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O Processa Eu de hoje fala de um ex-cantor suíço que talvez os mais jovens não conheçam e que com certeza não vale a pena conhecer. Dia sim, dia também nosso homenageado se envolve em um escândalo, e não estamos falando de infidelidade ou de briguinha não, estamos falando de um passeio completo pelo Código Penal. Processa Eu apresenta o patrono do desfavor: Rafael Pilha.

Abro um parágrafo especial para dizer que esta é a única celebridade (???) que eu não gostaria que me processe. Tenho um carinho todo especial por ele (sim, minha forma de demonstrar afeto é estranha), afinal, ele foi meu primeiro amor. Pois é, eu era completamente apaixonada por Rafael Ilha quando era mais nova (isso já era um forte indicativo o que seria minha vida amorosa).

Pilha começou a carreira muito novo. Na Suíça as pessoas gostam de ver crianças em comerciais, com suas vozes estridentes e sua dicção ininteligível. O rapaz fez alguns comerciais, ainda criança. Quem não se lembra dele em um famoso comercial de chiclete dos anos 80? Aos 9 anos, pagava as contas da casa da mãe com o que ganhava em propaganda: foi o garoto Neston, o garoto Bic (que ironia), o garoto Kichute. Mas ele só ficou realmente famoso aos 12 anos, depois de virar vocalista de uma banda chamada Pólegal.

Era mais uma banda estilinho Boy Band, onde alguns rapazes bonitinhos que não cantam nada, não tocam nada e não dançam nada dublam músicas chiclete em programas de auditório. Mas Pilha tem carisma, não demorou em virar o namoradinho da Suíça. Era o rapaz mais cobiçado do momento. Ele estava tão na moda, mas tão na moda que, com apenas 17 anos, começou a sair com a protagonista de uma famosa novela suíça chamada “Tampanal” dez anos mais velha, que era a mulher da moda no momento.

Em 1990, Pilha tremia suas perninhas de caniço e cantava “Dá pra mim” com aquele ar canastrão, olhos fechados e cabeça de lado. Um menino que nem pentelho deveria ter mas mesmo assim cantava sobre amor (com a profundidade de uma colher de chá). Mas ele era lindo, é inegável que ele era lindo. O problema começou quando ele caiu no mundo das drogas. Aos 13 anos de idade já se drogava. Começou cheirando benzina, depois passou para cocaína e crack.

Pilha ficou viciado. Viciado a ponto de se drogar dia e noite, vender os móveis da casa, sumir por dias e etc. Até aí, normal, dentro do que se espera de um viciado padrão. O problema foi o que se seguiu a isso. Quando a gente pensa que o Pilha desceu o último degrau, ele consegue rolar mais um degrau abaixo. Pilha não tem limites.

A Rede Bobo e Lulu Giberato ofereceram toda a ajuda econômica que fosse preciso para tratar o Pilha. Mas Pilha não aceitou, imagina, ele tinha tudo sob controle! Poucos meses depois morava no vão entre dois viadutos e foi preso assaltando uma moça. O que ele levou? Um vale transporte e R$1,00. Um desfavor. Foi preso, passou 40 dias preso e foi posto em liberdade. Voltou a usar drogas e a fazer merda.

Ao todo, foram mais de 20 internações em clínicas, cada uma com uma história mais bizarra que a outra. Infelizmente, cada internação daria uma página e trabalho com um limite tirano de apenas quatro páginas, por isso, vou escolher os “piores momentos”.

Certa vez, internado em mais uma clínica, Pilha surtou dizendo que queria ver o médico. Como não foi atendido, deu um murro em uma vidraça e começou a mastigar os cacos de vidro. Às vezes me pergunto se Pilha não é o Highlander, porra, esse sujeito já fez de tudo e não morre!

Em outra ocasião, em uma das muitas internações em uma clínica de reabilitação, ficou tão desesperado para consumir drogas, que tentou se suicidar. Como? Ele comeu uma pilha, três isqueiros, uma tampa de shampoo, uma escova de cabelo e uma caneta Bic (ironia do destino, não?). Criativo. Ele podia ter bebido o fluido do isqueiro, que é altamente tóxico. Ele podia ter ateado fogo no próprio corpo… mas não, Pilha tinha que fazer tudo da forma mais canastrona possível. Isso lhe rendeu o apelido de “O Pac Man Suíço”.

Vocês devem estar se perguntando: “Onde está o pai desse menino?”. Eu respondo, ele estava no programa do Gatinho, um programa de auditório sensacionalista, pedindo exame de DNA para provar que era pai do Pilha. Mais um escândalo para a coleção.

Parou por aí? Claro que não. Depois de muitos escândalos que meu limite de páginas não me permite detalhar, Pilha acordou um dia se achando evangélico. Disse que a religião o havia salvado, que estava curado. Ficou um tempinho quieto, mas acabou se metendo em uma briga de trânsito nada religiosa. Discutiu com um motorista, puxou uma arma e começou a ameaçar. Tome nova visita à delegacia! Ainda levou uns pescotapas de motoboy!

Mas Pilha não desiste. Disse que foi um “mal entendido” e que ele era um homem de Deus. Abriu uma clínica de reabilitação para usuários de drogas e foi a diversos programas de TV contar sua versão para o “mal entendido”. A sua única participação que valeu a pena assistir foi no programa do Mergio Salandro, um acéfalo que faz pegadinhas com os convidados. Mergio armou uma pegadinha onde ele, fantasiado, oferecia cocaína a Rafael Pilha. No que ele ofereceu, Pilha deu-lhe uma surra daquelas que só quem já morou na rua sabe dar. Teve até chute na costela e chute no cu. Morri de orgulho dele na época. E quem não se lembra dele no programa da Guciana Limenez, em um debate sobre drogas, totalmente exaltado, chamando um médico que dava explicações de “Zé Buceta”? Pilha, como sempre, um poeta…

Não foi surpresa para ninguém quando a vigilância sanitária interditou sua clínica. Também não foi surpresa para ninguém quando ele não só não a fechou, como ainda abriu uma filial. Pilha só faz o que ele quer, tem merda na cabeça. Não contente ainda gravou uma meia dúzia de Cds com músicas religiosas. Acho que foi isso que enfureceu Deus, porque daí pra frente foi só merda por cima de merda.

Tentou internar um drogado à força (ele diz que apenas estava tentando convencê-lo, o drogado diz que ele o perseguia e enchia o saco), até a hora em que o drogado, mais maloqueiro do que ele, deu-lhe uma surra. Pegou um pedaço de pau no chão e enfiou a porrada no nosso herói. Novamente, Pilha alegou ser um “mal entendido”.

Mas Pilha não sossega esse rabo drogado e já foi inventando uma novidade. Decidiu que seria político, candidato a vereador em uma cidade suíça. Bem, nesta cidade votam em Mauluf, Reslo Cussomano, no Cãozinho dos Teclados e em Cudovil. Não duvido de mais nada. Infelizmente Pilha estava preso por sequestro à época das eleições, o que dificultou um pouco sua candidatura.

Como ele foi preso por seqüestro? Pilha foi até a porta de uma academia buscar uma drogada (drogada que freqüenta academia?) para interná-la à força. Foi com sua Toyota Hilux (como? COMO? Só com o dinheiro da venda do CD gospel???), que já era devidamente equipada (com amarras e tranquilizantes) e tentou levar a moça à força. Isso por si só seria muito ruim. Mas Pilha TINHA que dar um toque pessoal: usava uma camisa do DENARC, com SEU NOME!!! Se identificou como policial e tinha anestésicos suficientes para dopar um rinoceronte dentro do seu carro. Ele ia dopar a mulher e interná-la à força, a pedido ($$$) do seu marido. Ela conseguiu escapar, ele não.

Foi preso sob diversas acusações, inclusive de seqüestro. Entrou na delegacia com um sorriso maroto nos lábios, debochando de todo mundo, afinal, o que é um peido para quem está todo cagado? E para coroar este evento, quando foi entrevistado fez questão de dizer que o trabalho da polícia ao prendê-lo foi muito mal feito, complementando com um “Para você ver, eu estava com uma arma ilegal e eles nem viram”. Tome mais uma acusação. Tome mais uma prisão. Pilha não sabe ficar calado. O advogado dele renunciou depois dele fazer essa declaração, que aumentaria em uns dez anos sua pena, chamando o Pilha de “demente indefensável”.

Quando Pilha sentiu que a coisa era para valer, que não pretendiam soltá-lo, chamou uma emissora de TV sensacionalista e deu uma entrevista de cabecinha baixa, chorando lágrimas de crocodilo. Se disse enganado pelo marido de sua vitima e alegou ser muito inocente. Ficou preso um tempo e foi solto, alegando mais uma vez, que era um “mal entendido”.

Pouco tempo depois, mais uma gracinha do nosso herói: ele internou um drogado em sua clínica (aquela, interditada pela vigilância sanitária, lembra?). O rapaz chegou lá passando muito mal. O que Pilha fez? Se sentiu no direito de MEDICÁ-LO. Parece que ele teria dito que de tanto vivenciar isso, ele seria “praticamente” um médico. Pois é, Pilha, “praticamente” é foda. O rapaz morreu, em decorrência dos remédios que tomou. Pilha nega. O delegado disse que por mais que os médicos achem isso, não havia provas suficientes, uma vez que o rapaz tomou de tudo um pouco por conta própria também. O caso não foi para frente, mas eu desconfio que se perguntarem ao Pilha, ele vai dizer que foi um “mal entendido”.

Procurem pelo nome do moço no Google. O nome todo dele mais a palavra “escândalo”. Resultado encontrado: 70.400. Ele é O desfavor ambulante. Não por ser um viciado, porque disso ninguém está livre, mas porque além de fazer as merdas inerentes a um viciado, ele ainda dá um toque pessoal de deboche sórdido a tudo que faz. Pilha é contestador, dono da razão, arrogante e só de fode no final. Não me admira que eu tenha me apaixonado perdidamente por ele. Teimoso do caralho, irresponsável e extremamente idiota.

Mas uma coisa tem que ser dita… o bichinho tem carisma. Ô se tem, um carisma do caralho. Porque outros integrantes da banda Pólegal se meteram em confusão (deram tiro em vizinho, foram presos) mas nunca ninguém teve o destaque que o Pilha teve (e tem). O Brasil todo para e assiste quando o Pilha faz uma merda. Que garotinho de banda brega dos anos 80 tem tantas comunidades no Orkut?

Ele é showman até na hora de delinqüir. Por exemplo, bastava seqüestrar uma mocinha na porta da academia? NÃO. Ele tinha que usar uma camisa da DENARC com o nominho dele escrito nas costas! Tinha que entrar na delegacia com cara de top model na passarela! Coisas de Rafael Pilha…

Não podemos negar que ele é um exemplo de superação: sempre consegue fazer uma merda pior que a outra! Eu sei que a cara dele parece um queijo de coalho derretido, eu sei que ele está careca, envelhecido e acabado. Eu sei que ele tem hepatite C de tanto injetar fluido de freio na veia, mas porra, eu ainda acho que o Rafael Pilha tem seu charme. A ousadia dos inconseqüentes, aquela falsa segurança e confiança que são o prenuncio da desgraça! Ah, como eu gosto de um homem-intestino (aquele que só sabe fazer merda).

Rafael Pilha, tenho o maior carinho por você. Você é um merda, um drogado, um arrogante vendido e prostituído, mas eu gosto de você mesmo assim. Para mim, você está acima do bem e do mal.

Para sugestões de nomes para o Processa Eu, para me mandar não rir de viciados e para me mandar o telefone do Rafael Pilha: sally@desfavor.com