Pilha na Fazenda – 3

A vontade era simplesmente não publicar coluna hoje, porque nada, literalmente NADA se aproveitou do programa de ontem.

Burros, idiotas, quadrúpedes que falam de boca cheia errando gramática, comendo o plural, estuprando a concordância. Quando não estão combinando voto estão vomitando uma autoajuda barata e muito equivocada ou flertando de uma forma tosca e infantil. Dá desgosto, dá um desgosto sério essas pessoas. Acho que minha alma vomitou ontem enquanto assistia ao programa.

Para piorar, com o passar dos dias, o único atributo que eles tinham, a beleza, vai se esvaindo. As mulheres vão ficando oleosas, cabelo mais grudado que miojo cru, pele mais manchada que um dálmata. Os homens arrastando chinelo, sempre com a cara amassada, uma tristeza. Parece uma fazenda povoada por mendigos. Pelo visto o programa está empenhado em me agredir de todas as formas possíveis, inclusive na estética.

E gritam, os filhos da puta. Gritam para tudo. Expressar emoções só se for em alto decibéis. Tá feliz? Berra. Tá triste? Chora aos berros. Quer chamar um colega? Berra. Acredito que sejam casados com pessoas surdas, porque ninguém em sã consciência aguenta essas gralhas histéricas dentro de casa. Em determinados momentos não é possível entender o que está acontecendo ou sendo falado em um cômodo, de tanto que os filhos da puta gritam e não conseguem escutar uns aos outros.

Não tenho muito mais o que dizer sobre essas pessoas desagradáveis a não ser isso: escória da sociedade, mal educados, chatos e desinteressantes. Mulheres adultas que falam com voz de criança e usam “tipo assim” como vírgula, homens adultos que choram quando perdem uma prova e tem medinho de bichos. O grau de insuportabilidade dessa Fazenda Nutella é estratosférico, não fosse o Pilha, eu não assistiria mais nem um segundo desse lixo.

Amanhã temos votação de quem vai para o paredão, ou “roça”, então, espera-se algum grau de treta. Francamente, para compensar esses infantilóides, só se tiver troca de soco de mão fechada. Não duvido, essa geração Nutella incapaz de se frustrar, que tem um faniquito quando sente um pequeno sinal de rejeição ou frustração, acho inclusive provável que alguém meta a mão na cara de alguém. Se eu fosse o Mion, entraria lá e sairia distribuindo cacete.

Vamos orar e confiar, que seremos abençoados com uma belíssima pancadaria, que quando o numero de participantes reduzir teremos duelo com espeto de churrasco, mordida de cavalo na cara de patricinha, incêndio na sede e gente saindo gritando com o corpo em chamas. Não é possível, algo de bom vai acontecer para compensar esse começo merda…

Para dizer que vai passar a ler a coluna dentro de um mês, quando a coisa começar a esquentar, para perguntar por qual motivo um olho do Mion é mais fechado que o outro ou ainda para dizer que eu vou ter câncer de olho: sally@globo.com

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