Pouco mais de uma semana atrás, uma série de cartazes com os escritos “It’s ok to be white” começaram a surgir nos Estados Unidos. Principalmente nos arredores e dentro de grandes universidades. A frase, que pode ser traduzida (bem) livremente como “Não tem problema ser branco”, não deveria gerar nenhuma polêmica, não? Oras, é claro que gerou polêmica, é 2017! Continue lendo

Tahuane Cordeiro usava um turbante na cabeça e estava em um transporte público quando foi abordada por uma ativistona negra, que se aproximou e deu-lhe um esporro em tom de reprovação. A ativistona disse que ela não deveria usar turbante, pois ela era branca e turbante é uma expressão da cultura negra, configurando apropriação cultural. Tahuane tirou o turbante e revelou uma cabeça careca. Explicou que estava com câncer, mais precisamente, leucemia mielóide aguda, razão pela qual usava um turbante para proteger sua cabeça e também por fazê-la se sentir melhor consigo mesma. O que um ser humano normal faria? Isso mesmo, enfiaria a cabeça no próprio cu de tanta vergonha, se desculparia e sairia de fininho. Mas, não dá para contar que ativista tenha bom senso. Continue lendo

É bem provável que, se você perguntar por aí, os lacradores de rede social te digam que não existe racismo de negro contra branco, pois o negro tem um histórico de muito tempo de opressão e blá, blá, blá. São ignorantes. Desafio qualquer cabeça pensante (o que excluí os lacradores de internet, obviamente) a ler este texto até o final e continuar afirmando que não existe racismo contra brancos. Mais: pago uma quantia em dinheiro do meu bolso se alguém me apresentar uma argumentação racional válida contestando a existência de racismo contra brancos. Muita arrogância que um grupo se aproprie do termo “racismo”. Não, não. Há limites, e eu desenho a linha hoje, aqui: Flertando com o Desastre: Racismo contra brancos. Continue lendo

+A titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), Daniela Terra, fez uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 21, para falar sobre a Operação Gagliasso, que identificou os suspeitos de praticar crime de racismo na internet contra Titi, de 3 anos, filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Os ataques rascistas aconteceram há pouco mais de um mês e os artistas prestaram queixa.

Espera, espera… leiam a continuação:

“Todas as pessoas suspeitas foram levadas para a delegacia e uma menor de 14 anos, moradora de uma comunidade de baixa renda e sem infraestrutura de Guarulhos (SP), confessou (o crime). Ela não se mostrou em nenhum momento arrependida, o que causou estranheza. Perguntamos qual cor ela achava que tinha e ela disse que era negra, que quis fazer isso. Outros suspeitos foram ouvidos, mas chegou-se a conclusão de que eles apenas dividiam a internet com a casa da jovem e não tinham relação com o caso”, disse Daniela.

Agora sim. Desfavor da semana. Continue lendo