Breve explicação: Manual Desfavor é mais nova sessão do desfavor. O desfavor já analisa, critica, elogia e até explica desfavores. Mas ainda não ensina como ser um desfavor. Problema que pretendemos contornar a partir de hoje. (Infelizmente esta sessão demandará o reconhecimento de sarcasmo para ser apreciada, mas caso você leve tudo a sério, pelo menos poderá divertir a todos com seus comentários estúpidos. No desfavor todo mundo pode ajudar a tornar as postagens mais engraçadas!) Sem mais delongas:

Para variar, tudo está nas suas mãos!

INTRODUÇÃO:

Caro leitor, apesar de sabermos que introdução não é um conceito muito comum em sua vida, tentaremos explicar aqui como se disfarçar sua inadequação social de machismo chauvinista. Ainda teremos dicas preciosas de como se deve agir para fazer as pessoas da internet acreditarem na sua imensa capacidade de sedução. E se isso não fosse o bastante, você também receberá instruções sobre como enlouquecer uma mulher na cama, com exemplos que você finalmente entenderá.

Não tenha medo, ninguém está te observando. Vamos lá?

CAP. 1: A PREPARAÇÃO.

Como você bem sabe, o melhor lugar para se encontrar aquela mulher atraente e fogosa é a internet. Enquanto vários otários ficam por aí tomando foras nas ruas, você estará em seu ambiente seguro (Ou seja: Pode ficar sem tomar banho à vontade!). Para preparar seu ambiente de sedução, você precisará:

1) Um quarto com tranca na porta. Não queremos ninguém se metendo em nossos negócios, não?

2) Um computador. A máquina mágica que permitirá que você veja todos os pixels que quiser;

3) Conexão com a internet. Tantas mulheres te esperando… Você precisa chegar nelas. Nem que seja pela linha telefônica;

4) Um blog. Um texto bem escrito molha mais calcinhas que um O.B. defeituoso! Mulher adora ler;

5) Uma conta de MSN e uma webcam. Não deixe nada para a imaginação delas, tigrão! Elas estão desesperadas para ver um pinto em suas telas;

6) Atitude. A partir de agora, “Atitude” é seu sobrenome. Aposente o “Vader” e o “Passo-Largo”.

Mas eu aposto que com exceção do último item, você já deve ter tudo isso. Imagine só… Você tinha tudo logo aí na sua frente e estava desperdiçando tempo. (Mesmo que você tenha outro programa mais “elite” de troca de mensagens, use o MSN. Mulheres costumam não se importar tanto com essas coisas. Não é à toa que vivem dizendo que ninguém as entende, hein?) Mas isso não acontecerá mais. Não depois de ler este manual.

CAP. 2: A ATITUDE.

Uma das maravilhas da sedução virtual é que você pode ser outra pessoa! Um homem de atitude estuda o que as mulheres querem e torna-se uma pessoa completamente diferente. Sua nova atitude é a de um estrategista, um mestre no grande tabuleiro de xadrez que é a sedução.

Atitude, colega. Atitude! Se os filmes pornôs te ensinaram alguma coisa, é que mulheres não passam de pedaços de carne. Um homem de verdade consegue tudo o que quer, na hora que quer. Um homem com a atitude certa não respeita as mulheres.

Sim, é a mais pura verdade, você realmente é deixado de lado por ser muito bonzinho. O problema é que você trata as mulheres bem demais. Alguns invejosos dessa sua grande revelação vão te dizer que é a sua personalidade grudenta, covarde e repulsiva que realmente te impede de conseguir uma mulher que goste de você. Mas você sabe que não há nada de errado com você, certo? É o seu excesso de qualidades que espanta as mulheres. Tanto que suas amigas vivem dizendo que você é uma ótima pessoa e merece achar a mulher perfeita, que inclusive elas queriam gostar de você como mais do que amigo, mas infelizmente não conseguem, não é mesmo?

Pois é, futuro cafajeste, a solução para todos os seus problemas é deixar de respeitar as mulheres. Esse é o segredo daqueles cafajestes que cuidam da própria aparência, sabem cativar as mulheres e se arriscam para seduzi-las: Tratá-las mal.

CAP. 3: SEJA UM CAFAJESTE.

Na internet. É mais fácil do que você imagina! Está com seu blog pronto? Perfeito. Vejamos os passos importantes (Vale para TODAS as mulheres, já que elas são iguais.):

1) Mulher gosta de homem experiente. Mesmo que aquele desenho japonês que você adora diga o contrário, mulher gosta mesmo é de homem que seja capaz de estar no controle. A partir de hoje, você é um homem experiente, que já fez muito sexo IRL (Aliás, não use expressões como IRL ao escrever. Não é muito bem vista a idéia que você considera sexo algo que pode não ocorrer ao vivo, ok?) e que por isso já está até sem paciência para agüentar as frescuras delas;

2) Mulher gosta de ser mal-tratada. Nunca é demais repetir, nunca mesmo. Você já deve ter lido isso em vários lugares da internet, mas reafirmamos aqui que você tem que agir como se não desse a mínima para elas. Corrobora com a idéia de que você não está desesperado. (E, acredite ou não, elas não reagem bem a desespero por sexo…)

3) Mulher tem tara por professor. Tem a ver com a experiência e os mal-tratos, trate de ensinar alguma coisa sobre relacionamentos e sexo no que vai escrever. Há muita sabedoria escondida nos filmes pornôs que ocupam metade do seu disco rígido. Você já deve ter lido muito sobre sedução e o que elas querem. Está na hora de usar esse conhecimento para o (seu) bem, rapaz!

4) Mulher não enxerga a ligação entre “nerd” e “cafajeste”. É muito importante ostentar o tempo todo que não entende nada dessas coisas de computador, internet e afins. Você está lendo este guia para aprender a ser a pessoa que elas querem, portanto é bom acreditar no que está lendo aqui, por mais que não pareça fazer sentido. Você está muito ocupado fazendo sexo sem compromisso com mulheres gostosas que despreza para entender dessas coisas.

5) Mulher gosta de ser mal-tratada. O mantra do cafajeste punheteiro. Eu sei que estamos repetindo o tópico, mas vamos usar um enfoque diferente. Além de fazer o papel de homem que não liga para elas, você ainda deve ofendê-las sempre que puder. Mulher enxerga força num homem assim, e se esforça para conseguir agradá-lo. Já que você tem dificuldades de chegar à montanha, provoque a montanha para que ela chegue até você.

6) Você é diferente. Eventualmente você vai ter que falar com alguma dessas mulheres em particular. Não entre em pânico! Lembre-se que apesar de todas as mulheres serem iguais, você é um homem diferente. Que por detrás dessa máscara de atitude máscula se esconde um cordeirinho que só quer um pouco de amor sincero. O sonho delas é ter um homem como você, elas apenas precisam de um empurrãozinho para perceber. Deixe algumas pistas sobre seu lado sensível em suas postagens.

CAP. 4: VIRTUALMENTE SEXY.

Você já leu e escreveu bastante na internet, não? Está na hora de ter sua mais do que justa recompensa: Sexo. Agora que você já sabe que é só para isso que as fêmeas da espécie humana servem, vai saber usar com maestria essas táticas de abordagem:

1) Inteligência militar. Lembre-se, caro cafajeste punheteiro, isto é uma guerra! A mulher é o inimigo. Uma das melhores formas de se vencer uma batalha é saber o que o adversário fará antes dele fazer. Mulheres agem de forma muito parecida, mas cada uma delas tem suas peculiaridades, todas exploráveis caso você queira um lugar cativo entre suas coxas! Faça uso desta tática pesquisando todos os perfis que ela possa ter em vários sites da internet. Ela vai te achar um homem atencioso e bem mais interessante caso você concorde com os gostos dela. Pobre fêmea desprovida de neurônios, mal sabe que você está imitando a personalidade dela para impor a sua vontade de homem superior! Elas só descobrem isso tarde demais, depois que você já tiver as visto pela webcam.

2) Seu pênis é mágico. Já vimos em vários discursos de filmes que basta você acreditar numa coisa para ela ser real. Mulheres também tem necessidades, quando você corta todo tipo de preliminar e parte direto para o assunto, elas enxergam a possibilidade de se entregar para um homem forte e corajoso. Basta ter um pênis, algo que todas elas invejam e querem. Você é o homem! E toda mulher gosta de se exibir para estranhos, está no DNA delas. A única diferença entre o homem que recebe em seu e-mail fotos daquela safadinha com quem conversou no MSN e aquele que não é a coragem de pedir. Não se esqueça de mostrar seu pênis (Use um termo mais chulo, como “pinto”, “pica” ou “pau”, elas preferem.) para qualquer uma que aceitar sua conexão de webcam. Elas gostam, mas tem vergonha de admitir. E como você bem sabe, assim que elas virem, vão entender como o seu é especial.

3) Garotas, façam fila! Jamais aposte todas suas fichas no mesmo número. Além do óbvio de ter uma reserva para as vezes que tudo der errado, existe todo um fator de psicologia feminina que pessoas como você, cafajeste punheteiro, entendem melhor do que elas mesmas. Mulheres são seres competitivos e gostam de ser mal-tratadas. (Já dissemos isso?) Unindo o útil ao agradável, você deve tentar seduzir o máximo de mulheres por vez. Assim elas percebem que terão de chamar sua atenção para conseguir esse homem tão visado só para elas. Não se esqueça de ser exigente! É para o seu próprio bem. Lembre-se de não aceitar nada abaixo do seu padrão de beleza. Assim você garante que só mulheres parecidas com capas de revista masculina te darão atenção e não alimentará as esperanças daquelas que não ficarão bem numa fantasia de coelhinha. (Ou personagem do Anime de sua preferência.)

CAP. 5: DICAS SEXUAIS.

Achou que não chegaríamos aqui, hein? Bom, ninguém acharia mesmo depois de te ver ao vivo. Depois de seguir esse manual, bastará apenas escolher a ordem na qual fará sexo com as belíssimas mulheres que acabará seduzindo. E para manter a imagem de homem superior e experiente, não se esqueça das seguintes informações:

1) Uma mulher sempre está pronta. É só chegar, pegá-la com força e fazer o que bem entender. Ela vai acabar gostando, afinal, é você que está fazendo sexo com ela. Se você já conseguiu a colocar numa situação sexual, como ao chegar na casa dela vestido como técnico de TV a cabo, com certeza está apenas esperando que você aja como um macho e tome o que é seu. Use o fator surpresa ao seu favor!

2) O seu prazer é o maior prazer dela. Já percebeu como as mulheres sempre estão radiantes quando o homem goza em filmes adultos? Já percebeu que elas gemem de prazer não importa a posição que o casal estiver? Isso é um excelente indicativo da idéia de que as mulheres existem para te satisfazer, rapaz! Aprenda com a realidade dos filmes. (Desenhos hentai são menos realistas, mas também podem te dar ótimas idéias do que uma mulher quer no sexo.)

3) Toda mulher gosta de sexo anal. Mas nem toda mulher tem coragem de assumir. Tabu social, entende? Percebe-se claramente em todos os vídeos pornográficos que as atrizes estão adorando cada momento da penetração anal, quase como se estivessem recebendo uma nota para agir assim. Não há prova maior do que essa. Quando ela disser “não”, na verdade estará pedindo para que você a ensine a apreciar essa prática. Existem vários guias na rede de computadores. Leia-os e coloque em prática!

4) Toda mulher é lésbica. Você já fez o download de inúmeros exemplos dessa verdade absoluta. Basta criar o ambiente ideal que qualquer mulher vai se entregar aos prazeres da carne (feminina). Não perca a oportunidade de sugerir isso para ela algumas vezes. Algumas são honestas e topam, mas outras podem resistir. Nesse caso, basta criar alguma situação erótica onde ela não consiga enxergar a prostituta que você contratou para apimentar a relação. Nada mais natural do que um homem e duas mulheres na cama, certo?

5) Não ligue no dia seguinte. E se você tem alguma dúvida sobre a importância disso, não prestou atenção no guia! Esqueceu que você é irresistível e se der qualquer chance elas vão grudar em você? E você obviamente tem muito mais mulheres só esperando a vez delas… Na internet.

CONCLUSÃO:

Nada é culpa sua, o problema está nas mulheres. Quanto mais você treinar sua postura de homem desejado e exigente, mais elas vão te querer. Esperamos que você faça blogs excelentes depois de ler esse manual. Exemplos de sucesso não faltam por aí. Mas não vamos listar por… falta de espaço.

Boa pu… sedução!

Para criticar este excelente manual, para dizer que finalmente entendeu as mulheres e agora sim vai se dar bem ou mesmo para revelar que agora muitos dos meus textos começaram a fazer mais sentido: somir@desfavor.com

A semana do avesso foi bem mais interessante do que eu imaginava (ficou com medo que eu mate suas colunas, né?). Com exceção da coluna Sally Surtada e a talvez defunta (por favor não a mate) Somira Responde, todas as outras postagens fixas deste blog não foram planejadas com exclusividade de autoria. Por hábito (e depois de exaustivos debates – porque sempre tem exaustivos debates para tudo…) e principalmente por causa do rodízio diário, acabamos nos acostumando a nossos pequenos “feudos” no desfavor.

Apesar do trabalho que deu escrever colunas que originalmente eram da Sally, gostei do resultado geral da experiência (eu também). Até mesmo nas colunas duplas ou alternadas naturalmente fomos capazes de variar um pouco o “padrão desfavor de qualidade para postagens” e entender melhor (que 4 páginas é uma miséria) o que significa cada uma das colunas que vemos apenas finalizadas toda semana. (parece fácil quando a gente vê pronta, mas dá um trabalho do caralho, acreditem…)

Na segunda-feira, numa coluna onde a inversão de papéis não seria prática, acabou saindo uma das colunas com mais significados “ocultos” da história deste blog. Elogios críticos ou críticas elogiosas (sua mente doente não te permite ver que eu te meti o pau, não é mesmo?), não sei definir muito bem. Foi uma espécie de preparação para a semana, como sempre sem combinar nada com antecedência (isso é verdade, a gente nunca combina postagem). Sally e eu discordamos em uma sintonia impressionante… Quer coisa mais semana do avesso do que isso? (nada me faz sentir mais socialmente adequada do que discordar de você, Madame)

Logo na terça-feira, encontrei o meu maior desafio: Escrever “Somir Surtado” (vulgo “trair o movimento”). Desafio porque me convenci que seria sinal de fraqueza simplesmente debochar de textos para mulheres e do estilo da Sally de falar sobre relacionamentos (e também faz mal aos dentes). Não, o texto tinha que pelo menos parecer ser escrito com algum objetivo construtivo (sim, “trair o movimento”, sem sacanagem, tem dois amigos do Somir que não falam mais com ele depois do texto…hahahaha). Li e reli algumas de suas colunas anteriores para procurar inspiração, e foi aí que finalmente entendi: “Sally Surtada” é Sally. Ela não se prende por nada e simplesmente se joga em cada texto que escreve ali. (compre uma machadinha, porque quando ficarmos famosos, João Gordo vai perguntar se você traiu o movimento)

Sempre achei que “Sally Surtada” fosse uma coluna fácil, pela velocidade com que ela a escrevia e por nunca ter ficado sem assunto até hoje. Não é (para mim é). Tem um fator de entrega e honestidade (sincericida) ali que para uma pessoa como eu é praticamente inimaginável (tecla SAP: “sou morto por dentro, não tenho sentimentos, por isso foi tão difícil falar deles”). Fiz o que pude (trair o movimento, e somos gratas por isso), soltei algumas travas (e fodi dois amigos com suas namoradas) e falei sobre um assunto que realmente me importava. Se “Sally Surtada” é Sally, “Somir Surtado” deveria ser Somir. (foi bem Somir: perde o amigo mas não perde a piada)

Achei meu texto fraco (eu não achei). Mas melhor do que os três que abandonei pelo caminho. Se não venço pela qualidade, tento compensar pela persistência na idéia original do tópico. Pelo menos não fiz uma listinha…(pelo menos eu não sou morta por dentro nem traio o movimento)

Quarta-feira veio o texto, que na minha (sempre certa) (e sempre modesta) opinião, foi o melhor já escrito para o desfavor até agora (maluco da porra). Sally já estava me devendo um “Flertando com o desastre” há tempos (posso saber de onde você tirou isso? Eu hein…). Pagou com juros e correção. Nem tanto pelo assunto (confessa, você gostou do assunto sim), mas pela forma como ela abordou . Sou fã de textos que mexem com concepções “preguiçosas” das pessoas. Sem contar que eu mantenho que Sally escreve muito melhor sem “eu acho” e “minha opinião” (ele me proibiu de ficar frisando que aquilo era minha opinião e me obrigou a escrever que era uma verdade absoluta, porque segundo ele, “Flertando com o Desastre” tem que ser assim). Agora ela está me devendo um “Desfavor explica” (ah é? Não sabia disso não…), quero muito vê-la escrevendo um desses… Tema totalmente livre (me aguarde, vou fazer um provando por A + B que o Corinthians é uma merda). Cobrem-na.(não precisa, eu sou disciplinada, faço sem que me cobrem)

Teoricamente quinta-feira seria minha “folga” no rodízio, mas foi com prazer que escrevi o “Processa Eu!” (com prazer e com pressão: “nem pensar em você não escrever um Processa Eu, nem que eu tenha que fazer a pesquisa dos dados para você!”) Estava de olho nessa coluna faz tempo e finalmente tive minha oportunidade. Sempre soube que era muito difícil achar tanta coisa quanto Sally achava de suas vítimas, mas valia o esforço. “Processa Eu” era a coluna que eu imaginava nunca conseguir escrever. Depois de uma ajudinha da Sally (ajudinha?), consegui reunir informações suficientes sobre o desfavor Renato Suíço. Com a pesquisa pronta (agora sim estamos falando português claro), descobri que escrever essa sessão é mais ou menos como ser um garoto gordinho numa loja de doces (e só poder comer 4 doces). Você quer todos, mas não tem tempo ou espaço para acomodá-los. Reconheço que o limite de quatro páginas é pouco (* fazendo dancinha da vitória), mas não pretendo deixar de insistir nele (típico). Descobri que a graça verdadeira é colocar o máximo de sujeira possível num espaço limitado. (só se for para você…)

E é bom não incentivar a Sally a escrever o quanto ela quiser (hã?). 20 páginas por postagem podem parecer lindas em teoria, mas na prática estragaria a objetividade dos textos (é, porque EU me perco nas minhas divagações, né Madame?) e tornaria o blog cansativo (cansativo é aquele teu amigo ruivo chatopracaralho). A fórmula atual está ótima. Façam como a Sally e confiem na escolha “editorial” do Somir aqui. (façam como a Sally e esperem o momento certo para agir)

E excepcionalmente simultâneo, um “Deleta Eu!” sobre um blog, que segundo a Sally, vale como vingança pelo HTP. Hahahahahaha! (eu não disse “vingança”, eu disse “justiça”, já que falou mal de blog feminista eu falo mal de blog machista) Ela costuma ser muito esperta, mas dessa vez caiu na minha armadilha. De cabeça. Eu falo de um blog retardado, ela fala de outro, versão masculina. Boa, minha cara campeã! (como é manipulador barato… o assunto é o mesmo mas um blog não corresponde ao outro. Homem é tudo palhaço mesmo…)

Mas, justiça seja feita, o humor intencional da postagem foi melhor ainda. Como imaginei, ela manteve o pique da coluna e colocou seu toque pessoal. Aquela merda de blog tem que ser deletado mesmo! (e o dono deve cortar suas bolas e dar para o cachorro comer, porque não as usa mesmo…) Machista ou feminista, blogs de auto-promoção são dispensáveis. (nunca vou te perdoar por ter lido aquela merda de cabo a rabo, nunca mais quero fazer um Deleta Eu)

Sexta-feira, dia de baixo movimento, é onde entra a sessão que não sai nem se fizerem um abaixo assinado: DRAMA! (é a queridinha do Somir, acho a sessão mais difícil de se escrever de todo o desfavor…) Para homenagear a semana do avesso, um texto que deve ser lido da forma que foi postado, mas que só faz um pouco mais de sentido quando se chega nos “finalmentes”. Oras, o desfavor sempre foi assim. (você está nos devendo uma com votação)

Resumo: Divertido, faria de novo. Quem sabe na comemoração da 300ª postagem? (sim, seria ótimo) Seja como for, valeria apenas pelo texto de quarta. É essa qualidade que me incentiva. (quando estivermos na cadeia você vai mudar de idéia…)

Para dizer que deveríamos parar com essa auto-promoção (fale por você, eu não me promovo), para pedir mais semanas temáticas ou mesmo para dizer que essa coisa de trocar papéis (aff… piadinha manjada!) é viadagem: somir@desfavor.com


Passar uma semana escrevendo as colunas do Somir foi muito cansativo. (Imagine só se tivesse que formatar, editar e cuidar do resto do blog. Ah se eu só tivesse que escrever também… Seria mais “disciplinado”.) Quando decidimos fazer a Semana do Avesso, a intenção era uma brincadeira divertida (“Ciranda, cirandinha…”) para comemorar as 200 postagens do blog, (eu mereço uma medalha!) mas acabou servindo para que um entenda melhor as dificuldades do outro. (Mandou todos os textos na véspera dessa vez…) Garanto que Madame entende melhor o drama do limite de quatro páginas para o Processa Eu, (Mas quando você está menos inspirada, bem que aumenta a fonte do texto…) por exemplo. Eu também compreendo e valorizo o sofrimento que é ler os blogs titicas do Deleta Eu. (Todos os blogs do Deleta Eu! foram titica? Que bom que concordamos!)

Confesso que pensei dez vezes antes de escrever o “Flertando com o Desastre” (Viu? Pensar antes de agir não é tão ruim assim…). É uma coluna trabalhosa e perigosa, bato palmas para Madame, (Eu mereço.) que tem culhões de escrevê-la regularmente. Difícil encontrar o limite entre a polêmica e a ofensa (Polemize com quem vale à pena, ofenda as pessoas burras!). É uma linha tênue. Se você for covarde, fica um texto sem sal, igual a qualquer blog feijão com arroz que tem por aí, se você exagera na dose, além de ganhar um processo ainda desmerece seu argumento, porque soa como crítica apenas pelo prazer de criticar. (Ainda bem que você entendeu e aplicou o estilo Somir de escrever… Parabéns pela coluna!)

O tema também é uma escolha complicada. (Óh!) O que para mim pode ser polêmico, para os outros pode ser de mau gosto. (Tecla SAP: Mensuro o mérito do que escrevo pelos elogios.) E eu tenho um histórico de ofender pessoas sem a menor intenção (Vulgo “sem noção”.) de fazê-lo. Difícil mensurar até onde posso sentar a pata. A sensibilidade e o bom senso das pessoas varia muito. (*violino*)

O Deleta Eu também foi difícil. (“É fácil envejar, difiço é ser mim!”) Não tenho o hábito de ler blogs (Escritos por pessoas dotadas de cérebro.) e não tenho a menor noção de configurações e demais recursos (Gezuiz! Um dia desses você ainda apaga o blog… Vamos aproveitar enquanto é tempo, ok?). Só pude falar do conteúdo do texto mesmo (Ainda bem, achei que ia falar do tempo.), e ainda assim tive que me conter (Terminou correndo para não atrasar…), porque sou muito crítica e exigente. (Falou a fã de “Religião Urbana”…) Meu gosto não costuma bater com o gosto da maioria. (Concordo em gênero, número e grau.) Diversos blogs que eu considero uma bosta completa estilo “querido diário – acho minha vida interessante o suficiente para postá-la aqui” (Fiz um Deleta Eu! sobre um… Vários comentários, sabe?) são adorados e tem muitos leitores. (Gosto popular é uma merda. Aprenda isso logo…) Meu (mau-) gosto também não bate muito com o (bom-gosto) do Somir, eu gosto de muitos blogs que o Somir considera um lixo, (Não, minha querida, eles SÃO um lixo.) como “Te dou um dado” e “Kibe loco”. (“Hahahaha! Ele escreveu uma palavra numa foto! Olha que legal!”, “Hahahaha! Zorra Total está passando na TV!”) Nossos gostos para blog são tão diferentes que não sei como conseguimos criar um blog juntos! (De alguma forma você também queria fazer algo que prestasse…)

Fiquei surpresa ao ler a versão do Somir para as minhas colunas. (Faltou separar em tópicos, né?) Juro que eu gostaria que o Somir Surtado vire um quadro permanente! (Para folgar nas terças?) Acho que ele teria muito a dedurar sobre o universo masculino. (Quer ver a minha caveira…) Se tem alguém sincericida o suficiente para trair o movimento, esse alguém é o Somir. (Nem se eu escrever um guia vão entender…) Por incrível que pareça, ainda aprendo sobre o universo masculino lendo o que ele escreve. (E depois fica me xingando, dizendo que não precisava saber disso ou daquilo… Decide aí!)

O Processa Eu ficou bem a cara dele. (Algo me diz que não foi um elogio…) Eu foco mais nas fofoquinhas e na maldade – adoro debochar. (Ou seja: é mulher.) Ele foca no perfil psicológico, nos fatos e adora desprezar. (Ou seja: sou homem.) Foi valente na escolha, bateu em um ídolo que além de tudo era minoria socialmente marginalizada: homossexual e portador do vírus HIV. Com o plus de estar morto. (Família ainda pode processar?) É sempre cruel bater em cachorro morto, literalmente. (Gazela morta, aliás.) Achei até que ele levou pouca pedrada para o tamanho da ousadia, eu esperava que fossem xingar bastante. E ri muito dos trocadilhos dele com os nomes reais de pessoas e músicas. (Eu sempre coloco umas piadas mais fáceis…)

A parte mais engraçada disso tudo foram as nossas conversas (brigas) nos bastidores, um aconselhando (trollando) o outro sobre a melhor forma de escrever as colunas. (Com palavras, formando frases…) Acho que ambos estavam com medo do que iria sair. (Tecla SAP: Fiquei com medo de perder o fã-clube na terça-feira.) No final das contas, gostei do resultado. (Somos dois.) Por mim, a cada cem postagens faço uma Semana do Avesso. Só que na próxima gostaria que vocês escolham o tema, por votação. (Sei não, vão querer fazer o Orlandinho “ser curado”…)

A intenção principal era fazer alguma coisa diferente, afinal, nada pior do que um blog monótono onde os autores se acomodam em uma fórmula que deu certo. (Hein? Terá Parecido?) Mas no fim das contas, serviu para que um valorize o trabalho do outro. (As minhas são mais difíceis… Hahahaha.) Percebemos que não é tão fácil quanto pensávamos escrever essas colunas toda semana. Algumas coisas a gente só percebe na prática.

Também é bom saber que em caso de necessidade, um é capaz de escrever a coluna do outro. (Ou ignorar um aviso com antecedência sobre atraso e sair difamando o outro! Certo?) Se algum dia um de nós precisar se ausentar, o outro pode fazer uma coluna invertida, postando seu ponto de vista. (O meu é o certo. Decore para usar quando precisar.) Evidente que isso não exclui o Siago Tomir… (Evidente… Confete nunca é demais, né?)

Será que Somir e eu somos mesmo tão parecidos na escrita? (Será?) Será que se não tivéssemos anunciado uma Semana do Avesso, alguém teria percebido a diferença de redação? (Acho que o banner escrito Somir Surtado, que você exigiu, ajudaria…) Eu acho que sim. (Super-válida a proposta de deixar uma pergunta no ar e respondê-la em seguida!)

Espero que a nossa brincadeira tenha sido tão divertida para vocês quanto foi para a gente. (Vou querer o Processa Eu! emprestado de vez em quando.) E parabéns ao Somir, que consguiu o maior número de comentários da semana, com seu Processa Eu! (Eu já disse que mereço? Eu mereço!)

Para nos dizer que gostaria que cada coluna fosse escrita por ambos para sempre, (Maluca!) para nos oferecer dinheiro de modo a que possamos parar de trabalhar e atender à primeira proposta (Eu trabalharia nisso com todo prazer. Mas eu vou ser o presidente da empresa. Você vai ser a primeira-dama. E nada de processo por assédio!) e para dar a sua opinião sobre o que achou da Semana do Avesso: sally@desfavor.com

SEMANA DO AVESSO|OSSEVA OD ANAMES

DRAMA! CAPÍTULO 11, CENA 8:

21:06

Na cobertura do Edifício Baumann…

GOVERNANTA: Sr. e Sra. Somir estão chegando, como combinado, Sr. Antunes.
SR. ANTUNES: Qual o nome da filha do Peter mesmo?
GOVERNANTA: Quem deve saber essa informação é sua filha, senhor.
SR. ANTUNES: E Helena, está pronta?
GOVERNANTA: Está em seus aposentos em companhia do enfermeiro, senhor.
SR. ANTUNES: Ele ainda está aqui?
GOVERNANTA: Exigência de Helena, senhor.
SR. ANTUNES: Ela e sua excentricidades… Vá chamá-la para o jantar.

No quarto de Helena:

HELENA: Não sinto minhas pernas!
CARLÃO: Ai Gezuiz! O que que eu faço?
HELENA: Hahahaha… Você não entende mesmo, né?
CARLÃO: O quê?
GOVERNANTA: Senhora Helena, Sr. e Sra. Somir estão aqui, seu pai pede sua presença.
HELENA: Finalmente vou conhecer o marido da Sally. Faz tanto tempo que não nos vemos…
CARLÃO: Quando a gente janta?
GOVERNANTA: A criadagem janta após o término da refeição da família, Carlos.
CARLÃO: Porra, mó cheio da grana e oferece sobra pra nóis?
HELENA e GOVERNANTA:

Alguns minutos depois, no escritório do Sr. Antunes:

GOVERNANTA: Sr. Antunes, a senhora Sally e seu marido estão aqui.
SR. ANTUNES: *pulando da cadeira* MARIDO?
GOVERNANTA: Sim senhor. Gostaria de salientar que a face dele está vermelha, para evitar surpresas. Eles estão na sala de estar.
SR. ANTUNES: Meu Deus! Tira esses dois daqui AGORA! Ela não disse que tinha marido! Esse homem deve estar FURIOSO! Eles vieram me extorquir… ou matar…
GOVERNANTA: Pois não? *surpresa*
SR. ANTUNES: Não, você não conseguiria. Preciso de alguém forte para retirá-los daqui. Chame o enfermeiro! VAI! AGORA!
GOVERNANTA: Sim… Sim senhor…

Carlão chega até o escritório.

SR. ANTUNES: Eu te pago quanto você quiser, mas tira essa Sally da minha casa! E o marido também! Nem que seja na base da força!
CARLÃO: Hã?
SR. ANTUNES: Mil reais! Te pago mil reais! Tira aqueles dois da minha casa antes que Helena veja!
CARLÃO: Mil? É pra já!

Carlão corre até a sala de estar e avista o casal Somir.

SALLY: Boa noite… Meu nome é Sally.
SOMIR: Somir, prazer.
CARLÃO: VAZA FORA DAQUI! OS DOIS!
SALLY e SOMIR: Hã?

Carlão agarra Sally pela cintura e vai a levando em direção à saída.

SOMIR: Ei! Larga ela!

Carlão vai carregando Sally até o elevador. Somir tenta pará-lo, mas o homem é muito mais forte do que ele.

CARLÃO: Entra junto ou vai ficá pequeno procê, mano! Os dois! Vaza!

A porta do elevador se fecha, com Sally e Somir sem entender patavinas.

DRAMA! CAPÍTULO 11, CENA 7:

21:00

Nos arredores do condomínio de Helena…

PANTERA: Oi gata! Fazeno ponto na frente da casa dos bacana é?
MULHER:
PANTERA: Cê é muito gostosa… *olhar tarado*
MULHER: Se enxerga, pobre! *empurrando*

No carro, Somir e Sally discutem…

SOMIR: Olha lá! Tem até puta aqui na rua do condomínio! Melhor que nossa rua, é?
SALLY: Isso tem em qualquer lugar, Somir!
SOMIR: Tem até um drogado do lado dela, caído no chão!
SALLY: Não enche, pimentão!
SOMIR:

Chegando à portaria:

PORTEIRO: Pois não?
SALLY: Edifício Baumann, cobertura. Senhor e Senhora Somir.
SOMIR: Senhor e Senhora Somir?
SALLY: É mais chique.

DRAMA! CAPÍTULO 11, CENA 6:

20:43

Em frente à garagem do Edifício Baumann…

KELLY: Uau! Só tem carrão aqui!
ADALBERTO: *acordando* Quem é você?
KELLY: Ke… Sally! Pode me chamar de Sally!
ADALBERTO: Por que você está dirigindo meu carro? É seqüestro relâmpago?
KELLY: Você me pediu para te trazer aqui! Até me pagou para isso!
ADALBERTO: Ai… minha cabeça… Daqui você volta sozinha, ok?
KELLY: Achei que íamos subir… *passando a mão na perna de Adalberto*
ADALBERTO: Está maluca? Minha filha está em casa!
KELLY: *bufando* Passa lá para me ver de novo, gatão?
ADALBERTO: Só se você prometer não abrir o bico sobre hoje!
KELLY: Tudo bem! *dando um selinho em Adalberto*

Kelly sai do carro e liga de seu celular pedindo um táxi.

DRAMA! CAPÍTULO 11, CENA 5:

20:21

Numa praça…

SOMIR: Ai… Ai… Ai!
SALLY: Quer que eu pare?
SOMIR: Não. Nesse estado eu não posso ficar.
SALLY: A gente vai atrasar mais ainda. Fica parado!
SOMIR: Precisava ser aqui? Vão acabar olhando!
SALLY: No carro fica muito escuro! Já está acabando, seu fresco!
SOMIR: A gente podia fazer isso em casa, né? É estranho com platéia.
SALLY: Não senhor! Se voltarmos pra lá você arranja uma desculpa para ficar. Eu te conheço!
SOMIR: Agora eu vou assim? Melecado?
SALLY: Melhor melecado do que todo inchado. Não sei como a cabeça passou…
SOMIR: Bom, já estou mais aliviado. Vamos logo.
SALLY: Tem um homem olhando pra gente…
SOMIR: Que merda! Sempre tem um tarado nesses lugares.
SALLY: Ei… eu conheço o tarado.
SOMIR: *olhar assassino*
SALLY: Modo de falar! É o Olavo, marido da Kelly! OLAVO?

Olavo aproxima-se.

OLAVO: Eu não tinha certeza se eram vocês mesmos. E não quis interromper…
SOMIR: O que você está fazendo aqui essas horas?
OLAVO: Minha pombinha esqueceu de deixar a chave de casa.
SOMIR: Ué, liga pra ela.
OLAVO: Ela desligou o celular. Ela sempre faz isso quando está trabalhando.
SOMIR: No que ela trabalha?
OLAVO: Ela ensina dança para um grupo da terceira idade da igreja.
SOMIR: Bom, então ela volta logo. Quer carona?
OLAVO: Na verdade ela costuma demorar bastante. Só volta bem de madrugada… Eu vou ficar aqui nesse hotel da esquina.
SOMIR: Madrugada? Dança para terceira idade? Da igreja?
SALLY: Deixa pra lá, Somir! Olavo, a gente se fala, viu?
OLAVO: Boa noite. E eu acho que está aumentando de novo, Somir.
SALLY: Deixa que eu cuido disso depois. Boa noite!

DRAMA! CAPÍTULO 11, CENA 4:

20:16

Na boate “Pluma de Prata”…

KELLY: Amiga, que gorjeta foi essa? Hahaha! Pena que só me avisaram agora.
INHA 1: Esses caras FECHARAM a boate, menina! Tão aqui desde as seis. Nunca vi tanta nota de cem!
KELLY: O que eles tão comemorando?
INHA 2: Ninguém disse, mas um dos bêbados já me disse que foi uma tal de manobra na empresa deles. Colocaram um laranja pra se foder como sócio.
KELLY: Uma… Uma laranja, fofinha. Laranja é fêmea.
INHAS 1 e 2:
TONHÃO: Não estou pagando para vocês baterem papo. Kelly, vai dar atenção para aquele bigodudo ali…
KELLY: Pode deixar!

Kelly se aproxima de um senhor, do alto dos seus 60 anos de idade, vestindo um terno mais caro que sua casa. Paixão à primeira vista.

KELLY: Oi amor. *sentando no colo*
SENHOR: Vozchê é um anjcsho?
KELLY: Sou tudo o que você quiser, gostoso.
SENHOR: Me… me z… chama… de Adal… Adalberto. *quase desmaiando*
KELLY: Você está passando mal?
ADAL… ADALBERTO: Prechijo… Preci…jo… voltar… pra casa! Jantar…
KELLY: Xiii, a patroa tá esperando?
ADALBERTO: Chô… Sou viúvo.

Kelly escuta um “ka-ching” em sua mente.

KELLY: Eu posso te ajudar a chegar lá, amorzinho.
ADALBERTO: J.. já subiu numa Mercedez?
KELLY: No máximo uns beijinhos com a Cris para animar a platéia, mas não gosto de mulher não… Hihihihi…

DRAMA! CAPÍTULO 11, CENA 3:

19:31

Na favela Velha Esperança…

PANTERA: Sabe, tava pensando num treco agora… Se eu tô com o celulá do Carlão, como é que ele vai usá ele pra me ligá?
PILHA: Mais importante, eu estava pensando agora por que você continua na minha casa…
PANTERA: Aê, larga de sê mal agradecido, mano! Não fui eu que carreguei nas costa até aqui?
LINDAMÁR: Deixa ele, Pilha! Eu prometi que ele podia jantar com a gente! Cala a boca e vem me ajudar a cortar a cebola!
PILHA: Me respeita!
LINDAMÁR: Se respeita primeiro e eu penso no seu caso, drogado de merda!
PANTERA: Vixi! Que fora, véio… *rindo*
PILHA: Chega! CAI FORA DAQUI! *Pilha começa a enxotar Pantera para fora de casa*
PANTERA: Porra! Mancada feia essa, viu? Na boa, quando eu colá aqui amanhã pra vê a novela tomara que você teja mais sussegado… Aê Dona Linda, deixa o rango pra depois, valeu?
PILHA: Fora!

Pantera é empurrado para fora do barraco de Pilha e Lindamár. Chegando à sua própria moradia, não encontra Carlão em lugar algum.

PANTERA: “Vixe, será que a mina lá matô o Carlão? Cacete, tenho que achá o mano… Acho que ele anotô o endereço em algum lugar… Ah! Aqui! Mano véio, vô te salvá!”

DRAMA! CAPÍTULO 11, CENA 2:

19:22

Na comunidade Nova Esperança…

KELLY: Alô? Claro que sim. Já estou indo. É só bacana mesmo, Tonhão? Pediram por mim mesmo? Hoje eu tiro a barriga da miséria! Ele? Ah, ele arranjou um bico de professor… Hihihihihi… Professorinha, é? Tá bom, um beijinho lá. Lá onde? Hihihihi… Depois eu te mostro.

Kelly toma um banho rápido, veste suas melhores roupas (de baixo) e sai feliz e saltitante de casa. Distraída, esquece de deixar uma chave escondida debaixo do vaso, como combinado com Olavo.

DRAMA! CAPÍTULO 11, CENA 1:

19:10

Na casa dos Somir…

SALLY: Já está pronto, princesa?
SOMIR: Calma!
SALLY: Você está no banho há mais de uma hora. Você nunca foi disso, porcão.
SOMIR: Tem outro banheiro, caga lá.
SALLY: Quem disse que eu queria fazer isso?
SOMIR: Então por que caralhos você está me enchendo o saco da porta do banheiro?
SALLY: Porque estamos atrasados, seu grosso!
SOMIR: Já vai se vestindo então que eu estou quase saindo.
SALLY: Por que tanta demora?
SOMIR: Xô! Fora! Xispa! Vaza! Desaparece! Dá linha! Pega o caminho da roça! Vai procurar tua turma!
SALLY:

Quinze minutos depois, Somir finalmente sai do banheiro.

SALLY: O que aconteceu com você?
SOMIR: Nada. *acelerando o passo e escondendo o rosto*
SALLY: Volta aqui! Volta! Deixa eu ver isso!
SOMIR: Já vai passar…
SALLY: *segurando Somir pelo braço* MEU DEUS! SUA CARA! TÁ TODA VERMELHA!
SOMIR: O barbeador estava cego…
SALLY: E você se barbeou com uma lixa?
SOMIR: Há há! Já já passa. Deixa pra lá…
SALLY: O que você fez na cara, Somir?

Somir suspira e olha para baixo.

SOMIR: *murmurando* Usei um creme seu de depilação…
SALLY: NA CARA?
SOMIR: Pele de macho não tem ponto fraco.
SALLY: MALUCO! TÁ PARECENDO UM MORANGO!
SOMIR: E eu lá ia saber que você se depila com ácido sulfúrico?
SALLY: Por que não me perguntou se podia usar?
SOMIR: Eu que paguei mesmo por ele, não preciso de permissão…
SALLY: Ah é? Boa sorte então. Você tem 10 minutos para se aprontar.
SOMIR: Você quer que eu vá ASSIM?
SALLY: PELE DE MACHO NÃO TEM PONTO FRACO!
SOMIR:

Somir finalmente se apronta. Seu rosto está ainda mais vermelho.

SALLY: A gente vai comprar uma pomada para queimadura para você.
SOMIR: Que bom que você percebeu a gravidade, Sally. Fico esperando aqui…
SALLY: Ah, não mesmo! Vamos comprar no caminho!

CONTINUA…

SEMANA DO AVESSO|OSSEVA OD ANAMES

Manual do Cafajeste (para virgens)

O BLOG:

Proposta: “Papai sabe tudo – dicas de um pseudo-comedor.”

O autor se acha espertão e dá dicas aos demais cuecas sobre como se dar bem com mulheres. Desde como tratar, como se aproximar até como levar ao motel e como trair. Textos pobres, com erros gramaticais gritantes, conteúdo medíocre e esse imbecilóide tirando ondinha o tempo todo.

Pode até soar escroto me ver fazendo estas críticas a um blog que tem a mesma proposta que meu ex-blog tinha (atualmente coluna semanal no Desfavor). Mas eu vou fazer. Sabem porque? Porque este blog é escrito por um HOMEM (ou assim se diz). Onde já se viu macho que é macho ficar de ti ti ti na internet, ensinando outro macho (e ainda por cima ensinando errado!) a lidar com mulher? Deve ser uma confraria dos faixa-branca. É fofoquinha pura aquela merda, somada a dicas tão evidentes que até um adolescente de 14 anos sabe (contadas como se fossem A Novidade!) e uma pitada de auto-promoção no melhor estilo Papai Sabe Tudo. Apoooosto que Papai é feio. Mas aposto MESMO.

Me deparei com a seguinte frase no blog: “Este Blog tem o intuito de descrever, de maneira gradativa, as etapas básicas da interação sócio-psico-sexual entre macho e fêmea(s) da raça humana”. É da raça humana, viu gente? Apesar do autor ser uma mula.

LINHA EDITORIAL:

“Sou tão fodão com mulheres que em vez de estar comendo uma agora, estou aqui escrevendo meus intermináveis textos sem o menor poder de síntese”. Pergunta: você aprendeu a dirigir lendo o manual do carro? Não, né? Então valeu. Pode sair deste blog porque o que ele pretende ensinar não se aprende lendo um texto.

Claaaaro que o autor nos brinda com uma série de histórias de sua vida pessoal. Mas conta as vitórias, como é de costume (ou que ELE considera vitórias, que para mim são um belo dum fracasso muito do vergonhoso). Alguém sabe me explicar porque merda as pessoas acham que suas vidas são tão interessantes a ponto de estampá-las em um blog no estilo QUERIDO DIÁRIO? Todas as vezes que eu citei algo de minha vida pessoal no meu ex-blog foi contando DERROTAS. Isso diverte, a desgraça alheia diverte. Mas contar o quanto estava “morgado” (alou? 12 anos?), o quanto bebeu no dia tal (que bonito! Quer uma medalha por encher os cornos?) e mulher que comeu (cão que ladra…) me parece um tanto quanto ridículo e infantil.

Todos os textos tem algo para promover o autor. Tem uns chamado “A pegada” onde ele nos brinda com narrações bastante descritivas sobre como enlouquecer uma mulher. Tenham MEDO, minhas amigas, deve ter um bando de imbecil lendo essas dicas risíveis e seguindo. Talvez por isso tenha tantos homens merdas no mercado. Eu culpava hormônios colocados na água mas agora culpo essa merda de blog. Só faltou ensinar o “novíssimo” truque da Halls preta…

Uma coisa curiosa que me levou a escolher este blog cocozão: muitas postagens tratam sobre os mesmos temas que eu já tratei no Sally Surtada. Muitos mesmo. E é impressionante como o autor tem uma visão TOSCA e EQUIVOCADA do universo feminino. Se o blog estivesse ativo eu até mandaria uma cópia de todos os meus textos para ele, quem sabe assim ele aprende alguma coisa sobre mulher. Nada melhor do que esculhambar uma pessoa sabendo que se ela vier com esse papinho de “Você pode fazer melhor?” eu posso bater no peito e dizer que sim.

LAYOUT:

Porra, eu não entendo absolutamente nada de layout. Eu não entendo absolutamente nada de programação, computador e internet. Eu tenho sérias dificuldades para comprar um ingresso de cinema no ingresso.com. Então, técnicamente não vou ter muito o que falar aqui.

Mas senso de estética eu tenho. E, puta merda, quase tive um colapso estético quando vi o blog. Para começo de conversa as letrinhas dos títulos são de coloração MARROM COCÔ. Juro para vocês, é cor de bosta (diga-se de passagem, apropriado, em sintonia com o conteúdo).

Além das letrinhas cocô podemos perceber que nosso comedor sequer se deu ao trabalho de justificar o texto. As postagens tem aquelas bordas irregulares… aquilo me faz mal. Se o Somir abrir, periga ter um AVC.

O arquivo do blog merece quase que o mesmo destaque do texto na formatação. Está tudo muito mal dividido. Não há espaçamento entre um parágrafo e outro. Caralho… o cara deve ser um bosta mesmo, para que EU consiga detectar tanta coisa feia…

UTILIDADE:

1. Para o dono, auto-promoção. “Vejam como eu como mulher, vejam toda a minha sabedoria. Vejam como ensino vocês a serem tão fodas como eu” e talvez seja passatempo também, considerando que ele não deve comer ninguém. Talvez ele seja o tal do broxa objeto de tantas perguntas no meu tópico de perguntas e respostas. A confirmar.

2. Para quem lê, humor. Sabendo ler com bom humor, é possível dar muitas gargalhadas. Além disso, conforta saber que tem homens tão imbecilóides assim no mundo, aquela sensação de ser melhor que a concorrência, sabe? Eu recomendo como um bom guia sobre o que NÃO fazer com mulher.

3. Para quem nerds que ainda são virgens aos 40 anos: ali os Virgens aos 40 podem aprender um pouco (mas muito pouco) sobre sexo e mulheres.

AUTORIA:

Evidente que o sujeito não se identifica. Se eu tivesse um blog vergonhoso desses também não assumiria para ninguém. Bastava não se pronunciar, mas ele não resistiu a um marketing pessoal…Podemos ver o próprio autor se descrevendo no blog. Está em letras marrom cocô: “Eu sou assim”:

“Cafajeste. Sou um ser de personalidade metamórfica, gosto de ser fiel num relacionamento sério, fixo, mas completamente fiel às minhas vontades quando solteiro. Posso até pagar a conta do restaurante e o motel, mas pra dizer “eu te amo” eu cobro… e cobro caro!!”

Desconfie de quem ostenta. Este sempre foi meu mantra. Um cafajeste de verdade JAMAIS te dirá que é cafajeste. Mas tudo bem, vamos deixar ele tirar onda de malvado.
Personalidade metafórica: sem comentários.

Pergunta: quando está em um relacionamento sério ele não é fiel às suas vontades?
Ele cobra para dizer que ama. Curioso, pela leitura (dolorosa) que fiz deste blog, achei que fosse justamente ao contrário. Tem jeito de quem precisa pagar…

EXEMPLO DE POSTAGEM (COMENTADA):

Tem muita coisa grotesca. Gente, fiquei mais de uma hora tentando decidir qual delas postaria aqui. É uma pior do que a outra. Tem uma que ensina a melhor forma de levar uma mulher para o motel. Juro pra vocês que se um homem aplicar essas técnicas comigo enfio-lhe a porrada. E tem outra que ensina a trair que me fez chorar de rir.

Enfim, não consegui escolher. Decidi seguir a orientação do próprio autor do blog, que diz “indico uma leitura de trás para frente, ou seja, do primeiro post ao último (não precisava me explicar como se procede a leitura de trás para frente, querido, eu estou familiarizada com o conceito), para tal, consulte o índice do seu lado esquerdo.” (não precisava ter avisado que o arquivo estava do lado esquerdo, as letras marrom cocô gigantes não nos deixam esquecer – gente burra sempre dá excesso de instruções, porque eles sempre precisam de excesso de instruções).

Não é uma das piores, existem coisas realmente teratológicas ali. No entanto, refletem bem o espírito do blog. O título, em seu marrom cocô asqueroso, é “A abordagem”.

Saudações heterossexuais meus amigos. (Tá ostentando que é hetero porque? Pairava alguma dúvida?) .

Se você chegou até aqui (ou seja, se conseguiu ler um prólogo de cinco linhas), sinta-se um felizardo (que honra ter o privilégio de ler seu blog, hein?) No nosso primeiro contato vamos falar sobre a introdução, literalmente falando. (rolando de rir do seu trocadilho TÃO engraçado)
primeiro contato: (excesso de explicação novamente)

Toda mulher gosta de algo diferente, feijão com arroz quem gosta é operário (pela afirmativa incisiva, podemos perceber que o autor teve o privilégio de conhecer todas as mulheres do mundo) . Você deve ter em mente que toda mulher é vulnerável (olha que bacana, mais um TODA MULHER! Somos todas iguais, meninas. Somos todas vulneráveis), toda ela tem um ponto fraco (homens não tem pontos fracos), nossa tarefa é apenas encontrá-lo (porque o bacana é ganhar mulher assim, na malandragem, no ponto fraco, já que se ele for ele mesmo e agir de forma natural e espontânea jamais vai conseguir). Diferentemente do que muitos pensam (sim, professor, me ensine), nem sempre esse ponto fraco é fisiológico (todo mundo pensa isso?), as mulheres, ao contrário dos homens (fale por você, que de homem tem muito pouco), precisam de algo mais que o toque (jóias?), PRESUMO QUE AQUI DEVERIA HAVER UM PONTO – A CONFIRMAR saiba se portar em frente à mulher, saiba entendê-la e agradá-la (não seja você mesmo e fique com a mulher que gostar de você do jeito que você é, o bacana é fingir o que ela quer). E ai está o grande problema, todo ser tem suas fantasias (hã?), seus gostos, suas vontades (hãããã?). Então, como atrair a presa para a armadilha? (você precisa armar um esquema para atrair uma mulher? Seja bonito, divertido, agradável e elas virão sem precisar de nenhum joguinho para atrair)

Com certeza esse passo é fundamental, saber como agradar é tão difícil quanto conseguir se manter agradável (para pessoas com personalidade repulsiva como você talvez possa ser, mas pessoas legais não fazem o menor esforço para ser agradáveis, apenas são elas mesmas). Conhecer cada vítima é fundamental para o sucesso da missão (ele vai estuprar alguém?). Isso hoje em dia, com o advento da internet e sua larga utilização é cada vez mais fácil (é sim, pessoas quase não mentem na internet, é uma ótima ferramenta, principalmente para quem não tem culhões de praticar a conquista ao vivo, olho no olho), basta a você ser inteligente o suficiente para saber onde e como procurar (procurar parceiros na internet e inteligência são duas coisas que, na minha opinião, não combinam – Garanto que ele já deu em cima da Kelly)

Período investigativo:

O orkut por exemplo, é o lugar mais fácil de se conhecer sua vítima (principalmente se você é um loser que não sabe ou não tem coragem de seduzir ao vivo e a cores, olhando nos olhos), olhe suas comunidades, suas fotos e scraps, informações preciosíssimas para o movimento das peças no xadrez (com certeza vai ser tudo verdadeiro, ninguém mente ou se promove no Orkut. Aproveite e entre na comunidade “Eu vi a Kelly na webcam”). Tente seduzí-la (tem acento?) com as informações que ela mesma dá (seduzir via Orkut? Loser, loser, loser). Não tente parecer o mestre de todos os assuntos que ela gosta (como você faz aqui no seu blog marrom cocô?), afinal, provavelmente ela deve entendê-los bem melhor que você, diga apenas que simpatiza, que acha interessante e demostre (ele quis escrever demoNstre) interesse em apredê-los (ele quis escrever apreNdê-los – será que a letra N do teclado dele está com problema?), com sorte e competência, ela poderá se oferecer pra ensiná-los.. (u-hu! O sábado à noite vai bombar! Um fake do Somir vai te ensinar um pouco sobre axé!!!)

Uma bela vez conheci uma garota (Kelly?), no começo ela não quis dizer seu nome (Tiago Somir?), apresentou-se apenas através de um apelido que ligava diretamente ao seu nome, por exemplo “Lu”, durante a conversa (enquanto isso, na vida real, muitas mulheres solteiras e atraentes se divertem em vários points da cidade) tratei de saber qual o curso que ela fazia e a faculdade (para saber se tínhamos conhecidos em comum). Com o novo conhecimento (enquanto isso, na vida real, diversas mulheres atraentes e solteiras conhecem homens de verdade, que as olham nos olhos e conversam de forma segura e divertida) tratei de procurar as comunidades relacionadas ao curso e a faculdade onde ela estudava (será que ele trabalha? Queria tanto ter tempo livre para essas coisas…) . Por ser um curso e uma faculdade bastante procurada, mandei um link de uma comunidade do orkut para ela fazer o login, para evitar ficar procurando entre os milhares de membros das comunidades,(espertão você! Nerd Pride!!! Boa campeão!) ao fazer o login… Bang.. (Zaz! Pum! Zap! Será que ele gostava do seriado antigo do Batman?) Lá estava seu perfil entre os primeiros membros das comunidades (nossa! Você é malandro mesmo!!!), reconheci pela foto e pelo seu nome, que possuia (acento é o de menos em uma grande bosta como essa) uma grafia bastante diferente (como a grafia “inovadora” que você utiliza aqui no seu blog?) da sua forma mais conhecida . (enquanto isso, na vida real, diversas mulheres atraentes e solteiras conhecem homens de verdade que perguntam do que elas gostam e conversam sobre assuntos de seu interesse e trocam beijos com eles, avaliando se há química entre eles) Tratei logo de fuçar suas comunidades (Caralho, Mermão! Você precisa de TUDO ISSO para conquistar uma mulher? Não serve ser você mesmo não? Você deve ser um cu sujo e mal lavado!) , numa rápida pesquisa ao Google já fui colhendo informações sobre os assuntos e pude, (é problema com acento, com ortografia, com virgula… puta merda) enfim chamar sua atenção de uma forma mais produtiva.(“porque se fosse eu mesmo e falasse das coisas que eu entendo e gosto passaria vergonha, então, tive que PESQUISAR para saber o que ela gostar, de modo a impressioná-la com uma mentira”)

É difícil entender (caralho voador! Claro que fica difícil entender! O sujeito não pergunta à mulher o que ela quer, apenas fuça e acha que sabe tudo) um ser tão complexo como o ser humano (odeio gente tosca que tenta escrever de forma rebuscada) , impossível é entender as mulheres (se ficar fazendo esses joguinhos babacas, realmente. Que tal perguntar o que quer saber se quer nos entender?), porém jamais deveremos esquecer que não somos tão diferentes assim.(realmente, VOCÊ não difere muito de uma mulher, a julgar pelo seu blog. MULEZINHA FOFOQUEIRO FUÇADOR DO CARALHO! MORRA! MORRA!)

DELETA EU?

Deleta! Porque deve ter gente lendo isso e achando que são bons conselhos. Deleta essa merda e todas as demais do gênero. Se o Somir ousou jogar pedras no Homem é Tudo Palhaço (do qual eu sou leitora), que narra histórias bem humoradas de forma descontraída, tem é que jogar ácido nesse arrogante imbecilóide dono da verdade que vem com receitinhas simplórias para se dar bem às custas de parecer algo que não é. Este blog é uma bosta sem fim e me enoja saber que boa parte dos homens tem essa cabecinha de merda.

Para me dizer que se sentiu vingada pelo Deleta Eu do HTP porque eu provei que homem é muito mais palhaço do que a gente pensa, para se solidarizar com a minha dor por ter lido essa merda de blog para escrever este Deleta Eu e para dizer que prefere o blog nesse esquema de Semana do Avesso do que no original: sally@desfavor.com

SEMANA DO AVESSO|OSSEVA OD ANAMES

O dia que o Processa Eu! foi longe demais?

Hoje falo sobre Renato Manfresquinho Jr., mais conhecido por Renato Suíço em sua terra natal. Renato foi um dos grandes ídolos teens nos anos 80, sucesso de público e de crítica (comprada pela gravadora) em toda a Suíça. Apesar da AIDS ter nos feito o favor de levar esse desfavor embora, ainda hoje convive-se com uma legião de fãs desse arremedo de artista. Desfavor!

Renato Suíço era o vocalista da banda Religião Urbana, onde pregava sua rebeldia contra a sociedade castradora que o permitiu viver da forma como bem entendeu. Vítima profissional, desequilibrado e desprovido de originalidade, caiu como uma luva no papel de grande ídolo de toda uma geração de suíços que já começava a não saber muito bem contra o que se rebelar.

Renatinho nasceu em 1960, no segundo maior antro de desfavores por metro quadrado da Suíça: Jio di Ranero. Vivendo uma “difícil” infância onde teve de tudo, inclusive dois anos morando em Nova Iorque com a família, Renato ainda não tinha encontrado uma boa brecha para se vitimizar. As coisas iam bem.

Aos 11 anos de idade, novamente acompanhando a família, mudou-se para, aí sim, o maior antro de desfavores por metro quadrado da Suíça. A capital Bernília. Finalmente Renato encontrava pessoas que o entendiam: Outros filhinhos de papai revoltados com o próprio tédio. Bernília era basicamente uma cidade política, que reunia a sede dos três poderes e as famílias dos corruptos. (Hoje em dia eles tem alguns shoppings…)

Normalmente não tendo muito o que fazer na cidade onde morava, Renato foi acometido ainda de outro limitador aos 15: Um movimento separatista arquitetado por seu próprio fêmur, talvez cansado de conviver com o resto do corpo. Uma rara doença óssea chamada epifisiólise fez com que Renato deixasse de ser um desfavor ambulante para se tornar um desfavor de cama e cadeirante por um bom tempo. Depois de levar três pinos na altura da bacia (piadas que se escrevem sozinhas…), Renato acabou se recuperando e ficando sem alternativas além de continuar sua caminhada rumo ao des… estrelato.

Logo após essa época, engatou um namoro com uma atriz (óbvio), apenas para desistir aos 18 anos, revelando para mamãe que também “achava os homens interessantes”. A reação dela não foi de alegria, mas também não chegou nem perto de renegar a cria. Ah sim, o pai também acabou aceitando e apoiando o filho. Renato sofria tanto…

Mas, naquele ambiente de efervescência cultural de bandas HORRÍVEIS de rock que era Bernília, Renato não perdeu tempo: Juntou outros jovens “rebelados contra o sistema” e criou uma banda de nome duplo e estúpido, o Arroto Elétrico. A banda termina porque um dos integrantes, Lê Femos, constatava a verdade dizendo que a música “Que Mico”, apresentada por Renato Suíço, era horrível e que ele tinha perdido o talento para compor. (Não se perde o que nunca se teve, mas…) Mas Renato não estava muito afim de opiniões sinceras, o drama subseqüente terminava o Arroto Elétrico. Renato decidiu tocar sozinho por um tempo, intitulando-se o “Desfavor… Trovador Solitário”. Mas sentindo que preferia tocar com mais homens ao seu lado, começava o movimento que tornaria todos seus sonhos de vitimização pública realidade.

Renato convida Barcelo Monfá para formar uma nova banda. A Religião Urbana (Naquela época até um chimpanzé teria uma banda em Bernília. Algo me diz que Renato queria mesmo era um pouco mais de intimidade com Monfá…) Percebendo a furada (ha) que era ficar sozinho com Renato, Monfá insiste para que se convidem mais membros para a banda. Depois da menção de “membros”, Renato aprova. Duas pessoas são adicionadas à banda e um show de estréia já é agendado.

Nem adianta falar dessas pessoas. Logo após o PRIMEIRO show, eles saem da banda. Renato Suíço era insuportável assim. A não ser para Monfá, que aparentemente estava disposto a dar… tudo de si pelo sucesso. Como aparentemente toda a população jovem de Bernília vivia de mesada naquela época (“Paiê, vou me rebelar contra a sociedade, empresta o carro?”), foi fácil achar mais um integrante. O irmão de um desfavor que viria a liderar a outra banda que saiu do Arroto Elétrico. (Quem? Dica: Ele é o segundo adolescente mais velho da Suíça, atrás apenas do Chupla.)

Mas aparentemente ele também não fazia o tipo de Renato. Saiu da banda para dar lugar a Dando Lilla-Vobos. Dando entrou para tocar guitarra, mas Dando não sabia tocar guitarra. Por sorte Renato Suíço gostou do estilo passivo e passado do rapaz, então acabou Dando mesmo na banda.

Pronto, estava criada a Religião Urbana. Renato e mais dois membros de seu agrado. Logo após, recebe uma mãozinha de um antigo amigo, Bi (Juro!), para conseguir um contrato de gravação para o primeiro disco da banda.

Renato Suíço estava com tudo! Menos motivos para continuar seu drama pessoal… Mas isso foi resolvido rapidamente: Após uma pequena desavença com a gravadora por causa de uma mudança nos arranjos do futuro hino comunista de butique “Beberão Coca-Cola”, Renato fez o que qualquer pessoa razoável faria: Tentou se matar cortando os pulsos. Incompetente, conseguiu apenas alguns arranhões e a impossibilidade de tocar. Para resolver o problema, foi chamado Brennato Brocha, que completava então a formação da Religião Urbana no álbum de estréia.

Comprovando sua falta de talento, a música mexida pela gravadora torna-se a mola propulsora para a fama nacional da banda. Adolescentes idiotas da Suíça inteira conhecem as letras previsíveis e popularescas do brega Renato Suíço. Essa faixa etária consome praticamente qualquer porcaria que as gravadoras enfiam goela abaixo. E naquela época não era diferente.

O disco “Dois”, original até no título, faz mais sucesso ainda, impulsionando músicas dotadas de poesia e profundidade como “Eduardo e Mona”:

Festa estranha, com gente esquisita
“Eu não ‘to’ legal, não agüento mais birita”

As coisas estavam dando certo… Renato poderia até ficar feliz caso as coisas continuassem assim, mas ele não deixaria isso acontecer! Depois de um show que terminou mal, com a morte de uma menina e vários feridos, Renato fica traumatizada e os shows da banda começam a rarear. (Você não morreu em vão, garota! Pulou na granada por nós…)

Depois de mais um incidente em um show em Bernília, com mais três mortos e centenas de feridos, Brennato Brocha sai da banda. (Eu também ficaria furioso se visse aquela merda de banda ao vivo…)

Logo após sai o álbum mais vendido da história da Religião Urbana: “De Quatro Estações”. Mais belas obras como “Rapaz e Filhos” brindam os ouvintes espinhentos com pérolas do tipo:

Já morei em tanta casa
Que nem me lembro mais
Eu moro com os meus pais
Huhuhuhu!…ouh! ouh!…

Estava na hora de estragar tudo mais uma vez. Vai Renato!

Renato Suíço conhece Scrott, um drogado americano por quem se apaixona perdidamente. Achar alguém mais patético era um feito. Scrott serve de inspiração para o mais novo trabalho solo de Renato: O vício em heroína. A dupla divide picos e… Deixa pra lá.

O que já era óbvio para qualquer pessoa minimamente observadora vem a público com Renato assumindo para a Suíça inteira o que mamãe já sabia, mas não reclamou muito. Esperando ser rejeitado, percebeu que seus fãs não estavam nem aí. Numa cartada final para virar oficialmente um pária e curtir a pena da nação, anunciou que era HIV positivo.

Funcionou! Renato Suíço sentiu o que sempre quis sentir: Um motivo para ser chamado de “gênio atormentado”. A partir daí ele vai se afundando cada vez mais e saboreando a deliciosa auto-piedade.

Seu vício em heroína, somado com o alcoolismo, ajudam Renato Suíço a compor mais algumas das páginas negras da música suíça: O álbum “G”. Capitaneado pelo sucesso depressivo “Sento no Litoral”:

Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim…

Essa música foi escrita para Scrott. E talvez aqui a única característica redentora de Renato Suíço: Ele trollou muito marmanjo que cantou músicas de amor escritas para homens! Hahahahah… Releiam o trecho acima pensando no sentido real. Olhando na mesma direção? Sei…

(Agora eu entendo porque a Sally sempre reclama do limite de páginas… Vou ter que resumir o resto. Droga!)

Renato Suíço, todo fodido por vontade própria, vai se tornando cada vez menos produtivo. A gravadora e os outros integrantes sugam (de camisinha, claro!) o que é possível dele para juntar um pouco mais de dinheiro.

Renato tenta uma carreira-solo, assumidamente brega. Até um disco ridículo em italiano onde fazia cover de cantora brega italiana ele fez. Desfavore!

Nessa época ele tenta se matar várias vezes e insiste para que seu pai aceite os vícios do filho, assim como aceitou a homossexualidade. (O grau de babaquice é impressionante. Auto-proclamado ativista dos direitos homossexuais, termina seus dias tratando vícios destrutivos como algo parecido! Boa, campeão!)

Mesmo sendo forçado a se livrar dos vícios, Renato Suíço não pode ser livrado da AIDS, que o faz abandonar os palcos da vida de vez. Infelizmente um desfavor desse tamanho caga na entrada e na saída. Morrer é negócio na música pop. Renato vira mito, gênio atormentado e voz de uma geração. (Geração de merda essa, então…)

A família também aprende a capitalizar em cima da morte dele. Desde manter seu quarto intacto por anos até mesmo esconder do grande público várias porcarias que escreveu em seus últimos dias, para não queimar o filme do filhinho. Toda sorte de picareta aproveita a mitificação de Renato. Saiu até livro “psicografado” dele.

E seu público teen, agora adulto, empurra para as novas gerações que aquela babaquice tinha algum significado além de músicas da moda, oriundas de um movimento musical de playboyzinhos entediados. “B-Rock”? Só se for no mesmo sentido que “B-Movie”

Vítima profissional, Renato Suíço passou a vida toda procurando motivos para se afundar. Não é exemplo para ninguém. E se você acha que eu estou criticando o fato dele ter sido homossexual, pare de escutar Religião Urbana e comece a procurar sentido no que lê.

Renato Suíço foi um desfavor. Mas eu preferia que ele não tivesse morrido. Assim ele poderia estar lançando músicas tão bregas quanto quisesse e matado sozinho o seu fã-clube, de desgosto.

Para fazer ameaças de morte, para dizer que tem vergonha de ter sido fã da Religião Urbana (ei, eu também já tive meus 14 anos de idade… é normal…), ou mesmo para dizer que eu não devo mais impor limite de páginas nesta sessão: somir@desfavor.com