<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Palavras ao vento.	</title>
	<atom:link href="https://www.desfavor.com/blog/2021/02/palavras-ao-vento/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.desfavor.com/blog/2021/02/palavras-ao-vento/</link>
	<description>REPÚBLICA IMPOPULAR</description>
	<lastBuildDate>Sat, 06 Feb 2021 18:26:12 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Ge		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2021/02/palavras-ao-vento/comment-page-1/#comment-324493</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ge]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2021 18:26:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.desfavor.com/blog/?p=17994#comment-324493</guid>

					<description><![CDATA[Se me permite fazer um paralelo rapidinho a título de comparação, vamos lá: eu percebi um pouco disso a algum tempo atrás quando lecionei para ensino médio. Fiquei me questionando, poxa, o que diachos há com essa geração? Pelamor!

Na minha época a gente pesquisava as coisas com enciclopédia barsa, ficava horas com a bunda sentada na biblioteca lendo e escrevendo à mão, pra conseguir alguma informação demandava algum esforço. Essa turminha de hoje tem tudo na mão aí bem mastigadinho, só dar dois cliques no google e já acha tudo que quer, bem resumidinho! Fica até sem graça pedir algum trabalho de pesquisa do tipo biografia de determinado autor, porque supostamente eles já sabem tudo, ou pelo menos já ouviram falar, ou já leram algo bem resumidamente na wikipedia ou num site qualquer de resumos.  O ensino, então, ainda mais essa parte especulativa, que supostamente desperta alguma curiosidade, passa a ser visto como chato e monótono por eles.

Mas, mais do que isso, onde eu quero chegar é: não bastasse toda informação possível disponível na palma da mão deles - como se eles já soubessem de tudo já de antemão -, alguns (deveria dizer, a maioria?) vêm com julgamentos preconcebidos a respeito de autores, filósofos ou obras que eles nem sequer conhecem direito com profundidade. É uma mania de dizer que a obra do passado &quot;é ruim&quot; porque sempre se aplica o olhar do presente para o passado. Aplicação bem errada, vale dizer! Isso é mais ou menos o que Felipe Neto fez outro dia falando besteira no twitter sobre literatura brasileira. 

Mas o ponto de articulação que eu queria mesmo com o texto é o seguinte: realmente, essa turminha de hoje é lá &quot;radical&quot;, se não gostam de uma coisa - e muitos nem gostam sem sequer conhecer a fundo - já te tacham de alguma coisa que revela ou significa seu sentido extremamente oposto. Poucas palavras pra abarcar muita coisa, muitos significados, reducionismo semântico. Tá errado isso aí...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se me permite fazer um paralelo rapidinho a título de comparação, vamos lá: eu percebi um pouco disso a algum tempo atrás quando lecionei para ensino médio. Fiquei me questionando, poxa, o que diachos há com essa geração? Pelamor!</p>
<p>Na minha época a gente pesquisava as coisas com enciclopédia barsa, ficava horas com a bunda sentada na biblioteca lendo e escrevendo à mão, pra conseguir alguma informação demandava algum esforço. Essa turminha de hoje tem tudo na mão aí bem mastigadinho, só dar dois cliques no google e já acha tudo que quer, bem resumidinho! Fica até sem graça pedir algum trabalho de pesquisa do tipo biografia de determinado autor, porque supostamente eles já sabem tudo, ou pelo menos já ouviram falar, ou já leram algo bem resumidamente na wikipedia ou num site qualquer de resumos.  O ensino, então, ainda mais essa parte especulativa, que supostamente desperta alguma curiosidade, passa a ser visto como chato e monótono por eles.</p>
<p>Mas, mais do que isso, onde eu quero chegar é: não bastasse toda informação possível disponível na palma da mão deles &#8211; como se eles já soubessem de tudo já de antemão -, alguns (deveria dizer, a maioria?) vêm com julgamentos preconcebidos a respeito de autores, filósofos ou obras que eles nem sequer conhecem direito com profundidade. É uma mania de dizer que a obra do passado &#8220;é ruim&#8221; porque sempre se aplica o olhar do presente para o passado. Aplicação bem errada, vale dizer! Isso é mais ou menos o que Felipe Neto fez outro dia falando besteira no twitter sobre literatura brasileira. </p>
<p>Mas o ponto de articulação que eu queria mesmo com o texto é o seguinte: realmente, essa turminha de hoje é lá &#8220;radical&#8221;, se não gostam de uma coisa &#8211; e muitos nem gostam sem sequer conhecer a fundo &#8211; já te tacham de alguma coisa que revela ou significa seu sentido extremamente oposto. Poucas palavras pra abarcar muita coisa, muitos significados, reducionismo semântico. Tá errado isso aí&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ge		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2021/02/palavras-ao-vento/comment-page-1/#comment-324480</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ge]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2021 00:45:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.desfavor.com/blog/?p=17994#comment-324480</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.desfavor.com/blog/2021/02/palavras-ao-vento/comment-page-1/#comment-324472&quot;&gt;W.O.J.&lt;/a&gt;.

Também percebo isso num nível mais básico da coisa, W.O.J. A pessoa é incapaz de entender uma paráfrase, sub-texto, ou mesmo estabelecer uma relação lógica, de causa e efeito, e construir uma oração subordinada com a conjunção adequada. Difícil, viu? Tenho a impressão de que os seres humanos, no geral, realmente estão regredindo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.desfavor.com/blog/2021/02/palavras-ao-vento/comment-page-1/#comment-324472">W.O.J.</a>.</p>
<p>Também percebo isso num nível mais básico da coisa, W.O.J. A pessoa é incapaz de entender uma paráfrase, sub-texto, ou mesmo estabelecer uma relação lógica, de causa e efeito, e construir uma oração subordinada com a conjunção adequada. Difícil, viu? Tenho a impressão de que os seres humanos, no geral, realmente estão regredindo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: W.O.J.		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2021/02/palavras-ao-vento/comment-page-1/#comment-324472</link>

		<dc:creator><![CDATA[W.O.J.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2021 19:34:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.desfavor.com/blog/?p=17994#comment-324472</guid>

					<description><![CDATA[Palavras usadas repetidamente de forma inadequada acabam perdendo sua força e se tornando irrelevantes com o passar do tempo. E isso acontece desde sempre. Começou com as que exprimiam ideais nobres, como &quot;justiça&quot;, &quot;cidadania&quot;, &quot;igualdade&quot;, &quot;direitos&quot;, &quot;inclusão&quot;. Depois, foi a vez das que explicitam sentimentos e opiniões, como &quot;amo&quot;, &quot;odeio&quot;, &quot;gosto&quot;, &quot;abomino&quot;. Agora, são as que se emprega para insultar e acusar que estão tendo seus significados esvaziados. E assim, infelizmente, caminha a Humanidade...

Estamos todos cada vez mais inseridos em um mundo em que muito se fala, mas pouco se diz. A maioria das pessoas alfabetizadas, na hora de ler e escrever, só ajunta palavras e não é plenamente capaz de realmente se expressar ou de depreender alguma coisa. Falta a essa gente &quot;bagagem&quot; para conseguir perceber coisas como contextos, sub-textos, ironias, deboches, piadas, falácias, sátiras, paródias, hipérboles, alusões, referências, paráfrases, distorções, citações, paralelos, comparações, relações-de-causa-e-efeito, etc. Junte a tudo isso a atual polarização e radicalização entre as diversas bolhas dentre e fora da internet e temos a receita perfeita para um desastre.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palavras usadas repetidamente de forma inadequada acabam perdendo sua força e se tornando irrelevantes com o passar do tempo. E isso acontece desde sempre. Começou com as que exprimiam ideais nobres, como &#8220;justiça&#8221;, &#8220;cidadania&#8221;, &#8220;igualdade&#8221;, &#8220;direitos&#8221;, &#8220;inclusão&#8221;. Depois, foi a vez das que explicitam sentimentos e opiniões, como &#8220;amo&#8221;, &#8220;odeio&#8221;, &#8220;gosto&#8221;, &#8220;abomino&#8221;. Agora, são as que se emprega para insultar e acusar que estão tendo seus significados esvaziados. E assim, infelizmente, caminha a Humanidade&#8230;</p>
<p>Estamos todos cada vez mais inseridos em um mundo em que muito se fala, mas pouco se diz. A maioria das pessoas alfabetizadas, na hora de ler e escrever, só ajunta palavras e não é plenamente capaz de realmente se expressar ou de depreender alguma coisa. Falta a essa gente &#8220;bagagem&#8221; para conseguir perceber coisas como contextos, sub-textos, ironias, deboches, piadas, falácias, sátiras, paródias, hipérboles, alusões, referências, paráfrases, distorções, citações, paralelos, comparações, relações-de-causa-e-efeito, etc. Junte a tudo isso a atual polarização e radicalização entre as diversas bolhas dentre e fora da internet e temos a receita perfeita para um desastre.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: S.		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2021/02/palavras-ao-vento/comment-page-1/#comment-324470</link>

		<dc:creator><![CDATA[S.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2021 19:03:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.desfavor.com/blog/?p=17994#comment-324470</guid>

					<description><![CDATA[A maioria das pessoas ainda vai ser normal. Mas a tendência é um aumento na porcentagem de pessoas se fechando no seu próprio mundo com sua waifu ou hasubando. Sinceramente? Talvez eles que estejam certos, por não conseguirem ou não quererem se encaixar nessa sociedade doente. 
E fica a reflexão: até onde essa coisa de &quot;diversidade&quot; é sustentável?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria das pessoas ainda vai ser normal. Mas a tendência é um aumento na porcentagem de pessoas se fechando no seu próprio mundo com sua waifu ou hasubando. Sinceramente? Talvez eles que estejam certos, por não conseguirem ou não quererem se encaixar nessa sociedade doente.<br />
E fica a reflexão: até onde essa coisa de &#8220;diversidade&#8221; é sustentável?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Anônimo		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2021/02/palavras-ao-vento/comment-page-1/#comment-324466</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anônimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2021 17:52:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.desfavor.com/blog/?p=17994#comment-324466</guid>

					<description><![CDATA[Isso é comodidade, a facilidade de entretenimento gerado pela tecnologia fez com que os pais se esquecessem da importância de estimular a criatividade, raciocínio lógico entre outras coisas.
Quando não havia internet, como era feito o entretenimento de crianças e adultos? Aprender instrumentos musicais, jogos como xadrez, damas, a leitura, mexer nas coisas da casa, montar, desmontar, consertar, brincar de faz de conta, enfim atividades realmente estimulantes e intelectuais que te colocavam a ponderar sobre as coisas.
Atualmente a internet entrega tudo mastigado, o que não quer dizer que a tecnologia não é uma ferramenta que possa ser utilizada na realização dessas atividades, é apenas o padrão de comportamento humano que mudou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isso é comodidade, a facilidade de entretenimento gerado pela tecnologia fez com que os pais se esquecessem da importância de estimular a criatividade, raciocínio lógico entre outras coisas.<br />
Quando não havia internet, como era feito o entretenimento de crianças e adultos? Aprender instrumentos musicais, jogos como xadrez, damas, a leitura, mexer nas coisas da casa, montar, desmontar, consertar, brincar de faz de conta, enfim atividades realmente estimulantes e intelectuais que te colocavam a ponderar sobre as coisas.<br />
Atualmente a internet entrega tudo mastigado, o que não quer dizer que a tecnologia não é uma ferramenta que possa ser utilizada na realização dessas atividades, é apenas o padrão de comportamento humano que mudou.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2021/02/palavras-ao-vento/comment-page-1/#comment-324465</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2021 17:44:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.desfavor.com/blog/?p=17994#comment-324465</guid>

					<description><![CDATA[&quot;Não sei como isso vai se adaptar à parda realidade brasileira, mas nos EUA todo mundo que você não gosta é supremacista branco.&quot;

Tem imigrante hispano-americano sendo acusado de &quot;supremacia branca&quot; na internet, esse país é surreal. Se bem que as classificações raciais de lá são bem estranhas, pegam brasileiros, argentinos e mexicanos, independente se for branco, negro ou asiático, e colocam como &quot;latinos/hispanics&quot;, embora a herança espanhola não tenha sido tão abrangente no Brasil quanto foi nos vizinhos. Árabes e europeus mediterrâneos ficam num limbo nas classificações de &quot;pessoa branca&quot;, e assim vai. Me pergunto pra que isso ainda existir, só pega a nacionalidade da pessoa e pronto.

E respondendo sua dúvida, não vai se adaptar. O brasileiro médio tem um parente e um vizinho de cada cor, e prefere usar seu escasso tempo livre pra fazer outra coisa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não sei como isso vai se adaptar à parda realidade brasileira, mas nos EUA todo mundo que você não gosta é supremacista branco.&#8221;</p>
<p>Tem imigrante hispano-americano sendo acusado de &#8220;supremacia branca&#8221; na internet, esse país é surreal. Se bem que as classificações raciais de lá são bem estranhas, pegam brasileiros, argentinos e mexicanos, independente se for branco, negro ou asiático, e colocam como &#8220;latinos/hispanics&#8221;, embora a herança espanhola não tenha sido tão abrangente no Brasil quanto foi nos vizinhos. Árabes e europeus mediterrâneos ficam num limbo nas classificações de &#8220;pessoa branca&#8221;, e assim vai. Me pergunto pra que isso ainda existir, só pega a nacionalidade da pessoa e pronto.</p>
<p>E respondendo sua dúvida, não vai se adaptar. O brasileiro médio tem um parente e um vizinho de cada cor, e prefere usar seu escasso tempo livre pra fazer outra coisa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
