13 anos… relevantes?

Começa a Semana Comemorativa dos 13 anos do Desfavor! E é claro que vamos começar falando de nós mesmos. Azar de quem não gostar.

Em 2008, o Desfavor era um blog na era dos blogs, em 2021, o Desfavor é um blog na era do TikTok. Sally e Somir discordam sobre o quanto isso influencia na nossa relevância, os impopulares praticam a cada vez mais arte perdida da opinião escrita.

Tema de hoje: o Desfavor é mais ou menos importante em 2021 do que era em 2008?

SOMIR

Eu acredito que mais. Sim, blog é coisa velha em 2021, quase ninguém mais usa o formato, mas nunca fizemos o Desfavor para estar na crista da onda da comunicação digital. Era apenas o meio mais prático de produzir o conteúdo que queríamos produzir. Para ter conteúdo diário com o mínimo de qualidade que desejávamos, o meio escrito era fundamental. Para fazer vídeo com o nível que eu acho mínimo, teríamos um conteúdo por mês.

Somos um blog não porque valorizamos só o meio blog, e sim porque é ele que se encaixa na nossa capacidade de produção de conteúdo. Então, tanto faz se a moda é blog ou dancinha na frente do celular: o meio mais eficiente é o melhor, independentemente do padrão. Não ligo para a ideia de formato datado, o que funciona, funciona. Mas esse é o argumento de neutralidade do método de distribuição de conteúdo. E neutro não é melhor nem pior.

O que eu acredito que torne o Desfavor mais útil em 2021 é a desinformação galopante pela internet. E desinformação não só por ignorância, burrice ou malícia, desinformação por volume também: a internet oferece tanto conteúdo tão rápido que não dá tempo de sequer lidar com a informação. A mídia estabelecida muda de foco a cada hora, informações surgem e desaparecem sem parar.

Sem contar, é claro, a maldita inclusão digital de fanáticos políticos, soltando todo tipo de informação bizarra para empurrar suas ideias goela abaixo de quem estiver acompanhando. Gente raivosa que apenas vomita certezas e tem raiva de quem não concorda com elas. Em 2008 a humanidade não era mais evoluída, mas as pessoas tinham menos capacidade de colocar suas ideias cretinas na internet.

Havia um filtro técnico na maioria da população, que pensava seus absurdos sozinha, ou no máximo estragava um churrasco em família. Mas as coisas aceleraram de tal forma que você pode falar uma besteira e fazê-la alcançar milhões de pessoas em segundos. Não precisa mais ser megacelebridade para ter alcance, basta ter uma base de seguidores desocupados ou dinheiro para comprar alcance.

No começo, o Desfavor era uma voz de provocação no meio de um cenário mais restrito de compartilhamento de informações. A ideia de Fake News sequer passava pela cabeça do cidadão médio. Acreditávamos que havia um tom incômodo o suficiente para fazer a pessoa pensar mais no assunto. Mas o mundo nunca para.

Sim, hoje em dia milhões fazem provocações nas suas redes sociais, tanto que nem queremos mais ser misturados com eles. Nesse meio tempo, nossa visão das coisas foi mudando e fomos nos especializando em combater informações falsas. Não daquele jeito de “verificação de afirmações” que se popularizou desde 2016, mas oferecendo visões um pouco mais centradas sobre as questões que importam para o mundo.

Erramos? Erramos várias vezes. Mas acredito que quase todo nosso público percebeu que havia uma integridade aqui: se não der para acertar, vamos tentar chegar o mais próximo possível sem criar histeria. Não nos tornamos menos radicais apenas porque envelhecemos (mas é inevitável se você começa a pensar mais sobre as coisas), nos tornamos menos radicais porque enfrentar o pensamento padrão hoje em dia é tentar não dividir as pessoas.

Por isso eu acredito que somos mais relevantes hoje: porque conseguimos evoluir nossos estilos de escrita e escolhas de tema de acordo com a evolução do discurso público vigente. Perde relevância quem fala com o passado, não é questão de meio, é questão de conteúdo.

O Desfavor tenta trazer informações bem pesquisadas, e se peca, peca pela cautela de não tomar lados. É o risco que aceitamos correr. Porque se for para entrar na disputa de berros que parece ter virado o padrão, isso aqui nem vai ter graça mais pra gente. Enquanto tiver gente me “xingando” de isentão, eu sei que estou no caminho certo. O mundo pirou tanto que ao mantermos nossa posição humanista desde o começo, passamos de comunistas safados para nazistas em questão de uma década.

Não vamos arredar o pé: acreditamos em direitos humanos e liberdade de expressão, mesmo quando isso incomoda as visões alheias. Os cães ladram, mas a caravana segue em frente. Acredito que estamos mais relevantes até pelo tempo de duração do Desfavor: 13 anos. Não vão nos fazer calar, nosso conteúdo está na internet e aparece em várias pesquisas do Google. Todo dia uma pessoa nova descobre o Desfavor e percebe que não precisa ser fanático de um lado ou de outro para ter uma opinião.

Não somos a resistência, mas somos resistentes. Somos prova que é viável não se deixar levar pela histeria de lacradores ou conservadores, de ter sua opinião que muitas vezes não vai concordar totalmente com nenhum desses grupos. Cada pessoa que percebe que não precisa ser radical lendo nossos textos é uma pessoa que adquire essa resistência. Pode acabar tirando conclusões totalmente diferentes das nossas, mas só de sair da armadilha de sair berrando por aí sem querer escutar nada de volta, já é um grande avanço.

Na era da desinformação e da histeria, o Desfavor se esforça para não afirmar coisas sem fundamento e para tentar entender os dois lados. Em 2008, isso não faria tanta diferença assim, mas em 2021, fazemos parte de um grupo cada vez mais raro. Então, que bom que temos esse lugar para nos encontrar.

Para dizer que o Desfavor nunca foi relevante, para dizer que o único caminho certo é o que você quer que seja, ou mesmo para dizer que a gente está ficando velho: somir@desfavor.com

SALLY

O Desfavor tem mais ou menos utilidade em 2021 do que em 2008?

Menos. Longe de mim dizer que meu blog é inútil, ele pode ser muito útil para muita gente, mas hoje, o que você lê no Desfavor, por mais útil que seja, pode encontrar em outros lugares. O que a gente oferecia em 2008 era muito mais difícil de encontrar.

Lá nos primórdios, em 2008, as pessoas tinham um medo real de dizer as coisas que nós dizíamos à época. Medo de processo (que fez surgiu a coluna “Processa Eu”), medo de perder o emprego, medo de ser escrotizado socialmente (o atual “cancelamento), medo de muitas outras coisas.

Naquela época certas coisas não podiam ser ditas sem causar um grande escândalo, a menos que você se enfiasse no submundo da internet. Era uma época em que o politicamente correto estava no poder e fazia questão de escrotizar quem pensava de forma diferente. A intenção era calar a boca mesmo, no grito.

Isso fazia do Desfavor muito útil, seja para ler algo que dificilmente alguém teria coragem de dizer, seja para encontrar pessoas que pensavam como você ou ainda para encontrar um ambiente onde você podia falar qualquer coisa. Se você é leitor novo e não pegou aquela época, eu te conto: os comentários dos blogs eram de responsabilidade jurídica dos autores do blog, no caso, Somir e eu. Portanto, dificilmente um blog aprovava ou não deletava um comentário que pudesse ter repercussões criminais.

Nós sim. Nós aprovávamos qualquer merda: nazismo, fascismo, racismo, ofensas, teorias da conspiração, desabafos sobre parente, receita de bolo… deixava nos comentários a gente aprovava. Então, além de ser um lugar onde você lia textos grosseiros, crus, diretos e ofensivos (como forma de resposta à patrulha do politicamente correto), também era um lugar onde todos poderiam falar o que queriam.

Hoje o mundo piorou em muitos sentidos, mas não se pode dizer que as pessoas tenham medo de falar, ou que sejam coibidas a não fazê-lo. Qualquer um fala qualquer merda com tamanha intensidade que tivemos que readaptar a linha do Desfavor: para dizer o que ninguém mais diz precisamos procurar novos pontos de vista em vez de apenas falar o que as pessoas não têm coragem de dizer. Hoje, basicamente, todo mundo tem coragem e oportunidade de dizer tudo.

Em tempos em que as pessoas gritam sem constrangimento que coronavírus não existe, que Terra é plana e que homeopatia funciona, fica bem claro que ninguém tem mais medo de falar bosta nenhuma. Então, aquele papel de ser um espaço para falar o que não se pode falar em outros lugares perdeu o sentido e se tornou até contraproducente, pois alimentaria o grande defeito social de comunicação do momento. Hoje, o Facebook é um lugar que se pode falar qualquer bosta.

Ok, a nova linha do Desfavor de trazer um novo ponto de vista, de ajudar a se aprimorar, de levar questionamento, também é legal e importante. Mas tem mais gente fazendo isso. Vocês não precisam do Desfavor para isso. Não precisa de coragem para fazer isso. Quem faz isso não se coloca em risco de processo e de prisão.

Em 2008, na zona civilizada da internet, só tinha a gente falando aquele tipo de coisa, daquele jeito direto, com aquela clareza e brutalidade e encarando o risco de responder por todos os absurdos que aprovávamos nos comentários. Provavelmente lendo hoje vai soar birrento e bobo, mas, à época, era um ambiente necessário. Nos tempos atuais, a sociedade muda muito em 13 anos.

Quando o Desfavor era o único espaço aberto para que pessoas possam falar o que querem ele era insubstituível, hoje, ele é apenas mais um tentando trazer alguma reflexão, humor, informação e aprimoramento. E ser “mais um” não é um termo pejorativo. Ficamos felizes que o mundo não precise do Desfavor como espaço livre para falar o que se pensa. Mas, somos “mais um”. Quem é mais necessário, quem é o único que abre espaço para que as pessoas falem o que querem ou quem é mais um?

Obviamente, como qualquer evolução/mudança, muita gente não entendeu o que aconteceu e não soube se portar de acordo. Quando o objetivo era ser um espaço livre para todo mundo falar, aceitávamos toda espécie de comentário. Desde ameaças até comentário nazista, tem de tudo nos textos antigos. Pode procurar, você vai encontrar de tudo mesmo. O objetivo era dar voz a quem era calado pelas outras vias.

O tempo passou, hoje você pode falar qualquer bosta em qualquer lugar e, por isso, o Desfavor se transformou. Não temos mais interesse em dar voz para qualquer bosta (tem inúmeros lugares fazendo esse papel), portanto, qualquer bosta de comentário pode não ser publicada. Quem quer falar qualquer bosta que vá ao WhatsApp. Quem não entendeu nada chama a gente de “hipócrita” pela mudança de postura. Quem entendeu, percebe que aquilo que não muda em 13 anos fica ultrapassado.

Hoje servimos basicamente como curadores de conteúdo: tem um zilhão de gente falando diferentes versões sobre algo? Quem confia na gente vem aqui ler o que a gente fala para ajudar a formar a sua opinião. Mas, assim como vem na gente, pode ir em qualquer pessoa séria que entenda do assunto. Portanto, agregamos, mas não somos mais tão úteis.

Não que vir ao Desfavor? Certamente tem outras pessoas sérias falando o mesmo que a gente, de forma setorizada. Se quer saber sobre vacinas vai na Natalia Pasternak. Se quer saber sobre saúde vai no Drauzio Varella. Se quer saber sobre fofoca vai na WebTV Brasileira. Tem gente fazendo conteúdo de qualidade em todas as áreas.

Em 2008 quem queria ler ou falar contra o politicamente correto com a crueza e brutalidade que a gente fazia (e não queria entrar no submundo da internet) não tinha outra opção. Desfavor podia até ser pior, mas era mais útil. Além de dar conteúdo que não se encontrava fácil, era um abrigo. Um ponto onde você podia se reunir, falar o que queria e conversar com gente que topava isso. Hoje isso se chama “Twitter”.

É como a gente sempre diz: o mundo vive de movimentos pendulares: quando aperta muito por um lado, a reação é um movimento com igual força em sentido oposto. Não deixavam falar nada considerado incorreto? A reação tá aí, tsunami de merda jorrando, todo mundo falando tudo que quer.

E nós, por princípio, sempre na contramão, tentando ser o contraponto para um equilíbrio: quando não podia falar nada, a gente falava tudo e permitia que se falasse tudo. Quando passou a poder falar tudo, a gente passou a uma fala mais selecionada e a comentários mais selecionados. Todo extremo é ruim e, enquanto o Desfavor existir, vai se contrapor a qualquer excesso, seja o de falar merda, seja o de não poder falar.

Ambas as posturas têm seu valor, mas na minha opinião é mais útil ser canal contra repressão do que ser canal moderador. É mais útil ser o único a fazer algo do que ser mais um (ainda que entre poucos) a fazer algo.

Para dizer que o Desfavor sempre foi inútil, para duvidar que a gente aprovasse tudo (vai lá ler os comentários antigos) ou ainda para dizer que só está aqui pelo Des Contos mesmo: sally@desfavor.com

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Comments (18)

  • A importância do Desfavor é atemporal. Foi importante antes, é importante agora e será importante forever, porque o conteúdo de vocês É fundamental e necessário. Tinha era que inclusive sair um livro (sim, com capa e tudo mais) com todo o conteúdo do Desfavor, pra termos a garantia de que suas idéias ainda estariam à disposição daqui a 1000 anos (eu acredito que um impresso tem mais longevidade que internerd porque dá pra fazer cápsula do tempo com ele. Me julguem e me apedrejem!) e pra servir de material didático nas escolas.

    Sempre tive duas coisas que me ajudaram a manter a sanidade, desde que me conheço por gente (omito-as por discrição). O Desfavor passou a ser a terceira.

    Vida longa ao Desfavor, à Sally, ao Somir e a todos nós que entendemos suas mensagens.

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    • Gostei da ideia, acho que dá para fazer uma espécie de enciclopédia profana, um livro por ano do Desfavor.
      Fico muito feliz em saber que nossos textos te ajudam de alguma forma!

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  • Acredito que mais relevante hoje justamente pq tem muita coisa ruim circulando por ai. Confio nas informações que desfavor traz e essa é uma relação que quase não se tem hoje com mídia em qualquer meio de comunicação. Além de sempre trazer coisas sobre as quais nem imaginaria pesquisar sempre com uma abordagem única.
    Acho que todo aniversário digo isso: Desfavor é o único local da internet onde eu leio os comentários e onde vale a pena ler os comentários. Vida longa aos impopulares também.

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  • Penso que para poder comparar melhor, seria interessante ver vocês dois fazendo dancinhas no tik tok. O partido Comunista Chinês não vai entender nada!

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  • Vou ficar em cima do muro e dizer que o desfavor é relevante ontem e hoje. Ambos com funções diferentes, contextos diferentes. No passado era relevante por ser um local outsider onde a gente podia dizer o que quiser, hoje é relevante por ser um oásis de informação confiável diante de todo esse mar de merda que tem por aí. Eu confio muito mais lendo textos sobre pandemia e vacina aqui no desfavor do que em outro lugar. Confio no trabalho da Sally. E aliás, mesmo que não tenha grande projeção, esse blog faz sim a diferença!

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  • A lei não mudou. Donos de blog e de sites continuam sendo responsabilizados juridicamente pelos comentários dos leitores, especialmente em blogs moderados.

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  • Primeiramente, parabéns pelos 13 anos de blog. Segundamente, eu acho que o Desfavor continua relevante, sim, ao menos para mim. Não venho aqui sempre, mas é bom saber que existe um lugar que não foi tomado pela polarização doentia desta época. Aqui as pessoas ainda conseguem pensar por conta própria, ao invés de simplesmente comprar o pacote de ideologia A ou B.

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  • Nunca segui blog nenhum e nem vejo vídeos ou tiktok no celular, se aparece ignoro, acho perda de tempo, pois sou bem ocupada.
    Não conheci o Desfavor de 2008 (preciso fuçar lá pra trás e ler algo).
    Conheci o Desfavor em 2020, e olha, eh meu “livro” de cabeceira.
    A última coisa que faço é ler o post do dia.
    E… gosto.
    As vezes entro pra ler algo durante o dia, mas é corrido, não dá tempo de me aprofundar como gosto.
    Gosto de postagens lonnnngas pois gosto de ler, por isso Desfavor é meu companheiro antes de fechar os olhos todas as noites.
    Boa noite Sally
    Boa noite Somir
    Boa noite impupolares.
    Os zoínhos estão fechando.
    Beijo pra quem fica.
    PS: se é melhor 2008 ou 2021? Sei lá, 2020 e 2021, eu gosto.

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  • Pra mim continua sendo importante pois prefiro ler a assistir vídeos (poisé, sou velha). “Facebook é um lugar que se pode falar qualquer bosta”… Pelo visto não se pode falar tudo, explico: fui fazer uma postagem sobre o corongo e escrevi “muitas mortes”. Meu post foi bloqueado. Só depois fui entender porque as pessoas utilizam as palavras misturadas com números, tipo muitas mortes seria “muit4s mort3s”, para driblar o bloqueio. Eu posto 1 vez a cada 10 anos por lá, então… não, eu não sabia disso. Não frequento redes sociais, sou uma analfabeta nesse assunto. Ler o desfavor para mim já faz parte da minha rotina, como se fosse um jornal. Aprecio muito o posicionamento de vocês, embora não concorde com tudo. Seria ilusório querer viver num mundo onde todas as pessoas pensassem da mesma forma, eu venho aqui justamente para ler opiniões diferentes da minha e refletir sobre. Isso é estimulante.

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  • Concordo com Sally, mesmo sem querer. Mas é só ver a realidade.
    Tinha gente reclamando que o Enem possuía enunciados e textos longos demais, que era pouco tempo pra escrever um texto de 30 linhas minimamente coerente e coeso. Infelizmente parece que o ser humano está atrofiando seu attention span a cada ano. E não são só os adolescentes, tá? Tem muita gente mais velha que antes até tinha disposição pra ler um jornal, mas hoje em dia fica no celular vendo dezenas de vídeos curtos no Facebook. Espero que as próximas gerações, pelo menos na próxima década, saibam lidar com a tecnologia com mais maturidade e moderação.

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  • Esse é o único blog que eu ainda leio, porque é tipo um jornal pra me manter informado. As pessoas preferem hoje em dia assistir a canais de vídeo.

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    • Tenho horror a vídeo, falta poder se síntese nas pessoas, o ego transborda e costuma ter apenas informação superficial. Mas sim, hoje as pessoas preferem vídeos.

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      • Até hoje prefiro ler textos, porque eu posso ler no meu ritmo. Em vídeo o cérebro tem que “se adaptar” ao ritmo de quem está falando, não sei se expliquei direito.

        Aí fica uns 3 minutos só da pessoa gaguejando, falando “éééé…”, falando coisas irrelevantes antes de chegar ao ponto, ou falando rápido e ansioso demais.

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  • Antes de qualquer coisa, parabéns pelos – primeiros – 13 anos e que muitos mais ainda estejam por vir. Vida longa à República Impopular do Desfavor! Quanto à questão apresentada, eu fico com o Somir. Em tempos de mentiras virando verdades e de verdades sendo postas em dúvida como se fossem mentiras, uma fonte de bom conteúdo como o Desfavor é mais necessária do que nunca. Vocês, Sally, Somir e Impopulares, podem não ser os únicos que procuram pensar antes de dizer alguma coisa online, há diversos outros curadores de conteúdo internet afora e uma farta oferta de informação distribuída pelo mundo em uma infinidade de outros formatos, mas aqui há algo de especial que não se encontra em nenhum outro lugar: o jeito Desfavor de ser! Gosto muito daqui pela convivência – ainda que à distância – com gente tão bacana, pelas trocas de experiências, pelos desabafos, pela certeza de que não estou sozinho, pela camaradagem, pela exposição a pontos de vista de pessoas com as quais eu jamais teria contato se não fosse aqui, pela porta de acesso a um mundo de oportunidades de crescimento pessoal que sempre encontro escancarada… Enfim, tanta coisa que não caberia em um comentário. Agradeço muitíssimo a todos vocês por existirem e por tornarem a minha vida mais rica em tantos aspectos.

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    • Também gosto do jeito desfavor de ser! Depois de tanto tempo de casa, a gente se acostuma e se sente em casa mesmo, ainda que confundamos a nostalgia dos velhos tempos…

      Eu gostava da época que os textos tinham 100+ comentários, mas entendo bem a necessidade de passar um pente fino pra não contaminar o ambiente.

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