ATENÇÃO! DR FOREVER É FICÇÃO.

JANTAR ENTRE AMIGOS (PARTE 1 de 2)

Olavo: Coração, você vai preparar o que para o jantar de hoje?
Kelly: Era pra mim preparar alguma coisa?
Olavo: Pra EU preparar, Kelly…
Kelly: Ok, então cuida disso você e não fode, Olavo, não tá vendo que eu tô ocupada?
Olavo:
Kelly: E vê se capricha, porque a Sally é uma fresca, não come quase nada
Olavo: Ela é sua amiga, Amor, você não deveria falar assim…
Kelly: Falo mermo! Fresca da porra! Que que tem?
Olavo: Ok, você não vai se trocar? Eles chegam daqui a pouco…
Kelly: Eu estou pronta, ué…
Olavo: Kelly, você vai jantar de calcinha?
Kelly: Short, Olavo, já expliquei mil vezes que isso é um short
Olavo: Mas você não acha que…
Kelly: AI OLAVO! NÃO FODE!

Chegam as visitas.

Kelly: Sallyta querida!!! Tudo bem, fofa? Tiiiiii!!! como é que você tá? mmm… andou malhando??? (Kelly aperta o braço de Somir)

Sally belisca Somir

Somir: Aaaaaai!
Sally: Pra aprender!
Somir: Ei! belisca ela! foi ela quem passou a mão em mim!
Sally: Você que deixou! Aposto que você gostou!
Kelly: Sal, não seja boba menina! Somir é como um irmão pra mim!

Kelly pisca para Somir

Sally: Que cheiro bom é esse vindo da cozinha? Você está cozinhando, Kelly?
Kelly: Que nada, menina! É o Olavo!
Sally: Logo vi…
Kelly: Vocês querem beber o que?
Sally: Quero água…
Kelly: Ahhh Saaalll… água? Bebe um vinho, uma cerveja…
Sally: Não quero, Kelly, você sabe que eu não bebo…
Somir: Eu aceito uma cerveja!

Sally belisca Somir

Somir: AAAiii! que foi agora?
Sally: Você sabe que eu não gosto que você beba!
Somir: Mas você fala como se eu fosse um bêbado!
Sally: Tiago, você está dirigindo!
Somir: Mas…

Sally olha de cara feia

Somir: Kelly, um guaraná (piscando pra Kelly)
Kelly: Ahhhh… pode deixar que vou trazer “um guaraná” pra você, Ti !

Kelly vai até a cozinha rebolando

Kelly: O que você está fazendo, Olavo?
Olavo: Carneiro com molho de menta
Kelly: Ihhhh… essas porras de doce com salgado tudo junto a Sally não come, ela é fresca, Olavo!
Olavo: Será? Vou servir, acho que ela vai gostar.

KELLY: Somiiiir, tá aqui o seu guaraná.
SOMIR: Ah, obrigado. *piscadela
OLAVO: Guaraná? Isso é cer…
SALLY: O quê?
KELLY: Ai, cala a boca, Olavo.
OLAVO: Que cheiro é esse?
SOMIR: Queimado…
SALLY: Parece cigarro mentolado.
OLAVO: MEU CARNEIRO!
SOMIR: Deixa que eu te ajudo!
SALLY: Homem na cozinha… tsc tsc tsc.
KELLY: Vem, Sá, deixa os dois bobos aí e vamos papear.
OLAVO: Meu carneirinho…
SOMIR: Haha… ha…
OLAVO: Tá rindo do quê?
SOMIR: Nada… *segurando riso
OLAVO: Fiz a receita preferida da Kelly, e agora tudo está estragado.
SOMIR: Ela gosta dessas comidas de viado?
OLAVO: Ela diz que não, mas eu conheço a minha princesinha como ninguém!
SOMIR: Se você diz.
OLAVO: Somir, mulher gosta de sofisticação. Eu comprei um vinho maravilhoso hoje.
OLAVO: Chateau Bergoigneaux 1973, safra especial…
SOMIR: Hum…
OLAVO: Depois a gente faz uma degustação.
SOMIR: Hmhum. Então Olavão, vamos pedir uma pizza?
OLAVO: Um vinho desses, com pizza? Que sacrilégio!
SOMIR: A gente toma com guaraná! Hahahaha!
OLAVO: Guaraná? Pior ainda…
SOMIR: Deixa pra lá. Onde vocês costumam pedir?
OLAVO: A Kelly que pede sempre.
SOMIR: Tá, vamos perguntar.

Na sala de jantar:

KELLY: Essa merda sai ou não sai?
OLAVO: Não fale assim. E o carneiro queimou…
SOMIR: Ou seja: Pizza!
KELLY: OBA! Eu peço!!!
OLAVO: Pelo menos tem o vinho especial.
SALLY: Viu Kelly? Eu disse que era um vinho diferente…
KELLY: Ah, tava uma merda mesmo. Pra mim tem que ser docinho… Mas deu pra encher a cara! Hahahahaha!
OLAVO: Meu vinho!
SOMIR: Putz…
SALLY: Desculpa, Olavo…
KELLY: “Alô? Oi gatinho! Manda uma de pepperoni e uma quatro queijos… ah, eu quero que o Alê entregue! Hihihihihi…” *no telefone
OLAVO:
SOMIR:
SALLY:
KELLY: Somir, quer mais guaraná?
SOMIR: Claro que sim, Ké!… Aaaaaaaai!
SALLY: Ké?
KELLY: Larga de ser boba, apelido é coisa de amigo.
OLAVO: Kelly é uma brincalhona.
SOMIR: Viu?
SALLY: Em casa você vai se ver comigo… *sussurando para Somir.

Depois do jantar…

Kelly: Gente! Vamos jogar WAR!!!
Somir: Sei não…
Sally: Ué, porque não?
Somir: Você leva o jogo a sério demais…
Olavo: Mas é um jogo sério!
Sally: Você está dizendo exatamente O QUE TIAGO? QUE EU NAO SEI ME DIVERTIR? É? É?
Somir: Não, o que é isso, você é pura diversão…
Kelly: Então tá! Vou buscar!
Somir: Eu quero jogo com os vermelhos!
Sally: Porque você está fazendo isso? Você sabe que EU sempre jogo com os exércitos vermelhos… é só pra implicar comigo, né?
Somir: Mas que diferença faz, Sally? É tudo igual!
Sally: Então me deixa ficar com os vermelhos!
Somir: Ok, ok, fica com os vermelhos…
Sally: Tá vendo! Olha o que você está fazendo! Fica ai se fazendo de vítima pros nossos amigos e eu saio de megera! Droga! Agora não quero mais os vermelhos… pode ficar! Você já estragou meu jogo mesmo…
Kelly: Ti, quer um whisky?

Sally faz cara de ânus

Somir: Melhor um “mate”, Kellynha, mas coloca num copo com gelo pra mim, ok?

Durante o jogo…

Somir: Ataco a Sally em Argelia/Nigeria!
Sally: Tá maluco? Você tem um exército e eu tenho cinco!
Somir: A vida é de quem se arrisca…
Sally: Você é ridículo e está fazendo isso só pra implicar comigo… vai perder que Deus é justo…
Somir: HA! GANHEI!!!
Sally:
Kelly: Bom, já que é assim eu ataco a Sally em Madagascar…
Sally: KELLY! PENSEI QUE VOCÊ FOSSE MINHA AMIGA!
Kelly: Sallyta, eu te amo!
Sally:
Kelly: GANHEI!
Sally:
Somir: Pega mais um “mate” pra mim Kelly?
Sally: Que que você tanto bebe mate? Você nem gosta de mate!
Olavo: Perdão, Sally, mas pela probabilidade matemática a jogada mais conveniente é te atacar aqui em Moscou…
Sally: Ótimo, todo mundo contra mim, vocês me odeiam!
Olavo: É, eu venci

Sally levanta e joga o tabuleiro pro alto

Sally: ODEIO JOGAR COM VOCÊ POR ISSO, TIAGO, VOCÊ MANIPULA AS PESSOAS!
Somir: (rindo) O que foi que eu fiz?

Sally bate com o tabuleiro na cabeça de Somir

Sally: (chorando) EU ODEIO VOCÊ! VOCÊ É UM BABACA, TIAGO, UM ESCROTO!
Somir: Hic!

KELLY: Calma Sallyta, é só um jogo!
OLAVO: Somir, você está muito vermelho…
SALLY: Eu quero ir embora!
SOMIR: Vai se foder, Olavo!
KELLY: Hahahahahaha! Pau nele, Somir!
OLAVO: Não incentive, florzinha.
KELLY: Vai cagar no mato! Somir, você precisa de mais um mate!
OLAVO: Quando você fez mate?
SALLY: Eu quero um pouco também, quem sabe me acalma…
SOMIR: Ké, traz sim! Dessa vez nem precisa do gelo.
KELLY: Ai… Sallyta… Não prefere um suco?
OLAVO: Somir, o que está grudado na sua perna?
SALLY: Ei… um exército azul! Você estava roubando!!!
SOMIR: Hahahahahaha!
KELLY: Deve ter caído ali gente!
OLAVO: Não, considerando a porcentagem de acertos, ela estava com um a menos…
SALLY: SOMIR EU TE ODEIO!!! EU VOU TE MATAR!!!
SOMIR: Me mata de prazer! Hahahahahahaha!
SALLY: Uma semana sem sexo!
SOMIR: Se você não quiser, tem quem queira! *olhando para Kelly
KELLY: Hihihihihi!
OLAVO: Somir, isso foi desrespeitoso.
SALLY: Seu porco nojento!
SOMIR: Pras duas moças dessa sala… calem a boca!
OLAVO: Você mandou a minha mulher se calar?
SOMIR: Não, mandei você, moça!
KELLY: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!! Somir! Somir! Somir!
OLAVO:
SALLY: Seu grosso, estúpido, ladrão!
SOMIR: Ah, vou dar uma mijada, isso sim.

Somir se levanta e vai em direção ao corredor.

KELLY: Será que ele está bem? Vou dar uma olhada.
OLAVO: Você não tem nada o que olhar por lá.
KELLY: Ah, cala a boca que nem o Somir mandou, cala…
OLAVO:
SALLY: Sniff Sniff *com as mãos cobrindo o rosto.
KELLY: Sallyta, larga disso.
OLAVO: Eu vou lavar os pratos.

Olavo sai da sala em direção à cozinha.

KELLY: Boba, ele vai se sentir culpado e fazer tudo o que você quiser!
SALLY: Ele não me respeita, Kelly!
KELLY: Macho tem que comer a mulher! E pronto!
SALLY: Ele não me ama!
KELLY: Vou te provar que ama!
SALLY: Como?
KELLY: Vou dar em cima dele e você vai ver como ele vai preferir você!
SALLY: E o Olavo?
KELLY: Tá lavando prato! Hahaha… Relaxa, eu confio no Somir, você vai ver!

Continua semana que vem…

Eu quero conversar com você, leitor do desfavor. A situação ficou insustentável.

Existem muitos blogs horríveis por aí e nós não podemos deixar barato. O quê? Acharam que o desfavor ia acabar? Até parece… Este anúncio é para pedir o seu apoio na nova coluna que estreará semana que vem no blog: Deleta Eu!

Deleta Eu! vai fazer uma análise bem carinhosa de outros blogs que povoam a internet. Mas ao invés de escolhermos quem receberá essa honra, decidimos que o nosso público que vai sugerir.

Alguns vão indicar blogs famosos, alguns vão indicar blogs obscuros e imagino que alguns corajosos vão indicar até mesmo o próprio blog. Que seja. Se for digno de ser esculh… analisado, virá para essa sessão.

SE VOCÊ TEM ALGUMA INDICAÇÃO DE BLOG QUE QUEIRA VER NA SESSÃO DELETA EU!, ESCREVA AQUI NOS COMENTÁRIOS OU MANDE PARA desfavor@desfavor.com

E sim, isso quer dizer que o Processa Eu! passa a ser quinzenal. Mas em compensação, Sally vai poder dar mais atenção para a DR FOREVER e começar a escrever textos novos em conjunto com o Somir. (Desde que a sessão começou, a maioria dos textos eram reaproveitados da antiga comunidade do orkut.)

AINDA HOJE: Processa Eu!

Já começo dizendo que o blog NÃO poderia falar de algo mais importante. Não há nada mais importante para mim do que eu mesmo. E quem não concorda está errado.

Minha CARA companheira de blog e ex-companheira de namoro, Sally, fez uma postagem inteira dedicada à minha pessoa na sua última coluna. Vocês acham que ela fez isso porque ficou furiosa por uma suposta mentira minha? Ela foi bem convincente, não?

Mas eu sei muito bem o que causou essa revolta toda. Eu percebi como ela estava argumentando ultimamente para gerar simpatia do público e tomei uma atitude: Fechei a porta dela para essa tática de inventar personagens e personalidades para qualificar suas opiniões.

Por exemplo: Eu digo que fazer uma coisa é o correto pelos motivos A, B e C. Ela rebate dizendo que quem faz isso é nazista, pedófilo e bate na mãe, e por ESSE MOTIVO, não acha que é correto.

Releiam as colunas dela. Vocês vão se divertir percebendo o padrão. Sally é uma das melhores argumentadoras que eu conheço, mas ficou preguiçosa e repetiu demais um estilo. Óbvio que eu percebi e óbvio que eu contra-ataquei.

Tão preguiçosa que até mesmo quando resolveu me detonar para recuperar a moral perdida dela, fez a mesmíssima coisa de novo:

“Eu não estava comendo legumes naquele jantar porque o Somir arrota depois de tomar coca-cola.”

Boa, campeã! O que mais me espanta é que tem gente que cai.

Não tenho o menor remorso de expor essa tática dela, porque eu sei NA PRÁTICA que o arsenal dessa trollzinha ordinária é praticamente ilimitado. Como ela mesma diz: “É só um totózinho. Crítica construtiva.”

Mas, prevendo que ela rebata isso nos comentários dizendo que eu estou mentindo porque coloco bacon no miojo, eu vou dar mais material para ela trabalhar.

Dona Sally acha que suas acusações me causarão algum problema. Ledo engano. Eu adoro ser o vilão, eu torço para que todos que leiam minhas colunas a partir de hoje fiquem com a pulga atrás da orelha para saber se eu estou mentindo ou não. Aliás, que se dane, eu posso muito bem ter mentido sobre todo o texto de hoje, quem garante?

Bom, se o desfavor tem algum lema, esse lema é: “Diz o que quer, ouve o que não quer.”

Eu sou um alvo facílimo. Sou um distraído patológico com um ego obscenamente grande.

Já a Sally não parece ser do tipo de pessoa inatingível? Disciplinada, esforçada, decidida, honesta e confiável. Pois bem, é. Nesses pontos eu não tenho nada para falar.

Ela também parece uma pessoa paciente, centrada, coerente e justa, não? Duvido que alguma amizade dela (recente) dê uma opinião muito diferente.

Mas, experimenta só namorar com ela…

– COMIGO É TUDO “CARTAS NA MESA”: No começo é uma revolução incrível. Quem vem de algum relacionamento onde a mulher insiste em não te contar o que a incomoda acha o máximo o estilo dela. Até começar a perceber que o sistema tem suas pequenas falhas. E por pequenas falhas eu quero dizer EXPLOSÕES DE RAIVA vindas absolutamente do nada. Quer dizer, não do nada, elas são ecos de discussões passadas que ela não esquece. E aí a revolução comportamental do relacionamento vira uma forma de apanhar na entrada e na saída. Pacientíssima.

Brigamos na época do caso das batatas-fritas. Passou rápido. Quando eu sugiro o tema achando que eram águas passadas e seria engraçado falar sobre isso, BUM! Pancada na segunda-feira, na terça-feira e aposto que algum comentário mal educado hoje.

Esqueceu de falar que as cartas nunca mais saem da mesa, minha CARA.

– EU DOU O CAMINHO PARA SEGUIR: Que demais! Uma mulher com manual de instrução! Ela diz com todo orgulho que se fizer exatamente o que ela pede, ela fica feliz e o namoro dá certo. Quantos homens não dariam o dedo mindinho por uma mulher que sabe o que quer e ainda TE DIZ? Ainda bem que continuo com dez dedos na mão. Porque um dos itens do manual dela é: “Eu peço coisas que eu realmente não quero só para testar se o homem é um banana.”

E lá se vai a coerência. Uma espécie de “faz o que você quiser desde que seja o que eu quero”.
Acho divertido quando ela diz que eu sou inflexível. Mais ou menos como o Stálin chamando o Mao Tse-tung de tirano.

– EU ME PREOCUPO COM A SAÚDE: Ela tem uma argumentação maravilhosa sobre como se deve manter saudável por causa das pessoas que gostam de você. Quase fui às lágrimas quando li aquilo. Eram lágrimas de tanto rir, mas mesmo assim… Perguntem para ela se ela não trocaria a saúde pela estética em virtualmente qualquer situação?

No fatídico caso das batatas-fritas, ela estava de dieta SIM, mas não para emagrecer, como eu ESCREVI no texto. (Manipuladora!) Para conseguir melhores resultados na musculação, ela toma um suplemento alimentar que ela carinhosamente chama de “veneninho”, que detona seus rins. Se comprovassem que césio 137 aumenta a bunda, ela injetaria na hora.

Ela estava tomando esse suplemento naquele dia. Eu não estava fumando. (Parei de fumar durante o namoro, voltei depois que terminou. Mas naquela época não estava.)

– NÃO LIGO PARA INTELIGÊNCIA NUM HOMEM: Eu mandei a foto mais ridícula que eu tinha para ela ver como eu era pela primeira vez. Mais uma das minhas auto-sabotagens. Desfocada, comigo descabelado e todo tosco. Adivinha o que ela disse?

“Nossa, Somir, você é gatinho!” (Sim, ela usou essas palavras.)

AHEM! Mal dava para definir se eu tinha os dois globos oculares na foto. Preocupadíssima com a aparência, hein? Ah sim, a gente precisou MARCAR um encontro para ela PEDIR uma foto, e mesmo assim era só para garantir que eu não tinha alguma deformidade horrível.

– EU SEI CUIDAR DE ANIMAIS: “Cachorro pra mim não tem vontade própria, eu comprei, eu faço o que quiser com ele.” Essa frase não foi escrita por um chef de cozinha chinês, foi proferida seguidas vezes pela Sally. A mesma que diz que eu maltrato o meu gato.
Eu não faço o que bem entender com um animal de estimação, ele não é um brinquedo.

– EU QUERO FAZER REFLETIR: HAHAHAHAHA! Essa pérola ela escreveu em seu tópico de respostas na comunidade do Orkut. Ela me acusava de ser 100% manipulador e se auto-denominava um ser-de-luz que apenas queria fazer as pessoas pensarem sobre os assuntos sobre os quais ela fala. Claro, desde que pensem parecido com ela, como eu já disse, ela detona quem discorda antes mesmo de deixar as pessoas opinarem.

– (TOC, TOC, TOC): Quem lê a comunidade no orkut não vai acreditar muito nisso não. Eu não acredito.

Tem mais, mas eu não quero escrever um livro.

Eu concordo com todas suas críticas.
Por isso mesmo tenho certeza que a gente SE MERECE. Quem namora com desfavor, desfavor é. A diferença é que eu assumo.

Para reforçar o coro para pararmos de lavar roupa suja online: somir@desfavor.com

Somir fez uma coisa feia comigo ontem. Uma coisa que ele vem fazendo e eu venho deixando barato, mas agora cansei. Publicou uma postagem totalmente mentirosa a meu respeito, manipulando fatos e informações para tentar sair com a razão. Ele já vinha fazendo isso, mas em menor escala. Ontem ele abusou.

Estou com raiva do Somir. Mentiroso do caralho. Além de não dividir batata-frita, ainda faz postagem mentirosa me fazendo parecer uma neurótica natureba que passa fome comendo verduras e não tem força de vontade de levar uma dieta adiante. Além de tudo, ingrato. Merecia ter uma mulher que fosse um pudim de banha. Eu posso ser tudo nessa vida, menos indisciplinada e fraca.

Como ele se dedicou a me desmoralizar na postagem de ontem e eu joguei limpo, hoje vou me dedicar a desmoralizar ele. Não vai ser um Sally Surtada comum, vai ser uma lavagem de roupa suja para puxar Madame do seu pedestal (pelo saco) e esfregar a carinha dele na lama.

Superior, controlado, bem humorado… esses milagres que o mundo virtual faz. Preparem-se, vocês verão um novo Somir.

Se servir para alguém identificar a crítica com seus respectivos machos, ótimo. Se não, fica sendo apenas uma postagem para falar mal do Somir.

Vamos lá, desmoralizado o Somir:

– EU NÃO VOU ME SEPARAR DA MINHA ESPOSA – Ele repetia isso para mim, dia sim, dia também. Cá entre nós, quem tem a certeza que não vai se separar, não precisa ficar repetindo o tempo todo. Um belo dia (que eu já estava meio atacada) eu disse a ele “Você está dizendo isso para mim ou para você mesmo?”. Madame ficou puteeeenha. Quicou no calcanhar, me chamou de debochada e disse que eu poderia escrever que ele NUNCA (ele frisou o nunca) se separaria da esposa dele, porque era um relacionamento sólido e duradouro e eles moravam juntos faziam anos. Lá lá lá… dois meses depois Sra. Somir fez as malinhas e deu lugar a meu reinado.

– É IMPOSSÍVEL DAR BANHO NO MEU GATO – Este porco imundo não dava banho em um gato que vive em uma casa com quintal, entenda-se, com as patas e o pêlo cheios de lama e sujeira. Primeiro alegava que não dava banho “porque o Goiaba não gosta”. Se ele se importasse de verdade com o gato, não colocaria um nome tão escroto no coitado. Mas tudo bem, abstraindo o nome… gato lá tem que gostar de banho? Depois me disse “Você não conhece o Goiaba, ele não deixa”. Estamos falando de um pequeno mamífero de aproximadamente 3kg. Cheguei na casa dele, peguei o Goiaba pelo pescoço e taquei no tanque. Realmente, ele não gostou, realmente, ele me arranhou. Mas nada que uns cascudos não tenham resolvido. Esfreguei ele todo, lavei até o cu. Tudo bem, ele fugiu de mim por uma semana, mas que dei banho eu dei.

– CORINTHIANS NÃO VAI CAIR PARA A SÉRIE B – Não só caiu, como ainda caiu nas mãos do Vasco, (tão de merda que por si só também acabou caindo para a série B), com gol de um jogador com nome de guru espírita. Caiu, usou camisa roxa como uniforme (pareciam um bando de TinkY Winky em campo), e quando subiu de volta contratou o Ronaldo Comedor de Traveco. Se mata agora ou mais tarde?

– CIÚMES É PARA OS FRACOS – No primeiro telefonema de um colega da academia, Madame conseguiu, em uma única frase, permeada por palavrões, dizer que na minha academia só tinha homem broxa de tanto tomar bomba e homem viado porque rebolava. Quando perguntei porque ele se importava, já que eram todos inofensivos por serem broxas e/ou viados, gritou comigo e bateu a porta do quarto me mandando ficar com “esses acéfalos depilados que usam sunga” para baixo. Depois ainda disse que mesmo sendo viados eles davam em cima de mim.

– MÉDICO NÃO SERVE PARA NADA – Segundo Madame, eu só fico doente porque fico indo ao médico. Pois é, a ordem das coisas no pequeno cérebro de caroço de uva é essa: você fica doente PORQUE vai ao médico. Madame passou meses com dores e outros sintomas se recusando a ir ao médico. Adivinhem? Ficou doente mesmo assim. E perdeu a vesícula. Tivesse ido ao médico antes, ainda a teria.

– EU PARO A HORA QUE EU QUISER – Fumante que não tem noção da própria dependência. Até que eu bati o martelo e disse “Pare agora”, Madame não tinha noção do quão viciado era. Orgulhoso como é, jogou fora os cigarros e ficou repetindo que estava ótimo. Acordo no meio da noite e o vejo todo cheio de adesivos de nicotina, inclusive LAMBENDO um deles.

– EU PARO A HORA QUE EU QUISER II – Madame acha que é bacana beber Coca-Cola e arrotar depois. Inclusive Madame recita letras de música, o abecedário e imita o Silvio Santos quando arrota. Nada contra, eu devo ser uma das poucas mulheres do mundo que não liga. Mas sempre avisei que era para ele parar com isso porque um dia ia acabar soltando um arroto em um evento formal. Madame sempre dizia “Você deve me achar burro, né? Eu sei quando eu posso fazer”. Até o dia que soltou um arroto cantando Wonderwall na mesa do jantar da empresa onde trabalha, com o chefe olhando.

– EU SEI ONDE ESTOU – Madame não pede orientações. Até aí, normal. Homem não costuma mesmo pedir instruções quando se perde. O problema é que além disso Madame vira bruscamente o carro em uma esquina quando lhe bate a vontade, SEM SE IMPORTAR SE A RUA É MÃO OU CONTRAMÃO. No Rio de Janeiro, vocês sabem o que pode acontecer com quem vira bruscamente na rua errada, certo? Uma vez Madame virou em uma rua e subiu um morro por causa dessa epilepsia automotiva. Depois falam que o Rio é um lugar muito violento.

– MINHA PRIORIDADE É O TESÃO INTELECTUAL – Ô. Danço axé, danço funk, vejo enlatados americanos, filmes hollywoodianos, adoro ver o Flamengo jogar e malho três horas por dia. E ganhei de uma pessoa que via filme Cult com ele. Além disso, Madame Esnobe Intelectual passa metade do seu dia no computador ou no Play Station. A outra metade passa dormindo.

– EU SAIO E ME DIVIRTO EM QUALQUER LUGAR – Há! Madame em um evento de axé: “Sério, Sally, isso não é música”. “Sally, sua saia, Sally. Quer abaixar essa saia?”. “Como é que vocês não morrem desidratados com esse calor?”. “Pessoas em multidão me lembram a macacos” e também “Já chega, né? estamos aqui faz meia hora, podemos ir embora”.

– EU SOU BEM HUMORADO – Fale com Madame na parte da manhã e depois me conte do bom humor. Fale com Madame quando ele estiver trabalhando, e se não ouvir um palavrão de 17 sílabas, me conte do bom humor. Fale com Madame quando ele estiver com calor. Fale quando ele estiver com fome, com sono, com dor, com gripe ou com qualquer outra circunstância que não seja o retrato de um dia perfeitamente harmônico. Pessoas que aparentam ser bem humoradas são as piores.

– EU NÃO VOU ESQUECER, PODE DEIXAR – Sim, ele vai esquecer. Mas não contente em esquecer, ainda vai ficar puto se você reclamar que ele esqueceu. Então, você é obrigada a entubar o que deu errado em função do esquecimento dele e não só não brigar com ele por isso como também, de preferência, não falar no assunto! (quem você pensa que é para jogar na cara dele que ele esqueceu de alguma coisa? Você tem prazer em ser desagradável? Você gosta de arrumar briga?)

– MEUS AMIGOS NÃO SÃO NERDS – Jogam Magic, RPG, video-game, um deles se acha um vampiro, se reúnem para ver Star Wars e/ou Senhor dos Anéis, tem tara por Marvel, não pegam ninguém, entendem tudo de computador, mas não são nerds. É impressão minha, porque eu sou traumatizada e preconceituosa.

– EU SOU FÁCIL DE CONVIVER – Claro que é, basta perceber que a idade mental dele varia: em alguns momentos do dia sua idade mental é de cinco anos, em outros, setenta e cinco anos. Ranzinza, reclamão, tirano, déspota. É facinho de conviver, basta fazer tudo que ele quer. E se não fizer, você está de má vontade e querendo confusão, porque “não custa nada” fazer o que ele pede. SEMPRE.

– EU NÃO RONCO – HÁ! Só rindo mesmo. Um porco no cio faria menos barulho. Roncar não é crime, Somir, você sabia? Pode assumir que ronca, viu? Não vai ser preso.

– EU NÃO PERDI – Não, não perdeu não. Apenas não sabe onde está (para sempre). Ainda fica ofendido “Estou dizendo que não perdi, está aqui em algum lugar, se você não quer acreditar em mim, o problema é seu”. Não se trata de acreditar e sim da revolta em chegar atrasada a um compromisso porque Madame não acha a carteira de motorista ou as chaves do carro.

– EU SEI COZINHAR – Alguém que sabe cozinhar, usa dois copos de óleo para fritar um ovo? Recongela uma comida que descongelou? Chama miojo com requeijão e bacon de “Macarrão a La Somir”?

Somir, você é um manipulador barato. Me fez parecer uma maluca que vive de dieta roubando comida do seu prato, sempre de mau humor e sensível. Vai pro inferno. Até em desenho Disney macho divide comida com a fêmea. Alugue “A dama e o vagabundo” e aprenda com o cachorro a dividir uma almôndega, seu mesquinho. Só digo uma coisa: se um dia voltarmos a ter algum tipo de relacionamento (toc! toc! toc!) eu faço QUESTÃO de não servir um prato para mim nunca mais, só haverá um prato na mesa: o seu. SÓ COMEREI DO SEU PRATO, PARA TODO O SEMPRE.

Para ridicularizar o Somir, me chamar de descompensada e sugerir temas que não impliquem em lavagem de roupa suja: sally@desfavor.com

Hoje a coluna retrata uma briga real que aconteceu durante o namoro de Sally e Somir. Ambos garantem que estão certos e resolveram colocar isso à prova frente ao público do blog.

Quem está certo?

Eu tenho vários defeitos, admito. Todo mundo tem, certo?

Mas um que eu não tenho é ser egoísta. E já deixo claro aqui que considero egoísmo não querer dividir algo que você pode dividir. Sim, porque assim como um crime não justifica outro, ser excessivamente permissivo não é sinal de saber dividir.

Algumas pessoas, e um belo exemplo é a minha CARA companheira de blog e ex-companheira de relacionamento, enxergam o mundo em dois tons. Preto ou branco, sim ou não, certo ou errado… Para pessoas assim você é egoísta a partir do primeiro “não” que elas escutam. Sem contexto, sem motivação, sem lógica. Ou se faz TUDO o que essas pessoas querem ou você é um monstro insensível que as odeia profundamente.

E algumas pessoas como eu não tem o menor problema de fazer o papel de vilão se for para o bem da pessoa que elas gostam. Eu sei dividir, e saber fazer uma coisa não é fazer essa coisa em todas as chances que aparecem. Saber fazer uma coisa é fazê-la na hora certa.

A situação é a seguinte, e lembrem-se que EU vou usar o contexto para explicá-la:

Sally está numa de suas dietas especiais, não pode comer absolutamente nada que tenha sabor ou que remotamente pareça palatável. Apesar de não fazer muita questão que ela se esforce tanto pela aparência (nesse aspecto de definição muscular), eu sei que ela fica feliz quando um daqueles músculos impronunciáveis que só gente que malha muito conhece dá o ar de sua graça saltando triunfante de seu abdômen.

O humor dela não fica tão triunfante assim durante o processo, contanto. Conhecendo a minha namorada, eu sabia muito bem que enquanto ela não conseguisse o sucesso na sua empreitada muscular, crises aleatórias de mau-humor afetariam quem quer que estivesse no caminho.

Tenho vários defeitos, mas não digam que não sou companheiro. No papel que me cabia como namorado, sabia que seria uma das vítimas mais constantes desse mau-humor.

E estava sendo o caso naquele final-de-semana. Sally não podia agradar nenhuma de suas papilas gustativas sob o risco de estragar sua dieta, e isso estava afetando diretamente o humor dela. Tenho vários defeitos e um deles é ser um troll provocador com pessoas que eu realmente gosto. A combinação estava um tanto quanto explosiva e eu estava pulando em várias dessas granadas para não brigarmos por bobagem.

Ela me sugere que jantemos fora, eu pergunto se não vai ser um problema e ela me garante que não, que é só pedir a comida certa que ela vai ficar bem.

Ótimo! Fomos jantar então. No caminho ela ficou alterada porque eu distraí e entrei na rua errada. Relevei, já que se tivesse que comer verduras e saladas por semanas também ficaria irritado a ponto de esquecer que namorava com uma pessoa clinicamente distraída.

Preciso lembrar que realmente é uma situação rara, Sally é tudo menos chata. Nos poucos momentos onde ela começava a pegar no meu pé, aparentemente surgia também uma espécie de “black-out” na memória dela, tanto que ela sempre lembra dos fatos sem o contexto quando resolve implicar comigo por algo já acontecido.

Pois bem, chegando ao restaurante eu, que não estava de dieta, resolvi fazer um ato grandioso para mostra minha boa-vontade para com ela e ver se reconquistava a simpatia da minha namorada: Eu disse que pediria a mesma coisa que ela para não deixá-la passando vontade.

Egoísta, hein?

Ela riu de mim, disse que não precisava, que era forte, que eu podia pedir o que bem entendesse… Todo o pacote da pessoa orgulhosa da qual eu tanto gosto. Pedi um filé com fritas e ela pediu algo intragável do tipo “verduras no vapor”.

Chegam os pratos. Começamos a comer.
Tenham em vista que eu SEI que ela NÃO gosta dessas comidas naturais sem gosto e sem histórico de batimentos cardíacos. Nunca gostei que minhas mulheres ficassem de dieta, até por isso sempre fui muito mais generoso do que o normal com alguns quilinhos a mais. Eu sofro junto quando vejo alguém comendo algo que eu acho horrível.

Mas… É a escolha dela. É o que vai fazê-la feliz, certo? Vou valorizar o esforço e não vou ficar pentelhando como sempre faço quando vejo alguém deglutindo essas porcarias vegetarianas.
Eu já estava lutando contra a necessidade de demonstrar afeto por vias transversas dizendo como estava ótimo o meu filé com fritas. E, Gezuiz, eu gosto muito da Sally! Era quase insuportável não ficar provocando…

Aí acontece. Minha CARA repousa seus talheres, observa demoradamente uma vagem molenga que caprichosamente se molda aos contornos do prato. Eu sinto a dor dela como se fosse minha. Ela levanta os olhos, com a cabeça ainda abaixada, procurando pelos meus.

Meu coração fica apertado. Mal consigo mastigar o delicioso pedaço de carne que sangra seu sabor em minha boca. Estava no meu limite. Sally estica sua delicada mão até o meu prato e rouba uma batata-frita.

Ah, que se dane! Digo para ela pedir uma porção de batatas-fritas para ela, pelo menos para amenizar aquele sofrimento. Ela diz que não precisa, que vai comer a comida que pediu.

Penso comigo mesmo que não vou me render à vontade de forçá-la a comer algo que preste. Engulo o meu sofrimento, aceito o sofrimento dela e relevo o deslize que ela cometeu ao pegar a batata do meu prato. Não foi fácil, mas foi pelo bem de todos.

Sally pega outra batata. Eu insisto para que ela peça outra porção, já que não vai mais fazer tanta diferença e além disso, se continuarmos nessa ninguém vai aproveitar a refeição. Ela insiste que não vai pedir. Eu insisto para que ela tome uma decisão.

Ela decide continuar pegando as minhas batatas-fritas. Pronto, todo o clima de sofrimento até aquele ponto tinha sido desperdiçado. Ela saiu da dieta e jogou fora minha dedicação ao bem-estar dela até aquele momento.

E depois ficou furiosa quando eu joguei todas as batatas do meu prato no dela. Me chamou de infantil, egoísta e dramático.

Sally, você é um desfavor! Mulheres que roubam batatas-fritas dos pratos dos namorados mesmo estando de dieta, vocês são todas um desfavor!

Para me convidar para um jantar vegetariano e ser mandado plantar batata: somir@desfavor.com


Eu tive um casal de cachorros. Não eram muito espertos nem muito obedientes, mas era muito unidos. A fêmea comia mais do que o macho. Lembro que quando a comida dela acabava, ela ia na tigela dele comer. Ele abria um espaço e deixava ela comer junto com ele.

Como vocês podem ver, mesmo criaturas irracionais sabem que é recomendável dividir sua comida com a sua fêmea. Cansei de ver documentários sobre animais que dividem sua comida e muitas vezes até dão prioridade para que a fêmea coma em primeiro lugar. Gentil, cavalheiro e provedor.

Será que todos os animais são assim? Provavelmente. Exceto um animal chamado SOMIR.
Eu sempre achei que nossa pior briga se daria quando ele me visse dançando ou quando visse o tamanho das minhas saias. Besteira. Para tirar ele do sério basta meter a mão no prato dele e roubar uma batata. Ele leva para o pessoal.

“Eu te perguntei se você queria e você disse que NÃO. Se você quer, eu peço uma SÓ PARA VOCÊ”, foi a frase que ele resmungou rangendo os dentes. Eu realmente não queria uma porção inteira de batata, mas queria provar uma. Não achei que fosse ter problema, mas parecia que eu tinha limpado a minha bunda com a escova de dentes dele.

Realmente, quando fizemos o pedido eu não estava com vontade de comer batata-frita. Mas quando o prato dele chegou, a batata parecia tão gostosa que me deu vontade de experimentar. Uma pessoa que divide a cama com você supostamente dividiria uma batata sem maiores problemas. Mas não na Somirlândia, esse mundinho autista cheio de regras próprias onde ele vive.

Madame surtou. Puxou o prato feio um presidiário e ficou me fuzilando com o olhar. Não, não fez isso de brincadeira não. Era sério mesmo. Só faltou rosnar. Fiquei olhando com cara de espanto.

“Quer que eu peça uma só para você?” – ele repetiu. Deus sabe que eu sou uma boa namorada (e o palhaço do Somir sabe também), mas não gosto de ser provocada. Aquela voz de comando me aborreceu. “Não, não quero não, quero comer DA SUA” – respondi. A cara dele se contorceu de ódio, achei que ele estava tendo um AVC.

Onde já se viu um homem se aborrecer porque a mulher pega um pouco da sua comida? Madame ainda teima comigo dizendo que isso é perfeitamente normal. Quando sugeriu esse tema para o blog eu cheguei a aconselhá-lo a não divulgar isso, porque é algo tão bizarro que ninguém iria dar razão. Foi quando ele disse “Você é que está com medo de descobrir que isso é normal e compreensível”. Diante desta provocação, faço questão de que ele seja massacrado.

Uma vez ele chegou a tentar se justificar alegando algo ligado a “instintos”. Ok. Se fosse para seguir instintos, uma fêmea deveria fazer sexo com vários machos para procriar com aquele mais apto. Se o ser humano se deixasse levar por instintos, todo mundo comia todo mundo e todo mundo matava todo mundo.

Querem ouvir uma coisa engraçada? Não pode pegar comida do prato de Madame, mas Madame pode pegar comida do meu! Após meu olhar de reprovação, ele soltou aquela frase cretina “É diferente!”. É sim, é muito diferente. Ele pode tudo, os outros não podem nada.

Ninguém vai me convencer de que isso é normal. Não estamos falando de duas pessoas que passam fome. Estamos falando de territorialidade para cima da própria mulher. Além de detonar a imagem do homem provedor, ainda soa egoísta e mesquinho. Bela relação de cumplicidade e confiança aquela onde você não pode meter a mão no prato da pessoa e pegar uma batata-frita!

Quero deixar uma coisa clara: minha crítica principal não é ao fato do homem se importar, e sim ao fato dele verbalizar isso em tom recriminatório. Ele poderia se importar em silêncio e fazer de conta que não se incomodou, por ter consciência do quão ridículo é esse sentimento. Mas não! Não apenas se incomoda como ainda verbaliza! É muita falta de bom senso!

Não é pela batata-frita, é por não ter a liberdade e a intimidade de poder meter a mão no prato de uma pessoa que pode meter a mão na sua bunda. Vem no pacote quando você decide namorar alguém. Hoje não te deixa pegar uma batata-frita do prato… amanhã não te deixa mais sentar no sofá… quando você vai ver, está dormindo na área de serviço, no chão, em cima de um jornalzinho! Sai fora!

Para me oferecer batata-frita do seu prato, chamar o Somir de cretino e sugerir temas: sally@desfavor.com