De forma inédita, o desfavor da semana vai tratar do assunto da semana que vem. Começará o Big Brother Brasil de 2009 e todos os desfavores ligados a esse programa. E o desfavor.com já faz sua previsão: Vai ser a mesma porcaria de sempre, portanto vai dar na mesma esperar mais uma semana ou escrever agora.

Eu sou do contra. Quase todos os outros blogueiros deste país vão falar mal do BBB, tirar sarro dos candidatos e dizer que é tudo armado. Não que eu não concorde com essa linha de raciocínio, mas é que…

Eu gosto do BBB.

Mas não do programa que passa na Globo apresentado pelo Pedro Bial permeado por montagens manipuladoras que atribuem personalidades aos participantes. Também não dou a mínima para os paredões ou para quem vai ganhar.

Eu gosto do BBB que passa no pay-per-view. Justo aquela parte que todo mundo considera chata porque não parece uma novela. Onde os participantes idiotas realmente mostram como são idiotas, onde as pessoas com algum resquício de inteligência começam a fingir serem outras pessoas para aparecer bem nas montagens e agradar o público ignóbil.

Muita gente já deve ter dito isso, mas eu reforço: Os participantes que aparecem na versão Global do programa não existem. São personagens muito bem montadas com a escolha precisa das cenas que vão ser mostradas para o grande público. Como eu já disse anteriormente: Detesto novelas onde quem assiste tem participação. Óbvio que eu odeio o joguinho armado do BBB. (Bial, Boninho e os Bobos)

Mas eu sou fascinado pelo ser-humano. A minha curiosidade antropológica toma conta de mim e eu sou capaz de observar atento por horas pessoas idiotas fazendo coisas banais.

(Não é uma desculpa esfarrapada para voyeurismo. Até porque eu assumo numa boa que fico caçando peitos e bundas enquanto assisto. Mas se fosse só isso eu nem estaria escrevendo essa coluna.)

Esta coluna se chama desfavor da semana. E até agora não tem nenhum grande desfavor além de mim, certo?

O desfavor ligado ao BBB é que cada vez mais estão tirando toda a diversão de pessoas como eu apenas para ter mais respaldo na hora de manipular as informações sobre os participantes na hora onde eles REALMENTE ganham dinheiro: Nas eliminações.

Não que ME incomode que eles manipulem o jogo. Acho o máximo que nos dias de hoje a Globo ainda consiga fazer alguém acreditar que tem algum papel na decisão sobre o que vai acontecer no BBB. Admiração troll, por assim dizer.

O que realmente irrita é o fato de pegarem pessoas cada vez mais chatas e limitadas para participar do programa. Mesmo eu que adoro as gostosas do programa me contentaria de ter uma ou outra baranga por lá se ela fosse minimamente incorreta. Todo mundo que participa agora quer começar sua carreira de “celebridade”, todo mundo tem algo a perder se fizer merda, for preconceituoso ou cruel com o elo mais fraco. Quando eu falo de “limitadas” eu nem estou falando de inteligência, estou falando da merda da política do correto.

O filha-da-puta que arma e manipula nunca mais vai poder ganhar. O “gente boa” sem NENHUMA personalidade aparente vai. (Quer caso melhor do que o último ganhador?)

É a estética da novela se estabelecendo de vez no reality show. Quanto mais simples a mente de uma pessoa, maior a tendência dela de torcer pelo mocinho. E o mocinho não pode ser complicado… O mocinho anda em linha reta, e se faz alguma besteira, acaba se arrependendo.
(Quem mais assiste BBB? Mulher. Quem mais tem tara por perdoar? Mulher.)

Pronto, estragaram a graça para quem queria seguir a idéia original do programa: Ver o comportamento humano sem cortes. Nas primeiras edições até que se podia observar algumas escapadas de sinceridade, mas hoje já não é mais possível. A disputa não é mais para saber quem joga melhor, a disputa é para quem vai aparecer melhor nas montagens e quem vai ter mais atenção do Bial.

Ninguém mais esquece que está sendo filmado.

(Sim, as mulheres pagam peitinho sabendo que estão pagando peitinho. Umas das poucas coisas boas que ainda se pode ver no pay-per-view. E mesmo assim, grandes merdas, porque sempre tem alguém para colocar as cenas na internet depois…)

Além disso, as câmeras que deveriam mostrar tudo o que acontece 24 horas por dia vão se adaptando aos personagens criados em cima dos pobres cabeças-ocas que se estabeleceram na casa. Se definiram que Sincrana é uma boa moça, vão cortar a cena onde ela fala mal de outra. Se definiram que Fulano é maluco, jamais vão filmá-lo dando um conselho sóbrio e pertinente para um colega.

Eu entendo. Os participantes recentes do BBB não saberiam o que é uma personalidade nem se uma fosse enfiada no “cafofo” deles. É muito mais fácil escrever em um papel em branco…

Entendo mas não concordo. Esse ano eu não vou ver o BBB, nem pelo pay-per-view.

No dia que o desfavor começar a dar dinheiro, eu vou fazer o Big Desfavor Brasil e vou chamar os seguintes participantes:

  • Um pit-boy homofóbico;
  • Uma feminista;
  • Um evangélico raivoso;
  • Uma mãe de criança pequena;
  • Um skinhead neonazista;
  • Uma defensora dos direitos dos animais;
  • Um segurança de boate negro;
  • Uma mulher que foi abandonada no altar;
  • Um militante das FARC;
  • Uma monga;
  • Um argentino gay, machista, ateu, pedófilo, judeu, que só anda com casaco de pele, racista, com medo de compromisso e capitalista.

(A monga é só pela diversão mesmo.)

Ofensas, links de flagras das gostosas do BBB e piadas com meu gosto televisivo: somir@desfavor.com


BBB9 vai começar na semana que vem. Não posso deixar de perder!

Não esperem que eu volte neste assunto, porque salvo algum acontecimento excepcional, não pretendo mais falar nisso. Já me bastou ter que ler Paulo Coelho para escrever aqui, não tem qualquer condição de começar a assistir BBB para escrever no blog. O ser humano tem limites e esse é o meu.

Na verdade, acho que este texto vai ser muito previsível. Vamos falar mal de BBB e todos responderão que não gostam e farão críticas, salvo uma ou duas almas corajosas (ou sem noção). Típico. Esse é o grande desfavor: Ninguém gosta, ninguém vê, mas o ibope está lá nas alturas.

E olha que eu sou chegada num mundo cão. Adorava Alborghetti e seu programa “Cadeia” e gostava do programa do Ratinho quando passava em uma emissora pequena e ele podia barbarizar e ser politicamente incorreto. Gostava porque era espontâneo, porque era a verdade nua, crua e sangrando esfregada na minha cara. BBB não. É a verdade maquiada, editada e cheia de silicone.

Respondam à pergunta: porque quando um vilão do BBB vai a um paredão com um bonzinho o povo todo se organiza, se manifesta e vota em peso (uma votação com números assustadores) para eliminá-lo e não repete este padrão nas urnas, quando um político se mostra um crápula sem caráter?

Não tenho uma resposta para essa pergunta, apenas achismos. Acho que o povo não sabe identificar quem é bom e quem é mau a menos que isso seja apresentado de uma forma cristalina e maniqueísta (como o faz a edição do programa). Também acho que o povo é imediatista, fica com raivinha no momento, mas tem memória curta, anos depois, na hora das urnas, não se lembra de nada ou, mesmo que lembre, deixa que o tempo amenize os erros.

O BBB é hipócrita (reflete nossa sociedade). Hipócrita e moralista. Mostra todo tipo de baixaria (briga, palavrão, intrigas, racismo, bunda e peito de fora) mas no final das contas esbarra na hipocrisia nacional. Sexo que é bom, nada! Várias edições do BBB no mundo todo tem cenas de sexo. No BBB brasileiro dificilmente os participantes façam sexo e mais difícil ainda a Rede Globo mostrar. Acho sexo muito menos imoral do que uma série de coisas que já vi e li acontecendo no BBB. Porra, mostra logo um nu frontal e uma cena de sexo, ao menos vai ter alguma coisa interessante! Mas isso ofende o espectador. Briga, barraco, fofoca e burrice não. Mas sexo é ofensivo. Então tá.

E o Bial? O que dizer do Bial? Ao contrário da massa, eu não acho ele bonito nem charmoso (sinal de que deve realmente ser bonito e charmoso). Bial pega raivinha de participantes. Bial alfineta sem dó. Bial se acha superior, os trata como animais em um curral. Todo mundo abaixa a cabeça para o Bial. Anseio pelo dia que um participante vai cansar das provocações e puxar Bial para a lama junto com eles. Pode trazer à tona o divórcio-baixaria do Bial com a Giulia Gam (com direito aos detalhes da luta pela guarda do filho) ou ainda relembrar aquele memorável episódio onde ele apresentava o Fantástico sobre o Ballet Kirov e no meio da reportagem se escuta o comentário de Bial “Isso é coisa de viado!”. Está no YouTube, podem procurar. Mas Bial continua lá, apresentando o BBB, pomposo, se achando o rei do bom senso. Se eu estivesse lá dentro, eu peitaria o Bial.

Fico pensando porque as pessoas gostam tanto dessa fofoquinha e dessa picuinha que é o BBB. Porque sinceramente, se é para ver fofoca, porque não fazê-lo no trabalho ou na vizinhança? Cheguei à conclusão que o BBB conquista porque está recheado de gente bonita. É muito mais agradável ver fofoca de gente bonita. Se tivesse gente feia, não daria certo. Lá se vai o discurso do povo brasileiro sobre a beleza interior… E por beleza, quero dizer CORPO (quem fode rosto é espinha). Bota meia dúzia de gordinhos caídos para ver se o ibope continua!

O BBB também reflete como é fácil apontar o dedo e ficar espezinhando os outros… Nos faz sentir melhor ver que outros tem tantos ou mais defeitos do que nós temos! O que ninguém lembra é que se estivesse com uma câmera amarrada no rabo 24hs, por três meses seguidos, provavelmente seria odiado por todo Brasil. Você seria? Eu seria. Certeza. Não é apenas o programa que é hipócrita ao não mostrar cenas de sexo e nu frontal, a sociedade também é hipócrita de condenar condutas rotineiras que a maior parte das pessoas faz. Faz, assiste o BBB para confirmar que outras pessoas fazem, se sente aliviado, e ainda mete o malho. Bacana, hein?

Gostaria de ver uma edição “mundo cão” do BBB. Esse programa eu acompanharia. Acho desinteressante essa versão convencional cheio de gente jovem e bonita se abraçando. Gostaria de ver um com ex-presidiários, idosos pentelhos, religiosos fervorosos, e claro, o Somir lá dentro. Uma espécie de “Cúpula do Trovão” brasileira. Infelizmente isso nunca vai acontecer, porque a realidade não dá ibope. Vê se a Globo alguma vez mostrou uma gostosa do BBB cagando? Tem câmera nos banheiros… mas se a gostosa aparecer cagando, periga encalhar o ensaio dela para o Paparazzo.

Eu me sinto tentada a falar mal do Boninho, o diretor do programa. Mas acredito que uma pessoa que casou com a Narcisa Tamborindeguy dispense apresentações. Não se chuta cachorro morto.

Não sei até que ponto posso considerar mérito ou uma coisa boa ser querido pelo público do BBB. Os personagens (sim, são personagens e a palavra é feminina, mas eu acho feio e vou continuar usando no masculino) que agradam ao povo são justamente aqueles que se adaptam a esse papel hipócrita que a sociedade quer ver. Gente boazinha demais para ser verdadeira. Não, obrigada. Prefiro pessoas verdadeiras demais para serem boas.

Para convites para reality shows, convites para posar nua e outras propostas que recusarei mais tirarei onda com: sally@desfavor.com

DR FOREVER AGORA É SESSÃO FIXA. Anotem nas suas agendas: Toda sexta-feira.

CHAMADO DA NATUREZA

Sally: Somir, minha amiga Marta vai passar aqui em cinco minutos, veste uma roupa, não vai querer que ela te veja assim de cueca, né?

Somir: Quem é Marta?

Sally: Você conhece a Marta, fomos no aniversário dela semana passada…

Somir: Ahhh tá, o Hipopótamo!

Sally: Já pedi mil vezes para você não chamar ela assim!

Somir: O que o Hipopótamo vem fazer aqui, do nada?

Sally: Ela estava fazendo compras no shopping aqui perto e sentiu vontade de ir ao banheiro, ela só vai passar para fazer xixi…

Somir: Porque ela não usa o banheiro do shopping? E xixi é o caralho, quando as pessoas dizem que vão mijar SEMPRE vão cagar! Fato!

Sally: Porque ela tem nojo de banheiro público!

Somir: E eu tenho nojo do Hipopótamo cagando na minha privada!

Sally: Ela só vai fazer xixi… e a privada é nossa!

Somir: É SUA! Porque depois que o Hipopótamo cagar ali eu não sento naquela droga de privada nunca mais! Vou cagar no quintal, está me ouvindo? E você sabe que eu faço mesmo!

Toca o interfone

Sally: É a Marta, Somir, bota uma calça, por favor…

Somir: Não! Se o Hipopótamo vem cagar na minha privada vai ter que me ver de cueca!

Sally: Para de chamar ela assim, ela está lá fora, ela vai escutar!!!

Somir: HIPOPÓÓÓÓÓÓTAAAAAMOOOOO CAGÃÃÃÃOOOOOO!!!

Sally: Veste uma calça JÁ!

Somir: NÃO!

Sally atende o interfone: Marta querida, só um minuto que não estou encontrando as chaves…

Marta Hipopótamo: Olha, você demorou tanto que agora não preciso mais usar sua privada… preciso usar seu chuveiro

Somir pula na frente da porta cobrindo-a com o corpo

Somir: HIPOPÓTAMO CAGADO NÃÃÃÃÃÃOOOO!!! NÃO VAI ENTRAR

Sally: Puta que pariu, Somir, você pode ser mais humano?

Somir: Puta que pariu, Sally, você pode ser mais higiênica?

Marta, ainda no interfone, escutando tudo: Obrigada por nada, Sally! – e vai embora

Somir corre para a janela e grita: HIPOPÓTAMO CAGADO!

Sally: Perdi mais uma amiga! Tá feliz???

Somir: Tô! Haha

IH, SUJOU!

Somir entra, e dá de cara com a sala vazia, escuta barulhos no quarto.

SOMIR: Amor?

SALLY: Hã? Somir! Você chegou cedo!!!

SOMIR: Que beleza, né? Não tive que fazer hora extra hoje.

SALLY: Sim… Fica aí na sala que eu tenho uma supresa.

*barulho de roupas caindo no chão, portas batendo e passos.

SOMIR: Amor?

SALLY: Espera!!!

SOMIR: Sally, o que você está aprontando?

SALLY: Calma, é uma surpresa e… AI!

SOMIR: O que você está fazendo? Vou ai ver…

SALLY: Nada! Nada! Espera aí!!!

SOMIR: TEM MAIS ALGUÉM AÍ COM VOCÊ???

SALLY: Não!

SOMIR: Porra! Era só o que me faltava.

SALLY: Não é nada disso, estou chegando!

SOMIR: Eu juro que eu mato um se…

SALLY: Estou chegando.

Sally aparece na sala com uma camisola transparente, sem nada por baixo.

SOMIR: Hã…

SALLY: Tchan! Gostou?

SOMIR: Gostei!

SALLY: Comprei para te surpreender.

SOMIR: Você comprou isso ano passado. Eu lembro, foi caro pra cacete.

SALLY: Eu… você… é…

SOMIR: Eu sabia, você está me chifrando!

SALLY: Seu grosso! Eu me arrumo toda para você e é assim que sou correspondida?

SOMIR: Você nem penteou o cabelo…

SALLY: Monstro!

SOMIR: Ah, eu vou tomar um banho.

SALLY: Não!!! Agora vai ter que ficar aqui comigo!

SOMIR: Porra, vamos pro quarto então, o sofá acaba com as minhas costas.

SALLY: Vai ter que ser aqui. *tirando a camisola

SOMIR: Hmmmm… Tá bom, você venceu!

Depois de 6 minutos de sexo selvagem, Somir e Sally estão esbaforidos, mas são surpreendidos por uma voz feminina.

VOZ: Isso é demais! Eu me demito, o pessoal da igreja não vai acreditar quando eu contar…

SOMIR: Caralho! Quem é???

SALLY: Ai.

VOZ: Dona Sally, nem precisa pagar por hoje. Não me liga mais que eu não sou de ficar presenciando essas coisas.

A mulher sai da casa batendo a porta com força.

SOMIR: Quem era essa, Sally?

SALLY: A faxineira.

SOMIR: Hã? Você não disse que não precisava disso?

SALLY: Disse.

SOMIR: E como você pagou por ela?

SALLY: Com o dinheiro da academia que eu pedi para você.

SOMIR:

O desgaste em uma relação não vem só de grandes cagadas que os Zé Ruelas fazem. Também existem as baby cagadinhas, que a longo prazo, desgastam uma relação. No começo, onde tudo é lindo, elas podem até ser consideradas “um charme” ou “bonitinhas”, mas com o tempo, enfurecem um ser humano.

São coisas que por si só não bastam para desgostar ou dar um fora em uma pessoa, mas a longo prazo causam tanto aborrecimento que podem minar uma relação.

Segue uma lista de pequenas coisas que a longo prazo detonam uma relação:

O RONCO – No começo você está tão feliz de dormir do lado dele que nem liga. Zé Ruela tá lá, pior que porco no cio, fazendo aquele barulho de lambreta, mas quem se importa? Ele é tão lindinho dormindo e você batalhou tanto para conseguir aquela verbalização e finalmente namorar com ele! Mas a longo prazo… Nunca subestimem uma noite mal dormida, ela faz misérias com um ser humano! As noites mal dormidas por causa do ruído de britadeira do seu amado começam a afetar emocionalmente. A exaustão toma conta do seu ser. Você já está desenvolvendo braços de nadadora de tanto rolar ele para a posição de barriga para baixo no meio da noite para ver se ele dá um tempo no ronco, mas mal você o vira, o porco maldito volta a ficar de barriga para cima, braços abertos (espaçosos do caralho!) tal qual um cristo na cama. E ronca, ronca, ronca. A fúria toma conta de você quando você é acordada pela décima vez na mesma noite. Você senta na cama e pensa “Senhor, eu só quero dormir, eu PRECISO dormir” e olha para aquele Zé Ruela esparramado roncando e pensa em sufocá-lo com o travesseiro. Sim, você quer dormir a qualquer preço. Não dá para viver um romance quando se está chumbada de sono, principalmente quando você tem que acordar cedo para trabalhar no dia seguinte. Mas eles se recusam a procurar um tratamento! Como ronco não mata, eles não conseguem ver a menor necessidade de ir ao médico (não mata? Conte a ele que você quase o sufocou com o travesseiro…). Depois de meses vivendo no limite, finalmente você grita com ele uma manhã porque ele pisou no seu pé e ele solta “Credo, você era mais bem humorada no começo do namoro, tá de TPM?”

ERROS DE PORTUGUÊS – No começo a gente deixa passar, se estiver muito interessada. Claro, desce arranhando. Mas geralmente a mulherada releva. Mas com o passar do tempo, aquela pessoinha que fala “asterístico” em fez de ASTERISCO começa a te aborrecer. Principalmente quando essa pessoinha além de falar errado inventa de te corrigir eventualmente. Erros de concordância são os mais comuns. O clássico “Quer que liga?”, teria como resposta “Sim, meu amor” em começo de namoro e um “Não, Animal quero que LIGUE” depois de um ano de namoro. Uma vez estava jantando com um Zé Ruela e queria pedir cebola frita (Outback, eu te amo). Perguntei se ele gostava de cebola e veio a frase: “Eu se amarro em cebola!”. É um tapa na cara, não é? E quando vem um “para mim comprar” ou “para mim fazer”? MIM COMPRAR, MIM ÍNDIO. UGA UGA! A longo prazo isso aborrece. E existem mulheres que nem deixam chegar a longo prazo uma relação onde o homem não sabe falar direito. Nesse ponto até que sou tolerante. Fiquei anos com um namorado que entrava nas lojas e pedia uma camisa APOLO. Só derrota… só derrota…

RISADA IDIOTA – Nossa, isso me aborrece demais! Mais que erro de português! Já viram gente que tem uma risada idiota? Tem uns Zé Ruelas que quando riem fazem uns ruídos hediondos. Ou então é aquela risada de retardado mesmo. E geralmente riem alto. Eu faço piadas o tempo todo, então, quando saio com uma pessoa assim, é uma tortura. No começo não reparo na risada imbecil, mas com o tempo… A pior coisa é o sujeito lá, soltando sua risada escrota, você sorrindo, olhando para ele e pensando: “Demente”. E aquela risada engasgada, meio que a prestações? Parece o Pateta! E risada fininha? Parece que tem uma mulher rindo na sua frente! Chega um ponto onde você só quer ir ao cinema ver filmes de drama para não ter que escutar aquele ruído bizarro! E gente que parece que está tossindo quando está rindo? Tenham em mente que uma pessoa ri muitas vezes por dia, o que parece inofensivo hoje, com o passar dos meses pode virar uma tortura! E você, Zé Ruela, grave sua risada e depois escute. Se for escrota, aprenda a rir com dignidade!

FLATULÊNCIAS – Vamos combinar que ninguém é obrigado a cheirar o peido de ninguém. No começo, um acidente de percurso pode ser facilmente relevado, mas fazer disso um hábito é minar a relação. E homem geralmente peida mal. Sobretudo se tomar suplementos alimentares. Minhas amigas, fiquem longe de um homem que toma albumina. Quando peida parece que vai sair uma nuvem em forma de cogumelo do cu dele, chega a ser radioativo e pode matar pequenos mamíferos que estejam presentes no recinto. Já vi até cachorro se retirar da sala depois de um peido de albumina, e olha que cachorro se amarra em nojeiras como chulé e vômito. Não custa para o homem levantar e ir peidar em outro lugar, longe do nariz da sua amada. Mesmo que o peido seja daqueles silenciosos. Aliás, os silenciosos são os piores, fedem que é uma desgraça! (peido ninja, silencioso e mortal). Os barulhentos costumam feder menos. Enfim, momento escatológico a parte, cheirar o peido alheio aborrece e a longo prazo mina a relação.

PIADINHAS SEM GRAÇA – Ninguém gosta de namorar com o Bobo da Corte. No começo, quando ele solta aquela seqüência de piadinhas em uma mesa de bar, você sorri e acha fofo. Mas com o tempo, aquele entusiasmo pela comédia a qualquer preço começa a aborrecer. Um homem blasé, que só abre a boca para soltar uma única piada certeira, estilo dedo na ferida, em toda a noite é muito mais atraente que um macaquinho que gesticula, fala alto e faz piada de tudo. Infelizmente, os macaquinhos são os mais comuns, e acham que estão abalando! Com o tempo, você fica olhando para ele, sacaneando o amigo, falando alto, rindo e pensa “Aff, que retardado”. E que tal aqueles que contam a piada e eles próprios morrem de rir da própria piada? E aqueles da piada insistente, que batem na tecla da mesma piada a noite toda? Eu prefiro um senso de humor mais azedo, um humor de mau humor, uma coisa mais politicamente incorreta e contida. Os Bobos da Corte acabam me enjoando porque perco o respeito por eles.

Contem nos comentários pequenas coisas que aborrecem vocês a longo prazo! Ficou faltando tanta coisa que dá até vontade de fazer uma segunda edição sobre o tema…

Grave sua risada e mande para sally@desfavor.com e eu lhe direi se ela é ou não idiota.

Ninguém é obrigado a entender sobre tudo. Pensando nisso, o desfavor.com decidiu iniciar sua própria biblioteca de conhecimento sob a alcunha de Desfavor explica. Nessas colunas Somir ou Sally farão suas análises sobre assuntos que normalmente não teriam muito espaço num blog como este.

Quer entender mais sobre algum assunto? Sugira temas pelo e-mail desfavor@desfavor.com


A GUERRA NA FAIXA DE GAZA.

Areia, foguetes, mísseis, prepúcios e hímens. Assim pode ser definida essa disputa histórica entre dois povos para saber quem faz o melhor papel de vítima. Não é de se estranhar que os judeus estejam em vantagem.

Com o início da (ofensiva) ofensiva israelense em território controlado pelo grupo extremista (de meia-tigela) Hamas, foi posto um fim a meses de (tédio) paz. Quem está certo? Quem está errado? Conheça mais sobre esse impasse territorial e tire suas próprias conclusões:

Local:

A Faixa de Gaza é um diminuto território situado no sudoeste de Israel, faz ainda fronteira com o Egito e o Mar Mediterrâneo. Composto basicamente de areia, explosivos e barbas, tem algo em torno de 360km² de área destruída.


Tradução livre: A Gaza tira a roupa.

Nesse espaço acotovelam-se mais de um milhão e quatrocentos mil habitantes, entre refugiados palestinos, repórteres ambiciosos e estrangeiros sem nada melhor para fazer em seus países natais. Dentre esses refugiados a maioria absoluta é composta por muçulmanos sunitas.

(Não se devem confundir sunitas com xiitas, os sunitas são a maioria esmagadora dos islâmicos e não se dão muito bem com os xiitas, que por sua vez não se dão muito bem com ninguém.)

Atualmente esse território não é reconhecido pela comunidade internacional como um país soberano, mas dispõe do seu próprio governo, o da Palestina. Cargo atualmente ocupado pelo partido político (e grupo paramilitar, por sinal) Hamas.

Israel, que além de virtualmente cercar a Faixa de Gaza, também é detentor do espaço aéreo e marítimo do local, controla com mão (fechada) de ferro essa disputadíssima faixa de deserto inútil. A Faixa de Gaza é considerada território sagrado para ambos os grupos étnicos, os judeus acreditam que aquela é parte da sua terra prometida (alguém não leu as letras miúdas do contrato…) e os islâmicos acreditam que têm o direito sagrado de não conviver com os judeus.

História Antiga:

Deus prometeu para os judeus sua própria terra. Só que aparentemente Ele saiu prometendo isso para muito mais gente.


A Terra Prometida. Boa, campeões!

Segundo suas próprias crenças, os judeus são o povo escolhido. Foram escolhidos para ser perseguidos e expulsos de virtualmente qualquer lugar onde fincaram raízes. No território onde hoje se situa Israel e a Faixa de Gaza não foi diferente: Praticamente todos os impérios, reinos, principados, condados, associações de bairro e gangues de adolescentes que passaram pelo local conquistaram a terra e expulsaram uma parte dos judeus que por lá viviam.

O resultado é que quem não dá assistência abre mão para a concorrência. Depois de uma efetiva invasão e domínio do local, os árabes tornaram-se maioria na terra prometida. Ficaram por lá mais de quatro séculos até Cruzarem seu caminho com os cristãos europeus. Essa bagunça recomeça o processo de conquista e reconquista até que o Império Otomano (atuais turcos) toma o local e não abre mão nem para dar tchau.

Como essa terra não dá sorte para ninguém, durante a Primeira Guerra Mundial o Império Otomano calhou de estar do lado errado e perdendo o território para os ingleses.

(Fato curioso: Arthur James Balfur, ex-primeiro-ministro inglês, ainda quando atuava como ministro do exterior, fez uma declaração pública apoiando a criação do estado judeu. Algumas décadas depois, o fato realmente ocorreu. Mais ou menos uns quatro mil anos mais eficiente do que O primeiro que prometeu. Pontualidade britânica?)

Com o apoio inglês, os judeus começaram a voltar para a região. O que causou um certo desconforto entre a esmagadora maioria de árabes locais. Nada que um ou mais atentados terroristas não fossem capaz de resolver.

Ah, sim. Os atentados eram cometidos pelos judeus, que queriam mais agilidade no processo de definição do local onde iriam morar. Mais ou menos nessa época começou o movimento nazista na Alemanha. E a maioria árabe fazia questão de repatriar os judeus imigrantes para a terra de Hitler.

Segunda Guerra Mundial. Depois do fim do Holocausto e do salvamento do soldado Ryan, uma quantidade incrível de judeus decide sair de perto dos malucos assassinos europeus e ir para um local mais seguro, para ficar longe de guerras: O Oriente Médio.

A Inglaterra, percebendo o problema iminente decide por sua vez evitar essa imigração. Não é preciso dizer que os judeus não gostaram nem um pouco disso. Uma junta de mães judias se reúne com os líderes ingleses e os fazem se sentir tão culpados que eles entregam a região para a ONU. (Além do que seria meio que estranho brigar com os judeus depois do trabalho que tiveram para liberá-los.)

A ONU, numa assembléia dirigida por um carioca (só podia…), divide o território palestino em dois estados: O judeu e o árabe. Os árabes ficam furiosos porque tinham deixado todas suas virgens do lado dos judeus. (Tanto que até hoje eles se esforçam para conseguí-las.)

O Estado Israelense nasce com a promessa de paz para o povo judeu depois de tantos e tantos séculos de sofrimento.

No dia seguinte começa a guerra árabe-isralense.

História Recente:

Israel, agora com “a little help from my friends” chuta a bunda dos árabes para fora da Palestina e ganha a guerra. Os refugiados palestinos se espalham pela região, mas logo são expulsos dos países vizinhos, já que era muita barba e pouca virgem para oferecer aos seus acolhedores. Não podendo voltar para a Palestina, eles se reúnem no Líbano, que acabara tirando o palitinho menor na reunião da Liga Árabe.

Os palestinos resolvem seguir a moda lançada pelos judeus alguns anos antes e criam sua própria organização terrorista: A OLP.

Logo após mais uma pequena guerra de seis dias (descansando no sétimo) Israel aproveita a chance e empurra suas cercas um pouquinho mais para frente, criando basicamente a geografia atual da região.

Depois de incontáveis guerras, ataques, prepúcios cortados e hímens prometidos, o presidente da OLP, Yasser Arafat, e o presidente de Israel, Yitzhak Rabin, entram em acordo histórico de paz com um aperto de mão e sorrisos amarelos (literalmente no caso de Arafat) em Oslo, na Noruega. O acordo foi mediado por Bill Clinton, que supostamente animou as conversas de paz com um grupo de strippers virgens que não pediam gorjeta.


“Um cristão, um judeu e um muçulmano entram num bar…”

Nascia assim a Autoridade Nacional Palestina, para negociar pacificamente com Israel a forma como aconteceria a divisão.

Com o tempo, Israel resolveu dividir seus tanques ao redor do território palestino e a Palestina dividir o crânio de todos os israelenses.

A invasão:

A Faixa de Gaza é controlada pelo Hamas e povoada por refugiados das incontáveis guerras regionais, que foram concentrados ali pelos israelenses. Mas mesmo vivendo basicamente de ajuda internacional para se manter, o povo local não desiste dos seus sonhos.

Um deles é ter seu próprio programa espacial. O Hamas desenvolve a pesquisa e o teste de vários foguetes todos os dias. Supostamente para mandar seus soldados diretamente para o paraíso e conseguir aquelas tão sonhadas virgens.

Apesar dos testes iniciais desses foguetes não serem tripulados por motivos de segurança, os engenheiros do grupo extremista esqueceram-se de que tudo o que sobe tem que descer. Um lançamento mal-sucedido oriundo do território palestino que caiu em Israel foi o estopim para uma retaliação sionista.

Aparentemente ambos os lados concordam em mandar os membros do Hamas para o espaço.

Depois de atacar centros militares dos rebeldes islâmicos como escolas, hospitais e asilos, os israelenses começaram uma invasão militar por terra, cujo nome é uma piada com o material altamente ineficiente usado pelos palestinos na confecção de seus foguetes: Chumbo derretido.


“Míssil? Não… O projeto era do Sérgio Naya…”

Israel diz que está acabando com o Hamas, o Hamas diz que Israel ainda vai ter sua surpresa.
Já o resto do mundo…

Reação Internacional:

George W. Bush: “Essa pica não é mais minha.”

Barack Obama: “Essa pica ainda não é minha.”

Gordon Brown: “Aquela terra dá um maldito azar. Eles que se virem.”

Nicolas Sarkozy: “A Carla me disse que a guerra é errada. Eu que não vou discutir…”

Silvio Berlusconi: “O que o judeu disse para o negro no campo de concentração?”

Angela Merkel: “Eu já disse que nós amamos os judeus? Nós amamos os judeus.”

Mahmoud Ahmadinejad: “A culpa toda é de Israel, aposto que eles têm gays por lá…”

Hu Jintao: “Quinhentas mortes? Estourou uma granada por lá?”

Hugo Chávez: “A culpa é toda dos americanos. De alguma forma…”

Luís Inácio Lula da Silva:
“Chegou algum foguete aqui? Eu disse que estávamos protegidos.”

Moral da história:

“Não prometa o que você não pode cumprir.

Confesso que a fragilidade masculina me incomoda. Incomoda profundamente. No meu pequeno cérebro de caroço de uva, ainda persiste o Ideal do homem forte, inabalável e provedor. Sonho com o macho-alfa, forte e seguro como jamais nenhum ser humanos poderá ser. Um desfavor.

Por isso, me irrito bastante quando vejo uma demonstração de fragilidade masculina. O que aos olhos de algumas mulheres pode parecer “fofo” ou “sensível”, aos meus, soa como uma coisa negativa. Não é justo, eu sei, mas não consigo evitar. Será que sou apenas eu ou existem mais mulheres por aí que se aborrecem com essas demonstrações de fragilidade?

Pensando racionalmente, sei que é extremamente babaca querer que o outro não tenha nenhuma fragilidade, por isso, oficialmente, faço de conta que aceito numa boa, mas por dentro tem aquela voz que fica “afeeee que viadeeeenho!”. O curioso é que aparentemente eu atraio os tipos mais sensíveis. Maldita complementariedade, sempre ela.

Cinco demonstrações de fragilidade masculinas que me aborrecem profundamente:

CHORAR EM FILME – Acho feio homem chorando em filme. Não se trata do velho “homem não chora”. É uma versão machista light: “homem só chora por coisa importante”. Pode chorar se morrer alguém, se brigar comigo (sim, eu me acho importante) ou se sentir muita dor. Eu sei que é babaca se importar com isso, mas o “pacote” que vem junto com um homem que chora vendo filme geralmente é incompatível comigo, então, quando vejo isso acontecer, acende uma luz vermelha de alerta.

Caso concreto: Estava eu com um namorado abraçada na cama vendo o desenho “O Rei Leão”, da Disney. Chega a maldita cena em que o pai do Simba morre. Percebo que o Zé Ruela está DURO (sem trocadilhos, infelizmente). Olho para o Zé Ruela e vejo seus olhos cheios de água. Ele percebe que eu vi e abre bem os olhos para evitar que a primeira lágrima caia. Eu pergunto “Você está chorando?”. Ele, sem conseguir abrir a boca, faz que não com a cabeça e esbugalha ainda mais os olhos. Cai a primeira lágrima. Ele, em vez de ficar calado, estufa o peito e diz “Eu não estou chorando!”. Fiquei puta e respondi “Agora você mija pelo olho?”. Longo silêncio chato.

FOBIAS DE ANIMAIS – Claro que homem pode ter medos e fobias, mas a forma como ele as demonstra é que me broxam. Faniquito, chilique, ataque histérico, gritaria e similares me irritam. Até para ter medo tem que saber ser macho.

Caso concreto: Tive um namorado que tinha pavor de barata. Curiosamente eu não tenho o menor medo de barata. Quando aparecia uma barata ele saia correndo, literalmente. Às vezes gritava e corria. E eu matava a barata. O fundo do poço foi quando apareceu uma baby baratinha no chão da nossa cozinha e Madame subiu em um banquinho e ficou gritando para que eu mate. Sim, amor acaba. Uma vez ele me viu jogar fora o cadáver de uma baratinha pela antena e ficou o resto do dia sem encostar em mim: isso, para mim, é atitude de mulher!

MEDO DE PORRADA – Não sou louca de instigar a violência física, muito menos quando sei que meu querido vai apanhar. Mas quem mora no Rio de Janeiro sabe que existem situações onde ela pode ser necessária. Não gosto de ver namorado meu brigando, acho que tem que ser o último dos recursos, mas peidar para uma briga necessária é vexame. Tem horas em que não dá para fugir.

Caso concreto: Estava eu, vestida com uma roupa muito comportada (calça jeans, blusa sem decote) andando de mãos dadas com meu então namorado em um local movimentado, quando um elemento (bêbado, imagino) se aproxima e fala “Mas você é uma delícia, hein?” no meu ouvido. Chato. Muito chato. Mas até aí, não precisava porrada. Meu então namorado diz para o sujeito “Não está vendo que ela está comigo?” e o sujeito diz para mim “Larga esse BOSTINHA e vem dançar comigo, Gata”. Chato. Muito Chato. Mas até aí não precisava porrada. Fui saindo de perto e puxando meu namorado e quando estávamos indo embora, o sujeito passou a mão na minha bunda e disse “Gostosa!”. Chato. Muito chato. Já dava para dar uns petelecos nele. Mas o sujeito era muito forte, então, até dava para entender a inércia contemplativa do meu então namorado, que apenas virou e disse “Dá um tempo!” para o sujeito. Foi quando o sujeito respondeu um “Cala a boca seu merda!” + deu um pescotapa na nuca dele + cuspiu na cara dele. Nesse ponto eu acho que porrada seria uma solução saudável, somando o conjunto de desfavores ocorridos. Mas o Zé Ruela afinou, olhou para baixo e saiu praticamente correndo do lugar. Todo cuspido.

MEDINHO – Aqui se aplica o mesmo que eu disse a respeito da fobia de animais. Pode ter, mas o que me mata é a forma como isso é demonstrado. Medo de avião, injeção, ET, fantasmas, raios, altura, escuro, etc.? Super normal. Gritar histericamente? Feio. Segura o rojão, se controla e sofra com dignidade. É um ônus por ser homem, ter que segurar a onda na hora de dar piti. Sorriam, vocês mijam de pé e não tem que parir nem se depilar.

Caso concreto: Namorado com medo de sangue. Eu me machuco e preciso ser levada ao hospital. Grito por socorro e ele aparece, quando vê o sangue, sai correndo. Vou atrás dizendo que realmente estou precisando de ajuda. Ele se tranca no banheiro de tanto medo de ver sangue e fica gritando lá de dentro que ELE está passando mal, que ELE vai desmaiar. Vou ao hospital de táxi, sozinha.

VÍCIOS – Odeio pessoas escravas de vícios. Vícios todos nós podemos ter, mas ser escravos deles é uma questão de entrega. Não respeito uma pessoa cuja fragilidade é mais forte do que ela mesma e determina suas escolhas de vida, contra a sua vontade. Escravos de vícios que permitem que suas vidas sejam limitadas por esse vício me irritam.

Caso concreto: Zé Ruela prometendo que vai parar de fumar. Diante da minha cara de dúvida, Zé Ruela, em um surto de coragem, joga fora todos os cigarros da casa e diz que parou. Comprei adesivos de nicotina para ele, mas ele disse que não precisava disso, que tinha “força de vontade”, em um surto de arrogância. A convicção durou poucas horas. Naquela noite Zé Ruela andava de um lado para o outro sem parar, feito leão de zoológico. Levantei no meio da noite para beber um copo de água e vi uma cena inesquecível: Zé Ruela cheio de adesivos de nicotina pelo corpo, (aqueles que ele disse que não precisava) LAMBENDO o último que tinha sobrado (porque não tinha mais área livre para colar).

Obs: Ter que limitar meus textos a duas páginas é um saco.

Para sugestões de temas, fofocas e histórias humilhantes sobre homens: sally@desfavor.com