Relacionamentos amorosos terminam. Todo mundo sabe disso e, bem ou mal, todo mundo está preparado para isso. O fim pode ser traumático, mas não se pode dizer que seja inesperado. Já falei tanto sobre isso aqui… Por isso hoje venho falar de um outro fim, muito pior, muito mais sofrido e não esperado: o fim de uma amizade.

Amizades supostamente devem ser para toda a vida. Ao menos poderiam ser para toda a vida. Não se espera que uma amizade termine, porque afinal, se a pessoa se deu ao trabalho de te conhecer melhor a ponto de se tornar sua amiga, e optou por continuar do seu lado, mesmo sabendo exatamente como você é, porque ela iria embora mais tarde?

Na minha opinião, amizades terminam pelos mesmos motivos de relacionamentos amorosos: as pessoas passam a ter interesses diferentes, as pessoas se enganam a respeito do caráter daquele com o qual convive, ciúmes e tantos outros motivos banais. E a dor de terminar uma amizade é a mesma ou até maior do que a de terminar um relacionamento.

Além da dor, tem o constrangimento. Porque terminar um relacionamento é um direito sagrado que todo mundo tem e ninguém questiona isso. Se você deixou de gostar do seu parceiro, ninguém vai te jogar uma pedra, afinal, isso acontece. Mas experimente dizer que deixou de gostar de uma amiga ou de um amigo para ver o surto de fúria que isso desperta nos outros!

O rejeitado ou a rejeitada, inclusive, costumam se portar com mais fúria do que parceiro trocado. A tendência é denegrir a pessoa que rejeitou, para tentar se sentir menos bosta: “tudo bem, ela me rejeitou, mas ela é uma merda, então eu sou legal”. Nada lógico. Mas se serve de conforto para a pessoa, que seja assim. Paciência, pessoas inteligentes e observadoras sabem que quem hoje te elogia e amanhã te xinga é, no mínimo, ridículo. Cada um perde a moral como quer.

Existem motivos graves para virar as costas para uma amiga. Os mais comuns, ao menos nos relatos que eu recebo por e-mail e no fórum são amigas vampiras, que sufocam e parasitam a pessoa. Aquelas amigas que querem monopolizar, que demandam atenção o tempo todo. Essas pessoas carentes geralmente costumam sugar (sem trocadilho) o parceiro, mas quando estão solteiras, parasitam as amigas. Durante um tempo isto é suportável, mas a longo prazo se torna um pé no saco. Dá um pouco de pena porque a pessoa em si nem sempre é má, é apenas carente, capenga emocionalmente e se escora na amiga para suprir sua carência. Mas uma relação dessas faz mal, então, mesmo não sendo má pessoa, é preciso se afastar. E ainda periga da amiga espantar outras amigas, por ciúmes ou possessividade. Uma atitude um tanto quanto lésbica a meu ver.

Outro tipo comum é aquela amiga destruidora, que sempre critica tudo e tenta jogar para baixo as pessoas à sua volta. Nunca nada está bom para ela. Está sempre detonando, sem ao menos ser perguntada. Talvez ela não seja má pessoa, mas quem consegue conviver com uma amiga tão pentelha? Gente assim, sem um pingo de generosidade e compaixão, que jamais conforta uma amiga, tende a afastar as pessoas. E a gente se afasta mesmo, não por deixar de gostar dela, muitas vezes ela tem suas qualidades, mas por gostar de nós mesmas.

E tem também a amiga que parece uma ótima amiga e por trás faz intriga. Faz armações. Faz fofoca. Aquela pessoa tão rejeitada, mas tão rejeitada, que tenta se aproximar dos demais e conquistar sua simpatia contando informações privilegiadas. O mundo é composto por uma grande maioria de fofoqueiros que vivem a vida alheia, então, essa pessoa encontra sempre uma platéia cativa para se aproximar e desfiar um rosário de informações confidenciais sobre as pessoas que as cercam, ou que já as cercaram. Falta de ética total. Claro que os mesmos que ficam ao seu lado para ouvir as fofocas sabem muito bem que essa pessoa não vale uma paçoca e que quando tiver oportunidade fará o mesmo com os demais, mas mesmo assim, lhe dão o que ela procura: aceitação momentânea.

Muitas vezes a amiga nem é uma babaca. A amizade termina por nada, simplesmente porque as pessoas perderam a afinidade. Quem nunca teve uma amiga do colégio com a qual foi perdendo contato gradativo sem saber muito bem o porquê? As pessoas mudam, crescem e vão tomando caminhos diferentes. É natural que se afastem ou se aproximem de outras pessoas de acordo com a afinidade. Eu tive uma amiga assim. Gostava muito dela, realmente gostava. Até hoje tenho afeto. Mas seguimos caminhos tão diferentes que uma não tem mais interesse na outra. Ela casou cedo e fez uma penca de filhos (cinco!). Eu trabalho dez horas por dia. Não temos mais assunto uma com a outra. Não temos mais programas para fazer juntas. Vivemos duas realidades diferentes. Não temos um elo de interesse comum para sustentar nossa amizade. Não brigamos, mas nos afastamos. Em compensação, eu tenho uma grande amiga do colégio (25 anos de amizade) com a qual falo quase todos os dias e com a qual tenho muita afinidade.

O problema principal é como se livrar de um amigo que não é mais desejado, por qualquer motivo. Por motivos mais graves, como traição, falta de caráter ou outros ou por motivos mais banais, como pessoas que simplesmente te sugam, pessoas que se tornaram chatas ou pessoas que te fazem mal. Com namorado a gente senta e faz aquele discurso de que precisamos de um tempo para ficar sozinhas, sem relacionamento amoroso, mas com amigo isso não cola. Não dá para dizer a alguém “Nada pessoal, Fulana, preciso ficar um tempo sem amigos”.

A pergunta que eu deixo para vocês é: o fim de uma amizade precisa ser anunciado? Isso precisa ser verbalizado?

E quando uma das partes ainda acena com a vontade de continuar amiga, como dizer que você não quer mais, que aquilo não é mais interessante para você, que aquilo não te satisfaz mais, que aquilo não te faz bem? Pior: como dizer isso tudo sem magoar, sem que a pessoa fique com raiva?

Eu acho que é mais piedoso ir dando sinais de que você e sua amiga não estão mais em sintonia. Mas a experiência me mostrou que isso desperta a ira alheia, e que muitas vezes as pessoas não entendem ou não querem entender esses sinais. Talvez o ideal seja deixar o preto no branco, de preferência com testemunhas, ao vivo e a cores, para que não pairem dúvidas do que aconteceu e de que sua conduta foi correta. Mas é tão difícil dizer isso na cara de alguém…

É muito ruim ter que dizer a uma pessoa “Foi mal, não te quero mais como amiga”. É muito ruim mesmo. Só que muitas vezes, manter a amizade com a pessoa é pior ainda. E geralmente as pessoas não se mancam se não for verbalizado assim, preto no branco. Você briga, você se afasta e um tempo depois sempre vem um e-mail, um SMS, um depoimento no Orkut ou um telefonema, assim, como quem não quer nada, tentando se reaproximar. Os chutados sempre tentam uma reaproximação. Parece que as pessoas precisam ouvir um “Não quero mais, NUNCA MAIS, manter uma amizade com você! Se manca!”. Só que não é de bom tom falar uma porra dessas. O que fazer?

Tem uma frase que eu repito muito: você só conhece o caráter de uma pessoa depois que a rejeita. Seja amigo, seja funcionário, seja namorado. Uma pessoa aparentemente boa, aparentemente dedicada, que aparentemente gosta de você, pode ficar transtornada quando é rejeitada e pode perder a noção do certo e do errado.

Algumas providências podem ajudar a se proteger nesses momentos. Uma coisa que eu fiz uma vez, e admito, não foi por esperteza, foi por sugestão do Somir, que viu a desgraça antes que ela de fato aconteça, foi “desabafar” uma série de mentiras para uma amiga que eu sabia que cedo ou tarde teria que rejeitar porque estava me sufocando. Desabafei coisas cabeludas (e mentirosas) para ela, porque sabia que na hora da rejeição a raiva viria (sabia porra nenhuma, o Somir me alertou). Não deu outra. Assim que “rompemos” pipocaram essas mentiras escabrosas a meu respeito por todos lados. Até achei graça, porque pude provar que eram mentiras e a pessoa saiu desmoralizada. Fica a dica. Recomendo a Tática Somir de Afastamento.

Poucas pessoas no mundo lidam bem com rejeição. Para romper com uma amiga é bom pressupor que se está ganhando uma inimiga. Tomara que não, tomara que ela encare numa boa, mas se prepare, porque o mais provável é que a pessoa rejeitada vire sua inimiga, por mais cuidadosa que seja a ruptura. Rejeição é rejeição, por mais floreada que seja.

O conselho que eu deixo para quem está do lado da rejeição é que se retire de forma silenciosa e digna. Não interessa porque sua amiga não te quer mais, o que interessa é que ELA NÃO TE QUER MAIS. Foda-se o motivo. É hora de se retirar e procurar gente que te queira, que te valorize e que te aprecie. Não fique com raiva, não se sinta um lixo. Muitas vezes conhecemos pessoas em uma época da vida e com o passar do tempo, cada um vai para um lado, com novos objetivos de vida, novos valores, novas prioridades, que tornam a antiga amizade desinteressante ou incompatível. Isso não faz de você má pessoa, apenas uma pessoa incompatível.

A dúvida que ainda me persegue, e eu gostaria da opinião de vocês nos comentários, é sobre como ultimar uma amizade que não interessa mais, seja porque a amiga é um saco, seja porque é incompatível, seja porque não te faz bem ou seja porque é uma escrota? Mero afastamento? Uma conversa sincera? Carta anônima?

Sou pessimista, acho que qualquer que seja a fórmula adotada, a pessoa rejeitada sempre faz disso um drama e se vinga, de forma sutil ou de forma aberta. Poucas pessoas se retiram com dignidade. Quem está certo do que é e do seu valor, não se importa com esse tipo de rejeição. Quem não sabe muito bem o que é, quem é inseguro, precisa do outro para lhe dizer o que é. O que a pessoa é corresponde ao que o olhar do outro diz sobre ela. E essas são as pessoas que surtam quando são rejeitadas. Precisam detonar quem as rejeitou para desmerecer sua opinião.

Para me dizer que tem uma amiga da qual não consegue se livrar, para me perguntar quais foram as mentiras que o Somir me mandou contar e para dizer que mulher não tem amiga, tem rival: sally@desfavor.com

Ontem (12/06) foi o dia dos namorados. Hoje (13/06) é o dia de um santo católico conhecido por ser “casamenteiro”. Todo ano é o mesmo desfavor: Homens e mulheres solteiros de todo o Brasil fazem de tudo para não deixar essas datas passarem batidas. Afinal, é uma oportunidade para se adequar à expectativa social de não ficarem sozinhos.

Tem gente que até fica meio depressiva nessa sequência de dias “amorosos”. Isso é um desfavor!

Eu normalmente sou um cético azedo sobre qualquer tipo de data comemorativa. Onde a maioria das pessoas enxerga apenas mais uma oportunidade para fazer algo diferente e “entrar no clima”, eu enxergo um comportamento retrógrado, estúpido e emblemático sobre como nossa espécie ainda vive nas trevas da simbologia e misticismo.

O número do dia que você enxerga no calendário não deveria ter nenhum efeito sobre sua mente. Os dias do ano são convenções altamente influenciadas por motivos religiosos e manipulados ao bel-prazer de quem quer que tivesse poder de mudá-los de acordo com o poder dominante na época. Por si só, não significam nada além de contagem de tempo. (E imprecisa, para ajudar… A cada ano sobram 6 horas que precisam ser jogadas no dia 29 de Fevereiro dos anos bissextos.)

É uma bobagem dessas que mexe tanto com os humores das pessoas? Parece até que ainda adoramos o Sol como uma entidade viva e fazemos rituais para agradá-lo por sermos seres primitivos… (Opa…)

O dia dos namorados é uma data comercial. Óbvio. Mas mesmo a maioria da população que sabe disso ainda é suscetível ao clima criado pela mídia e a empolgação social gerada pelo dia 12 de Junho. Desde as pessoas que se sentem deslocadas por estarem solteiras até os desfavores que acham que nesse dia (e no dia seguinte) vão ter mais chances de arranjar alguém…

Sim, estou sendo excessivamente crítico. Sei que poderia simplesmente ignorar a bobagem que é essa data e deixar as pessoas se divertirem nos seus mundinhos ritualísticos. Mas, ser excessivamente crítico te ajuda a perceber que sempre existe mais por detrás dessa diversão aparentemente inocente:

A pessoa funcional.

A pessoa funcional é aquela que segue os padrões esperados dela, é aquela que mantém a sociedade coesa com objetivos, opiniões e medos mais ou menos parecidos. Todo mundo gosta da pessoa funcional. Ela compra nas datas certas, ela trabalha em prol daquele que conseguiu uma posição superior, ela acredita em (teme) seres imaginários mais ou menos parecidos com a média.

A pessoa funcional fica empolgada com o dia dos namorados. Ela sai e abarrota o comércio do país comprando todo tipo de cacareco entulhado nos estoques das lojas. Ela se sente péssima caso esteja encalhada e pensa em diversas formas de contornar esse problema. Mesmo que esse problema só tenha surgido em sua mente em forma de problema por causa do número do dia e mês que viu no calendário. (Sabe aquele que foi inventado para que alguns líderes políticos e religiosos fossem eternizados?)

A pessoa funcional movimenta a economia e reforça a crença geral nas religiões que melhor controlam a população. Tenham em vista que várias pessoas funcionais estão fazendo simpatias e promessas em nome do santo “de hoje”.

Mesmo que toda e qualquer forma de simpatia e promessa seja uma bobagem sem NENHUM efeito prático em qualquer esfera da realidade. (Efeito placebo já é um conceito científico, não há mais desculpas para misticismo nos dias de hoje.)

A pessoa funcional não contesta. Ela funciona.

Foi mal, mas ninguém comemora o dia dos namorados. As pessoas comemoram o fato de estarem dentro da média do que é esperado delas. É útil que todos tenham objetivos parecidos de fazerem pares e criarem famílias. Faz bem para a economia, faz bem para a divisão de propriedade, faz bem para as instituições que lucram muito com isso…

Além disso, fazer o que todo mundo faz é reconfortante para uma mente tão cheia de inseguranças como a humana. Fazer parte do padrão realmente aumenta a qualidade da vida social de uma pessoa. Se a maioria das pessoas se recusa a perceber que faz exatamente o que querem que ela faça, é uma batalha inútil sair dizendo por aí que vai ser diferente. Por isso, conformismo e conformidade tem papéis tão importantes em datas comemorativas como as quais inspiram esta postagem.

Eu sempre achei que TODAS as datas comemorativas gerais eram absurdos (tirando o dia das crianças e o natal quando era criança…), mas sempre tive que me conformar que outras pessoas pensavam diferente. Inventar uma data para comemorar um conceito abstrato (geral) é mais ou menos como fazer um monumento em homenagem a um deus. Eca.

Mas adianta dizer isso por aí? Aposto que vão dizer que eu chamei o dia dos namorados de desfavor porque não estou namorando. SPOILER: Sempre achei uma merda estúpida, mesmo nos meus melhores momentos de namoro.

Acho menos ridículo comemorar a data do primeiro encontro, ou mesmo do primeiro beijo. E nem comecemos a falar sobre as pessoas que estão colocando imagens de um santo de ponta-cabeça neste exato momento…

Chega de comemorar a “idéia” do que é um namoro. Chega de namorar para não ficar sozinho. Chega de bobagem… A vida é o que NÓS fazemos dela.

Eu não sou funcional. (Pelo menos foi o que disse meu psiquiatra.)

E adoro isso. Feliz dia de nada.

Para dizer que obviamente eu estou amargo por estar solteiro, para dizer que fez uma promessa para o santo e conseguiu um namorado na sua agência de modelos ou mesmo para dizer que não entendeu porra nenhuma: somir@desfavor.com


Nós mulheres, vivemos sob constante pressão social. Temos que ser magras para caber nas roupas que vendem em lojas, temos que ter uma profissão para não sermos consideradas acomodadas, temos que estar atualizadas para não virar uma bonita-burra, temos que parecer jovens e etc. Nesta semana uma das imposições sociais salta aos olhos: dia do namorados. Sim, ainda tem mulher histérica que acredita que sua felicidade se mede pelo sucesso em encontrar um parceiro. E a mídia ajuda a alimentar esse desfavor. Essa pressão social é o desfavor da semana. E quem cede a ela também.

Mulher feliz é aquela com um homem do lado. E é melhor ninguém questionar isso, porque automaticamente ganhará a presunção de encalhada e invejosa. É inveja, é sempre a inveja. “Eu tenho homem, ela não tem”. Sinceramente, para ter alguns homens com os quais neguinho anda namorando e casando… prefiro mil vezes ficar sozinha, se for o caso. E QUE BOM que eu consigo ficar sozinha e ficar bem. Essa é uma das coisas que tenho mais orgulho em mim.

Para completar o pacote de desfavor da semana, hoje ainda é dia de Santo Antônio, o suposto santo casamenteiro. O desespero das socialmente pressionadas que “não tem homem” as leva a depositar suas esperanças em simpatias ridículas, entregando a responsabilidade da sua vida ao divino. Nada contra pequenas simpatias, todo mundo tem superstições, o que estou criticando é essa postura radical de algumas mulheres em não mexer o rabo para fazer acontecer e entregar nas mãos de um santo sua felicidade. E criar expectativas enormes com isso.

Até quando mulheres vão dar tanta importância a homem? Até quando elas fizerem do homem seu “tudo”, o usarem para preencher todas as carências e ocupar todos os papéis da sua vida. Homem é para ser SEU HOMEM, ponto. Não é para ser seu melhor amigo, seu pai, seu irmão, seu confidente seu… “tudo”. Não tem que te acompanhar no salão, no médico, no batizado chato e no exame ginecológico. Quem tem amigos, família, colegas, hobbies, trabalho, enfim… quem tem UMA VIDA, completa e satisfatória, não dá tanta importância a homem, simplesmente porque não tem tempo para isso. Não tem tempo para ligar e ficar perguntando onde ele está, não tem tempo para encher o saco do infeliz, controlar, pegar no pé. Homem é um plus. Isso mesmo, um plus. E não a razão da nossa vida e tábua de salvação da nossa felicidade.

Mas, esta semana deixa exposta essa ferida. Todas aquelas que hiper-valorizam homem começaram a dar piti já na segunda-feira. Recebi muitas perguntas de “como vou fazer para passar um dia dos namorados sem namorado”. As que tem namorado sentem “pena” daquelas que estão sozinhas. Os comerciais de TV te mostram como você não é feliz se não tem um homem do lado. Mulheres mais vulneráveis caem nessa armadilha e se desesperam. Passam a sexta deprimidas e o sábado colocando santo na geladeira de cabeça para baixo.

Eu poderia dizer que o desfavor da semana são essas datas comemorativas, mas sinceramente, não acho que o problema seja a data. Acho legal dia dos namorados. O problema são essas mulheres histéricas que acreditam que sua felicidade depende da presença de um homem na sua vida. Eu sempre dou um mesmo conselho a mulheres que se dizem desesperadas por causa de homem: “Calma, vai aparecer alguém, toda panela tem a sua tampa”. Mas cá entre nós? Tem gente que passa a vida sem viver uma grande história de amor. É bom aceitar isso e descobrir formas alternativas de ser feliz. Sim, o amor não acontece para todo mundo. É provável que aconteça para 90% de nós, mas também pode acontecer de encontrarmos muitos homens errados que nunca preenchem nossas expectativas (principalmente quando elas são enormes).

Vamos colocar uma coisa nas nossas cabecinhas: RELACIONAMENTOS SÃO PASSAGEIROS. A gente fica com um homem do lado enquanto dá certo, quando não dá mais certo, quando as pessoas começam a querer coisas diferentes e incompatíveis, a gente se separa e procura outro homem. Não estou pregando relacionamentos descartáveis, acho que temos que lutar pelo relacionamento, mas com bom senso, enquanto ele for POSSÍVEL. Não dependemos de relacionamento para conseguir felicidade.

E se você ainda acha que precisa de um relacionamento para ser feliz, recomendo que procure fazer mais amigos, abrir sua cabeça, viajar, conhecer a diversidade do mundo, de outras culturas, se dedicar a uma profissão pela qual seja apaixonada, se exercitar, praticar um hobbie que te seja prazeroso, enfim, buscar EM VOCÊ MESMA sua própria felicidade. Repetindo: homem é um plus.

E durante o relacionamento, é preciso manter essa linha de pensamento. Ele não é “tudo” para você. Ninguém aguenta ser “tudo” de ninguém, é muita responsabilidade. Ele é um plus. Você vai continuar saindo sozinha com amigos, continuar trabalhando, continuar praticando seu hobbie, dividindo o tempo que você tem entre todas as atividades, sendo ele MAIS UMA, e não sua prioridade absoluta. É isso aí, mais uma. Trate um homem assim, e ele dificilmente deixará de se apaixonar por você, eu prometo. Dê total prioridade a homem, fique muito disponível e veja por si mesma o que acontece com a relação a longo prazo.

Esta semana da pressão social só é desfavor porque tem gente que cede. Vamos todos refletir sobre a importância que damos ao sexo oposto no relacionamento (porque também tem uns homens surtados que se portam da mesma forma neurótica e sufocadora que as mulheres!). Vamos aprender a ser um inteiro, e não uma metade de alguém. Assim, quando a pessoa vai embora, nós continuamos um inteiro.

Para me dizer que eu não sei o que é amor, para me dizer que eu tenho inveja e para me dizer que preferia que eu tivesse escrito algo na linha “dia dos namorados é um feriado capitalista criado pelo comércio para vender mais”: sally@desfavor.com


ATENÇÃO! DR FOREVER É FICÇÃO.
De manhã, no quarto dos Somir:

SALLY: Sabe que dia é hoje?
SOMIR: Minha folga. Agora me deixa dormir mais um pouco, vai…
SALLY: Insensível, hoje é dia dos namorados!
SOMIR: Parabéns para eles.
SALLY: Nós não vamos comemorar?
SOMIR: Ué, mas nós somos casados.
SALLY: Justamente por isso!
SOMIR: Quando criarem o dia dos casados, a gente vê isso. Agora me deixa quieto um pouco, faz tempo que eu não consigo dormir até mais tarde.

Sally se levanta da cama, chateada, e vai tomar um banho.

Somir espera até ouvir o som do chuveiro e abre apenas um olho para confirmar que está sozinho. Depois de se levantar com extremo cuidado, avança sorrateiro até a sala, de onde faz uma ligação:

SOMIR: Alô? Tudo confirmado? Perfeito! Estou me preparando, não vai atrasar, hein?

Da mesma forma com que saiu, volta para a cama e se enfia debaixo do cobertor. Alguns minutos depois, Sally sai do banheiro trajando seu robe. Com uma voz desanimada e robótica, avisa que vai preparar o café-da-manhã.

SOMIR: Um-hum… *fingindo sono*

Meia hora depois, na cozinha:

SOMIR: Bom-dia.
SALLY: Só se for para você.
SOMIR: Sally, dia dos namorados é só uma data comercial! Foi criada por uma rede de lojas para aumentar a demanda de presentes numa época do ano fraca para o comércio da área.
SALLY: Tudo bem…
SOMIR: Além disso, o registro mais antigo da tradição não tinha nada de romantismo, os romanos forçavam as mulheres a namorar…
SALLY: EU DISSE TUDO BEM!
SOMIR: Maravilha! Você comprou pão hoje?
SALLY: Não.
SOMIR: Poxa, Sally, você já não trabalha e ainda deixa de lado essas tarefas?
SALLY: Somir, eu detestaria ser presa por assassinato. Me faça o favor de calar a boca.
SOMIR: Alguém está naqueles diiiaaas

Sally observa demoradamente a faca de manteiga. Percebendo que não conseguiria cortar a jugular de Somir a tempo, desiste de sua idéia inicial.

SOMIR: Mas relaxa, Sally, hoje eu tenho o dia todo para ficar com você aqui em casa. Seja boazinha com o papai aqui e nós tiramos o atraso, ok? *arrotando*

Sally contempla a possibilidade de decapitar seu cônjuge com um garfo torto. Sorri imaginando a cena.

SOMIR: Assim que eu gosto. Mau-humor feminino só vai embora com uma boa dose de…

*o telefone toca*

Percebendo que Sally não vai atender, já que está fazendo movimentos estranhos com uma colher de chá, Somir tira Sally de seu mundinho de imaginação psicopática:

SOMIR: Atende lá! Hoje eu estou de folga.
SALLY: Tudo para ficar longe de você.
SOMIR: Também te amo. *mandando um beijo*

Depois de desviar do beijo imaginário, Sally atende o telefone. Somir sorri de forma satisfeita.

SALLY: Era a piranha da sua secretária.
SOMIR: Ela não é piranha, Sally.
SALLY: Nunca vi secretária chamar o chefe de Tiaguinho.
SOMIR: Larga de paranóia, ela é só uma pessoa carinhosa.
SALLY: Carinhosa com um vadio que nem você, que deve incentivar!
SOMIR: Ei, eu não dou intimidade para ela. Vai, diz o que a Lu queria.
SALLY:
SOMIR: He… hehe… *sem graça*
SALLY: Ela tinha boas notícias. Você vai ter que trabalhar hoje. Papai não vai poder dar um jeito no humor da Sally hoje. *mordendo o dedo* Hahahaha!
SOMIR: Mas que merda! Era só o que me faltava!
SALLY: Vai dizer que você queria tanto assim ficar em casa?
SOMIR: Claro! Eu tinha planos para nós dois!
SALLY: *sorriso*
SOMIR: Mas a gente vai ter que limpar o quintal outro dia! Hahahaha…
SALLY: SOME DAQUI!

Somir corre para o quarto, enquanto desvia de facas, garfos e colheres. Depois de devidamente trajado para o trabalho, passa pela sala cruzando o campo de visão de Sally para a televisão.

SOMIR: Até de noite!
SALLY: Por que você está levando uma sacola?
SOMIR: Isso? São… Roupas velhas! Vou doar lá na empresa.
SALLY: Você xinga mendigo que te pede qualquer moeda, Somir.
SOMIR: Bando de vagabundo!
SALLY: Por isso que não faz sentido.
SOMIR: É… para… impressionar o chefe. Ele gosta dessas viadagens.
SALLY: Agora sim. Esse é o Somir que eu conheço e desprezo.
SOMIR: Até mais, te amo! Ah sim, eu vou de carona hoje, ok? Pode ser que volte tarde.
SALLY:

Saindo pela porta da frente, Somir observa seu relógio e começa a sorrir assim que enxerga um carro se aproximando.

Dentro de casa, Sally imagina como seria sua vida se tivesse se casado com o namorado anterior a Somir. Seus devaneios são interrompidos por uma altíssima música vinda da rua. Aparentemente a música tema de “Ghost”. Curiosa, espia pela janela. Um carro daqueles serviços de surpresas românticas está parado bem em frente à casa.

Sally abre a porta correndo e vai de encontro a Somir, que observa duas mulheres vestidas com uma ridícula roupa cor-de-rosa dançarem ao redor do carro popular todo decorado com corações e cupidos.

SALLY: Não acredito que você fez isso!
SOMIR: *sorriso confiante* Você sempre cai nessas, tolinha!
SALLY: Óhnnn… *beijando Somir de forma apaixonada*
SOMIR: Gostou?
SALLY: Meio… brega, né? Mas o que vale é a intenção!
SOMIR: Amor é uma coisa brega!
SALLY: Hahahaha! Você está certo. Como você lembrou da música?
SOMIR: Música?
SALLY: A gente estava vendo esse filme na casa de uma amiga minha quando nos beijamos pela primeira vez.
SOMIR: Digamos que foi sorte.
SALLY: Hmmm… Tudo bem, honestidade é uma qualidade sua que eu não vejo com frequência. Só ficou melhor!

*buzina*

SOMIR: Pára com isso, porra!
SALLY: Calma, Tiago, tem gente que se irrita mesmo com o som alto. Sem barraco, por favor.
SOMIR: É… tudo bem. Por você!

Um homem sai de dentro do carro decorado, segurando um papel e um microfone.

SALLY: Hahaha! Você fez um discurso brega?
SOMIR: Amigo, não precisa! Deixa!
SALLY: Não precisa ter vergonha! Deixa o moço falar, você pode ser brega o quanto quiser, amor!
SOMIR: Não, melhor não! Depois eu falo para você em particular…
SALLY: Você fica uma gracinha com vergonha. Moço, pode fazer o discurso. *abraçando Somir*

HOMEM: Hoje é o dia dos namorados, o dia em que celebramos a beleza do amor e a força dos laços que unem um casal… Casal como o formado por Pedro e Teresa! Que se conheciam desde a infância e…

SALLY: Pedro?
SOMIR: … Teresa?
SALLY: Tiago?
SOMIR: Devem ter errado o discurso…
SALLY: Eu conheço essa sua cara.
SOMIR: Sabe do que mais, já está de bom tamanho! AMIGO! DESLIGA TUDO AÍ!
SALLY: *veia saltando da testa*

*buzina*

VOZ DO OUTRO LADO DA RUA: Porra, Somir, vem ou não vem?
SALLY: *empurrando Somir para longe*
SOMIR: É…
SALLY: Quem são aqueles no carro te cha… Alicate? São os seus amigos?
SOMIR: Eles vieram complementar a surpresa…
SALLY: TIAGO SOMIR! *puxando a sacola da mão de Somir*

Sally abre a sacola e percebe um uniforme completo de futebol.

SOMIR: Eu posso explicar.
SALLY: Eu vou te matar.
ALICATE: Ah, fica com a patroa então. Mas da próxima vez que a gente marcar uma pelada eu não venho te buscar, mané! Fui!

O carro do outro lado da rua arranca. O carro do serviço de surpresas amorosas continua parado, com os funcionários confusos.

Sally entra em casa, procurando aquele garfo torto. O homem que fazia o discurso se aproxima de Somir.

HOMEM: Deixa eu adivinhar, você mentiu quando disse que era o Pedro.
SOMIR: Hehehe… Eu tive que pensar rápido, a patroa gostou e… AI! *sendo agarrado pelo colarinho*
HOMEM: Você fez a gente perder um cliente, filha-da-puta!
SOMIR: Você não bateria em um cara usando óculos, não? AI! AI! AAAAIII!

Enquanto isso, na rua de trás:

PEDRO: Eu juro que tinha uma surpresa! Devem ter se perdido!
TERESA: Chega! Essa foi a gota d’água! Eu nunca mais quero te ver!
PEDRO: Não vai embora, sem você eu não tenho motivos para viver…
TERESA: Tem uma corda no seu quintal. Divirta-se. *indo embora*

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

Em primeiro lugar, não, isso não substitui um Processa Eu!, já que estamos falando da brasileira, e não da suíça. E além disso, esta sessão se propõe a falar de sites. E por sorte (nem dela nem de quem vai ler), Carolina Dieckmann tem um blog! E, pasmem, um dos mais comentados dentre os blogueiros/modelos/manequins da internet nacional.

Short Dieck Mann

O BLOG / AUTORIA / UTILIDADE:

Proposta: “DÃÃÃÃÃblurghglã…” *babando*

É um blog pessoal, não dá para separar essas três sessões. E mesmo que o blog tivesse outra proposta além de ser um querido diário para os fãs (sério que existe fã dessa anta?) uma pessoa vazia e estúpida não conseguiria deixar isso de lado em suas postagens. E como o público se identifica com quem acha mais próximo, nada melhor do que abarrotar de comentários um blog que aparentemente é escrito por uma criança de 6 anos de idade (retardada).

Carolina Dieckmann é uma atriz de segunda linha, que já foi mais famosa fazendo o estilo “namoradinha” do Brasil (ou seja: sem sal), mas que hoje em dia depende de acordos por baixo do pano com humoristas sem-graça para aparecer na mídia. Se ela está participando de alguma novela, o que eu dificilmente saberia, grandes merdas. Hoje em dia até ex-BBB faz novela.

Basta lembrar que sua cena mais marcante como atriz foi protagonizada por uma máquina de cortar cabelo. Que, na minha opinião, era o objeto menos mecânico na tela.

Pois bem, nessa cultura de celebridades que vivemos, qualquer porcaria também pode ter um blog na sessão de “celebridades” da globo.com, Carolina divide essa honra com grandes pensadores e formadores de opinião como Vitor Belfort, Kelly Key e Astrid Fontenelle. (O interessante é até o Vitor Belfort escreve dez vezes melhor do que ela, mesmo com todas as porradas que já levou na cabeça…)

Não bastasse o apelo de ser uma celebridade, Carolina ainda fez certa fama de ter personalidade forte (repulsiva). O que a faz ser admiradas por mulheres retardadas cujo sonho é ser “tão Envejadas quanto Carolina”. E adivinha só se nossa estrela não é adepta da filosofia “tudo é Enveja”? Imbecis atraem imbecis. E viva a internet!

(Gostaria de diferenciar “Enveja” de “Inveja”. Inveja é o termo correto para a utilização correta da idéia, já Enveja é o que impede pessoas burras e/ou feias e/ou vazias de avançar na vida.)

Um blog desses com mais de 300 comentários por postagem é prova definitiva de que ninguém lê na internet. Aliás, os comentários são um capítulo à parte… E não faz a menor diferença dizer a qual postagem cada um pertence, são todas iguais mesmo:

28/04 – simara lopes

Ola carol so quero dizer que sou sua fá e adimiro muito voçê abroço. (O botão denunciar do lado foi usado: Dei como motivo crime contra a língua pátria…)

30/04 – sarah olivio de abreu

como q faco pra te demadar uma foto minha pra vc me conhecer (Porra, ela tá pegando mais mulher do que eu! Essa aí quer mandar, demandar ou dar?)

02/05 – Ligia Di Francesco

Hei Carol, tudo bem?? Adoro ler o que você escreve… sempre passo por aqui, mas nunca tinha deixado recado pra você e hoje resolvi fazer diferente. Beijos… Li (Ler o que ela escreve? Você leu o blog? Quem eu estou enganando? Claro que não. Ninguém lê.)

11/05 – junior

Carol, meu msn é aylthon.junior@hotmail.com, me add por favor, preciso falar com vc. fique tranquila sou do bem, pode acreditar ta, olhe, tenho todas as novelas que vc fez gravadas, tenho um rolo de papel de mais de 2000 metros escrito eu te amo só para vc, eu amo vc de paixão, vc é a mulher mais linda do brasil, tu es a mulher mais perfeita do mundo, te amo, te amo te amo te amo…………………………………………………………………… (1. Crie um perfil da “Carolina” 2. Adicione esse perfil 3. Convença o mongo que você é ela 4. ????????? 5. Poste no desfavorum e ganhe o título de Troll)

28/04 – Dado Dolabella

AMEM! Como vc mesma falou!!! Nada eh por acaso!!! Agora o Davi e o Ze vao ganhar mais uma parceria!!! Menino ou menina, torcer, rezar, meditar pra q nao seja bagunceiro q nem o pai foi… mas com ceerteza amigos pra qq hora!!! E sao nessas horas q a gente ve nossos amigos de verdade!!! ;) Te amo tb e to morrendo de saudade… (Sim, o próprio. Perceberam o nível? Denunciei o comentário por bater em velhinhas.)

LINHA EDITORIAL:

“DÃÃÃÃÃblurghglã…” *babando* Excepcionalmente repito a expressão sobre proposta para definir a linha editorial do blog. Um blog deveria ser um lugar para se falar sobre as próprias idéias, objetivos e ideais. Pensando assim, faz sentido que a maior postagem do blog de Carolina seja menor do que este parágrafo. Eu vou dar mais atenção para as postagens logo após, mas gostaria de dissecar o modelo “Minha idéia acabou na segunda linha de texto”. Afinal, serve para tantos blogs…

eu escrevo meu blog assim

por que parece que e poesia?

ou por que eu quero ganhar espaço

para parecer que escrevi

mais?

ah sim, eu tambem rio… com kkkkkk

VALEU!!!!!!!!!!

Eu até poderia relevar caso ela não tivesse 30 anos de idade. Mas convenhamos que depois de uma certa idade fica estranho demonstrar para o mundo que o máximo que você consegue fazer para se expressar é juntar pequenas frases muito espaçadas. Depois de que idade? Uns 5 anos.

Mas é um ótimo insight sobre como pessoas brilhantes como ela se dão bem na vida. Eu não apostaria em talento… Aliás, nem ela. Quase todas as postagens são compostas de fotos.

LAYOUT:

O layout já veio pronto. Óbvio. Até que é bem feito.

A única observação é que Carolina consegue estragar tudo postando fotos tortas, distorcidas e principalmente com filtros ridículos de Photoshop.

Não é magia… É tecnologia!

EXEMPLO DE POSTAGEM (COMENTADA):

Perdoem o espaçamento exagerado, mas eu quero que vocês vivenciem o que é o blog de Carolina Dieckmann. Todo mundo sofre junto aqui no desfavor:

piti… eu? (deleta… eu?)

volta e meia eu vejo meu nome envolvido em alguma fofoca… (Estamos na segunda linha e eu já estou prevendo…)

isso deve dar o que falar, né? (Enveja! Com um recorde de três linhas, Carolina já dispara um comentário sobre Enveja! Morram de Inveja.)

mas como eu tenho o MEU blog, (Se você lesse o Deleta Eu!, não ficaria tão orgulhosa assim… Hoje em dia até um retardado mental pode ter um blog e… Hmmm… Ok, prossiga.)

posso me dar o luxo de interromper as minhas férias, (Morram de Inveja.)

para desmentir mais uma mentirinha: (Ufa, achei que ia desmentir uma verdade.)

eu não dei piti com o video-show… jamais!!! (Foi barraco mesmo.)

sempre faço matérias, sempre, (Por que você pula tantas linhas? Seu teclado tem algum problema com a tecla “Enter”?)

e adoro o programa, e principalmente, sua equipe. (“Menos aquela MOCRÉIA que me…” Ops.)

então, conforme noticiou a folha online, eu não dei piti algum… (Os bastidores de uma mente vazia: Ela queria dizer “apesar do que” quando disse “conforme”. Como consegue perder o sentido de uma frase MINÚSCULA dessas?)

mas realmente me admira que a página da internet (Só pode ser problema com o “Enter”…)

de um dos melhores, mais lidos e mais respeitados jornais de São Paulo, (Cobrindo o rabo no caso de precisar de mais atenção da mídia…)

continue dando notinhas mentirosas que nada tem a acrescentar. (Elogia um jornal e chama de mentiroso depois… Boa, campeã. Você entende que os conceitos não são… Ah, claro que não entende. Próxima…)

digo continua, porque não é a primeira, nem a segunda… (Terceira?)

foi essa mesma coluna (que deve me odiar, coitada) (ENVEJA!)

que insinuou que eu, giovanna e claudia abreu, brigávamos nos bastidores… (Tem gente que lê essas notícias? Sério?)

bem, quem viu a novela e o quanto a gente se divertiu dentro e fora dela, (Ou seja: Ninguém além do elenco e equipe de produção. Não sei se você entende que os bastidores não costumam ser televisionados…)

pode, pelo menos, começar a desconfiar dessa fonte de maldade… (DESCONFIAR? Cacete, diz uma coisa contundente e 5 linhas depois tira o da reta? Personalidade forte, hein?)

como me disse o Faustão: (“Eu conheço o Faustão e ele me dá conselhos. Inveja?”)

“todo boato não tem um fundo de verdade,

tem um fundo de maldade.” (Faustão é um poeta.)

é isso aí!!! (Ainda bem, já estava chato na primeira linha…)

beijão (ôtro, eu te ligo, tá?)

carol (Somir)

PS: tá tudo bem com o meu pézinho… (PS: Não digo o mesmo do meu saco…)

DELETA EU?

Deleta e expulsa da internet. Toda essa gente lendo e comentando o blog dela poderia estar fazendo coisas mais úteis como mover carroças. Sim, estou morrendo de “Enveja”. Quisera eu ser uma pré-adolescente de 30 anos de idade…
Link
Para dizer que isso é contagiante

E que eu comecei a fazer

sem perceber também:

somir@desfavor.com

Eu não queria mudar a rotina do blog. Para mim estava tudo ótimo, cada um com seus dias, os leitores já sabiam o que esperar (ou seja, sexta feira é dia de ler o kibe loco). Mas Madame quis mudar. Disse que a rotina estava tornando o blog muito previsível.

“Pense, Sally, não ter limites, poder escrever sobre o que quiser, quando quiser! O texto sai melhor quando a gente escreve sobre o que tem vontade”

Ok, Somir. Você venceu. A partir de hoje só vou escrever sobre o que tenho vontade. Já que tenho total liberdade criativa, com vocês… mais um SIAAAAAGO TOMIIIIIIR!

SIAGO TOMIR NÃO USA SUNGA – Eu sei que para muitos de vocês sunga é uma visão do inferno, mas aqui no Rio de Janeiro, é quase que obrigatório ir à praia de sunga. Você não vê homens usando qualquer outro traje de banho que não seja uma sunga. Em Roma, faça como os romanos. Quando eu visitava Madame lá na putaquepariudofimdomundo, seguia os conselhos dele: “Sally, não saia com esse vestido aqui, todo mundo vai ficar olhando”, “Sally, isso que você chama de short, a gente chama de calcinha”. Quando Madame vinha para cá, queria levar a mesma vida que leva no rancho fundo. Da primeira vez que fomos à praia, o que já foi um parto por si só, porque Madame odeio calor, praia, areia e cia, Madame me apareceu com um bermudão abaixo do joelho. Falando sério aqui, parecia o Chaves. Não quis ficar cutucando, até porque no calor os loucos costumam ficar agressivos, então falei com jeito: “Tomir, aqui ninguém usa essas bermudas, se você quiser ir assim tudo bem, só estou avisando que você vai ser o único a estar assim, só quero evitar um possível constrangimento e…” Não deu tempo de concluir a frase. Um comentário malcriado sobre os cariocas foi cuspido. Fiquei na minha e fomos à praia. Chegando lá, evidente que todos os homens estavam de sunga. Madame continuou destilando seu veneno com comentários de baixíssimo nível dos quais vou poupá-los. Estava visivelmente incomodado. Ficamos no máximo uns 40 minutos e fomos embora, porque segundo Siago Tomir, o cérebro dele estava derretendo (qual cérebro?). Quando eu ia visitá-lo (não é nem o cu do mundo aquilo lá, é a hemorróida do mundo) e ficava morrendo de frio, Madame debochava de mim com uma camiseta de manga curta enquanto eu me tremia debaixo de um sobretudo e botas. Me chamava de “faixa-branca”. Quando comecei a debochar dele no calor e chamá-lo de faixa branca, ele não gostou. Tivemos que ir embora, porque o calor dos trópicos faz mal à cútis de Madame (e ao humor, quase arrumou briga na praia com usuários de sunga). Durante a tarde, fomos almoçar e depois fomos a um shopping. Eu fique insistindo para ele comprar uma sunga e ele dizendo que não compraria nem morto. Então, eu insisti para que ele ao menos experimente, porque, quem sabe? Poderia nem ficar tão ruim assim, só por curiosidade. Madame continuou se negando. No final, ele se negava até a falar no assunto e me proibiu de pronunciar a palavra “sunga”. Foi quando surgiu uma coisa de seu interesse que demandaria um pouco de boa vontade da minha parte. Disse a ele que não estava merecendo porque ele era intransigente comigo e eu seria de volta com ele. Foi então que ele se vendeu. Topou, muito contrariado, experimentar UMA sunga em UMA loja e depois disso eu atenderia ao pedido dele. Gostei da idéia, estava curiosa para ver ele de sunga. Fomos a uma loja, escolhi uma sunga para ele e ele foi experimentar. Fingi que falava ao telefone quando ele saiu da cabine (na verdade estava tirando fotos do momento inesquecível com meu celular). Eu gostei, mas Madame disse que não usaria aquilo “nem fodendo, está me ouvindo?”. O mais engraçado veio no final, quando um casal de paulistas saiu de uma cabine ao lado e ele comentou, alto o suficiente para a gente ouvir “Não disse? Esses cariocas são tudo viado! Olha a sunguinha do cara!”. Eu achei que o Somir ia me matar. Juro que achei que ia apanhar, lá mesmo. Ficou puto, as veias do pescoço saltando. Bateu a porta da cabine falando um palavrão e me chamando de maluca. Ainda tenho as fotos.

SILENT HILL – É um jogo de PS (Silent Hill IV– The Room), para quem nunca ouviu falar. Um jogo que me deixa apavorada, mas que eu gosto de jogar mesmo assim. Estava eu na casa de Siago Tomir jogando Silent Hill, aos berros. Siago Tomir rindo da minha cara. Eis que Madame resolve se levantar para tomar um banho. Implorei para ele ficar, porque estava apavorada com o jogo, em um momento crucial. Ele riu e me mandou “parar de besteira” e foi tomar o banho mesmo assim, dizendo para que eu deixe o jogo no pause e só volte a jogar quando ele sair do banho. Deixei o jogo no pause. Madame foi tomar seu banho. Ocorre que os banhos de Madame são demorados. Eu estava entediada e me bateu um surto de pseudo-macheza e decidi jogar sem ele. Estava eu jogando o jogo, apavorada, em uma cena de suspense, em pânico, quando Madame, percebendo que eu tinha voltado a jogar, tem a brilhante idéia de me dar um susto. Sim, Madame faz essas brincadeiras sem graça, ele é Joselito. Saiu do banheiro sorrateiramente com uma toalha nas mãos e se aproveitando do meu momento de concentração jogou a toalha em mim berrando. Eu, que estava de costas, em um momento de suspense, só senti uma coisa caindo em mim e tampando minha visão seguido de gritos. Desmaiei na hora. Segundo relatos de Madame “Caiu feito uma jaca podre no chão” (muito sensível como sempre). Quando acordei e abri os olhos, já fui recebida com esporro “Puta merda, Sally! Que susto! Achei que você estivesse morta!”. Desculpa, ta, Madame, se meu desmaio lhe foi inconveniente. Eu não tenho educação, saio desmaiando na casa dos outros… aff

MAMÃE TÔ NA GLOBO – Faz pouco tempo, correram diversos vídeos na internet e na TV, de torcedores do Corinthians que promoveram um quebra-quebra durante a venda de ingressos para a final do Campeonato Paulista. Adivinha quem eu vejo no meio da baderna dando porrada? Sim, Madame. Ele jura que não começou confusão nenhuma e que só estava se defendendo. Me mata de vergonha…

Para me perguntar o que Siago Tomir queria em troca de vestir uma sunga, para me perguntar se depois dessa postagem vai ter aquele DRAMA todo que ele fez depois que eu postei Siago Tomir II e para me pedir para começar a escrever o Siago Tomir IV: sally@desfavor.com