Classe!

DESFAVOR DA SEMANA – 31/07/2010

Anônimo disse…
Silvia?

Putz… descobriram meu nome real… Por favor, não cantar a musiquinha. Cresci tendo que escutar a musiquinha, tenho trauma.

DESFAVOR EXPLICA – 28/07/2010

Uma flamenguista porradeira não poderia postar diferente mesmo.
Isso de cuspir na cara e bater em idosos é igualmente punido pela lei. Não adianta merda nenhuma bater em criança. Desde que me recordo por gente que levo porrada da minha mãe, levava na cara, tive um dente quebrado, continuei rebelde e ainda com mais revolta.
Tanto é covardia adulto bater em criança do que adulto bater em idoso. Porra, vai bater em alguém de igual pra igual. Não term diálogo e apela pra porrada? Looser, looser!

Não vamos confundir dar uma palmada com espancamento a ponto de quebrar um dente. Você é um exemplo de leitor medíocre que acha que a sua experiência pessoal deve nortear a vida e a forma de pensar dos outros (vulgo Universo Umbigo). Existe meio termo, existe a possibilidade de repreender sem ferir ou espancar. Não leve tudo para o pessoal. Mais um conselho: não vá em blogs desconhecidos chorar as pitangas da sua infância nem abrir seu coraçãozinho, Meu Camarada, pois aqui habitam os quatro piores Trolls que eu já conheci e seu chororô pode não só acabar mal, como ainda acabar respingado de forma pública na sua vida pessoal. Quem avisa amigo é. Ah… Loser se escreve com apenas um “o”, e define muito bem a sua pessoa.

DESFAVOR EXPLICA – 06/08/2010

Anônimo disse…

Sally é gay tenho certeza ninguem defende tanto gay se naofor gay

Pois é, não queria contar um detalhe tão íntimo, mas já que descobriram, eu me vejo forçada a confessar: eu sou gay. Por isso escrevo tantos textos defendendo a comunidade gay. Afinal, a única razão para defender algo é ser praticante desta conduta, não é mesmo? Egoísmo Rules! Seu cérebro deve ser do tamanho de um caroço de uva para que você não seja capaz de se colocar no lugar das pessoas e sentir o sofrimento que elas sentem, mesmo que você efetivamente não passe por isso na sua vida. Numa boa? Vai se foder. Mas vai se foder é muito!

ANULA EU – 05/08/2010

Anônimo disse…
sujestão pra vice?
a sally!!!

Isso é uma coisa que o Somir sempre bateu e que vira e mexe se mostra verdadeira e me entristece: o público que gosta de mim é o menos alfabetizado do blog. SUJESTÃO e SALLY são duas palavras que não deveriam coexistir harmonicamente na mesma frase. Por mais que eu me auto-flagele e reflita, não consigo entender onde foi que errei.

FLERTANDO COM O DESASTRE – 03/08/2010

Ellàhn disse… (…)Já pensou um jornalzinho de grêmio de Escola chamado “Desfavor”? Não um bebê gordo e feio e irritante, mas uma criança com personalidade, que não vaza mais, e que tem cérebro? Seu filho podia mudar o mundo. :P

Alguém que propaga o Desfavor mudaria o mundo para PIOR. Vamos deixar o mundo do jeito que está, que já está ruim o suficiente…

PROCESSA EU – 12/08/2010

Linda PAZ JUSTIÇA E LIBERDADE disse…
NÃO ULTRAPASSE OS LIMITES, SALLY. POR FAVOR, É UM PEDIDO DE AMIGA.

FABIO JR. É INTOCÁVEL.

Olá Linda. Saudade do seu analfabetismo em caixa-alta. Fabão não é intocável. Nada é intocável aqui no Desfavor. Fabão é um velho decadente. A qualquer momento ele vai entrar no palco embrulhado em um cobertor e recitar: “Antigos espíritos do mal, transformem esta forma decadente em… Fábio Jr!”. Porque eu posso ser gorda, mas ele é velho. Eu posso emagrecer. Todo castigo é pouco para Fabão, seu mullet e sua coceira compulsiva.

Para dizer que está feliz por ter sido poupado de reler aqueles comentários chatos corta-cola do último Fala Desfavor (20/07), para dizer que o nível está tão baixo que está saindo um Fala Desfavor por mês ou ainda para dizer que você não conseguiu emplacar sua frase neste, mas tem fé que no próximo vai conseguir: sally@desfavor.com

É a sua imaginação.Hoje começa a propaganda eleitoral obrigatória na TV e no Rádio. Começa também um show de disparidade entre produção e organização de diferentes partidos na hora de “cativar” o público. Enquanto candidatos “ricos” como Serra, Dilma e Alckmin terão longos programas preparados por excelentes profissionais da publicidade (“marketeiro” é um daqueles termos de pobre, ninguém que se leva a sério nessa profissão sequer DIZ isso…), uma grande maioria de pobres coitados vão dar a cara à tapa e passar vergonha na ilusão de terem alguma chance.

A verdade, cruel como sempre, é que a maioria absoluta das pessoas que aparecerão ali não vão estar fazendo NADA além de atrasar a novela. Até um certo tempo atrás a escolha era entre ver o horário político ou conversar com sua família… Obviamente tínhamos mais pessoas interessadas. Hoje em dia é bem mais fácil não dar a mínima para esse monumental desperdício de dinheiro que sustenta os publicitários.

Mas não serei tão amargo a ponto de dizer que TODAS as campanhas não servem para nada. A questão é que a fórmula é basicamente a mesma pra todo mundo. Pensando na campanha do Pilha, eu desenvolvi um guia rápido para ter alguma chance de se eleger.

Numa daquelas analogias típicas de desfavor explica: Todas as campanhas são carros numa estrada. 99,9% são Fuscas velhos de diferentes cores. As restantes são carros esporte tentando apenas não quebrar ou ficar sem combustível.

Basta responder a algumas perguntas simples e você já vai saber se o candidato em questão pode usar a máquina eleitoral ao seu favor:

1ª . EU POSSO GANHAR?

E antes que você comece a pensar se o povo gosta de você ou não, eu preciso te contar uma coisa sobre o processo político: Quem escolhe quem PODE ganhar ou não é a direção do partido. Claro que nos casos de vaga única como presidência ou governo estadual isso é óbvio. Mas o “grosso” dos candidatos está mesmo na parte de baixo da tabela eleitoral, as campanhas de muitos candidatos e muitas vagas como deputados e vereadores. E esses candidatos não dependem apenas de suas propostas…

Eu já vi isso na PRÁTICA. Um candidato com o qual eu pretendia trabalhar não estava bem posicionado na “fila” do seu partido. Tinha gente mais bem relacionada disputando as mesmas vagas. Resultado: Não teria apoio nenhum. Campanha morta, porque seria necessário muito dinheiro para vencer sem uma mãozinha da legenda que representava.

Ainda correndo o risco de ser sabotado no meio caminho caso despontasse demais. “Ameaça” confidenciada a mim como ponto final nas negociações. (Ah sim, era partido comunista radical… Imagine só o que acontece em partidos como o DEM…)

Como Rafael Pilha concorre pelo PDESF, ele pode ficar tranquilo sobre essa parte. Permitiremos sua vitória em troca de alguns ministérios.

2ª . EU ESTOU DE SACANAGEM?

Se sim, parabéns, você pode conseguir alguma coisa. Com exceção dos grandes cargos, basta ser um palhaço famoso por um algum motivo completamente alheio à política para ser eleito. (Nos cargos maiores também é importante, mas não é a única necessidade.)

Na melhor das hipóteses, o cidadão já conhecia um milésimo dos candidatos que vai ver na TV. E mesmo assim, de vista. Não vai ser uma frase de efeito dita durante os três segundos disponíveis na telinha que vai te ganhar algum voto. Brasileiro praticamente não liga para quem vai votar para presidente, imagine só deputado ou alguma outra porcaria dessas…

As pessoas só querem decidir logo e esquecer essa merdalheira toda. Estamos num país que não confia nos políticos. Não precisa se levar a sério. Nesse anos temos várias celebridades de quinta categoria disputando vagas. Até a porra do Batoré (aquele da Praça é Nossa!) está se candidatando… praticamente sem sair da sua personagem HUMORÍSTICA!

Sério, se você não estiver pelo menos um pouco de sacanagem para com todo esse processo, não vai a lugar algum. Não adianta tentar se posicionar como o melhor candidato, A ÚNICA COISA QUE IMPORTA é se diferenciar. Alguém tem que lembrar do seu número na hora do voto. Até porque brasileiro não cobra político nem para salvar a própria vida.

Um candidato a vereador da minha cidade baseou toda a sua campanha, e eu digo TODA sua campanha… Na promessa de cuidar melhor dos animais de rua. Foi o mais votado. Um povo sério faz uma coisa dessas? Um povo sério vota no Clodovil? Um povo sério vota no Frank Aguiar?

(E antes que a Sally se anime a sacanear paulista… GAROTINHO! Sério?)

Tá todo mundo de sacanagem. Não precisa admitir em público, mas tem que se adaptar.

Rafael Pilha é perfeito nesse aspecto. Está de sacanagem até quando não quer e é famoso por motivos alheios à política. O PDESF acertou no alvo.

3ª . EU PAREÇO POBRE?

Coloque uma porra de um terno. ISSO NÃO É NEGOCIÁVEL. Candidato sem terno só ganha eleição de Mister Universo. E isso vale para candidatas também, porque aquelas roupas que elas usam são ternos disfarçados.

Sally uma vez me disse que pobre não gosta de pobre. E essa é uma verdade que dia após dia me faz entender mais e mais coisas sobre a publicidade em geral. É o tipo da frase que devera ser dita por algum professor logo no primeiro semestre de qualquer curso de comunicação.

O Collor ganhou uma eleição saindo DO NADA até a vitória fazendo pose de mauricinho.

Muito se fala sobre as tocantes campanhas de Voça Çenhoria em 89, 94 e 98, mas nada passa por cima do fato que demoraram três eleições para se tocar que o problema era o candidato não usar terno. Hora de mudar o caralho, a pobralhada finalmente confiou em alguém com cara de patrão!

Atenção para isso: Cara de patrão.

Dilma tinha aquela cara austera de funcionária pública e estava caindo pelas tabelas. Serra, por sua vez, não era muito melhor nesse aspecto, mas pelo menos era homem e tinha um terno. Resultado: Ia ganhar no primeiro turno.

Pegaram a PAC Celular, esticaram aquela cara mau-humorada até a testa ir parar no cu, cortaram o cabelo “estilo madame”, enfiaram roupas de primeira dama e ela virou patroa. (Eu faria ela andar com um cachorrinho minúsculo também, aliás…)

Conde Serra continuou na mesma e agora periga perder no primeiro turno. (Se eu fosse responsável pela imagem dele, o faria usar um daqueles quepes de capitão de navio.)

É a sua imaginação.

Dilma: O cachorrinho funciona como “amiga feia” e adiciona carisma. Serra: Esconde a careca e parece mais seguro de sua direção. Eu sou um gênio!

Marina… nem com reza braba. Sensibilidade à maquiagem é prenúncio de derrota em eleições brasileiras. Sem contar que ela está num Fusca… turbinado pela ecochatice, mas um Fusca mesmo assim.

Em cargos mais pulverizados, também faz diferença não parecer pobre. Por mais ridículo que seja o cidadão ou cidadã, sempre se vestiam de forma “elegante”. Até o Enéas, que tinha cara de mendigo, usava terno até para tomar banho. Faz diferença num país com população sem estudo. Tem que parecer alguém que manda neles no dia-a-dia. Pobre tem horror à idéia de alguém sem “direitos divinos” de poder dizendo para eles o que fazer.

Até porque se só gente que já parece rica pode ganhar eleições, eles tem um bom motivo para continuar cagando e andando para o processo. (O que economiza uma boa dose de “levantar a bunda da cadeira e fazer alguma coisa”…)

Pilha já tem seu terno e é loiro. Resolve.

4ª . EU POSSO TER PERSONALIDADE?

Depende do cargo que você quer. A regra é simples: Quanto mais pessoas você precisa que votem em você, menor a sua personalidade política. Personalidade política é aquela composta das causas que você defende. Um candidato à deputado pode defender uma causa específica como instaurar a pena de morte para crimes hediondos. Um candidato à presidência só pode defender a causa de diminuir a violência. Se disser um “A” a mais, perde votos.

Não à toa, não resolvem muita coisa. O da causa específica não consegue empurrar sua vontade pra cima de tantos outros representantes. O da causa genérica e vazia nunca vai ter chance mesmo.

Mas a personalidade política decide eleições. Normalmente o candidato mais “chapa branca” é o que ganha para presidente. Como eu já disse antes, o povo só quer decidir logo e se livrar do problema.

Collor era “vencedor”, FHC “intelectual”. Lula era um militante sem um dedo, lutando pelo trabalhador e pelo socialismo. Perdeu até dizer chega… Até sacar que o problema era EXCESSO de personalidade. Botou um terno e virou um “esforçado”.

Personalidades de uma palavra vencem eleições presidenciais. Não é à toa que Dilma VAI ganhar a eleição. A personalidade dela é “clone”. Pegou. Só uma cagada do nível “Marta chama Kassab de viado” pode estragar as coisas agora…

P.S.: Obama era “mudança”. É a mesma merda no mundo todo. Personalidades de uma palavra.

Porque vocês acham que campanhas (de alto nível) sempre tem musiquinhas bregas e montagens de cenas do Brasil? Porque se o candidato começar a falar muito, vai se ferrar.

Pilha é “ligado”, caso achem que eu falharia com meu próprio candidato.

5ª . TENHO DINHEIRO?

Se não tiver nem como fazer algum acordo sujo “pago quando eleito”, o que diabos você acha que está fazendo concorrendo?

Pilha já nos ofereceu um real e meio passe pela campanha no desfavor. A outra da metade do passe não sabemos onde foi parar e sinceramente… achamos melhor nem saber.

6ª . SÉRIO?

Sério. É assim que funciona, não é exagero humorístico. Acompanhem essa campanha eleitoral com olhos críticos dessa vez e “façam as perguntas”. Vão acertar praticamente todos os vencedores bem antes das últimas pesquisas de intenção de voto.

A democracia brasileira funciona maravilhosamente bem. É realmente o nosso povo que define o que funciona ou não nas eleições. Não somos impotentes, somos coniventes.

Candidate-se e siga esse guia. Faça nem que seja só de sacanagem. Afinal, faz parte do processo.

Eu? Não… Eu prefiro ficar com a parte lucrativa. Só me candidato se for para ditador.

Para dizer que prefere ver a grama crescer do que ver horário político, para tirar sarro de quem não tem TV a cabo, ou mesmo para reclamar que a candidatura do Pilha ainda não foi aprovada: somir@desfavor.com

Questão de gosto...Sally e Somir tem pouco tempo para assistir televisão, mas nas raras oportunidades que surgem, compartilham o gosto por algumas séries americanas, especificamente as humorísticas. Como é também comum entre os dois sacanear opiniões alheias, sempre acham um jeito de fazer pouco das preferências um do outro.

E na hora de escolher a melhor de todas, não poderia ser diferente…

Tema de hoje: Qual a melhor série de humor (dos últimos tempos)?

SOMIR

Nunca fui muito de ser fã. Acho brega. Tendo a responder a primeira coisa que vem à cabeça quando questionado sobre “o melhor” de uma categoria. E depois mudar de idéia sem o menor stress logo depois. Afinal, o momento tem papel decisivo nessas escolhas.

Assim que Sally mencionou a série predileta dela, “Friends”, a primeira que me veio à cabeça foi “Seinfeld”. Se pararmos para pensar, a discussão tende a ficar entre essas duas mesmo, duas das mais bem sucedidas da história. Como eu tenho um cromossomo Y, obviamente não escolheria “Friends”. Mas mesmo em “Seinfeld” eu tenho algumas restrições. O roteirista (Larry David) é um gênio, George Costanza foi a melhor personagem de todos os tempos, o Kramer foi uma grande sacada… Mas o resto às vezes não acompanhava.

Buscando na memória, tentei lembrar de uma onde eu gostava de absolutamente tudo. E não é que eu achei?

“Married… with Children”. No Brasil, seguindo a tradição de nomes horrendos, a série se chamava “Um Amor de Família”. Foi lançada em 1987 e durou 10 anos nos EUA.

Lembro que passava na Band há vários anos atrás, toscamente dublada e tudo mais. Da primeira vez que eu vi era muito novo para entender todas as piadas, mas já achava o máximo a noção de uma série onde ninguém prestava. Era um alento para aquela chatice infantilóide de mocinhos e bandidos que tomava conta de programas infantis e todo o resto da programação televisiva brasileira. (Latino acha que “anti-herói” é quem se arrepende e fica bonzinho no final… Táqueu!)

Talvez pela dificuldade do público nacional de identificar os arquétipos tradicionais de novelas na série, não passou inteira por aqui. Só fui ter contato de novo depois que tive acesso à TV à cabo. E aí aproveitei para ver todos os episódios e perceber a influência “positiva” que ela teve nas séries futuras.

Foi o fim da obrigatoriedade da CHATICE de “abraços e aprendizado”. Sabe aquele momento melequento no final do episódio onde tudo acaba bem e todos aprendem uma valiosa lição sobre a vida? (Que nem acontecia em TODOS os episódios de “Friends”, por sinal…)

Em “Married… with Children” não tinha isso. Os episódios quase sempre terminavam pior do que começavam, e se as personagens aprendiam alguma coisa, era uma forma mais incorreta de fazer as coisas. E na época nem se podia chutar tanto o balde como se faz hoje em dia nas séries da HBO e da FX…

Para quem nunca acompanhou, a série é baseada no dia-a-dia de uma família pobre “tipicamente” americana. Bem mais que uma paródia, era uma sacaneada das boas em cima do sonho americano. E vamos concordar que num país patriota daqueles, não é apenas uma piadinha inocente.

A história era sempre um fiapo e os arcos de roteiro nunca davam em lugar algum. A “alma” da história era o fato das personagens estarem presas naquela situação sem nenhuma esperança de mudar. Essa “claustrofobia a céu aberto” servia para entendermos a personagem central da história: Al Bundy.

Al Bundy era o pai de família, porco e preguiçoso, um perdedor de marca maior que culpava a mulher e os filhos pelo seu fracasso na vida. Trabalhando quase o dia todo vendendo sapatos para mulheres gordas que odiava com o fundo de sua alma, seu salário era uma mixaria e tudo o que conseguia era prontamente desperdiçado por sua mulher, Peg. Peg Bundy era uma dona de casa que não mexia um músculo sequer para cuidar da casa e não queria trabalhar por nada nesse mundo. Os filhos desse casal eram um nerd tarado e uma loira burra vadia. A vizinha era uma feminista cretina que sempre sustentava algum vagabundo para ter poder.

É estereótipo e preconceito até dizer chega?

É! E é essa a graça. Pau no cu da política do correto. Não existiam características redentoras em nenhum deles, não havia alianças ou fidelidades mantidas por mais que alguns minutos, todos estavam sempre prontos para tirar vantagem, custasse o que custasse, a todo momento. A síntese do incorreto e do humor pra gente que não precisa ser lembrada a todo momento como pensar ou como agir.

Acho um verdadeiro pé-no-saco essas séries, como a preferida de Sally, onde as personagens SEMPRE tem que ter um lado positivo, a história TEM que terminar com todo mundo feliz e bem sucedido… Se eu quisesse ver um desenho animado da Disney, eu veria um!

Se você for pegar essa linha de “sem abraços e sem aprendizado”, vai perceber que séries brilhantes como “Seinfeld”, “Curb your Entusiasm”, “The IT Crowd”, “Arrested Development”, “It’s Always Sunny in Philadelphia” e com certeza mais algumas que eu não lembrei agora bebem dessa fonte iniciada por “Married… with Children”.

Um bando de almofadinhas sem personalidade (irônico, desajeitado, burro, excêntrica, fútil e organizada… nossa, que profundo!) ou um bando de estereótipos preconceituosos que se odeiam formando uma família toda errada, irremediavelmente na merda? Eu esperava mais de você, Sally… Humor não pode ser essa coisa estéril.

Mas eu não tenho útero. Talvez isso influencie.

Para concordar com Al Bundy que mulheres gordas são realmente o problema do mundo, para dizer que é homem e adora ver Friends com seu namorado, ou mesmo para ficar aliviada de poder discordar de mim depois de tantas semanas: somir@desfavor.com

SALLY

Qual o melhor seriado de comédia da TV dos últimos tempos? Confesso que tive que pensar por um segundo para não gritar “Scrubs”, porque o trio Dr. Cox, Dr. Kelso e o Zelador alegram minha vida. Apesar da genialidade do Dr. Cox, eu vou ter que votar em Friends, que considero ser uma comédia que aprofunda mais nos personagens (eu sei que “personagem” é feminino, mas eu acho feio, então, no meu texto vai ser masculino mesmo e que se dane).

Friends consegue ter a leveza de uma comédia despretensiosa sem ser aquela comédia “torna na cara”, “piada pronta” ou “amontoado de bordões”, vibe Zorra Total. Tem um roteiro inteligente, surpreendente e muito divertido. Não apela para rostinhos bonitos (ok, tirando a Monica e Rachel) não apela para os clichês de comédia: confusões de família, mocinha + mocinho ou pior: crianças fazendo gracinha.

Friends tem tudo isso: tem romance, tem brigas, tem confusões. Mas são sempre tramas paralelas. A trama principal é o dia a dia de seis amigos que fazem muita besteira da própria vida e acabam dando a volta por cima no final das contas. Seis amigos que vivem uma vida real, que ficam desempregados e fazem bicos humilhantes para sobreviver, que levam chifre, que são passados para trás, que dão vexame, que tem inseguranças. Não é água com açúcar nem mundo cor de rosa.

São personagens muito mais “reais”, muito mais “possíveis” do que aqueles personagens clichês de seriados comuns. Personagens com TOC/mania de limpeza, com inseguranças, com defeitos claramente expostos, interagindo em um roteiro bem amarrado com uma dose de humor politicamente incorreto para temperar.

Eles são gente como a gente. Mentem e depois se fodem todos para tentar segurar a mentira, fazem coisas vexatórias por dinheiro, mostram seu lado infantil e eventualmente até tiram proveito de situações eticamente duvidosas. Não são aqueles personagens irreais de seriados que nunca fazem nada incorreto. Freqüentemente mostram que são fofoqueiros, sem escrúpulos e interesseiros. E que é normal ser assim de vez em quando. Não tem essa coisa maniqueísta de bons e maus.

O roteiro é o mais original possível. Onde mais poderíamos ver uma irmã grávida de trigêmeos cujo pai é o próprio irmão? Onde mais poderíamos ver um ficante entalado em uma calça de couro no banheiro da sua peguete, tentando passar creme para ver se a calça entra? Friends ficou melhor a cada nova temporada. Da quinta temporada até a décima (a última) não tem um único episódio que eu considere ruim.

Um ponto forte: não tem crianças no elenco fixo. Porque eu odeio crianças na TV, seja em programas de auditório, seja em comerciais ou em seriados. Acho um pé no saco aquelas crianças falando como adultos, parecem anões! Friends não tem criancinha fazendo macaquice. Aliás, o tema é bem adulto, coisa que também me agrada. Não é apropriado para crianças. Adoro coisas não apropriadas para crianças!

Friends mostra o quanto o ser humano é falível, corrompível e cheio de defeitos e mesquinharias, mas sem tom pessimista, com muito humor. Duvido que você veja um episódio e não dê ao menos uma boa risada. É universal, todo mundo se identifica com o que vê, porque não são piadas sobre cultura local, são piadas sobre as falhas do ser humano. Não é a toa que ficou dez anos no ar, liderando audiência.

Friends flerta com o tosco. Em vez de ter mocinhas que arrasam o coração dos rapazes e homens que são perfeitos e sedutores, tem mocinhas cheias de neuroses e hábitos pouco elogiáveis e homens cheios de defeitos e extremamente incorretos. Humor negro, humor nojento e humor politicamente incorreto embalado em uma superprodução agradável de se ver. Friends não fala da vida de uma supermodelo, ou de moradores de um condomínio de luxo, nem da vida de uma estrela de cinema. Conta a vida de seis losers como eu e você, que ralam para sobreviver e estão sempre fazendo alguma merda em suas vidas.

O roteiro é tão bom que a maior parte dos episódios se passa no apartamento onde eles vivem. Não precisam de cenários ou outros artifícios. Os seis atores principais e o roteiro maravilho bastam. E se você não assistia por preconceito, por achar que era água com açúcar, pense novamente. Só para dar um exemplo, em uma cena, um dos seis personagens principais, que faz o papel de um ator fracassado, está fazendo um teste para participar de um filme onde ele faria uma cena de nudez. Ocorre que o personagem não poderia ser circuncidado e ele era, então, pede ajuda para sua amiga, que é Chef, para disfarçar sua circuncisão. Ela testa vários tipos de frios, até que acha um da cor parecida (um presunto) e o prende com cola no bilau do amigo . Durante o teste para o papel, o pedaço de presunto cai do bilau do ator na frente de todo mundo. Isso parece um roteiro água com açúcar?

Friends não precisa de efeitos especiais, de superprodução nem de atores famosos (quando começaram, os seis era praticamente anônimos). Basta aquele cenário do apartamento deles e os seis amigos. Outra coisa: agrada a todas as idades, pois tem piadas atemporais. Nada melhor do que falar sobre os erros do ser humano, pois é um assunto que qualquer pessoa em qualquer idade conhece.

O mais bacana é que a gente acaba se identificando um pouco com cada personagem. Não são estereótipos, são muito reais e muito humanos. Eu identifico nos personagens defeitos e formas de pensar que eu achava que apenas eu tinha. Conforta saber que certas neuroses são universais!
Friends está aí para provar que todos nós erramos e isso pode ser divertido.

Para dizer que Friends é seriado de mulherzinha, para dizer que nada supera o Dr. Cox e para dizer que é nerd e por isso comédia boa para você é Seinfeld: sally@desfavor.com

Sakineh Ashtiani, a iraniana condenada à morte pelo crime de adultério, conseguiu atenção internacional recentemente. Muito em parte pela campanha iniciada na internet por um grupo de ativistas, mas também pela participação… fanfarrona… das autoridades brasileiras.

Não bastava o desfavor óbvio do caso…
Desfavor da semana.

SOMIR

O mundo não é um lugar justo e isso eu já escrevi aqui não sei quantas vezes… Não é só porque algo é incrivelmente errado que vai ser impedido. Te garanto que em algum lugar do mundo, NESTE momento, alguém está morrendo por um motivo torpe.

É compreensível que não nos pautemos por estes acontecimentos na nossa vida diária: Temos pouco poder de transformação. Por mais que você que você saiba que só o que você desperdiça de comida salvaria a vida de mais de uma criança morrendo de fome na África, não existe uma forma prática de tornar isso uma realidade. (Não sem renúncias sérias…)

Essa impotência de transformar vontade de um mundo justo num mundo justo de verdade faz parte de nossa vida. Até por questão de lógica, quase todos nós seguimos um caminho de virtual apatia nesses casos: Cada um com seus problemas.

Só que de tempos em tempos temos a oportunidade de enxergar essa grande guerra pela evolução da sociedade numa escala menor, em forma de batalhas possíveis de serem vencidas. E em como toda a guerra, a confiança tem ligação direta com o sucesso.

A guerra de boa parte do povo que Sakineh representa é uma contra o atraso e a intolerância baseada numa sociedade regida pela absurda teocracia iraniana. Punida por uma lei arcaica, sem lugar numa sociedade civilizada, a “esposa infiel” foi sentenciada a ser apedrejada até a morte.

Num primeiro momento, parece impossível fazer qualquer coisa para evitar que Sakineh sofra a pena capital. Mudar as leis de um país onde a autoridade máxima do Estado é a mesma da Igreja? Até parece…

Mas o que não falta nesse mundo é gente teimosa. Um casal de brasileiros resolveu começar uma campanha pela internet, chamando a atenção do mundo para o que estava prestes a acontecer com Sakineh. A campanha ganhou fôlego, virou notícia internacional, e subitamente varreu a “apatia funcional” de muita gente por aí. Pronto! O caso dela não era apenas mais uma eventual casualidade dessa guerra, era uma batalha em aberto.

A pressão internacional começou a se intensificar. Eu já disse várias vezes o que penso de respeitar os costumes de outros povos, mas não custa repetir: Fazer parte da cultura não é sinônimo de carta branca para cometer crimes. Até por isso qualquer país com um mínimo de intenção de se juntar à civilização tem que assinar uma tonelada de tratados garantindo suas intenções de preservar os direitos humanos. Existe SIM uma melhor forma universal de se tratar um povo. O que acontece com Sakineh é errado por todos os lados que se olhe. (Até porque NADA justifica pena de morte.)

Pois bem. No momento em que Sakineh se transformou na bandeira de um movimento, ganhou uma chance de escapar do seu destino até então inexorável. E uma vitória nesse ponto dá muita força para toda a causa. Tudo bem que as mulheres vão continuar a ser tratadas feito lixo em países regidos pela lei islâmica (muito mais distorcida que o de costume…), mas UMA vitória pode ser o começo de uma virada nos rumos da guerra. Mostra o caminho.

E já que os brasileiros estavam especialmente ligados com o movimento pela liberdade da iraniana, um jornalista perguntou para o nosso presidente qual era a postura dele sobre o assunto. Reconheço que é uma pergunta complicada, mas mesmo que não quisesse comprometer a diplomacia nacional, poderia ter dito algo bem melhor do que “as leis dos países tem que ser respeitadas ou vira AVACALHAÇÃO”…

Porra! Voça Çenhoria leu ALGUM dos tratados que o país que governa se comprometeu a cumprir? Cacete, serve até a Constituição. Apedrejar uma mulher até a morte não é avacalhação por essas bandas. Não tem pena de morte aqui. Muito mais do que fazer pose de amiguinho de Teerã para ganhar visibilidade internacional, é sua obrigação pelo menos não fazer pouco do flagrante desrespeito às liberdades individuais e direitos humanos no mundo. Avacalhação é um merda de um oportunista profissional ser visto como líder de alguma coisa…

Antes eu achava o Lula um típico “esperto” brasileiro, meio desonesto, meio inconsequente, mas sempre protegido por seu carisma popular. Agora eu acho mau-caráter mesmo. Vergonha dessa política internacional que bate palmas para um regime criminoso como o do Irã. Não precisa mandar o exército pra lá, mas CUSTA não apoiar?

Percebendo que a coisa engrossou e que não dava para equilibrar sua ego-trip de conciliador internacional com um final de mandato sem polêmicas para ajudar a candidata a sua reeleição, voltou atrás. A diplomacia brasileira tentou limpar a cagada “enfiando dobrado”: Ofereceu abrigo político “de mentirinha” para Sakineh. (Sem uma proposta oficial… Só no papo mesmo.)

Como era de se esperar, o Irã não deu muita bola. Além de declarações de figuras públicas praticamente tirando sarro do Brasil, ainda começaram a considerar a possibilidade de apenas enforcar a mulher.

Últimas informações dão conta de que com o mundo inteiro apertando, é possível que os iranianos liberem Sakineh. Possível, apenas.

E se isso acontecer, caros leitores, não duvidem que ela venha para o Brasil e que nosso presidente aproveite para se promover baseado nessa “vitória da diplomacia brasileira”…

E os brasileiros que estavam no começo de tudo isso vão ser meros coadjuvantes. Ganha-se uma batalha contra o atraso iraniano, perde-se uma contra o nacional.

Para dizer que não entende porque falamos tanto do Irã, para falar alguma dessas asneiras pró pena de morte, ou mesmo para concordar que vai faltar pedra se a moda pegar no Brasil: somir@desfavor.com

SALLY

Contando assim parece piada: uma mulher condenada à morte por apedrejamento pede clemência e as autoridades mudam de idéia. Em vez de matar por apedrejamento, vai morrer enforcada. A bondade humana me fascina. Mas pior do que o vexame das autoridades estrangeiras, foi o vexame das nossas autoridades quando decidiram intervir no caso.

Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma mulher iraniana, mãe de dois filhos, foi condenada à morte, acusada de adultério e de assassinato (seu amante teria matado seu marido). Contando assim parece piada II: a prova que se tem contra ela é um vídeo onde uma pessoa aparece com um véu preto que cobre quase todo o corpo e a imagem distorcida do rosto. A voz está encoberta por uma tradução simultânea. Parece que esta mesma mulher já recebeu 99 chibatadas por manter relações “ilícitas” (e por “ilícitas”, entendam fora do casamento – ahhh se essa moda pega!). Mesmo sem provas concretas, ela foi condenada.

É só mais uma das muitas mulheres que morrem desta forma, por estes “crimes” e com este tipo de julgamento. Mas, por alguma razão que desconheço, ESTA ficou famosa e a comunidade internacional se sensibilizou. Lógico que nosso monarca, o rei Çilva I tinha que pegar a rebarba de tanto flash e fazer mais um merchan de sua pessoa. Num rompante de direitos humanos (nem parece o mesmo Çilva I que quer deportar repórter porque o repórter afirma que ele é pé de cana) mandou o Embaixador do Brasil no Teerã oferecer asilo político à moça. O curioso é que o Irã nega que tenha recebido alguma proposta formal do Brasil. Oeeeeeee! Saia justaaaa! Çilva I falou dessa proposta de asilo abertamente, até mesmo em discursos públicos e vem o Irã e diz “Não é por nada não, mas não chegou porra nenhuma para a gente”. Vergonha alheia master. E Çilva insiste em dizer que fez uma proposta.

O Irã continua dizendo que não recebeu nada não. Climão. Daí vem o Itamaraty e já começa a mudar o discurso. Diz que não chegaram a apresentar, assim… como direi… uma proposta formal. Mas que a intenção é boa! O discurso agora é que Çilva I expressou o “oferecimento” de “recebê-la” no Brasil se isso pudesse evitar sua execução. Foi isso que o Embaixador do Brasil teria dito ao Irã, nas palavras do Itamaraty, ele “comunicou” este fato. É tipo um “passa lá em casa” que a gente fala quando encontra aquela pessoa que não vê faz muito tempo. Algo meio que “se você conseguir sair deste país ditatorial sozinha, condenada à pena de morte, eu deixo você ficar no Brasil”. Parece deboche. Se quer ajudar, compre a briga e dê infraestrutura para essa pobre criatura escapar dessa situação!

Vamos combinar que uma coisa é brigar pelos direitos humanos, peitar a soberania de outro país e tentar arrancar um ser humano que vai ser executado, usando de todos os esforços e recursos (diplomáticos e jurídicos) para salvar a sua vida. Outra coisa é oferecer o país, para, se a pessoa quiser, ser recebida. Melhor ficasse calado. Se queimou com o Irã e se queimou com o Brasil. Aliás, retiro o que disse. Çilva I nunca se queima no Brasil, nada de ruim cola nele. Ele pode ser visto currando a mãe em praça pública que todo mundo perdoa. Duda Mendonça feelings. Veja importância de um publicitário na sua vida! (mesmo que ele seja adepto de rinha de galos) e contratem o Somir para ter carta branca para fazer de tudo! ($$$)

Também quero deixar minhas lembranças carinhosas ao Ministro Celso Amorim, pela contundente luta ferrenha para salvar uma vida humana: ele SUGERIU que o Irã faça um gesto humanitário. wat. Ou ele lê muito pouco ou ele tá de sacanagem mesmo. Eu quero aproveitar e sugerir que Susana Vieira tenha semancol e que Preta Gil emagreça. Já que sugerindo o impossível a gente denota impressão de boa vontade, porque não? Falando sério agora, com sugestões e oferecimentos não se resolve nada em quando se lida com um governo como o do Irã, e todo mundo sabe muito bem disso. Mas Vossa Majestade, Çilva I e sua corja, querem viver de jeitinho até mesmo quando o que está em jogo é a vida de outra pessoa.

Çilvão ainda teve o descaramento de dizer que nem precisava de formalidades, que ele ia usar sua “amizade” com o “colega” iraninano Mahmoud Ahmadinejad para tentar conseguir que a moça viesse ao Brasil. wat. WAT. AMIGOS DE INFÂNCIA, NÉ ÇILVÃO? Chama “Mama” para uma mesa de boteco e bate um papinho com ele. É bem por aí que se faz diplomacia. Depois ele se irrita quando a imprensa diz que ele bebe…

Não é de hoje que Çilva I e cia tentam lucrar muito fazendo pouco, mas enquanto esta conduta se limitava às fronteiras do nosso país, ficava mais fácil de digerir o vexame. A partir do momento que ele acha que pode dar uma de esperto, que pode capitalizar para sua vaidade a vida de outro ser humano e que pode usar de jeitinho e malandragem em âmbito internacional, expõe o quanto somos República das Bananas e queima o nome do país internacionalmente.

Sem contar que ser (ou se dizer ser…) amigo de iraniano que manda executar uma mãe de dois filhos porque traiu um marido com o qual já não viva em matrimônio por dois anos é, no mínimo, queimação de filme. Boa, Çilvão! Como sempre, negociando com Deus e com o Diabo. Diplomacia já é eufemismo, isso é arriar as calças mesmo. Ele topa tudo para não ficar mal com ninguém. O pior? É que dá certo. As pessoas aturam as piores incoerências e as piores babaquices desde que seu interlocutor esteja disposto a agradá-las.

Existem diversos mecanismos oficiais (judiciais ou extrajudiciais) que podem ser adotados para impedir esta execução e abrigar esta mulher. Qual vai ser? Vamos fazer alguma coisa ou não vamos nos meter? Mas tem que ser oficial, nada de papinho no pé do ouvido, nada de conversa em off. É um assunto por demais delicado e divulgado para que um Governo o trate assim, nesta informalidade e ainda acredite que está dando o seu melhor fazendo isso.

Pergunta: Será que Çilva está lidando com o assunto nessa informalidade toda porque está com medo de ter que assinar algum documento? Pode ser isso, pode ser o constrangimento de ter que colocar o dedão na almofadinha de tinta para todo o mundo ver…

Para dizer que o Presidente deveria se preocupar com as milhares de mulheres que morrem todos os dias no país em função de fome, doença e violência, para dizer que se ele é mesmo tão bondoso deveria intervir em todos os casos de execução de mulheres do Irã ou ainda para passar atestado de traumatizado e dizer que mulher que trai tem mesmo que morrer: sally@desfavor.com

MWAHAHAHAHA!Enquanto isso, nos arredores de um antigo castelo em território europeu:

SOMIR: Precisava ser de madrugada? Puta jet-lag…
C. MANSON: É mais maligno assim.
SOMIR: Eu achei que seria mais secreto…
C. MANSON: Nos anos 70, ficava no meio da Sibéria. Base subterrânea, sala de controle, armas para destruição do mundo, lacaios e tudo!
SOMIR: Uau! E por que mudaram de lugar?
C. MANSON: Era uma merda para chegar. O Rasputin acabava sozinho na maioria das reuniões.
SOMIR: E ele ficou sem saco de esperar?
C. MANSON: Hahahaha! Cuidado que ele ainda é sensível sobre o assunto.
SOMIR: Você também fez um acordo com o… chefe?
C. MANSON: Sim, mas meu pau não está num jarro de formol pela eternidade. Até porque eu só pedi uma cópia sem alma para ficar presa por mim, e não vida eterna.
SOMIR: E em troca, o que você teve que oferecer?
C. MANSON: Três pulinhos.
SOMIR: Só isso?
C. MANSON: Só isso.
SOMIR: Mas não faz o menor sen…
TAXISTA: Aqui estamos. 78 euros.
C. MANSON: Somir… eu… esqueci minha carteira…
SOMIR: Mas esse preço é uma facada!
C. MANSON: *sorrindo*
SOMIR: Ok, eu pago, eu pago…

Na entrada do castelo medieval, uma enorme faixa:

“BEM-VINDOS À 2.349ª REUNIÃO ANUAL DA LIGA DE EXTERMÍNIO DE CRENTES!”

SOMIR: A faixa vermelha e amarela… não é… um pouco demais?
C. MANSON: Eu também acho, mas desde que a Rowling conseguiu uma cadeira no conselho deliberativo para decoração, começaram essas merdas…
SOMIR: J.K. Rowling? A do Harry Potter?
C. MANSON: Sim.
SOMIR: Conselho deliberativo para decoração?
C. MANSON: Invenção do Warhol.
SOMIR:
C. MANSON: Nem pergunte…

Debilmente iluminado pelas tochas espalhadas pelo muro exterior do castelo, uma figura peculiar se aproxima dos dois e tenta pegar a mala de Somir:

SOMIR: Porra, assalto até aqui?
C. MANSON: Relaxa, é só a criadagem. Dumal, como é que vai essa for…
DUMAL: Dumal leva mala dos mestres!
SOMIR: Criado corcunda num castelo medieval? Quem imaginaria…
C. MANSON: Eu poderia jurar que ele não era corcunda ano passado…
DUMAL: Dumal… Conselho deliberativo decoração. *suspiro*
SOMIR: Que maldade!
C. MANSON: Esse é o espírito!

Mais tarde, na sala comum:

SOMIR: Patê de golfinho? Claro, eu vou experimentar…
VOZ FEMININA: Não faz isso! Golfinho é um peixe tão lindo!
SOMIR: Ah não, eco-chato-burro até aqui? Ei! Eu te conheço!
XUXA: Dããã! Claro, né?
SOMIR: Então você fez mesmo pacto com o diabo!
XUXA: No começo eu achei que era a Marlene vestida de vermelho, parecia… juro!. Assinei sem ler…
SOMIR: Golpe baixinho!
XUXA: Nem me diga. Vem cá, é sua primeira vez aqui, né?
SOMIR: Está na cara assim?
XUXA: É que tem um papel nas suas costas escrito “Jesus Me Ama”…
SOMIR: Porra! Foi você, né Drácula?
DRÁCULA: Mwahahahahaha! *virando morcego*
SOMIR:

A noite avança e Somir consegue se enturmar numa roda de conversa:

W. DISNEY: Pênis! Pênis! Pênis! Seios! Bundas! Pênis!
SOMIR: Ele só fala isso?
M. TERESA: Ele criou um império de entretenimento para corromper a juventude com mensagens subliminares sobre sexo…
SOMIR: E ficou assim depois?
M. TERESA: Depois?
SOMIR: Deixa pra lá… Eu não posso dizer que estou surpreso com a sua presença aqui. Mas muita gente ficaria…
MAQUIAVEL: Funcionária do século! Criar hospitais sem médicos ou remédios e entulhá-los de cristãos doentes? Um dos planos mais brilhantes já arquitetados na história!
M. TERESA: Assim você me deixa sem graça.
SOMIR: Mas… vem cá… Eu sempre achei que o vilão do século passado tinha sido o Hitler.
MAQUIAVEL: *suspiro*
M. TERESA: *sorriso irônico*
W. DISNEY: Pênis!
SOMIR: O que foi?
MAQUIAVEL: “Como assim Judeus não valiam?” *imitando sotaque alemão*
TODOS: *risada*
W. DISNEY: Seios!

Uma melodia maligna toma conta do ambiente:

SOMIR: Eu já ouvi essa música num CD da Sally…
NIETZSCHE: Conhece música pior?
SOMIR: Bom ponto. Opa! Você?
NIETZSCHE: Não posso garantir. Você pode?
SOMIR: Talvez? Mas… eu sempre achei que você era partidário de uma espécie de “foda-se tudo”. Não achei que você estaria aqui, militando por uma causa.
NIETZSCHE: Será que nunca vão entender que eu NÃO era niilista?
SOMIR: Boa sorte com isso. Mas… por que você entrou na L.E.C.?
NIETZSCHE: Pensei demais. Não dava mais para “subir”. E eu também gosto bastante do patê de golfinho.
SOMIR: Vai começar a reunião. Tenho que ir para o meu lugar, se você não se importa…
NIETZSCHE: Eu não me importo.
SOMIR: AHÁ!
NIETZSCHE:

No salão principal do castelo, centenas de pessoas malignas se acomodam em seus lugares, enquanto numa maciça mesa de madeira, posicionada num degrau elevado do ambiente, um ser dotado de muitos nomes bate seu martelo e perde ordem:

SATÃ: Sejam bem vindos à… *olhando um papelzinho* du… milés.. tri… centé… Reunião anual 2.349 da Liga de Extermínio dos Crentes.

*palmas*
*“Pênis!”*

SATÃ: *suspiro* Gostaria de agradecer a presença de todos vocês. A cada ano ficamos mais numerosos. Ainda me lembro do tempo em que fumava escondido do patrão lá no Céu… Já contei que foi assim que as nuvens de tempestades violentas se tornaram escuras?

EM CORO: Já!

SATÃ: Hmpf! De qualquer forma, desde a primeira reunião sempre nos mantivemos fiéis ao nosso princípio. Erradicar o bem do mundo, destruindo todos os Cristãos! Mwahahaha! Claro que durante o caminho tivemos alguns percalços e planos que acabaram funcionando de forma totalmente oposta à planejada, como a Igreja Católica e a música Gospel…

DRÁCULA: Ei… veja só! Estou sozinho com o filho de Deus no meio do deserto!

*risadas gerais*

DRÁCULA: Será que eu devo matá-lo e enterrá-lo aqui mesmo para que ele nunca se torne um mártir? NÃÃÃÃÃOOOOO!

*mais risadas*

DRÁCULA: Eu vou tentááááá-lo! Ééééé! Isso vai resolver o problema!

SATÃ: Você tem que trazer isso à tona TODA VEZ que nos reunimos? Eu já me desculpei centenas de vezes. Chega! ORDEM! Continuando a nossa programação, temos que votar para decidir a nova decoração do salão de tortu…

Enquanto isso, na platéia:

SOMIR: Tem uma coisa que não me entra na cabeça.
P. BENTO XVI: O quê?
SOMIR: Se essa liga funciona há mais de dois mil anos, por que ainda não exterminaram os crentes?
P. BENTO XVI: Não é tão simples assim…
SOMIR: Pensa comigo… Se um grupo de pessoas poderosas estivesse REALMENTE se esforçando para destruir todos os valores cristãos há tanto tempo, quais as chances de já não terem conseguido? Se isso não soa como incompetência, não sei o que mais soaria…
P. BENTO XVI:

De volta à mesa principal:

SATÃ: … e por fim, promoveremos um concurso de artesanato com latinhas recicladas. Mas agora, como fazemos todos os anos, vamos fazer as apresentações do novo membro da liga…

*palmas*

SATÃ: É consenso geral que nada pode ser mais doloroso para os cristãos do que serem ridicularizados pela internet. E pensando nessa incrível arma, decidimos pesquisar a fundo e achar a pessoa maligna mais famosa da internet para nossa equipe! *falando fora do microfone* Posso confiar na sua pesquisa?

NIETZSCHE: *dando de ombros*

SATÃ: Ahem… De qualquer forma, aqui está o homem que vai nos dar a tão sonhada vantagem nessa guerra! Tiago Somir!

*palmas*

SOMIR: Obrigado, obrigado! *levantando brevemente*
SOMIR: Bento?
P. BENTO XVI: Pois não?
SOMIR: Saquei.

SE DEUS QUISER, CONTINUA…

Para dizer que o meu senso de humor já é ruindade pura por si só, para pedir a receita do patê de golfinho, ou mesmo para me pedir um pouco do que eu estou usando: somir@desfavor.com