Novamente, Heitor recupera a consciência. Talvez pelo corpo cada vez mais acostumado à sensação, não demora para reconhecer o local que vira nos últimos registros luminográficos de Ibarra. As paredes rochosas da caverna refletem as poderosas luzes instaladas em seu solo. O elemento mais reconhecível é a grande esfera de metal escuro, mais exposta que em suas memórias, mas ainda sim encravada no denso subsolo ozone. Continue lendo

Lua revira os grandes e luminosos olhos esverdeados. A realidade ao redor de seu corpo robótico se contorce, o cenário desolado converte-se em paredes e superfícies metálicas, grossos cabos e braços robóticos em frenesi dão vida à cena presenciada por Heitor.

LUA: E foi aqui que ela nasceu… Continue lendo

Após uma forte dose de analgésicos, Heitor testemunha impotente o médico e dois soldados removendo a pedra que prendia suas pernas. O que chamam de “Doze” parece o mais forte do trio, tanto que é o escolhido para carregar seu corpo anestesiado pelo o que parece ser um campo de batalha arrasado. O apelidado de “Cicatriz” grita e atira com seu rifle aparentemente à esmo por todo o caminho, sob protestos dos outros dois. “Doutor”, o médico, checa os seus sinais vitais mais uma vez antes que todos adentrem algo parecido com um hospital improvisado. Continue lendo

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Sob a sombra matinal do maior edifício do planeta Eeva, Heitor apequena-se. Não só pela construção superlativa, mas pelo prospecto de enfrentar uma enormidade de candidatos na disputa pela rara oportunidade de gerenciar a já mítica Mina Ozon-C Alfa. Uma fila de centenas de pessoas serpenteia pelos jardins à frente da sede da Hyacintho, megacorporação do setor de exploração espacial cujas filiais espalham-se por todo o universo conhecido. Continue lendo