Autor: Sally

Hoje escrevo aos Cuecas. Não adianta, vocês são a minha cachaça. É com vocês que eu me (des)entendo.

Já conversamos aqui (ou seria no Sally Surtada?) sobre a necessidade de verbalizar um fora. Não basta sumir, é muito menos doloroso para nós, mulheres, se vocês verbalizarem o fora. Pois bem, hoje venho falar do tema oposto: a necessidade de verbalizar uma relação estável e monogâmica. Talvez essa necessidade seja só minha, talvez não. Veremos nos comentários.

Existem homens que começam a sair com uma mulher e vão saindo, vão saindo, vão saindo… sem nunca verbalizar a natureza da relação que se estabeleceu entre os dois. E por incrível que pareça, muitas mulheres acham isso normal e realmente não se importam! Será que eu sou insegura? Eu me importo, eu fico tensa, eu fico ansiosa e começo a sofrer os sintomas da TPN – Tensão Pré Namoro.

Essa não verbalização começa a gerar um incômodo silencioso. Cria um novo estado civil, o QAC – Quase Alguma Coisa.

Eu fico tensa na presença de QACs. Aquilo me parece uma situação transitória desconfortável, quase que uma gambiarra emocional. Como apresentar um QAC a um conhecido? Não dá para chamar de amigo, né? Muito menos de namorado, porque QAC são criaturas sensíveis que se sentem pressionados por qualquer merdinha que a gente fale ou faça. Eu opto por apresentar pelo nome: “Este é Fulano”. Maaaaas… sempre tem um espírito sem luz que solta a pergunta: “Vocês estão namorando?”

Passei por isso com meu último QAC. Um grande amigo meu, muito sacana, por sinal, me solta essa, na presença de várias pessoas: “Qual é a de vocês? Vocês estão namorando?”.
Eu olhei para ele e disse: “Quando você limpa a bunda, você olha para o papel antes de jogar no vaso?”. Silêncio total na mesa. E complementei: “Ué… que foi? Se é para fazer pergunta constrangedora, eu sei fazer também…”.

Entendem o drama da TPN? Não estou aqui fazendo campanha para que todo mundo comece a namorar de cara, acho saudável conhecer bem a pessoa antes, fazer um test-drive muito bem feito. Só estou dizendo que quando o Cueca sente internamente que quer firmar um compromisso com a mulher, DEVE VERBALIZAR ISSO DE FORMA CLARA E INEQUÍVOCA, porque a mulher pode estar ali sofrendo silenciosamente os efeitos devastadores da TPN.

Tem aquelas que ficam com uma paranóia de “ele só quer me comer”. Isso eu nunca tive. Não me tenho em tão alta conta a ponto de achar que uma foda comigo valha meses de cineminha e jantar, até ele finalmente conseguir o que quer. Quem quer apenas isso, procura outro tipo de mulher (nem pior, nem melhor, apenas outro tipo) que topa um sexo casual já no primeiro ou segundo encontro e não dá trabalho.

A TPN se manifesta em mim aproximadamente um mês depois de estar saindo regularmente com a pessoa. Fico em casa roendo a própria mão, tipo cachorro estressado, me perguntando porque ele não verbaliza. Sempre estipulo um prazo mental, geralmente algo em torno de dois meses depois que comecei a sair com regularidade, e chegado o prazo, se não veio a verbalização, mando um “precisamos conversar” e digo que não dá mais. Geralmente não explico o motivo, porque soa como chantagem: “ou namora comigo ou acabou”. Assim eu não quero. Se não for por vontade de pessoa, espontânea, então deixa pra lá.

Mas nesse período de 30 dias que se dá entre o momento em que eu estipulo o prazo e o momento em que o prazo expira, vivo o inferno na Terra. Uma espécie de continuação do efeito “Bastidores”.

“Sally, você é maluca”. Sim, ainda pairava alguma dúvida?

“Mas Sally, porque você simplesmente não pergunta para a pessoa?”. Porque QACs se sentem cobrados com facilidade. Eu quero que A PESSOA QUEIRA namorar comigo, e não que a pessoa ceda à pressão de namorar comigo! Sim, tem que ler minha mente, tem que ter bola de cristal e tem que verbalizar sem que eu tenha que ficar sondando e mandando indiretas. (30 anos e solteira… bem feito!)

Já escutei de muita gente coisas como “Namoramos faz mais de três anos e nunca teve verbalização!”. PARABÉNS. Eu não tenho esse desprendimento. Eu sempre fico com medo de presumir errado e me comportar como namoradinha enquanto o outro quica no calcanhar e faz o que bem entende, para depois me dizer que “nunca te prometi nada”.

Em parte, entendo os Cuecas. Deve ser chato verbalizar. Sempre acaba ficando uma coisa meio brega. É um horror chegar e perguntar “Você quer namorar comigo?”. Também é um horror sair afirmando que é namorado sem consultar a outra parte envolvida! Se eu fosse homem, teria muita dificuldade em expressar com palavras a estabilidade de uma relação. Deveria existir um código mundial para isso! Ex: Quando ele comparecer a um encontro com uma camisa AZUL, está socialmente instituído que vocês estão namorando. (insegura? Eu?)

Cansei de estar jantando, ou dentro do carro, ou na casa da pessoa e ficar pensando “Verbaliza, verbaliza, verbaliza… filho da puta! Tá esperando o quê porra?”.

EU PRECISO DE VERBALIZAÇÃO! Alguém aqui me entende?

*grilos

Ok. Só para ilustrar, porque meu público alvo de hoje tem uma certa deficiência cognitiva quando se trata do universo feminino…

NÃO GERAM PRESUNÇÃO DE NAMORO

– “Não paro de pensar em você”

– “Você é minha”

– “Vamos lá em casa conhecer minha mãe”

GERAM PRESUNÇÃO DE NAMORO:

– “Essa é Sally, minha namorada”

– “Que sorte que eu tenho, por ter uma namorada tão linda”

– Tatuagem escrito “Eu namoro a Sally” – mas só se for em um lugar visível… hahahaha

Para pedidos de namoro, sugestões de temas e convites para o ano novo: sally@desfavor.com

O povo pediu, eu atendo. Ela foi o nome mais votado na nossa comunidade do Orkut para o Processa Eu desta semana: Gucciana Limenez!

Gucciana Limenez é filha de uma atriz (cof! cof!) com algumas obras duvidosas no seu CUrriculum (com trocadilho, por favor). E também é a prova vida de que filha de peixe, peixinho é. Faz parte de um grupo de mulheres muito comum na Suíça, que usam homens famosos para subir na vida. Na Suíça as mulheres que estudam, tem diploma, tem mestrado e tem doutorado não costumam ser reconhecidas por isso.

Aos 13 anos, Gucciana Limenez iniciou sua carreira de modelo. Alguém se lembra de ter ouvido falar dela nesse período? Pois é. Até o ano de 1999, quando ela apareceu grávida de um famoso astro de rock suíço, Jick Magger.

Em questão de dias, ela passou de uma anônima a uma celebridade instantânea. Claro que Jick Magger exigiu um exame de DNA dela para assumir o filho (porque será?). Mas Gucciana Limenez não perdeu tempo: contratou um advogado marketeiro e assim que saiu o resultado do DNA (vai que o filho nascia japonês? Olha o vexame…) meteu um processo em Jick Magger, sem tentar nem ao menos negociar com ele antes. E com isso, ganhou mais fama.

Foi estipulada uma pensão de US$ 17,5 mil (atentem que o valor está em dólares), até que seu filho faça 18 anos. O acordo também incluiu um apartamento de US$ 2 milhões (novamente, em dólares). Se eu fosse Jick Magger, cortava o pau e jogava pela janela. Sem contar que com essa gracinha, ele perdeu sua esposa (um casamento de 20 anos), mãe de 4 filhos seus.

Vocês acham que a sociedade suíça reprovou esse ato? Não. Infelizmente lá é mérito ser esperto e se dar bem. Ela ganhou admiração e também ganhou um programa na Rede TV, que consiste em desfile de modelos de lingerie e entrevistas com subcelebridades como Rafael Ilha e Gretchen.

Você deve estar intrigado com a sociedade suíça… Pois é. Ela foi recompensada por essa atitude. E ainda disse repetidas vezes que não engravidou de propósito. Ok, vamos trabalhar com a hipótese de que acidentes acontecem. Ainda assim, estourar essa bomba na imprensa da forma sensacionalista que ela fez e detonar com o casamento do elemento foi uma coisa ainda mais baixa do que o golpe da barriga em si.

O curioso é que Gucciana Limenez é chamada de burra. Burra sou eu que trabalho o dia todo e já dei fora em homem rico sem fazer filho antes! Já foi vista dizendo “Não sou paga para pensar” em seu programa. É, Gucciana, a gente já percebeu. Só que de burra esta moça não tem um único fio de cabelo. Foi uma bela jogada de marketing para criar a simpatia do público, passando essa impressão de uma pessoa tão burrinha para tentar fazer com que ESSA seja a marca dela: A BURRA. Melhor que A PIRANHA, certo? Pois eu não compro, para mim é PIRANHA mesmo.

Mas estava pouco. Ela havia apenas se jogado na lama, ainda precisava chafurdar. Resolveu então se casar com o dono da emissora de TV onde ela trabalha, sabe como é, só para garantir. Jick Magger tá ficando véio, é meio drogado, anda magrinho demais… vai que o homem morre e os herdeiros atravancam a pensão e a herança por alguns meses? Não tem jeito, ela vai receber, mas existem mecanismos para atrasar as coisas. Então tá. Gucciana Limenez garantiu não só um complemento na sua renda, como ainda seu programa sofrível. Burra? Não sejam bobos… Essa carinha de inocente, esse olhar bovino, essa cara de poucas idéias… tudo coreografado. A burrinha fala francês, italiano, alemão, espanhol e inglês. Repitam comigo: BURRA NÃO, É PUTA, É PUTA MESMO. Já viram o layout do maridão? Dez anos mais velho e 30cm menor que ela, barrigudo e careca. O amor é lindo. E homem tem mais é que se foder.

Não é uma crítica, ok? Se existe um homem burro o suficiente para jogar no esgoto um casamento de duas décadas com 4 filhos por três meses de affair e ainda pagar milhões por isso, eu acho que tem mais é que fazer. Eu, infelizmente, nasci com um pequeno defeito de fábrica: só faço sexo quando estou apaixonada e tenho intimidade com a pessoa. Mas bato palmas para quem tem o desprendimento de Gucciana. Se todas fossem assim, homem ia pensar DEZ vezes antes de trair. Mulheres como Gucciana contribuem para que os homens se esforcem para andar na linha. Digamos que ela instituiu uma espécie de comunismo feminista, onde promove a redistribuição de renda (para as mulheres) atraves de sua buceta. Praticamente um Robin Wood pornô de saias.

E para não ser injusta com Gucciana, ela teve uma breve carreira cinematográfica! Fez o sensacional filme “Duxa e os Xuendes”, de cuja atriz principal, que também é suíça e também iniciou sua carreira na base da bucetada (com um famoso jogador de futebol suíço) ela ficou amiga. Qual o coletivo de prostituta, alguém sabe?

Faz muitos anos que deixei de ser criança. Mas, salvo engano, as crianças não mudaram muito (e se mudaram, foi para pior) e continuam cruéis, sincericidas e sem noção. Fico imaginando o que o filho dela escuta no colégio. Deve ser muito chato alguém te chamar de “filho da puta”, você enfiar a porrada nele e quando vão ambos para a diretoria, escutar a Diretora dizer “É, pior que é MESMO!”. Gucciana, você pode cobrir esse menino de ouro, dar brinquedos caros e mandar ele estudar em outro país, mas ele sempre será um filho da puta e isso vai deixar uma carga psicológica violentíssima nele, que vai se manifestar quando você menos espera da forma que você menos imagina. Mulheres como você deveriam ter a buceta costurada com arame farpado. Até porque, sendo filha do espancador de mulheres Vece Jaladão, ela deveria saber os efeitos de uma infância de merda em uma criança, como no caso dela, que virou puta.

Sabem o que a ex-esposa de Jick Magger disse ao perguntarem se Gucciana tinha levado a melhor por ter “roubado” o marido dela? “Só sei que eu não fiz meu filho no banheiro”. Pois é, ganhar perdendo a dignidade é pior do que perder mantendo a dignidade. O próprio Jick Magger disse em uma entrevista a uma revista que Gucciana foi o pior erro da vida dele. Deve ser bacana escutar isso. Quando vale a sua dignidade? A de Gucciana vale em dólares. Invejo, mas INVEJO MESMO pessoas que conseguem fazer essas coisas sem se sentirem humilhadas.

Dedico esta postagem a Jacqueline T, K! e Laísa, que sugeriram o nome desta moça para ilustrar a postagem de hoje. Continuem opinando, semana que vem tem mais!

Convites para apresentar programas de TV de terceira categoria, propostas de pagamento de pensão milhonária sem filhos e sem sexo e intimações judiciais: sally@desfavor.com

Minhas Amigas Mulheres, existe desfavor maior do que essa frase nefasta, sempre usada para justificar o injustificável? “Porque eu sou homem!”

ex: Você vai sair com as suas amigas para dançar. Ele olha de cara feia. Você o lembra que na semana anterior ele saiu sozinho com os amigos dele. Aí o Zé Ruela quica no calcanhar e grita “é diferente, eu sou homem!”.

Fico chocada que esse tipo de coisa ainda seja dita! CHO-CA-DA!

Dizer que pode alguma coisa PORQUE É HOMEM só se sustenta se ele estiver justificando que pode andar em público sem camisa ou que vai mijar de pé. Apesar de que, há controvérsias. Eu tenho amigas que dominam a arte de mijar de pé…

Já que eles continuam usando essa pérola do desfavor, vamos analisar, passo a passo, porque esta frase escrota não se sustenta.

ASSÉDIO

Já tentaram me convencer que por ser homem o assédio seria menor, enquanto que o assédio a uma mulher sozinha seria maior. Falo por mim: no Rio de Janeiro, homem está mais assediado que mulher, quantitativa e qualitativamente. Por aqui, tem mulheres que “chegam chegando” mesmo, passam a mão na bunda e agarram! Já homem não faz uma coisa dessas quando está flertando com mulher, mais por medo de apanhar do que por respeito. Logo, o fato de ser homem, nos dias de hoje, me leva a crer que em matéria de assédio, é pior do que ser mulher!

SEGURANÇA

Ahhh… Não é seguro uma mulher sair sem homem? Por aqui onde eu moro, acho mais perigoso uma saída noturna para o homem. Sabe porque? Mulheres são mais responsáveis, dirigem com mais cuidado (atenção, eu não disse melhor, eu disse “com mais cuidado”), não costumam beber e dirigir, não se metem em briga de porradaria e mesmo que aconteça alguma confusão, Amigo Cueca, sempre tem uma alma boa para nos defender. Já vocês… bem, vocês acham que bebem e podem dirigir depois (“Eu dirijo melhor quando estou bêbado, porque tomo mais cuidado”), qualquer porradaria pode sobrar para vocês (vai deixar o amigão apanhar?) e se alguém estiver te enfiando a porrada, nenhum marmanjo vai se meter para te defender. Então, em matéria de segurança também é melhor ser mulher.

PEGA MAL

Pega mal sua mulher ser vista sem você? Via de regra, socialmente, mulheres tem presunção de fidelidade, enquanto homens tem de INfidelidade. Se sua doce namorada for vista daçando com amigas o máximo que pode acontecer é seu amigo comentar “Vi Fulana em tal lugar” (se comentar, porque homem não tem prazer por ESSE tipo de fofoca). Já no nosso caso, se você for visto sozinho com um grupo de amigos, a coisa já vira “Ihhh… olha lá o namorado de Fulana na gandaia!” e no dia seguinte chove telefonema de “amigas” contando com detalhes tudo que você fez ou deixou de fazer. Logo, posso dizer que em matéria de comprometimento da imagem, socialmente, o desfavor maior é o homem sair sem a mulher.

HOMEM PRECISA

Você precisa sair só com seus amigos para falar coisas de homem, certo? (se portar como um retardado infantilóide, falar e rir alto e agir como um Bobo da Corte, tô sabendo). Só que mulher precisa mais ainda sair só com mulher. Sabe porque? Porque mulher gosta de falar e falamos em média 3.000 palavras a mais que vocês por dia. Logo, sobram diariamente 3.000 palavras que são acumuladas e tem que ser dada vazão, porque se gastarmos todas com vocês vem aquele “Fulana fala sem parar…” com um longo suspiro no final. Logo, se vocês precisam, nós também precisamos. Muito feio dizer que só vocês tem essa necessidade por serem homens.

EU SOU INJUSTO

Uma vez perguntei a um homem porque ele podia fazer uma coisa e eu não podia, em situações semelhantes. Não vou dizer quem foi por questões éticas Somir mas ele respondeu “Porque eu sou injusto”. Eu realmente preciso comentar? Não né…

Homem que usa essa frase é um desfavor tão grande que merece que você corte as bolas dele e dê para o cachorro comer, assim você pode rir dele novamente se ele ousar falar (com sua voz fininha) “Porque eu sou homem”.

Da próxima vez que um Cueca te disser “Porque eu sou homem” chute o saco dele, para lembrá-lo que a todo bônus acompanha um ônus.

SALLY: Seu celular está tocando…
SOMIR: Deixa tocar! Não desconversa não!
SALLY: Deixa eu ver quem é… “LÉO”? Você não conhece nenhum LÉO! Aposto que é mulher, seu safado!

*Sally abre o flip do celular e fica em silêncio. Escuta a voz de uma Inha do outro lado da linha:

INHA: Oi Somir, sou eu!!!
SALLY:

*Somir tenta pegar o celular das mão de Sally, e leva um chute no saco

INHA: Tigrããão? Não estou te escutaaaandooo?
SALLY:
INHA: Tigrão, a ligação tá ruim, não estou escutando o que você está respondendo, só queria confirmar se a gente vai mesmo terminar o que começou…
SALLY:
INHA: Prometo que dessa vez não vou te puxar tão forte pela gravata, ta? Não sabia que aquilo ia te machucar… uma pena ter estragado tudo, mas na próxima vez você não me escapa!

*Sally desliga o telefone e olha com olhar psicopata para Somir

SOMIR: É TUDO MENTIRA!
SALLY: Você nem sabe o que ela disse…
SOMIR: É TUDO MENTIRA! Ela é apaixonada por mim e quer separar a gente!
SALLY: A marca da gravata… foi por causa do puxão que você levou de uma Inha?
SOMIR: Era uma brincadeira! Não te contei porque sabia que você não ia entender!!!
SALLY: Brincadeira? Salvou ela como LÉO no seu celular! E você ainda teve coragem de jogar na minha cara meu Workshop de dança?
SOMIR: Sally, ela é só uma amiga… Você está fazendo tempestade em um copo d´agua!

*Sally atira um copo em direção a Somir

SALLY: TOMA SEU COPO DE ÁGUA, SEU FILHO DA PUTA!
SOMIR: Sally, não aconteceu nada… ai! Meu estômago!
SALLY: Pena que gastrite não mata…
SOMIR: Sério, Sally, minha gastrite! Ai! Ai! Não posso me aborrecer, o médico me falou…
SALLY: Fique tranqüilo, quem está se aborrecendo aqui SOU EU! Eu vou matar você…

*O celular de Sally toca. Somir melhora subitamente da gastrite, pula na mesa e atende

SOMIR: Gustavão?
SALLY: Pode dizer para ele que eu estou indo!
SOMIR: Você já está vindo buscar ela? Vem sim, pode vir, espera na porta, ela já vai
SALLY: Vou mesmo!
SOMIR: Abraço, Gustavão!
SALLY: Ainda bem que você aceitou que o chifre que eu vou te meter é merecido!
SOMIR: Só se for chifre com um defunto
SALLY: Você vai matar o Gustavão? Só se SENTAR nele, seu balofo!
SOMIR: Espera para ver se eu não vou matar esse cara assim que ele chegar!!!

*Toca o celular de Somir. Somir alcança o celular antes de Sally

SOMIR: Oi, tudo bem?
SALLY: É ela, né? É essa piranha!
SOMIR: É, a ligação estava ruim… Claro, claro, pode vir sim, anota aí meu endereço…
SALLY: Comeu bosta? Vai trazer essa mulher aqui???
SOMIR: Ok, estou indo para a porta…
SALLY: PROSTITUTOOOO!

*Sally joga uma panela na cabeça de Somir

SOMIR: Tá maluca? Isso é tentativa de homicídio!
SALLY: Não é tentativa não, é que eu ainda não acabei! Vai ser homicídio MESMO!

* Sally atira outros objetos em Somir

SOMIR: MALUCA! DESCOMPENSADA!
SALLY: TRAIDOR! SAFADO!

* Sally parte para cima de Somir para bater dele, Somir a segura

SOMIR: Você pode ter um caso com o Gustavão, né?
SALLY: VOCÊ COMEÇOU! DIREITOS IGUAIS!
SOMIR: Eu não tenho caso com ninguém! Eu não fiz nada!
SALLY: Não fez porque se machucou, mas ia fazer!
SOMIR: Você também ia fazer!
SALLY: VOCÊ COMEÇOU! BEM QUE MINHA MÃE ME AVISOU PARA NÃO CASAR COM VOCÊ!
SOMIR: Ai! Meu estômago, é sério, Sally, para! Minha gastrite!
SALLY: PARO SIM, PARO… QUANDO MATAR VOCÊ SEU DESGRAÇADOOOO!

*Sally e Somir se atracam por vários minutos, até que olham pela janela…

INHA: Oi Gato! Esperando alguém?
GUSTAVÃO: Não, não, apenas dando uma volta… e você?
INHA: Também não… só dando uma voltinha… hi hi hi
GUSTAVÃO: Você tem um corpo lindo, sabia? Uma cinturinha…

*Sally olha para sua cintura, que mede o dobro da cintura da inha

INHA: Obrigada, Gato! Você também tem um corpão! Olha o tamanho do seu braço!!! Hi hi hi…

*Somir olha para seu braço, que mede metade do braço de Gustavão

GUSTAVÃO: Acho que foi destino a gente se encontrar aqui…
INHA: Foi mesmo! Ainda bem que você apareceu para me salvar, eu já ia fazer uma besteira…
GUSTAVÃO: Ia fazer uma caridade? Hahahaha!
INHA: Ô!
GUSTAVÃO: Eu também!

*Sally e Somir se olham, putos da vida

INHA: Entããããoooo… a gente merece coisa melhor né? Chega de fazer caridade!
GUSTAVÃO: Com certeza, gata. Um corpinho sarado não faz mal a ninguém… Vamos tomar alguma coisa?
INHA: Vamos sim! Quer tomar um banho? Hi hi hi…

*Inha joga o cabelo para o lado e ambos saem de mãos dadas

*Somir e Sally se olham em silêncio*

SOMIR: Não liga não, sou muito mais você. Aquilo lá é tudo silicone…
SALLY:
SOMIR:
SALLY: Eu também sou mais você, ele nem sabe conjugar um verbo
SOMIR:
SALLY:

*Longos minutos de silêncio*

SOMIR: Quer ir no cinema?
SALLY: Quero.

Brasil é o país do futebol. Exporta craques. Infelizmente, nem todos os países do mundo tem a mesma sorte! Na Suíça, coitados… o futebol é tão pobrinho que eles pegam um sujeito meio mais ou menos, meio bichado, de conduta socialmente reprovável e insistem em dizer que ele é craque, mesmo que o infeliz esteja parado por meses e muito acima do peso. O Processa Eu de hoje é justamente sobre este jogador suíço, Norraldo.

Norraldo começou em um time local suíço. O menino até que jogava bem. Foi vendido para o futebol europeu, jogando pelo PSV, na Holanda. Tornou-se ídolo e artilheiro do campeonato local. Em 1996, Norraldo foi para o Barcelona, onde também virou ídolo.

Infelizmente, Norraldo, ao contrário dos jogadores brasileiros, era indisciplinado. Começou a ter problemas para manter o peso, chegava nos treinos de ressaca, vivia nas noitadas… e começou a decair. Nas Olimpíadas de 1996, quando a Suíça tentava sua primeira medalha de ouro no futebol (a Suíça não é lá grandes coisa no futebol, não tem nenhuma medalha de ouro…) jogou mal e a Suíça foi derrotada pela Nigéria.

No ano seguinte, foi para o Internazionale de Milão. cativou a torcida, mesmo com pequenos deslizes de indisciplina. Quem se importa se o nome dele estava no livrinho preto de uma das cafetinas mais famosas? Norraldo podia comer puta, desde que fizesse gol. Quando o escândalo foi para a imprensa, abafaram rapidinho.

Mas, uma coisa é ir para a farra quando se tem 18 anos, o corpo jovem se recupera. Outra coisa é continuar na farra por anos, e chegar aos 21 exigindo muito do seu corpo e ainda subetendo-o a noitadas, bebedeiras e putas. Norraldo achou que dava. Foi quando, em 1998, na Copa da França, Norraldo protagonizou um dos maiores vexames da Seleção Suíça. Não, não me refiro à derrota. Qualquer seleção está sujeita a perder. Me refiro ao papelão e à seqüência de mentiras envolvendo uma suposta “convulsão”.

Muitas versões cercam este mistério. Mas uma frase, dita por um colega de seleção de Norraldo, sempre me vem à cabeça quando falo do tema: “Agora não posso contar a verdade, porque ainda tenho planos no futebol, mas quando me aposentar, quero que a Suíça saiba a VERGONHA que se passou aqui”. Resultado final: França, jogando em casa, foi campeã. A Suíça foi vice, no entanto, ganhou o direito de sediar uma Copa do Mundo alguns anos depois. Teria sido uma troca?

Daí para frente, Norraldo foi ladeira abaixo. Mas os suíços, tão inocentes, coitados, continuavam achando Noraldo “O Cara”. Um famoso narrador suíço, digno de seu próprio Processa Eu, Chatão Bueno, continuava a exaltar as qualidades de “Norrrrrrrraldinhooooo!!!”. Qualquer lance sem sal onde ele esbarrava a pânça sem querer na bola era motivo para seu grito irritante: “Norrrrrrrraldinhooooo!!!”.

Norraldo bebia, comia (no bom sentido) e comia (no mau sentido). Foi advertido por diversos preparadores físicos de que estava acima do peso e que isso lhe traria problemas. Mas apesar de ganhar milhões só para estar em forma e chutar uma bola, Norraldo não cumpriu sua parte. Em 2000 Norraldo teve uma contusão. O corpo não agüentou o excesso de peso.

Depois de um tempo parado, Norraldo retornou ainda mais gordinho (nisso, a seleção suíça perdia as Olimpíadas mais uma vez, desta vez para Camarões).

Em 2003, Norraldo foi para o Real Madrid. Foi campeão por lá, mas cá entre nós, quem não seria, jogando com Zidane, Beckham e aquele elenco de “galáticos”? Nos anos seguintes, tomou um pau do Barcelona, com o Norraldinho Suíço.

Seu problema com peso aumentava cada vez mais. Mesmo detentor de uma fortuna, Norraldo se recusava a suar a camisa e emagrecer. Chegou a ir para uma Copa do Mundo pesando 95kg. Se isso não é ser um mau profissional, eu não sei o que é! Mas todo mundo continuava endeusando Norraldiiiinho. É que ele tem cara de bom menino, de cachorro cagando na chuva. O povo suíço se comove com essas coisas. Ele até fez um chororô dizendo que tinha engordado por problemas na tireóide (com tantos médicos, demoraram anos para descobrir? Tá bom…) mas mesmo depois do diagnóstico, voltou a engordar ainda mais.

Não deu outra. Norraldo se lesionou novamente. O joelho não aguentou o peso de paquiderme. Perguntem se ele se dedicou com afinco à fisioterapia para se recuperar logo? Eu responso, Norraldo continuou na bebedeira, farra e prostituição. Só que agora, em vez de puta, Norraldo inovou: catou três travecos e levou para um motel xexelento.

Nada contra quem faz e assume. Tá no direito dele. Mas Norraldo tentou tirar a população suíça de otária. Norraldo parou o carro em um ponto de prostituição exclusivo de travestis, e catou três travecos que eram visivelmente machos. Passou TRÊS horas com eles em um motel e depois saiu injuriado dizendo que não sabia que eram travecos! (isso com uma namorada grávida em casa). E os travecos ainda juram que ele cheirou cocaína. Norraldo nega, Mas Norraldo também nega que soubesse que as mulheres de tromba eram travecos. A negativa de Norraldo não vale nada.

Norraldo, eu também gosto de pica. Eu não demoro três horas para achar o pau de um homem. Passou três horas em um motel e não viu que eram machos? Conta outra, filho. Norraldo chorou na delegacia, liberou uma GRANA FORTE para a imprensa abafar o caso e deu depoimento sentimentalóide para um programa de TV suíço. Conclusão? A Suíça perdoou Norraldo e acreditou que foi um engano honesto, que ele acreditou que eram mulheres (como se comer puta tendo uma mulher em casa fosse menos escroto). Norraldo se saiu bem, saiu de coitadinho mais uma vez. Norraldo é blindado. Norraldo pode abaixar as calças e cagar no meio da Basílica de São Pedro que com certeza vai convencer a todos que a culpa foi do Papa.

Norraldo nem ao menos teve o cuidado de fazer as coisas bem feitas para se preservar e para preservar seu filho, Norrald. Ele tem dinheiro, ele poderia algumar um apartamento, poderia ter contratado o serviço de alguém mais discreto. Mas não, Norraldo catou três travecos de rua e levou para um motel baixaroca. Depois chorou. E o povo suíço ficou com pena. É assim que Norraldo está se recuperando da lesão? Ainda bem que ele não joga nem no meu time nem na minha seleção… Norraldo não é um bom atleta. Mas sabe sair de coitadinho como ninguém!

Agora Norraldo, ainda acima do peso, vai jogar em um timeco local suíço que acaba de subir da série B. Tenho pena… tenho muita pena!