosfórico…)

Voltando, vi algumas mensagens de incentivo na tela e constatei que estava na hora de gozar. Finalmente! Ela pareceu satisfeita também. Ainda me sentindo sem graça por ter fingido um orgasmo numa sessão de sexo virtual, continuei conversando com ela por mais alguns minutos, dizendo que tinha adorado a experiência.

Ela me disse que precisava dormir. Eu pensei que apesar da estranheza do que acabara de fazer, talvez aquela situação se convertesse em algo mais real depois. Ah, a vida é de quem se arrisca! E pelo menos ela era safada!

No dia seguinte, converso com ela novamente. Ela já abre a janelinha do ICQ me perguntando se estava com saudades. Eu digo que pensei nela a noite toda. (Pensei mesmo. Aquilo tinha sido ridículo.)

Ela parece surpresa. Me pergunta porque eu pensei nela a noite toda. Eu respondo que era por causa da noite anterior.

Ela me faz outra pergunta. “Porque eu não estava aqui?” (traduzido do miguxês arcaico)

Eu respiro fundo… e pergunto onde ela estava na noite anterior. Ela me diz que havia saído com as amigas. Eu fecho a janelinha e apago ela da minha lista.

Até hoje eu não sei com quem tive minha primeira relação sexual virtual. E sinceramente… Não quero saber.

Para me perguntar o que eu estou vestindo, para dizer que eu sou um broxa virtual ou mesmo para dizer que é a Mary e estava só tirando uma com a minha cara: somir@desfavor.com

No dia 12 de Junho: Os iranianos foram às urnas decidir quem seria seu novo presidente. Os dois candidatos mais fortes são o atual presidente ultraconservador Mahmud Ahmadinejad e um ex-primeiro ministro um pouco menos ultraconservador: Mir Hossein Mussavi.

13 e 14 de Junho: Ahmadinejad é reeleito com 62% dos votos. Os partidários de Mussavi não gostam nada disso… Começa uma série de protestos, rechaçados com violência pela “polícia”. (Na verdade é uma guarda especial defensora da revolução muçulmana.) A acusação de manipulação dos resultados corre o mundo. A anistia internacional já conta pelo menos 10 vítimas fatais até agora.

15 de Junho: Manifestação (proibida pelo governo) “pacífica” em prol de Mussavi.

16 de Junho: Resposta dos defensores de Ahmadinejad.

19 de Junho: O “dono” do Irã, o Aiatolá Khamenei, defende em público Ahmadinejad por ter idéias mais parecidas com a dele.

Se você ainda não entendeu porque este é o Desfavor da Semana, Sally e Somir vão explicar seus pontos-de-vista.

Larguem de frescura e leiam alguma coisa que não seja auto-ajuda ou fofoca.

Óbvio que a palavra-chave para eu achar as eleições no Irã um desfavor é “teocracia”. Para quem não sabe, teocracia é uma ditadura religiosa. Mas eu vou começar este texto bem antes de 2009.

Final do primeiro milênio d.C., uma era de grandes avanços científicos, principalmente no campo da Matemática. Se naquela época você quisesse estar perto dos grandes gênios e pensadores da humanidade para ter a liberdade e o incentivo para evoluir o conhecimento humano, sabe para onde você teria que ir? Bagdá. Aliás, estando no Oriente Médio você já estava muito bem situado. O mesmo não podia ser dito do resto do mundo…

O Islã acolhia viajantes do mundo todo, incentivando a troca de idéias num grande caldeirão cultural que nos daria a base de toda a matemática moderna e muito mais. Muito mais mesmo. Foram quase 300 anos de um oásis de inovação no deserto de idéias que era nosso planeta.

Até que alguns desfavores, sendo um dos mais notórios Al-Ghazali, colocaram o misticismo de volta no conhecimento local. Com frases maravilhosas como “A Matemática é obra do diabo”, influenciou vários outros pensadores e PRINCIPALMENTE poderosos mal-intencionados a tornar o Oriente Médio o lugar que é hoje em dia.

É importante colocar esse assunto em pauta. Importante pois o uso indiscriminado da máquina de manipulação religiosa é fator determinante para analisar o TAMANHO do desfavor que é essa “metida de mão” do governo iraniano nas eleições do país.

Não existe povo burro. Ninguém merece ter sua liberdade tolhida por um governo corrupto cujo único propósito é se perpetuar no poder. O povo do Oriente Médio não é retardado, não escolheu viver na miséria e ignorância. (A não ser que você seja daquele tipo de cretino(a) que acha que todo mundo que mora na favela é bandido…)

Para se manter no poder sem maiores intervenções internacionais, e com o suor de bravos oposicionistas à amálgama de Estado e Religião, o povo iraniano tem uma surpreendente taxa de cidadãos com alto grau de instrução. Surpreendente para mim, pelo menos.

Eu sei que eu não sou famoso pela minha boa-vontade com religiões, mas dessa vez eu estou tirando o islamismo fora dessa. O problema não é o “amigo imaginário”, é o monopólio dele.

O povo iraniano indo às ruas protestar mesmo sabendo que quem “ganhou” a eleição foi o fantoche do Aiatolá? Sei que lá não há democracia no final das contas. O homem da barba branca que manda no final das contas. E nem é uma revolta de ateus… Até mesmo quem apóia ideais muçulmanos (SPOILER: Essa história de amarrar bomba no corpo e ir para o céu das virgens é distorção de um grupo de malucos que representam uma pequena parcela do que é a religião muçulmana como um todo.) está ultrajado por não ter mais nem essa voz no que diz respeito ao futuro de seu país.

Mussavi nem parece tão avançado assim em relação à Ahmadinejad. Para vocês terem uma idéia de quão limitada é a liberdade de escolha daquele povo. Mas por mais limitada que seja, ainda é uma escolha. Ainda é um sopro de democracia em meio a uma estrutura de poder engessada pelo fanatismo religioso. Mussavi tem o apoio de grupos importantes: Estudantes (Que não protestam só pela farra que nem no Brasil.), Mulheres (Reprimidas pelo sistema, mas mesmo assim com altos níveis de estudo.) e a maioria do povo que não pode ser facilmente subornada e/ou intimidada a validar o poder da situação.

Isso tem valor. Quem queria ou podia ter uma escolha viu em Mussavi uma alternativa ao papagaio do Aiatolá Khamenei. Mas assim que a votação começou, apareceriam indícios de que ainda não seria daquela vez que eles seriam ouvidos. Cidades com votações maiores do que seria possível, urnas sumindo e reaparecendo horas depois, intimidação de eleitores fora dos grandes centros… Uma espécie de Brasil com turbantes.

Eu não acredito que tenha sido uma eleição limpa. Não foi uma piada que nem eram as do Saddam e do Fidel, mas foi sim uma manobra. Dá para acreditar que um líder que entende seu poder sobre a população como obra da vontade divina vá se preocupar com aprovação popular?

(Se bem que palhaçadas em eleições não são exclusividade dos países pobres. Bush não ganhou em 2000…)

Vale lembrar que os iranianos estão atrás de um pouco de liberdade há muitos anos. Os aiatolás subiram ao poder em 1979 nos braços do povo para terminar outro regime totalitário.

Essa puxada de tapete (persa) do governo que ajudaram a estabelecer criou o clima tenso na região. E a internet foi extensamente usada para que se pudesse divulgar o que acontece por lá. Twitter, Facebook e tantas outras redes sociais foram palco de chamadas ao protesto. Um problema tão antigo quanto as primeiras sociedades encontrou na tecnologia mais recente uma ferramenta para organização e vocalização do protesto.

Vocês conseguem imaginar que HOJE EM DIA exista uma Teocracia no mundo? O que isso diz sobre a nossa evolução como espécie?

O grande desfavor é que mesmo numa democracia de mentirinha, com escolhas limitadas e cartas marcadas, o governo iraniano ainda conseguiu estragar tudo com sua teimosia sagrada.

(E, claro, isso realmente é inútil para sua vida. Afinal, nunca tentaram tomar o poder à força por aqui, não? A maior parte da nossa população parece ter aprendido apenas novas receitas culinárias na época da ditadura.)

É desfavor em qualquer lugar do mundo. O Aiatolá não está sacaneando só o povo do seu país… Mas, divirta-se. Eventualmente você vai para o Céu e nada disso vai importar mais.

Para dizer que eu sou tão chato que se sentasse numa gilete ainda balançaria as penas, para dizer que pelo menos eles não tem gays lá no Irã ou mesmo para me mandar um e-mail bomba: somir@desfavor.com


Vocês já nos conhecem relativamente bem para depreender QUEM escolheu este tema. Ora, esta semana bombou de desfavor: STF diz que para ser jornalista não precisa de diploma, Wagner Montes, o Perneta Camarada hospitalizado, filme sobre a vida de Jean Charles, patricinha bêbada se dizendo estuprada… Mas Madame quer escrever sobre as TÃO INTERESSANTES eleições no Irã. Então ta, manda quem pode, obedece quem tem juízo.

O primeiro grande desfavor é que eu estou cagando para o que acontece no Irã. Tenho essa idéia infantilóide de que o que acontece longe dos meus olhos não pode me afetar e isso me protege de uma série de paranóias. Tanto faz o que acontece no Irã, como tanto faz se as calotas polares estão derretendo. Eu não me importo. Tá morrendo gente? Aqui também!

Enfim, o Irã é um país sacal, encrenqueiro e cocozinho, cuja política se baseia em dogmas religiosos e em uma constituição de 1979 onde diz que o Chefe de Estado, chamado de Guia Supremo ou Faqih é quem manda e desmanda. Esse Guia Supremo não é eleito pelo povo, é eleito pela Assembléia dos Peritos, cujos membros são clérigos. Depois que a Assembléia dos Peritos escolhe o Guia Supremo, ele ganha um mandado vitalício, ou seja, só sai morto.

Depois do famoso aiatolá Khomeini, aquele senhor de barba e cara de poucos amigos que morreu em 1989, o cargo de Guia Supremo é ocupado pelo aiatolá Ali Khamenei (veja o lado bom, quando cair essa pergunta no Master, você já sabe responder!). Porque o Guia Supremo é tão picão? Bem, cabe a ele decidir sobre: as Forças Armadas, nomeação do chefe do poder judiciário, do chefe da segurança interna, dos líderes das orações da sexta-feira, do diretor das estações de rádio e de televisão, bem como de seis dos doze membros do Conselho dos Guardiães. Mas o bom vem agora: ele pode DEMITIR o Presidente do Irã caso considere que este não governa de acordo com a constituição, ou seja, ele é tipo um Roberto Justus de turbante. Para que merda alguém se estapeia e concorre uma eleição para um cargo que pode ser demitido a qualquer momento?

Pois bem, ficou claro que o Presidente está bem abaixo do Guia Supremo. Ele é eleito, pasmem, por sufrágio universal para mandato de quatro anos. O Presidente “coordena as decisões governamentais”, mas seu poder pode ser limitado a qualquer tempo pelo Guia Supremo. Ou seja: GRANDES BOSTA SER PRESIDENTE DO IRÃ, quem manda mesmo é o Guia Supremo.

Neste contexto, apesar de ler por todas as partes que houve fraude nas eleições do Irã, podemos deduzir que se o Guia Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, diz que não houve fraude, não vai ter nada nem ninguém que possa fazer alguma coisa contra isso. E nem importa, porque foda-se quem estará no poder como Presidente, as decisões importantes serão tomadas pelo Guia Supremo!

Mas não. Neguinho Terceiro Mundo é uma bosta mesmo! Já tem um bando de brasileiro revoltadinho com a fraude nas eleições do Irã! Pelo amor de Deus! O que não nos faltam são problemas no Brasil! Tá preocupado com fraude no Irã? Pelo menos ESTUDE o assunto do qual vai falar para não passar vergonha, porque tem gente achando que o Presidente do Irã será determinante para a política mundial nos próximos anos. Anotem aí: não depende do Presidente esse tipo de decisão. Ela vai ser um fantoche a falar com Obama mandando recadinhos do aiatolá, e isso nem ao menos é segredo, ta lá, escrito com todas as letras na constituição deles!

Então parem de encher o saco com as eleições do Irã! Eu quero que se foda redondo quem é o Presidente de lá, porque NÃO VAI FAZER A MENOR DIFERENÇA, quem faz diferença é o Guia Supremo e esse vai ficar lá até morrer. No que o Presidente fizer graça e contrariar o Guia Supremo ganha um “Você está demitido” nos cornos. E quanto ao infeliz que foi reeleito Mahmoud Ahmadinejad, supostamente com 24 milhões de votos, lamento, mas ele será uma mera alegoria. Sendo ele ou outro, tudo continuará como está.

Até entendo o povo de lá se revoltar, fazer barulho. Se houve mesmo fraude bate toda uma revolta. Até agora, segundo fontes oficiais, morreram sete civis nas ruas, em confrontos e estresses decorrentes do resultado das eleições. Fontes não oficiais dizem que pelo menos 43 pessoas foram deliberadamente assassinadas pelo BOPE de lá, a Guarda Revolucionária. A oposição tem argumentos razoáveis para sustentar que houve fraude, infelizmente o limite aqui é de DUAS páginas (Somir muquirana!), portanto, não vou poder me aprofundar.

O mundo teme o início de uma guerra civil no Irã, caso as eleições não sejam anuladas. Neguinho ta puto de verdade. Mas é perda de tempo.

O ponto é: não adianta fazer novas eleições. Não adianta colocar o Sayid, o Edmundo Animal ou o Capitão Nascimento como Presidente do Irã, porque o cargo Presidente não vale porra nenhuma de nada por lá. Se o povo quer uma vida mais justa, o mais sensato seria lutar para derrubar essa ditadura religiosa e esse mandato vitalício do Guia Supremo!

E para os revoltadinhos nacionais, se quiserem lutar por uma causa, não lutem por novas eleições no Irã porque é chover no molhado. Tia Sally te ensina a ser um revolucionário eficiente: o que você vai escrever na sua faixa é: “ABAIXO DITADURA RELIGIOSA NO IRÔ.

O ponto nodal é esse aiatolá Zé Ruela (incidente internacional? Pior que a charge de Maomé? Oi?) mandando e desmandando no país com base em dogmas religiosos distorcidos e com cargo vitalício. O homem que possuí poder sobre a nação tem que ser escolhido com base em uma eleição, através do sufrágio universal ou qualquer outra forma inconteste que reflita a vontade do povo (Fidel? Oi?). Não adianta o povo votar para o Second Best, que não manda nada. Tem que poder votar ou escolher de alguma forma no Picão, naquele que realmente manda.

Para me perguntar se eu tomei providências contra um atentado terrorista na minha casa, para me dizer que o tema é chato e para PELO AMOR DE DEUS sugerir temas assim não fico a mercê da cabeça lunática do Somir: sally@desfavor.com

DRAMA! CAPÍTULO 13, CENA 1:

No Edifício Baumann…

SOMIR: Tá bom demais para ser verdade…
SALLY: Deixa de ser azedo e me ajuda a arrumar as coisas!
SOMIR: Como posso te ajudar?
SALLY: Não atrapalhando
SOMIR: Já guardou as roupas no armário?
SALLY: Já, mas faltam os sapatos que estão naquela caix…
SOMIR: Que barulho é esse?
SALLY: Não sei! Que barulho estranho!

Barulho alto faz tremer o lustre

SOMIR: Vem lá da casa do amigo do seu pai
SALLY: Será que estão arrastando móveis?
SOMIR: O barulho vai e volta
SALLY: Eu não vou conseguir dormir com esse barulho!
SOMIR: Sally, o homem nos deu um apartamento de graça, não reclama!
SALLY: Não vou reclamar
SOMIR: Promete?
SALLY: Prometo

Sally pega uma cadeira e uma vassoura, sobre na cadeira e começa a bater violentamente no teto

SOMIR: O que você está fazendo?
SALLY: Não estou reclamando…
SOMIR: Tá maluca?
SALLY: É só para eles se tocarem que está incomodando!
SOMIR: Devem estar limpando a casa, arrastando móveis, daqui a pouco para…
SALLY: Acho bom parar mesmo!

Sally continua espancando o teto com a vassoura.

DRAMA! CAPÍTULO 13, CENA 2:

Lindamár estapeia uma mulher no meio da rua

LINDAMÁR: Anda! Responde! Tá fazendo o que espionando minha casa!
SUELI: Foi um engano…
LINDAMÁR: Se não falar vai ter que acertar contas com Jesus!
SUELI: Tudo bem, eu me entendo com ele…
LINDAMÁR: Jesus! JESUS! JESUUUUUS!

Um imenso Rotweiller aparece correndo e rosnando em direção a Sueli

DRAMA! CAPÍTULO 13, CENA 3:

HELENA: Papai… Carlos gostaria de lhe falar
SR. ANTUNES: Não temos nada para conversar, Helena, ele está despedido!
HELENA: Papai, tudo não passou de um mal entendido…
SR. ANTUNES: Helena, não insista!
HELENA: Carlos, explique a ele o que aconteceu!
CARLÃO: Foi que… eu pensei que…
HELENA: Papai, Carlos é uma boa pessoa!
SR. ANTUNES: Helena, se acalme. Você está me deixando tonto!
HELENA: O Senhor sabe como é difícil encontrar um bom enfermeiro… Papai, por favor…
SR. ANTUNES: Quer parar quieta, Helena?

Barulho de batidas vindas do andar de baixo

SR. ANTUNES: O que é isso?
HELENA: Não sei, mas não é a primeira vez que acontece hoje
SR. ANTUNES: Vem do apartamento dos Somir
HELENA: Mas… como? Como eles estão batendo no teto? Porque?
SR. ANTUNES: Não me pergunte
HELENA: Papai, temos que continuar nossa conversa!
SR. ANTUNES: Chega, Helena! Vá para seu quarto agora!

Helena sai em sua cadeira de rodas motorizada e poucos segundos depois de escutam batidas do andar de baixo e uma voz abafada

SALLY: Isso é hora de ficar arrastando móveis, caralho!
SOMIR: Deixa isso pra lá, Sally, vamos dormir que já está tarde…

DRAMA! CAPÍTULO 13, CENA 4:

Madrugada, em um ponto de ônibus qualquer da periferia…

LINDAMÁR: Você? Por aqui?
CARLÃO: É o ônibus que passa na casa dos bacanas onde eu trabalho
LINDAMÁR: Também passa na casa da minha patroinha, a Dona Séli, ela se mudou para uma casa nova essa semana, ela e o maridinho, o Sr. Somir
CARLÃO: Eu conheço esses dois!
LINDAMÁR: Edifico Batman?
CARLÃO: Eu trabalho no edifício Batman!
LINDAMÁR: Hihihihihi! Trabalhamos no mesmo prédio! Como são seus patrões?
CARLÃO: O pai é meio estranho, mas a filha é gente boa, só que ela não anda…
LINDAMÁR: Não anda?
CARLÃO: Não anda nem mexe os bracinhos…
LINDAMÁR: Coitadinha!
CARLÃO: Mas é jeitosinha, sabe?
LINDAMÁR: Mmmm… senti que você tem um interesse na aleijadinha!

Carlão ri constrangido

LINDAMÁR: Confessa, vai… Rola?
CARLÃO: * coça a cabeça e pensa
LINDAMÁR: Rola ou não rola?
CARLÃO: Acho que sim… se empurrar ela rola

DRAMA! CAPÍTULO 13, CENA 5:

SALLY: Lindamár, vou me deitar um pouco e tentar descansar, não dormi nada na noite passada, os vizinhos de cima ficaram fazendo uns barulhos…
LINDAMÁR: Dona Séli, meu vizinho trabalha no andar de cima e ele me falou que o Patrão dele tem uma filha aleijada, é verdade?
SALLY: Aleijada como?
LINDAMÁR: Hihihihi! Não mexe nem as perninhas nem os bracinhos!
SALLY: Não, eu não sabia disso!
LINDAMÁR: Meu gatinho ficou assim depois que eu sentei nele!
SALLY: * suspira alto Vou dormir

*Barulho alto

SALLY: Eu não agüento mais isso! Lindamár, liga pro seu amigo e pergunta o que é que eles estão fazendo lá em cima para causar tanto barulho!
LINDAMÁR: * Pega o telefone e disca Carlos? Lindamár. Que barulho é ess…
SALLY: Isso tem que parar!
LINDAMÁR: Ahãn, sei… sei…
SALLY: Eu fico transtornada quando não durmo, isso tem que parar!
LINDAMÁR: Entendi… entendi, vou dizer para a Dona Séli. Agora responde sério mesmo… Rola?

Escuta-se um grito estridente seguido de sucessivos baques no andar de cima

CARLÃO: Rola sim! Acabei de testar!

DRAMA! CAPÍTULO 13, CENA 6:

SALLY: Temos que nos mudar
SOMIR: Hã? Acabamos de chegar!
SALLY: Sabe o barulho? É a filha aleijada do Sr. Antunes que fica para cima e para baixo em uma cadeira de rodas que parece uma nave espacial!
SOMIR: Isso é mau…
SALLY: Isso é PÉSSIMO. Não podemos reclamar, não se pode abrir a boca para dizer um “ai” sobre aleijados que fica todo mundo contra você!
SOMIR: Isso é muito mau…

Lindamár ouve a conversa atrás da porta

SALLY: Você sabe que aleijados podem tudo! Eles tem um Greencard social, aleijados podem fazer o que quiserem!
SOMIR: Se a gente reclamar…
SALLY: Sim! Vamos virar Os Escrotos! Pessoas normais tem que aturar tudo de aleijados!
SOMIR: A não ser que…
SALLY: A não ser que?
SOMIR: A não ser que ela incomode OUTRO ALEIJADO!
SALLY: SIM! Mas tem que ser um aleijado mais aleijado que ela…
SOMIR: Ela é muito aleijada?
SALLY: Nunca vi, mas a empregada me falou que ela não mexe nem os braços nem as pernas
SOMIR: Puta que pariu! Precisamos de um aleijado mais aleijado que ela…
SALLY: Precisamos de um plano
SOMIR: Sim, precisamos de um plano…
SALLY: Saco! Esses aleijados podem tudo!

Lindamár pega o telefone e liga para casa:

LINDAMÁR: Drogado! Descobri que aleijado pode tudo
PILHA: Hã?
LINDAMÁR: Meus patrões me falaram que aleijado pode tudo! Você tem que ficar aleijado para que a gente possa fazer o que quiser!
PILHA: Eu não! Fica você!
LINDAMÁR: Eu trabalho! Assim que chegar em casa vamos cortar sua perna!
PILHA: Não dá para fingir que sou aleijado?
LINDAMÁR: Faz sentido
PILHA: Mas o que você quer conseguir?
LINDAMÁR: Para começo de conversa, um aumento da minha patroa. Amanhã meu marido aleijado vem trabalhar comigo! hihihihi

CONTINUA…

Vocês pedem, eu atendo. A sugestão de hoje foi dada pelo fórum do desfavor. Passa lá e ajude a escolher a próxima vítima suíça do Processa Eu!

Hoje vamos falar sobre uma mulher que tem vergonha do que ela é de verdade e de seu passado. Uma mulher que usa os artifícios mais infantis para esconder sua fragilidade, carência e despreparo emocional para lidar com a vida, que tenta apagar seu passado e fugir do seu futuro através de supostas boas ações hipócritas que não convencem nem mesmo uma criança de cinco anos. O Processa Eu de hoje é sobre Jangelina Olie.

Jangelina é filha de um ator famoso (vencedor do Oscar de melhor ator, inclusive) e de uma modelo. Sempre teve uma vidinha muito bacana. Estudou no Beverly Hills High School, isso mesmo, ela é um dos “Barrados no Baile”, só que na vida real. Cresceu com meio caminho andado para a vida de estrela de cinema, graças ao “apoio” da família. Em 1980 Papai deu a ela a oportunidade de atuar em um filme, sem que ela tivesse feito qualquer curso ou preparo para isso. Paitrocínio. Nada contra, mas quem recebe paitrocínio não deve ficar por aí ostentando que paga suas contas, porque na verdade, quem paga é o papai, empregando indiretamente a pessoa. Mas Jangelina vira e mexe ostenta.

Ainda no começo da carreira ela fez cinco obras realizadas para a escola de cinema da California do Sul. Sim, cinco. Poderia omitir o fato de que foi irmão realizou estas obras, seria gentil, mas não vou. Entrou pelo janelão mesmo. Não dá para tirar a onda de mulher batalhadora que ela tira depois de uma infância de riqueza e luxo e uma vida profissional garantida antes mesmo de começar.

Como toda menina mimada, cresceu cheia de problemas. Perguntada sobre o que queria ser da vida quando criança, ela respondeu que queria ser dona de uma funerária. Sabe o tipo? Que se sente bacana tirando onda de gótica punk? Tipo “Mamãe, sou perigosa”. Se vestia de preto, se achava a porradora, a maloqueira. Essas coisas que a gente espera que passem depois dos 12 anos, mas que infelizmente duram um pouco mais em alguns adultos imbecilóides. Pois bem, essa “fase” perdurou até sua vida adulta.

Sua cabecinha é extremamente fodida e sua sorte é que ela é linda, porque qualquer uma das declarações ou comportamentos dela em uma mulher meio mal feitinha ficaria bizarro e socialmente reprovável. Mas mulher bonita pode tudo. Ficou muitos anos sem falar com o pai e fazia questão de ostentar uma imagem “exótica” (demente) para imprensa. Mantinha essa postura de “Socialmente Desajustada Chic”, quando no fundo é e vai morrer uma filha de papai que quando a vida aperta, ela peida.

Hoje a mocinha, tal qual a Muxa, faz de tudo para esconder o passado. Mas não dá. O passado dela desmente todo seu discurso hipócrita da atualidade, destinado a apenas um fim: fisgar um mocinho imbecilóide para suprir suas carências. Coisa que por sinal, ela conseguiu.

Para começo de conversa, ela faz questão de OSTENTAR que coleciona facas e punhais. Ridícula. “Mamãe veja como sou perigosa II”. Mas era pouco, foi à imprensa dizer que utilizada facas e punhais em seus joguinhos sexuais. “Mamãe, sou polêmica”. Ah sim, ela também promovou algumas cicatrizes em seu corpo por lazer. Uma cabecinha muito saudável. Podia ter aproveitado a deixa e se matado de uma vez, ao invés de ficar se ferindo para chamar a atenção… se bem que é uma injustiça dizer que ela não serve para nada, ela é um belo depósito de porra.

Jangelina também disse para quem quisesse ouvir, inclusive para a imprensa, que já usou todo tipo de droga imaginável. Até aí, meio mundo já usou todo tipo de droga imaginável. Mas ela ainda complementou dizendo que não via qualquer problema nisso e que sempre que sentia vontade fazia uso destas drogas. “Mamãe, sou rebelde”. Esta frase vinda de uma pessoa comum já é um desfavor, vinda de uma celebridade formadora de opinião só piora. Quem escuta acha que heroína é tão inofensiva como uma tic-tac, que você usa e deixa de usar quando quer, por lazer.

Para terminar de queimar o filme, ela ainda entrou em detalhes sobre seus relacionamentos bissexuais. Não que ser bissexual queime o filme, o que queima é entrar em detalhes da vida sexual, com quem quer que ela seja. Detalhes de deixar qualquer puta de cabelo em pé. A forma como ela ostenta sua sexualidade me faz pensar que se tratar de uma mulher frígida. Uma mulher que precisa ir à imprensa e ficar repetindo que é insaciável, ficar dando detalhes de quantas vezes fez sexo na noite passada e que sexo nunca é demais, de fato está querendo esconder alguma coisa.

Com essa cabecinha fodida, não é de se espantar que essa menina mimada que tira onda de malvada com suas faquinhas, que coleciona cobras e lagartos e que se acha rebelde, tenha uma vida amorosa fracassada. Certa vez, ela deu para o namorado da própria mãe. Pessoa bacana, né? Mamãe brigou com o namorado e a mocinha foi lá e créu! Depois, quando a merda eclodiu, se desculpou com Mamãe e ficou tudo bem. Vai ver foi por isso que ela chorou tanto quando a mãe morreu: culpa, por ser uma filha de bosta, que só traz problema.

Nos primórdios da vida amorosa de Jangelina, ela se casou com um ator inglês, Lonny Jee Miller, com o qual atuou em um filmeco sobre hackers. Ela achou oportuno na ocasião do casamento, escrever o nome dele em seu corpo, com seu próprio sangue. Sim, ela se cortou e escreveu o nome do sujeito. Fez juras de amor eterno para quem quisesse ouvir. Ficou casada menos de um ano e se separou. Um vexame gente que faz isso, paga paixão para os quatro ventos numa prova de despreparo emocional e imaturidade e depois fica menos de um ano com o parceiro. Mina a credibilidade. Odeio essa gentinha passional descontrolada. Pessoas públicas deveriam pensar antes de falar.

Separada do marido, começou a namorar outro ator Himothy Tuton. Novamente juras de amor eterno, dizendo que DESTA VEZ era para sempre. Foi chamada para um filme no qual contracenaria com Tilly Tob Bhornton (que por sinal era comprometido e vivia com outra atriz). Logo no começo das filmagens a inconveniência já começou. Jangelina disse publicamente que ele era “a criatura mais sexy da face da Terra”. Vamos lá, se você quer ter um caso com alguém, ao menos seja discreto e poupe a esposa da pessoa de detalhes em público, que poderão ser lidos por seus amigos e por sua família. Não há necessidade de humilhar as pessoas assim. Mas ela gosta de tirar onda de predadora de homens.

Viveram na clandestinidade por um tempo e depois assumiram um caso (e uma penca de inimigos, em função da falta de respeito como conduziram a situação). Entrevista de Jangelina: “Estou perdidamente apaixonada por este homem (…) e vou continuar apaixonada por ele até morrer”. Ahãn. A gente acredita, Jangelina! Ops! Não durou nem dois anos. Mas ela colecionou uma série de atos bizarros nascidos deste relacionamento: tatuou o nome dele na sua vagina (sim, lá na parte de dentro – isso vai doer para remover!), andava com um cordão com sangue dele no pescoço e outras babaquices de quem quer ostentar que é hardcore mas que no fundo é só uma menina covarde, traumatizada e insegura.

Jangelina achou outras formas de chamar a atenção e tirar onda de rebelde. Resolveu que seria um rabisco humano e começou a fazer um monte de tatuagens pelo corpo. Parece um bloco de notas com perna. Mas tudo bem, como eu já disse, ela é muito bonita, e em mulheres muito bonitas o excesso de tatoos vira apenas uma “excentricidade”. Reze para não embarangar nem envelhecer, Jangelina, porque de Gata Excêntrica você vai cair diretamente para Flácida Rabiscada. É isso aí, minha gente, não adianta ela cultivar essa anorexia sustentável. Ser magrinha e mole não resolve!

Jangelina também participou de orgias, surubas e afins. Tá pouco? Filmou e caiu na internet. Tá pouco? Também tem vídos dela usando drogas com amigos, com direito até a uma frase da moça: “Nossa, isso é muito bom, não aquela porcaria barata que andam oferecendo”. Tá pouco? Ela insinuou que já fez sexo como irmão e sempre que pode troca carícias íntimas e beijos na boca com ele em público. Haja vontade de chocar a sociedade, viu? Que desejo violento de mostrar ao mundo que é diferente! Sabe aquela pessoa que faz questão de se excluir propositadamente, sendo caricatamente diferente, por medo de ser excluída? Ao menos assim ela faz parecer que a exclusão é fruto de uma escolha dela, coitada. Se ela acredita, a gente deixa.

Enquanto ainda estava casada Jangelina adotou uma criança. Gesto nobre? Pode ser. Não acho que alguém adote para se promover. Mas também não acredito que tenha sido gesto nobre. Ela disse em uma entrevista que adotou o menino para superar o fim do seu casamento. Criança não é consolo. Cadê as faquinhas dela e a cara de Bad Girl? Não consegue superar o fim de uma relação? Ooooooooooeeee! Fraude! Tão malvada quanto chapeuzinho vermelho! Adotou a criança e continuou na vida mundana, tomando porre, usando drogas e tendo caso com homens e mulheres. O altruísmo dessa mulher me emociona! Vida que segue.

Um belo dia, entre uma suruba regada a drogas e outra, Jangelina foi chamada para filmar um filminho comercial com o galã do momento: Prad Bitt. Começou mais uma baixaria, reafirmando a tradição de que ela dá para todo mundo com quem trabalha. Jangelina cismou que queria Bitt. Bitt era casado com uma atriz famosa, eram o casalzinho feliz de Hollywood. Casais felizes e estruturados incomodam gente fodida da cabeça e Jangelina decidiu que iria jogar pesado para consegui-lo. Nada contra, eu jogo pesado quando quero alguém. Mas usar o próprio filho? Eca!

Sabendo que Bitt queria ter filhos e não estava conseguindo, Jangelina começou a levar seu filho às gravações e largá-lo nas mãos de Bitt. Um dos encarregados do filme era o marido de uma famosa atriz Rulia Joberts, e presenciou todas as baixarias feitas por esta mocinha. Metade da indústria cinematográfica lhe virou a cara (e olha que esse povo é liberal) tamanha a baixaria e armação que foi.

Confrontada pelos jornalistas, ela negou estar tendo um caso com Bitt, e foi até convincente em seus argumentos: “Eu nunca teria um caso com um homem casado, porque meu pai teve um caso quando estava casado com a minha mãe e isso nos fez sofrer muito, nunca faria nada parecido com ninguém”. Lindo. Cairam lágrimas dos meus olhos. Pena que menos de 48hs depois uma revista flagrou Jangelina e Bitt se atracando em uma suposta praia deserta (não estava tão deserta assim, né?). Piranha tudo bem, mas hipócrita é intragável. Melhor não desse entrevistas se ia negar descaradamente uma coisa que de fato estava fazendo. Cadê a bad girl?

Chutado o pau da barraca, Jangelina conduziu a coisa da forma mais incorreta possível. Posou logo depois para uma revista famosa com Bitt em fotos onde eles, junto com seu filho, reproduziam o dia a dia de uma família dos anos 60. E a ex de Bitt, ainda chocada com a novidade, teve que engolir esse desaforo. Esse e vários. Jangelina chegou a ligar para ela e contar como estavam felizes. Muito humana.

Jangelina começou a tentar posar de esposinha bacana. Começou a adotar mais crianças, uma de cada cor, como quem compra um bibelô, para dar ao Galã a vida que ele queria. Mas a verdade sempre dá um tapa na cara dos hipócritas. Uma mocinha chamada Senny Jhimizu foi até a imprensa dizer que ela tinha um caso com Jangelina desde 1993 e que continuavam sendo amantes mesmo depois de Bitt. Jangelina? Disfaçou, desconversou e deixou morrer o assunto. Curioso é que hoje, essa mocinha, Senny, teve seu patrimônio acrescido em uma mansão e um carrão. Cala a boca? Oi? Morreu o assunto. E se me der uma mansão e um carrão eu deleto este parágrafo, viu?

Minha gente, estou na quarta página, terei que ser breve, mesmo tendo muito mais a dizer. Jangelina adotou mais um monte de criancinhas, uma de cada cor, e ainda fez mais três por conta dela. Hoje tem uma penca de filhos dos quais ela não cuida – apesar de gostar de ostentar que cuida. Cada criança tem uma babá e segundo relatos de pessoas que frequentam os mesmos ambientes, algumas chamam a babá de “mamãe”. E só para mostrar como ela é uma ótima mãe, comprou uma faca para seu filho, este com sete anos de idade.

Hoje, ela gosta de tirar onda de politizada e de politicamente correta, mas é uma cabecinha vazia que só fala merda quando abre a boca. É notório entre colegas do meio que continua usando drogas, continua com problemas alimentares e que seu casamento beira à neurose. O casal anda até brigando em público, e quando ele ameaça ir embora, a Menina Má da Faca desmonta, tem crises de anorexia, chora dia e noite e faz ele voltar, na base da chantagem. Um amigo dele disse à imprensa que Bitt tentou largá-la várias vezes, mas que ela fica tão mal, sem comer, tão fodida, que ele acaba voltando, pelos filhos. Altruísmo é o caralho, essa penca de criança é Seguro-Anti-Divórcio!

Eu queria entrar em mais detalhes, mas acabou o espaço.

Para fechar: Jangelina é uma fodida da cabeça e gente que chega a esse ponto de neurose depois de burra velha não tem mais jeito. Vai morrer se tatuando, se detonando com seus disturbios alimentares e brincando com suas faquinhas, tirando foto com cara de má. Só passa atestado de uma imbecilóide insegura, que não tem preparo emocional para criar um único filho (quem dirá uma penca). Tira onda de malvada mas desmonta quando seu homem vai embora e esquece da responsabilidade que é ser mãe, colocando seu sofrimento egoísta em primeiro lugar e destruindo sua saúde mesmo tendo filhos para criar. Uma vidinha de ostentação e máscaras, se detonando e parasitando quem está à volta. A única coisa que essa mulher tem a seu favor é sua beleza, e isso passa. Principalmente quando a pessoa bebe, fuma e cheira.

Fazer filho para a Babá criar é fácil, se fosse esse o esquema, eu já teria quatro ou cinco. Essas crianças crescerão em um ambiente neurótico com uma mãe drogada e despreparada que desaba abraçada com sua pose assim que leva um chute no cu de um macho. Tenho PENA.

Para me dizer que é tudo inveja porque ela é mais bonita do que eu, para dizer que não vê problema em uma criança de sete anos brincar com uma faca e para me dizer que acha legal além de tirar onda de heroína, usar heroína: sally@desfavor.com

Um assunto desses tem que ser tratado com muita sensibilidade. Por isso imagino que vai dar merda… Flertarei com o desastre, de qualquer forma.

Imagine uma sala com pessoas das mais diversas idades, religiões, orientações sexuais, etnias e nacionalidades. Um dos poucos assuntos que vai unir a todos é pedofilia. O ódio pelo pedófilo é um dos mais universais que conhecemos.

E, é claro, faz muito sentido. Uma pessoa que usa uma criança para satisfazer seus desejos sexuais é criminosa e repulsiva, por qualquer ângulo que se olhe. Pesquisando um pouco você descobre casos HORRÍVEIS de abusos contra crianças cujo único “crime” foi nascer na casa errada.

Não é nesse conceito de quão errado está o pedófilo no qual vou basear meu texto. Está e ponto final. Também não estou interessado em discutir a função da legislação específica, a brasileira é muito boa. (Ao contrário da americana, que é um desastre dependendo do estado. Lá tem gente tachada de pedófilo para a vida toda porque fez sexo com a namorada de 17 anos. Ou garotas de 16 anos processadas por pedofilia depois de mandar uma foto dos PRÓPRIOS peitos para um paquera…)

Hoje eu quero falar sobre um problema sério na internet. Um problema causado pela histeria punitiva da população geral em relação ao assunto pedofilia.

A quantidade de vídeos e imagens de crianças em situações sexuais explícitas trocadas pela internet desde que você começou a ler este texto não caberia no seu HD. A coisa é séria assim. Hoje em dia é fácil demais conseguir esse material, e não exatamente pelo talento dos pedófilos em fazer isso debaixo do nariz da sociedade. E sim por “culpa” de pessoas que não tem nada a ver com os objetivos deles.

A sociedade nunca viu com bons olhos a sexualização muito precoce de uma criança. Mesmo em culturas mais liberais nesse assunto, existia uma certa linha limite. (Por exemplo: Podia se casar com 10 anos de idade, mas não com 7. Não precisava estar escrito em lugar nenhum, as pessoas definiam com base na sua percepção o quão cedo era “cedo demais”…). Evoluímos e percebemos que era saudável para todo mundo dar valores definidos para essa linha. Pedofilia passava a ser um conceito claro. Estava errado todo cidadão que mantivesse relações sexuais com pessoa menor do que a idade definida por aquela linha. Errado e igualmente execrado.

Novamente, não é isso que discuto. Faz sentido que exista uma linha, o Estado não pode avaliar caso por caso e tem seus motivos pra lá de lógicos de não dar a uma criança o poder de consentir sexualmente. (Uma criança é indefesa contra a vontade de um adulto mal intencionado.)

Com o tempo, nos acostumamos com essa linha definida. E com isso, o rótulo de “pedófilo” só foi ficando mais poderoso. Não se via tamanha ofensa generalizada há algumas gerações atrás. Oras, evoluímos, não?

Sim, evoluímos. Mas criamos um monstro. Aliás, vários. Qualquer pessoa que tenha relação com pedofilia é um monstro instantâneo. Não existe meio-termo. Se jogarem um cidadão no meio de uma multidão e disserem que ele é pedófilo, a chance dele ser linchado é grande. Quem gosta de pedófilo? Eu que não.

Mas… por que a pessoa prestes a ser linchada era pedófila? Segundo a legislação brasileira, essa pessoa poderia ser pedófila por ter em seu computador uma revista em quadrinhos japonesa onde desenhos de crianças fazem sexo. Não estou inventando isso. Atualmente punimos a posse de qualquer material que remeta à pedofilia.

Esse material é nojento? É. Essa pessoa é pedófila? Não há a menor garantia. É melhor mudar a lei? Não. Ela tem mesmo que cobrir o máximo que puder. Vai que um daqueles filhos-da-puta que produzem conseguem escapar por uma brecha?

O problema não é a lei. O problema é a demonização de qualquer coisa relacionada à atração sexual de adultos por crianças. Ah, terreno arenoso esse…

Existem criminosos, existem doentes, existem idiotas que baixam qualquer coisa do emule, existem pessoas que nem imaginam que aquela foto era de uma menor de idade… Mas o que fazemos com todas essas pessoas no caso de serem pegas? Chamamos de pedófilos.

E o pedófilo, como dito no começo do texto, é um dos maiores inimigos públicos. E isso foi usado por pessoas que queriam controlar melhor o que acontecia na internet. Quer motivo mais nobre para vigiar de perto o que é escrito e publicado na rede do que pegar pedófilos? Quem que vai discutir?

Eu vou.

Essa sanha de botar regras e registrar tudo o que se diz no ambiente virtual NÃO inibe a distribuição de pornografia infantil em larga escala. E foi justamente essa histeria punitiva virtual que incentivou pessoas que NADA tinham a ver com o crime em questão a desenvolver formas de comunicação anônimas (muito seguras) para não ceder aos desejos de censura de seus governos. Tudo bem que em muitos países a perseguição é política, mas aqui o assunto principal quando se fala em vigiar a internet é mesmo pornografia infantil.

Essas pessoas que desenvolveram sistemas como TOR, freenet e tantos outros para poder se expressar à vontade acabaram criando ambientes perfeitos para a troca de arquivos entre os que queriam apenas mais material para saciar seu fetiche criminoso.

E eu não vejo ninguém indo nos lugares onde a coisa realmente está feia. Dar chilique com o orkut dá visibilidade e é bem mais fácil. A pessoa que publica fotos de pedofilia num dos maiores sites do Brasil seria pega de qualquer jeito. O escroto que troca gigabytes de pornografia infantil pelos cantos mais obscuros da internet normalmente sabe se proteger muito bem. Precisa de MUITO esforço para pegá-lo.

E sabem o que é pior? Enquanto safernet e similares pressionam o orkut para tirar as postagens anônimas, os pedófilos estão trocando informações para ficarem cada vez mais seguros. Oras, eles foram “varridos” para debaixo do tapete ao invés de caçados pelos crimes que cometeram. Conseguiram juntar quase todos nos mesmos lugares, com pouca ou nenhuma supervisão.

A forma como se caça essas pessoas na internet SELECIONA os mais fortes. É pego aquele que não paga (não movimenta o mercado) e que não tem nenhuma capacidade de se proteger da investigação. (Que tirando os casos que vão para a mídia, é uma porcaria. Não pela qualidade de quem investiga e sim pela falta de mão-de-obra especializada. Tem gente se safando porque os poucos peritos certificados não tem tempo de analisar tudo o que recebem…)

Um argumento batido é que se deve pegar primeiro os que produzem. Batido, mas racional. Os que produzem estão fazendo mal para crianças diretamente. Isso é urgente. Mas… como esse clima todo sobre pedofilia é uma excelente desculpa para “moralizar” a internet, estão caçando com afinco o (cretino, escroto, pústula) que baixa e guarda esses arquivos, mesmo sem produzir.

O produtor é alvo difícil. Ele sabe que está fazendo algo completamente ilegal, seja por ser doente (pedófilo) ou por ser um explorador (faz pelo dinheiro). Essa pessoa tenta se cobrir por todos os lados.

O consumidor que paga pelo material também não é amador. Complicado ir atrás dele. Quem sobra? O lado mais fraco da corda. Aquele que tem pouco ou quase nenhum papel DIRETO na produção e comercialização. Aquele que baixa um arquivo por curiosidade estúpida ou realmente é um doente “sob controle”.

Todos pedófilos incorrigíveis, de acordo com o que pensamos. É a generalização do grau de culpabilidade que fazemos em nossa cabeça que dá poder para o Estado fechar portas na internet “habitual” e por consequência criar esconderijos perfeitos para quem deveria ser pego de verdade.

Sim, pegam muita gente. Mas se pararmos para pensar no tamanho do problema da pornografia infantil, é pouco.

Escutem o que eu digo: Vão atacar pesadamente a liberdade de expressão na internet nos próximos anos. E pedofilia vai ser um ponto forte da argumentação. (Como já é.) É muito difícil se levantar contra isso, mas não se enganem, podem estar pegando muita gente mas a sujeira grossa está sendo jogada debaixo do tapete. No mundo todo.

E não pensem que eu estou só reclamando por reclamar. Muita gente denuncia os lugares onde a pornografia infantil circula livremente. Eu já fiz isso várias vezes. Continua tudo no ar.

(Se não bastasse o motivo óbvio para não gostar deles, os pedófilos ainda estragam lugares de liberdade total de expressão e espantam quem está por lá.)

Acho que estão muito ocupados defendendo a honra virtual das pessoas para investigar a fundo… Afinal, deve ser muito trabalhoso ficar apagando comunidades do orkut que tiram sarro de tragédias…

Quando ficamos muito sensíveis com um assunto, acabamos não percebendo quem se aproveita disso para nos tirar liberdades.

Para me perguntar como achar esses sites e ser jogado numa armadilha da PF, para dizer que eu só estou com medo de me pegarem ou mesmo para falar que eu sou um monstro: somir@desfavor.com