O Processa Eu de hoje vem falar de um grupo muito ridículo, brega e escroto. Existe desde muito tempo atrás, mantém uma média de 5 membros uniformizados, mas, de vez em quando o uniforme muda uma besteira para começar uma “nova temporada”. É composto de 3 homens e duas mulheres. Todo ano muda de formação mas continua sempre a mesma bosta. Quando começou alguns gostaram, a maioria mudou de canal, hoje em dia poucos acreditam que ainda exista. Tem componentes burros e descartáveis. Tem mais de uma musica tema na qual aparece o próprio nome. Tem um líder otário. Ninguém mais lembra o nome de todos os integrantes que já fizeram parte. Chutou Power Rangers? Errou. Desfavor de hoje vai falar de uma banda de axé suíça chamada Quer o Tchan.

“Mas Sally, você não dança axé? Você não gosta de axé?”. Meus queridos, eu tenho muitos defeitos, muitos mesmo, mas sou consciente. Gosto e danço, mas tenho a plena consciência de que é UMA MERDA e total capacidade de visualizar os defeitos. Não acreditam? Leiam até o final.

Quer o Tchan começou nos anos noventa, com letras de duplo (triplo, quádruplo, quíntuplo…) sentido, alusão a sexo, machismo e semi-pornografia. Evidentemente que em um país como a Suíça, uma merda dessas se tornou popular em um piscar de olhos. Até porque, tinha duas dançarinas gostosas que rebolavam suas bundas usando short-intra-uternino. Deixa eu fazer um parêntese: na Suíça mulher gostosa é mulher gorda, lipídica e celulitosa. Os suíços só se impostam com quantidade, não com qualidade. Se tiver um bundão, mesmo que seja mais furada que a superfície lunar e mais flácida do que a coxa da sua avó, os homens babam.

O desfavor continua. Além das duas celulitosas, sua formação original também continha um dançarino gay com nome de bicho, um vocalista que faz alusão a outro país e um vocalista que é um dos maiores desfavores que já andaram na face da Terra: Cumpadi Washitu.

É pra falar agora?

Lembro da primeira entrevista deles (sim, eu sou velha). Perguntaram para o Jeto Bamaica, que é o menos analfabeto deles, se ele não achava que essa erotização promovida pelas letras e pelas coreografias era nociva para a imagem das mulheres e para a sociedade como um todo. Jeto fez um longo discurso dizendo que não, que não tinha o menor problema. Dois meses depois casou com uma das dançarinas e proibiu ela de continuar fazendo “aquela pouca vergonha”. Coerência 1 x Jeto Bamaica 0. Ao tentar salvar seu amigo do vexame já consolidado, Cumpadi Washitu soltou uma de suas pérolas: “Ela saiu pelo motivo de que ela não quis ficar”. Um poeta.

Eu achei um bom motivo…

Parla Cerez, a dançarina loira da primeira formação, ficou muito conhecida por seu pequeno cérebro do tamanho de um caroço de uva e pelas burrices que protagonizou em programas de TV. Perguntada que lugar da Europa ela gostaria de conhecer, ela respondeu “Nova Iorque!”. Perguntada qual era seu hobbie, ela respondeu “É rosa, de cetim”. Depois que saiu do Quer o Tchan, toda a Suíça apostava que ela iria morrer de fome. Recebeu um convite para apresentar um programa de televisão medonho, de perguntas e respostas. Só que se esqueceram de alfabetizá-la, e ela protagonizou sucessivos vexames ao vivo. Por exemplo, em uma brincadeira de forca, o participante pediu a letra “i”. Ela disse: “i de iscola?” enquanto fazia o sinal da letra “i” no ar, com direito e pinguinho e tudo. No fim das contas, casou com um grande nome do axé music e teve filhos medonhos, porque como bem se sabe, filho não herda plástica.

O grupo se envolveu em algumas polemicas. Em uma das coreografias, as dançarinas dançavam com um bambolê e em uma briga nos bastidores pelo bambolê, Cumpadi Washitu se sentiu no direito de enfiar a porrada em Parla Cerez, a dançarina loira (cá entre nós, eu não o condeno). Não contente, ainda assumiu a porrada e disse que ela mereceu. Cumpadi Washitu é uma figura singular que merece destaque. Um ser humano fantástico.

O bambolê era meu! Ordinária!

Falemos de Cupadi Washitu. Eu respeito Cumpadi Washitu. “Mas Sally, você é maluca? Você comeu bosta?” Explico. Ele passou anos comendo uma das dançarinas, por sinal, a mais gostosa, Ceila Sharvalho, mesmo sendo casado e pai de oito filhos. Não contente em ser FEIO QUE NEM A FOME e comer a mulher mais cobiçada da Suíça, ainda tem outro feito histórico no curriculum: deu porrada na outra dançarina, Parla Cerez. Merece um busto de bronze esse homem. Cumpadi Washitu é aquele tipo de popular que de tão sincero e mal educado chega a ser hilário e despertar certa simpatia. Em um programa dominical da TV suíça estava sendo entrevistado sobre sua vida. O apresentados resolveu falar sobre um filho pequeno dele que havia morrido e criou todo um clima, com música de fundo e toda aquela comoção. Cumpadi Washitu não se fez de rogado, sacudiu os ombros e soltou a seguinte pérola da insensibilidade “Não tem problema, tem mais oito lá em casa”. Um poeta.

E, Minha Gente, o que é Cumpadi Washitu tocando seu pandeiro imaginário? O pandeiro imaginário de Cumpadi Washitu virou Cult.

PANDEIRO

IMAGINÁRIO

Suas frases de efeito cuspidas no meio da música viraram marca registrada. Porque vamos combinar, cantar ele não canta. Então, enquanto seu colega Jeto Bamaica fazia o trabalho de cantar, ele apenas soltava frases de baixo calão aleatoriamente: “Desce ordinária” era a favorita. Mas ele também possuía um repertório de frases temáticas. Por exemplo, quando estavam gravando uma coreografia do Quer o Tchan no Egito, ele gritava “Olha o Kibe!”. Cumpadi Washitu também é cultura.

Eu também falava “Olha a cobra!” na época do Quer o Tchan na Selva…

Cumpadi Washitu é um dos donos da empresa “Lixo da Cara Preta”, que possuí todos os direitos sobre o Quer o Tchan e sobre quase todas as demais bandas de axé da Suíça. Ficam com aproximadamente 80% dos lucros. Sem contar que no mundo do axé, impera a promiscuidade musical: todo mundo regrava todo mundo, é a maior festa da nuvem. Justamente porque todos pertencem ao mesmo dono.

A título de “renovar o grupo” rolou um entra e sai de dançarinas. Passaram 4 morenas e três loiras. Renovar é o caralho, para quem não sabe, o axé FODE O JOELHO e as meninas depois de dois ou três anos estão detonadas (mais ou menos como eu estou hoje). Na segunda leva de loiras e morenas, eles já estavam bem parados (entenda-se, tinham vendido mais de 3 milhões de CDs), por isso puderam cuidar melhor das meninas. Anabolizaram as duas, alisaram os cabelos e refinaram o figurino. A era das celulitosas lipídicas acabava aí.

Quer o Tchan passou por diversas fases temáticas: no Havaí, na selva, no Japão, no Egito e até mesmo no mundo funk. Como o público engolia isso? Com um figurino fetichista-temático nas dançarinas anabolizadas. A macharada simplesmente não conseguia mudar de canal, apesar da música sofrível e do pandeiro imaginário de Cumpadi Washitu. Acreditem, ninguém neste mundo odeia mais axé que o Somir, no entanto, nem mesmo ele conseguiu resistir ao apelo visual quando eu estava vendo um DVD do “Quer o Tchan”. Reclamou quando eu coloquei, disse que ia embora, e quando começou, ficou ali na mais bela inércia contemplativa, com olhar bovino, babando.

Quando o Quer o Tchan foi lançado, ninguém dava nada. Todo mundo achava que era um modismo de verão. As criaturas sobreviveram por dez anos. Depois decidiram se separar, pois quando Cumpadi Washitu e Jeto Bamaica deixaram o grupo, ele entrou em uma decadência maior ainda. Bandas de axé não sobrevivem sem pandeiro imaginário. Quando se separaram, foi cada um para seu canto. Um ano depois, todos constataram que eram um bando de incompetentes analfabetos e que não tinham capacidade para fazer mais porra nenhuma da vida. Decidiram ganhar mais uns trocados fazendo uma reunião de todas as formações do grupo em um DVD de Dez Anos do Quer o Tchan (como se houvesse algo para comemorar).

Pasmem. O DVD fez tanto sucesso que decidiram fazer uma turnê de um ano com shows por toda a Suíça para “se despedir”. Encheram os cornos de dinheiro. Fizeram shows, venderam CD, venderam DVD. Decidiram terminar a banda mais uma vez. Passou-se um tempo e agora estão querendo voltar novamente. Eles são como o Jason, quando você pensa que morreu e que está livre dele, aparece para te dar um último susto.

Nem preciso dizer que nesse período todo as dançarinas posaram nuas mais de um bilhão de vezes, não é? Não é novidade. A única novidade foi uma declaração da Playboy dizendo que Ceila Sarvalho foi a única mulher na história da Playboy suíça a não ter um pingo de Photoshop.

Atualmente eles tentam voltar pela milésima vez. Claro que Cumpadi Washitu, que sempre esteve à frente dos demais, tem um plus: vai fazer um filme pornô.

É isso mesmo que você leu, aquele feioso, emissário do demônio na Terra vai fazer um filme pornô. Aparentemente o filme se passa no Havaí, com uma loira e uma morena. Cumpadi Washitu estará praticamente em casa. Tenho fé que vai chegar lá, comer a morena e bater na loira.

Uma pena que acabou o espaço, queria citar algumas frases bacanas de Cumpadi Washitu e Parla Cerez.

Para me perguntar o que uma pessoa como eu faz dançando axé, para me esculhambar por isso e para sugerir mais temas para esta ou outras colunas: sally@desfavor.com

NARRADOR: Diretamente de Londres, esse é mais um… SOMIIIIR ENTREVIIIIIISSSTAAAAAAAAA! E agora, com vocês, ele que foi temporariamente expulso da Suíça: Soooooomiiir!

*aplausos*

SOMIR: Bom dia, boa tarde ou boa noite, Inglaterra! Hoje temos novidades, como vocês podem perceber, estamos apresentando o programa na terra da rainha. Depois de alguns acontecimentos recentes, fui banido da Suíça por algum tempo por fingir uma gravidez. E falando nisso, hoje eu vou entrevistar Alfie Patten. Para quem não ligou o nome à pessoa, Alfie acabou de se tornar um dos corn… pais mais jovens do mundo, aos 13 anos de idade. Depois de um affair com uma garota de 15 anos de idade, Chantelle, ambos são os “orgulhosos” pais da pequena e saudável Maisie.

Alfie é o da esquerda.

A história rodou o mundo, mas em mais um tremendo furo, eu prometi para ele que jogaríamos videogame depois da entrevista e consegui exclusividade! Sem mais delongas, uma salva de palmas para Alfie, platéia!

*aplausos*

SOMIR: Hello, Alfie. It’s a pleasure to have you here on the show!

ALFIE: Thanks… Can we play now?

SOMIR: Bom, nós vamos legendar a entrevista para todos vocês que só entendem português e suíço(?) consigam entender.

SOMIR: Não, Alfie, você prometeu responder às perguntas, lembra?

ALFIE: Tudo bem… chato…

SOMIR: Alfie, não posso deixar de notar. Apesar de ter 13 anos de idade, você parece muito… Muito mais novo. Fiquei sabendo que é uma doença, por um acaso é contagiosa?

ALFIE: Não.

SOMIR: Lá se vai minha teoria de como foi possível que você comesse alguém…

ALFIE: Eu e Chantelle nos amamos… eu acho… senhor Somir. Ela é a mulher da minha vida… eu acho… e Maisie é o resultado disso tudo e eu estou muito feliz com a minha filha. Não sei por que todo mundo fica me perguntando se eu me arrependo… Eu mal sei o que essa palavra significa.

SOMIR: Mas, Alfie… As pessoas estão preocupadas com sua capacidade de prover um ambiente salutar para a criança, além de não acreditarem que você possa alcançar a estabilidade financeira necessária para a vida de Maisie tão cedo.

ALFIE: Hã?

SOMIR: Hmmm… Ok, imagine que você é um personagem de videogame. Você tem muito pouca XP e principalmente poucos itens épicos para garantir a segurança do seu grupo. Você é um noob, Alfie!

ALFIE: NÃO SOU! EU SOU UM ADULTO RESPONSÁVEL!

SOMIR: Desculpa, mas eu tenho que discordar…

ALFIE: *tapando os ouvidos* La La La La La Laaaaaaaaaa!

SOMIR: Tá bom, Alfie, você venceu. Vamos continuar a entrevista! O que você pretende fazer agora que é pai? Vai continuar os estudos, vai procurar um emprego ou vai finalmente descobrir o que é uma camisinha?

ALFIE: Chantelle me disse que ela precisa continuar os estudos, porque ela é uma pessoa muito responsável. E disse pra mim também que todas as outras crianças vão morrer de inveja se eu ficar cuidando da nossa filha em casa! Então eu acho que é isso que eu vou fazer… Quanto tempo demora para criar um filho? Uns seis meses?

SOMIR: Por aí, Alfie. Prevejo muito sucesso no seu futuro. Desculpe-me a intimidade, garoto, mas… Você não acha que começou muito cedo sua vida sexual? Na sua idade minha única parceira era minha mão direita, e eventualmente a esquerda quando eu queria dar uma apimentada nas coisas. Mas elas nunca engravidaram pelo menos!

ALFIE: Desculpa EU, senhor Somir. EU sou foda, comecei cedo mesmo! Se você ficava beijando a sua mão, chato pra você! Hahahaha! Eu beijo mulheres! *estufando o diminuto peito*

SOMIR: Eu não… beijava… a minha mão, Alfie.

ALFIE: Então não tinha perigo de engravidar, né? DÃ! Hahahahaha!

SOMIR: *olhar desconfiado* Alfie… como é que você engravidou a Chantelle?

ALFIE: Ué, do jeito que todo mundo faz! Eu beijei a minha namorada e cinco meses depois ela teve a nossa filha! Pode falar isso no ar?

SOMIR:

PLATÉIA:

ALFIE: *confuso* O quê? O quê foi?

SOMIR: Alfie, eu acho que você foi feito de otá…

CHANTELLE: PAREM ESSA ENTREVISTA AGORA!

SOMIR: Gezuiz!

ALFIE: Amor?

CHANTELLE: Somir, você não tem vergonha de ficar explorando o meu Alfiezinho na frente de todo mundo? Você tem inveja do nosso amor, aposto que você nunca engravidou uma mulher, seu feio! O Alfie e eu somos responsáveis e podemos cuidar da nossa filhinha perfeitamente!

SOMIR: Falando dela… Onde está a pequena Maisie?

CHANTELLE: *arregalando os olhos* MAISIIIIIIEEEEEEEE!!!

*Chantelle sai correndo*

*silêncio no estúdio*

*Chantelle volta com a criança no colo*

CHANTELLE: Ainda bem que o taxista gostava de crianças, estava até tirando a fralda dela para ver se tinha caquinha…

ALFIE: Ela disse caquinha! Hahahahah!

CHANTELLE: Só não entendi porque ele estava cheirando também… Não importa! Somir, você não vai continuar essa entrevista sem a minha presença! Eu exijo participar!

SOMIR: Sinta-se à vontade! Então eu já aproveito a deixa para te fazer uma pergunta: Você tem certeza que Alfie é o pai da sua filhinha?

CHANTELLE: Pai é quem cria. E ele que vai criar, então eu tenho certeza! Não tenho a menor dúvida que Alfie vai ser um excelente pai para a nossa filha, ele é esforçado, carinhoso e sabe que todo mundo está tentando mentir para ele e que apenas eu me preocupo com o bem estar dele. Certo Alfie?

*Alfie confirma acenando a cabeça*

SOMIR: Já que vocês mencionam uma boa criação para sua rebenta, poderiam me dizer como vocês vão ensiná-la a se prevenir quando ela começar sua vida sexual? Vocês acham que podem dar um bom exemplo para ela?

ALFIE: Eu acho que…

CHANTELLE: Nós achamos que a nossa experiência já é um aprendizado, Somir. Por exemplo, eu não vou deixar a nossa Maisie dormir com namorados em casa antes dos 10! Vamos ensinar tudo o que sabemos e tudo o que ainda vamos aprender na escola para ela!

SOMIR: Chantelle, já que você está aqui, isso vai ficar ainda mais interessante. Temos dois convidados surpresa para a entrevista. *sorriso maligno*

*Chantelle começa a suar frio*

*Alfie faz caretas para a câmera*

SOMIR: Richard e Tyler, sejam bem-vindos ao Somir Entrevista!

CHANTELLE: Ai, eu estou passando mal… Acho melhor terminar a entrevista.

SOMIR: Richard e Tyler afirmam que são os verdadeiros pais da criança! E existem vários rumores que você… beijou… mais homens do que diz por aí, Chantelle. E nós já estamos preparados… Retiramos amostras de sangue de todos e fizemos o exame de DNA!

NARRADOR: SOOOOOOMIR-IIIRIIIR

*platéia vai à loucura*

CHANTELLE: Como assim vocês tem amostras de sangue nossas?

ALFIE: Ele me disse que precisava delas para fazer a ficha de inscrição para o programa.

CHANTELLE: Alfie! Você acredita em qualquer bobagem, é?

SOMIR: Aparentemente sim! E pela primeira vez na história da mídia mundial, o exame de DNA servirá para satisfazer a vontade de homens que QUEREM ser o pai da criança. Mas antes de mostrar o resultado, eu quero fazer uma pergunta para os outros dois aspirantes a pagadores de pensão alimentícia. Richard e Tyler, está na cara que Alfie não bate muito bem e dificilmente teria chances com outra mulher, mas vocês dois… Qual a desculpa de vocês para encarar ISSO?

*apontando para Chantelle*

RICHARD: Você já viu as outras mulheres inglesas, Somir? Acredite ou não, Chantelle está na média.

TYLER: E nós estávamos conversando nos bastidores que apesar de ter que assumir uma criança, o vencedor no teste de DNA nunca mais ia ser chamado de virgem!

SOMIR: Seus desfavores… Ok, estou com o resultado aqui. Vocês querem saber quem é o pai, platéia?

PLATÉIA: SIIIIIIIIIMMMMMM!

CHANTELLE: Alfie, não importa o que aconteça, você ainda vai ser quem vai cuidar da criança, ok? Eu te amo!

ALFIE: O que é DNA?

*Somir abre o envelope*

*música de suspense*

SOMIR: E o pai da criança é…

CHANTELLE:

RICHARD:

TYLER:

PLATÉIA:

ALFIE: A gente vai jogar?

*Somir olha confuso para o papel com o resultado*

SOMIR: Robinho?

CHANTELLE: Ele me forçou!!!

SOMIR:

*créditos*

Já falei muitas vezes sobre levar um fora, sobre a volta por cima e sobre o que fazer para superar mais rápido, mas tem tanta gente pedindo, que vou retomar o assunto. Eu acho que o assunto já está meio batido, mas como quem manda no Sally Surtada é o meu público, segue um diário de um fora retratando o sofrimento que pessoas mentalmente perturbadas como eu passam. Se você não se identificar, parabéns, você tem uma cabeça saudável.

DIA 1 – Você acabou de levar um fora, ou teve que dar um fora em alguém que ainda gosta. A ficha ainda não caiu direito. Você chora, mas é mais de susto e de pena de você mesma, de pensar em tudo que vai ter que passar novamente até começar a namorar com outra pessoa. Você está enjoada, não sente fome e está meio anestesiada, mas já prevê que dias negros virão. Quando chega a noite todo o sofrimento se potencializa e você chora litros e nem sabe muito bem porquê.

DIA 2 – Ao acordar você tem essa sensação horrível de lembrar que está muito triste e que não está mais com a pessoa. Acorda mal. Começa a bater aquele comichão no âmago do seu ser de vontade de ligar para ele. Mesmo que não seja para voltar. Para dizer qualquer coisa, para gritar com ele “Porque merda você fez isso comigo, seu filho duma puta?” ou coisas piores. Você mantém a esperança secreta de que ele ligue durante o dia, arrependido, depois de descobrir o quanto ele te ama e o quanto você é especial. Passa o dia com o celular na mão. Não come quase nada. Se for fim de semana, passa o dia em casa com pijama. Você está com a cara inchada de tanto chorar, se olha no espelho e constata que parece um Shar-pei. Quando chega aquela hora do dia em que ele sempre te ligava, bate uma depressão horrível. E quando chega a noite tudo piora. Você chora, liga para suas amigas e chora, vai para o Orkut e chora.

DIA 3 – A esperança secreta de que ele ligue passa a ser declarada. Você assume que está esperando um telefonema dele, faz promessa, negocia com Deus e não se separa do telefone nem com intervenção cirúrgica. Ou não come o dia todo, ou enche o rabo de comida. Ao final do dia, como ele não entrou em contato, você pensa em mandar um torpedo ou e-mail pedindo para conversar. Você vê alguma coisa que ele gostaria, lembra dele e chora. Você tem a certeza de que nunca mais vai ter nada tão especial com ninguém e que nunca mais vai conseguir gostar de ninguém. Você pega aquela blusa usada que ele esqueceu na sua casa e fica cheirando, porque ainda tem o cheiro dele, tal qual cachorro, que se acalma com uma blusa com o cheiro do dono. Como ele não liga, você começa a se perguntar se ele está com alguma vadia.

DIA 4 – Você cede à pressão social e sai com as suas amigas para “se animar”. A saída é uma merda, você pensa nele o tempo todo e só quer voltar para casa. Na volta, ela dizem “Viu? Não está se sentindo melhor?” e você sorri amarelo. Você sonda os amigos em comum discretamente para ter notícias dele. No fundo, lá no fundinho, você torce para que aconteça algum motivo de força maior te coloque obrigatoriamente frente a frente com ele. Você escuta qualquer música romântica e chora, alias, você escuta qualquer música e chora, até mesmo “atirei o pau no gato”, versão funk-pornográfica e chora. Você vê comercial de margarina e chora. Você lê os últimos torpedos que ele te mandou quando ainda estavam juntos e chora. Você só consegue lembrar das qualidades dele, os defeitos se apagam por completo da sua memória. Você associa tudo a ele: o que come, onde vai, o que assiste na TV… “Fulano adorava essa comida, Fulano adorava esse programa, esse filme conta nossa história” e etc. A hora de dormir e a de acordar são as piores.

DIA 5 – Você sente o peso da ausência dele. Se antes você chorava de susto, medo ou pena de você mesma, agora você chora de saudade. Você sente literalmente uma dor no peito e descobre que não é metáfora de poeta, que o coração realmente dói. Você convive com um nó na garganta e fica se perguntando porque teve que ser assim. Quando você é obrigada a sair na rua, acaba vendo ele em tudo quanto é canto e tem taquicardia. Você dá uma passadinha na rua dele depois do seu trabalho, se for perto da sua, como quem não quer nada, para ver se as luzes da casa dele estão acesas. Se estiverem, você chora porque acha que ele está com uma vadia ali, se não estiverem, você também chora porque acha que ele saiu para a gandaia.

DIA 6 – Ok, você aceitou que acabou. A raiva e a revolta dão lugar a uma tristeza profunda. Bate um desânimo monumental. Você se sente um lixo, um cu sujo e mal lavado. Casais felizes pelas ruas te irritam. Você descuida da sua beleza, as unhas já estão descascando e você não está nem aí, afinal “para quem” você vai se cuidar? Para você mesma não é uma resposta no momento, você ainda não tem sanidade para ser racional. Você continua monotemática, só fala dele com as suas amigas. Você acha que Deus está te sacaneando e não entende porque. Este estágio pode durar vários dias.

DIA 7 – Quando finalmente você sai da inércia contemplativa do dia anterior, vem um misto de raiva e euforia. Você vai ao shopping e compra coisas que não precisa e que provavelmente nunca vai usar. Você sai com as amigas, enche a cara e fica com um sujeito estranho que responde pelo apelido de “Beto Taturana”. Você tem energia para reagir mas não sabe muito bem como, então faz todo tipo de merda. Você compra mais roupas, bolsas e sapatos idiotas. Você chega ao cúmulo de ir a uma vidente/astróloga/cartomante e similares para saber se ele vai voltar ou se vai aparecer outro homem na sua vida.

DIA 8 – Você já fala nele sem chorar. Ainda guarda uma esperança que ele ligue, mas começa a se preparar para o caso dele não ligar. Faz alguma mudança estética: se matricula em academia, corta ou pinta o cabelo, faz clareamento nos dentes, bronzeamento artificial ou tudo isso junto. Você senta e faz uma lista de tudo que odeia nele, mas não consegue lembrar de nada. Você sente vontade de começar a namorar um sujeito bem mais ________ do que ele (complete de acordo com o complexo dele, o que mais doeria nele: bem mais rico, bem mais sarado, bem mais inteligente, etc) só para esfregar na cara dele. Você ainda sonha com ele quase todas as noites. Você já cogita a possibilidade de haver uma vida sem ele, mas ainda tem dúvidas se essa vida pode ser divertida.

DIA 9 – Você aluga filmes feministas ou que falem de pessoas que superaram o fim de um relacionamento muito bem, como “Clube das Desquitadas”, “Avassaladoras” e similares. Você começa a fazer rituais de passagem. Você escreve um e-mail desaforado para ele desabafando tudo que sempre quis dizer, para nunca mandar (e que algumas de nós são imbecilóides o suficiente para mandar por engano ou sem querer). Você lê livros de auto-ajuda como “Ele simplesmente não esta afim de você” e “Quando termina é porque acabou”. Quando você pensa que está tudo ótimo e que já está forte novamente, você encontra com ele ou fica sabendo de alguma coisa dele que te desmonta de novo e você achar que voltou à estaca zero. Eles tem um sensor nos testículos que apita quando sua ex está quase esquecendo-o e nesse momento eles pegam o telefone e nos ligam, para fazer a manutenção desse nosso sofrimento miserável, porque eles nos querem apaixonadas por eles para sempre.

DIA 10 – Você traça o perfil mental do seu futuro namorado, repleto de qualidades que o anterior não tinha, com expectativas tão malucas e altas que jamais serão alcançadas. Você dá um nome para o seu projeto de homem e começa a procurar esse modelo fechado idealizado trilhando um caminho para a frustração. Você ainda sente uma pontinha de raiva e encara ficar com outra pessoa uma vingança “Ele vai ver só, vou arrumar um homem bem lindo!”. Você ainda faz muitas coisas pensando nele, mas não assume. Você cria coragem para tirar o status “namorando” do seu Orkut e assumir ao mundo que está solteira. Eventualmente, você pode queimar as fotos dele como um marco de uma nova vida, para exorcizar o ex.

DIA 11 – Você acha que está forte o bastante para devolver as coisas dele e pegar as suas de volta. Você constata que não está quando se encontram para destrocar as coisas e percebe que ele não está arrasado e que a vida dele continuou sem você. Você volta para casa e chora, e depois come três barras de chocolate e estoura o cartão em uma calça de couro que você nunca usará. Você começa a se sentir perseguida pelo destino, que parece querer te fazer lembrar dele o tempo todo. Você tem a impressão de que todo mundo que você conhece tem o nome dele. Você vê uma novela mexicana apenas por preguiça de trocar de canal e percebe que a história de Ricardo Augusto e Fernanda Regina se parece com a de vocês.

DIA 12 – Você parte para o “denegrir para esquecer”. Dessa vez você consegue fazer uma lista das coisas que odeia nele. Você olha no espelho e percebe que embarangou por causa desse sofrimento (que te fez encher o rabo de chocolate). Você faz uma dieta maluca para emagrecer, a dieta do queijo (aquela mesma que você fez no primeiro encontro, do texto Bastidores): passa o dia todo sem comer nada e quando sente que vai desmaiar, come uma fatia de queijo. Você vai ao salão e manda repicarem seu cabelo. Quando perguntam se você tem certeza, você ameaça o cabeleireiro com a tesoura e grita “REPICA, PORRA!”. Você sai do salão chorando porque seu cabelo está parecendo um algodão-doce.

DIA 13 – Você sente vontade de ligar para ele só para saber se ele está vivo, está bem ou está precisando de alguma coisa. Mentira, você também quer ligar e gritar “COMO VOCÊ FEZ PARA ME ESQUECER TÃO RÁPIDO E TOCAR SUA VIDA COMO SE NADA, SEU FILHO DA PUTA”, mas você tem controle para não fazê-lo. Ao invés disso, liga para sua melhor amiga e grita “COMO ELE FEZ PARA ME ESQUECER TÃO RÁPIDO E TOCAR A VIDA DELE COMO SE NADA? ESSE FILHO DA PUTA NÃO SOFRE NÃO?” e termina rogando uma praga que envolve cu pegando fogo. Por raros momentos do dia você esquece que ele existe e fica livre dessa dor insuportável. Se você souber rezar, você reza para que esse sofrimento passe e não volte nunca mais. Você faz um discurso recalcado dizendo que nunca mais vai se deixar gostar de ninguém, que está cansada de sofrer e que amar não vale a pena, que irá por água abaixo em menos de um mês.

DIA 14 – Você estava finalmente conseguindo esquecer que ele existe. Na maior parte do seu dia você não pensava mais nele. É aí que ele liga para dizer algo bem cretino como “Estava com saudades” (Tecla SAP: não estou conseguindo comer ninguém, vou apelar para você). Você se desarma e joga fora todo o progresso que fez, vai encontrar com ele, faz planos, se entrega e ao final escuta que ele “está confuso” e que não acha uma boa idéia vocês voltarem. Você volta para casa mais lixo do que no dia do primeiro término, porque além de rejeitada, agora você tem duas orelhas de burro na cabeça. Você procura uma mãe de santo e pede que ela faça com que o pau dele fique verde, apodreça e caia e quando ela lhe diz que isso não é possível, você a ofende e toma uma praga. Você torce para seu ex ser muito chifrado e muito sacaneado pela próxima namorada para quem sabe assim se arrepender do que fez e te dar valor.

DIA 15 – Dói menos. Nem você sabe ao certo como e quando aconteceu. O fato é que lá no fundinho você sabe que dói menos. Você sente que tem uma mola no fundo do poço e tem que decidir se pula de volta para fora e encara um dia a dia normal e um processo complicado de conquista, paquera, flerte e eventuais futuros namoros ou se isso é muito trabalhoso e assustador e ficar no fundo do poço recebendo conforto e carinho das pessoas próximas é mais fácil. As que escolhem pular de volta ainda dão uns tropeços, mas no fim das contas, depois de ralar muito, se saem bem e acabam reconstruindo a vida afetiva, apesar do trabalho enorme. As que ficam no fundo do poço cultivam o sofrimento e esperam a compaixão eterna dos outros, camuflando sua covardia de “amor de verdade, se você esquece alguém é porque não era amor”.

DIA 16, 17, 18, 19, 20… – A que pulou para fora do poço conhece um sujeito bacaninha de uma forma improvável e sente aquele frio na barriga novamente. Experimenta um misto de alívio (por saber que a vida continua como antes) e medo (por saber que nada é eterno e esse começo vai ter um fim, e conseqüentemente, mais sofrimento). No entanto, segue em frente e vive, entoando o mantra da Tia Sally: “Só tem medo de cair quem não sabe levantar”. A que optou por ficar no fundo do poço se ofende com as amigas quando elas mandam “reagir e sair dessa”, ataca, se sente incompreendida, porque no fundo está frustrada ao constatar que toda a atenção extra que recebeu não será eterna. Se convence por mil mecanismos que ama a pessoa e que ninguém a entende porque está cercada de pessoas que não sabem amar. Sufoca os amigos e acaba ficando sozinha e/ou cercada por pessoas igualmente dodóis da cabeça e rejeitadas. Surta por não ter a atenção de ninguém e começa a apelar para golpes baixos, como invadir a privacidade do ex, mentir (geralmente é o clássico “estou grávida”) e usar de outros artifícios igualmente manjados e babacas para conseguir mais um pouquinho de atenção, consideração, compaixão e pena. A principio, ninguém percebe. Com o tempo, as pessoas vão percebendo e se afastam.

Para me acusar de não saber amar, para pedir mais algum outro diário envolvendo a vida de uma mulher e outro assunto e para me contar quais dessas coisas você já vivenciou: sally@desfavor.com

Sally e Somir adoram Lost. Já assistiram todos os episódios e vez por outra tem discussões acaloradas sobre os rumos da história, e PRINCIPALMENTE sobre as suas personagens favoritas.

A coluna de hoje contém SPOILERS sobre a série. Só leia se já tiver visto TODOS os capítulos até o presente momento. (Último episódio: 7º da 5ª temporada.)

Ao invés da discussão habitual sobre Jack VS Locke, teremos uma discussão sobre as personagens preferidas de Somir e Sally. Ben e Sayid, respectivamente. Se você não dá a mínima para a série ou não sabe do que diabos estamos falando, azar.

BEN ou SAYID?

Até certo ponto da série, eu e Sally concordávamos numa coisa sobre Lost: Odiávamos Locke. Para quem não sabe, os produtores da série sempre trabalhavam com uma dualidade entre fé e racionalidade, onde Locke representava a crença no impossível e Jack a necessidade de lógica e provas para considerar algum assunto.

Com o andamento da série, Locke continuou sendo um imbecil, mas conseguiu estragar Jack a ponto dele se tornar o banana inseguro que é atualmente. Fé demais não cheira bem.
A partir desse ponto, Sally decidiu que Sayid era seu predileto. Mas eu já tinha escolhido o melhor de todos na série: Benjamin Linus, ou, o vilão.

Eu sempre torci para o vilão nos filmes. Ficava esperando que seus planos dessem certo e os mocinhos chatos e sem personalidade perdessem. Eu queria que alguém com um pouco de cérebro vencesse, só para variar! Nem preciso dizer que sempre ficava decepcionado… Quanto mais simples uma pessoa, maior a chance dela torcer pelo mocinho. E filmes são feitos para o grande público.

Não é questão de preferência por um ator, como é o caso da Sally. Eu adoro a personagem do Ben. Se fosse para escolher quem me dá mais alegrias visuais, eu escolheria a Kate e bola pra frente. Mas, eu sou homem… não passei minha adolescência toda defendendo meus ídolos de boy-bands das acusações de homossexualidade dizendo que eles eram lindos. (Como se uma coisa tivesse relação com a outra… mulher acha que dizer que é lindo é argumento contra tudo.)

Eu sei separar as coisas. Vamos à PERSONAGEM Benjamin Linus:

Desde sua primeira aparição na série, Ben sempre foi a personagem mais enigmática. Cabe lembrar que ele foi trazido para o convívio dos mocinhos se dizendo aliado, TODO MUNDO desconfiou. Checaram a história dele inicialmente… Batia. Tentaram o pegar em contradição… Nada. A FLOR do Sayid o torturou (aposto que o Sayid fica excitada quando bate em outro homem) e para provar como a tortura foi faixa-branca, Ben nem sonhou em abrir o bico.

BEN 1 x SAYID 0

E para humilhar, Ben ainda escapou do grupo de Sayid, não sem antes deixar o terreno preparado para fazer Walt matar dois deles.

Benjamin Linus não é bom moço, não é confiável e não pode ser convencido de nada. Ben só faz o que quer, quando quer e do jeito que quer. Nada fica no caminho dele. E daí que ele não sai dando tiros e arrancando unhas por aí? Não é esse tipo de pessoa que manda no mundo mesmo. O dia que algum lutador de vale-tudo for o chefe de uma grande corporação, me chamem. Por enquanto Sayid é um peão e Ben é o jogador. Praticamente todo mundo na série já teve chance de matar o Ben, só UM teve bolas de fazer, o Jack. (E mesmo assim, falhou porque não tinha mais balas…)

Essa é a grande jogada do Ben, ele não fica BOTANDO BANCA de fodão e OSTENTANDO coragem. (Como a Sally bem diz: Quem tira muita onda não costuma cumprir.) Ben sabe que quem pode mais chora menos, ele sabe quais são seus pontos fortes e os usa.

E Ben não é uma fresca. Quando as coisas dão errado, ele não faz drama e tenta resolver. Querem um exemplo? Matam uma vadia que o Sayid estava pegando (única coisa que preste que ele fez) e adivinha o que o iraquiano fresquinho faz? NADA! Quer dizer, ele chora, faz drama e tem uma crise existencial. Não tem coragem NEM de se vingar.

Em contrapartida, matam a FILHA ADOTIVA de Ben na frente dele. Ben não deixa escorrer uma lágrima, espera o momento da vingança contra quem fez e PRINCIPALMENTE contra quem mandou. Ele acha o mandante e faz uma promessa: “Eu vou matar a sua filha também.” Se Ben fosse macho que nem o Sayid, teria abraçado quem matou sua filha e o perdoado.

BEN 2 x SAYID 0

Falando em vingança… Ben não esquece aquela tortura. Ben devolve com juros e correção. Depois de saírem da ilha, Ben obviamente arma o assassinato da mulher da vida de Sayid. Claro que além disso, ele ainda engana a MULA fazendo ele achar que o homem cuja filha prometeu matar era o verdadeiro culpado. Sayid passa MUITO tempo sendo pau-mandado de Ben, matando todos que ele queria.

BEN 4 x SAYID 0 (1 por matar a esposa e mais 1 por ainda fazer o otário trabalhar para ele)

E algo me diz que foi o Ben que armou para o Sayid entrar no segundo avião rumo à ilha contra sua vontade. Hahahahah…

Ninguém sabe de que lado Ben está. Pois eu digo: Ben está do lado dele. Muita gente ficou surpresa depois que ele matou o Locke no último episódio. Sim, meus caros… Um dos dois MATOU aquela ovelha carente, insegura e estúpida que é o Locke. E foi o Ben. O Sayid nem para isso prestou…

BEN 4, 8, 15, 16, 23, 42 x SAYID 0

Aposto que a Sally deve ter passado o texto todo falando de como o Sayid é macho e bobagens desse tipo. E realmente… Não tem nem o que discutir.

Não adianta. Aposto que a Sally deve ter falado mais do Ben do que do Sayid no texto dela. O que só prova que só uma das personagens tratadas aqui nesta coluna tem alguma personalidade aparente. Quer achar o Sayid lindo? Questão de gosto… Divirta-se. Mas daí a dizer que aquele iraquiano vira-casaca (mudou de lado na guerra, có có có có) vale alguma coisa como personagem? Ha!

Para dizer que nem sabe o que é Lost, para dizer que eu só digo isso pelo corporativismo nerd, para ser manipulado(a) a concordar comigo: somir@desfavor.com


Quem não acompanha o seriado “Lost” não vai entender uma palavra do que está sendo dito. Quem mandou não ver “Lost”?

Ok, eu prometi ao Somir que não faria um texto de mulézinha histérica. Segundo ele, aqui não é lugar para isso. Então tá, não vou apelar para argumentos físicos. Só quero deixar consignado de forma breve o quanto Sayid é muito mais bonito, charmoso e sarado que Ben. Ben é um nerd raquítico com cara de babaca. Pronto, agora sim podemos começar a argumentar.

Logo na primeira aparição de Ben, na segunda temporada, já vimos como a banda toca. Ele foi trancafiado na escotilha e começou a fazer aqueles “mind games” babaquinhas com todo mundo. Meio mundo caiu (as pessoas são mesmo muito mais burras e manipuláveis do que a gente imagina). Quando começaram a ver que virou bagunça, que ele estava fazendo estragos, quem eles chamaram para acabar com aquela confusão? SAYID.

Sayid chegou chegando, bateu a porta e proibiu todo mundo de entrar. ENFIOU A PORRADA de verdade no Ben. Bateu mesmo, com gosto. Não contente em bater, ainda torturou. Ben apanhou até o cu fazer bico. Adianta “mind games”? Contra Sayid não. Sayid conhece o ser humano, Sayid sempre sabe quando alguém está mentindo.

Sayid apontou o dedo para Ben e disse “Você está mentindo”, enquanto todos acreditavam que ele tinha caído na ilha com um balão e sua esposa. Desmascarou e enfiou mais porrada. Sayid arrebentou Ben e não acreditou nem por um segundo em suas mentiras. O “mind game” de Ben é para fracos e frouxos, como Jack e Locke, não funciona com gente esperta como Sayid.

Quase todos os problemas na ilha são resolvidos pelo Sayid. Ele é uma espécie de MacGyver Iraquiano. Com um grampo de cabelo e um chiclete Sayid faz um computador e entra em contato com a NASA. Sayid é inteligente, cria engenhocas e ainda sabe dar porrada. Sayid tem a firmeza de fazer o que precisa ser feito, mesmo que seja o trabalho sujo. Se não fosse por Sayid, eles estariam mortos. Todos eles. Vejam as comunidades sobre Sayid no Orkut: só elogios.

Joguinho é artifício de quem não tem competência de fazer ou dizer na cara. Sayid faz e diz na cara e ainda por cima paga o preço das suas escolhas com convicção, não foge das suas responsabilidades com mentiras e manipulação. Encara o que vier em conseqüência dos seus atos.

Sayid é um dos poucos homens de Lost que é bem sucedido com mulheres. Tudo bem, as mulheres que o cercam eventualmente morrem, mas mesmo assim, ele não é corno como Jack ou loser como Locke ou Ben. Ben paga paixão para Juliet e vem sendo sistematicamente rejeitado por anos. Desconfio que Ben seja virgem. Sayid fez sexo na ilha e fora dela. Além disso casou com a mulher que ele amava, coisa que o resto dos homens não teve muita capacidade de fazer.

Ben só utiliza seus joguinhos e manipulações porque não tem MAIS NADA para fazer. Na porrada ele sempre perde. Alias, já repararam que ele apanha episódio sim, episódio também? Seu carisma é muito próximo de zero, ninguém o obedece por uma liderança natural, é sempre por medo, temor ou indução.

Ben já nasceu fazendo merda: matou a mãe no parto. Depois viveu com um pai bêbado que esculhambava ele full time. Ben é um rejeitadinho fodido da cabeça inseguro. Não vejo o menor glamour nisso. É só mais um complexado, vítima de bullying, que passa o resto da vida inseguro atacando pessoas seguras, populares e bem estruturadas como Sayid. Ataca em vão, de forma patética. Consegue eventualmente captar um ou dois seguidores imbecilóides que acreditam em suas mentiras, intrigas e manipulações, mas nada significativo.

Posso listar mil feitos intelectuais e físicos de Sayid na ilha: consertar o rádio para que possam transmitir uma mensagem, construir a balsa que os tiraria de lá, fazer fogueiras, matar inimigos, desmascarar mentirosos e até mesmo salvar o mocinho, Jack, aquele panaca com cara de cachorro cagando na chuva. Além de tudo, ele viu morrer a mulher que estava com ele, em seus braços, foi torturado por uma francesa maluca… enfim, passou por poucas e boas, e sempre estava lá, firme e forte salvando geral.

Quais são as habilidades de Sayid? Ele sabe caçar, sabe atirar, sabe lutar, sabe tudo sobre eletrônicos, sabe construir abrigos, é um detector de mentiras ambulante, sabe conseguir comida e água potável, sabe escalar montanhas, sabe fazer uma fogueira, sabe torturar… tem muitas mais, mas acabou o espaço! (sem contar que Sayid é máquina de sexo!) Sayid é bombrill, mil e uma utilidades. Já Ben, aquele gnomo branquelo de um metro e vinte, não sabe fazer nada. Só sabe mandar que os outros façam. Ou manipular os otários que ainda caem no seu blá blá blá (convenhamos, ele já está bem queimado, todo mundo sabe que ele é um mentiroso, mas sempre tem um imbecilóide que ainda acredita nele e se deixa manipular).

Eu não respeito Ben, não vejo nada de admirável nele. Mas eu sou gente que faz, não que manda fazer, então, natural que me identifique mais com Sayid…

Para me mandar fotos do Sayid, para perguntar os nomes das pessoas imbecilóides que se deixam manipular e para sugerir temas mais democráticos que todos possam opinar: sally@desfavor.com


Se você tem um desfavor de texto e quer vê-lo postado aqui, basta mandá-lo para desfavor@desfavor.com
Se nós temos coragem de postar nossos textos, imagine só os seus…


Flocos de Neve

Todos os dias vemos novos escândalos pela tela da televisão ou do computador. Mas, cada vez damos menos relevância a eles, sob o argumento que já virou clichê: “Não tenho nada com isso.”. E são nesses momentos que, sim, a maioria das pessoas tem uma grande parcela de culpa.

O escândalo recente que correu o mundo a uma velocidade semelhante a da luz, e com todos os bes de Brasil e brasileiros, foi a suposta gravidez de gêmeos e a auto flagelação da advogada Paula Oliveira, na Suíça. Para pseudo leitores, ovelhas brancas no rebanho e pessoas com mentes e opiniões igualmente inexpressivas, o caso acabou por ai. Porém, nós não se aplicamos a nenhuma dessas categorias – logo, analisemos juntos essa situação.

Olhando com outros olhos, vemos claramente que ela tentou passar a perna no sistema suíço e ainda divulgou por vias transversas grupos neonazistas. No entanto, o absurdo não foi bem esse, e nem é sobre isso que quero falar nesse texto. O grande desfavor é o fato do pai de Paula ter acobertado a filha, mesmo sabendo que ela estava mentindo, coisa que, segundo testemunhas, não era a primeira vez. O pai dessa moça acobertou a filha, mas não apenas porque era pai, mas porque sempre fez isso. Se um pai acoberta uma filha diante de uma situação tão absurda e óbvia como essa, pode ter certeza que ele acobertou ela em situações costumeiras, que podem ir de pequenos furtos à situações escolares.

Outro caso que ganhou um destaque todo especial nos últimos dias, foi o trote de veterinária, onde os veteranos obrigaram os calouros a deitar e rolar na merda, literalmente. O pai de um dos calouros apareceu na TV no dia do trote alegando que o filho sofreu uma brutalidade. Sim, sofreu. Mas, o que vem acontecendo é que o pai desse rapaz sempre fala pelo rapaz. E o pior é que é rapaz mesmo, e não moleque. Mais um pai acobertando o filho.

Caro Leitor, atente que acobertar não é o mesmo que defender. Acobertar é dissimular.

O problema é que essa mania não vem de hoje. Um exemplo clássico, porém pouco conhecido disso, era o homem que era acobertado pela avó, enquanto matava pessoas para tirar a pele. Este caso ficou tão famoso , que os romances O Silêncio dos Inocentes e Dragão Vermelho, de Thomas Harris, foram inspirados nesse caso de assassinatos em série.

Terminando este texto, deixo um apelo para pais de filhos pequenos: se vocês os amam, não acobertem suas crianças. O mundo precisa de adultos que ao menos tenham expressão própria e não sustentem mentiras desconexas. É evidente que sua filha não fará o mundo de idiota, e se filho não vai rolar na merda ou sair esfolando pessoas. Mas, acreditem quando eu falo que eles foram acobertados em situações bem menores. Teu filho/a pode não virar um serial killer, mas existem crimes como espionagem industrial, charlatanismo, entre outros, que, aos olhos de alguns não são nada, mas sim, são grande coisa. Portanto, ensinem seus filhos a não mentirem e não os acobertem. Pessoas assim não geram lucro algum. “O que para uns é um floco de neve, para outros é uma nevasca.”

Ká.