Tag: contos

O ano era 2380, a prestigiosa universidade de Calisto acabara de receber o prêmio Nobel pela descoberta de mais uma partícula: o Lepteriton-12. Um quarteto de Lepteriton-12 forma o Lepteriton-11, cada um contribuindo com um momento potencial para a até então elusiva menor subdivisão da matéria. Enquanto Xsepatrik Jones aceitava o prêmio em nome da sua equipe, os presentes recebiam a informação que o Laboratório de Ultra-fusão em Mercúrio acaba de avistar o Lepteriton-13. Era mais uma descoberta de subdivisão da matéria, a milésima só naquele século. Deveríamos ter notado antes, mas foi naquele momento que muita gente se convenceu que algo estava errado com a nossa ciência…

Continue lendo

A pesquisa na universidade varava a madrugada, mais uma vez. Rodrigo se perdera entre a enormidade de dados do experimento com as propriedades da antimatéria e as novidades sobre seu jogo preferido, que acessava ao mesmo tempo. O trabalho noturno era solitário, mas permitia essas liberalidades. Ouvia apenas o som dos próprios passos enquanto caminhava rumo à sala de descanso dos professores em busca de mais uma dose de café quando a monotonia é quebrada por uma voz fantasmagórica:

Continue lendo

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4

O estrondo chacoalha a plataforma e abafa os gritos dos presente, um clarão precede a nuvem de fogo que se ergue pelas paredes do salão. Em questão de poucos segundos, sente o chão escapando por debaixo dos pés. A queda parece interminável, Bar’hai sente a consciência escapando do corpo enquanto desaba junto com toneladas de metal rumo ao piso do último andar da torre.

Mal sente o impacto contra o chão antes de desmaiar.

Continue lendo

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

A luz externa fica cada vez mais intensa, espalhando um tom azulado sobre o ambiente. Em conjunto com a forte iluminação da sala onde se encontrava, a cena prova-se incômoda demais para os olhos de Bar’hai. Ele cerra as pálpebras, engatilha seu rifle e corre de volta para a escadaria. Um som grave vem dos andares superiores, forte o suficiente para vibrar nas paredes que usa de apoio enquanto aponta sua arma para cima, buscando por soldados inimigos lance após lance de escadas.

Continue lendo

Parte 1 | Parte 2

“Confuso, Bar’hai solta a metralhadora e se afasta alguns passos.

O outro soldado corre para ocupar seu lugar. Ele aperta o gatilho, disparando uma barragem de tiros algumas ruas a frente. Vários dos soldados desabam ali mesmo, numa nuvem de poeira, destroços e sangue. O grupo se separa, fazendo com o que o atirador balance a arma de um lado para o outro, metralhando a área indiscriminadamente. O barulho é tanto que Bar’hai tapa os ouvidos, encolhendo-se num canto.

Continue lendo