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No mundo atual, especialmente o mundo das redes sociais, cada pessoa é uma marca. Marca no sentido de Apple, Coca-Cola e afins. Seu produto está na prateleira para todo mundo ver, mas você não está lá para influenciar o que as pessoas pensam dele. O ser humano médio entendeu isso rapidamente e encheu seus perfis de redes sociais de propagandas próprias, mas pode estar descobrindo que ser uma marca dá muito mais trabalho do que o esperado…

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Vitimado mais uma vez pela histeria punitiva de Sally e seus minions, cá estou eu tendo que violar meu senso estético analisando comerciais de TV que vocês julgam ruins. Recebi uma lista de indicações, e tentei eliminar os que obviamente não eram comerciais de verdade, já que vocês todos parecem incapazes de diferenciar paródias da realidade. Sem mais delongas:

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Neymar protagonizou mais um fiasco na sua carreira: no domingo, foi ao ar o que parecia ser um desabafo dele diante das últimas pisadas de bola. Porém, na verdade era um comercial muito bem roteirizado de uma marca de barbeador, pelo qual ele recebeu a módica quantia de um milhão de reais. Difícil dizer qual é o maior desfavor nesse grande ofurô de merda que foi a fala de um minuto e meio do “Menino Ney”, por isso, vamos analisar o conteúdo desta excrescência na íntegra:

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Por trabalhar com publicidade, eu me pego pensando mais do que a média numa pergunta pra lá de difícil de responder: do que as pessoas gostam? Estudar psicologia, tendências de moda e os números das mais diversas pesquisas de consumo e opinião disponíveis ajuda, com certeza, mas há um fator de imprevisibilidade nesse processo que ainda passa longe de ter sido desvendado. E a resposta que eu aposto que passou pela sua cabeça enquanto lia a pergunta tem tudo a ver com essa dificuldade…

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Era para ser uma homenagem ao Dia da Mulher, celebrado nesta quinta-feira. O McDonald’s deixou que 20 restaurantes do país fossem operados 100% por mulheres neste 8 de março. Nas redes sociais, muitos usuários entenderam que a rede de fast food usou uma forma equivocada de homenagear as mulheres: dando folga para os homens. LINK


Esse foi só um exemplo da forma no mínimo confusa como a publicidade lidou com o dia da mulher. Lacrar e pensar não coabitam o mesmo espaço mental: desfavor da semana.

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