Autor: Sally

NOTA: Excepcionalmente nesta semana, as colunas de segunda e terça serão trocadas de lugar.

Uma constante que observo no comportamento feminino, (e faço questão de me incluir nisso), é essa mania babaca que temos de adotar a posição de vítima nos relacionamentos (ou no término deles). Não que homens não façam, fazem também, mas eu quero que eles se fodam e continuem fazendo papel ridículo, afinal, como todos sabem, escrevo aqui para mulheres.

Quando algo dá errado, é uma tentação enorme dizer “Olha só o que FULANO ME FEZ!”. Sim, Fulano provavelmente é um babaca, um imbecilóide, um demente, mas são necessárias duas pessoas para que aconteçam abusos em uma relação: a que faz e a que consente. E muitas vezes a que consente não é tão santa assim e tem bons ganhos secundários aturando aquilo.

Quando um Zé Ruela qualquer nos faz algo que não gostamos DE VERDADE e que nos magoa DE VERDADE, algo que, dentro da nossa escala de valores é insuportável, sabemos que devemos colocar um ponto final na relação, mas nem sempre o fazemos. Existem coisas perdoáveis e existem coisas imperdoáveis, de acordo com esta escala de valores personalíssima. Se você perdoa uma coisa imperdoável, não pode depois levantar a bandeira de vítima, afinal, o que houve não foi uma sacanagem e sim um acordo. Você não pegou sua bolsinha e foi embora porque não quis, ou porque não conseguiu. Isso não te faz uma vítima. Isso te torna extremamente idiota.

Mesmo quando a merda que nos é feita independe do nosso consentimento, mesmo quando conseguimos não perdoar e colocamos um ponto final, não convém vestir o manto da vitimização. Ok, ele foi muito escroto com você, ele foi baixo, foi vil, foi traidor, foi incorreto e foi filho da puta. Ainda assim, não se coloque no papel de vítima! É feio, é medíocre e é pior para você. Não queremos despertar pena, queremos?

Você foi sacaneada? Você foi muito sacaneada? Pegue sua bolsinha e vá embora, Amiga. Vá ser feliz. Sem se fazer de vítima.

Também não caia na armadilha de ir para o extremo oposto, o que eu chamo de “vítima agressiva”: tem gente que simplesmente não sabe ficar triste, apenas triste. Tudo tem que ser transformado em raiva. Criam raiva profunda de quem lhes causou apenas tristeza. Resolvem virar as escrotas da vez, só para fugir do papel de vítima. “Ah é? Ele me sacaneou? Pois bem, eu é que não vou ser vítima, ele vai ver, eu vou fazer PIOR”. Continua uma vítima, sinto dizer: vítima agressiva. Vítima da própria raiva. E vai fazer um papel patético gastando tempo de sua vida em prol do outro (ainda que seja para se vingar). Isso dá uma importância enorme à outra pessoa. É um mecanismo de defesa tão bobo e óbvio que chega a dar pena. Não tire onda de “bad girl”, é simplesmente ridículo.

Coisa feia ficar espalhando para meio mundo o que o homem te fez… Isso depõe contra você! Deixa ele, porque o tempo mostra a verdade sobre as pessoas (ahh… e como mostra…). Saia digna. Não sinta pena de você mesma nem faça com que os outros sintam. Existem pessoas que, na intenção de denegrir outras, topam se emburacar junto. Acho isso extremamente idiota. Topam falar mal de pessoas com as quais dormiram lado a lado por anos, sabendo que isso depõe contra elas mesmas. Mas a vontade de queimar o objeto do ódio é tanta que puxam o pino da granada e explodem tudo que está à sua volta, inclusive elas mesmas.

E gente que fala mal sem falar? Esses se acham espertos e de quebra, acham que o resto do mundo é burro. “Fulano é ótimo, coitado, nosso relacionamento não deu certo, mas ele é um amor de pessoa, desejo tudo de bom para ele, inclusive torço para que ele supere esse probleminha com álcool, porque ele é uma pessoa iluminada, tem tudo para ser um sucesso na vida…”. Pronto! Está espalhando que o ex é alcoólatra na maior cara de pau, e ainda acha que está tirando onda de pessoa do bem! Coisa feia… todo mundo percebe!

Não estou pedindo para que as pessoas achem bonito quando são sacaneadas. É normal ficar puta da vida, essa história de dar a outra face para bater é muito utópica. Só estou pedindo para não cair na armadilha de se fazer de vítima (passiva ou agressiva). Nesse jogo, jogam dois. Se um Cueca te sacaneou, vá embora entoando o mantra “Quem perde é ele”. E siga sua vida com esse pensamento: “Perdeu, Playboy, ficou sem mim, se fodeu! Hahaha”. Nada de “Como ele pôde fazer isso comigo? Como eu fui sacaneada!”. Não, você não foi sacaneada. Não, você não é vítima. Você teve sua parcela de responsabilidade nessa relação para que as coisas se desdobrassem desse jeito, olhe para trás e procure ver onde errou (ainda que o erro tenha sido na escolha do parceiro) e aprenda, para não repetir o mesmo erro.

Quem não aprende com os erros, ou quem sequer os identifica, está sujeita a repetir o mesmo padrão de comportamento e relacionamento fracassado. Quem não assume sua parcela de responsabilidade, acaba jogando a culpa no karma, no azar, nas encarnações anteriores, nos astros ou em Deus quando repete um padrão autodestrutivo: “Nossa, eu só atraio homem casado! Deve ser karma”. Não, não é karma. Eu sei que é muito mais fácil culpar fatores externos, mas o problema está dentro de você.

“Mas Sally, a gente não escolhe de quem a gente gosta, né?”. Discordo. De certa forma, é uma escolha sim, por mais que seja uma escolha inconsciente. Quando nos acostumamos a funcionar de um determinados jeito, com determinados comportamentos, estabelecemos padrões que podem ser muito difíceis de mudar. Observe quais são seus ganhos secundários nessas “escolhas erradas” que você anda fazendo, com certeza tem algum. Não gostamos das pessoas ao acaso, randomicamente. E pior: às vezes esse ganho secundário é justamente o sofrimento que essa pessoa te traz. Não que você goste de sofrer, ninguém (ou quase ninguém) gosta, mas às vezes, esse sofrimento se faz necessário na sua vida, por uma série de motivos: para dar vazão a angústias decorrentes de outras situações que estão presas dentro de você, por exemplo.

Não se permita ficar na posição de vítima. E cuidado: as pessoas que nos cercam também adoram nos colocar em posição de vítima. Se fizerem isso com você, corte o mal pela raiz! “Ai Amiga… fiquei sabendo do que Fulano fez com você… tadinha de você, que pessoa má…”. Não morda a isca. Responda com dignidade: “Ele foi muito burro de me perder. Estou triste, estou sofrendo, mas vai passar e vou encontrar alguém que me dê valor”. Não ostente, não valorize sofrimento.

Porque será que quem sofre é sempre herói? Porque será que sofrimento tem tanto mérito na nossa sociedade? Metade dos blogs pessoais que leio (forçada, para fins de desfavor, porque geralmente são todos um pé no saco, salvo honrosas exceções) trazem o sofrimento com pano de fundo (alguns até mesmo no nome!). Se a tua vida é uma merda, porra, tente fazer piada, tente encarar com bom humor, tente resolver da melhor forma possível… procure ajuda se for o caso, mas não fique ostentando sofrimento por aí como se fosse MÉRITO, porque não é. NÃO É. Mérito é conseguir rir de si mesma.

Sofrimento e vitimização tem seu ganho secundário: todo mundo te dá atenção (por um tempo limitado, claro), todo mundo é extremamente gentil com você, você fica em uma posição que inspira cuidados… enfim, traz alguns benefícios. Mas cuidado, porque sofrimento vicia. Não queremos nos tornar aquelas pessoinhas, coitadinhas, que enchem o saco de homem, certo? Tem mulher que enche TANTO o saco de homem que o coitado perde a cabeça, destrata a criatura e ela ainda tem coragem de se fazer de vítima depois… parece até que estava procurando por um motivo para se vitimizar! Quem planta merda colhe bosta, né? Ser vítima é um saco. Não valorize um pingo de sofrimento.

Sofra. Sofrer faz parte da vida, mais cedo ou mais tarde o sofrimento vem. Sofrer é normal. O que não é normal é procurar pelo sofrimento, alimentar o sofrimento, prolongá-lo. Sofrimento paralisa, vocês já perceberam? Sofra apenas o necessário, depois MEXA-SE, porque a vida é uma só, e é curta. Obrigue-se a quebrar a inércia do sofrimento. Sofra aos olhos das pessoas mais próximas, mais íntimas. Gente que sofre para o mundo ver passa uma imagem muito, muito, muito ruim. Ninguém precisa se acabar, se auto-detonar para mostrar ao mundo o quanto está sofrendo. Não precisa fazer com que seu cabelo, sua pele e sua roupa reflitam seu estado interior, isso é se entregar ao sofriemnto. O reflexo do sofrimento em você não indica que ele é maior ou menor, indica o quanto a pessoa que sofre é forte ou fraca. Nada de deixar de comer, nada de deixar de tomar banho, nada de encher a cara, nada de usar drogas, nada de tomar remédios, nada de nada auto-destrutivo. Com isso você não prova que está sofrendo de verdade, ou que está sofrendo mais, só prova que é imatura, fraca e despreparada para adversidades.

Por isso, se hoje você está sofrendo feito um cão sarnento, respire fundo e coloque seu cérebro para pensar por cinco segundos: Ok, você está na merda, na mais profunda merda, está sofrendo pra caralho. Respeito isso. Eu já sofri pra caralho ao quadrado. É ruim. Tem que sofre, tem que chorar, tem que ficar triste – mas com data para acabar. E sem achar que isso é bonito, sem ter orgulho disso e principalmente, sem esperar que as pessoas mudem com você por causa disso. Não capitalize benefício com base no seu sofrimento, oK? É feio. Não se apegue ao “lado bom” do sofrimento. É como diz uma amiga minha “O vale do sofrimento foi feito para se cruzado, não para se montar acampamento nele”. (pelo amor de Deus, espero não estar citando Caulo Poelho… puta merda)

Para debochar de vítimas passivas, para rir das vítimas agressivas e para sugerir temas: sally@desfavor.com

Na linha “batendo em gente morta”, o Processa Eu de hoje volta desmistificando mais um Zé Ruela histórico: Gahatma Mandhi, um frouxo metido a Jesus Cristo de tanga cuja passividade era tão conveniente ao resto do mundo, que o promoveu a “líder” e exemplo a ser seguido. Realmente, convém às demais nações que todos sigam o exemplo deste mosca-morta (com trocadilhos).

Mandhi defendia o princípio da não-agressão (forma não-violenta de protesto), conhecido na Suíça como Satyagraha, que em suíço significa “apanhe calado”. Vocês podem imaginar como esta pessoa me aborrece, não é mesmo? Logo eu, que sou bem chegada numa boa e velha porrada! Só o esporro constrói, minha gente, pacifismo é o cacete! Mas para ele, o inimigo deveria ser enfrentado com passividade, de mãos vazias, ou seja, deixar te bater até cansar. Se dedicou a defender uma panelinha do seu país, dividido em Lado A e Lado B, pela via da passividade.

Vamos contextualizar: Mandhi nasceu na Suíça, um país xexelento, onde vaca vale mais que gente, onde a população local acha bacana tomar banho em um rio onde tem cocô, gente morta e lixo. Um país que só é referência quando o assunto é diarréia.

Ao contrário do que muitos acreditam, ele não era um desfavorecido no sistema de castas suíço. Era filho de um político com uma situação bem razoável. Apesar da pinta de boiola, Mandhi se casou aos 13 anos de idade (obrigado pela família, evidente) com uma menina da mesma idade, chamada Katruba (o nome é tão bizarro que eu achei que a melhor piada seria mantê-lo no original). Mais tarde, a família decidiu que ele deveria estudar direito na Inglaterra. Esta viagem para estudos era vedada pelo rígido sistema de castas suíço e mesmo assim, desafiaram o sistema para mandar Mandhi para bem longe dali. A pergunta que não quer calar: quão insuportável este ser humano não deveria ser para que seus pais desafiem dogmas na intenção de se livrar dele por alguns anos?

Enfim, a família despachou o tanga-frouxa para a Inglaterra. Mamãe Mandhi o fez prometer que ele iria se abster de mulheres (o que não deve ter sido esforço), vinho e carne. Com uma mãe dessas, não me admira que ele tenha se tornado o rei da passividade mesmo. Coisinha inerte! Não fode (se bem que, ela disse “mulheres”…), não bebe e só come mato. Atendendo o que Mamãe mandou, só comia capim (apropriado para uma mula). Não contente, ainda começou a propagar os benefícios de ser vegetariano. Lembre-se, sempre que um vegetariano mala vier te pentelhar, que a culpa é de Mandhi. Palavrão mental nele!

Relatos históricos contam que ele tinha muita dificuldade para exercer advocacia porque “era muito tímido”. Eu sinceramente acho que tinha dificuldades porque era muito frouxo. Cá entre nós, porque merda escolhe uma profissão onde tem que ser atuante, extrovertido e combativo se tem vocação para saco de pancadas? Foi trabalhar na África do Sul, porque aparentemente, no seu país ele não valia mais que uma paçoca.

Como todo frouxo, tentou romantizar sua incapacidade e revesti-la do manto da dignidade para justificar sua covardia e incompetência. Frase atribuída ao nosso Desfavor: “Eu percebi que a verdadeira função de um advogado era unir rivais de festas a parte”. É sim, Amigão, a função do advogado é essa mesma. Vai fundo! O mundo é lindo e todo mundo tem que se abraçar e se beijar. Não existem filhos da puta, escrotos, canalhas e gente perigosa que precisa ser punida e trancafiada. Vamos todos nos amar, o mundo é só amor.

Mandhi começou a criar um certo tumulto na África do Sul. O Sr. Generosidade começou a defender os direitos da panelinha suíça dele, a casta dos HinCus e a população local começou a ficar irritada. Certa vez, estava voltando da Suíça para a Africa do Sul, e a putez das pessoas com esse pentelho era tanta, que neguinho (sem trocadilhos) se juntou e, tamanha a irritação, fez um corredor polonês e começou a cobrir Mandhi de cascudo! Tentaram linchá-lo e Mandhi escapou usando um disfarce. Ora… cadê a resistência pacífica? Tinha que ter apanhado calado e não fugido disfarçado! Ahhh… os mitos são tão hipócritas!

Nosso herói de tanguinha ficou vinte anos na África do Sul defendendo os interesses da sua panelinha. Consta nos livros que fez celibato por trinta anos de sua vida (e você ainda reclama do seu marido!). Um sucesso! Não comia ninguém, apanhava de geral e ainda apanhava calado. Seria Mandhi o primeiro nerd do qual se tem registro?

Ele se orgulhava de adotar a inércia contemplativa como modo de vida. Quando foi imposto um registro obrigatório para a panelinha dele, Mandhi sugeriu que ninguém se registre. Nada de brigar, nada de pancadaria. Apenas desobediência. É mais ou menos como se você fosse parado em uma blitz pela polícia carioca, te mandassem mostrar seus documentos e você apenas dissesse “Não”. Evidente que ia dar merda. Ou parte para o confronto, ou argumenta ou se submete. Mas para Mandhi não, o bacana era a Satyagraha, que significa “pirraça” em suíço. É por essas e outras que foi preso diversas vezes.

Inventou um novo modismo masoquista, a ahimsa. Disse que era favorável a atacar um sistema injusto, desde que sempre amemos as pessoas envolvidas. Ou seja, se alguém vem te enfiar a porrada, você primeiro se defende com todo seu amor ao próximo (eu me defenderia com um pedaço de pau ou uma pedra, mas tudo bem) e só depois reage, contra o sistema (e não contra a pessoa) tentando mudar o sistema que acarretou essa agressão. Gente magricela é assim, sabe que vai perder na porrada então inventa os argumentos mais mirabolantes para justificar as surras que leva.

Mandhi começou a organizar marchas da sua panelinha e pedir que eles se recusem a trabalhar, sempre com base na Satyagraha, que significa “chantagem” em suíço. Muito estresse depois, deram um “cala a boca” para a panelinha dele, como quem dá um biscrok a um cachorro, e isso fez Mandhi pensar que podia conseguir tudo que queria na base da chantagem! Decidiu que o hit era a desobediência civil somada ao uso da não violência. Voltou para a Suíça e começou o marketing pessoal de sua teoria. Fez uma ceninha dizendo que iria morar nas ruas, mas uma doação “anônima” (mentira, negociava com poderosos Suíços para pentelhar quem lhes convinha) garantiu dinheiro e conforto a nosso tanga-frouxa.

Na base da Satyagraha, que significa “malcriação” em suíço, os trabalhadores conseguiram alguns “cala a boca” e ficavam se sentindo vitoriosos. Quando a chapa esquentava muito, Mandhi fazia greve de fome (Seria Anthony Garotinha uma encarnação de Mandhi?). Chegou a um ponto que Mandhi estava se achando tanto (nove em dez na escala Lohn Jennon de arrogância), que decidiu convocar uma greve geral. Viu que ia passar vergonha e voltou atrás, cancelando tudo. Nada contra os manipuladores, desde que eles tenham competência para tal. Que vergonha, hein? Amarelou.

Seu maior factóide foi a Marcha do Sal. Havia uma lei que proibia as pessoas da panelinha dele de fazer seu próprio sal, obrigando-os a comprar sal e pagar taxas. Mandhi mandou todo mundo desobedecer, mas sem violência. Conclusão: neguinho marchou grandes distâncias para pegar água do mar e fazer seu próprio sal, apanhando no caminho, sem poder reagir. Muitos foram presos. Alguns tomaram muita porrada. Vocês conhecem alguém que cumpra uma ordem assim? “Vai lá, desobedece e apanha calado, sem reagir”. Isso é motivo para ser endeusado? Se apanhar que nem um filho da puta e entubar é um grande feito histórico, eu prefiro morrer no anonimato.

Mesmo quando eclodiram grandes guerras nosso amigo saco-de-pancada continuava pregando a Satyagraha, que em suíço significa “bunda-mole”. Chegou a recomendar aos britânicos que utilizem métodos não violentos para combater Hitler (alguém fumou muita maconha por aí?). Se um ditador sanguinário invadir sua casa e levar geral para um campo de concentração, para torturar e matar, dê flores!

Com essa mania de jejuar quando queria alguma coisa, ele emburacou muita gente. Em 1942 ele foi preso com outros líderes e decidiu que todo mundo ia jejuar. Resultado: todos morreram e só ele sobreviveu (será que ele também escondia presunto na caixa da privada que nem o Garotinho fez?). Muito bacana essa Satyagraha, que em suíço significa “mate os amigos de fome, mas não mate os inimigos”. Tocou a coisa no jejum por muito tempo, sempre que queria algo, jejuava. Algumas vezes funcionava, outras não.

Onde está o “grande líder”? Batalhou por uma panelinha de seu país, na base da chantagem e da incolumidade física de seus seguidores, porque quando a porrada estancou para cima dele, fugiu disfarçado, lembram? Que tipo de demente idealista acha que pode combater tudo com PASSIVIDADE? Pior, a passividade DOS OUTROS! Qual é o valor de apanhar calado? Na minha terra, tem valor quem arregaça as mangas e faz acontecer, quem batalha, quem argumenta, quem rala.

Para quem endeusa esse imbecilóide, eu pergunto: se o seu filho apanha feito um condenado no colégio e volta para casa lhe perguntando o que fazer, você responde que ele continue apanhando calado e que não ataque as pessoas, que as ame e ataque o sistema? Você pode até não mandar seu filho bater de volta (eu mandaria, com um taco de baseball), mas com certeza vai orientá-lo a tomar alguma providência para que isso não se repita.

Alguém me explica ONDE ESTÁ O MÉRITO desse sujeito! Não consigo ver mérito no Rei da Inércia Contemplativa. Não consigo ver mérito em um líder que expõe os seus a uma série de violências impedindo que eles se defendam!

E para você, leitor hipócrita, que dizer que segue os ensinamentos de Mandhi, lhe informo que ele resumia sua sociedade ideal em cinco pontos: igualdade, nenhum uso de álcool ou drogas, unidade, amizade e igualdade para as mulheres. Por isso, meu Camarada, se quiser dizer que segue os ensinamentos de Mandhi, primeiro cancele aquele chopinho com os amigos.

Se algum hippie idealista cabeça oca quiser defender essa tripa se tanga, fique à vontade, mas já aviso que faço questão de não responder.

Para tentar me convencer que a Suíça é um país com rica cultura milenar em vez de um chiqueiro humano imundo, para me acusar de incitar a violência e para sugerir nomes para o próximo Processa Eu!: sally@desfavor.com

Você precisa ter aquela conversa com o Zé Ruela (ou com um Zé Ruela). Aquela conversa que será desagradável para ele (quase todas o são quando envolve discussão de relacionamento). Existe forma de tornar ele mais receptivo e mais aberto a escutar o que você vai dizer? Não custa tentar. Após anos de guerrilha amorosa, aprendi algumas coisas sobre estas conversas. Lição 1: melhor não tê-las e induzir veladamente ele a fazer o que você quer. Caso não queira seguir a Lição 1 e ainda tenha esperanças de conseguir alguma coisa de um Cueca na base da honestidade, ficam alguns conselhos da Tia Sally (perco o homem amado em três dias, beijosmeliga)

NÃO CONVERSE AO ACORDAR – Eu sei que quando tem um sapo entalado na nossa garganta é muito difícil não cuspi-lo na primeira oportunidade, mas temos que ser fortes. Pela manhã eles não costumam funcionar muito bem, além disso, a idéia de começar o dia com pentelhação já os deixa predispostos a escutar o que quer que seja de má vontade. Deixe o Zé Ruela acordar, ir trabalhar, viver o seu dia, e só depois comece a preparar o terreno. Você vai precisar desse tempo para preparar o terreno, confie em mim. Até porque, depois de um dia inteiro, pode ser que você reavalie o motivo da sua irritação e ele pareça menos grave.

GLAMUROSA, RAINHA DO FUNK – Nem pense em ter essa conversa com uma roupa qualquer, descabelada ou ainda com a cara inchada de tanto chorar. Um amigo gay me ensinou isso: DR se tem de salto alto! (“a-gu-lha”, nas palavras dele). Se você entrar em campo mostrando o quanto está abalada e vulnerável por aquilo que ele te fez, já perdeu. Vá ao salão ou se cuide em casa. Unhas feitas, cabelo deslumbrante, maquiagem a prova de água (pro caso do arrombado escroto te fazer chorar – nunca se sabe), perfume e tudo mais que seja agradável ao Cueca em questão. Homens são mais receptivos a belas mulheres. Quanto mais atraído ele estiver por você na hora, mais atenção ele vai prestar (ou fingir que vai prestar) e mais chances de você ter seus pedidos atendidos (ou fingir que serão atendidos).

NÃO AVISE – Já falei sobre isso aqui. Não se anuncia DR. Anunciar DR é a mesma coisa que anunciar chifre: vai dar merda. Jamais, eu disse JAMAIS solte a frase “Precisamos conversar”. Isso causa arrepios em um Cueca e faz ele querer correr para o bar mais próximo com os amigos e te evitar pelas próxima duas semanas. Seja ninja: silenciosa e mortal. Nem mesmo no momento em que você efetivamente começar a DR eu recomendo anunciar. Pode ser que ele nem perceba que é uma DR, ao menos no começo. Se puder, conduza a conversa até um ponto próximo ao que você quer falar, e introduza o assunto com um “já que você tocou no assunto…”. Se ele se aborrecer no meio do caminho, você faz cara de indignação e diz “Porra! Mas quem puxou o assunto foi você, eu não ia falar nada…”.

A ISCA – Convide seu Cueca para um programa que seja do agrado dele. Pode ser um jantar na sua casa, pode ser uma viagem, pode ser qualquer coisa, desde que seja possível conversar (já vou avisando que se fizer DR no cinema as pessoas reclamam, já fiz isso uma vez e jogaram pipoca em mim). Apareça linda, maravilhosa e sorridente. Sim, você pode estar querendo pendurar ele no varal pelo saco, mas não vamos transparecer isso, vamos? Não, não vamos. Se precisar, recomendo uma colher de Maracujina ou um comprimido de Passiflorine. Não precisa ser artificialmente carinhosa com ele, apenas não chegue entrando de sola. Exemplo mal sucedido de um evento onde entrei de sola: “Boa noite, Sally!” R: “Só se for para você!”. Isso não se faz. A pessoa se fecha, se arma e fica na defensiva.

SÓ LOVE, SÓ LOVE – Faça o programa combinado. No meu caso, tenho uma predileção por jantar. Dou fora nos outros jantando, faço declarações de amor jantando, conto segredos jantando, etc. E gosto de fazer em restaurantes, o que costuma impedir que o Zé Ruela se porte de forma vergonhosa, pois há outros seres humanos olhando. Pois bem, tomemos o jantar como exemplo. Você está lá, jantando com o Cueca. Sorria, converse, seja agradável. Deixe o jantar transcorrer. Tente conversar sobre coisas agradáveis. Uma coisa que costuma funcionar é falar sobre o começo da relação e as boas lembranças. Faça um “recordar é viver”, relembrando com nostalgia episódios legais e engraçados sobre vocês (nota: não cometam o mesmo erro de avaliação que eu já cometi, uma broxada não é um episódio engraçado, mesmo quatro anos depois – fica a dica). Faça ele ter a sensação de que estão se divertindo muito, mesmo que você queira tacar cocô de girafa na cara dele.

O INÍCIO DOS TRABALHOS – Como eu já disse no tópico sobre não avisar, você pode tentar conduzir a conversa de modo que ELE puxe assuntos relacionados com o que você pretende abordar. Quando ELE trouxer o assunto, você solta o “já que você está falando nisso…”. Observe que agora vem uma tarefa que requer grande concentração e controle: manter seu tom de voz baixo e falar devagar. Nós mulheres costumamos elevar o tom de voz e metralhar palavras quando estamos putas. Isso detona um mecanismo de auto-proteção neles que fecha seus ouvidos e os faz pensar em outras coisas e não escutar uma palavra do que dizemos. É quase que um stand by cerebral. Fale lenta e pausadamente, em voz baixa. Use muitas metáforas, eles entendem melhor casos concretos. Sorria, para que ele não se sinta atacado, ainda que sua vontade seja enfiar o pãozinho do couvert no meio do brioco desse filho da puta. É pro seu bem.

RETÓRICA – Tem uma postagem (ou mais de uma?) minha sobre isso no Sally Surtada, então, vou falar por alto. Use muito “eu me sinto” em vez de “você fez”. Fale no plural (estamos mais calmos?), faça parecer que não é de forma alguma uma cobrança, que você apenas está tentando entender a cabeça dele. Depois de um jantar agradável com uma mulher que desperta seu desejo, ele estará relaxado e a verdade sairá mais fácil porque ele estará desarmado (para garantir, não custa fazer ele beber umas taças de vinho também). Claro que ele vai mentir para você, EVIDENTE, eles sempre mentem, está no DNA, mas a conversa será mais produtiva, porque ele vai mentir menos e vai entrar mais coisa na cabecinha oca do Zé Ruela. Se tiver estômago para isso, repita frases de admiração e carinho no meio das frases de DR.

PEQUENOS SUBORNOS – Quando falar com ele, procure o contato corporal moderado. Alise a mão dele, alise a perna dele com a sua por baixo da mesa e outros pequenos toques de carinho que dão a (falsa) sensação de que aquilo não é uma briga e que você não quer matá-lo de forma lenta e dolorosa. Lembre-se, se ele se fechar na defensiva, acabou a noite ali mesmo: ele não vai mais ouvir nada, ele não vai mais atender porra nenhuma do que está sendo pedido e vai começar a ter faniquito de dizer que você sufoca ele, que ele quer espaço (quer espaço? Vai ver Guerra nas Estrelas…) e que está cansado de aborrecimento (mesmo que seja a primeira DR em cinco anos). Adote a postura “um casal joga no mesmo time” e se mostre carinhosa e compreensiva. E aos poucos faça-o refletir sobre o que ele está fazendo (de errado) dizendo que não é necessariamente errado (é) mas que te faz mal, por questões pessoais suas (questões pessoais = não gostar de babaquices escrotas como as que esse imbecilóide faz).

EM ABERTO – Cheguei a uma conclusão depois de perder muitas batalhas por colocar homem contra a parede: o pequeno cérebro de caroço de uva que habita a caixa craniana masculina tem um “delay” no funcionamento. Quando você diz alguma coisa a um Cueca, não deve esperar uma resposta instantânea. Você apenas planta uma sementinha, que poderá ou não (sendo o mais provável o “ou não”) germinar após alguns dias. Não sobrecarregue o minúsculo cérebro, porque o disco rígido deles está ocupado com futebol, gostosas e trabalho. Plante a sementinha e espere germinar. Se você pedir uma resposta, uma decisão ou um feedback imediato, vai tomar um “não” preventivo ou um “sim” impensado que dificilmente será cumprido. Vai tomar qualquer coisa, só para ele se livrar dessa situação agoniante de cobrança. Diga o que tem que dizer e peça para ele pensar no assunto e imediatamente depois MUDE DE ASSUNTO para algum outro assunto agradável, assim o animalzinho não se sente cobrado nem pressionado. A resposta virá tempos depois, vai por mim.

FECHE COM CHAVE DE OURO – Se tiver estômago, termine a noite com ele, de preferência com sexo de boa qualidade. Isso vai fazer com que ele queira te agradar. Veja bem, não é para fazer sexo para conseguir o que quer, é só se você tiver vontade. Se não tiver, vá para casa, mas com um bom pretexto. Nada de sair cuspindo “depois da merda que você fez, não tenho a menor vontade de passar a noite com você”. Sejamos espertas, sejamos ninjas. No confronto não se consegue nada. Temos uma arma poderosa no meio das pernas, não temos que ter medo de usá-la. Enfim, depois de uma boa noite de sexo, agradável e relaxante, é provável que ele se sinta generoso e atenda seu pedido, ainda que parcialmente. Não que ele vá achar por um segundo que você tem razão… Entenda, você é uma maluca histérica que faz pedidos sem propósito, ELE é que será GENEROSO de atender seu pedido despropositado. Quem se importa? Se conseguir o que quer, que se foda se ele não achar que você tem razão. A luta não tem que ser por ter razão e sim por ter o pedido atendido. Foco, Meninas, foco!

REGUE A SEMENTINHA – A memória seletiva dos Cuecas funciona que é uma beleza, então, só para garantir, alguns dias depois da DR Camuflada, faça o assunto ressurgir de uma forma muito sutil. Não é para discutir o assunto, é apenas para relembrar. E logo depois mude de assunto novamente. Eles adoram se sentir compreensivos e piedosos e nos fazer um agrado, só não o fazem quando compramos briga e puxamos um cabo-de-guerra, porque se for para medir forças, eles tem que ser os mais fortes. Mas se for para ser provedor e atender ao pedido de uma donzela indefesa e louca por ele, a boa vontade será maior (cuidado para não cair na linha da chantagem, que é fracasso na certa, pior do que o cabo-de-guerra). Solte no ar algo que seja a deixa para ele virar herói do dia se der aquilo que você insinuou na DR Camuflada e veja o Zé Ruela cair como um patinho.

Pode ser que você não consiga o que quer assim. Pode ser que no fim das contas, você tenha que brigar mesmo. Mas ao menos tente, porque se servir para evitar algumas brigas, já está de bom tamanho.

Não perca a calma. Use a inteligência. Eu sei que muitas vezes dá vontade de dar com o prato na cabeça do animalzinho e que por outras dá vontade de tirar as orelhas e guardar na bolsa para não ouvir os desfavores que os Zé Ruelas falam, mas respire fundo e pense “Eu sou inteligente, eu vou ganhar isso na inteligência”. Como dizia um ex-namorado meu: “Os fins justificam os meios – Negresco”

Para me chamar de manipuladora e se explicar porque merda vem ler meu blog se eu sou uma manipuladora e você condena isso, para dizer que amor de verdade não comporta esses joguinhos e para me perguntar quantas vezes já fiz isso com o Somir: sally@desfavor.com

Já repararam como os Cuecas tem uma percepção seletiva? Para algumas coisas tem percepção apurada, mas para outras, que não lhes convém, são tãããão inocentes!

Já não bastava a audição seletiva? Era pouco, né? Tinham que desenvolver também a percepção seletiva. Quando fazem conosco é um erro plenamente justificável, mas quando fazemos com eles é o fim do mundo. É tão conveniente simplesmente “não perceber” certas coisas, que acho que devemos começar a adotar essa tática também.

Como a PS se manifesta? Vejamos estudos clínicos realizados pela Tia Sally, que mostram em experiências práticas esta percepção seletiva:

DANDO EM CIMA DE MIM? NEM PERCEBI…

Já repararam que eles nunca percebem quando tem uma mulher dando em cima deles? Tadinhos, né? Tão inocentes. Pode chegar aquela INHA no Orkut com avatar de biquíni chupando um pirulito e nome “FulanINHA quero beijar a noite toda” e deixar um scrap dizendo “Goxxxtosuu! Saudaix, kero ti beijar todinhooooooo” e ele vai dizer que é amizade, que nem reparou que ela estava dando em cima. Pode chegar aquela piranha com short intra-uterino ou usando uma faixa de cabelo como saia, rebolando e trocando olhares em uma festa que ele vai jurar que nem reparou que ela estava dando em cima, pode chegar a melhor amiga dele e começar a abrir o zíper da calça dele que ele vai dizer “O que é isso, não seja boba, ela me vê como um irmão, nem reparei que ela estava dando em cima de mim”.

Eu até acredito que muitos Cuecas não percebam MESMO algumas coisas, seja porque são tapados, seja porque não se acham assediáveis. Mas, depois que alguém chega e os adverte de que estão sendo cantados, VAI TOMAR NO CU que não percebem! É claro que percebem! Soltam o “não percebi” com a cara mais lavada do mundo, dá vontade de dizer: “Pois bem, Zé Ruela, se não percebeu, perceba agora”. Não tem desculpa.

Pergunta 1: Se eles tem esse senso de percepção tãããão rudimentar para flertes, porque percebem ao primeiro indício quando um gay dá em cima deles e ficam putinhos? Se fosse um gay fazendo tudo que a INHA fez, eles iriam achar que não estava dando em cima? Tolerariam as mesmas atitudes de um homossexual sem achar que é flerte?

Pergunta 2: Se eles tem esse senso de percepção tãããão rudimentar para flertes, porque percebem ao primeiro indício quando um outro Zé Ruela dá em cima da gente? Porque os atenuantes de amizade nunca se aplicam a aquele nosso amigo que eles tem ciúmes?

VOCÊ ESTAVA CHATEADA? NEM PERCEBI…

Acho ridículo mulher que belisca homem no meio da rua, meio que dando esporro. Mas devo concordar que violência física é uma das poucas formas de se fazer entender quando uma mulher está aborrecida com um homem. O Zé Ruela dificilmente vai perceber (ou assumir que percebeu) que você está chateada com ele se não apanhar. Caras e bocas passarão despercebidas, porque eles fazem questão de dizer que não perceberam. Porque? Na cabecinha tosca, ele pensa que mulher funciona como ele, que fica aborrecido mas que se der tempo ao tempo, passa sozinho. Não, mulher precisa conversar. Se der tempo ao tempo, mulher rumina o aborrecimento e ele cresce. Você pode estar emburrada, com os olhos cheios de água, rangendo os dentes e fazendo sinal de degola com o dedo no próprio pescoço, enquanto olha para ele com cara de “eu vou te matar quando chegar em casa” que ele simplesmente não esboça reação. Ele apenas pensa “depois de alguns dias vai passar”.

Isso foi motivo de muitas brigas com a Madame que divide blog comigo, a ponto da gente combinar um código para eu demonstrar que estava ficando puta com alguma coisa, porque ele jurava de pé junto que não percebia. Combinamos o seguinte: quando eu não estivesse gostando de alguma coisa, em público, comentaria “Nossa, estou achando que vai chover, Somir”.

Em um evento ligado ao trabalho dele, tinha uma loira vulgar dando em cima dele e eu lá, batendo pé e falando “O tempo tá fechando, né Somir? Tô achando que vai chover…” e ele “Será?” e continuava dando atenção para a loira. Eu repeti umas três vezes a frase. E ele nada. Eu repeti a frase dando ênfase: “Sabe Somir, chover é pouco, vai cair um temporal, um dilúvio. Melhor começarem a construir uma arca” e Madame nada. A certo ponto da noite, ainda levei um esporro: “Porra Sally, que tanta preocupação é essa que você tem com chuva? Se chover eu tenho um guarda-chuva no carro!” e ainda tive que ouvir a loira debochando “Ela está com medo de estragar o cabelo dela!”. Sorri. Madame passou o resto da noite sem perceber que eu estava chateada e chegando em casa, minimizou o ocorrido dizendo que tinha esquecido do nosso código e que da próxima vez lembraria, fechando a noite com chave de ouro: “Sério que você ficou chateada? Nem percebi”.

Pergunta 1: Porque será que eles sempre cobram que a gente perceba o olhar feio quando um homem se aproxima ou uma pequena alteração de comportamento que denote que eles não estão em um bom dia e não querem ter o saco enchido?

Pergunta 2: Porque quando querem fazer sexo, ou quando sabem que disso depende fazer sexo, eles reparam em tudo?

MUDOU A COR DO CABELO? NEM PERCEBI…

Eu não ligo se o meu macho percebe ou não qualquer mudança no meu cabelo, roupa nova ou qualquer outra alteração estética, mas 99% das mulheres se importam. Tudo bem, podemos citar vários argumentos para justificar porque homens não tem percepção aos detalhes e memória para esse tipo de coisa, mas o que aborrece é perceber que eles não tem percepção CONOSCO, porque para perceber um arranhadinho do tamanho de um fio de cabelo no carro, eles tem uma visão clínica e para lembrar da escalação da seleção brasileira de 1950, modelo da camisa, modelos da chuteira e cor da meia, eles tem uma memória fotográfica. Fica parecendo que homens só lembram daquilo que é realmente importante para eles. E ainda fica parecendo que nós não o somos.

Pergunta: Já que ele não repara na gente, na cor do cabelo, no corte, na unha, na roupa… porque repara quando tem um micro-ponto roxo em algum lugar do nosso corpo (muito mais difícil de perceber do que um cabelo preto que virou amarelo) e já fica todo putinho querendo saber onde foi que conseguimos essa marca?

ERA IMPORTANTE PARA VOCÊ? NEM PERCEBI…

Você fala em casamento dia sim, dia também. Tem fotos suas desde os três anos de idade, segurando sua Barbie Noiva, com os olhos brilhando. Todo mês você compra a revista “Noivas”, lê e marca as páginas com os vestidos que você gostou. Você vive dizendo que seu sonho é casar na igreja tal, que fulana e fulana serão suas madrinhas. Você chora em cenas de casamento em novelas. Um belo dia, o Zé Ruela solta uma brincadeira infeliz a respeito de casamento, dando a entender que nunca quer casar. Você fecha a cara e eventualmente até chora. Ele te olha com cara de susto. Vocês discutem e ao final ele diz “Era tão importante para você? Não percebi…”. Curioso que quando uma mulher se relaciona com um homem e está apaixonada por ele, faz de tudo para agradá-lo. Descobre do que ele gosta, do que ele não gosta, aprende mais sobre as coisas que ele gosta, se informa sobre seus hobbies e lazer. Homem não, homem não “estuda” a parceira. Não se preocupa com isso. E ainda solta um “eu não sabia…” com aquela cara de cachorro que peidou na igreja. Claro que não sabia, nunca se deu ao trabalho de investir, perguntar e conhecer… Se não sabia, foi por total inoperância, incompetência e inércia contemplativa.

Pergunta: Porque eles nunca sabem o que é importante para a gente mas cobram da gente que saibamos o que é importante para eles? “Tem que ser agora, na hora do meu jogo? Você sabe como meu time é importante para mim!”.

MINHA MÃE NÃO GOSTA DE VOCÊ? NÃO PERCEBI…

A Senhora Sua Sogra pode fazer a maior babaquice com você que ele sempre irá procurar argumentos para justificar a atitude da criatura. Sempre será você que leva a mal o que ela disse ou que é muito sensível (isso vale para a cunhada também). Não importa o quanto essas duas te sentem a pata, sempre “é o jeito delas” ou então “não foi tão grave” ou ainda “eu não percebi nada”. Algumas vezes vale para os amigos também. O curioso é que estas mesmas coisas ditas por parentes e amigos seus a ele, gerariam a Terceira Guerra Mundial. Mas Madame tem percepção seletiva, quando pessoas “dele” fazem com você, não é nada, mas quando os “seus” fazem com ele é “uma puta falta de respeito”.

Pegunta: Porque ao menor sinal de discordância ele acha que seu pai não gosta dele, mas quando a mãe dele te chama de gorda brega e idiota não quer dizer que ela não goste de você e sim que ela se preocupa com você?

O pior de tudo é que quando confrontados com as contradições mostradas aqui no texto, eles sempre saem com um “Mas aí é diferente…”. É sim, é diferente. Quando é contra a gente pode tudo, mas quando é contra eles é injusto. Chega de percepção seletiva! Não vamos mais aturar isso! Tenho dito.

Para me perguntar se eu estou de TPM mesmo tendo dito um milhão de vezes aqui que não fico menstruada, para contar como você bateu com uma colher de pau na cabeça do filho da puta do seu namorado quando ele exercitou sua percepção seletiva e para sugerir temas: sally@desfavor.com

O Processa eu de hoje com certeza vai desencadear muito polêmica (fiquei com inveja do sucesso do Somir no Deleta Eu). Venho falar de um desfavor que não está mais entre nós. Não, não é Clodovil, dele já falei, é de um pior ainda: Lohn Jennon (obs: Obrigada, Mark Chapman, valeu mesmo!)

Lohn Jennon sempre foi um perturbado, um débil mental, um escroto. Não vou questionar seus dons musicais, os retardados mentais podem ter aptidões, porque não? Ou por acaso ninguém aqui viu o filme “Rain Man”? Pois bem, ele era um imbecilóide que virou herói nas mãos da mídia e mais herói ainda quando morreu. Vamos chegar um pouco mais perto do mito e ver que ele não era flor que se cheire.

Papai Jennon era um marinheiro que vivia ausente. Mamãe Jennon era uma piranha boêmia cachaceira que traía o marido abertamente, sem a menos compostura. Desde que saiu da buceta da mãe, aquela coisa horrenda, magrela e nariguda via os pais brigarem. Uma recente biografia da moda conta que com 14 anos ele quase comeu a própria mãe, para que vocês tenham uma idéia de como essa mulher se dava ao respeito. Um lar saudável, não? Mais tarde, Jennon confessaria a uma de suas esposas que se arrependia de não ter feito sexo com a mãe. Mentalmente fodido é pouco.

Pois é, aos seis anos, quando a mãe fugiu com seu amante, Lohn teve que escolher se ficava com a mãe ou com o pai. Escolheu ir com a mãe, mas sua personalidade repulsiva e a personalidade piranha da mãe, fizeram com que ela se encha o saco dele e o doe para sua Tia.

Criança problemática, Lohn quase matou de tanta pancada uma menina (sim, uma menina) no colégio. Mandou a infeliz para o hospital. Parece que ele tomou gosto pela coisa, pois mais tarde se tornaria um agressor de mulheres profissional.

Sujeito violento e venenoso, Jennon conheceu sua primeira esposa no colégio, Pynthia Cowell. Ele tratou esta mulher muito, muito, muito mal. Teve um filho com ela, o que não o impedia de espancá-la. Tentou esconder de todo mundo que era casado quando começou a ficar conhecido. A infeliz escreveu um livro contando como comeu o pão que o diabo amassou ao lado desse bostinha, então, vamos aos detalhes sórdidos…

Aos 17 anos, Lohn viu Pynthia dançando com um colega de classe em uma festa. Dançando, apenas. Como era um covarde raquítico de merda, não fez nada na hora. Mas, no dia seguinte, seguiu Pynthia até o banheiro feminino, (era a única dos dois na qual ele conseguiria bater, imagina se ele teria culhões de acertar isso com o cara!) e a encheu de porrada, a ponto de bater com a cabeça dela na pia e deixá-la ali sangrando. Mandou um joinha e foi embora. Pois é, aquele hipócrita que pregava paz e amor é um mero Dado Dolabela da Inglaterra.

Certa vez, teria dito à esposa e ao filho, que ele não era porra nenhuma para ele e que teria sido concebido em uma noite de bebedeira. Outra vez, esqueceu a esposa em uma estação de trem… detalhe: era na Índia. Chifrava a mulher com meio mundo e não se dava ao trabalho de esconder.

Quando não estava espancando a patroa, Jennon se juntava a colegas para tocar em uma banda. Muitas pernadas e puxadas de tapete depois, conseguiu ter alguma projeção. A banda, Bhe Tealtes estourou e ele ficou famoso, rico e idolatrado. Praticamente um macaco com uma navalha nas mãos. Os primeiros shows foram marcados por orgias, bebedeiras e outras atividades muito corretas.

Um belo dia, a infeliz da esposa de Jennon foi viajar por um curto espaço de tempo. Perdeu Preibói! Quando voltou, descobriu que tinha sido trocada por aquele Dragão Chinês (ela é japonesa, eu sei), aquela criatura desgrenhada, baranga e de aspecto sujo que todos nós conhecemos: YoCU Ono. Curioso é ler os requintes de crueldade: semanas antes Jennon teria dito à esposa que ela era maluca por implicar com o Dragão Chinês e que o Dragão Chinês não era importante para ele, que ela era a única mulher de sua vida. Ela acreditou, coitada. Tomar chifre de um homem horrendo deve ser uma bosta. Com uma mulher mais horrenda ainda então… puta merda.

Jennon achou que estava pouco, que tinha que sujar um pouco mais seu curriculum, então, no meio do caminho, decidiu que teria uma caso com o agente da banda, Brian Epstein. O nível subia cada vez mais. Não contente, sua esposa contou que ainda queria comer Maul Pcartney, colega de banda, também. Mas Maul era espada e recusou o convite, porque era espada. Seu empresário era gay assumido e apaixonado por Jennon e ele tripudiava. Certa vez, quando estavam pensando em escrever uma biografia deste empresário, Jennon sugeriu o título “Judeu afeminado”.

Só que, um belo dia, Jennon teve um rompante e resolveu viajar dez dias sozinho com o “Judeu Afeminado”. Ninguém soube ao certo o que se passou, mas dizem que Jennon liberou seu brioco magro. A fofoca comeu solta. Um amigo deles, Dj da casa noturna onde eles tocavam, fez uma brincadeira insinuando que Jennon teria dado o roscofó nessa viagem. Jennon espancou o infeliz, que supostamente era seu amigo. Me pergunto como é que ninguém nunca deu umas porradas nessa tripa inglesa. Tão magrelo… acho que até eu poderia sair na mão com ele!

Jennon se amarrava numa violência. Se desentendeu com o primeiro baixista da banda, por outros motivos, brigou com ele e em um gesto covarde (só assim para aquele pau de virar tripa conseguir bater em alguém) chutou sua cabeça. Resultado? Sérias lesões e a morte do rapaz, aos 21 anos de idade, poucos meses depois, diretamente relacionada com essa briga. Jennon se importava? Não, não se importava. Arrumou um novo baixista e tocou o barco.

Para não perder o hábito, Jennon espancava YoCU também. Ela, por sua vez, também dava uns cascudos nele. Uma relação super saudável. O Dragão Chinês começou a envenenar o Lohn contra seus colegas de banda e ele, como bom frouxo covarde que era, começou a querer viver em um mundinho só deles. Chegou a declarar que eles eram praticamente a mesma pessoa. Saudável, hein Campeão?

E por falar em declarar, disse que sua banda era mais famosa que Jesus Cristo. Modesto, hein? Depois dizem que Mark Chapman era transtornado. Transtornado é quem idolatra esse bosta egocêntrico covarde e espancador. Mark Chapman é um sopro de lucidez no meio das zebras.

O cara tava se achando. Se achando? Não, ele não se achava, ele se tinha certeza. Rompeu com os colegas de banda e foi para uma carreira solo vergonhosa.

O Dragão Chinês declarou que Lohn tinha tesão em Maul, seu colega de banda. Povo moderninho, né? Eu não continuaria com um homem que tem tesão no amigo. O pai de Jennon conta que o filho o hospedou em sua mansão, estava tudo ótimo, até que um dia Lohn surtou, mandou ele embora vomitando mágoas e descreveu com detalhes como o mataria se ele voltasse a procurá-lo. Comer a mãe e matar o pai… Alô? Freud?

Mas YoCU não foi a única responsável pela briga da banda, justiça seja feita. A vaidade galopante de Jennon contribuiu. Com o tempo, Maul, mesmo sem perfil de liderança, por ser muito bonzinho e pacato, começou a se destacar. Tudo quanto era música que estourava era dele. Jennon começou a ficar nervoso e começou a brigar. Competia em tudo, até mesmo nos desfavores. Quando Maul disse a uma revista que havia experimentado LSD, Jennon ficou putinho, porque ELE queria ter dito isso primeiro e ter seu nome ligado à fama de drogado. Olha que bacana, competindo para ver quem tem mais fama de drogado! Nessas horas me pergunto se Rafael Pilha poderia ter sido um Teatle.

Jennon fez YoCU listar todos os homens com os quais já havia feito sexo, e depois proibiu-a de continuar sendo amiga deles. YoCU ficou sem amigos (como tem barangueiro nesse mundo, não?). Muito amor, muita liberdade. Faz-me rir, Jennon, seu hipócrita do caralho! Claro que a clausura só valia para ela. Ele, por sua vez, teve um caso até com a secretária de YoCU, Pay Mang.

Enquanto a multidão cega idolatrava este imbecilóide, criminoso, espancador, assassino, covarde, um sopro de inteligência se fez notar: em 08 de dezembro de 1980 Mark Chapman deu uns tiros de 38 (revólver de atirar em sogra e em amigo, diga-se de passagem) em Jennon, calando de uma vez por todas essa boca arrogante e imbecil. Dá para acreditar que prenderam o cara? Eu teria dado uma medalha, mas tudo bem. Relatos médicos dizem que ele morreu após perder 80% do seu sangue. Morreu facinho, né? Traficante carioca leva dez tiros e vai andando para o hospital. Será que ele gostou quando finalmente a covardia foi COM ELE?

Lohn Jennon era um babaca, arrogante, hipócrita e transtornado que passava mensagens comerciais ao mundo, da boca para fora. Eu sempre digo que palavras são muito fáceis, cada um fala o que quer, mas atos… ahhh os atos! Eles dizem tudo! Jennon era uma fraude, um desajustado social, que se não tivesse aptidão musical estaria preso desde os 20 anos. Porque tem essa: se é famoso, é apenas “excêntrico”, se é pobre, é um “vagabundo marginal”.

Drogado, idiota, pernóstico, criminoso, feio e covarde. Um desfavor ambulante. E olha que falou espaço para falar muita coisa desse bostinha. Mais bostinha do que ele, só quem o admira. Quem o admirava na época eu não culpo, porque esse lado negro era camuflado e abafado, mas quem o admira ainda hoje, como ser humano, tem minha presunção de analfabetismo.

Para me xingar por falar mal de um homem tão bom, tão correto e tão ético, para me ameaçar de morte e para sugerir nomes para os próximos Processa Eu: sally@desfavor.com