Autor: Sally

Eu não queria mudar a rotina do blog. Para mim estava tudo ótimo, cada um com seus dias, os leitores já sabiam o que esperar (ou seja, sexta feira é dia de ler o kibe loco). Mas Madame quis mudar. Disse que a rotina estava tornando o blog muito previsível.

“Pense, Sally, não ter limites, poder escrever sobre o que quiser, quando quiser! O texto sai melhor quando a gente escreve sobre o que tem vontade”

Ok, Somir. Você venceu. A partir de hoje só vou escrever sobre o que tenho vontade. Já que tenho total liberdade criativa, com vocês… mais um SIAAAAAGO TOMIIIIIIR!

SIAGO TOMIR NÃO USA SUNGA – Eu sei que para muitos de vocês sunga é uma visão do inferno, mas aqui no Rio de Janeiro, é quase que obrigatório ir à praia de sunga. Você não vê homens usando qualquer outro traje de banho que não seja uma sunga. Em Roma, faça como os romanos. Quando eu visitava Madame lá na putaquepariudofimdomundo, seguia os conselhos dele: “Sally, não saia com esse vestido aqui, todo mundo vai ficar olhando”, “Sally, isso que você chama de short, a gente chama de calcinha”. Quando Madame vinha para cá, queria levar a mesma vida que leva no rancho fundo. Da primeira vez que fomos à praia, o que já foi um parto por si só, porque Madame odeio calor, praia, areia e cia, Madame me apareceu com um bermudão abaixo do joelho. Falando sério aqui, parecia o Chaves. Não quis ficar cutucando, até porque no calor os loucos costumam ficar agressivos, então falei com jeito: “Tomir, aqui ninguém usa essas bermudas, se você quiser ir assim tudo bem, só estou avisando que você vai ser o único a estar assim, só quero evitar um possível constrangimento e…” Não deu tempo de concluir a frase. Um comentário malcriado sobre os cariocas foi cuspido. Fiquei na minha e fomos à praia. Chegando lá, evidente que todos os homens estavam de sunga. Madame continuou destilando seu veneno com comentários de baixíssimo nível dos quais vou poupá-los. Estava visivelmente incomodado. Ficamos no máximo uns 40 minutos e fomos embora, porque segundo Siago Tomir, o cérebro dele estava derretendo (qual cérebro?). Quando eu ia visitá-lo (não é nem o cu do mundo aquilo lá, é a hemorróida do mundo) e ficava morrendo de frio, Madame debochava de mim com uma camiseta de manga curta enquanto eu me tremia debaixo de um sobretudo e botas. Me chamava de “faixa-branca”. Quando comecei a debochar dele no calor e chamá-lo de faixa branca, ele não gostou. Tivemos que ir embora, porque o calor dos trópicos faz mal à cútis de Madame (e ao humor, quase arrumou briga na praia com usuários de sunga). Durante a tarde, fomos almoçar e depois fomos a um shopping. Eu fique insistindo para ele comprar uma sunga e ele dizendo que não compraria nem morto. Então, eu insisti para que ele ao menos experimente, porque, quem sabe? Poderia nem ficar tão ruim assim, só por curiosidade. Madame continuou se negando. No final, ele se negava até a falar no assunto e me proibiu de pronunciar a palavra “sunga”. Foi quando surgiu uma coisa de seu interesse que demandaria um pouco de boa vontade da minha parte. Disse a ele que não estava merecendo porque ele era intransigente comigo e eu seria de volta com ele. Foi então que ele se vendeu. Topou, muito contrariado, experimentar UMA sunga em UMA loja e depois disso eu atenderia ao pedido dele. Gostei da idéia, estava curiosa para ver ele de sunga. Fomos a uma loja, escolhi uma sunga para ele e ele foi experimentar. Fingi que falava ao telefone quando ele saiu da cabine (na verdade estava tirando fotos do momento inesquecível com meu celular). Eu gostei, mas Madame disse que não usaria aquilo “nem fodendo, está me ouvindo?”. O mais engraçado veio no final, quando um casal de paulistas saiu de uma cabine ao lado e ele comentou, alto o suficiente para a gente ouvir “Não disse? Esses cariocas são tudo viado! Olha a sunguinha do cara!”. Eu achei que o Somir ia me matar. Juro que achei que ia apanhar, lá mesmo. Ficou puto, as veias do pescoço saltando. Bateu a porta da cabine falando um palavrão e me chamando de maluca. Ainda tenho as fotos.

SILENT HILL – É um jogo de PS (Silent Hill IV– The Room), para quem nunca ouviu falar. Um jogo que me deixa apavorada, mas que eu gosto de jogar mesmo assim. Estava eu na casa de Siago Tomir jogando Silent Hill, aos berros. Siago Tomir rindo da minha cara. Eis que Madame resolve se levantar para tomar um banho. Implorei para ele ficar, porque estava apavorada com o jogo, em um momento crucial. Ele riu e me mandou “parar de besteira” e foi tomar o banho mesmo assim, dizendo para que eu deixe o jogo no pause e só volte a jogar quando ele sair do banho. Deixei o jogo no pause. Madame foi tomar seu banho. Ocorre que os banhos de Madame são demorados. Eu estava entediada e me bateu um surto de pseudo-macheza e decidi jogar sem ele. Estava eu jogando o jogo, apavorada, em uma cena de suspense, em pânico, quando Madame, percebendo que eu tinha voltado a jogar, tem a brilhante idéia de me dar um susto. Sim, Madame faz essas brincadeiras sem graça, ele é Joselito. Saiu do banheiro sorrateiramente com uma toalha nas mãos e se aproveitando do meu momento de concentração jogou a toalha em mim berrando. Eu, que estava de costas, em um momento de suspense, só senti uma coisa caindo em mim e tampando minha visão seguido de gritos. Desmaiei na hora. Segundo relatos de Madame “Caiu feito uma jaca podre no chão” (muito sensível como sempre). Quando acordei e abri os olhos, já fui recebida com esporro “Puta merda, Sally! Que susto! Achei que você estivesse morta!”. Desculpa, ta, Madame, se meu desmaio lhe foi inconveniente. Eu não tenho educação, saio desmaiando na casa dos outros… aff

MAMÃE TÔ NA GLOBO – Faz pouco tempo, correram diversos vídeos na internet e na TV, de torcedores do Corinthians que promoveram um quebra-quebra durante a venda de ingressos para a final do Campeonato Paulista. Adivinha quem eu vejo no meio da baderna dando porrada? Sim, Madame. Ele jura que não começou confusão nenhuma e que só estava se defendendo. Me mata de vergonha…

Para me perguntar o que Siago Tomir queria em troca de vestir uma sunga, para me perguntar se depois dessa postagem vai ter aquele DRAMA todo que ele fez depois que eu postei Siago Tomir II e para me pedir para começar a escrever o Siago Tomir IV: sally@desfavor.com

Tenho fobia de insetos voadores. Quando era pequena, uma libélula se enroscou no meu cabelo e ficou se debatendo entre meu cabelo e minha cabeça, acho que isso me causou algum tipo de trauma. Além disso, esses insetos voadores como libélulas, cigarras e cia, são completamente desnorteados, ou são cegos ou são muito burros, porque voam de forma imprevisível, inclusive para cima das pessoas.

Isto posto, posso contar o que me aconteceu na farmácia perto da minha casa. Sim, erro número um: ir na farmácia perto da minha casa! Na verdade a farmácia fica bem em frente, não tem como não passar por eles todo santo dia quando vou trabalhar. E é daquele tipo de farmácia sem portas, aberta diretamente para a rua, ou seja, não tem como passar sem ser vista. Porque eu acho um erro frequentar a farmácia em frente à minha casa? Acho excesso de intimidade. Não acho que pessoas que podem me ver todo dia tenham que saber se eu estou tomando remédio para diarréia, supositórios ou comprando absorventes! Sempre preferi frequentar farmácias distantes, onde a pessoa não me conhece e nunca mais vai me ver!

Enfim, naquele dia infeliz eu fui tomar uma injeção na farmácia em frente à minha casa. Por ser injeçã, me levaram para um quartinho que fica nos fundos da farmácia. Entrei e abaixei as calças. O sujeito começou a aplicar a injeção (sim, essa tem que ser na bunda). Como é uma injeção muito dolorida, tem que ser aplicada lentamente. Lá estava eu, de pé, tomando uma injeção lentamente, quando o pior aconteceu.

Não me perguntem como, mas entrou uma libélula no quartinho da injeção. Começou a se debater contra a parede. Comecei a suar frio e disse para o popular da farmácia “Moço, termina isso rápido porque eu tenho pavor desse bicho”. Ele, como todo homem, começou a dizer aquelas frases babacas: “não tenha medo, é um bicho bonzinho” + “ela não morde não” + “ela tem mais medo de você do que você dela”. Até parece! Esses bicho são frenéticos, descompensados! Saem voando sem o menor critério e acabam encostando na gente. Para fechar com chave de ouro, ele soltou a seguinte pérola: “Se você não mexer com ela, ela não vai mexer com você”. Quando alguém te disser isso, duvide. Duvide muito.

A libélula começou a voar baixo e eu me mexi para tentra me desviar dela. Foi o bastante para o sujeito se sentir no direito de me dar um esporro: “Olha, Dona, essa agulha aqui é afiada, ela corta na horizontal, entende? Se a Senhora se mexer, vai se machucar!”. Tem gente que nunca vai entender o que é uma fobia. Eu não tinha a opção “ignorar libélula”

Claro que a libélula veio voando na minha cara e evidente que eu, descontrolada que sou, não consegui ficar parada. Arrebentei a portinha corrediça do quartinho e sai berrando “ELA ESTA EM MIM! ELA ESTÁ EM MIM!” de CALÇAS ARRIADAS, feito um pinguim, com uma injeção espetada na bunda. Todo mundo viu a minha bunda, inclusive os transeuntes, já que a farmácia era daquelas abertas para a rua. Para piorar minha situação, ainda havia uma obra da Prefeitura naquela calçada, o que só aumentou minha platéia.

Hoje, quando passo em frente à farmácia, tenho certeza que todos lembram do episódio. Eles devem me chamar de “A maluca da libélula”.

O Processa Eu de hoje fala de um famoso cantor brega suíço que canta de forma nasalada, fazendo caras e bocas, se veste de forma brega e tem pinta de galã de subúrbio. Suas músicas bregas conquistam uma meia dúzia de barangas carentes e mal amadas, que acreditam na cafonice como única forma de se expressar amor. Senhoras e senhores, o Processa Eu de hoje é sobre o Rei (manco) Coberto Rarlos.

São tantos os Cantões...

Coberto nasceu em uma pequena cidade suíça, em uma família humilde. Eu poderia relatar pequenas situações vexatórias e risíveis de sua infância, mas como costuma faltar espaço, vou poupá-los. Vamos ao que interessa. Aos seis anos de idade, Coberto estava assistindo à apresentação de uma banda. Subiu nos trilhos do trem para ter uma visão melhor. Não percebeu que um trem se aproximava em uma manobra de retorno. Não me perguntem como alguém não percebe um trem se aproximar. Aliás, não me perguntem nada, eu não entendo este ser humano. Só sei que ele começou esse dia com o pé esquerdo… (e terminou sem! HÁ!)

Enfim, ele não percebeu o pequeno detalhe do trem se aproximando e teve sua perna esquerda esfarelada pela roda do trem. Foi levado às pressas para um hospital, enquanto seu pai, muito centrado, tentava matar o maquinista. Ao chegar no hospital, o Baby Rei já dava os primeiros sinais de seu TOC: teria pedido ao médico Dr. Gomildo Ronçalves que tome cuidado para não sujar seus sapatos, pois eram novos. É preciso ter prioridades nesta vida. Que mancada, hein? (HÁ! Desculpem, eu não vou resistir aos trocadinhos!)

Não sei quanto a vocês, mas eu tenho uma vertente sádica. Sobretudo com esses assuntos que são uma espécie de tabu. Então, fucei tudo que podia até encontrar uma entrevista do médico que cortou fora a perna de Coberto. A entrevista é datada de 1993 e foi publicada em um grande jornal do Jio de Raneiro, cidade suíça: “Dei uma anestesia, levantei a pele boa junto com um pouco de músculo da batata da perna e cortei o osso com a serra. Dei uma lixada até o osso ficar arredondado e puxei para baixo a pele levantada. Coloquei o músculo embaixo do osso, para envolvê-lo, e costurei a pele”. Ninguém nunca fala sobre esse assunto, então, está aqui, com detalhes, como o Rei ficou perneta. Usou muletas até os 12 anos, quando colocou uma prótese.

O Rei (está mais para pirata) não gosta de falar no assunto até hoje, tanto é que uma das razões para ter recorrido ao Judiciário para censurar sua biografia foi o fato de ter se sentido ofendido com a “invasão de privacidade”. Curiosamente o próprio Coberto se inspirou no assunto para escrever uma de suas músicas. E pior, como toda celebridade, clama por intimidade mas também posa para fotinho na ilha de revista badalada. De qualquer forma, bom saber que ele não gosta que se fale no assunto. Falei bastante, com sorte vem aí nosso primeiro processo.

O espaço é pouco, então, vamos abreviar e apenas dizer que o Rei foi subindo, com uma ajuda aqui, outra ali, até que ficou realmente famoso com a Govem Juarda, onde compunha e cantava com seu grande parceiro, Errasmo. Eles se achavam rock n´roll. Apresentou diversos programas de televisão. Tudo ia bem até que Coberto resolveu dar um piti com seu amigo Errasmo: uma rede de TV fez um programa sobre Errasmo, o que deixou o Rei enciumado. No programa, atribuíram a autoria de algumas músicas a Errasmo, sem citar que foram compostas em parceria com Coberto. O Rei ficou nervoso. Em vez de reclamar com o programa, cortou relações com Errasmo. Brigaram, a parceria se desfez por quase um ano. Mesmo assim, o Rei era mais falso que uma nota de três e continuava se comportando como se nada no programa de TV que eles apresentavam.

Coberto fazia filmes também. Os nomes são todos tão ridículos, mas tão ridículos, que não consegui escolher um para citar aqui. Ok, eu não resisto. Aqui vão alguns: Minha Sogra é da Policia, Coberto Rarlos e o Diamante Cor-de-Rosa e Saravá, Brasil dos Mil Espíritos (eu SABIA que ele batia o tambor! Eu sabia!!!)

Coberto estava famoso. Coberto estava ganhando dinheiro. Coberto finalmente era um homem atraente. Casou com sua primeira esposa e quando nasceu seu primeiro filho, o Rei olhou para os cornos do bebê e, sem a menor compaixão, optou por chamá-lo Coberto Rarlos Segundo (ficou conhecido como Segundinho). A partir daí, sua carreira mudou de rumo. O que antes pretendia ser rock n´roll, descambou para o brega total assumido. Mudou roupa e corte de cabelo. Adotou um mullet tenebroso e um estilo “todo se querendo”. Observem o olhar nas capas dos discos. Dá medo.

Foi uma festa. Na Suíça as mulheres são muito carentes e barangas, adoram uma canção de amor cafona. Coberto virou sucesso absoluto. Vendeu mais discos que os Beatles na América Latrina e na Suíça, até hoje, é campeão de vendas no cômputo geral. A fama tem seu preço. Se separou da mulher e já engatou um romance com uma pseudo-atriz conhecida como Ririam Mios.

Coberto se engajou em causa nobres. Na ONU, lutava pelas criancinhas. Na Suíça, fez campanha para o Ano Internacional do Deficiente (causa própria?). Gravou um disco em um inglês macarrônico. Quebrou todos os recordes, uma canção sua foi executada mais de três mil vezes nas rádios suíças em um único dia. Suas músicas pioravam e pioravam. Era como se ele pegasse um repertório de cantadas canalhas e as musicasse. Brega e mentiroso, mas a mulherada adora.

Chegou a ganhar um Grammy de melhor cantor e esteve no topo da parada da Billboard. Todo ano apresentava um especial de final de ano na Rede Bobo, badalada rede de TV suíça, onde entoava suas músicas diante de milhões de barangas que se sentiam amadas por ele. Momento sádico: nos especiais mais antigos, a cortina se abria e o Rei já estava no palco. Sim, o Rei é do tempo em que a perna mecânica mais moderna que existia era um cabo de vassoura com um sapato colado na ponta. Quando andava se via claramente sua vocação para Saci.

No meio do caminho teve um filho bastardo, Cafael Rarlos, que só assumiu após um exame de DNA. Bacana. O Rei ia até a ONU defender as criancinhas e a criancinha que saiu do saco dele precisou acioná-lo judicialmente para que o perceba. A mãe do menino morreu de câncer, semanas depois que o Rei reconheceu o filho.

Mesmo no auge, Coberto viveu um momento triste. Sua ex- mulher falece em conseqüência de câncer de mama (o Ministério do Desfavor adverte: Coberto é altamente cancerígeno)

Em 1995 Coberto casou-se com o que seria seu grande amor: Raria Mita. A história era antiga: o Rei já havia sido apresentado a ela em um show realizado em 1977, por sua ENTEADA. Sim, ela era amiga da enteada dele, eram colegas de escola. Raria Mita tinha apenas 16 anos. Coberto mandou flores no dia seguinte, mas o pai da menina se aborreceu de ver a cara (e a perna) de pau de um quarentão recém desquitado cortejando sua filha de 16 anos e a coisa morreu por aí. Em 1995 eles se reencontraram e se casaram.

Poucos anos depois, Raria Mita estava com câncer (fala sério, esse cara é radioativo ou o que? A perna mecânica dele é feita de urânio?). Fez-se o que era possível, mas a certo ponto, o médico informou que a situação era irreversível. Coberto não aceitou e continuou repetindo a todos, inclusive aos filhos, que ela ficaria curada. Coberto rezava e dizia que Deus curaria sua esposa. Raria Mita a essa altura já estava mais para lá do que para cá, o câncer tinha atingido seu cérebro e ela já não falava coisa com coisa. Mesmo assim, Coberto passava o dia todo no hospital conversando com ela (aposto que era uma conversa sem pé nem cabeça… HÁ! Não dá, eu não resisto…)

O Rei surtou. Primeiro ele negou que ela estivesse morta. Dizia que conversava com ela. Mas tudo bem, vamos dar um desconto porque cada um elabora sua dor como pode. No entanto, a presença de Raria Mita se manteve por anos na vida de Coberto. Quando indagado por um jornalista porque não cortava o cabelo (ainda mantinha o mullet ridículo com uma franja que vinha lá do meio da cabeça para camuflar as entradas) o Rei respondeu que não cortava porque Raria Mita diz que não quer que ele corte.

Coberto sempre teve uns TOCs e umas manias meio esquisitas e escravizantes, mas depois da morte de Raria Mita, elas tomaram conta dele. Ele não pronunciava certas palavras, a ponto de ter que alterar algumas letras de suas músicas (“se o bem e o mal existem” virou “se o bem e o bem existem”, por exemplo). Ficou excessivamente religioso e místico. Implicava com algumas cores (não gravava com gente vestindo a cor marrom e ele andava sempre de azul, parecia um smurf)

No meio do caminho, moveram um processo por plágio contra o Rei. E pasmem, ganharam. Coberto tentou recorrer até o Supremo Tribunal Suíço, mas não teve jeito, tomou um pau em todas as instâncias. É PLAGIADOR declarado por sentença.

Diante de uma popularidade tão expressiva, decidiram escrever uma biografia de Coberto, chamada “Coberto Rarlos em detalhes”, feita com base em todas as entrevistas que o Rei já havia dado. Tudo ia muito bem até que Coberto surtou e se achou no direito de pedir à justiça que proíba a venda da sua biografia, mesmo alegando que não leu o livro, apenas trechos.

A autor, uma pessoa sensata, chegou a propor que o Rei cortasse o que julgasse ofensivo no livro para reeditá-lo. O Rei não topou e o acusou de querer se promover e ganhar dinheiro às custas de sua intimidade. Isso no meio de uma audiência judicial. O autor, novamente muito sensato, sugeriu ainda abrir mão dos direitos autorais em favor do cantor para rebater a acusação de que quisesse se beneficiar com a intimidade dele. O Rei não aceitou. Pasmem, ganhou a causa. Na Suíça é assim: você abre sua vida em entrevistas, é fotografado na Ilha de Claras, conta a sua vida e quando alguém escreve um livro baseado em COMPILAÇÕES DE ENTREVISTAS QUE VOCÊ MESMO DEU, é possível dar faniquito e mandar recolher os livros das livrarias. Foi o que Coberto fez.

Alegou que dois assuntos o aborreceram: a forma como foi tratada a perda da sua perna e a forma como foi tratada a morte de Raria Mita. O autor se ofereceu para reescrever. Mesmo assim o Rei recusou. Ele alega querer preservar sua intimidade. Porque ele não casa com aquela biscate da ex-mulher do Paul McCarteny, Heather Mills, que é 171 como ele e também tem uma perna de pau? (além da cara)

A biografia pode ter sido proibida na Suíça, mas continua sendo vendida na internet em sites de vendas de outros países. Além disso, há versões disponíveis na internet. Quem quiser ler pode baixar.

Infelizmente o espaço acabou. Para finalizar quero dizer que Coberto Rarlos só é Rei lá para as barangas dele e que é muito fácil conquistar seu público quando você puxa o saco dele. Fazer música para mulher gordinha, para mulher de 40 e para demais é descer muito baixo, abaixo do último degrau de prostituição musical. Seu comportamento contraditório pode até ser visto como uma loucura ou excentricidade por pessoas mais tolerantes, mas por mim, é visto como uma atitude de um mimadinho dois pesos e duas medidas que além de ser escravo das suas compulsões acha que o mundo gira em torno do seu umbigo.

Imagina se cada um que não gostar do que lê sobre si mesmo em um livro conseguir censurar e recolher a obra! Onde a Suíça vai parar? Só vai ser permitido escrever coisas boas dos outros? Mas que saco, hein? Em um lugar assim não se pode dizer porra nenhuma, nem mesmo se pode chamar alguém de desfavor…

Para me dizer que eu fui longe demais ao sacanear deficientes físicos e cancerosos, para me dizer que fica muito feliz porque aqui no desfavor nada é sagrado, para me dizer que gosta do Rei em segredo e não assume nem sob tortura e para sugerir nomes para o próximo Processa Eu: sally@desfavor.com

O que nos faz tão burras de insistir em um homem que claramente não é aquilo que procuramos? O que nos torna mais burras ainda de perder tempo tentando mudar esse homem? Porque racionalmente sabemos que formatar um homem é um jogo fadado ao fracasso mas quando estamos apaixonadas algo nos impele a fazê-lo? O erro pode ser com base em expectativas irreais ou com base em expectativas reais, não importa. O erro é o mesmo.

Eu acredito que seja possível e viável uma relação onde o homem não é exatamente o que você quer, desde que VOCÊ se adapte, afinal, não podemos mudar aos outros, mas podemos mudar a nós mesmos. Mas nós nunca queremos mudar. Nós insistimos em tentar mudar o infeliz que está ao nosso lado, porque achamos que nosso jeito de ser, de pensar e de gostar é o único aceitável, é o único verdadeiro e é o único que satisfaz. Vide a hedionda frase: “Se ele gostasse de mim, faria isso, isso e aquilo”.

Tentar mudar a essência de um homem é derrota na certa, até mesmo quando ganhamos. Explico. Se você não consegue, fica frustrada e o relacionamento cedo ou tarde acaba. Se você, consegue, quem fica frustrado é ele, e o relacionamento cedo ou tarde acaba também. E geralmente com chifre, nesse caso.

Um homem faz, inicialmente, uma série de coisas para impressionar uma mulher. Na fase da conquista, eles fazem tudo aquilo que acreditam que possa nos agradar (e cá entre nós, é uma fórmula bem facinha). Passada a fase da conquista, o ritual muda, ou ao menos diminui de intensidade. Isso gera em muitas mulheres a idéia falsa de que ele não gosta mais dela, porque não faz mais aquelas papagaiadas do começo da relação. Na verdade, ele gosta de você, só que agora, ele está sendo ele mesmo. Observe bem o que ele é de verdade, sem o frenesi da conquista e avalie se isso te basta. Se não bastar, em vez de cobrar, vá embora.

Mas, algumas mulheres não se conformam. Querem de volta a qualquer preço aquele homem em fase de conquista. Cobram, xingam, brigam, choram. Não dá certo. Se for um homem normal, enche o saco e vai embora. Se for um homem que goste muito dela, ou que goste muito pouco de si mesmo, não vai ter coragem de bater no peito e dizer “Minha Cara, eu sou assim, é o máximo que eu posso te dar, vai pegar ou largar?”. Em vez disso, vai repetir os rituais de começo de relacionamento de uma forma quase que mecânica apenas para evitar aborrecimento. Fico chocada com as coisas que homens são capazes de fazer para evitar aborrecimentos.

Um belo dia, ele se cansa de viver essa situação (porque, convenhamos, cansa ter que fazer coisas nada espontâneas só para a outra pessoa não te encher o saco) e vai embora. Ou te trai. Ou ambos. E nessa hora a mulher chora, grita e diz que ele é um canalha, que “do nada” ele fez isso com ela, afinal “estava tudo tão bem”. Não, não foi do nada. Estava tudo tão bem para ela, mas para ele estava um saco. Ele não foi aceito como ele é, as erradas somos nós, que em vez de mudar DE pessoa, tentamos mudar A pessoa. (créditos: Carrie)

Mulheres medem amor pelas formas mais bizarras. Onde está escrito que se ele te ama tem que te acompanhar a todos os lados? Quando vejo aqueles homens de saco cheio em shopping, em salão ou em filmes mela-cueca sinto pena. Pobres homens castrados. É por essas e outras que acabam ficando frouxos. A namorada faz deles uma “amiguinha”, só falta colocar um laço de fita rosa na sua cabeça.

Homem existe para ser uma coisa: NOSSO HOMEM. Para o resto, temos pai, mãe, amigos, amigas, primos, primas, vizinha e quem mais quisermos. Você faz sexo com sua manicure? Não, né? Então não faça as mãos com seu macho, vá ao salão com uma amiga ou se for o caso, vá sozinha. O mundo não acaba. Essas expectativas irreais nos fazem querer formatar homem e levam ao fracasso de uma relação.

Mas não. Nããããããoooo. A gente tenta mudá-los. Quer que eles gostem das mesmas coisas que nós gostamos, queremos que eles queiram estar do nosso lado 24hs por dia, queremos que eles demonstrem seu afeto da forma como nós o demonstramos a eles. Daí criamos esses homens-bicha dos quais nós mesmas reclamamos tanto. Não dá para ter um poeta na sala e um macho viril na cama. Mais fácil pedir para seu amigo gay ler poesias para você.

Existe uma situação pior ainda: quando a expectativa é real, quando a mudança pretendida não é fruto de uma ilusão. Não existe homem que após dez anos de namoro seja romântico como no primeiro dia, mas existem homens que adoram passar o sábado em casa com você vendo um DVD. Nesse caso, tentar formatar o cidadão é ainda mais grave. Por exemplo, gente que pega aquele homem super social, que vive cercado de amigos, extrovertido e badalador e quer transformá-lo em um homem caseiro que passa o final de semana vendo DVD com a namorada. Você não vai conseguir. E se conseguir, vai quebrar o seu brinquedo, porque ele vai ficar tão infeliz, que não há amor que segure essa relação.

Se um homem baladeiro não te faz feliz, parta para outra. Ou então, mude você e aceite o fato dele ser baladeiro, sem querer castrá-lo dizendo o que ele pode ou não pode fazer. Mude você.

Mas a gente sempre investe. Sempre. Eu sempre digo: eu sou mais inteligente solteira. Quando estamos apaixonadas não lemos as placas de “Pare”. Sempre achamos que a pessoa vai mudar sem qualquer conseqüência mais grave para a relação. Achamos que vamos mostrar um mundo “melhor” e que a pessoa vai adorar entrar no nosso mundinho de DVD sábado à noite.

Todas nós temos em mente nossas necessidades em um parceiro. O básico, pelo menos. Algumas são negociáveis, outras não. Não caia no erro de negociar o inegociável, desista desse homem se ele te sujeita a negociar o inegociável. E isso não faz dele necessariamente uma pessoa má, apenas uma pessoa incompatível com você.

Qual é o objetivo de ficar em uma relação onde você tem que lutar diariamente para que uma pessoa mude? É ofensivo para com a pessoa, que se sente extremamente rejeitada e é uma perda de tempo para você! Tudo bem, você pode dizer “eu tento porque eu gosto muito dele”. Vocês sabem o que eu penso, gostar apenas não basta. Se a pessoa não te faz feliz, de que adianta gostar dela? Melhor sentar e esquecer, porque sim, todo mundo pode ser esquecido.

Sinceramente, cada um vive como quer. Se a mulher quer ser uma vadia, uma freira, uma maluca, uma dona de casa, uma corna ou o que mais for, RESPEITO, desde que essa escolha faça a pessoa feliz. O que eu não respeito é uma escolha onde a pessoa se coloca em uma situação de infelicidade extrema (e ainda alardeia isso). Isso não é escolha, é ser refém de carência.

Numa dessas postagens do blog, Somir falou uma frase certa: mulheres namoram o namoro. Por isso não abrem mão de homens visivelmente incompatíveis com elas. Seu apaixonamento é pela relação, pelos projetos, pelos planos. Não gostam do homem, gostam de gostar do homem, salvo raras exceções.

Por isso, venho aqui fazer um apelo: Pense, e quando for o caso, DESISTA. Não há vergonha em desistir de um homem (é até engraçado, eles ficam correndo atrás de você). Uma pessoa não precisa ser MÁ, SEM CARÁTER OU ESCROTA para que você tenha que desistir dela. Pode ser uma ótima pessoa, porém, incompatível com você.

Não tente mudar a essência de um homem. Não o prive dos seus prazeres, dos seus hobbies, dos seus amigos. SE ELE QUISER, ele vai mudar automaticamente. Mudar porque a mulher pediu (ou pior, exigiu), não tem o menor valor! E quase sempre é temporário. Mais cedo ou mais tarde ele volta para suas raízes.

E vamos parar com essa lenga lenga de achar que porque se gosta da pessoa tem que ficar ao lado dela. Se o jeito de ser, as escolhas ou a pessoa em si te fazem mal, não adianta porra nenhuma gostar dela. Sejamos corajosas para primeiro, admitir que aquela pessoa é incompatível conosco, e segundo, romper com essa relação que nos faz sofrer e encarar a dor da perda, jogar fora os planos e recomeçar do zero, em nome de um futuro melhor.

Quando se tenta formatar um homem, o sofrimento pode ser infinito: dias, meses, anos… Quando se admite que aquele homem, apesar de ser uma ótima pessoa, não te dá o que você precisa para ser feliz, o sofrimento do término é enorme, mas tem data para acabar.

Não percam tempo de suas vidas. Não insistam em uma relação onde você tem que lutar constantemente para que seu homem se comporte da forma como você quer. Tem muito peixe no mar, se o que você pescou não te agrada, jogue de volta (sempre vai servir para alguém) e pesque outro. Tem gente para todos os gostos neste mundo.

Graças a essa paranóia de formatação masculina, temos que lidar com aqueles homens transtornados, que em primeiros encontros tem um TOC (transtorno obsessivo compulsivo) tão grande em nos agradar que mentem sem parar, se contradizem e são mais falsos que uma nota de três. Chega.

Você, Cueca, não seja imbecilóide e se mostre como você realmente é, desde o começo. Se ela não gostar, ótimo, ninguém perde tempo (apesar de que, você perde a sua foda…). E você, Amiga Calcinha, não crie expectativas irreais e aprenda quais são os defeitos e qualidades negociáveis e inegociáveis no sexo oposto, para saber bem o que procura e saber bem o que recusar. Quem não sabe o que procura, não o reconhece quando o encontra. Sejamos todos um pouco mais objetivos, assim quem sabe essa baixaria que está o mundo dos relacionamentos é menos frustrante para todos nós…

Para me dizer que eu não luto pelos meus relacionamentos e desisto muito fácil (citando o Somir como exemplo), para me dizer que seu namorado faz mil demonstrações românticas espontaneamente mesmo depois de anos com você e para me dizer que eu sou azeda: sally@desfavor.com

SALLY SURTOU: Toda semana uma das colunas originalmente postadas no antigo blog da Sally será trazida de vez para o desfavor. Hoje com “Acredita, Otária!”. Clique aqui e leia.

SEMANA DO AVESSO|OSSEVA OD ANAMES

Manual do Cafajeste (para virgens)

O BLOG:

Proposta: “Papai sabe tudo – dicas de um pseudo-comedor.”

O autor se acha espertão e dá dicas aos demais cuecas sobre como se dar bem com mulheres. Desde como tratar, como se aproximar até como levar ao motel e como trair. Textos pobres, com erros gramaticais gritantes, conteúdo medíocre e esse imbecilóide tirando ondinha o tempo todo.

Pode até soar escroto me ver fazendo estas críticas a um blog que tem a mesma proposta que meu ex-blog tinha (atualmente coluna semanal no Desfavor). Mas eu vou fazer. Sabem porque? Porque este blog é escrito por um HOMEM (ou assim se diz). Onde já se viu macho que é macho ficar de ti ti ti na internet, ensinando outro macho (e ainda por cima ensinando errado!) a lidar com mulher? Deve ser uma confraria dos faixa-branca. É fofoquinha pura aquela merda, somada a dicas tão evidentes que até um adolescente de 14 anos sabe (contadas como se fossem A Novidade!) e uma pitada de auto-promoção no melhor estilo Papai Sabe Tudo. Apoooosto que Papai é feio. Mas aposto MESMO.

Me deparei com a seguinte frase no blog: “Este Blog tem o intuito de descrever, de maneira gradativa, as etapas básicas da interação sócio-psico-sexual entre macho e fêmea(s) da raça humana”. É da raça humana, viu gente? Apesar do autor ser uma mula.

LINHA EDITORIAL:

“Sou tão fodão com mulheres que em vez de estar comendo uma agora, estou aqui escrevendo meus intermináveis textos sem o menor poder de síntese”. Pergunta: você aprendeu a dirigir lendo o manual do carro? Não, né? Então valeu. Pode sair deste blog porque o que ele pretende ensinar não se aprende lendo um texto.

Claaaaro que o autor nos brinda com uma série de histórias de sua vida pessoal. Mas conta as vitórias, como é de costume (ou que ELE considera vitórias, que para mim são um belo dum fracasso muito do vergonhoso). Alguém sabe me explicar porque merda as pessoas acham que suas vidas são tão interessantes a ponto de estampá-las em um blog no estilo QUERIDO DIÁRIO? Todas as vezes que eu citei algo de minha vida pessoal no meu ex-blog foi contando DERROTAS. Isso diverte, a desgraça alheia diverte. Mas contar o quanto estava “morgado” (alou? 12 anos?), o quanto bebeu no dia tal (que bonito! Quer uma medalha por encher os cornos?) e mulher que comeu (cão que ladra…) me parece um tanto quanto ridículo e infantil.

Todos os textos tem algo para promover o autor. Tem uns chamado “A pegada” onde ele nos brinda com narrações bastante descritivas sobre como enlouquecer uma mulher. Tenham MEDO, minhas amigas, deve ter um bando de imbecil lendo essas dicas risíveis e seguindo. Talvez por isso tenha tantos homens merdas no mercado. Eu culpava hormônios colocados na água mas agora culpo essa merda de blog. Só faltou ensinar o “novíssimo” truque da Halls preta…

Uma coisa curiosa que me levou a escolher este blog cocozão: muitas postagens tratam sobre os mesmos temas que eu já tratei no Sally Surtada. Muitos mesmo. E é impressionante como o autor tem uma visão TOSCA e EQUIVOCADA do universo feminino. Se o blog estivesse ativo eu até mandaria uma cópia de todos os meus textos para ele, quem sabe assim ele aprende alguma coisa sobre mulher. Nada melhor do que esculhambar uma pessoa sabendo que se ela vier com esse papinho de “Você pode fazer melhor?” eu posso bater no peito e dizer que sim.

LAYOUT:

Porra, eu não entendo absolutamente nada de layout. Eu não entendo absolutamente nada de programação, computador e internet. Eu tenho sérias dificuldades para comprar um ingresso de cinema no ingresso.com. Então, técnicamente não vou ter muito o que falar aqui.

Mas senso de estética eu tenho. E, puta merda, quase tive um colapso estético quando vi o blog. Para começo de conversa as letrinhas dos títulos são de coloração MARROM COCÔ. Juro para vocês, é cor de bosta (diga-se de passagem, apropriado, em sintonia com o conteúdo).

Além das letrinhas cocô podemos perceber que nosso comedor sequer se deu ao trabalho de justificar o texto. As postagens tem aquelas bordas irregulares… aquilo me faz mal. Se o Somir abrir, periga ter um AVC.

O arquivo do blog merece quase que o mesmo destaque do texto na formatação. Está tudo muito mal dividido. Não há espaçamento entre um parágrafo e outro. Caralho… o cara deve ser um bosta mesmo, para que EU consiga detectar tanta coisa feia…

UTILIDADE:

1. Para o dono, auto-promoção. “Vejam como eu como mulher, vejam toda a minha sabedoria. Vejam como ensino vocês a serem tão fodas como eu” e talvez seja passatempo também, considerando que ele não deve comer ninguém. Talvez ele seja o tal do broxa objeto de tantas perguntas no meu tópico de perguntas e respostas. A confirmar.

2. Para quem lê, humor. Sabendo ler com bom humor, é possível dar muitas gargalhadas. Além disso, conforta saber que tem homens tão imbecilóides assim no mundo, aquela sensação de ser melhor que a concorrência, sabe? Eu recomendo como um bom guia sobre o que NÃO fazer com mulher.

3. Para quem nerds que ainda são virgens aos 40 anos: ali os Virgens aos 40 podem aprender um pouco (mas muito pouco) sobre sexo e mulheres.

AUTORIA:

Evidente que o sujeito não se identifica. Se eu tivesse um blog vergonhoso desses também não assumiria para ninguém. Bastava não se pronunciar, mas ele não resistiu a um marketing pessoal…Podemos ver o próprio autor se descrevendo no blog. Está em letras marrom cocô: “Eu sou assim”:

“Cafajeste. Sou um ser de personalidade metamórfica, gosto de ser fiel num relacionamento sério, fixo, mas completamente fiel às minhas vontades quando solteiro. Posso até pagar a conta do restaurante e o motel, mas pra dizer “eu te amo” eu cobro… e cobro caro!!”

Desconfie de quem ostenta. Este sempre foi meu mantra. Um cafajeste de verdade JAMAIS te dirá que é cafajeste. Mas tudo bem, vamos deixar ele tirar onda de malvado.
Personalidade metafórica: sem comentários.

Pergunta: quando está em um relacionamento sério ele não é fiel às suas vontades?
Ele cobra para dizer que ama. Curioso, pela leitura (dolorosa) que fiz deste blog, achei que fosse justamente ao contrário. Tem jeito de quem precisa pagar…

EXEMPLO DE POSTAGEM (COMENTADA):

Tem muita coisa grotesca. Gente, fiquei mais de uma hora tentando decidir qual delas postaria aqui. É uma pior do que a outra. Tem uma que ensina a melhor forma de levar uma mulher para o motel. Juro pra vocês que se um homem aplicar essas técnicas comigo enfio-lhe a porrada. E tem outra que ensina a trair que me fez chorar de rir.

Enfim, não consegui escolher. Decidi seguir a orientação do próprio autor do blog, que diz “indico uma leitura de trás para frente, ou seja, do primeiro post ao último (não precisava me explicar como se procede a leitura de trás para frente, querido, eu estou familiarizada com o conceito), para tal, consulte o índice do seu lado esquerdo.” (não precisava ter avisado que o arquivo estava do lado esquerdo, as letras marrom cocô gigantes não nos deixam esquecer – gente burra sempre dá excesso de instruções, porque eles sempre precisam de excesso de instruções).

Não é uma das piores, existem coisas realmente teratológicas ali. No entanto, refletem bem o espírito do blog. O título, em seu marrom cocô asqueroso, é “A abordagem”.

Saudações heterossexuais meus amigos. (Tá ostentando que é hetero porque? Pairava alguma dúvida?) .

Se você chegou até aqui (ou seja, se conseguiu ler um prólogo de cinco linhas), sinta-se um felizardo (que honra ter o privilégio de ler seu blog, hein?) No nosso primeiro contato vamos falar sobre a introdução, literalmente falando. (rolando de rir do seu trocadilho TÃO engraçado)
primeiro contato: (excesso de explicação novamente)

Toda mulher gosta de algo diferente, feijão com arroz quem gosta é operário (pela afirmativa incisiva, podemos perceber que o autor teve o privilégio de conhecer todas as mulheres do mundo) . Você deve ter em mente que toda mulher é vulnerável (olha que bacana, mais um TODA MULHER! Somos todas iguais, meninas. Somos todas vulneráveis), toda ela tem um ponto fraco (homens não tem pontos fracos), nossa tarefa é apenas encontrá-lo (porque o bacana é ganhar mulher assim, na malandragem, no ponto fraco, já que se ele for ele mesmo e agir de forma natural e espontânea jamais vai conseguir). Diferentemente do que muitos pensam (sim, professor, me ensine), nem sempre esse ponto fraco é fisiológico (todo mundo pensa isso?), as mulheres, ao contrário dos homens (fale por você, que de homem tem muito pouco), precisam de algo mais que o toque (jóias?), PRESUMO QUE AQUI DEVERIA HAVER UM PONTO – A CONFIRMAR saiba se portar em frente à mulher, saiba entendê-la e agradá-la (não seja você mesmo e fique com a mulher que gostar de você do jeito que você é, o bacana é fingir o que ela quer). E ai está o grande problema, todo ser tem suas fantasias (hã?), seus gostos, suas vontades (hãããã?). Então, como atrair a presa para a armadilha? (você precisa armar um esquema para atrair uma mulher? Seja bonito, divertido, agradável e elas virão sem precisar de nenhum joguinho para atrair)

Com certeza esse passo é fundamental, saber como agradar é tão difícil quanto conseguir se manter agradável (para pessoas com personalidade repulsiva como você talvez possa ser, mas pessoas legais não fazem o menor esforço para ser agradáveis, apenas são elas mesmas). Conhecer cada vítima é fundamental para o sucesso da missão (ele vai estuprar alguém?). Isso hoje em dia, com o advento da internet e sua larga utilização é cada vez mais fácil (é sim, pessoas quase não mentem na internet, é uma ótima ferramenta, principalmente para quem não tem culhões de praticar a conquista ao vivo, olho no olho), basta a você ser inteligente o suficiente para saber onde e como procurar (procurar parceiros na internet e inteligência são duas coisas que, na minha opinião, não combinam – Garanto que ele já deu em cima da Kelly)

Período investigativo:

O orkut por exemplo, é o lugar mais fácil de se conhecer sua vítima (principalmente se você é um loser que não sabe ou não tem coragem de seduzir ao vivo e a cores, olhando nos olhos), olhe suas comunidades, suas fotos e scraps, informações preciosíssimas para o movimento das peças no xadrez (com certeza vai ser tudo verdadeiro, ninguém mente ou se promove no Orkut. Aproveite e entre na comunidade “Eu vi a Kelly na webcam”). Tente seduzí-la (tem acento?) com as informações que ela mesma dá (seduzir via Orkut? Loser, loser, loser). Não tente parecer o mestre de todos os assuntos que ela gosta (como você faz aqui no seu blog marrom cocô?), afinal, provavelmente ela deve entendê-los bem melhor que você, diga apenas que simpatiza, que acha interessante e demostre (ele quis escrever demoNstre) interesse em apredê-los (ele quis escrever apreNdê-los – será que a letra N do teclado dele está com problema?), com sorte e competência, ela poderá se oferecer pra ensiná-los.. (u-hu! O sábado à noite vai bombar! Um fake do Somir vai te ensinar um pouco sobre axé!!!)

Uma bela vez conheci uma garota (Kelly?), no começo ela não quis dizer seu nome (Tiago Somir?), apresentou-se apenas através de um apelido que ligava diretamente ao seu nome, por exemplo “Lu”, durante a conversa (enquanto isso, na vida real, muitas mulheres solteiras e atraentes se divertem em vários points da cidade) tratei de saber qual o curso que ela fazia e a faculdade (para saber se tínhamos conhecidos em comum). Com o novo conhecimento (enquanto isso, na vida real, diversas mulheres atraentes e solteiras conhecem homens de verdade, que as olham nos olhos e conversam de forma segura e divertida) tratei de procurar as comunidades relacionadas ao curso e a faculdade onde ela estudava (será que ele trabalha? Queria tanto ter tempo livre para essas coisas…) . Por ser um curso e uma faculdade bastante procurada, mandei um link de uma comunidade do orkut para ela fazer o login, para evitar ficar procurando entre os milhares de membros das comunidades,(espertão você! Nerd Pride!!! Boa campeão!) ao fazer o login… Bang.. (Zaz! Pum! Zap! Será que ele gostava do seriado antigo do Batman?) Lá estava seu perfil entre os primeiros membros das comunidades (nossa! Você é malandro mesmo!!!), reconheci pela foto e pelo seu nome, que possuia (acento é o de menos em uma grande bosta como essa) uma grafia bastante diferente (como a grafia “inovadora” que você utiliza aqui no seu blog?) da sua forma mais conhecida . (enquanto isso, na vida real, diversas mulheres atraentes e solteiras conhecem homens de verdade que perguntam do que elas gostam e conversam sobre assuntos de seu interesse e trocam beijos com eles, avaliando se há química entre eles) Tratei logo de fuçar suas comunidades (Caralho, Mermão! Você precisa de TUDO ISSO para conquistar uma mulher? Não serve ser você mesmo não? Você deve ser um cu sujo e mal lavado!) , numa rápida pesquisa ao Google já fui colhendo informações sobre os assuntos e pude, (é problema com acento, com ortografia, com virgula… puta merda) enfim chamar sua atenção de uma forma mais produtiva.(“porque se fosse eu mesmo e falasse das coisas que eu entendo e gosto passaria vergonha, então, tive que PESQUISAR para saber o que ela gostar, de modo a impressioná-la com uma mentira”)

É difícil entender (caralho voador! Claro que fica difícil entender! O sujeito não pergunta à mulher o que ela quer, apenas fuça e acha que sabe tudo) um ser tão complexo como o ser humano (odeio gente tosca que tenta escrever de forma rebuscada) , impossível é entender as mulheres (se ficar fazendo esses joguinhos babacas, realmente. Que tal perguntar o que quer saber se quer nos entender?), porém jamais deveremos esquecer que não somos tão diferentes assim.(realmente, VOCÊ não difere muito de uma mulher, a julgar pelo seu blog. MULEZINHA FOFOQUEIRO FUÇADOR DO CARALHO! MORRA! MORRA!)

DELETA EU?

Deleta! Porque deve ter gente lendo isso e achando que são bons conselhos. Deleta essa merda e todas as demais do gênero. Se o Somir ousou jogar pedras no Homem é Tudo Palhaço (do qual eu sou leitora), que narra histórias bem humoradas de forma descontraída, tem é que jogar ácido nesse arrogante imbecilóide dono da verdade que vem com receitinhas simplórias para se dar bem às custas de parecer algo que não é. Este blog é uma bosta sem fim e me enoja saber que boa parte dos homens tem essa cabecinha de merda.

Para me dizer que se sentiu vingada pelo Deleta Eu do HTP porque eu provei que homem é muito mais palhaço do que a gente pensa, para se solidarizar com a minha dor por ter lido essa merda de blog para escrever este Deleta Eu e para dizer que prefere o blog nesse esquema de Semana do Avesso do que no original: sally@desfavor.com