Não regula.

O pensamento é livre. Qualquer pessoa mediana vai te afirmar isso com o maior orgulho, como se vivêssemos de fato em uma sociedade onde podemos expressar o que pensamos. Não é verdade, o que você pensa nem sempre pode ser dito, pois pode ser punido, seja pela lei, seja pelo linchamento público, sendo ele físico ou não. De que vale poder pensar o que quer se não pode falar quase nada? Pensamentos em clausura mental que não possam ser externados configuram uma violência contra a pessoa. Você já parou para pensar quão invasivo é o Estado ou a sociedade regularem quais dos seus pensamentos você pode externar?

É ABERRANTE O ESTADO REGULAR O QUE VOCÊ PODE FALAR. Estamos vivendo um espécie de ditadura moral hipócrita.

A lei brasileira, que outrora defendi com unhas e dentes, se transformou em uma babaquice repressora hipócrita, que te permite pensar o que você quiser mas não te permite falar. Parece coisa de crente, que fica repetindo que “a palavra tem poder”. Pois bem, eu acho que a palavra está hiperestimada. É hora de dar menos importância ao que todos falam.

Se eu fosse legisladora, aboliria todos os crimes contra a honra: calúnia, injúria, difamação e cia, todos para a lata do lixo. Isso não quer dizer que uma ofensa que gere prejuízo fique impune, porque quem fala sempre estará sujeito a indenizar quem se ofendeu caso se exceda. Isso significaria que ninguém seria preso por ofender outra pessoa, o que já acontece na prática, porque a pena para todos esses crimes (inclusive aquela injúria que adoram chamar de crime de racismo) tem pena menor do que quatro anos e, no direito brasileiro, crimes com pena inferior a quatro anos costumam ser convertidos em penas alternativas.

O crime existe, mas ninguém é preso por praticá-lo. O crime existe basicamente para chatear. Para onerar o Estado e, por consequência o nosso bolso, com algo que não vai dar em nada a não ser em um processo demorado que no final de fato não dá em nada. Isso é tão Brasil que deveria ter batuque e mulata sambando quando o juiz proferisse uma sentença em processos versando sobre crimes contra a honra.

Se como legisladora eu aboliria os crimes contra a honra, como dona do mundo eu aboliria qualquer punição em função do que foi falado a menos que se pudesse comprovar de forma cabal um prejuízo financeiro muito significativo, porque não acho razoável que pessoas se importem tanto com o que os outros falam. Isso tem que ser tratado, e não recompensado.

A dor, a angústia e o sofrimento oriundos do que os outros pensam sobre você não merece qualquer recompensa, merece sim terapia, porque se importar tanto com o que os outros pensam ou falam a seu respeito a ponto de sentir uma angústia imensa é probleminha de cabeça. Ao indenizar um idiota que se incomoda com o que um estranho pensa sobre ele se está recompensando retardados emocionais.

Infelizmente a lei brasileira vem sendo interpretada cada vez mais no sentido de proibir a livre expressão. Pode até pensar, mas não ouse falar, porque é crime. Isso é um incentivo ostensivo à hipocrisia, porque se você não quer que uma pessoa PENSE merda, se dá educação, para que ela perceba a merda que está pensando. Mas não, imagina se vão educar este povo, jamais. Se educarem o povo ele nunca mais vota nessa cambada de filho da puta que tem por aí. Mas proibir de falar pode, um Estado que deixa criança morrendo de fome e pai de família morrendo na fila do hospital se acha no direito de te impor o que você pode ou não dizer. Sensacional.

Não educam o povo, daí as pessoas pensam merda e essas mesmas pessoas que não foram educadas são punidas por pensar merda. É como brigar com um cachorro que mijou fora do lugar sem ensiná-lo onde deve fazer xixi. Uma política esquizofrênica onde as pessoas acabam sendo recompensadas por pensar merda mas calar a boca e mentir, ou seja, o atual sistema forma hipócritas.

Eu sinceramente não me acho tão importante a ponto de que um pensamento babaca meu possa emburacar o país ou a humanidade. Ok, um pensamento babaca meu pode facilmente chatear algumas pessoas, mas porra, a lei não existe para evitar mágoa de caboclo e sim para coisas maiores e mais importantes. Até porque, spoiler, isso é impossível. As pessoas se chateiam pelos mais diversos motivos, não tem como calar a boca alheia o suficiente de todo mundo para não chatear ninguém.

Que tal se em vez de tentar compulsivamente calar a boca dos outros para não chatear alguém, se desse autoestima para esse povo e fosse ensinado a não se ofender com o que os outros pensam? Não, não pode. Sabe porque? Porque a indústria da ofensa movimenta milhões: é dinheiro que entra para advogado, para a imprensa (que faz um fuzz em torno do assunto – e rende cliques) e até mesmo para o ofendido. Tudo pago pelo meu, pelo seu, pelo nosso bolso. A ofensa compensa, se ofender compensa e assim perdemos cada vez mais o direito de falar o que pensamos.

Eu vejo gente boa, gente inteligente, argumentando sobre a pertinência do que está sendo dito condicionado ao direito de falar. Não faz sentido. Se eu quiser achar que os bombeiros são todos filhos da puta, eu tenho que ter o direito de dizer que eu acho que os bombeiros são todos uns filhos da puta. O resto do mundo que olhe para mim, me despreze e pense “Nossa, que mulher babaca, ela acha que todos os bombeiros são filhos da puta!”. E só. Nada além disso.

Mas parece que no Brasil o povo é tão sem critério, tão burro, tão influenciável que se você fala uma merda imediatamente um grupo de imbecilóides aderem a você e se cria uma espécie de seita da estupidez. E não vai ser proibindo de falar que isso vai mudar, porque o mesmo ocorre com atos estúpidos, vide os linchamentos que são o novo modismo.

E não é só no Brasil não, em diversos lugares do mundo, mesmo em países desenvolvidos, o direito a falar o que se pensa mesmo sem qualquer prejuízo econômico é limitado. Vamos que eu seja maluca. Vamos que eu seja acometida de uma ignorância galopante e decida pensar, contra todas as evidência cabais, que o Holocausto não aconteceu. Se eu afirmar isso em diferentes países, poderei ser processada e punida. POR QUÊ? Por que caralhos o meu achismo é importante? Dá licença de ser escrota, de pensar escroto, sem intervenção estatal? Pelo visto, não.

Desculpa, mas eu quero viver em um mundo onde todos possam expressar seu pensamento, por mais burro que ele seja. Não em uma sociedade seletiva, onde algumas burrices (tipo criacionismo) sejam toleradas e outras não. Aliás, quem é que determina exatamente O QUE é um pensamento aceitável ou não? Nosso Legislador? Pessoas como Tiririca vão traçar essa linha? Não, obrigada. Nem fodendo. Me prendam se quiserem, eu não vou deixar o Tiririca traçar essa linha nem o Estado determinar quais burrices posso ou não posso falar. Vou falar o que eu quiser.

E justamente por não permitir que faça isso comigo, eu tento não fazer isso com mais ninguém. A pessoa é racista? Não vai ser proibindo-a de falar que ela vai deixar de ser racista nem atacando-a. Apesar de alguns “ólogos” discordarem veementemente de mim, eu insisto que apenas calar a boca de uma pessoa racista não extermina o racismo. Mesmo que a pessoa não verbalize, seus atos demonstram e atos, meus caros, valem muito mais do que palavras. Assim se cria um racismo velado muito mais difícil de combater.

Muita preocupação com o que as pessoas falam e pouca preocupação com seus atos. Deprimente esse modelo social que se está formando. A pessoa passa a perna no colega de trabalho, trai a esposa, sonega imposto mas patrulha uma piada “de mau gosto” que humorista faz. Porque fazer ok, mas falar… ahhhh… falar não pode. E o Brasileiro Médio aprendeu direitinho e foi conivente com esse pacto social perverso: vamos atirar bastante pedra em quem fala, assim as atenções ficam votadas para eles e quem sabe assim ninguém repara nos que fazem. Está funcionando.

Vamos ser pessimistas. Vamos imaginar o que poderia acontecer de pior se amanhã fossem abolidas todas as leis que limitam opinião. Tá liberado, todo mundo pode falar o que pensa, o que quer. O que poderia acontecer de pior? Certamente ouviríamos muitas coisas horríveis, mas coisas que sempre estiveram lá, nada teria nascido em decorrência do direito de falar. Veríamos a cara verdadeira da atual sociedade, sem maquiagem, sem Photoshop. Você tem medo de vê-la? Eu não tenho. Muito pelo contrário, só podemos tentar melhorar a situação se jogarmos um holofote nela e percebermos o tamanho do problema.

Não se combate pensamento babaca obrigando o babaca a calar a boca por medo, intimidação, punição. Isso é uma tremenda estupidez. Gente que não fala besteira por medo de ser preso, processado ou por medo de escândalo é um ficção social para inglês ver e, em algum momento, esse pensamento babaca vem à tona na forma de atos tão babacas quanto. Eu te desafio, passa em certas lojas de luxo e encontrar vendedores negros. Não vai achar. Mas se você perguntar eles te dirão que não são racistas e que contratam negros sim. Atos, não palavras. Foco nos atos.

Vou repetir uma frase que digo com freqüência aqui desde 2009: as pessoas tem o sagrado direito de serem babacas. E neste exato momento, tem diversas pessoas que acham VOCÊ um babaca. Então, silenciar babaca é tudo uma questão de ponto de vista, de opinião, de política. Amanhã o babaca a ser silenciado pode ser você, porque quem te acha babaca conquistou algum poder silenciador. Para uma democracia efetiva, a regra de ouro tem que ser todo mundo poder falar tudo, por mais que seja babaca. E porra, LIDEMOS COM ISSO, sem agredir, sem ir atrás da pessoa, sem espezinhar. Canso de ver gente falando merda na internet, pergunta se eu perco meu tempo indo lá perseguir a pessoa? Deixa o infeliz falar merda, porra! Não gosta? Não leia, não dê atenção, não dê importância. Silenciar os outros para mim é algo hediondo.

E “poder falar” não significa que tenhamos que ouvir tudo calados, resilientes, inertes. Se você não gostou pode adotar o caminho da luz e tentar mostrar ao babaca que ele está sendo babaca, o caminho digno que é não dar muita importância nem deixar que aquela pessoa afete sua vida. Só não adote o caminho neurótico, que é o adotado pelo Brasileiro Médio, de fazer escândalo, de se vitimizar, de se deixar afetar por um mero babaca. Meu ponto é: a pessoa que fala deve estar preparada para a reação, e assim como há babacas que falam, também existem respostas babacas. Porém você, que se sabe superior ao Brasileiro Médio, tenta não ser babaca na hora de lidar com a babaquice alheia, pois uma não justifica a outra. Chamar menina supostamente racista de piranha é ser babaca ao quadrado.

Esse impedimento em falar o que a pessoa pensa é uma forma de impor uma falsa educação na base do medo, quase que um adestramento para cachorro. Isso tem que acabar. As pessoas tem que aprender que não há como silenciar quem de alguma forma discorda delas, as aborrece, as critica, as esculhamba, as denigre. Quem sabe assim parem de dar tanta importância à opinião alheia. E quem sabe assim pare essa caça às bruxas de perseguir, fazer pessoa perder o emprego, apedrejar casa, inundar rede social com ofensas.

Eu quero poder falar o que penso. E se meu pensamento for merda, bem, a sociedade que lide com isso, que olhe para dentro e pense “caramba, que tipo de pessoa estamos produzindo aqui? Algo tem que mudar!”. A sociedade que lide com isso de forma construtiva, que meu erro fique bem claro, patente e que se pense o que fazer para melhorar isso. Que se ataque o erro, e não a pessoa que erra, porque, queridos, nós somos humanos, erramos o tempo todo.

Eu chego a me perguntar se essa opressão politicamente correta não é em parte responsável por uma sociedade pior. O não poder falar vai gerando uma série de sentimentos represados, pois como já disse, o fato de não poder falar não educa, não muda a mentalidade, apenas varre a sujeira para debaixo do tapete. E a sujeira se acumula, cria um bolinho e transborda. O que vai acontecer na nossa sociedade quando as pessoas se cansarem de não falar o que pensam?

Talvez o que aconteceu com a torcedora do Grêmio. Vocês acham que tanta revolta foi por solidariedade do rapaz negro? Pois eu conheço pessoas que não contratam negros, em suas palavras “porque não tem boa aparência e fedem” que super se indignaram com a torcedora do Grêmio. E confrontados, eles disseram “Eu não contrato mesmo, mas a menina não precisava esculachar”. Ou seja, velado pode, declarado não.

Daí essas pessoas que SIM, SÃO RACISTAS, mas aprenderam a conter o que falam por medo de um processo ficam putíssimas quando alguém rompe com o pacto social: “Como assim eu tive que engolir tudo que eu penso e chega uma menina e fala o que pensa? Estou indignado, se eu não posso falar, ninguém pode falar!”. É isso, é uma reação egoística, camuflada de solidariedade e cidadania.

Gente que faz piada com japonês, com português e com argentino se sentindo no direito de comer no esporro quem faz uma comparação pejorativa com um negro. Foda-se que pega um dedal e compara com o japonês, uma mula e compara com o português e um tolete e compara com um argentino. Foda-se, porque não estamos na era da coerência, estamos na era da aparência.

Sonho um dia poder viver em um lugar onde todos possam expressar suas opiniões livremente, por mais equivocadas ou escrotas que elas sejam. Chega de ter que dizer o que é socialmente aceito. Chega de seres humanos moldados, artificiais, falsos, mentirosos. Prefiro os seres humanos feios, escrotos, racistas, babacas, mas verdadeiros. Chega do Estado te punindo pelo que você pensa, isso para mim é aberrante.

Para se ofender de uma forma que eu nem consigo imaginar, para dizer que esse assunto já deu ou ainda para dizer que gosta do Estado te dizendo o que fazer pois dá menos trabalho: sally@desfaor.com

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Comments (66)

  • queria muito viver num mundo em que a gente não precisasse ficar se regulando toda hora com medo da pessoa ficar ofendidinha e te causar dor de cabeça depois. é muita falta de auto estima ficar dando importância demais pra opiniões alheias. mas acho que isso nunca sairia do CP brasileiro, porque Direito aqui serve como pai tentando fazer os irmãozinhos pararem de brigar e ficarem de bem. sério mesmo, tem uns casos que eu vejo que questiono seriamente a idade mental dos envolvidos.
    Não precisa ser um mundo ideal como esse que a sally propõe, mas poxa vida, MENOS! MENOS!. e mesmo menos ainda é utopia: ontem presenciei uma pessoa
    (jovem) super ofendida com um vídeo do porta dos fundos que zomba deus. e pior: citou o artigo 5º da CF pra argumentar que o grupo deveria ser processado e bla bla bla.

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    • As pessoas não conseguem lidar com um desagrado, uma contrariedade. Querem silenciar tudo que LHES desagrada, como se a lei tivesse que atender o gosto delas!

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    • No Brasil pode tudo. Alexandre Pires foi acusado pelo Ministério Público por causa de um clipe dele, que tal?

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  • Nao entendi o porque da histeria coletiva com a guria do Gremio. Nao eramos todos macacos? Tudo bem que ela errou feio, foi babaca ao extremo, mas tem muitos ATOS de fato racistas q ficam por isso mesmo por nao terem aparecido na tv. A midia e o brasileiro medio estao demonificando a guria pra fazer parecer q o racismo eh fortemente combatido no Brasil quando, na verdade, o pior fica por baixo dos panos.

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  • A.D. Min. Lago de Fogo

    Na verdade, esses são os que chamamos de “crentes sociais”. Vão para a igreja mais por convenção social do que por questão de crença.

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  • Desculpem o surto que vem agora, mas só tenho a RID pra desabafar: quem não mora no RS não tem ideia do circo insuportável que esse LIXO de imprensa está fazendo no caso da torcedora do Grêmio. Parabéns Grupo RBS, mais uma vez prestando um desfavor à sociedade. Espero que estejam muito satisfeitos com a audiência, e que passem a utilizar o único repórter negro que eu lembre ter algum destaque em seus programas para fazer qualquer outra matéria que não seja a cobertura desse caso, nem as matérias no centrão e nas vilas carentes de POA, que normalmente é só o que vejo ele fazendo na TV. Bora deixar a hipocrisia de lado e colocar mais negros nessa telinha e diversificar a pauta deles, RBS?

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    • Todo mundo quer tirar uma casquinha do erro alheio para ficar bem, para mostrar como não é racista. Tá muito nojenta a forma como imprensa e sociedade estão abordando o assunto. Digo mais: quem faz questão de frisar que não é racista, geralmente o é.

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  • Sally, teu excelente texto me fez lembrar das leituras de Foucaut, Althusser, Derrida e essa turminha aí… É interessante perceber que essa espécie de “ditadura camuflada” vivida numa sociedade com pessoas hipócritas e BMs meio que já está condicionada pela manutenção do “aparelho ideológico do Estado”. Considerando também as peculiaridades históricas recentes (século XX pra cá: contexto de imperialismos, guerras, capitalismo x socialismo, cultura de massa etc etc) vemos que os tempos ditos “pós-modernos” refletem justamente isso: uma sociedade dominada por uma ideologia que torne tudo líquido, fluido, inconstante… e consequentemente com pessoas “alienadas” pelo sistema, sem capacidade de raciocínio crítico, e ainda por cima, obrigatoriamente calada pela ideologia dominante. Em outras palavras: é o próprio aparelho ideológico que faz calar as pessoas e não deixar com que falemos qualquer coisa. Mas não só, é claro que a burrice e histeria do bm também ajuda no processo de “linchamento” das pessoas minimamente pensantes, ou antes: com vozes dissonantes na sociedade.

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    • Uma honra as comparações! Quem sabe depois que eu morrer divulguem em larga escala o que eu escrevo…

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  • O tema é interessante, as idéias são interessantes, o texto é super bem escrito, mas engloba uma premissa bastante questionável: que relações e conceitos gerados no nível individual possam ser extrapolados para o nível de comunidade, e vice-versa. Sally adoro o que voce escreve e por isso te digo para tomar cuidado, esse é um caminho sem volta para longe da objetividade dos fatos. Um fato real é que o sistema legal/penal e a sociedade brasileira tem uma relação bastante tortuosa, um espelhando o outro nos seus piores defeitos.

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    • Não se preocupe que isso nunca vai acontecer no Brasil, muito pelo contrário, a tendência é poder falar cada vez menos…

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      • Essa confusão entre valores individuais e coletivos na verdade acontece o tempo todo e, como você mesma pontua, resulta tanto na supressão de valores individuais como coletivos. O que seria a salvaguarda disso na sociedade, uma elite intelectual e política, está afundada demais numa crise de valores morais, éticos, estéticos, prostéticos, caquéticos…me empolguei, sorry.
        Enfim, não acho que estejamos TODOS fodidos. Aí está o EBOLA para fazer as pessoas voltarem à razão. O negócio é ter acesso a antibióticos e aconselhamento médico de última geração.

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  • Seria ótimo viver num mundo onde se pudesse falar o que quisesse, sem sofrer sanção penal. Isto, porem, nao é mera utopia. Como escreveu meu xará “Depende de nós”. O núcleo desta sociedade está sendo formado aqui mesmo na RID.

    O ateísmo ainda é mal visto pela maioria. Logo, quem ousaria afirmar-se ateu e ser encarado com maus olhos? Claro, pouquissimas pessoas teriam essa “coragem”. Na minha opiniao, os dados reais sao bem outros. As pessoas estao cada vez mais se decepcionando com a Igreja, salvo os da Teologia da Prosperidade, que ainda assim acreditam em Deus só para prosperarem financeiramente. Tem muito ateu incubado por ai.

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    • Acreditar em Deus alimenta a negação, tira a responsabilidades pelas suas escolhas e supre inseguranças e carências. Um prato cheio para o bm.

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  • A pergunta que sempre ficou na minha cabeça é para que tanta fúria e incômodo com pessoas que falam uma bobagem qualquer? Como se nós nunca fizéssemos algo assim, como se o nosso bom senso obrigatoriamente fosse o do mundo todo (é se dar muita importância mesmo!), como se a vida real já não tivesse tantos problemas… Tempo desperdiçado desse linchadores, desperdício de humor e de trocas de ideias, para aqueles mais evoluídos.

    Off topic, mas ainda sobre intolerância… Sally, você viu esse caso?

    Assim que li, imaginei que como isso poderia render por aqui. Parece que o delegado havia investigado os integrantes dessa igreja por intolerância religiosa (depredaram um centro espírita), e agora eles o perseguem nas redes sociais.

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  • Passei rapidinho só pra informar que não somente concordei como compartilhei o texto.

    Então se aparecerem BMs, desculpa HAHAHA.

    Sério, muito bom. Diz tudo o que eu queria dizer, mas ainda não tinha conseguido expressar, tamanha raiva que me dá pensar nisso.

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    • Compartilha, compartilha sim. Levemos luz no meio da escuridão, pois pode haver um Impopular perdido por lá tentando achar o caminho de casa. Cá entre nós, BM não lê quatro páginas, lê dois parágrafos, se ofende, vem e xinga. A gente consegue identificar rapidinho. Quem tem o botão de banimento na mão não tem medo de BM. Sou a favor de compartilhar nossos textos!

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  • Este texto está ótimo, Sally! Concordo que é preciso haver a liberdade de falar o que se pensa, isso nos fará ter melhores parâmetros para avaliar o quanto a sociedade está corrompida por alguns comportamentos, entender a causa disso e pensar em soluções para os problemas.

    É como uma doença: não se trata apenas os sintomas, senão a doença nunca melhorará (ao contrário, poderá trazer mais complicações). É preciso entender a origem dos sintomas e tratar sua causa.

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  • Sally, sensacional este texto!

    Estávamos ontem mesmo comentando sobre o excesso de patrulhamento politicamente correto. Um saco isso!

    Quer dizer que num estádio de futebol não pode chamar o cara de macaco. De viado, filho da puta e etc pode. Coerência, cadê você?

    Sério, racismo e intolerância estão, na minha opinião, muito mais nos atos que nas palavras. Quer exemplo? Um aluno da rede pública aqui no RJ que foi impedido de assistir aulas porque tava usando uns colares ou patuás de iniciação no Candomblé. Isso é intolerância. Não contrata negro? Isso é racismo.

    Ainda vou fazer duas camisetas pra andar pela rua: 100% branco ariano e heterossexual com muito orgulho. Rapidinho neguinho me enquadra como nazista e homofóbico.

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    • O patrulhamento não deveria existir em lugar nenhum, as pessoas tem que ter o sagrado direito de poder dizer o que pensam por mais escroto que seja. Se as pessoas estão falando merda, sinal de que a sociedade está doente. E não é obrigando a calar a boca que se resolve. É como se um gordo se olhasse gordo no espelho e cobrisse o espelho para tentar resolver.

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  • Sally, você fala que deveríamos poder falar o que quiséssemos de tudo e todos, mas hoje se vive muito de imagem. Você tem que se adequar a certos padrões para ser considerado um bom profissional, bom estudante, etc etc. Por causa disso acho necessário considerar crime quaisquer atitudes que criem problemas reais na vida da pessoa. Mesmo que não seja crime, mas alguma punição ela deve sofrer.

    Claro que se alguém me chama de piranha na rua, vou cagar 10 kgs pra isso. Mas se essa pessoa começar a mandar email falando que sou piranha para o meu chefe, minha família, namorado, etc, aí a história já muda.

    Outra coisa é quando eles prendem alguém e de cara já mostra a pessoas algemada na delegacia, mostrando a cara e tudo mais. Sempre me pergunto se a pessoa é inocentada, como fica a vida e imagem dela? Deveria haver uma retratação depois.

    O que me irrita nessa história toda é que fora esses casos você não pode falar nada que a pessoa já vem ameaçando de processo. É um fogo no cu de processar os outros que não dá para entender.

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    • Mas se liberassem todo mundo para falar tudo, a sociedade teria que se adaptar. Será que nessa nova dinâmica o mercado de trabalho ainda julgariam com base no que se fala? Todo mundo seria mal falado

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    • Se não me engano, o pessoal dos EUA tem AINDA MAIS fogo no cu de processar os outros por pouca coisa ou mesmo babaquice própria. Não sei se é lenda, mas já ouvi falar de um caso que uma mulher processou uma empresa de eletrodomésticos porque ela deu um banho no gato dela e colocou ele pra secar no microoondas e ele morreu.

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      • Questões ligadas a direito do consumidor sim, eles são bem exigentes. Mas no que diz respeito a humor, a histeria do brasileiro é bem maior

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  • É um tema muito delicado uma vez que as pessoas, ou ao menos a maioria delas, não estão nada preparadas para a verdade. A sociedade acabou criando estes limites para a liberdade de expressão por isso, mas ao mesmo tempo nos transformamos em um bando de falsos e metidos a politicamente corretos julgando os erros alheios.

    Hoje é a torcedora gremista que está sofrendo com isso, mas um dia posso ser eu e pode ser você. Ninguém deve esquecer que um dia pode estar no banco dos réus.

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    • Sem dúvidas, amanhã posso ser eu. Somos humanos, falíveis. Pode ser qualquer um. É preciso tratar com humamidade se desejar ser tratado com humanidade de volta.

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  • Percebendo tudo isso que vai acontecendo no texto ao longo dos anos, começou a me dar um desespero que eu já nem sei mais se fico indignada, sento num canto em posição fetal e choro, ou ligo o foda-se, já que infelizmente pegar um avião para o país pensante mais próximo não é possível no momento.

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  • Basicamente… você quer o direito de falar o que quiser sem ter consequências por causa disso? Não concordo com você nessa, Sally.

    Você com certeza sabe que esse tipo de lei não está aí pra “limitar o que a gente diz”, mas moderar as relações entre as pessoas. A gente pode falar o que quiser, mas o resto da sociedade não tem obrigação nenhuma de lidar com abusos dos outros.

    Não é questão de “silenciar quem discorda”, duvido que haja na lei brecha pra calar a boca de alguém que, sei lá, acha que a Terra é quadrada ou prefere o socialismo ao capitalismo. Injúria, ofensa, calúnia, essas coisas não são “discordâncias”.

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    • Sem ter consequências não! Sem a PROIBIÇÃO E PUNIÇÃO DO ESTADO. Isso é bem diferente de não ter consequências. Fala pro seu chefe que ele é um babaca: você não vai sofrer sanção estatal, mas não vai ficar sem consequências…]

      Injuria, calunia e difamação são construções sociais de pessoas inseguras e ofendidas. Se alguém quiser achar e falar coisas negativas sobre outra pessoa, o Estado não deve ter o poder de punir por isso.

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      • O Estado não deveria punir? Mas e se, por exemplo, William Bonner chegar no meio do Jornal Nacional e dizer que eu sou culpado do estupro de uma menina de 10 anos de idade paraplégica e com Síndrome de Down, o que eu faço? Saio na rua e digo “Isso é uma mentira”?

        Eu acho que há sim a necessidade de haver esse aparato na lei para que uma pessoa não seja prejudicada só porque a outra quis. Eu concordo que as pessoas se ofendem com pouca coisa, concordo que a melhor maneira é ensinar a não ligar pro que os outros pensam, mas proteção contra (pelo menos) calúnia e difamação tem que ter.

        Eu também acho que a lei tem que cobrir os casos de injúria, porque você tem todo o direito de pensar o que quiser de mim, mas eu não tenho a obrigação de aceitar o que você acha de mim, entende? Eu não posso te impedir de falar, claro, mas o seu direito de falar tem que vir pautado com o meu direito de responder – e eu não posso responder xingando porque nunca se chega a lugar nenhum assim e, contando que esse tipo de situação vai acontecer sempre, a lei bola um jeito de solucionar a questão. Quer falar? Pode falar, mas depois torce pro cara levar na boa ou você vai levar um processo.

        O que eu estou querendo dizer é que ter na lei a possibilidade desse recurso (processar alguém por xingamento) é uma medida necessária num estado livre de direito. Uma injúria afeta a pessoa (mesmo que minimamente ou nem que seja apenas em relação à outras pessoas) e ela precisa ter o direito de ter um mecanismo de defesa “legal”, porque nem sempre dá pra “xingar de volta” – e se for um grupo me xingando de “gremista safado”? As pessoas deveriam usar esse direito numa base diária? Poxa, na minha opinião, não, a não ser que seja algo que realmente a prejudique na sua vida – mas não dá para tirar esse direito assim.

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        • Em um país onde todo mundo pode dizer de tudo, o “dizer” das pessoas passa a valer menos, entende? Um exemplo similar: quando eu era criança e ia para biblioteca pesquisar em enciclopédia um assunto para meu trabalho escolar, se estivesse escrito na Barsa que o céu é rosa, o céu ERA ROSA, e nem eu, nem a professora nem ninguém ia questionar aquilo, porque a Barsa era a verdade. Com o advento da internet, onde todo mundo pode publicar qualquer coisa, minha forma de reagir à informação escrita mudou: se eu leio um texto na Wikipedia dizendo que o céu é rosa, eu não aceito de cara, eu vou pesquisar em outras fontes, em estudos científicos, vou ver o que especialistas andam dizendo sobre isso em redes sociais, etc, etc.

          Não pense nesse modelo social que eu proponho encaixado no comportamento atual, porque é como tentar encaixar um quadrado no buraco de um círculo. Ao liberar todo mundo para falar o que quer, o falar das pessoas terá outro peso, o peso que realmente deveria ter: de um peido. As pessoas passariam a se avaliar pelos atos.

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    • QUASE 90% DA POPULAÇÃO acha que acreditar em Deus te faz uma pessoa melhor.

      ESTAMOS F-O-D-I-D-O-S

      Nós somos boas pessoas, a cadeia tá cheia de bandido que acredita em Deus, mas nessa merda de sociedade, vamos continuar levando fama de más pessoas

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      • Será que esses 86% foram sinceros ou deram a resposta socialmente aceita?

        Acho que muita gente não acha religião um assunto relevante o suficiente pra valer a pena discutir, perder tempo ou arranjar inimigos (sim, é possível), então respondem “sim” em pesquisas como essa e se dizem “católicos não-praticantes” pro censo do IBGE, só pra não ter que se explicar pra ninguém…

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        • Nunca saberemos, mas minha experiência prática me leva a crer que ateus são vistos pela esmagadora maioria como pessoas ruins

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    • Nossa, que decepção.
      Agora imagina se tivermos um presidente evangélico. Não quero nem pensar no que pode acontecer aos ateus… Vai chegar um momento em que teremos que omitir sermos ateus sob pena de sermos linchados.

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  • Disse tudo.

    “Eu chego a me perguntar se essa opressão politicamente correta não é em parte responsável por uma sociedade pior.”

    Eu tenho a sensação que a sociedade está emburrecendo por causa da vigilância sobre as expressões pessoais, feita pela variável latente do “politicamente correto”. Politicamente de CU é ROLA!

    1) A pessoa que descobre no início da gravides que o monte de células que se reproduzem em sua barriga tem trissomia no cromossomo 22 e não aborta, deveria ser excluída da sociedade. Está obrigando um filho/filha a viver uma vida merda, sendo que há a possibilidade de interromper a gravidez e poupar muitos de trabalho/sofrimento. Substitua a síndrome de down por qualquer doença mental/distúrbio grave do desenvolvimento, etc. “Ah, mas é possível ter uma vida normal sendo retardado”. Mentira. Ninguém com retardo mental vira presidente de empresa, ganha prêmio nobel, ou faz algo de muito relevante no mundo. Pode até dar carinho, mas meu cachorro também dá carinho, e eu prefiro ele.

    2) Quem tenta coibir ações/expressões ou simplesmente qualquer coisa na vida de outras pessoas baseado em religião deveria ser execrado da humanidade. Assim diminuiriam muitos dos nossos problemas.

    3) O governo tem que parar de enfiar dinheiro no cu das universidades/faculdades particulares, com a desculpa de estar “inserindo os excluídos no mundo do ensino superior”. Entra analfabeto com bolsa do governo, sai analfabeto com bolsa do governo. Boa parte dos cursos superiores no brasil, no setor privado, são farsas.

    4) Quero que o pessoal da esquerda tupiniquim se exploda. Eles são mais chatos que dor de dente, pregam a liberdade de todos, mas perseguem e tentam calar tudo/todos que vão contra as ideologias deles. Que se fodam no fundo do oceano esses filhosdaputa.

    5) Quero que petista encegueirado se exploda.

    6) Quero que psdbista encegueirado se exploda.

    7) Defendeu padre/igreja católica/qualquer dessas merdas é, para mim, ser conivente com pedofilia, perseguição e assassinato.

    A lista de desabafos ia continuar infinitamente. Mas é bom poder cuspir no mundo o que a gente pensa de verdade.

    Pena que fazer isso no dia a dia representaria uma quantidade inimaginável de problemas. Como mudar isso?

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    • Adorei seus desabafos e concordo com eles. Continue desabafando aqui, porque seu desabafo representa alívio para muita gente que pensa como a gente mas está por aí oprimido tendo que sorrir e dizer que o filho Fernandinho dos outros é um anjo de luz.

      Tamo junto. Mas não sei como mudar isso. Em tese, dando educação ao povo, mas não vai acontecer…

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      • Pra merda todo mundo que acha que todos devem amar crianças e desejar ter filhos!! Cadê meu direito de decidir o que eu quero para a MINHA vida?

        Pronto, desabafei. Muito grata, Sally!

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    • Vai sim: aqui. O nível aqui é esse, preparamos o terreno no último mês justamente para isso. O nível vai ser disso para cima.

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  • Eu já pensava assim antes de conhecer o Desfavor. Mas também já tinha aprendido o código social da hipocrisia.

    O importante é o que dizemos, não o que fazemos. Essa é a lei maior. Em tudo. No mercado de trabalho, os melhores cargos estão nas mãos de quem sabe se vender. De quem tem lábia. De quem fala melhor do que faz.

    É cada vez mais provável que alguém que faça piada sobre estupro e tenha relevância social, como o Rafinha Bastos, cause mais repúdio e indignação do que um estuprador condenado, mas que se vende bem, aparente ser gente boa e que conte uma boa história sobre como a vítima enganou todo mundo.

    Mas, Sally, eu acredito que tudo vai piorar ainda mais. Que imagem vai ser mais importante do que tudo, até a casa cair. Mas a casa não vai cair agora. Por isso, sugiro que a gente aprenda a lidar com o mundo como ele é.

    Tem que ter coragem pra resistir. Nem todos conseguem sobreviver, na carreira, na vida social, se não forem hipócritas. Ou sobrevivem muito mal.

    Talvez a saída seja aprender a se adaptar. Aprender a ser como eles, aprender a “se vender”, a falar melhor do que fazer. Aprender a parecer.

    Para isso temos que aceitar. Só resiste quem não aceita. Os mais espertos são os que se adaptam.

    As pessoas mais incríveis são as que resistem e inspiram revolução. Mas essas sempre pagam um preço alto, às vezes pagam com a própria vida.

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    • Sim, tem que se adaptar. Tem que fazer o jogo. Mas dá náuseas, sabe? Dá náuseas de ver gente hipócrita se dando bem com base na hipocrisia. A sociedade atual recompensa a coisa e as pessoas erradas.

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    • Também me dá certa náusea, viu Sally? Mas é o preço que se paga pra tentar se adaptar à essa sociedade que temos hoje. Aliás, diria que esse sim seria o “mal estar da civilização” atual, viu?

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  • Sally, mesmo alguns achando que o assunto já deu. Vc conseguiu extrair uma mensagem extremamente importante para os dias de hoje. Seria utópico e muito bom um mundo sem crimes de difamação, injuria e calúnia. Onde todos pudessem falar o que quisessem e o ofendido é que tem problemas. Salvo algumas situações que seriam a exceção e não a regra.

    E quanto ao que falou no antepenùltimo paragrafo fiz um comentário no texto de dias atrás que ilustra exatamente isso:

    http://www.desfavor.com/blog/2014/09/a-coisa-errada/comment-page-1/#comment-114487

    E acrescento que aqui no sul tenho colegas que chegam a dizer que não ficam com negras pois as branquinhas são “mais limpinhas”. Que negra “tem aquele cheiro de negra, sabe?”

    E um deles postou sobre a menina achando que perder o emprego era pouco. (depois curiosamente ele apagou o post dele, e estava curtindo posts que se falava do exagero do linchamento virtual…)

    Eu pessoalmente sou hipócrita quanto a um monte de coisa, mas se critico algo, preciso ter a certeza que não faço ou contribuo para aquilo.

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    • É foda, as pessoas se opõe ao racismo por fins egoísticos, para se promoverem como boas pessoas, ou apenas no piloto automático, porque é o certo a se fazer. Mas nos ATOS, as pessoas se contradizem. Olha, tá foda. Tá foda ao quadrado, tá sofrido esse mundo hipócrita. Concordo muito com tudo que você disse nesse comentário e no outro.

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  • As pessoas esquecem que liberdade de expressão inclui, sim, ouvir o que não quer, não gosta ou discorda. Pra BM, liberdade de expressão é poder falar o que quiser, desde que não vá de encontro ao que ele acha errado ou ofensivo.

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