Falha Crítica: A Baía dos Porcos que Riem.

SEMANA NERD: Para comemorar o dia nacional do Nerd, o desfavor apresenta “Falha Crítica”, a saga RPG do desfavor. Espadas, magias, poções e muita baixaria nos esperam nos próximos dias.

O sol do meio-dia castiga o grupo, seguindo seu caminho por uma paradisíaca praia deserta.

PILLIA: Vem cá, pela Reserva dos Elfochatos não era mais perto?
SALLYEL: Mas tinha que voltar pela Floresta Intocável! Nunca mais entro naquele lugar!
LINDAMER: Mas pelo menos por lá tinha uma sombrinha, né? Não estou com roupas para andar na praia…
SOMERLIN: Quanta reclamação! Pensem na recompensa…
LINDAMER: Fácil falar! Você está montado e todos nós estamos a pé.
SOMERLIN: As minhas magias são muito extenuantes, ok?
KAR-LAUM: Somerlin só dormir e comer!
SOMERLIN: Você me respeita, sua besta selvagem!
KAR-LAUM: Kar-Laum desafiar Somerlin para duelo até morte! Desmontar e me enfrentar agora!
SOMERLIN: Hã? Não ouvi… ÔA! VAI! VAI! *batendo com os pés na montaria*

Somerlin dispara na frente do grupo. Kar-Laum faz menção de perseguir, mas desiste logo. Seguindo a curva natural da praia, Somerlin desaparece no horizonte.

SOMERLIN: Ele desistiu? *olhando para trás*

Somerlin ouve um grito e logo sente um grande impacto. Seu corpo é arremessado ao ar, caindo de cara na areia.

SOMERLIN: Pffft! *cuspindo areia* Porra, empacou de novo?

Ele se levanta, voltando sua atenção para o local do impacto. Ferdinandinho, sua montaria, estava caído, desacordado no chão. Próximo um belíssimo cavalo branco, igualmente estabacado na areia. Um pouco mais distante, dois jovens humanos se esforçam para se levantar. Os dois estão muito bem vestidos, passando a impressão de serem dois nobres locais.

SOMERLIN: Vocês estavam na direita! Mas estou disposto a esquecer se entrarmos num acordo. Prazer, meu nome é Somerlin, o Bege.
JOVEM NOBRE 1: Pelos deuses, ele morreu?
SOMERLIN: Se você se refere ao troncudinho apagado aí na areia, duvido.
FERDINANDINHO: *abrindo os olhos* DE NOVO!
JOVEM NOBRE 2: Você não sabe com quem está falando, mago insolente!
SOMERLIN: Alguém que não sabe amarrar as calças?
JOVEM NOBRE 2: Hã? *puxando as calças para cima* Foi o impacto!
JOVEM NOBRE 1: Isso é normal numa batida, ok? *limpando a boca*
SOMERLIN: Peraí, eu te conheço. Você é Bhor, filho do Duque de Chifrônia!
BHOR: Você vai ser enforcado por isso!
SOMERLIN: Ficou um pouquinho… *mostrando o canto da boca*
BHOR: Meu pai… *limpando* Meu pai é dono de tudo isso! O que me impede de mandar meu… amigo… te matar agora mesmo?
SOMERLIN: Eles. *olhando para trás*

O grupo finalmente se aproxima, Kar-Laum acelera o passo quando percebe Somerlin.

BHOR: Eu… eu tenho certeza que podemos chegar a um acordo.
SOMERLIN: Cavalos, equipamentos, ouro, jóias…
BHOR: Não exagera!

Kar-Laum finalmente se aproxima, sua expressão denota fúria.

SOMERLIN: Kar-Laum, eu sei o que você vai perguntar, e sim, foram eles que te chamaram de besta selvagem!
KAR-LAUM: Foi?
SOMERLIN: Sim. Eles também disseram que você é heterossexual!
KAR-LAUM: *rosnando*
BHOR: Tudo bem! Tudo bem! Peça o que quiser em Porkut e eu pago a conta! Mas pelo amor de todos os deuses, não conta para ninguém.
SOMERLIN: Seu segredo está seguro comigo. Agora pega o seu cavalo e some daqui. Vai, vai!

Os dois jovens montam no cavalo, que volta mancando pelo caminho por onde veio. Ao mesmo tempo que saem de vista, o resto do grupo finalmente alcança Somerlin, Ferdinandinho e Kar-Laum.

SALLYEL: Que porra foi essa?
SOMERLIN: Kar-Laum assustou dois jovens inocentes.
KAR-LAUM: Foi?
SOMERLIN: Sim. E para nossa sorte, logo à frente está a cidade de Porkut, cidade que eu salvei de uma invasão de Orcs há alguns anos atrás.
SALLYEL: Você?
PILLIA: Salvando?
LINDAMER: Alguém?
SOMERLIN: Não acreditem em mim, vejam por si mesmos. Vamos em frente?

Alguns quilômetros de praia depois, se torna visível uma grande baía, adornada por uma extensa cidade. Mais próximos, percebem que a cidade é habitada primariamente por uma raça híbrida de porcos com humanos, conhecida como Piniquins. Apesar dessa característica inusitada, o que mais se destaca é o riso característico do povo.

PILLIA: Puta-que-pariu, que coisa chata!
PINIQUIM 1: KKKKKKKKKKK!
SALLYEL: Eles ficam rindo por qualquer merda!
PINIQUIM 2: KKKKKKKKKKK!
SOMERLIN: Se eu não me engano, eles foram considerados o povo mais feliz de todos os reinos numa pesquisa recente.
LINDAMER: Mesmo nesse miserê todo?
SOMERLIN: Porco se diverte até na lama.
SALLYEL: Finalmente você disse uma coisa sábia.
SOMERLIN: *fazendo som de peido com a boca*
TODOS OS PINIQUINS PRÓXIMOS: KKKKKKKKKKK!
SALLYEL: Argh! Maldito!
FERDINANDINHO: *fazendo som de peido com a boca*
SOMERLIN: Acho que fiz besteira…

Algum tempo depois, depois de ouvir incontáveis risadas piniquins ocasionadas pela incessante flatulência bucal de Ferdinandinho, o grupo encontra uma taverna.

PILLIA: Opa! Taverna!
LINDAMER: Obrigado, meu deus!
SOMERLIN: Vamos dar uma descansada.
SALLYEL: Tudo para sair dessas ruas fedidas.

Dentro da taverna igualmente fedida:

SOMERLIN: Deixa comigo, esse povo ainda tem uma dívida de gratidão com o herói aqui. Podem pedir o que quiserem, ok?
SALLYEL: Isso ainda está difícil de acreditar.

Todos comem e bebem à vontade. Como prometido, Somerlin vai até o balcão e sem puxar uma moeda de ouro dos bolsos, deixa a conta paga. Os outros membros ficam impressionados. Somerlin consegue também os melhores quartos do estabelecimento para que eles passem a noite.

Um pouco antes de entrar no quarto, Sallyel interpela Somerlin:

SALLYEL: Parece que tem mais sobre você do que eu achei. *sorrindo*
SOMERLIN: Eu não fico me gabando. *olhar sedutor*
SALLYEL: Minha porta não vai ficar trancada. *entrando*

Somerlin faz a dancinha da vitória, entra em seu quarto e espera ansiosamente até todos estarem dormindo. No meio da madrugada, se levanta, passa um perfume, ajeita o cabelo e toma o conteúdo azulado de um diminuto frasco que estava em sua bolsa de poções mágicas.

SOMERLIN: Não que eu precise, mas…

Pé ante pé, evitando fazer barulhos, sai pelo corredor em direção à porta do quarto de Sallyel. Como prometido, não estava trancada. No quarto escuro, Somerlin percebe os contornos de Sallyel sob a luz do luar, e sem cerimônias começa a se despir. Senta-se na borda da cama, e começa a passar a mão por debaixo do fino lençol. Primeiro sente os pés, depois as canelas, as coxas…

VOZ: A sua princesa está em outro castelo.
SOMERLIN: Hã?
VOZ: Vai dizer que não estranhou tanto pelo?
SOMERLIN: Essa voz, você não é Sallyel.
VOZ: Eu acho que ela está acor…
LINDAMER: AAAAAAHHHHHHH!
SOMERLIN: AAAAAAHHHHHHH!
LINDAMER: TARAAAADOOO! TARAAADOOO! *dando com um cajado na cabeça de Somerlin, que apaga instantaneamente*

Alguns minutos depois:

SOMERLIN: Onde estou? Quem sou eu?

Os outros membros do grupo estão ao redor de Somerlin, deitado no chão com o lençol cobrindo sua nudez.

LINDAMER: A culpa é sua! Você me assustou!
PILLIA: Porra, eu estava louco de poção, qual é a sua desculpa?
KAR-LAUM: Barraca! Hahahaha!
FERDINANDINHO: Chuta! Chuta! *chutando o ponto elevado debaixo do lençol*
SOMERLIN: AAAAAAI! Não chuta! Não chuta!
SALLYEL: Você é nojento. *saindo*
SOMERLIN: Cacete, eu devia saber que ninguém faz sexo em RPG… NÃO CHUTA!
FERDINANDINHO: … *decepcionado*

Na manhã seguinte, tomando o café-da-manhã numa grande mesa da taverna:

LINDAMER: Eu achei que ela ia parar de falar… Ela só fica quieta de dia porque eu suo muito e ela desmaia com o cheiro! Hihihihi!
PILLIA: Você tem mais daquela poçãozinha, Somerlin? Tem umas porquinhas ajeitadas por aqui que ainda lembram dos meus tempos de Astro Menestrel…
SOMERLIN: Não sei do que você está falando… *assoviando*
SALLYEL: Vamos sair logo dessa cidade, esse cheiro vai pegar na minha roupa!
VOZ: Vocês não sabem de nada! KKKKKKKK!

Todos se voltam para uma mesa próxima, onde uma Piniquim trajando um robe vermelho e amarelo os observa, desafiante:

SOMERLIN: Você está falando conosco?
PINIQUIM: Eu sou a grande Sábia de Porkut. KKKKKKKK!
SALLYEL: Isso nem graça tem.
SÁBIA: Ninguém sabe o que tem graça! KKKKKKK! É impossível saber! KKKKKK!
SOMERLIN: É isso que passa por sábio por essas bandas?
SALLYEL: Gente burra acha que qualquer bobagem vaga que não entende é sabedoria.
SÁBIA: Vocês tem inveja de mim! KKKKKKKK!
LINDAMER: Fofinho?
FERDINANDINHO: Hã? *babando*
LINDAMER: Dá um abracinho na porquinha pra tia Linda?
FERDINANDINHO: ABAAAAAAAÇO!

Ferdinandinho corre até a mesa da Sábia Piniquim, se joga por cima dela e engata um de seus abraços assassinos. Em poucos segundos, a híbrida suína está com os olhos quase saltando da face, desesperada:

SÁBIA: Socorro! KKKKKKK!
SALLYEL: Porra, nem assim para com essa risada cretina?
SOMERLIN: Tem algo de errado aí. Ferdinandinho, tem bala aqui, vem pegar… vem… tsc… tsc… *arremessando uma bala para longe*
FERDINANDINHO: BAAAAALAAAA! *largando a Sábia*
SÁBIA: *tossindo* KK… *tossindo* K…
LINDAMER: Por que vocês riem tanto?
SÁBIA: O porco… que espirra! KKK… *tossindo*
SOMERLIN: Eu acho que já li algo sobre o assunto.
SALLYEL: Mas se distraiu aprendendo a fazer poção para impotência?
SOMERLIN: EU NÃO PRECISO DISSO! Era só um apoio e…
SALLYEL: *desdenhando* O que é o porco que espirra?
SÁBIA: Uma estátua amaldiçoada… KKKKKK! Nosso povo era humano antes dessa maldição! KKKKKK!
SOMERLIN: Ah, eu lembro! A estátua foi roubada por um ladrão de templos há vários séculos atrás. Enquanto ela não for retornada para seu altar, a população local fica assim.
SÁBIA: Mas ninguém sabe de nada! KKKKKK!
SALLYEL: E ninguém acha essa estátua?
SÁBIA: Ela pode estar em qualquer lugar! Nós nem procuramos… ninguém pode afirmar que sabe onde procurar… KKKKKK!
SOMERLIN: Eles quase merecem ficar assim.
PILLIA: Tem recompensa para quem encontrá-la?
SÁBIA: A mão da filha do Rei e uma vida de luxo. KKKKKK!
PILLIA: É essa? *puxando uma pequena estátua de sua bolsa*
SÁBIA: A estátua! KKKKKKK!

Todos olham para Pillia, embasbacados.

SOMERLIN: Bom, isso foi anticlimático. Quem é o mestre dessa budega?
PILLIA: O mestre de tudo sou eu, rapá! Ajoelhem diante do seu salvador, porcada!

Os piniquins presentes caem de joelhos, alguns chorando de alegria.

SALLYEL: Como você conseguiu isso?
PILLIA: Estava na família há gerações. Só não vendi porque ela é oca e dava para esconder… doces… lá dentro.
SOMERLIN: Estamos feitos! Estamos ricos! Vou começar a fazer mais daquela poção… VAI GASTAR DE TANTO USAR! HAHAHAHA!
TODOS: Foda-se a missão! Foda-se a missão! Foda-se a missão!

Somerlin e Pillia se abraçam, Lindamer tasca um beijo em Kar-Laum, Ferdinandinho tenta abraçar Sallyel, mas resolve não se arriscar ao vê-la puxando o machado. A notícia se espalha rapidamente, o grupo é carregado nos braços dos Piniquins até o templo no centro da cidade. Mesmo o ensurdecedor coro das risadas características dos locais não incomoda os ex-aventureiros quebrados e atuais salvadores do povo.

Na frente do templo:

SACERDOTE: Hoje termina nossa maldição! KKKKKK!
POVO: KKKKKKKK!
SACERDOTE: Com o retorno do Porco que Espirra, nossa humani…. ARGH!

O Sacerdote Piniquim é atingido por uma flechada certeira na testa, caindo morto na hora. Alguns segundos depois, outras centenas de flechas começam a abater os piniquins aglomerados ao redor. Pânico generalizado. Um exército de mercenários está invadindo a cidade.

O grupo se junta e corre para uma posição segura atrás de um muro.

SOMERLIN: Puta-que-pariu!
SALLYEL: O que caralhos está acontecendo?
PILLIA: Eu juro que não fui eu! Eu acho…
SOMERLIN: Seu imbecil! Eu acho…
LINDAMER: Ge Zuiz, se você estiver me escutando, me salva! Se só puder me salvar, não tem problema. *olhando para cima*
SOMERLIN: Invisibilidade… invisibilidade… *folheando um livro*
LINDAMER: Se algum outro deus, deusa, demônio ou equivalente estiver ouvindo, fazemos qualquer negócio, viu? *rezando*
SALLYEL: Calem a boca, tem alguém falando…

No palanque montado para a cerimônia dos Piniquins, um homem vestindo uma pesada e ornada armadura começa a discursar.

GENERAL: Em nome do Duque de Chifrônia, eu tomo conta dessa cidade! Resistência é inútil. Temos o melhor exército que o ouro pode comprar cercando a região. O Duque não economizou uma pepita para garantir nosso sucesso!
SÁBIA: Escutem! KKKKKK! Nós somos pacíficos! KKKKK!
GENERAL: Queremos um grupo de forasteiros que se instalaram por aqui.

O General do exército mercenário passa então a descrever cada um dos membros do grupo. Sem pestanejar, a Sábia aponta para o muro onde nossos heróis se esconderam bravamente.

Um grupo de soldados se desloca para lá, cercando o local. Nada.

Bem longe dali:

LINDAMER: Ainda não entendi porque estavam atrás da gente…
SOMERLIN: Anh… acho que vai ser um mistério que nunca descobriremos.
SALLYEL: Mesmo assim, foi impressionante como você nos tirou de lá com sua mágica.
SOMERLIN: Aí que está o problema, não fui eu. Eu estava tentando ficar invisível…
SALLYEL: Se não foi você…

Um flash de luz chama a atenção de todos. Na direção do flash, Ferdinandinho está com as duas mãos para o alto, com uma orbe luminosa flutuando sobre seu corpo.

FERDINANDINHO: Iluminado! Mamãe disse que eu sou iluminaaaado! Ferdinandinho fez mááááágica!

Somerlin olha para Sallyel:

SOMERLIN: Macaco…
SALLYEL: Navalha…
FERDINANDINHO: Ferdinandinho faz puff!

Na frente de Ferdinandinho surge um coelhinho. Coelhinho que o abobalhado príncipe abraça até a morte em poucos minutos. Enquanto o grupo segue viagem, Ferdinandinho conjura dezenas de coelhos. Como isso mantém sua atenção distante deles, ninguém se importa.

SOMERLIN: Ha! Sorte! O reino de Rogerius Skylab está logo à frente!
SALLYEL: Finalmente. Quero pegar logo minha recompensa e ficar longe desse estorvo!
LINDAMER: Gente, minhas pernas estão me matando!
PILLIA: Vamos parar para comer alguma coisa.
SOMERLIN: Melhor mesmo, está ficando escuro.
SALLYEL: Saco!
FERDINANDINHO: Coelhinho acabô!
SOMERLIN: Acabou sua mana, vossa lerdeza. Dorme um pouco que volta.
FERDINANDINHO: Quero mais coelhinho!
SOMERLIN: Acabou!
FERDINANDINHO: Quero mais coelhinho! Quero mais coelhinho! Quero mais coelhinho! Quero mais coelhinho!

Depois de amarrar Ferdinandinho numa árvore, devidamente amordaçado, os aventureiros aproveitam um farto jantar à base de carne de coelho. Com o prospecto de completar a missão, o clima fica mais leve e descontraído.

TODOS: Hahahahaha…
KAR-LAUM: Não entendi.
TODOS: Hahahahaha…
LINDAMER: Ai gente, que dó do Ferdinandinho. Vamos dar uma perninha de coelho para ele.
SOMERLIN: Tá, tá… Já está acabando mesmo, não custa aguentar mais um pouco dele.

Lindamer segue até a árvore onde o príncipe estava preso, mas nenhum sinal dele junto às cordas rasgadas. Ela volta até a fogueira e informa o acontecido.

SOMERLIN: Não! Justo agora?
SALLYEL: Eu não fiz tudo isso para perder a recompensa!
PILLIA: Você é mágico, faz alguma coisa!
SOMERLIN: Magia de Clarividência! Só preciso tomar uma poção para conseguir energia suficiente e… *procurando na bolsa de poções* PORRA, PILLIA! Tomou tudo de novo?
PILLIA: Não! Não fui eu! Que eu me lembre…

A terra treme.

SALLYEL: Sentiram isso?

Mais uma vez.

SOMERLIN: Agora sim.

O chão continua tremendo ao mesmo tempo em que um rugido estrondoso atinge os ouvidos de todos. Na direção do som, um vulto gigantesco se destaca da copa até mesmo das mais altas árvores. Ferdinandinho surge de dentro da floresta, com uma expressão desanimada e restos de poção escorridos pelo canto da boca.

FERDINANDINHO: Coelhinho feio. Não quero brincar mais!

A luz da lua ilumina o gigantesco vulto o suficiente para que Lindamer consiga identificá-lo…

LINDAMER: GE ZUIZ TARRASQUE!
SOMERLIN: Como esse filho-da-puta conseguiu conjurar uma porra de um tarrasque?
SALLYEL: E agora? Ele vai nos atacar?
LINDAMER: Ge Zuiz Tarrasque só ataca quem é ruim, desonesto, promíscuo e ganancioso!
PILLIA: Fui!
SOMERLIN: Espera por mim!
SALLYEL: Calma, seus cagões! Não dá para matar o bicho não?
LINDAMER: É uma luta muito difícil. Mas dá para baní-lo fazendo um ritual horrível, matando virgem e tudo mais. Tem que ser agora que ele acabou de entrar nesse mundo.
SALLYEL: Serve UM virgem?
LINDAMER: O Somerlin é mago, mago costuma ser meio…
SOMERLIN: Eu não sou virgem!
SALLYEL: Não, eu me referia a ele. *apontando para Ferdinandinho*
PILLIA: Mas aí o pai dele colocaria nossa cabeça à prêmio!
SOMERLIN: E perderíamos a recompensa!
SALLYEL: Mas salvaríamos milhões da morte certa.
PILLIA: Ninguém vai ficar sabendo! Vamos continuar pobres. E perseguidos.
SALLYEL: Vamos fazer uma votação.

NERDS DA NAÇÃO, PARTICIPEM:

O que o grupo deve fazer?

  • Manter Ferdinandinho para completar a missão e se virar com Ge Zuiz Tarrasque na porrada. (75%, 101 Votes)
  • Sacrificar Ferdinandinho num ritual para banir o Ge Zuiz Tarrasque. (25%, 34 Votes)

Participação Impopular: 135

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