Tudo errado.

Enquanto a polícia procura um assassino sem sucesso, a Copa América acumula infectados e o brasileiro médio fica tentando escolher vacina quando não simplesmente esquece de ir tomar a segunda dose, o Brasil chama malucos pra discutir cloroquina na CPI… qual é a dificuldade de fazer as coisas minimamente direito?


Não, sério, Brasil… qual é a dificuldade? Desfavor da Semana.

SALLY

Eu sei que eu já perguntei isso várias vezes, mas vou ter que perguntar novamente: qual é o problema dos brasileiros médios? Qual é a dificuldade em fazer o mínimo do mínimo direito?

Esta semana aconteceram uma série de eventos das mais diversas naturezas que mostram, mais uma vez, como o Brasil é um ponto fora da curva do “problemas todo país tem”. Tem sim, mas país que não consegue fazer NADA direito eu conheço poucos.

Vamos começar pelo serial killer de mínima escolaridade que está dando um olé em mais de 400 policiais de elite brasileiros. Enquanto o país teme uma intervenção militar, a polícia brasileira não consegue achar UM semianalfabeto no meio do mato. E nem é como se ele estivesse se esforçando: o cara invadiu uma fazenda, preparou comida, comeu e depois fugiu sem qualquer problema. Dez dias procurando o sujeito e não conseguem encontrar.

E a cagada não vem de hoje. O serial killer Lazaro Barbosa foi condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de roubo e estupro. Sabem o que aconteceu? Fez um cursinho de “empatia” na cadeia (pago com o seu dinheiro) e foi solto (sim, isso mesmo, o estado soltou) três anos depois de ser condenado, apesar do um laudo que que o avaliou na cadeia indicar “traços de agressividade, instabilidade emocional, ausências de mecanismos de controle e de preocupações sexuais”. Porra Brasil! O povo vai ter que começar a sair na rua usando um nariz de palhaço!

A Copa América, aquela beleza que a gente já comentou nas postagens durante a semana. O número de infectados agora subiu para 82 e não deve parar por aí. Os infectados têm liberdade para sair e bundear na rua, os que tiveram contato com os infectados não estão sendo isolados e testados como deveriam. E a reclamação vem dos próprios brasileiros que tiveram contato e querem ser testados!

Ninguém tá pedindo um sequenciamento genético não. Só que mantenham as pessoas infectadas confinadas e passem um cotonete no nariz de quem teve contato com eles. O Brasil tem muitos defeitos, mas vacina e rastreio de contatos sempre foram coisas que o país soube fazer. Em vez de fazer a coisa certa, fazem a coisa mais errada possível: não basta furar o confinamento, tem que deixar os venezuelanos fugirem de mala e cuia do hotel!

Os países vizinhos continuam muito mal, obrigada. Esta semana, Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile bateram recordes de mortes e contágios. Países que estavam bem, que estavam com a pandemia controlada e agora estão vendo a cepa de MANAUS (não vou usar nome fantasia não) promover uma verdadeira matança. Países onde faz frio de verdade e é muito difícil manter ambientes arejados. Países que fizeram sua parte com fechamentos rigorosos para ver tudo jogado pela vala pelo bundeamento brasileiro.

E o Brasil se importa? O Brasil se desculpou? Ofereceu ajuda? Claro que não. Esta semana o Presidente afirmou que contaminação é mais eficiente do que vacina. Vejam bem, até os piores Chefes de Estado do mundo, como o ditador da Coreia do Norte Kim Jong Um (que se mostrou abatido com o que estava acontecendo no país e até chorou em discurso) ou o ditador de Belarus Aleksandr Lukashenko (que disse que covid se curava com sauna e vodca mas depois se desculpou e comprou vacinas para o povo) estão adotando uma postura mais digna.

O Brasil ainda tem médicos, Ministros e até Presidente que pegam em um microfone para defender eficácia de cloroquina e ivermectina, para defender imunidade de rebanho, parece que estão para sempre presos em março de 2020. É vergonhoso, é desesperador, mas, acima de tudo, impacta os vizinhos. Como você se sentiria se o seu vizinho fizesse uma obra e, por causa dela, a sua casa e a das outras pessoas em volta começasse a desabar? É assim que nós, dos países ao lado, estamos nos sentindo, enquanto vocês sediam Copa América e fazem festa.

E não venham meter essa de que a culpa é do Presidente não. O Brasil está uma vergonha, inclusive seu povo. Pessoas que não vão tomar segunda dose da vacina por esquecimento? Oi? Como podem esquecer que tem uma pandemia quando três mil pessoas do seu próprio país morrem todos os dias? Falta empatia, falta vergonha na cara, falta humanidade ao brasileiro. É animalesco, ou melhor, nem isso, pois no mundo animal quando um grupo ameaça a sobrevivência do bando, ele é morto ou excluído.

E ainda tem o brasileiro que decide não tomar a vacina quando tem que tomar pois quer “escolher” a vacina que vai tomar. O brasileiro, como bom vira-lata que é, quer “pifáizer”, por achar que é melhor ou por já estar de olho na futura viagem à Disney. Para ter a sua pifáizer os filhos da puta ficam sem vacina até essa merda chegar, correndo o risco de criar uma variante que ferre com o mundo todo. O mesmo para os amentais que esquecem de tomar uma segunda dose: ficam bundeando “mais ou menos” protegidos por uma primeira dose, que é para criar uma nova cepa muito bem adaptada à vacina.

O brasileiro está se comportando como uma vacina para que o covid aprenda como burlar as vacinas que existem. Eu juro, não consigo entender qual é o problema mental desse povo, tá tudo muito errado em um nível que é desesperador. Tá tudo tão errado em um patamar tão grave, que não adianta mais sair do Brasil, o brasileiro está conseguindo fazer merda de alcance mundial. Alguém tem coragem de dizer que isso acontece em qualquer país?

Além disso, o Brasil está falhando miseravelmente em fazer uma barreira sanitária decente para impedir a entrada da variante Delta (indiana), muito mais transmissível do que as outras. Um passageiro vindo da Índia desembarcou em São Paulo contaminado pela variante indiana, pegou outro voo e foi até o Rio de Janeiro, tendo contato com dezenas de pessoas tanto em São Paulo quanto no Rio. Só perceberam dois dias depois. Maravilha, vão jogar mais uma variante nos vizinhos, que já estão sofrendo um holocausto por causa da variante de Manaus.

Brasileiro não consegue fazer NADA direito. Manter um criminoso perigoso preso. Capturar um criminoso foragido. Organizar um campeonato de futebol ou até tomar uma porra duma injeção. Onde bota a mão faz cagada. É o inverso do Toque de Midas, que transforma tudo em outro. É o Toque de Merdas. PAREM, APENAS PAREM!

Para dizer que meu texto foi xenofóbico, para dizer que “problemas todo país tem” ou ainda para dizer que nascer no Brasil é comorbidade: sally@desfavor.com

SOMIR

Apesar de parecer mais elitista que a Sally, eu sempre fui o mais brasileiro médio da dupla. Eu não ficava tão puto da vida quanto ela com a precariedade das coisas, sempre tive uma tolerância maior com incompetência e preguiça, e assumo: vira e mexe eu acabo deixando as coisas para resolver no último minuto, certo de que na hora eu dou um jeito.

Faz parte da identidade desse povo uma visão mais relaxada de mundo. Sem contar que por questões de desigualdade social, não é tão difícil assim tocar sua vida sem entregar o máximo possível que você é capaz. Tem tanta gente sem instrução básica que o brasileiro costuma encarar o mediano como excelente. Confesso que sempre me aproveitei disso, e desconfio que muitos de vocês também.

A gente sabe quando está dando o máximo, e normalmente não precisa de algo nem perto disso para se destacar neste país. Vira um modo de funcionar. Um acordo silencioso de redução de expectativas que acomoda as pessoas mais marginalizadas pelo nosso sistema injusto e garante algumas vantagens para quem pode entregar mais, mas não quer fazer todo o sacrifício necessário.

Pelo o que eu entendo do resto do mundo, esse acordo está em vigor em vários outros países onde impera a desigualdade social. Mas como falamos aqui há muito tempo, o Brasil tem seus diferenciais que tornam esse tipo de mentalidade ainda mais danosa. Talvez o principal deles seja a ideia de que esse país aguenta muita pancada antes de realmente desmontar de vez.

Porque realmente aguenta. Não sei como a maioria dos outros países do mundo aguentaria a pandemia com um governo negacionista e o povo dando de ombros para as medidas mais básicas de proteção. Estamos vendo há mais de ano o país fazer tudo errado, mas de alguma forma a vacinação avança e a economia consegue se segurar minimamente.

Claro, como dissemos inúmeras vezes, podíamos ter feito mil coisas melhor do que fizemos e estarmos curtindo uma recuperação muito maior, mas esse país é tipo o carro que só anda em estrada esburacada, nunca faz manutenção, mas quase nunca precisa ir pra oficina. Sim, anda mais devagar que poderia, vive engasgando, está com um monte de gambiarras que podem falhar a qualquer momento, mas não parou de andar.

Isso entra na cabeça do brasileiro, como com certeza entrou na minha. A noção de que a base é tão forte que você pode ficar mais relaxado. Que mesmo se quebrar um pouco, dá pra fazer alguma coisa rápida pra continuar o caminho. Além disso, temos a sorte de estar num país sem muitos desafios naturais. No máximo uma enchente ou outra. É isso que baixa todos os níveis de expectativa e esforço do brasileiro.

O brasileiro tem a certeza da impunidade, não só num sistema judiciário capenga, mas numa visão ampla sobre a vida em sociedade. Pode bater no sistema à vontade que ele aguenta. Pode desrespeitar a lei quando quer, mas berrar que vai processar os outros quando algo sai fora dos seus planos. Pode compartilhar desinformação científica no WhatsApp e depois correr para a medicina pedindo ajuda. Pode fazer festinha na pandemia e depois entrar na fila da vacina com atestado comprado…

Parece que os recursos nunca vão acabar, que nunca vamos ficar sem o que precisamos. Na hora resolve, se precisar. É o que acontece no país agora: parece que aceitaram duas mil mortes por dia como mais um probleminha que vamos tirar de letra eventualmente. A precariedade vai se acumulando, não só com a incompetência criminosa do governo, mas também com a mentalidade de um povo que está tão tranquilo que esquece de tomar a segunda dose da vacina. Que acha que pode escolher a vacina no meio de uma pandemia, como se fossem doces numa vitrine de padaria.

Enquanto isso, a terceira onda vai se instalando. Essa esquizofrenia tupiniquim de achar que logo logo tudo vai dar certo impacta no presente, piorando a situação em relação ao que poderíamos ter. Com a estrutura do Brasil, poderíamos ser líderes em quase tudo no continente. Tem muita gente e muito dinheiro. Tinha um sistema de vacinação prontinho para bater recordes mundiais e ser motivo de inveja até mesmo para nações desenvolvidas.

E em comparação com outros países com muita desigualdade, tínhamos números suficientes de pessoas capacitadas para manter as coisas funcionando bem melhor. Era para os países vizinhos estarem olhando para o Brasil como um líder, um porto seguro caso as coisas começassem a dar errado. Mas, no final das contas, somos o grande perigo da região. Desenvolvemos nossa variante muito mais contagiosa, e pelo visto, não vai demorar muito para importarmos de vez a indiana para estourar todos os vizinhos… de novo.

Mas novamente, o Brasil escolheu a inércia contemplativa como método de ação. O país provavelmente resiste a essa pancadaria toda, como sempre resistiu nos últimos séculos. Azar de quem depender do brasileiro para ter um suporte. Mais uma semana de absurdos, somando-se a todas as outras da pandemia. Cada vez mais relaxados, achando que o problema acabou porque “já está chato”.

Como eu disse, eu sou o mais brasileiro médio da dupla, mas mesmo eu estou sentindo que esse povo exagerou dessa vez. O grau de relaxo e incompetência está alto demais, até para o Brasil. Cada vez mais as pessoas que estão avisando que passamos do limite vão parecer exageradas. Aposto que pelo menos alguns de vocês estão pensando que estamos falando demais das mesmas coisas… eu entendo, mas isso é uma armadilha do “brasileirismo”. Não estamos falando demais se o problema não está sendo tratado. E não vai ser a resistência do país às crises que vai significar que fizemos algo certo, é só que o problema ainda não é gigante o suficiente para destruir o Brasil.

Mas pode ser que um dia seja. Será que vamos enxergar isso a tempo? Pelo andar da carruagem, parece que não.

Para dizer que já não sente mais nada, para dizer que está rindo para não chorar, ou mesmo para dizer que daqui a pouco o Lula volta e a gente reclama de outras coisas: somir@desfavor.com

Se você encontrou algum erro na postagem, selecione o pedaço e digite Ctrl+Enter para nos avisar.

Etiquetas: ,

Comments (26)

  • Esse tal de lázaro livre por aí me faz lembrar dos tais “irmãos piriás”, dois psicopatas selvagens largados soltos no matagais de Sete Lagoas (MG), que tocaram um terror tão grande na região na década de 70 que foram alvos de verdadeiras operações de guerra por parte da PM. Como esse lázaro, os “piriás”, matutos pobres-coitados quase débeis mentais de tão limitados pra qualquer coisa que não fosse matar, ameaçar e roubar, deram, entretanto, verdadeiros bailes táticos na polícia (no melhor estilo EUA se fodendo no Vietnã ou Itália tomando na tcharraqueta na Etiópia), unicamente guiados por um animalesco instinto de sobrevivência de deixar o Rambo no chinelo. A PM só os pegou depois de executar uma operação na força brutíssima (ou seja, juntaram um imenso contingente pra atacar frontalmente o grotão onde, depois de meses e meses, descobriram que as feras se escondiam) e ainda assim alguns saíram baleados. No final, foram abatidos como lobos e ainda houve quem saísse em defesa deles.

    Quanto ao resto… bem, tenho aluno que lê 20 vezes uma instrução simples sobre como executar determinado procedimento e ele o faz 20 vezes com resultados diferentes, MENOS O QUE DEVERIA OBTER. Basta extrapolar pro resto da população dessa merda de terra.

  • Sobre o caso do serial killer de Brasilia, andei lendo vários comentários do mesmo tipo: como pode polícia do Rio conseguir achar (supostamente) bandido de favela facinho facinho, mas com toda aparelhagem que eles tem não conseguir achar um serial killer? Aí deve ter coisa, vai saber…

  • Copa (ou Cepa) América vindo. Milhões de pessoas indo se distrair com jogos (prioridades que o brasileiro tem…), com certeza havendo aglomeração e sem medidas de proteção.

    Terceira onda vindo. Brasil continua fabricando variantes. Temos 500 mil mortes na nossa conta. Um governo negacionista, e uma população emburrecida e que não consegue ligar os pontos. E cheio “de gambiarras que podem falhar a qualquer momento”… não sei se devo esperar para ver até onde esse carro “engambiarrado” vai andar, mas que é triste isso, é.

    Do jeito que as coisas andam, estou fazendo questão até de usar máscara em casa. Daqui a pouco ela se torna parte do meu corpo.

    Centenas de policiais procurando um assassino, sem sucesso (sério isso?). Turminha politizando isso nas redes sociais. Noticiários aos montes veiculando a droga de um operação dessas. Pessoal da minha família vendo na TV e eu ignorando. Sério, 500 mil mortes + Cepa América + Discussão sobre tratamento precoce na CPI + um vírus rolando à solta e agradecendo ao brasileiro por mais um dia para causar contágio e ainda por cima criando variantes, e o povo para para prestar atenção na droga de um caso?

    Sinceramente, não sei como as pessoas conseguem se preocupar com a bosta de um caso desses, ou com Copa América. Sério, eu não posso fazer nada a favor da operação, e não terei a mínima influência nisso, então para quê caralhos vou me preocupar com algo que está fora de meu alcance? Povo discutindo isso parece que só quer amaciar o ego e bater punheta mental. O covid pode atingir qualquer um, e está ao alcance de todos os que têm acesso à informação saber que medidas tomar e que cuidados adotar, MAS NÃO, com o que é realmente sério brasileiro não se preocupa.

    Eis o Brasil… o coronavírus agradece.

  • Aqui é tudo tão colado com cuspe que o número de celular que minha namorada usava foi portado pra outra operadora e só foram ver o problema quando era tarde demais, se bem que eu quando tive problema parecido, mesmo reclamando com as operadoras então envolvidas, tive meu número portado a revelia.
    Dica pros golpistas: Aqui no BR vocês podem não só sequestrar o WhatsApp da pessoa como o número de telefone dela. Basta usar o sistema de portabilidade para tanto.

  • Pior quando escolhem pra quem vão dar a dose. No posto que fui disseram que só fornecem pra gestante e parturiente.
    SUS de parabéns. Só que não.
    Rifaram os deficientes limitando com base no BPC e demorou pra.se reverter isso nos lugares onde teve essa parada esdrúxula.

  • O grande mal do Brasil é historicamente a escravidão. Ela ainda nos define e nos diferencia dos outros. Tudo o que vocês escreveram aqui já foi dito por Joaquim Nabuco. Não diminui a importância do alerta e da discussão, claro, é apenas uma curiosidade.

  • Brasileiro se ofende com o termo selva…
    Mas não se ofende com serial killer… Que por acaso se esconde na selva…

  • Capitão Impressionante

    Nunca pensei que um dia eu diria isso, mas … Que saudade do tempo em que as cagadas verde-amarelas prejudicavam somente o próprio Brasil…

  • Eu geralmente sou da turma “problemas todo país tem”, mas pelamordedeus tudo tem limite. Entendo quando dizem que é um país abençoado, só Deus mesmo explica como o Brasil ainda não se autoextinguiu ou levou umas bombinhas de ‘liberdade e democracia’ das grandes potências.

    • Quanto maior uma potência, mais demora a cair, mas, quando cai, maior é o tombo.
      O Brasil tem muitas reservas (naturais, econômicas etc), mas todos os recursos são finitos, uma hora acabam, ainda mais quando mal administrados. O Brasil está abusando e já é possível ver indícios do início do fim. Ou se reverte isso agora, enquanto ainda dá tempo, ou o país vai entrar em uma derrocada muito ruim.

      Em tempo: eu acho que, no final das contas, a derrocada ruim é o melhor que pode acontecer, pois vai ruir tudo e gerar espaço para criar algo novo e melhor.

  • Esse assunto já ficou bem repetitivo, embora seja importante lembrar disso de tempos em tempos.
    Então, pra resumir. O Brasil tende a viver num estado perpétuo de mediocridade não necessariamente porque as pessoas são vilãs horríveis, mas porque o ambiente favorece. Recursos nacionais supostamente infinitos, imagem internacional de “selvagem inocente”, e as consequências da mediocridade são vistas apenas como inconveniências casuais. Aí fica esse círculo vicioso que desencoraja qualquer um que tente sair da caixa. O Brasil dificilmente vai passar por um período de colapso total que faça as pessoas se mexerem um pouco mais, e francamente não duvidaria que tenha algo de investimento externo ajudando a manter a fazenda minimamente funcional e produtiva. E o mundo não precisa de mais países fodidos exportando refugiados.

    • Não existe estado perpétuo de nada. Eventualmente, as coisas mudam, por bem ou por mal. Quem fica muito tempo na mediocridade acaba sendo tirado desse estado, pelo amor ou pela dor.

      • O misto de burocracia com egoísmo favorece o status quo, que se não é ainda pior é porque se radicalizou dois grupos políticos. O dos Lulistas e o dos antilulistas.

      • Que seja pela dor, então. Mas… Quanto mais de dor ainda será necessário para que algo realmente mude por aqui? Todas essas desgraças que já aconteceram não foram o suficiente? O que falta para o caldo entornar de vez?

  • “Tem tanta gente sem instrução básica que o brasileiro costuma encarar o mediano como excelente. Confesso que sempre me aproveitei disso, e desconfio que muitos de vocês também.”
    Muitos não, a maioria. Talvez todos. Até certo ponto é bom viver num lugar com expectativas tão baixas, poder empurrar tudo com a barriga, sem medo de ser envergonhado e levado ao suicídio.

    Não adianta mais analisar o passado colonial, o império, a ditadura, os recursos naturais, isso já foi feito em dezenas de livros e teses. Também não é o clima, porque boa parte dos povos e impérios mais avançados que já existiram eram localizados em regiões quentes e com recursos (Romanos, Gregos, Árabes, Aztecas, Maias, Indianos, Abissínia, Império de Angkor…). E todas as teorias racistas já foram desbancadas, pessoas de todas as cores estão se destacando em todas as áreas. Talvez no futuro haja estudos inéditos para explicar, mas por enquanto…

    Enfim, é um povo peculiar.

    • Não acho que exista um fator externo que explique isso. É como foi forjada a sociedade brasileira, é a mentalidade do brasileiro. O povo se construiu assim, escolheu ser assim, por ser mais fácil.

  • Os brasileiros não conseguem raciocinar por causa da Anomalia do Atlântico Sul, que não faz só se sentir mal e adoecer mais, também impede de raciocinar. Poucas pessoas vão pra Disney por causa do dólar nas alturas e quem toma vacina de Oxford viajaria normalmente, não precisava ser a Pfizer. E sobre o Lázaro, se cada pessoa tivesse sua arma em casa, ele tá tinha ido pra terra dos pés juntos, mas agora pra piorar, ainda virou queridinho da esquerda. Já lançaram o #Lazarofree vai vendo…

    • Outros países da América do Sul são afetados pela AAS en nenhum deles faz essas imbecilidades, não nesse grau, não nessa frequência.

    • Se cada pessoa tivesse sua arma em casa, multiplicados seriam os homicídios. Estupidez típica e previsível da direita.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Relatório de erros de ortografia

O texto a seguir será enviado para nossos editores: