Preferências.

Talvez o que eu vou dizer aqui seja óbvio para você, mas talvez não seja para muita gente. Talvez o que vou dizer aqui seja óbvio agora, mas, dentro de alguns anos, tenha sido tão massificado o contrário, que deixe de ser. Então, acho importante deixar registrado em algum lugar para que se, algum dia, você for trucidado por algo do tipo, saiba que essa reprovação é apenas um ponto de vista, não a verdade absoluta. O assunto? Tá tudo bem não se sentir atraído ou não querer ter um relacionamento amoroso por algum critério seu.

Parece óbvio, né? Mas está deixando de ser. Ao que tudo indica, você pode ter algumas preferências, mas outras viram preconceito. Em uma rodinha de lacradores diga “Eu não me relaciono com Bolsominion” e observe todos te aplaudirem de pé. Agora, se você disser que não se relaciona ou não se sente atraído por pessoas pelos motivos que eles consideram “errados”… senta que lá vem chumbo grosso: vão de acusar de preconceito, de algumacoisafobia, de crime e vão de escrotizar publicamente até moer a sua reputação.

“Quer dizer que você apoia escolher pessoas por características físicas?”. Não, “Pessoa Quer Dizer”, não é isso. Eu acho que cada um tem direito a ter seus critérios e fazer suas escolhas sem que fique um pau no cu apontando, julgando, tornando públicas essas escolhas e estimulando linchamento virtual. Eu entendo e concordo que pessoas são muito mais do que aparência, mas eu sinto a obrigação de respeitar quem pensa diferente.

A ideia deste texto veio de um vídeo que recebi, cujo conteúdo é tão caricato, que nem me atrevo a resumir. Vou transcrever essa excrescência tal como foi dita (inclusive a caixa alta nas legendas):

“O que é o SUPER HETERO e porque ele é prejudicial para TODAS AS MULHERES em geral? Super Hetero é uma orientação criada nos Estados Unidos que acolhe homens que só se atraem por ‘mulheres verdadeiras’, que segundo eles, NÃO incluem as mulheres trans (nota do Desfavor: homens que se sentem mulheres). Basicamente, eles criaram uma orientação para justificar a TRANSFOBIA deles, porque não se relacionar com uma pessoa só porque o sexo dela não bate com o gênero dela É PRECONCEITUOSO SIM! Sem contar que eles estão REZUNDO todas as mulheres a uma MERA GENITÁLIA, basicamente estão dizendo que nós não somos pessoas para eles, que nós somos apenas vaginas com pernas. Compartilhem isso para que mais pessoas se mobilizem e parem com esse movimento”

Não sei se é real ou não (tomara que não seja), mas existem muitas pessoas pensando assim e propagando esse tipo de fala. Dependendo da bolha onde se transite, se corre o risco de acreditar que isso é o “normal” e que está fora disso é “anormal” ou “errado”. Então, hoje eu vim aqui dizer que não, pau no cu de todo mundo, você tem direito de ter os seus critérios e isso não te faz preconceituoso, “ista” (machista, racista etc.) ou “fóbico” (transfóbico, homofóbico, etc).

Tem dois focos aqui: 1) todo mundo tem o direito de se sentir atraído ou deixar de se sentir atraído por qualquer atributo físico e 2) mesmo que a atração por algum atributo físico fosse algo a ser “combatido”, não é assim, fazendo desse jeito só pioram a situação.

Aqui no Desfavor, nunca contestamos ou vamos contestar que uma pessoa tem o direito de se sentir algo diferente de sua forma física original: homem, mulher, golfinho, árvore, ET. Ela tem o direito de se sentir como quiser. Ela tem inclusive o direito de recorrer ao Judiciário e/ou à medicina para adequar seu documento ou seu corpo ao que quiser. Mas acaba aí. O que nós contestamos é: o quanto temos que participar disso? A resposta? O quanto a gente quiser, é o caralho que vão impor algo a alguém no grito.

Eu, por escolha pessoal, trato a pessoa da forma como ela se sente, mas jamais me passará pela cabeça cagar regra, constranger ou forçar que os demais façam o mesmo. Como você se sente diz respeito a você, é absurdo querer impor isso a outros oito bilhões de pessoas no mundo. SE elas quiserem, SE elas estiverem prontas, elas vão lidar com isso de uma forma bacana. Se não, não.

E adivinha só? Todos nós somos falhos, involuídos e deixamos a desejar em alguns aspectos. Todos nós temos dificuldades. Todos nós precisamos evoluir em algumas áreas. Pisotear o coleguinha que não evoluiu onde você já evoluiu é egóico, é babaca, é covarde e é hipócrita. Não vamos estender a mão para quem está no degrau de baixo subir, vamos aproveitar que estamos por cima e pisar em suas cabeças! Meu querer tem que ser imposto a você, se não, te imputo um crime, um estigma social reprovável!

Sem contar que uma coisa é tratar a pessoa como ela se vê, outra muito diferente é ter que se sentir atraído pela pessoa como ela se sente. “Vagina com pernas”? “Mera genitália”? É como dizer que o sexo não deixa de ser consensual por falta de um “mero consentimento”. Você pega o cerne da questão (biologicamente, homens tem pênis e mulheres tem vagina) e transforma em um “mero”. Pera lá. Quer questionar critérios biológicos? Vamos lá, acho uma discussão interessante. Simplesmente desmerece-los como se eles não importassem não. As mesmas pessoas que depois usam leis que diferenciam sexos, como a Lei Maria da Penha, os igualam quando lhes convém.

Seu querer afeta a você e a quem quiser participar dele. Impor seu querer ao mundo todo e pretender que o mundo todo se adeque ao seu querer é algo ditatorial. E, desculpa, eu sou do time “ditadura nunca mais”, qualquer modalidade dela, inclusive a autoimagem que uma pessoa tem dela mesma.

Todos nós temos o direito de ter predileções, de nos sentirmos atraídos por quem quisermos. Se um homem não se sente atraído por um corpo que tem um pênis mas se sente mulher, não é preconceito, é sagrado direito dele. Assim como é direito de qualquer um não se sentir atraído por pessoas de pele branca, pessoas de pele negra, pessoas altas, pessoas baixas, pessoas magras, pessoas gordas. Se sentir mulher não remove a masculinidade de um corpo que nasceu homem e os homens tem todo o direito de não se sentirem atraídos por um corpo biologicamente masculino.

Eu não estou discutindo se é legal ou não. Você pode achar muito escroto, fútil e superficial que alguém só se sinta atraído por corpos, em qualquer modalidade restritiva, mesmo que não seja sobre masculino/feminino. Uma pessoa que só se sinta atraída por corpos magros, por exemplo. Você pode achar uma grande besteira que aparência física, qualquer que seja, feche as portas para uma pessoa, uma vez que uma pessoa é muito mais do que seu corpo. Bato palmas para você e acho isso um sinal de evolução espiritual, desde que, você respeite quem ainda não chegou lá.

E tem uma grande diferença postural aqui. Repito: se você acha uma grande besteira que aparência física, qualquer que seja, feche as portas para uma pessoa, uma vez que uma pessoa é muito mais do que seu corpo, mas respeita quem não pensa assim, quem ainda não chegou nesse patamar, eu te acho espiritualmente evoluído.

Porém, se você acha uma grande besteira que aparência física, qualquer que seja, feche as portas para uma pessoa, uma vez que uma pessoa é muito mais do que seu corpo e detona quem não pensa assim quem ainda não chegou lá, fazendo esse tipo de shame público, eu te acho um verme, mais involuído do que babaca que posta foto do filho fazendo arminha com os dedos, uma merda de ser humano equiparável aos piores ditadores que você critica, pois pior do que ditador é ditador desempoderado que usa vergonha como arma para oprimir quem não pensa como ele.

Foda-se se você está certo. Fazer egovideo acusando os outros de preconceito, mostrando sua superioridade moral é escroto, é pequeno, é babaca e apenas oprime quem ainda não chegou lá. Quem não pensa assim, certamente retrocedeu dez casas no tabuleiro de evolução pessoal, diante de um horror como o desse vídeo. Parece aquele pai da década de 80 cujo filho tem pavor de aranha que pega e joga uma aranha dentro da blusa do menino para ele “perder o medo”. Não é assim que se dialoga com quem está no meio do caminho.

Esquerdinhas asquerosos que usam camiseta encardida “ditadura nunca mais” mas tentam impor seu sistema de pensamento a todos são a mesmíssima merda que esses ditadores que tanto criticam, com a diferença que não tem poder suficiente para fazer os mesmos estragos. A única arma é a rede social, onde, a pretexto de “combaterem” algo (homofobia, preconceito, racismo, etc.) pisoteiam na cabeça de quem não pensa como eles. Não apenas não ajudam, como ainda cobrem a causa de merda e em vez de “combater”, criam pessoas ainda mais avessas a isso. É por causa de gente assim (não de voto nulo, não de voto em branco) que Bolsonaro ganhou e pode ganhar novamente.

E o exemplo do “tem que se sentir atraído por um corpo de homem com pênis se ele se sentir mulher caso contrário é preconceito” é um exemplo grotesco. Você pode pensar “Nunca que eu vou ceder a uma bizarrice dessas”. Ok. Mas tem exemplos mais sutis que muita gente já cedeu e nem percebe. Se você ainda tem predileções físicas para se sentir atraído por alguém, você teria coragem de dizer em voz alta, por exemplo, que seu tipo são mulheres brancas e que não se sente atraído pelas demais?

Garanto que se fosse ao contrário, só sentir atração por mulheres negras, isso poderia ser dito tranquilamente – e quiçá aplaudido. Mas se for o inverso… Quem aqui tem coragem de abrir a boca para dizer que só se sente atraído por mulheres brancas? Vai tomar chuva de hate, vai ser trucidado pelo pessoal que depois te chama para comer bolinho e conversar quando lhes convém.

E aí eu te pergunto: você não tem o direito de ter preferências? Durante muito tempo eu tive as minhas. Com o passar do tempo e alguma dedicação, elas foram desaparecendo e hoje me interessa mais a pessoa do que seu físico, mas ninguém é obrigado a ser como eu, pois eu não sou a régua medidora do que é certo na sociedade. Isso não me faz melhor. Ter preferências não faz ninguém pior. Ou por acaso alguém acusa gay de misoginia por não querer fazer sexo com mulher?

Você tem sim o direito a ter as suas preferências. E tem o direito a expressar as suas preferências. Ou então, podemos fazer um pacto social diferente: ninguém tem mais o direito a expressar suas preferências para não ofender essa massa insegura e de ego frágil, que tal? O que não pode é que alguns possam bradar suas preferências e receber aplausos e outros tenham que escondê-las e sejam trucidados quando, de alguma forma, elas aparecem.

Escrotizar negro(a) que se relaciona com branco(a) esculhambando, chamando de palmiteiro, avacalhando com a aparência do branco pode? O inverso, nem pensar. Que tal a gente convencionar de ninguém escrotizar ninguém, cada um cuidar da sua vida e permitir que quem usa aparência como critério para escolha tenha o sagrado direito de fazê-lo? Que tal não pisar na cabeça de quem ainda não chegou no mesmo patamar que você? Que tal criar um padrão, qualquer que seja, e ele valer para todos?

Independente da sua opinião, o que estou pedindo aqui é igualdade: ou todo mundo pode, ou ninguém pode. Bastante coerente, não? Ou todo mundo pode expressar livremente suas preferências ou então ninguém pode. Mas não, esse grupinho imundo que está emergindo dos esgotos sempre agiu assim: “o que a gente aprova é aplaudido, o que contraria nossa cartilha será trucidado e quem ousar defender terá a reputação moída”. Ditadura nunca mais, desde que não seja a deles.

O que mais me intriga é que essas pessoas costumam se dizer religiosas ou espiritualizadas. Certamente é isso o que Jesus faria: um vídeo em rede social dizendo quão merda é quem não consegue transformar água em vinho. Ou Buda, talvez, um vídeo rindo e debochando dos idiotas que ainda precisam de alimentos para viver, dizendo o quanto são estúpidos. Vai lá, filho da puta, teu deus deve estar orgulhosão de você.

Ou então se escondem na capa da espiritualidade. Não adianta usar cristalzinho energético no pescoço, fazer meditação para vibrar alto, comer comida natural para equilibrar os chakras e ser um baita dum filho da puta arrombado intolerante. Você é apenas um escroto místico, o que, por sinal, é o tipo mais comum.

Enfia o cristal no cu e aperta até sair lapidado. Não adianta fazer nada enquanto não aprender a primeira lição de todas: a compaixão e o respeito por quem ainda está galgando um caminho que você já traçou. O jovem místico é um câncer ainda pior do que o jovem bolsonarista, pois o jovem bolsonarista deixa bem clara a bosta que é, não se reveste de nenhuma alegoria nobre. Colocar frase de efeito e escrever #Gratidão enquanto se comporta como um lixo humano está virando padrão.

Quer ser espiritualizado? Quer alinhar seus chakras? Quer vibrar alto? Quero o caralho a quatro espiritual? Não julgue. Se julgar, não ouse se esconder atrás desse manto gratiluz, pois você é uma fraude, um cara de pau, um hipócrita.

Independente da alegoria, não cuspa para baixo. É feio, é baixo, é vil. Se promover escrotizando os outros é babaca e só mostra o quanto você é pior do que as pessoas que diz criticar.

E é burro também. Não se “combate” algo com ataque. Aliás, não se “combate” nada, a partir do momento em que você se posiciona como antagonista e “combate” algo, você só cria mais do que busca combater, pois a pessoa atacada só vai se agarrar a aquela crença e virão outros tomar o lado dela, por ela estar apanhando.

“Mas Sally, então eu tenho que aturar todas as babaquices do mundo calado(a)?”. Não. O que promove mudança não é combate, não é ataque, não é enfrentamento, é consciência. Consciência, como premissa básica, é uma abordagem sem julgamentos, que busca o que é melhor para todos (não só para você ou seu grupo), que vê o outro como igual e que o respeita e respeita seus tempos.

“Ah, então quer dizer que você virou politicamente correta?”. Não. Aplaudo de pé humor incorreto, sou fã do Leo Lins e acredito na liberdade de expressão. Só que quando o Leo Lins fala, ele fala nos shows DELE, nas redes sociais DELE, ele não vai atrás de ninguém escrotizar ninguém. Não há limites para o humor, há limites para onde ele é exposto. Vocês podem nos ver fazendo todo tipo de humor aqui, mas não vão nos ver indo catar um desconhecido em seu perfil para fazer piada com ele.

E o texto nem é sobre humor, algo criado, escrito e falado para não ser levado a sério. É sobre quem fala sério, escrotizando o outro por ele não atender a sua cartilha, jogando a pessoa aos leões para ser linchada. Deixem os outros em paz, as pessoas têm o sagrado direito de se sentirem ou não atraídas pelos atributos físicos que quiserem.

Fica a dica para todos: viu ou ouviu algo em rede social que não gostou? Bloqueia, silencia, ou vai para o seu blog falar com os seus leitores. Replicar o que a pessoa disse com um “olha só que escrota que essa pessoa é”, além de ser babaquice, só está alimentando aquela pessoa ou o que ela diz. Parem de divulgar bosta e parem de achar que tacando pedras alguém vai deixar de ser bosta – a pessoa só vai ser mais bosta ainda. Essa postura provoca tanta repulsa que a ditadura esquerdisticamente correta pode acabar dando uma nova vitória ao Bolsonaro.

Para dizer que até você quer a vitória do Bolsonaro depois de ver esse vídeo, para dizer que se você falar o que te atrai fisicamente perde até o emprego ou ainda para dizer que também odeia o jovem místico: sally@desfavor.com

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Comments (36)

  • Wellington Alves

    Defendem que o importante é a pessoa e não a genitália. São tão contraditórios que fica até difícil comentar… Fazem transição hormonal, colocam silicone, trocam de sexo e o escambau porque não se aceitam como são, mas querem nos obrigar a aceitá-los como não são.
    Pra piorar… Se a pessoa fosse apenas gay, com cara de homem, e o hetero não se sentisse atraído, tudo bem, não é homofobia. Mas se esse mesmo gay faz todo o processo de transição, fica com cara de mulher, e mesmo assim o hetero não se atrai, aí eles acham inadmissível, aí já é transfobia! Na verdade não passa de uma frustração, Ficam revoltados porque tiveram o maior trabalho pra virar mulher pra ver se o outro se interessava e não conseguiram. Mais um pouco e vão querer indenização.
    Duro que existem homens loucos pra namorar e casar com uma mulher trans, de preferência com pênis, mas não, elas querem os super héteros! Querem provar para si próprias que são mulheres como qualquer outra XX!

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    • A pessoa tem o direito de se sentir como ela quiser, porém ela não tem o direito de pretender que o mundo compartilhe desse sentimento. Quer se sentir mulher? Beleza. Quer que o mundo todo também se sinta assim? Devaneio.

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  • Seguindo a lógica dos lacreadores os incels também tem sua razão ao se sentirem rejeitados pelas mulheres. Ah, não! Lembrei que pra eles o homem cis hetero não tem direito nenhum a se lamentar…

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  • Quisera eu ser um gordão mega obeso pra chegar numa gostosa politicamente correta e dizer que se não ficar comigo é gordofobia…

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    • Certamente você tem alguma característica à qual pode imputar preconceito em caso de rejeição, todos nós temos!

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  • Moisés Bonniek

    Concordo, Sally.

    Excelente texto!

    Sou de esquerda, mas acho insuportáveis, autoritários e asquerosos esses identitárxs hipócritas que praticam o “moralismo do sinal trocado”. Criticam tanto os conservadores, mas praticam um moralismo covarde também, com a diferença de se revestirem do manto vermelho. Esse pessoal presta um desserviço a qualquer luta por melhorias sociais!

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    • O mais triste, Moisés, é que esse tipo de postura “meu pequeno ditador” é aplaudida. Estão alimentando um monstro, quando ele sair do controle, vão reclamar. Um dia quem aplaudiu o lacre vai acabar ferido por ele…

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      • Princesa Sereia

        É tipo um incel que fala mal de mulher por não querer ficar com ele. É a mesma coisa, só mudam os atores. Tá liberado acusar de transfóbico, gordofóbico, etc porque está dentro da pauta..

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        • Me preocupa que as gerações que serão criadas sob essa “opressão” de não poder admitir preferências de fato acabem comprando esse discurso babaca de que é errado ter preferências. As pessoas tem o sagrado direito de se sentirem atraídas por umas e por outras não.

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      • Moisés Bonniek

        Verdade! Tá saindo do controle mesmo! Na academia, por exemplo, os militontos invocam a ideia de “lugar de fala” de uma forma tão distorcida, que pra eles é proibido, por exemplo, um homem receber reconhecimento em sua pesquisa sobre um tema ligado ao feminismo, mesmo que seja uma pesquisa extremamente qualificada. Ou seja, joga-se fora a qualidade dos estudos em benefício dessa estupidez identitária! Ae seguindo essa imbecilidade, uma pessoa branca não pode produzir estudos gabaritados sobre os negros, um hétero não pode falar sobre homossexuais, e assim vai se fortalecendo uma ideia estúpida de nichos, contra qualquer noção básica de civilidade, contra a pluralidade social, que é inerente ao ser humano em suas relações sociais.
        Depois esses idiotas ficam reclamando que a imensa maioria do povão (das periferias) tá cagando pra os “ismos” deles, e são facilmente cooptados pela direita conservadora hipócrita.

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  • Lei da vida: 99% dos que reclamam da preferencia alheia são pessoas feias, chatas e que não pegam nem gripe pq nem o vírus suporta a criatura.

    “Super Hetero” eu desconhecia, mas tenho visto bastante de uns tempos pra cá ativistas trans acusarem gays e lesbicas de transfobia pq o gay não quer chupar a buceta do “macho trans” e nem a lesbica quer se relacionar com a “mulher com piroca”. Acho que nem o Malafaia pensaria em um projeto de “cura gay” tão bem elaborado como esse.

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    • Eu devo ser uma pessoa medieval, pois a única forma que eu consigo conceber um homem hetero é se ele estiver dentro dessa definição de Super Hetero, ou seja, se não fizer sexo com um corpo biologicamente masculino.

      De qualquer forma, deixo a seguinte reflexão: se a pessoa é o que ela se sente, então um homem que faz sexo com uma pessoa que se sente um gato (true story) deve ser preso por zoofilia?

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  • “Garanto que se fosse ao contrário, só sentir atração por mulheres negras, isso poderia ser dito tranquilamente – e quiçá aplaudido.”
    Nem isso mais, Sally. Um amigo comentou que achava mulheres negras mais bonitas esteticamente com uma moça, que era negra e por acaso militante. Ela fez um mini-escândalo em rede social, acusando-o de objetificação. E isso foi há alguns anos atrás, se fosse hoje talvez tivesse viralizado mais. O detalhe mais engraçado é que este amigo falou sem maldade alguma, ele é assumidamente assexual e costuma se relacionar romanticamente mais com homens do que com mulheres.

    Já eu tenho por critério não me relacionar com militantes, a perspectiva de ter de aplaudir lacre anula completamente minha atração por alguém.

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    • “Um amigo comentou que achava mulheres negras mais bonitas esteticamente com uma moça, que era negra e por acaso militante. Ela fez um mini-escândalo em rede social, acusando-o de objetificação.”

      Nossa, que chata do caralho. Depois tai escrevendo textão sobre “solidão da mulher negra”.

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      • São sempre vítimas: se ninguém se interessa é preconceito, se alguém demonstra interesse é objetificação. E parecem ter prazer em pegar a pessoa e botar em uma máquina de moer reputação, de jogar aos lobos, de tornar público o “erro” alheio.

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    • Não há como contentar essa gente. Tudo o que se fala perto deles incomoda, ofende, dá gatilho… Estão sempre procurando pêlo em ovo e nunca estão satisfeitos!

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        • Eu tenho uma teoria: conscientemente, elas não tem a menor ideia do dano que fazem a si mesmas por viver nesse estado constante de vitimização e aborrecimento. O ganho secundário em se comportar assim é quase que uma droga na qual essas pessoa são viciadas: atenção, tratamento mais gentil, aplausos.

          Mas, se você olhar de pertinho a vida delas, verá que isso custa um preço. A maioria está com sintomas claros de desordem interna: síndrome do pânico, depressão e outras doenças de cabeça que mostram que a coisa não está funcionando bem. Cada vez que a gente compra briga, se revolta, se estressa, libera substâncias nocivas para o corpo na corrente sanguinea, quem faz disso uma forma de funcional fatalmente detona o próprio corpo e a conta chega.

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    • Se, na vida real, digamos, em um almoço de trabalho, você disser que não se sente atraído por mulheres negas, apenas por brancas, vai ficar tudo certo? Acho bastante improvável. Não é uma situação de rede social, é uma situação da vida.

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      • Quase todo mundo se importa com aparência de quem vai se relacionar, mas pra que falar isso numa mesa de bar ou de trabalho? Pode falar, claro. Mas a pessoa que fala algo polêmico precisa estar preparada para as possíveis reações ao que ela diz. Pra que, gratuitamente, falar para o rapaz baixinho e magrinho que nunca o pegaria por gostar de altos malhados? Pode? Pode. Precisa? Se achar que precisa, que se prepare para alguma consequência. E quem, como Leo Lins, faz piada no show dele usando nome, sobrenome e imagem de pessoas reais, tá sujeito a ser processado ou criticado. Quem fala o que quer…

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        • Calma aí… você pegou o bonde andando!
          Isso aí é uma resposta minha a uma pessoa que alegava que esse tipo de coisa só acontece em redes sociais. Eu estava exemplificando como pode acontece na vida real também. Estou plenamente ciente de que não pode dizer isso “impunemente”, inclusive cito isso no texto.

          Olha, eu já vi casos onde era relevante falar sobre isso. Já vi pessoas se oferecendo para apresentar amigas e amigos para solteiros e perguntando “Qual é o seu tipo?”. A pessoa faz o que? Mente? Não responde? Pede licença para cagar e sai?

          Sem dúvida não dá mais para falar abertamente, e nem é esse o objetivo do texto (incentivar que as pessoas saiam falando). O texto é apenas para relembrar que todos tem direito a ter preferências e isso não te faz uma péssima pessoa nem um preconceituoso.

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      • Realmente, não é mais aquele “debate” que fica em rede social. Depois que fui trucidado por uma amiga que só gosta de caras altos por não achar atraente mulher gorda simplesmente não comento mais, e sigo a vida.
        Escolher suas batalhas é paz, escolher não lutar é vida. Cada um na sua preferência.

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        • Não dá para externar preferências em voz alta se elas não forem compatíveis com a cartilha de quem te escuta.

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      • Vocês precisam achar um círculo social melhor, isso sim. Não é a própria Sally que vive dizendo isso?

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  • A humanidade é fútil, isso vem de fábrica. A seleção natural diz: pessoa bonita = saudável pra procriar. Não acredito nem um pouco em gente que fala que prefere personalidade a aparência, duvido que pegaria um Quasímodo da vida.
    Enfim, essa galera não tem poder nenhum fora da internet, são um bando de covardes excluídos que usam a internet pra compensar o bullying que sofreram na escola, só fazem essas coisas online porque sabem que na vida real levariam uma surra ou seriam alvo de zoação, porque ninguém na vida real aceita gente assim, o ser humano médio não é extremista. Só vou me preocupar se um dia as pessoas na vida real estiverem sendo presas ou fuziladas por causa dessas frescuras.

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    • É perfeitamente possível não se importar com aparência, só por você não se sentir assim, não significa que não seja possível. Esse é o outro lado da mesma moeda de pensamento merda: a pessoa que escrotiza quem não se importa com aparência achando que é tudo falso, que é tudo fingimento.

      As pessoas deveriam parar de apontar o dedo para os outros e focar um pouco mais em si mesmas.

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  • A regra é clara: reclamou de futilidade, tem padrões ainda mais fúteis. E não tem nada pra oferecer em troca, nem em personalidade, nem em inteligência, muito menos aparência. Tipo a feiosa que acha que merece um príncipe nórdico, ou o esquisitão que acha que merece uma gostosa de Instagram.

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    • Quem define o que é futilidade?
      Cada um tem o sagrado direito de definir o que é importante em um parceiro e ninguém deveria ser escrotizado por isso.

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