Cédulas de Real.

Você já tirou alguns segundos da sua vida para reparar e refletir sobre o nosso dinheiro? Já olhou para as cédulas do real com um olhar atento e analítico? Se não o fez, o fará hoje comigo. Desfavor Explica: cédulas de real.

Nosso dinheiro é feio, é brega, é excessivamente colorido e ilustrado. Ainda bem que criança não lida com dinheiro, se não, perigava terem convulsões pelo excesso de estímulo visual, no melhor estilo Pokemon. O Real, em sua aparência, é um tremendo desfavor com o qual nos acostumamos pelo decurso do tempo. Mas, basta uma análise mais detalhada para que a tosqueira salte aos olhos.

Para começo de conversa, a gente pega nessa porcaria todo santo dia e nem ao menos sabe direito o que é que está ali. Você sabe quem é aquela estátua na frente de todas as notas? Você sabe que em cada nota está escrito “Deus seja louvado”? Essa cara de dinheirinho de banco imobiliário pela cor e textura nos faz nem querer olhar muito para essa desgraça.

Vamos analisa as cédulas de Real. Todas as notas tem uma mesma pessoa na parte da frente, que eu acreditava ser um homem com uma coroa de louros, mas, acabo de descobrir, é uma mulher. Esta mulher (com feições bem masculinas) simboliza a República. Este rosto dúbio foi inspirado em um quadro de  Eugène Delacroix  chamado “Liberdade guiando o povo”, só que em versão estátua – e ficou tão parecido com o original quanto aquela iraniana que fez várias cirurgias para ficar parecida com a Angelina Jolie. É o mesmo rosto que aparece no verso das moedas. Então, aquele cara sem olho é na verdade a estátua de uma mulher simbolizando a República.

Na parte traseira das notas, temos animais no lugar de personalidades importantes do Brasil. Isso não foi uma opção, foi desorganização mesmo. Não se prepararam com a antecedência necessária para entrar em contato com os familiares dos possíveis homenageados para obter, negociar ou formalizar a documentação de autorização para estampar o rosto dessas pessoas na notas, então, resolveram colocar animais típicos brasileiros, afinal, até onde se sabe, o Mico Leão Dourado não processa ninguém. Deveria, até mesmo Deus se fosse o caso, pela piada de péssimo gosto que é o seu layout, mas, não processa.

Além disso, o dinheiro brasileiro é brega na cor. O desenho “Os Simpsons” já sacaneou o Real, em um episódio onde Homer Simpson é sequestrado no Brasil, se referindo a ele como “um dinheiro muito gay” pela predominância roxo e rosa. Não são notas sóbrias, tem cores fortes, excesso de informação visual e ainda por cima a nefasta inscrição “Deus seja louvado”. Bem, verdade seja dita, já chegaram até as minhas mãos notas com “Desfavor seja louvado” depois desta campanha em 2012. Faça sua parte por um mundo diferente, risque a palavra “Deus” e escreva por cima a palavra “Desfavor”. O sentimento não pode parar!

Comecemos por baixo. A extinta nota de um real parou de ser emitida em 2005 mais ainda está em circulação. Apesar de ser raro encontrar uma, ainda é possível. Há quem diga que ela foi descontinuada pois o custo de se fazer uma nota (muito menos resistente que uma moeda) em um valor tão baixo não compensaria. Mas, também existe outra versão curiosa: os gênios fizeram a nota de um real muito parecida com a nota de cem reais, tendo como uma das poucas diferenças um verde mais escuro na nota de cem. Assim, ficou fácil para falsificadores, que colocavam as notas de 1 em água sanitária para clarear a cor e depois alteravam sua numeração. Para não admitir o erro grotesco, teriam dito que a nota foi descontinuada por razões econômicas. Nunca saberemos o quanto daí é verdade, mas, em se tratando de Brasil, eu aposto forte na segunda opção.

A extinta nota de um real tinha um beija-flor alimentando seus filhotes na parte traseira. Obviamente, para ser digno de Brasil, o animal não pode ser monocromático ou talvez um preto e branco básico. Não. A escolha dos animais foi feita com todo o cuidado para deixar as notas de dinheiro o mais tupiniquins possíveis. Um país sem a menor consciência ecológica pagando de quem se importa: mata os bichos, corta as árvores, mas presta sua homenagem nas notas de dinheiro.

Mas, mesmo sendo hedionda, por ter sido descontinuada, a nota de um real hoje pode chegar a valer até cem reais, se você tem alguma guardada, sugiro que venda a colecionadores. Caso não tenha acesso a eles, joga sua nota em qualquer site de vendas estilo Mercado Livre, acredite, tem sempre um Mané querendo comprar esse beija-flor cagado. Pena, podiam ter feito muito melhor na ilustração do Real. Me permito deixar sugestões aqui. Minha sugestão para estampar a nota de 1: Padre Baloeiro (afinal, assim como ele, a nota sumiu do nada e ninguém sabe muito bem por qual motivo).

Na nota de dois, a consciência ecológica em tese decidiu homenagear uma tartaruga chamada de Tartaruga de Pente. Sabem por qual motivo ela tem esse nome? Ela é usada para fabricar pentes. Passa a faca na tartaruga e faz ela ir parar na prateleira de perfumarias? Com certeza, mas presta homenagem na nota de dinheiro para zerar o karma! Esse bicho feio e enrugado está com uma cara de “foda-se” nas notas. Observem. Poderiam ter escolhido uma foto de uma tartaruga que não estivesse de saco cheio da vida, mas, pensando bem, eu também estaria se minha família tivesse virado pente.

A tartaruga foi escolhida em uma enquete realizada pelo Banco Central onde o povo brasileiro votou. Era de se esperar, quando brasileiro vota surgem coisas como Fuleco e Lula oito anos no poder. O segundo colocado foi o Mico Leão Dourado, por isso ele estampou as notas de 20 e o terceiro colocado foi o Lobo Guará, sobre o qual comentarei em detalhes mais adiante. Perda de tempo colocar tartaruga em nota, tinha coisa muito melhor. Minha sugestão de ilustração para as notas de 2: Seu Madruga. A cara do brasileiro, em todos os sentidos possíveis.

Na nota de cinco reais, temos uma garça. Uma garça é basicamente uma galinha muito muito grande e mal proporcionada, com cara de insônia, que vive sempre em pântanos imundos e, ainda assim, consegue ser branca. Em tese, era para ser uma borboleta, mas isso gerou algum tumulto envolvendo jogo do bicho e acharam melhor colocar um animal não relacionado. Vejam a importância do jogo do bicho no Brasil, muda a imagem de uma nota de dinheiro! Além de ter uma garça, esta caralha de nota é roxa, sendo que o número cinco é metade azul, metade roxo. Bota logo o Pabllo Vitar para estampar essa desgraça! E em vez de escrever “Deus seja louvado” escreve “Vai passar mal”. Seria mais realista e condizente.

Na nota de dez reais está um dos animais mais brasileiros que existem: a arara. Excessivamente colorida, barulhenta e emporcalha tudo à sua volta, afinidade total com o brasileiro médio. Mas não bastava colocar uma arara, tinha que fazer a porra da nota meio rosa, meio vermelha (tecnicamente, carmim). Infelizmente esta, que é uma das cédulas mais feias e bregas, também é a mais emitida em todo o país. Assim como a tartaruga, a arara está pistola, dá para ver a cara de putez/indignação do animal, poderiam ter usado uma foto mais amistosa. Vamos combinar que teria sido muito mais legal ilustrar a nota de dez reais com o Alborghetti de porrete na mão.

Depois temos a cédula de vinte reais, um mix de amarelo ovo com mostarda muito lamentável. No verso, um Mico Leão Dourado, que é um pequeno primata (não fazer piada, não fazer piada) cujo pelo parece ter sido descolorido para uma tonalidade muito equivocada, algo entre o “loiro axé” e o ruivo. Este animalzinho estava seriamente ameaçado de extinção e com toda a razão, com estas cores berrantes e este aspecto tosco provavelmente não conseguia se camuflar na floresta. Foi um erro da mãe natureza que ela própria tentou corrigir, mas o ser humano interveio e hoje temos um excesso populacional desta Gislaine do mundo dos macacos. Se era para colocar um pequeno animal com pelagem exuberante melhor seria ter colocado a Joelma da banda Calypso, e, para ser muito sincera, muita gente nem notaria a diferença.

Agora vamos analisar a cédula de cinquenta reais. Ela deveria ter um Lobo Guará, mas ele foi considerado esteticamente feio. Percebam o grau de hediondez que um animal deve alcançar para ser considerado esteticamente feio em um país onde Hortência posou para a Playboy, ou, se você é muito novo para entender isso, em um país onde Geisy Arruda é sex symbol. As pessoas esteticamente doentes que criaram estas notas cafonas dos infernos olharam para o Lobo Guará e pensaram: “não dá”. Esse é o grau de escrotidão do animal.

O lobo guará é uma espécie de raposa gigante e deformada, com pernas enormes e microcefalia. Ele é feio demais até mesmo para os padrões do brasileiro médio, aplausos para ele. Este animal medonho deu lugar a uma onça, com um fundo marrom claro que se encarrega de dar um aspecto sujo à nota. Teria sido mais honesto colocar o Tiririca, preferencialmente sorrindo e fazendo um joinha. Imagina que legal, você vai receber seu salário e ganha um monte de Tiriricas sorrindo? Achou ruim? Dá um Google em “Lobo Guará”.

Por fim, chegamos à nota de cem reais, nota de valor mais elevado. Uma nota colorida em um tom verde escuro onde, na parte traseira, vemos algo muito similar a um tolete boiando. Faria sentido, considerando o grau de poluição das praias brasileiras. Mas não é um tolete, é uma garoupa, um peixe que, como qualquer animal nativo, é bastante antiestético. A nota máxima de uma nação merecia um animal imponente, não um peixinho escroto. Somos um país fraco! Minha sugestão para a ilustração desta nota não poderia ser outra se não nosso querido Rafael Pilha, dedo em riste, gritando “Me respeita!”.

Sim, o dinheiro brasileiro é horrível e reforça esse estereotipo de selva, país tropical que só tem belezas naturais a oferecer. As cores são desnecessárias, os animais mais ainda. Mas sabem o que é pior? Estamos tão acostumados com essa dinâmica e estereótipos que bem mesmo percebemos, apesar de pegar estas notas nas mãos várias vezes por dia. Não se permita, não tolere se acomodar na breguice. Choque-se com o horror estético que é nosso dinheiro.

Para dizer que só usa cartão de débito e crédito, para dizer que aprova as novas notas com as imagens propostas ou ainda para dizer que gostaria de ver o José Mayer de Sunga em uma das notas: sally@desfavor.com

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Comments (32)

  • As cédulas da Nova Zelândia têm os rostos de figuras históricas e no cantinho tem a imagem de uma ave do país, o Brasil deveria ter feito parecido com os nossos bichos. Estranho terem tirado as pessoas, mas hoje em dia tentar voltar com elas daria muito problema. A discussão seria mais sobre o sexo e a cor das pessoas do que o que elas realmente fizeram pro país e pro mundo.

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  • Vou confessar que não acho as notas tão feias assim, existem piores por aí, muito piores.

    As cores são meio parecidas com as de notas de outros países também, e do jeito que o povo é feio melhor ter animal estampado mesmo.

    Agora, a nota de 100 é 100% azul.

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  • Sally, NAONDE que a nota de cem é verde? Aquilo é azul. Muito parecido com a nota de dois, inclusive (que veio muito depois).

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      • Se você vê verde na nota de 100 você muito provavelmente tem tritanomalia ou tritanopia, que são formas de “daltonismo”.
        O lobo-guará foi usado na nota de 200, emitida no tamanho da de 20 e com os mesmos recursos anti-falsificação da nota de 20 (traduzindo… Mais fácil de falsificar). Já tinha cédulas de 50 e 100 da segunda família falsificadas cujo ponto de identificação principal era na faixa holográfica… Logo a de 200 se tornou a festa pros falsários.
        O concurso foi pra definir quais seriam os animais que seriam utilizados nas denominações que não eram originais do real (a saber, 1, 5, 10, 50 e 100 reais), sendo que o beija flor é de uma imagem reaproveitada da cédula de 100.000 cruzeiros.
        A imagem da república é reaproveitada da cédula de 200 cruzados novos/200 cruzeiros emitida em 1989 e 1990 e que ironicamente era a cédula de menor valor ainda válida quando da entrada do real em circulação (apesar que 20 centavos de cruzeiro real era uma soma pra lá de irrisória quando o real entrou em circulação), dado que as cédulas de cruzado perderam o valor em 1990 e as duas primeiras cédulas de cruzado novo (com Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meirelles) perderam o valor em 1992.
        Antes da entrada do real em circulação, os animais eram utilizados em moedas (de forma similar a que o Uruguai fez na segunda família de moedas do Peso Uruguaio hoje circulante), sendo que as duas primeiras foram as de 100 e 500 cruzeiros (com um peixe boi e uma tartaruga marinha), lançadas ainda no governo Collor junto com a cédula de 100.000 cruzeiros supracitada.
        Depois foi lançada a moeda de 1.000 cruzeiros (com um acará). A de 5.000 cruzeiros não tinha outro animal que senão Tiradentes, que também havia estampado a nota de 5.000 cruzeiros da década de 1960 e hoje definha na moeda de 5 centavos, que assim como a moeda de 25 centavos, mais atrapalha que ajuda na hora do troco, dado que as contas nós costumeiramente fazemos na forma de 1, 2, 5, 10, 20, 50…
        Em 1993, ficaram com a ideia de relançar os valores em cruzeiro em moedas de cruzeiro real, mas acharam melhor não fazer isso (ainda bem) e lançaram as moedas de 5 cruzeiros reais (arara), 10 cruzeiros reais (tamanduá), 50 cruzeiros reais (onça-pintada) e 100 cruzeiros reais (lobo-guará).
        Inclusive um dos maiores erros foi ter emitido moeda no período do cruzeiro real, dado que foram emitidas moedas que não ficaram um ano em circulação e pior… Tinham as mesmas dimensões das moedas que viriam a ser lançadas na primeira família do real, forçando ao lançamento a toque de caixa da segunda família de moedas do real já em 1998.
        E atualmente, os bancos não vem mais abastecendo os caixas com notas de 5 e 10 reais, não apenas pelo valor irrisório como também pelo fato do borrão de tinta do sistema anti-arrombamento ser de uma tonalidade similar a dessas duas cédulas. Hoje, as cédulas principais na hora que você vai sacar no caixa eletrônico são 20, 50 e 100 reais.
        Eu pessoalmente acho que já passou da hora de lançar a terceira família de moedas, relegando ao valor de 10 centavos a condição de moeda “de troco”, fazendo versões mais baratas dessa moeda e das moedas hoje circulantes de 50 centavos e 1 real, bem como versões para os valores de 2 e 5 reais, dado que as cédulas em tais valores costumam ter baixa durabilidade e grande demanda.
        No final dos anos 90 até dava gosto de pegar uma nota de 1 real. Cerca de uma década depois, já na segunda metade da década de 2000, dava nojo de pegar uma dessas pelo péssimo estado de conservação das mesmas.

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    • Pode ser porque o tom de azul da nota de 100 reais é um tom mais próximo do ciano. Verde é a nota de 100 euros.

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  • “Há quem diga que ela foi descontinuada pois o custo de se fazer uma nota (muito menos resistente que uma moeda) em um valor tão baixo não compensaria”

    Pois é. Ano passado, foram importadas 100 milhões de cédulas de 2 reais (10% do total de notas de 2 circulando por aí), fabricadas em Estocolmo. Cada cédula de 2 reais custou 4o centavos, 20% mais barato do que custaria na Cada da Moeda. Nisso, já cogitam terceirizar a fabricação de todas as demais cédulas, como era até os anos 60.

    Se quiser saber se sua nota de 2 é importada, veja se a numeração começa com DZ. Sugiro guardar, pois já têm colecionadores interessados. Até porque volta e meia vejo gente sacando várias notas de 2 nos terminais para lucrar depois.

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      • Tem, de sobra. Só que estamos no país em que até para fabricar nota tem que rolar uma grana na licitação…Aí fica mais barato fazer uma compra emergencial no exterior, sobretudo se for com escandinavos.

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    • A última vez que se fabricou dinheiro fora do país antes do Plano Real foi para o lançamento do segundo cruzeiro em 1970 (terminando a transição iniciada quando do estabelecimento do “cruzeiro novo” carimbado nas últimas cédulas emitidas do primeiro cruzeiro em encomendas entre 1966 e 1968), onde houve uma emissão de 50 milhões de cédulas de 100 cruzeiros com o Floriano Peixoto fabricadas pela Thomas de La Rue (a despeito de tais cédulas não marcarem o fabricante estrangeiro e sim a marca da Casa da Moeda do Brasil).
      Também teve uma encomenda para o exterior de cédulas para o lançamento do Real em 1994, a saber, tais cédulas são as “estampa B” da primeira família do real nos valores de 5, 10 e 50 reais. Essas cédulas são muito raras e muito valorizadas entre colecionadores. Se for a nota de 5 reais com * antecipando o número de série, mais ainda.

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  • Faltou falar daquelas notas de plastico escrotas. Serio, até hoje me pergunto quem foi o gênio que propôs essa ideia…

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    • Horrendas, laranja com azul. Era para terem maior durabilidade e serem reconhecidas por pessoas com deficiência visual.

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      • A nota de 10 reais de polímero, apesar de não ser especialmente bonita, não chega nem perto do horror da cédula de 100 cruzeiros com o Duque de Caxias lançada no início da década de 1980.
        Cédula vermelha com o retratado em azul, com um formato que lembra a uma carta de baralho foi uma morte horrível, mas vamos considerar que o foco do Aloísio Magalhães na ocasião não era na beleza e sim na praticidade.
        E sim, o Aloísio Magalhães ganhou o concurso para a confecção para a emissão da primeira família de cédulas do então denominado “cruzeiro novo” lá em 1966 e que seria fabricado pela Casa da Moeda, que até então só tinha feito cunhagem de moedas e emissão de algumas cédulas de baixa denominação. Ele foi responsável pelo design da primeira e da segunda família do cruzeiro.
        PS: As cédulas emitidas até o final da década de 1960 foram fabricadas no estrangeiro.

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  • Eu não me importo com os bichos no dinheiro não. Acho pior ele querer ser cópia do euro e na verdade parecer aquelas notinhas que vinham no pacote de biscoito. Por falar nisso, que implicância com a arara, Sally! Eu as acho tão bonitas! Gosto desde os tempos que elas vinham estampadas na embalagem de wafer. Quem se incomoda, estou aceitando umas oncinhas.

    Pra mim a nota de 100 sempre foi azul e a estátua uma mulher. Mas a verdade é que deveriam ter escolhido outro animal sim.

    E realmente, só ando pagando no cartão. Já cheguei com uma nota de 10 para comprar uma coisa que custava menos de 5 reais e não tinha troco na loja. Depois disso perdi a paciência com esse dinheiro imundo.

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    • Você está falando do biscoito Mabel? Na coleção do álbum que a Mabel lançou em 1993 tinha todos os valores de 1.000 a 50.000 cruzeiros.
      Além disso tem algumas cédulas que já não estavam em circulação no país ao qual o álbum atribuía a cédula há muito tempo. Vide o México, que na coleção do álbum tinha uma reprodução da cédula de 20 pesos antigos, sendo que a moeda de menor valor em circulação na época era a de 50 pesos (5 centavos no novo peso).

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  • E mesmo com essas firulas todas, neguin falsifica que é uma desgraça. Ainda bem que dinheiro em papel será substituído por cartões ou moedas virtuais. Eu não pego nais em dinheiro. Fiquei puto pq um arrombado me deu golpe na olx com nota falsa, só descobri quando passei vergonha numa loja. Passou da hora dessa merda acabar.

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    • O golpe nunca vai acabar, está no sangue do brasileiro. Fraudarão o que quer que venha para substituir cédulas de dinheiro.

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  • E pensar que nos tempos dos antigos Cruzeiro, Cruzado, Cruzeiro Novo, Cruzado, etc. – aliás, quantas trocas de moeda tivemos? – , as cédulas tinham estampadas imagens de figuras ilustres como Machado de Assis, Rui Barbosa, Santos-Dumont, Cândido Portinari, Carlos Chagas, Mário de Andrade, Cecília Meirelles, Carlos Gomes, Oswaldo Cruz, Carlos Drummond de Andrade, Vital Brasil e Heitor Villa-Lobos… Também tivemos políticos à beça nas notas: Marechal Deodoro, Floriano Peixoto, Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek e até Humberto de Alencar Castelo Branco. E houve ainda uma fase dos “vultos históricos”, onde se estampava no dinheiro as efígies de gente como Pedro Álvares Cabral, Tiradentes, D. João VI, Princesa Isabel, D. Pedro I, Barão de Rio Branco, Almirante Tamandaré, Duque de Caxias e D. Pedro II.

    Hoje a gente tem dinheiro multicolorido com estampa de bichinhos da floresta…

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    • Getúlio Vargas foi a última pessoa retratada em vida sem ser como “alegoria”, no caso na cédula de 10 cruzeiros de 1942 que viria a receber o carimbo de 1 centavo na segunda metade dos anos 60.
      Claro, estou descontando a antiga efigie da “república” que ao que contam, era baseada na atriz Tônia Carrero quando jovem.

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  • Se fosse possível, uma foto panorâmica do Aniversário Guanabara. Eu acho que isso representa o brasileiro em toda sua plenitude.

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