O reino encantado das Neves: Parte 2

“Não há ninguém mais bela que você, rainha. Até mais.” Hã? Oi! Eu sou o Espelho Falante, não se preocupem, estou fazendo apenas um bico em outra história. Vejamos… onde estávamos? Ah sim, Bianca acabara de sair do esgoto e encontrar um nobre homem cujas feições remetiam às de seu chefe, Júlio.

“Julius Maximo, príncipe do reino das Colinas, ao seu dispor.” – O homem, trajando uma reluzente armadura, faz um sinal para um de seus acompanhantes. “Paulino, dê algumas moedas para a pobre camponesa, sim?”

“Claro, Vossa Alteza!” – Paulino, que agora mostrava-se terrivelmente parecido com seu companheiro de caronas, Paulinho, desce do cavalo enquanto Julius e sua caravana começam a se afastar.

“Júlio! Júlio! O que está acontecendo aqui?” – Bianca, ainda com dificuldades de se cobrir, decorrência de suas vestes rasgadas, tenta se aproximar do cavalo branco do príncipe-presidente da empresa.

“Opa! Não vai sujar o cavalo do príncipe!” – Paulino segura Bianca pelo braço, apenas para perceber que alguma substância pastosa recobria a pele da jovem. Instintivamente recua o movimento e tenta balançar as mãos para se livrar de resíduos.

“Não, não vai…” – Bianca não pode competir com o alazão real. Enquanto Julius some pelas estreitas ruas do reino, nossa heroína situa-se na surreal posição que se encontra. “Que merda de sonho…” – Ela mal tem tempo de se voltar para o lacaio destacado para lhe fazer companhia quando sente o impacto de água gelada contra sua pele. “FILHA-DA-PUTAAA!”

“Você deveria me agradecer… Olha só, debaixo daquele monte de esgoto tinha mesmo uma bela donzela!” – Paulino sorri enquanto observa demoradamente a pele desnuda de Bianca.

“Você esqueceu um pedacinho…” – Bianca retribui o sorriso, enquanto passeia com os dedos pelo decote.

“Não estou enxergando, por que você não chega mais perto para me mostrar?” – Paulino tenta, em vão, parecer sedutor.

*SPLOSH!* – Bianca arremessa uma massa escura não-identificada no rosto de Paulino.

“ARGH! Pfft! Ptúú!” – Paulino realmente esquecera um pedacinho, mas não era exatamente o que esperava. “Pode esquecer… pfft… as moedas! Vocês da ralé são todos mal-agradecidos.”

Bianca, sem se importar com a reclamação daquele homem, tenta secar o que resta de suas vestimentas enquanto se afasta rumo a um aglomerado de camponeses logo à frente. “Como será que eu acordo? Normalmente acontece quando eu estou me dando bem… Mas do jeito que a coisa vai, eu nunca mais saio daqui!” – Pensa com seus inexistentes botões.

Ao se aproximar de uma espécie de praça, adornada por uma bela fonte central, percebe que o público reunido ali está prestando atenção no discurso de um senhor idoso, escondendo boa parte do rosto com um capuz, que do alto de um palanque improvisado com caixas de madeira fala e gesticula de forma contundente:

“… e enquanto pagamos impostos, aquele glutão devora nosso tesouro com a avidez de uma ave de rapina! Como se não bastassem os gastos descontrolados, ainda falha em casar sua única filha com um príncipe de reino abastado. Filha esse que prefere abrir suas pernas para qualquer um sob a vista grossa de todos do palácio! Até quando viveremos nessa imundice? Até…” – O homem para e volta sua visão para a direção de Bianca, já isolada pelos seus próximos por causa do cheiro terrível que exalava.

No mesmo momento, começa uma gritaria no lado oposto da multidão.

“GUARDAS! CORRAM!” – O grito gera um tumulto instantâneo. Cada um corre para um lado, sendo que Bianca, indecisa, gira sobre o próprio eixo enquanto recebe o choque de toda sorte de camponeses desesperados.

Até que sente um tranco e é levantada no ar. Um homem, visivelmente enojado, agarra Bianca e a coloca sob seu ombro. Ela tenta gritar, mas em virtude da situação, é apenas mais uma voz exasperada dentre tantas.

“Me larga! Me larga!” – Bianca bate nas costas de seu captor enquanto tenta se desvencilhar. O homem, um brutamontes de pele morena e roupas puídas, começa a desacelerar o passo e ameaça largar a fétida princesa dessa história. Enquanto sente que vai finalmente escapar, percebe guardas armados atacando todos os que ficaram para trás.

“Não me larga! Não me larga!” – Bianca agarra com ainda mais força no homem que a carrega, que solta um suspiro e uma interjeição de repulsa. “Eu não cheiro sempre assim, viu?”

Depois de algumas idas e vindas por entre as escuras vielas do local, o homem finalmente para e solta Bianca.

“Obrigada! É… ficou uma… manchinha no seu… no seu ombro.” – Bianca, visivelmente constrangida, tenta limpar a já imunda roupa do inesperado herói.

“Deixa pra lá… Eu vou queimar isso depois. Meu nome é Crell.” – Ele se afasta momentaneamente, procurando por testemunhas. Bianca percebe que o rapaz é bem atraente, bom, pelo menos para um troglodita. Não lhe parece má idéia entrar no clima medieval do sonho de uma vez…

“Bom, imagino que você queira sua recompensa…” – Bianca abaixa a cabeça, fingindo ser mais tímida do que realmente é. Ela começa a remover a parte de cima dos panos que a recobriam.

“Que tal deixarmos isso para uma próxima?” – O sorriso de Crell só não é mais amarelo do que a coloração da pele recém-descoberta de Bianca. “Além disso, eu te trouxe aqui a pedido de Mathias.”

“Quem?” – Bianca, contrariada, retorna ao seu estado de recato.

“Creio que seja eu quem pediu uma audiência particular com a senhorita.” – O velho que fazia o discurso há pouco, surge das sombras, para o susto de Bianca.

“Eu não estou tão agradecida assim, vovô…” – Bianca tenta esconder mais um pouco de seu corpo.

“Um homem como eu não se prende mais pelas tentações da carne, jovem. Você tem idéia de como pode ser útil para o reino?” – Mathias circunda-a, com passos curtos e semblante inquisidor.

“Não estou interessada em continuar na carreira de limpadora de esgotos…” – Bianca responde.

“Poucos de nós, da plebe, já vimos como a princesa se parece. Em alguns anos trabalhando como conselheiro no palácio, fui capaz de vê-la algumas vezes em ocasiões solenes. A princesa Bianca das Neves passa seus dias em uma torre do castelo, a espera de um príncipe que atenda seus requisitos.” – Mathias, eloqüente, continua.

“E eu sou a cara dela?” – Bianca percebe que o escritor da história não prima pela originalidade.

“Sim! Para uma limpadora de esgoto, a senhorita é muito sagaz! Nós podemos utilizá-la para levar a frente um plano deveras engenhoso.” – Mathias parece empolgado.

“Já sei, vocês querem que eu troque de lugar com ela e influencie o rei a cortar impostos… blá blá blá…” – Bianca prepara-se para contar a verdade e divertir-se com a ingenuidade do idoso conspirador.

“Pelo contrário, pretendemos matá-la.” – Mathias sorri confiante. Bianca retesa todos os músculos do corpo. “Minha jovem, a princesa Bianca é o principal motivo pela derrocada desta outrora tão próspera região. Sua recusa em aceitar um consorte de posses nos condenou ao isolamento. Com ela fora do caminho, a esperança do povo esfacelar-se-á e o caminho para um golpe ficará livre para nós.”

“E se eu não aceitar?” – Bianca tenta se afastar lentamente.

“Minha querida, essa opção não está disponível.” – Mathias gesticula, pedindo o apoio de Crell. “Mas não se preocupe, você não correrá riscos… Você é muito valiosa para nós… Ah sim, perdoe-me a falta de modos… Qual a sua graça?”

“Cinderela!” – Bianca também não é um primor de originalidade.

“Pois bem, Cinderela, você será vigiada de perto por Crell. Sugiro que cuide de sua higiene e esteja pronta para novas ordens. Lembre-se… Uma palavra e você vai ter saudades do tempo em que engatinhava pelos esgotos…” – Mathias some por entre as sombras novamente.

“Posso… posso ir?” – Bianca olha para o seu recém-proclamado vigia.

“Fique por perto. Se tiver algum problema, basta me chamar…” – Crell repete o movimento de Mathias e some das vistas de Cin… Bianca.

Bianca começa a vagar sem rumo pelas ruas da cidade. A noite cai sobre o Reino das Neves, o burburinho do dia dá lugar ao implacável silêncio da solidão. “Talvez… Talvez seja tudo uma metáfora do meu sonho… Quando eu morrer na verdade eu vou estar matando meu eu-princesa e deixando viver meu eu-limpadora-de-esgoto. Mas eles são a mesma pessoa. Acho que a moral desse sonho é que eu sou a princesa-limpadora-de-esgoto. Eu não sabia que sonho tinha moral… Acho que vi muito desenho animado na infância. Daqui a pouco aparece uma propaganda…”

Precisa de um Espelho Falante para te dizer que você é a mais bela das belas? Precisa de um conselho amigo ou uma opinião falsa sobre seu vestido te deixar gorda? Olhe para seu espelho e fale o número de seu cartão de crédito três vezes.

Voltando à programação normal, Bianca finalmente reencontra a saída de esgoto pela qual saiu de sua torre. Aproveitando a falta de vigia na área, volta a se embrenhar pelo nojento túnel até encontrar a escada de cordas pela qual desceu anteriormente.

Tentando abstrair a sensação de cócegas que por volta e meia tomava seu corpo, Bianca chega ao topo, batendo a cabeça na portinhola de madeira. “Ai!” – Bianca bate algumas vezes, na esperança de encontrar o guarda amigo.

“A senha, poooooor favooooor…” – A voz afeminada e grossa não deixa dúvidas sobre quem estava do outro lado.

“Abre-te Sésamo?” – Bianca confia novamente nos clichês.

“Engraçadinha… Diz logo, menina!” – Responde o guarda.

“Sei lá… Tem pergunta de segurança que nem e-mail?” – Bianca obviamente não presta atenção na época que está.

“Começa com Caaaa…” – A voz oriunda do outro lado parece mais afrescalhada ainda.

“Ca… Caralho! Abre logo essa merda!” – Bianca perde a paciência.

A portinhola se abre. “Carvalho! Por que você sempre esquece, princesa?” – O guarda diz enquanto ajuda Bianca a sair dali. “Que cheiro é esse, menina? Eu disse para não sair aquela hora…”

“Eu só preciso de um banho quente…” – Bianca segue em direção a seu quarto.

“Vou mandar as criadas aprontarem para você, bem. Eca…” – O soldado afeminado vai tapando o nariz enquanto desce pelas escadas da torre.

Bianca finalmente adentra seu quarto. Pamonha abre apenas um olho, faz contato visual e bufa de forma irônica antes de voltar a sua posição original.

“Se eu ganhasse uma moeda de ouro para cada vez que você volta assim…” – diz Pamonha.

“Cala… cala a boca, tudo bem?” – Bianca prepara-se para retirar as roupas sujas quando é interpelada por batidas na porta. “AAAARRRGH! O QUE FOI AGORA?”

Abrindo a porta, depara-se com três mulheres, que arregalam os olhos. A mais velha, forçando sua entrada, diz: “Princesa, você tem poucos minutos para se aprontar, o príncipe Julius mudou seus planos e está aqui para te fazer a corte!”

“Julius?” – Bianca entra no clima de desespero. “Vai demorar um mês para tirar esse cheiro!”

“Eu tenho um plano…” – Digo eu. Qual? Oras, esperem o próximo capítulo. Meu emprego depende disso.

Continua…

O que nos faz tão burras de insistir em um homem que claramente não é aquilo que procuramos? O que nos torna mais burras ainda de perder tempo tentando mudar esse homem? Porque racionalmente sabemos que formatar um homem é um jogo fadado ao fracasso mas quando estamos apaixonadas algo nos impele a fazê-lo? O erro pode ser com base em expectativas irreais ou com base em expectativas reais, não importa. O erro é o mesmo.

Eu acredito que seja possível e viável uma relação onde o homem não é exatamente o que você quer, desde que VOCÊ se adapte, afinal, não podemos mudar aos outros, mas podemos mudar a nós mesmos. Mas nós nunca queremos mudar. Nós insistimos em tentar mudar o infeliz que está ao nosso lado, porque achamos que nosso jeito de ser, de pensar e de gostar é o único aceitável, é o único verdadeiro e é o único que satisfaz. Vide a hedionda frase: “Se ele gostasse de mim, faria isso, isso e aquilo”.

Tentar mudar a essência de um homem é derrota na certa, até mesmo quando ganhamos. Explico. Se você não consegue, fica frustrada e o relacionamento cedo ou tarde acaba. Se você, consegue, quem fica frustrado é ele, e o relacionamento cedo ou tarde acaba também. E geralmente com chifre, nesse caso.

Um homem faz, inicialmente, uma série de coisas para impressionar uma mulher. Na fase da conquista, eles fazem tudo aquilo que acreditam que possa nos agradar (e cá entre nós, é uma fórmula bem facinha). Passada a fase da conquista, o ritual muda, ou ao menos diminui de intensidade. Isso gera em muitas mulheres a idéia falsa de que ele não gosta mais dela, porque não faz mais aquelas papagaiadas do começo da relação. Na verdade, ele gosta de você, só que agora, ele está sendo ele mesmo. Observe bem o que ele é de verdade, sem o frenesi da conquista e avalie se isso te basta. Se não bastar, em vez de cobrar, vá embora.

Mas, algumas mulheres não se conformam. Querem de volta a qualquer preço aquele homem em fase de conquista. Cobram, xingam, brigam, choram. Não dá certo. Se for um homem normal, enche o saco e vai embora. Se for um homem que goste muito dela, ou que goste muito pouco de si mesmo, não vai ter coragem de bater no peito e dizer “Minha Cara, eu sou assim, é o máximo que eu posso te dar, vai pegar ou largar?”. Em vez disso, vai repetir os rituais de começo de relacionamento de uma forma quase que mecânica apenas para evitar aborrecimento. Fico chocada com as coisas que homens são capazes de fazer para evitar aborrecimentos.

Um belo dia, ele se cansa de viver essa situação (porque, convenhamos, cansa ter que fazer coisas nada espontâneas só para a outra pessoa não te encher o saco) e vai embora. Ou te trai. Ou ambos. E nessa hora a mulher chora, grita e diz que ele é um canalha, que “do nada” ele fez isso com ela, afinal “estava tudo tão bem”. Não, não foi do nada. Estava tudo tão bem para ela, mas para ele estava um saco. Ele não foi aceito como ele é, as erradas somos nós, que em vez de mudar DE pessoa, tentamos mudar A pessoa. (créditos: Carrie)

Mulheres medem amor pelas formas mais bizarras. Onde está escrito que se ele te ama tem que te acompanhar a todos os lados? Quando vejo aqueles homens de saco cheio em shopping, em salão ou em filmes mela-cueca sinto pena. Pobres homens castrados. É por essas e outras que acabam ficando frouxos. A namorada faz deles uma “amiguinha”, só falta colocar um laço de fita rosa na sua cabeça.

Homem existe para ser uma coisa: NOSSO HOMEM. Para o resto, temos pai, mãe, amigos, amigas, primos, primas, vizinha e quem mais quisermos. Você faz sexo com sua manicure? Não, né? Então não faça as mãos com seu macho, vá ao salão com uma amiga ou se for o caso, vá sozinha. O mundo não acaba. Essas expectativas irreais nos fazem querer formatar homem e levam ao fracasso de uma relação.

Mas não. Nããããããoooo. A gente tenta mudá-los. Quer que eles gostem das mesmas coisas que nós gostamos, queremos que eles queiram estar do nosso lado 24hs por dia, queremos que eles demonstrem seu afeto da forma como nós o demonstramos a eles. Daí criamos esses homens-bicha dos quais nós mesmas reclamamos tanto. Não dá para ter um poeta na sala e um macho viril na cama. Mais fácil pedir para seu amigo gay ler poesias para você.

Existe uma situação pior ainda: quando a expectativa é real, quando a mudança pretendida não é fruto de uma ilusão. Não existe homem que após dez anos de namoro seja romântico como no primeiro dia, mas existem homens que adoram passar o sábado em casa com você vendo um DVD. Nesse caso, tentar formatar o cidadão é ainda mais grave. Por exemplo, gente que pega aquele homem super social, que vive cercado de amigos, extrovertido e badalador e quer transformá-lo em um homem caseiro que passa o final de semana vendo DVD com a namorada. Você não vai conseguir. E se conseguir, vai quebrar o seu brinquedo, porque ele vai ficar tão infeliz, que não há amor que segure essa relação.

Se um homem baladeiro não te faz feliz, parta para outra. Ou então, mude você e aceite o fato dele ser baladeiro, sem querer castrá-lo dizendo o que ele pode ou não pode fazer. Mude você.

Mas a gente sempre investe. Sempre. Eu sempre digo: eu sou mais inteligente solteira. Quando estamos apaixonadas não lemos as placas de “Pare”. Sempre achamos que a pessoa vai mudar sem qualquer conseqüência mais grave para a relação. Achamos que vamos mostrar um mundo “melhor” e que a pessoa vai adorar entrar no nosso mundinho de DVD sábado à noite.

Todas nós temos em mente nossas necessidades em um parceiro. O básico, pelo menos. Algumas são negociáveis, outras não. Não caia no erro de negociar o inegociável, desista desse homem se ele te sujeita a negociar o inegociável. E isso não faz dele necessariamente uma pessoa má, apenas uma pessoa incompatível com você.

Qual é o objetivo de ficar em uma relação onde você tem que lutar diariamente para que uma pessoa mude? É ofensivo para com a pessoa, que se sente extremamente rejeitada e é uma perda de tempo para você! Tudo bem, você pode dizer “eu tento porque eu gosto muito dele”. Vocês sabem o que eu penso, gostar apenas não basta. Se a pessoa não te faz feliz, de que adianta gostar dela? Melhor sentar e esquecer, porque sim, todo mundo pode ser esquecido.

Sinceramente, cada um vive como quer. Se a mulher quer ser uma vadia, uma freira, uma maluca, uma dona de casa, uma corna ou o que mais for, RESPEITO, desde que essa escolha faça a pessoa feliz. O que eu não respeito é uma escolha onde a pessoa se coloca em uma situação de infelicidade extrema (e ainda alardeia isso). Isso não é escolha, é ser refém de carência.

Numa dessas postagens do blog, Somir falou uma frase certa: mulheres namoram o namoro. Por isso não abrem mão de homens visivelmente incompatíveis com elas. Seu apaixonamento é pela relação, pelos projetos, pelos planos. Não gostam do homem, gostam de gostar do homem, salvo raras exceções.

Por isso, venho aqui fazer um apelo: Pense, e quando for o caso, DESISTA. Não há vergonha em desistir de um homem (é até engraçado, eles ficam correndo atrás de você). Uma pessoa não precisa ser MÁ, SEM CARÁTER OU ESCROTA para que você tenha que desistir dela. Pode ser uma ótima pessoa, porém, incompatível com você.

Não tente mudar a essência de um homem. Não o prive dos seus prazeres, dos seus hobbies, dos seus amigos. SE ELE QUISER, ele vai mudar automaticamente. Mudar porque a mulher pediu (ou pior, exigiu), não tem o menor valor! E quase sempre é temporário. Mais cedo ou mais tarde ele volta para suas raízes.

E vamos parar com essa lenga lenga de achar que porque se gosta da pessoa tem que ficar ao lado dela. Se o jeito de ser, as escolhas ou a pessoa em si te fazem mal, não adianta porra nenhuma gostar dela. Sejamos corajosas para primeiro, admitir que aquela pessoa é incompatível conosco, e segundo, romper com essa relação que nos faz sofrer e encarar a dor da perda, jogar fora os planos e recomeçar do zero, em nome de um futuro melhor.

Quando se tenta formatar um homem, o sofrimento pode ser infinito: dias, meses, anos… Quando se admite que aquele homem, apesar de ser uma ótima pessoa, não te dá o que você precisa para ser feliz, o sofrimento do término é enorme, mas tem data para acabar.

Não percam tempo de suas vidas. Não insistam em uma relação onde você tem que lutar constantemente para que seu homem se comporte da forma como você quer. Tem muito peixe no mar, se o que você pescou não te agrada, jogue de volta (sempre vai servir para alguém) e pesque outro. Tem gente para todos os gostos neste mundo.

Graças a essa paranóia de formatação masculina, temos que lidar com aqueles homens transtornados, que em primeiros encontros tem um TOC (transtorno obsessivo compulsivo) tão grande em nos agradar que mentem sem parar, se contradizem e são mais falsos que uma nota de três. Chega.

Você, Cueca, não seja imbecilóide e se mostre como você realmente é, desde o começo. Se ela não gostar, ótimo, ninguém perde tempo (apesar de que, você perde a sua foda…). E você, Amiga Calcinha, não crie expectativas irreais e aprenda quais são os defeitos e qualidades negociáveis e inegociáveis no sexo oposto, para saber bem o que procura e saber bem o que recusar. Quem não sabe o que procura, não o reconhece quando o encontra. Sejamos todos um pouco mais objetivos, assim quem sabe essa baixaria que está o mundo dos relacionamentos é menos frustrante para todos nós…

Para me dizer que eu não luto pelos meus relacionamentos e desisto muito fácil (citando o Somir como exemplo), para me dizer que seu namorado faz mil demonstrações românticas espontaneamente mesmo depois de anos com você e para me dizer que eu sou azeda: sally@desfavor.com

SALLY SURTOU: Toda semana uma das colunas originalmente postadas no antigo blog da Sally será trazida de vez para o desfavor. Hoje com “Acredita, Otária!”. Clique aqui e leia.

Ficou estranho, mas é mesmo uma mulher flexionando o braço.

Não, hoje não falaremos de relações sexuais com quem tem osteoporose, “sexo frágil” é uma convenção lingüística para se denominar o sexo feminino. Todos já ouviram essa expressão. Mas hoje, aqui no desfavor, colocaremos isso à prova. Sally e Somir… adivinhem só?

Tema de hoje: As mulheres são mesmo o sexo frágil?

Sim. Obrigado e até a próxima.

Hã? Quer uma explicação? Que seja… Antes de falar sobre a idéia, falemos sobre o significado real dessa expressão. Sexo frágil é uma tradução de uma tradução de uma tradução… Na verdade, a palavra “frágil” está tão fora de lugar em português que eu poderia simplesmente sair pela tangente e sacanear a Sally batendo nesta tecla…

Se foi Cervantes mesmo o primeiro a usá-la, “sexo frágil” seria tradução de “o belo sexo”. Se realmente é uma expressão de raízes germânicas adaptada para o inglês arcaico, a tradução é “o sexo justo/gentil” (Mais para gentil do que justo, peculiaridade da versão arcaica da palavra usada… “Fairer”. E sim, tem mais vários outros sentidos. Estou deixando de lado por falta de espaço. Pesquisem se acharem interessante.). E mesmo se tivesse começado em outro lugar do qual eu não fiquei sabendo, duvido que a idéia era denegrir com o conceito de fragilidade. É para ser um elogio, oras!

Quem acha fragilidade um defeito imperdoável é homem. Alguma das mulheres “diminuídas” pela expressão sexo frágil tem cérebro, corpo e criação de homem? Pois então, essas mulheres estão CHUTANDO que a idéia de sexo frágil seja uma forma de denegri-las. A manipulação está na mente do manipulado, sempre digo.

Apesar da tentação de continuar nessa linha ser grande, eu vou voltar para “sexo frágil” mesmo. Vamos discutir agora em cima dos assuntos que aposto que Sally vai trazer à tona por causa dessa palavrinha usada de forma errada.

Sim. Mulheres são o sexo frágil.

Homens são mais fortes fisicamente. Claro que a campeã mundial de halterofilismo dá um baile na maioria dos Zé Ruelas nesse mundo quando se fala de levantar pesos. Claro que uma nadadora profissional vai e volta 10 vezes numa piscina olímpica enquanto um vagabundo como eu está se agarrando nas raias e pedindo ar depois da primeira batida na borda. Claro que uma lutadora faixa-preta enfia a porrada num otário abusado qualquer de bar. Mas isso não quer dizer nada sobre os sexos em si.

Em virtualmente qualquer esporte, o campeão masculino daria um baile na campeã feminina. Mais músculos, mais pulmão, mais testosterona. Vou além: Se todos os homens do mundo tivessem que brigar com todas as mulheres do mundo, sem nada além dos próprios punhos, é certeza que os homens venceriam. Quando os fracos do seu grupo vencem os fracos do outro, ganha-se uma vantagem numérica irreversível em pouco tempo.

Mas isso não passa de falar o óbvio ululante. Agora falo de algo de muita gente coloca em dúvida: A maior força psicológica masculina. Não é questão de méritos ou qualidades, é a forma como um homem pensa e a forma como ele é incentivado a agir. Desde os primeiros dias de vida, o cérebro masculino vai se especializando numa percepção das coisas muito mais prática. Foco em espaço, objetos e funções. Quando ao mesmo tempo mulheres vão ocupando seu desenvolvimento com a habilidade em relações interpessoais. Foco em empatia, comunicação e detalhes.

Não vou dizer aqui que uma coisa é melhor do que a outra. Porque não é. O importante é que essa forma masculina de ver as coisas o blinda melhor contra as intempéries da vida. Um homem TENDE (Viu? TENDE!) a ser mais egoísta, insensível e direcionado. Para cada homem chorando no banheiro do trabalho, existem cem mulheres na mesma situação. Para cada homem esperando uma ligação, mil mulheres chorando nos ombros das amigas. Para cada mil invenções masculinas…

Vantagens e desvantagens. Homens resolvem seus problemas de forma mais rápida e clara, formam relações mais fortes com bases superficiais, planejam pelo resultado percebível. É uma mente mais resiliente. Talvez pelas lacunas no aprendizado de relações com outras pessoas, mas mesmo assim, é uma força considerável.

Entendam isso: Quem SE MATA para tomar o poder? Não há nem como se comparar que sexo declarou mais guerras na história. E esse é o outro ponto da argumentação. A agressividade masculina. Agressividade que garantiu que a maioria das sociedades de que se tem história fossem patriarcais. Talvez com uma boa organização e muita força de vontade as mulheres pudessem ter revertido o jogo em vários desses casos. Mas não o fizeram…

Fragilidade por comparação. Eu não consigo pensar como uma mulher, mas de alguma forma, imagino que essa “docilidade” vai muito mais além de não ter músculos suficientes para acabar com a raça de um homem. Mulheres parecem não gostar desse joguinho de bater as mãos no peito e berrar para provar quem é o mais forte. Suas disputas não são tão declaradas.

Pode até ser burrice sair gritando por aí que quer brigar, mas é uma burrice que tem seus resultados práticos. Testosterona, agressividade, territorialidade… O homem vai ser mais violento por natureza, ter menos medo de se colocar em risco.

Exemplo maluco: Somos mais inteligentes que um leão. Mas sem armas ou grades, somos presas fáceis para qualquer um deles. Se os filhas-da-puta começarem a pensar de forma abstrata e agir como seres sociais em larga escala, estamos ferrados. E nem chega a ser demérito. Oras, eles nasceram mais fortes mesmo e são mais agressivos na média do que nós.

Eu não escrevi essa coluna só para repetir o óbvio, eu estou falando aqui que mesmo tratando a expressão “sexo frágil” como sinônimo de fragilidade, ainda sim são as mulheres que mereceriam o título. Não dá para enfrentar de frente um ser mais forte, focado e agressivo que você. Eu garanto: Ser homem é o máximo. Mas não teria graça nenhuma sem as mulheres. (Bom, talvez durante a rodada do Brasileirão…)
Mulheres: Vocês não são homens. Portanto, são mais frágeis. Tapar o sol com a peneira vai apenas salientar essa fragilidade.

Não adianta querer ganhar do leão na porrada. Mas o leão não sabe usar nossas armas e não sabe abrir jaulas. Ainda bem que a humanidade percebeu isso logo. Se é que vocês me entendem…

Ah sim, muita força para vocês. Aposto que vão adorar o texto da Sally. Quem não gosta de ter seus esforços reconhecidos e receber uma massageada no ego? Faz bem.

Para dizer que eu deveria ser jogado aos leões, para me chamar para uma luta de braço-de-ferro com a sua amiga Fernandão ou mesmo para dizer que obviamente eu tenho inveja das mulheres: somir@desfavor.com


A frase chega a ser engraçada… Mulher, sexo frágil?

Se fosse dita em 1920, até poderia ser aceitável. Mas hoje, não há muita coisa que um homem faça que uma mulher não possa fazer. Mulheres trocam pneus, mijam de pé e sustentam lares. Mulheres empurram bebês para fora de suas vaginas, depilam a virilha com cera quente, trabalham e cuidam de filhos. Uma evolução e tanto, né? E o homem, no que ele evoluiu de 1920 para cá? Bom, atualmente ele leva mais chifres, alguns ganham menos do que suas mulheres e outros ficaram mais sensíveis. Mandaram bem, hein rapazes?

Eu acho tão cara de pau Madame sustentar uma frase dessas! Gostaria que vocês pudessem ver o show que acontece cada vez que Somir pega uma gripe. Quem aqui nunca viu um homem se comportar feito um bebê ou uma criança em situações de pressão ou estresse? Visitem a casa de um homem que mora sozinho e de uma mulher que mora sozinha e me digam quem é sexo frágil.

É fácil ser homem. Você pode ter cabelos brancos e ainda assim ser charmoso (Sean Connery, Richard Gere, etc). Alguém sabe me dizer uma mulher de cabelos brancos charmosa? Pois é. Mulher tem que estar sempre linda, jovem, bem informada (se não é bonitinha e cabeça oca), trabalhando (se não é interesseira sustentada) e ainda parir, amamentar e criar filhos. Será mesmo que somos o sexo fraco? Homem tem que fazer o que para conquistar o respeito social? Apenas ser bem sucedido profissionalmente.

Sabe qual a diferença entre um homem e um menino? O preço dos brinquedos. Se na infância eles brincam com carrinhos e bola, na vida adulta brincam com porcarias eletrônicas e com carros. Façam um teste: peguem uma pinça e arranquem APENAS UM pêlo do braço ou da perna do seu namorado quando ele estiver distraído. Observem a reação/show exagerada a uma coisa que você faz de 15 em 15 dias com a maior naturalidade.

E para quem diz que mulher é dependente emocional, pense duas vezes. Hoje em dia o que mais vejo é homem se portando dessa forma vexatória: implorando para que você não termine um namoro com ele, chorando e dizendo que não vai saber ficar sozinho. Sim, Cuecas, enquanto nós evoluímos de cem anos para cá, vocês involuiram. Emocionalmente as mulheres também são sexo forte (tirando uma meia dúzia de zebras, aleijadas emocionais que se acabam por causa de homem…)

Mulher tem medo de barata? Tem sim, mas tanto homem também tem! E agora, na odiosa versão Ano 2000, o homem não tem pudores de contar seus medos, ser sensível e chorar. Uma bosta completa. Eu tenho medo de lagartixa, mas se não tiver um homem por perto, me viro.

Amigas, pensem em momentos de suas vidas onda a porca torceu o rabo. Pensem em situações extremas. Avaliem quem reagiu melhor: você ou o cueca que estava ao seu lado. Sempre que passei por situações limite me mantive centrada e o cueca que estava ao meu lado se desestruturou todo.

Um homem solteiro que não tem mamãe por perto nem namorada para cuidar dele vive como? Salvo honrosas exceções, muito mal. Com roupa amassada e uma dieta vergonhosa. Li uma reportagem que se propôs a fazer exames de sangue em homens que viviam com suas namoradas e esposas e em homens que viviam sozinhos. Os homens sozinhos estavam PODRES, com colesterol na casa do caralho, triglicerídeos na puta que pariu e etc. Os que moravam com alguma mulher mantinham a saúde em dia. O mesmo estudo realizado com mulheres não mostrou qualquer variação, ou seja, tanto as solteiras como as casadas se cuidavam por igual.

Disso se depreende que um homem, em sua maioria, é incapaz de cuidar de si mesmo de forma satisfatória. Se isso não faz dele sexo frágil, não sei o que faria…
Até mesmo na porrada uma mulher pode ganhar do homem hoje em dia. Uma mulher bem treinada em alguma luta pode dar uma bela surra em um homem. E por falar em “bem treinado”… o que é a relação dos homens com suas mães? Jura que eles pretendem ser o sexo forte mesmo sendo crianças gigantes perto da mamãe?

Não sei como Madame pode defender que mulher é sexo frágil. Talvez as mulheres com que ele anda se relacionando sejam (ele sempre teve uma queda por zebras, são mais fáceis de manipular), mas hoje em dia qualquer mulher que se preze tem seu dinheiro, sua vida e seus projetos, independente de qualquer homem.

Somir, abra sua geladeira e tire uma foto: só tem cerveja, duas fatias de presunto mofado e um saquinho de mostarda cuja validade expirou em 2002. Somir, conte para a gente o que acontece quando você se corta e seu dedo sangra. Conte para a gente o que aconteceu quando você tentou parar de fumar ou começar a malhar. Vocês homens não tem vocação para agüentar dor, fazer esforços ou se sacrificar. Sexo frágil é o caralho, literalmente.

Para me dizer que o Somir é sexo frágil mas você não é, para me dizer que uma lagartixa acaba com o meu discurso e para sugerir temas: sally@desfavor.com

Breve explicação: Manual Desfavor é mais nova sessão do desfavor. O desfavor já analisa, critica, elogia e até explica desfavores. Mas ainda não ensina como ser um desfavor. Problema que pretendemos contornar a partir de hoje. (Infelizmente esta sessão demandará o reconhecimento de sarcasmo para ser apreciada, mas caso você leve tudo a sério, pelo menos poderá divertir a todos com seus comentários estúpidos. No desfavor todo mundo pode ajudar a tornar as postagens mais engraçadas!) Sem mais delongas:

Para variar, tudo está nas suas mãos!

INTRODUÇÃO:

Caro leitor, apesar de sabermos que introdução não é um conceito muito comum em sua vida, tentaremos explicar aqui como se disfarçar sua inadequação social de machismo chauvinista. Ainda teremos dicas preciosas de como se deve agir para fazer as pessoas da internet acreditarem na sua imensa capacidade de sedução. E se isso não fosse o bastante, você também receberá instruções sobre como enlouquecer uma mulher na cama, com exemplos que você finalmente entenderá.

Não tenha medo, ninguém está te observando. Vamos lá?

CAP. 1: A PREPARAÇÃO.

Como você bem sabe, o melhor lugar para se encontrar aquela mulher atraente e fogosa é a internet. Enquanto vários otários ficam por aí tomando foras nas ruas, você estará em seu ambiente seguro (Ou seja: Pode ficar sem tomar banho à vontade!). Para preparar seu ambiente de sedução, você precisará:

1) Um quarto com tranca na porta. Não queremos ninguém se metendo em nossos negócios, não?

2) Um computador. A máquina mágica que permitirá que você veja todos os pixels que quiser;

3) Conexão com a internet. Tantas mulheres te esperando… Você precisa chegar nelas. Nem que seja pela linha telefônica;

4) Um blog. Um texto bem escrito molha mais calcinhas que um O.B. defeituoso! Mulher adora ler;

5) Uma conta de MSN e uma webcam. Não deixe nada para a imaginação delas, tigrão! Elas estão desesperadas para ver um pinto em suas telas;

6) Atitude. A partir de agora, “Atitude” é seu sobrenome. Aposente o “Vader” e o “Passo-Largo”.

Mas eu aposto que com exceção do último item, você já deve ter tudo isso. Imagine só… Você tinha tudo logo aí na sua frente e estava desperdiçando tempo. (Mesmo que você tenha outro programa mais “elite” de troca de mensagens, use o MSN. Mulheres costumam não se importar tanto com essas coisas. Não é à toa que vivem dizendo que ninguém as entende, hein?) Mas isso não acontecerá mais. Não depois de ler este manual.

CAP. 2: A ATITUDE.

Uma das maravilhas da sedução virtual é que você pode ser outra pessoa! Um homem de atitude estuda o que as mulheres querem e torna-se uma pessoa completamente diferente. Sua nova atitude é a de um estrategista, um mestre no grande tabuleiro de xadrez que é a sedução.

Atitude, colega. Atitude! Se os filmes pornôs te ensinaram alguma coisa, é que mulheres não passam de pedaços de carne. Um homem de verdade consegue tudo o que quer, na hora que quer. Um homem com a atitude certa não respeita as mulheres.

Sim, é a mais pura verdade, você realmente é deixado de lado por ser muito bonzinho. O problema é que você trata as mulheres bem demais. Alguns invejosos dessa sua grande revelação vão te dizer que é a sua personalidade grudenta, covarde e repulsiva que realmente te impede de conseguir uma mulher que goste de você. Mas você sabe que não há nada de errado com você, certo? É o seu excesso de qualidades que espanta as mulheres. Tanto que suas amigas vivem dizendo que você é uma ótima pessoa e merece achar a mulher perfeita, que inclusive elas queriam gostar de você como mais do que amigo, mas infelizmente não conseguem, não é mesmo?

Pois é, futuro cafajeste, a solução para todos os seus problemas é deixar de respeitar as mulheres. Esse é o segredo daqueles cafajestes que cuidam da própria aparência, sabem cativar as mulheres e se arriscam para seduzi-las: Tratá-las mal.

CAP. 3: SEJA UM CAFAJESTE.

Na internet. É mais fácil do que você imagina! Está com seu blog pronto? Perfeito. Vejamos os passos importantes (Vale para TODAS as mulheres, já que elas são iguais.):

1) Mulher gosta de homem experiente. Mesmo que aquele desenho japonês que você adora diga o contrário, mulher gosta mesmo é de homem que seja capaz de estar no controle. A partir de hoje, você é um homem experiente, que já fez muito sexo IRL (Aliás, não use expressões como IRL ao escrever. Não é muito bem vista a idéia que você considera sexo algo que pode não ocorrer ao vivo, ok?) e que por isso já está até sem paciência para agüentar as frescuras delas;

2) Mulher gosta de ser mal-tratada. Nunca é demais repetir, nunca mesmo. Você já deve ter lido isso em vários lugares da internet, mas reafirmamos aqui que você tem que agir como se não desse a mínima para elas. Corrobora com a idéia de que você não está desesperado. (E, acredite ou não, elas não reagem bem a desespero por sexo…)

3) Mulher tem tara por professor. Tem a ver com a experiência e os mal-tratos, trate de ensinar alguma coisa sobre relacionamentos e sexo no que vai escrever. Há muita sabedoria escondida nos filmes pornôs que ocupam metade do seu disco rígido. Você já deve ter lido muito sobre sedução e o que elas querem. Está na hora de usar esse conhecimento para o (seu) bem, rapaz!

4) Mulher não enxerga a ligação entre “nerd” e “cafajeste”. É muito importante ostentar o tempo todo que não entende nada dessas coisas de computador, internet e afins. Você está lendo este guia para aprender a ser a pessoa que elas querem, portanto é bom acreditar no que está lendo aqui, por mais que não pareça fazer sentido. Você está muito ocupado fazendo sexo sem compromisso com mulheres gostosas que despreza para entender dessas coisas.

5) Mulher gosta de ser mal-tratada. O mantra do cafajeste punheteiro. Eu sei que estamos repetindo o tópico, mas vamos usar um enfoque diferente. Além de fazer o papel de homem que não liga para elas, você ainda deve ofendê-las sempre que puder. Mulher enxerga força num homem assim, e se esforça para conseguir agradá-lo. Já que você tem dificuldades de chegar à montanha, provoque a montanha para que ela chegue até você.

6) Você é diferente. Eventualmente você vai ter que falar com alguma dessas mulheres em particular. Não entre em pânico! Lembre-se que apesar de todas as mulheres serem iguais, você é um homem diferente. Que por detrás dessa máscara de atitude máscula se esconde um cordeirinho que só quer um pouco de amor sincero. O sonho delas é ter um homem como você, elas apenas precisam de um empurrãozinho para perceber. Deixe algumas pistas sobre seu lado sensível em suas postagens.

CAP. 4: VIRTUALMENTE SEXY.

Você já leu e escreveu bastante na internet, não? Está na hora de ter sua mais do que justa recompensa: Sexo. Agora que você já sabe que é só para isso que as fêmeas da espécie humana servem, vai saber usar com maestria essas táticas de abordagem:

1) Inteligência militar. Lembre-se, caro cafajeste punheteiro, isto é uma guerra! A mulher é o inimigo. Uma das melhores formas de se vencer uma batalha é saber o que o adversário fará antes dele fazer. Mulheres agem de forma muito parecida, mas cada uma delas tem suas peculiaridades, todas exploráveis caso você queira um lugar cativo entre suas coxas! Faça uso desta tática pesquisando todos os perfis que ela possa ter em vários sites da internet. Ela vai te achar um homem atencioso e bem mais interessante caso você concorde com os gostos dela. Pobre fêmea desprovida de neurônios, mal sabe que você está imitando a personalidade dela para impor a sua vontade de homem superior! Elas só descobrem isso tarde demais, depois que você já tiver as visto pela webcam.

2) Seu pênis é mágico. Já vimos em vários discursos de filmes que basta você acreditar numa coisa para ela ser real. Mulheres também tem necessidades, quando você corta todo tipo de preliminar e parte direto para o assunto, elas enxergam a possibilidade de se entregar para um homem forte e corajoso. Basta ter um pênis, algo que todas elas invejam e querem. Você é o homem! E toda mulher gosta de se exibir para estranhos, está no DNA delas. A única diferença entre o homem que recebe em seu e-mail fotos daquela safadinha com quem conversou no MSN e aquele que não é a coragem de pedir. Não se esqueça de mostrar seu pênis (Use um termo mais chulo, como “pinto”, “pica” ou “pau”, elas preferem.) para qualquer uma que aceitar sua conexão de webcam. Elas gostam, mas tem vergonha de admitir. E como você bem sabe, assim que elas virem, vão entender como o seu é especial.

3) Garotas, façam fila! Jamais aposte todas suas fichas no mesmo número. Além do óbvio de ter uma reserva para as vezes que tudo der errado, existe todo um fator de psicologia feminina que pessoas como você, cafajeste punheteiro, entendem melhor do que elas mesmas. Mulheres são seres competitivos e gostam de ser mal-tratadas. (Já dissemos isso?) Unindo o útil ao agradável, você deve tentar seduzir o máximo de mulheres por vez. Assim elas percebem que terão de chamar sua atenção para conseguir esse homem tão visado só para elas. Não se esqueça de ser exigente! É para o seu próprio bem. Lembre-se de não aceitar nada abaixo do seu padrão de beleza. Assim você garante que só mulheres parecidas com capas de revista masculina te darão atenção e não alimentará as esperanças daquelas que não ficarão bem numa fantasia de coelhinha. (Ou personagem do Anime de sua preferência.)

CAP. 5: DICAS SEXUAIS.

Achou que não chegaríamos aqui, hein? Bom, ninguém acharia mesmo depois de te ver ao vivo. Depois de seguir esse manual, bastará apenas escolher a ordem na qual fará sexo com as belíssimas mulheres que acabará seduzindo. E para manter a imagem de homem superior e experiente, não se esqueça das seguintes informações:

1) Uma mulher sempre está pronta. É só chegar, pegá-la com força e fazer o que bem entender. Ela vai acabar gostando, afinal, é você que está fazendo sexo com ela. Se você já conseguiu a colocar numa situação sexual, como ao chegar na casa dela vestido como técnico de TV a cabo, com certeza está apenas esperando que você aja como um macho e tome o que é seu. Use o fator surpresa ao seu favor!

2) O seu prazer é o maior prazer dela. Já percebeu como as mulheres sempre estão radiantes quando o homem goza em filmes adultos? Já percebeu que elas gemem de prazer não importa a posição que o casal estiver? Isso é um excelente indicativo da idéia de que as mulheres existem para te satisfazer, rapaz! Aprenda com a realidade dos filmes. (Desenhos hentai são menos realistas, mas também podem te dar ótimas idéias do que uma mulher quer no sexo.)

3) Toda mulher gosta de sexo anal. Mas nem toda mulher tem coragem de assumir. Tabu social, entende? Percebe-se claramente em todos os vídeos pornográficos que as atrizes estão adorando cada momento da penetração anal, quase como se estivessem recebendo uma nota para agir assim. Não há prova maior do que essa. Quando ela disser “não”, na verdade estará pedindo para que você a ensine a apreciar essa prática. Existem vários guias na rede de computadores. Leia-os e coloque em prática!

4) Toda mulher é lésbica. Você já fez o download de inúmeros exemplos dessa verdade absoluta. Basta criar o ambiente ideal que qualquer mulher vai se entregar aos prazeres da carne (feminina). Não perca a oportunidade de sugerir isso para ela algumas vezes. Algumas são honestas e topam, mas outras podem resistir. Nesse caso, basta criar alguma situação erótica onde ela não consiga enxergar a prostituta que você contratou para apimentar a relação. Nada mais natural do que um homem e duas mulheres na cama, certo?

5) Não ligue no dia seguinte. E se você tem alguma dúvida sobre a importância disso, não prestou atenção no guia! Esqueceu que você é irresistível e se der qualquer chance elas vão grudar em você? E você obviamente tem muito mais mulheres só esperando a vez delas… Na internet.

CONCLUSÃO:

Nada é culpa sua, o problema está nas mulheres. Quanto mais você treinar sua postura de homem desejado e exigente, mais elas vão te querer. Esperamos que você faça blogs excelentes depois de ler esse manual. Exemplos de sucesso não faltam por aí. Mas não vamos listar por… falta de espaço.

Boa pu… sedução!

Para criticar este excelente manual, para dizer que finalmente entendeu as mulheres e agora sim vai se dar bem ou mesmo para revelar que agora muitos dos meus textos começaram a fazer mais sentido: somir@desfavor.com

A semana do avesso foi bem mais interessante do que eu imaginava (ficou com medo que eu mate suas colunas, né?). Com exceção da coluna Sally Surtada e a talvez defunta (por favor não a mate) Somira Responde, todas as outras postagens fixas deste blog não foram planejadas com exclusividade de autoria. Por hábito (e depois de exaustivos debates – porque sempre tem exaustivos debates para tudo…) e principalmente por causa do rodízio diário, acabamos nos acostumando a nossos pequenos “feudos” no desfavor.

Apesar do trabalho que deu escrever colunas que originalmente eram da Sally, gostei do resultado geral da experiência (eu também). Até mesmo nas colunas duplas ou alternadas naturalmente fomos capazes de variar um pouco o “padrão desfavor de qualidade para postagens” e entender melhor (que 4 páginas é uma miséria) o que significa cada uma das colunas que vemos apenas finalizadas toda semana. (parece fácil quando a gente vê pronta, mas dá um trabalho do caralho, acreditem…)

Na segunda-feira, numa coluna onde a inversão de papéis não seria prática, acabou saindo uma das colunas com mais significados “ocultos” da história deste blog. Elogios críticos ou críticas elogiosas (sua mente doente não te permite ver que eu te meti o pau, não é mesmo?), não sei definir muito bem. Foi uma espécie de preparação para a semana, como sempre sem combinar nada com antecedência (isso é verdade, a gente nunca combina postagem). Sally e eu discordamos em uma sintonia impressionante… Quer coisa mais semana do avesso do que isso? (nada me faz sentir mais socialmente adequada do que discordar de você, Madame)

Logo na terça-feira, encontrei o meu maior desafio: Escrever “Somir Surtado” (vulgo “trair o movimento”). Desafio porque me convenci que seria sinal de fraqueza simplesmente debochar de textos para mulheres e do estilo da Sally de falar sobre relacionamentos (e também faz mal aos dentes). Não, o texto tinha que pelo menos parecer ser escrito com algum objetivo construtivo (sim, “trair o movimento”, sem sacanagem, tem dois amigos do Somir que não falam mais com ele depois do texto…hahahaha). Li e reli algumas de suas colunas anteriores para procurar inspiração, e foi aí que finalmente entendi: “Sally Surtada” é Sally. Ela não se prende por nada e simplesmente se joga em cada texto que escreve ali. (compre uma machadinha, porque quando ficarmos famosos, João Gordo vai perguntar se você traiu o movimento)

Sempre achei que “Sally Surtada” fosse uma coluna fácil, pela velocidade com que ela a escrevia e por nunca ter ficado sem assunto até hoje. Não é (para mim é). Tem um fator de entrega e honestidade (sincericida) ali que para uma pessoa como eu é praticamente inimaginável (tecla SAP: “sou morto por dentro, não tenho sentimentos, por isso foi tão difícil falar deles”). Fiz o que pude (trair o movimento, e somos gratas por isso), soltei algumas travas (e fodi dois amigos com suas namoradas) e falei sobre um assunto que realmente me importava. Se “Sally Surtada” é Sally, “Somir Surtado” deveria ser Somir. (foi bem Somir: perde o amigo mas não perde a piada)

Achei meu texto fraco (eu não achei). Mas melhor do que os três que abandonei pelo caminho. Se não venço pela qualidade, tento compensar pela persistência na idéia original do tópico. Pelo menos não fiz uma listinha…(pelo menos eu não sou morta por dentro nem traio o movimento)

Quarta-feira veio o texto, que na minha (sempre certa) (e sempre modesta) opinião, foi o melhor já escrito para o desfavor até agora (maluco da porra). Sally já estava me devendo um “Flertando com o desastre” há tempos (posso saber de onde você tirou isso? Eu hein…). Pagou com juros e correção. Nem tanto pelo assunto (confessa, você gostou do assunto sim), mas pela forma como ela abordou . Sou fã de textos que mexem com concepções “preguiçosas” das pessoas. Sem contar que eu mantenho que Sally escreve muito melhor sem “eu acho” e “minha opinião” (ele me proibiu de ficar frisando que aquilo era minha opinião e me obrigou a escrever que era uma verdade absoluta, porque segundo ele, “Flertando com o Desastre” tem que ser assim). Agora ela está me devendo um “Desfavor explica” (ah é? Não sabia disso não…), quero muito vê-la escrevendo um desses… Tema totalmente livre (me aguarde, vou fazer um provando por A + B que o Corinthians é uma merda). Cobrem-na.(não precisa, eu sou disciplinada, faço sem que me cobrem)

Teoricamente quinta-feira seria minha “folga” no rodízio, mas foi com prazer que escrevi o “Processa Eu!” (com prazer e com pressão: “nem pensar em você não escrever um Processa Eu, nem que eu tenha que fazer a pesquisa dos dados para você!”) Estava de olho nessa coluna faz tempo e finalmente tive minha oportunidade. Sempre soube que era muito difícil achar tanta coisa quanto Sally achava de suas vítimas, mas valia o esforço. “Processa Eu” era a coluna que eu imaginava nunca conseguir escrever. Depois de uma ajudinha da Sally (ajudinha?), consegui reunir informações suficientes sobre o desfavor Renato Suíço. Com a pesquisa pronta (agora sim estamos falando português claro), descobri que escrever essa sessão é mais ou menos como ser um garoto gordinho numa loja de doces (e só poder comer 4 doces). Você quer todos, mas não tem tempo ou espaço para acomodá-los. Reconheço que o limite de quatro páginas é pouco (* fazendo dancinha da vitória), mas não pretendo deixar de insistir nele (típico). Descobri que a graça verdadeira é colocar o máximo de sujeira possível num espaço limitado. (só se for para você…)

E é bom não incentivar a Sally a escrever o quanto ela quiser (hã?). 20 páginas por postagem podem parecer lindas em teoria, mas na prática estragaria a objetividade dos textos (é, porque EU me perco nas minhas divagações, né Madame?) e tornaria o blog cansativo (cansativo é aquele teu amigo ruivo chatopracaralho). A fórmula atual está ótima. Façam como a Sally e confiem na escolha “editorial” do Somir aqui. (façam como a Sally e esperem o momento certo para agir)

E excepcionalmente simultâneo, um “Deleta Eu!” sobre um blog, que segundo a Sally, vale como vingança pelo HTP. Hahahahahaha! (eu não disse “vingança”, eu disse “justiça”, já que falou mal de blog feminista eu falo mal de blog machista) Ela costuma ser muito esperta, mas dessa vez caiu na minha armadilha. De cabeça. Eu falo de um blog retardado, ela fala de outro, versão masculina. Boa, minha cara campeã! (como é manipulador barato… o assunto é o mesmo mas um blog não corresponde ao outro. Homem é tudo palhaço mesmo…)

Mas, justiça seja feita, o humor intencional da postagem foi melhor ainda. Como imaginei, ela manteve o pique da coluna e colocou seu toque pessoal. Aquela merda de blog tem que ser deletado mesmo! (e o dono deve cortar suas bolas e dar para o cachorro comer, porque não as usa mesmo…) Machista ou feminista, blogs de auto-promoção são dispensáveis. (nunca vou te perdoar por ter lido aquela merda de cabo a rabo, nunca mais quero fazer um Deleta Eu)

Sexta-feira, dia de baixo movimento, é onde entra a sessão que não sai nem se fizerem um abaixo assinado: DRAMA! (é a queridinha do Somir, acho a sessão mais difícil de se escrever de todo o desfavor…) Para homenagear a semana do avesso, um texto que deve ser lido da forma que foi postado, mas que só faz um pouco mais de sentido quando se chega nos “finalmentes”. Oras, o desfavor sempre foi assim. (você está nos devendo uma com votação)

Resumo: Divertido, faria de novo. Quem sabe na comemoração da 300ª postagem? (sim, seria ótimo) Seja como for, valeria apenas pelo texto de quarta. É essa qualidade que me incentiva. (quando estivermos na cadeia você vai mudar de idéia…)

Para dizer que deveríamos parar com essa auto-promoção (fale por você, eu não me promovo), para pedir mais semanas temáticas ou mesmo para dizer que essa coisa de trocar papéis (aff… piadinha manjada!) é viadagem: somir@desfavor.com


Passar uma semana escrevendo as colunas do Somir foi muito cansativo. (Imagine só se tivesse que formatar, editar e cuidar do resto do blog. Ah se eu só tivesse que escrever também… Seria mais “disciplinado”.) Quando decidimos fazer a Semana do Avesso, a intenção era uma brincadeira divertida (“Ciranda, cirandinha…”) para comemorar as 200 postagens do blog, (eu mereço uma medalha!) mas acabou servindo para que um entenda melhor as dificuldades do outro. (Mandou todos os textos na véspera dessa vez…) Garanto que Madame entende melhor o drama do limite de quatro páginas para o Processa Eu, (Mas quando você está menos inspirada, bem que aumenta a fonte do texto…) por exemplo. Eu também compreendo e valorizo o sofrimento que é ler os blogs titicas do Deleta Eu. (Todos os blogs do Deleta Eu! foram titica? Que bom que concordamos!)

Confesso que pensei dez vezes antes de escrever o “Flertando com o Desastre” (Viu? Pensar antes de agir não é tão ruim assim…). É uma coluna trabalhosa e perigosa, bato palmas para Madame, (Eu mereço.) que tem culhões de escrevê-la regularmente. Difícil encontrar o limite entre a polêmica e a ofensa (Polemize com quem vale à pena, ofenda as pessoas burras!). É uma linha tênue. Se você for covarde, fica um texto sem sal, igual a qualquer blog feijão com arroz que tem por aí, se você exagera na dose, além de ganhar um processo ainda desmerece seu argumento, porque soa como crítica apenas pelo prazer de criticar. (Ainda bem que você entendeu e aplicou o estilo Somir de escrever… Parabéns pela coluna!)

O tema também é uma escolha complicada. (Óh!) O que para mim pode ser polêmico, para os outros pode ser de mau gosto. (Tecla SAP: Mensuro o mérito do que escrevo pelos elogios.) E eu tenho um histórico de ofender pessoas sem a menor intenção (Vulgo “sem noção”.) de fazê-lo. Difícil mensurar até onde posso sentar a pata. A sensibilidade e o bom senso das pessoas varia muito. (*violino*)

O Deleta Eu também foi difícil. (“É fácil envejar, difiço é ser mim!”) Não tenho o hábito de ler blogs (Escritos por pessoas dotadas de cérebro.) e não tenho a menor noção de configurações e demais recursos (Gezuiz! Um dia desses você ainda apaga o blog… Vamos aproveitar enquanto é tempo, ok?). Só pude falar do conteúdo do texto mesmo (Ainda bem, achei que ia falar do tempo.), e ainda assim tive que me conter (Terminou correndo para não atrasar…), porque sou muito crítica e exigente. (Falou a fã de “Religião Urbana”…) Meu gosto não costuma bater com o gosto da maioria. (Concordo em gênero, número e grau.) Diversos blogs que eu considero uma bosta completa estilo “querido diário – acho minha vida interessante o suficiente para postá-la aqui” (Fiz um Deleta Eu! sobre um… Vários comentários, sabe?) são adorados e tem muitos leitores. (Gosto popular é uma merda. Aprenda isso logo…) Meu (mau-) gosto também não bate muito com o (bom-gosto) do Somir, eu gosto de muitos blogs que o Somir considera um lixo, (Não, minha querida, eles SÃO um lixo.) como “Te dou um dado” e “Kibe loco”. (“Hahahaha! Ele escreveu uma palavra numa foto! Olha que legal!”, “Hahahaha! Zorra Total está passando na TV!”) Nossos gostos para blog são tão diferentes que não sei como conseguimos criar um blog juntos! (De alguma forma você também queria fazer algo que prestasse…)

Fiquei surpresa ao ler a versão do Somir para as minhas colunas. (Faltou separar em tópicos, né?) Juro que eu gostaria que o Somir Surtado vire um quadro permanente! (Para folgar nas terças?) Acho que ele teria muito a dedurar sobre o universo masculino. (Quer ver a minha caveira…) Se tem alguém sincericida o suficiente para trair o movimento, esse alguém é o Somir. (Nem se eu escrever um guia vão entender…) Por incrível que pareça, ainda aprendo sobre o universo masculino lendo o que ele escreve. (E depois fica me xingando, dizendo que não precisava saber disso ou daquilo… Decide aí!)

O Processa Eu ficou bem a cara dele. (Algo me diz que não foi um elogio…) Eu foco mais nas fofoquinhas e na maldade – adoro debochar. (Ou seja: é mulher.) Ele foca no perfil psicológico, nos fatos e adora desprezar. (Ou seja: sou homem.) Foi valente na escolha, bateu em um ídolo que além de tudo era minoria socialmente marginalizada: homossexual e portador do vírus HIV. Com o plus de estar morto. (Família ainda pode processar?) É sempre cruel bater em cachorro morto, literalmente. (Gazela morta, aliás.) Achei até que ele levou pouca pedrada para o tamanho da ousadia, eu esperava que fossem xingar bastante. E ri muito dos trocadilhos dele com os nomes reais de pessoas e músicas. (Eu sempre coloco umas piadas mais fáceis…)

A parte mais engraçada disso tudo foram as nossas conversas (brigas) nos bastidores, um aconselhando (trollando) o outro sobre a melhor forma de escrever as colunas. (Com palavras, formando frases…) Acho que ambos estavam com medo do que iria sair. (Tecla SAP: Fiquei com medo de perder o fã-clube na terça-feira.) No final das contas, gostei do resultado. (Somos dois.) Por mim, a cada cem postagens faço uma Semana do Avesso. Só que na próxima gostaria que vocês escolham o tema, por votação. (Sei não, vão querer fazer o Orlandinho “ser curado”…)

A intenção principal era fazer alguma coisa diferente, afinal, nada pior do que um blog monótono onde os autores se acomodam em uma fórmula que deu certo. (Hein? Terá Parecido?) Mas no fim das contas, serviu para que um valorize o trabalho do outro. (As minhas são mais difíceis… Hahahaha.) Percebemos que não é tão fácil quanto pensávamos escrever essas colunas toda semana. Algumas coisas a gente só percebe na prática.

Também é bom saber que em caso de necessidade, um é capaz de escrever a coluna do outro. (Ou ignorar um aviso com antecedência sobre atraso e sair difamando o outro! Certo?) Se algum dia um de nós precisar se ausentar, o outro pode fazer uma coluna invertida, postando seu ponto de vista. (O meu é o certo. Decore para usar quando precisar.) Evidente que isso não exclui o Siago Tomir… (Evidente… Confete nunca é demais, né?)

Será que Somir e eu somos mesmo tão parecidos na escrita? (Será?) Será que se não tivéssemos anunciado uma Semana do Avesso, alguém teria percebido a diferença de redação? (Acho que o banner escrito Somir Surtado, que você exigiu, ajudaria…) Eu acho que sim. (Super-válida a proposta de deixar uma pergunta no ar e respondê-la em seguida!)

Espero que a nossa brincadeira tenha sido tão divertida para vocês quanto foi para a gente. (Vou querer o Processa Eu! emprestado de vez em quando.) E parabéns ao Somir, que consguiu o maior número de comentários da semana, com seu Processa Eu! (Eu já disse que mereço? Eu mereço!)

Para nos dizer que gostaria que cada coluna fosse escrita por ambos para sempre, (Maluca!) para nos oferecer dinheiro de modo a que possamos parar de trabalhar e atender à primeira proposta (Eu trabalharia nisso com todo prazer. Mas eu vou ser o presidente da empresa. Você vai ser a primeira-dama. E nada de processo por assédio!) e para dar a sua opinião sobre o que achou da Semana do Avesso: sally@desfavor.com