<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Igualdade inacessível.	</title>
	<atom:link href="https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/</link>
	<description>REPÚBLICA IMPOPULAR</description>
	<lastBuildDate>Tue, 18 Nov 2025 20:17:00 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Somir		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342154</link>

		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 May 2022 14:19:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.desfavor.com/blog/?p=19921#comment-342154</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342151&quot;&gt;Wellington Alves&lt;/a&gt;.

A gente analisa de fora, no máximo com o conhecimento de causa de alguns amigos e parentes, então a sua experiência contribui bastante. Se o termo novo resolve algum incômodo que você tinha, menos mal. Continuo enxergando a lacração desnecessária ao redor do tema, que como você também finaliza dizendo, tem que ser muito mais sobre o respeito com o ser humano em atitudes práticas de inclusão.

Talvez num mundo que permitisse muita liberdade e independência para pessoas com deficiência por causa de uma boa estrutura pública e privada, nenhuma palavra tivesse força de incomodá-las de verdade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342151">Wellington Alves</a>.</p>
<p>A gente analisa de fora, no máximo com o conhecimento de causa de alguns amigos e parentes, então a sua experiência contribui bastante. Se o termo novo resolve algum incômodo que você tinha, menos mal. Continuo enxergando a lacração desnecessária ao redor do tema, que como você também finaliza dizendo, tem que ser muito mais sobre o respeito com o ser humano em atitudes práticas de inclusão.</p>
<p>Talvez num mundo que permitisse muita liberdade e independência para pessoas com deficiência por causa de uma boa estrutura pública e privada, nenhuma palavra tivesse força de incomodá-las de verdade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Wellington Alves		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342151</link>

		<dc:creator><![CDATA[Wellington Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 May 2022 11:41:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.desfavor.com/blog/?p=19921#comment-342151</guid>

					<description><![CDATA[Gostaria de dar meu depoimento sobre essa questão:
Fiquei cego aos 20 anos num acidente de trabalho, e foi muito difícil aceitar essa situação. Só ao me encontrar em tal condição foi que percebi o quanto os termos que se referem a deficiência eram carregados de preconceito (como por exemplo chamar de cego alguém que faz uma burrice). Historicamente, os deficientes eram escondidos das visitas, um estorvo, pessoas inúteis e, na antiguidade, sacrificados para não atrapalhar a sobrevivência do grupo (prática ainda presente em tribos indígenas). Portanto, motivo de vergonha, fracasso e derrota.
No auge de minha juventude e de meus potenciais, eu não aceitava ser cego pois não me via como um. Isso porque a ideia que eu tinha sobre cego era exatamente o estereótipo clássico do cego coitadinho, que vive de esmolas e tal.
Na época se alguém dissesse que a faca estava cega, isso já me incomodava profundamente. Foi quando surgiu a expressão deficiente visual, nossa, foi um alento para mim! Obviamente não mudava a minha condição, mas sentia que me colocava numa situação ok, não vexatória. 
Com o tempo fui vencendo as dificuldades e superei a fase mais difícil que é a aceitação. Nesse período, fiz curso pra andar sozinho com a bengala, usar computador, curso de massoterapia, abri uma empresa na área, fiz faculdade, casei aos 32 (mas antes peguei muita mulher, rs), tive filho e hoje, aos 44 anos, posso dizer que levo uma vida normal dentro das minhas limitações. Hoje o termo cego não me incomoda, até gosto de usar (já que minha perda é total), mas reconheço a importância do termo Pessoa com deficiência visual no processo de reabilitação e inclusão de alguém que esteja sofrendo com os primeiros passos da deficiência.
Concluindo… Como passei por todas essas mudanças de nomenclatura (deficiente visual, pessoa com necessidades especiais, portador de deficiência), até finalmente Pessoa com deficiência X, na minha opinião a melhor definição e que não precisará mais ser modificada, posso dizer que não se trata de maquiar uma incompetência do setor público em resolver os problemas de acessibilidade, mas uma forma de dignificar e promover a inclusão social.
Sobre a conquista de direitos e tal, isso se deve muito mais ao avanço tecnológico e necessidade do mercado. Do mesmo jeito que não foram as feministas que colocaram a mulher no mercado de trabalho, e sim a necessidade do mercado, os deficientes estão se beneficiando dessa mesma necessidade. A voz sintetizada que utilizo no computador e no celular só foi viável graças a empresas que precisavam se comunicar eletronicamente com seus clientes e economizar com atendentes humanos. No fim, inclusão de verdade se faz com dinheiro no bolso.
Mas concordo com o texto, mais importante do que nomeclaturas é o respeito com o ser humano. Quis apenas compartilhar minha experiência pessoal. Afinal, cada caso é um caso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de dar meu depoimento sobre essa questão:<br />
Fiquei cego aos 20 anos num acidente de trabalho, e foi muito difícil aceitar essa situação. Só ao me encontrar em tal condição foi que percebi o quanto os termos que se referem a deficiência eram carregados de preconceito (como por exemplo chamar de cego alguém que faz uma burrice). Historicamente, os deficientes eram escondidos das visitas, um estorvo, pessoas inúteis e, na antiguidade, sacrificados para não atrapalhar a sobrevivência do grupo (prática ainda presente em tribos indígenas). Portanto, motivo de vergonha, fracasso e derrota.<br />
No auge de minha juventude e de meus potenciais, eu não aceitava ser cego pois não me via como um. Isso porque a ideia que eu tinha sobre cego era exatamente o estereótipo clássico do cego coitadinho, que vive de esmolas e tal.<br />
Na época se alguém dissesse que a faca estava cega, isso já me incomodava profundamente. Foi quando surgiu a expressão deficiente visual, nossa, foi um alento para mim! Obviamente não mudava a minha condição, mas sentia que me colocava numa situação ok, não vexatória.<br />
Com o tempo fui vencendo as dificuldades e superei a fase mais difícil que é a aceitação. Nesse período, fiz curso pra andar sozinho com a bengala, usar computador, curso de massoterapia, abri uma empresa na área, fiz faculdade, casei aos 32 (mas antes peguei muita mulher, rs), tive filho e hoje, aos 44 anos, posso dizer que levo uma vida normal dentro das minhas limitações. Hoje o termo cego não me incomoda, até gosto de usar (já que minha perda é total), mas reconheço a importância do termo Pessoa com deficiência visual no processo de reabilitação e inclusão de alguém que esteja sofrendo com os primeiros passos da deficiência.<br />
Concluindo… Como passei por todas essas mudanças de nomenclatura (deficiente visual, pessoa com necessidades especiais, portador de deficiência), até finalmente Pessoa com deficiência X, na minha opinião a melhor definição e que não precisará mais ser modificada, posso dizer que não se trata de maquiar uma incompetência do setor público em resolver os problemas de acessibilidade, mas uma forma de dignificar e promover a inclusão social.<br />
Sobre a conquista de direitos e tal, isso se deve muito mais ao avanço tecnológico e necessidade do mercado. Do mesmo jeito que não foram as feministas que colocaram a mulher no mercado de trabalho, e sim a necessidade do mercado, os deficientes estão se beneficiando dessa mesma necessidade. A voz sintetizada que utilizo no computador e no celular só foi viável graças a empresas que precisavam se comunicar eletronicamente com seus clientes e economizar com atendentes humanos. No fim, inclusão de verdade se faz com dinheiro no bolso.<br />
Mas concordo com o texto, mais importante do que nomeclaturas é o respeito com o ser humano. Quis apenas compartilhar minha experiência pessoal. Afinal, cada caso é um caso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: W.O.J.		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342134</link>

		<dc:creator><![CDATA[W.O.J.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2022 20:51:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.desfavor.com/blog/?p=19921#comment-342134</guid>

					<description><![CDATA[Tanta coisa mais urgente e mais séria acontecendo no mundo e essa turminha que só tem titica na cabeça se preocupando com ninharias e enchendo o saco de meio mundo. Enquanto isso, aquilo que realmente precisa ser feito em prol dos portadores de necessidades especiais - ou de qualquer outro grupo social que precise de algum tipo de auxílio - continua eternamente em compasso de espera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tanta coisa mais urgente e mais séria acontecendo no mundo e essa turminha que só tem titica na cabeça se preocupando com ninharias e enchendo o saco de meio mundo. Enquanto isso, aquilo que realmente precisa ser feito em prol dos portadores de necessidades especiais &#8211; ou de qualquer outro grupo social que precise de algum tipo de auxílio &#8211; continua eternamente em compasso de espera.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Somir		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342092</link>

		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 May 2022 17:09:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.desfavor.com/blog/?p=19921#comment-342092</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342071&quot;&gt;Anônimo&lt;/a&gt;.

Com muito orgulho, com muito amooooor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342071">Anônimo</a>.</p>
<p>Com muito orgulho, com muito amooooor.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maria		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342087</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 May 2022 13:50:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.desfavor.com/blog/?p=19921#comment-342087</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342064&quot;&gt;Anônimo&lt;/a&gt;.

Pois é. Não é por acaso que o padrão naqueles idosos de 100+ anos é viver longe de cidades, ter contato com a natureza e se movimentar bastante no cotidiano. A vida é muito mais que ficar sentado, queimando as retinas na frente de uma tela, mas falar isso aparentemente incomoda os nerdolas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342064">Anônimo</a>.</p>
<p>Pois é. Não é por acaso que o padrão naqueles idosos de 100+ anos é viver longe de cidades, ter contato com a natureza e se movimentar bastante no cotidiano. A vida é muito mais que ficar sentado, queimando as retinas na frente de uma tela, mas falar isso aparentemente incomoda os nerdolas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Charles D.G.		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342086</link>

		<dc:creator><![CDATA[Charles D.G.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 May 2022 12:53:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.desfavor.com/blog/?p=19921#comment-342086</guid>

					<description><![CDATA[&lt;i&gt;&quot;(...) pessoas não têm o básico e pseudo-intelctuais, em vez de usar seu tempo e energia para tentar assegurar o básico, importam discussões secundárias de países desenvolvidos e as implementam aqui.&quot;&lt;/i&gt; (grifo meu)

A Sally, simplesmente, mandou espetacularmente bem nessa passagem, que resume TODAS as mazelas pelas quais a bananalândia passa. Desde o feminazismo (não confundir com as discussões necessárias - embora absurdas porque óbvias! - sobre como tirar a mulher da &quot;bolha doméstica&quot; em que sempre esteve), passando pela linguagem neutra até a falácia do (ultra)neoliberalismo econômico, todas essas masturbações mentais (que só se originam em países em que o povo é bem alimentado, bem conduzido e tem vagares pra pensar em besteiras pseudo-filosóficas) encontram na bananalândia um terreno fértil não apenas para serem &quot;implementadas&quot;, mas também pra degringolarem até o último nível da lacração, fruto de uma interpretação deturpada das idéias gringas feita pelos vitimistas tupiniquins, uma vez que eles estão há anos-luz de uma formação social mínima que os gabarite a discutir de modo racional esses temas, se é que isso é possível!

Achei interessante algo que li há algum tempo: &quot;Alemanha inventa, França divulga e Inglaterra executa&quot;. Tirando um ou outro errinho conceitual nessa afirmação, ela está 90% certa e eu ainda a melhoraria reescrevendo-a como &lt;i&gt;&quot;Alemanha inventa, França divulga, Inglaterra executa e o resto do mundo se fode&quot;&lt;/i&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>&#8220;(&#8230;) pessoas não têm o básico e pseudo-intelctuais, em vez de usar seu tempo e energia para tentar assegurar o básico, importam discussões secundárias de países desenvolvidos e as implementam aqui.&#8221;</i> (grifo meu)</p>
<p>A Sally, simplesmente, mandou espetacularmente bem nessa passagem, que resume TODAS as mazelas pelas quais a bananalândia passa. Desde o feminazismo (não confundir com as discussões necessárias &#8211; embora absurdas porque óbvias! &#8211; sobre como tirar a mulher da &#8220;bolha doméstica&#8221; em que sempre esteve), passando pela linguagem neutra até a falácia do (ultra)neoliberalismo econômico, todas essas masturbações mentais (que só se originam em países em que o povo é bem alimentado, bem conduzido e tem vagares pra pensar em besteiras pseudo-filosóficas) encontram na bananalândia um terreno fértil não apenas para serem &#8220;implementadas&#8221;, mas também pra degringolarem até o último nível da lacração, fruto de uma interpretação deturpada das idéias gringas feita pelos vitimistas tupiniquins, uma vez que eles estão há anos-luz de uma formação social mínima que os gabarite a discutir de modo racional esses temas, se é que isso é possível!</p>
<p>Achei interessante algo que li há algum tempo: &#8220;Alemanha inventa, França divulga e Inglaterra executa&#8221;. Tirando um ou outro errinho conceitual nessa afirmação, ela está 90% certa e eu ainda a melhoraria reescrevendo-a como <i>&#8220;Alemanha inventa, França divulga, Inglaterra executa e o resto do mundo se fode&#8221;</i>.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Anônimo		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342079</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anônimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 May 2022 01:29:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.desfavor.com/blog/?p=19921#comment-342079</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342064&quot;&gt;Anônimo&lt;/a&gt;.

Concordo sem tirar nem pôr, Anônimo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342064">Anônimo</a>.</p>
<p>Concordo sem tirar nem pôr, Anônimo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pessoa com Deficiência		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342077</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pessoa com Deficiência]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 May 2022 23:58:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.desfavor.com/blog/?p=19921#comment-342077</guid>

					<description><![CDATA[&lt;i&gt;A Pessoa com Deficiência não tem acesso ao transporte público,&lt;/i&gt;
Se a pessoa tem deficiência de locomoção, colocam uma engenhoca que funciona como rampa elevatória e que por coincidência volta e meia dá problema, com o motorista tendo que ficar parado uma hora dispensando todos os passageiros que tem que se virar pegando outros ônibus como alternativa. Mas isso não é o pior. O pior é saber que a mãe de um amigo meu de infância teve poliomielite (sim, na época que ela era garota no final dos anos 50 não tinha vacina disponível no posto aqui no Brasil como se tem hoje e chora, antivaxxer) e que mesmo que ela hoje possa andar com muita dificuldade, ela só conseguiria chegar ao ponto de ônibus depois de subir uma enorme ladeira porque o ônibus não para perto de onde ela mora.
&lt;i&gt;não recebe os tratamentos que deveria do SUS&lt;/i&gt;
SUS é na sorte e não vem aqui dizendo que o SUS cobre quando você vai acidentado lá, porque o que pegam pra cobrir a despesa do seu atendimento quando é um acidente mais sério é o DPVAT. O maior gargalo do atendimento pelo SUS é quando você precisa de um especialista porque os especialistas no geral não demoram muito pra pedir conta, se bem que até mesmo clínico geral você pode ter dificuldade de ter no atendimento de um PSF da vida, sendo que UPAs e Pronto Socorros no geral pouco ajudam se não se trata de algum atendimento emergencial.
&lt;i&gt;e, muitas vezes, nem rampa encontra nas calçadas, mas o país foca em questões terminológicas, que, na real, nem fazem muita diferença para essas pessoas. &lt;/i&gt;
Rampa? Hahahahahahahahaha! Tirando bancos e alguns estabelecimentos enfocados no atendimento ao público e no acesso às calçadas nos centros comerciais e em algumas praças, rampa não é para cadeirante e sim para carro. Não custa lembrar que tinha um certo ex-prefeito de São Paulo (&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Celso_Pitta&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aquele que o Maluf fez campanha pra ele dizendo que se o mesmo não fizesse um bom governo, que não era pra nunca mais votarem nele&lt;/a&gt;) que foi querer proibir rampa para cadeirante e que rampa de acesso deveria ser exclusivo para veículos. Só vergonha alheia.
Cego aqui muitas vezes tem que depender da boa vontade alheia para se localizar num centro urbano, sendo que muitas vezes sai acompanhado. Surdo profundo geralmente se comunica com uma linguagem de sinais que só foi reconhecida há pouco mais de 20 anos, que inclusive tem dialetos regionais. Deficientes mentais são tratados com enorme discriminação e olha que nem estamos falando das deficiências invisíveis, tais como autismo ou daltonismo por exemplo, que apesar de não trazerem tantos problemas pro cotidiano quanto a das pessoas com as deficiências &quot;clássicas&quot;, ainda assim tem percalços no dia a dia.
Mas o pior de tudo mesmo é um bando de picaretas que fica querendo usar dos deficientes pra fazer politicagem e patrulhamento ideológico. Esse câncer anda a toda nas redes sociais e ninguém merece.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><i>A Pessoa com Deficiência não tem acesso ao transporte público,</i><br />
Se a pessoa tem deficiência de locomoção, colocam uma engenhoca que funciona como rampa elevatória e que por coincidência volta e meia dá problema, com o motorista tendo que ficar parado uma hora dispensando todos os passageiros que tem que se virar pegando outros ônibus como alternativa. Mas isso não é o pior. O pior é saber que a mãe de um amigo meu de infância teve poliomielite (sim, na época que ela era garota no final dos anos 50 não tinha vacina disponível no posto aqui no Brasil como se tem hoje e chora, antivaxxer) e que mesmo que ela hoje possa andar com muita dificuldade, ela só conseguiria chegar ao ponto de ônibus depois de subir uma enorme ladeira porque o ônibus não para perto de onde ela mora.<br />
<i>não recebe os tratamentos que deveria do SUS</i><br />
SUS é na sorte e não vem aqui dizendo que o SUS cobre quando você vai acidentado lá, porque o que pegam pra cobrir a despesa do seu atendimento quando é um acidente mais sério é o DPVAT. O maior gargalo do atendimento pelo SUS é quando você precisa de um especialista porque os especialistas no geral não demoram muito pra pedir conta, se bem que até mesmo clínico geral você pode ter dificuldade de ter no atendimento de um PSF da vida, sendo que UPAs e Pronto Socorros no geral pouco ajudam se não se trata de algum atendimento emergencial.<br />
<i>e, muitas vezes, nem rampa encontra nas calçadas, mas o país foca em questões terminológicas, que, na real, nem fazem muita diferença para essas pessoas. </i><br />
Rampa? Hahahahahahahahaha! Tirando bancos e alguns estabelecimentos enfocados no atendimento ao público e no acesso às calçadas nos centros comerciais e em algumas praças, rampa não é para cadeirante e sim para carro. Não custa lembrar que tinha um certo ex-prefeito de São Paulo (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Celso_Pitta" rel="nofollow ugc">aquele que o Maluf fez campanha pra ele dizendo que se o mesmo não fizesse um bom governo, que não era pra nunca mais votarem nele</a>) que foi querer proibir rampa para cadeirante e que rampa de acesso deveria ser exclusivo para veículos. Só vergonha alheia.<br />
Cego aqui muitas vezes tem que depender da boa vontade alheia para se localizar num centro urbano, sendo que muitas vezes sai acompanhado. Surdo profundo geralmente se comunica com uma linguagem de sinais que só foi reconhecida há pouco mais de 20 anos, que inclusive tem dialetos regionais. Deficientes mentais são tratados com enorme discriminação e olha que nem estamos falando das deficiências invisíveis, tais como autismo ou daltonismo por exemplo, que apesar de não trazerem tantos problemas pro cotidiano quanto a das pessoas com as deficiências &#8220;clássicas&#8221;, ainda assim tem percalços no dia a dia.<br />
Mas o pior de tudo mesmo é um bando de picaretas que fica querendo usar dos deficientes pra fazer politicagem e patrulhamento ideológico. Esse câncer anda a toda nas redes sociais e ninguém merece.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Anônimo		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342071</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anônimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 May 2022 22:57:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.desfavor.com/blog/?p=19921#comment-342071</guid>

					<description><![CDATA[Mais uma batalha da Guerra Santa da Isentolândia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma batalha da Guerra Santa da Isentolândia.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sally		</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342069</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sally]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 May 2022 22:21:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.desfavor.com/blog/?p=19921#comment-342069</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342065&quot;&gt;Ana&lt;/a&gt;.

Em vez de se preocuparem com forma, nome e alegorias, deveriam empenhar esforços para fazer a porra do SUS funcionar direito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.desfavor.com/blog/2022/05/igualdade-inacessivel/comment-page-1/#comment-342065">Ana</a>.</p>
<p>Em vez de se preocuparem com forma, nome e alegorias, deveriam empenhar esforços para fazer a porra do SUS funcionar direito.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
