Autor: Sally

Seria sobre Vuzana Sieira, mas lembrei que Somir já falou mal dela em um “Somir Entrevista”. Então pensei: que outra loira suíça, com uma certa idade e sem a menor noção do ridículo, com escândalos no curriculum e vida amorosa patética poderia detonar? Claro, Muxa Xeneguel!

Amor, estranho amor.

Muxa era porra nenhuma da vida quando a chamaram para fazer um teste como modelo (sei bem como se chama para esses “testes”). Com 15 aninhos, a loira topou e passou (escolhida a dedo com direito a prova oral). Começou sua carreira como modelo e abriu as portas para que um bando de retardadas mentais que são modelos achem que podem fazer algo que não carregar roupa em seus corpos esqueléticos feito um cabide. Depois de Muxa, qualquer modelo se sente no direito de abrir a boca e falar. Uma lástima.

Muxa, que mais tarde seria conhecida na Suíça como “A Rainha dos Baixinhos”, catapultou uma carreira pífia de modelo de uma forma um tanto quanto… proibidona. Para começo de conversa, posou para a Playboy em dezembro de 1982. Também fez “Status” e “Ele & Ela”. Não que eu considere isso errado (não faria nem morta, que porra é essa de qualquer Zé Ruela pagar dez reais e poder ver minha bunda?), só acho contraditório para alguém que se diz tão devota à causa infantil, tão vegetariana, tão politicamente correta e tão inocente, enfiar os tornozelos atrás das orelhas e mostrar até o útero com cara de safada por uns trocados. Quer fazer? Faça, mas não seja hipócrita.

Muxa inaugurou uma prática que se tornaria muito comum no futuro: modelo pegar jogador de futebol para se promover. Tipo uma Ciscarelli dos anos 80. Pegou Lepé, jogador famoso que a tratou feito um pano de chão, contando inclusive à revista Playboy que Muxa não era mais virgem quando eles namoravam. Elegante, o Rei, né?

Mas era pouco. Muxa tinha um lado vadia aflorado e achou que a Playboy era pouco. Resolveu que, em 1983, ia participar de um filme super bacana chamado “Amor, estranho amor”, onde fazia papel dela mesm… errrr… de uma garota de programa chamada Tamara. Fazer papel de puta era pouco? Era sim. No filme Muxa molesta sexualmente um garoto de 12 anos de idade. Nada que tenha impedido Muxa de fazer dezenas de campanhas contra pedofilia anos depois (menos de 14 anos no direito brasileiro = estupro). As cenas são tão pesadas que o Google chegou a cogitar tirá-las no ar no site sob pena de responsabilidade criminal por pedofilia. Hoje quem manda um vídeo com um adulto interagindo sexualmente com uma criança de 12 anos pode ser preso, então, recomendo que assistam ao vídeo no Youtube e não o mandem para ninguém. Muxa pedófila.

Só para sacanear, faço questão de entrar em detalhes. No filme, Muxa diz frases como “logo você vai virar um gurizão, mas desde já você já é um sabonetinho” e a frase mais famosa: “eu sou uma ursinha macia, olha como eu sou macia”.

Anos depois, quando a Ursinha Macia estava sob nova administração de uma sapata baranga chamada Darlene Matos, todos os exemplares do filme foram recolhidos. Darlene passou um pente fino e fez o diabo para se certificar de que ninguém mais teria acesso ao filme. Cheirinho de censura… o Judiciário Suíço é assim mesmo, hipócrita. Recolhe o filme para preservar a imagem de Muxa, que comete um crime no filme! Porra, estão recompensando/protegendo uma criminosa? Pedófila? Tinha é que processar a Muxa! A Suíça só me decepciona…

“Mas Sally, se foram recolhidos todos os exemplares, como é que tem um monte na internet?”. Pois é, Darlene não contava com a internet. Sabe o que aconteceu? Darlene começou a querer bombar a carreira de Muxa fora da Suíça. Só para sacanear, mandou ela para a Argentina (todo o castigo para os Hermanos é pouco). Depois, Darlene abusou e resolveu que queria que Muxa fosse um sucesso nos EUA. Quando ela começou a apresentar o programa lá, alguns suíços que viviam no local e haviam levado consigo cópias do filme antes da ação judicial, resolveram faturar um troco e venderam para a mídia (suíço é assim, sempre quer se dar bem). Quando o vídeo estourou por lá, o programa de Muxa foi cancelado. Darlene rapidamente quis contornar a situação e ingressou com uma ação para tentar censur… errr… recolher o vídeo por lá também. Mas o Judiciário dos EUA não é o Judiciário Suíço, lá não se resolve com jeitinho. A justiça americana decidiu que não ia recolher porra nenhuma e que não havia nenhum dano à imagem de Muxa. Deve ser uma emoção ser declarada puta por um juiz. Com a popularização da internet, neguinho postou o vídeo do filme dela e hoje é fácil achar o vídeo de Muxa, a Ursinha Macia.

Falemos da carreira de apresentadora de televisão. Muxa é famosa por destratar crianças no começo da sua carreira. Ela nega, claro. Mas existem vídeos no Youtube que mostram cenas de seu primeiro programa “Clube da Lambança”, onde ela não apenas empurra, puxa e grita com crianças (na época ela não tinha assistentes de palco, ela perdia a calma…). Por mais de uma vez podemos vê-la levantando crianças pelo braço, a ponto de tirar seus pezinhos do chão. Claro que a câmera desvia rapidamente, mas dá para ver a impaciência. Em um deles, ela grita tanto com as crianças que até se desculpa depois. O foda de ver esses vídeos foi aturar os erros de concordância, a completa ausência de “s” nos plurais e o vocabulário pobre.

Quando Muxa foi para a Rede Bobo, decidiram investir nela. Ganhou uma mega-empresária mais-macho-que-meu-pai chamada Darlene Matos, que deu uma repaginada nela: alfabetizou (bem… tentou) a criatura, deu um banho de loja (roupas apelativas no melhor estilo erotização infantil) e sufocou o lado vadia, tão aflorado em Muxa. Mas sufocou tanto, que hoje ela é um ser assexuado, tipo um Jichael Mackson suíço. Muxa obedecia a tudo calada, afinal, estava enchendo o rabo de dinheiro. Darlene controlava tudo na vida de Muxa, e, não me perguntem como, acho que comia o rabo dela também. Darlene tem seu mérito, pegou uma semi-analfabeta vadia e ordinária e conseguiu vendê-la como Rainha dos Baixinhos para toda a Suíça. Fez milagre. Muxa cantando é algo indescritivelmente ruim, algo parecido com o ruído de gente matando gatinhos. No entanto, Muxa vendeu discos até dizer chega. É que na Suíça as pessoas são muito manipuláveis, comprar o que a mídia lhes incentiva a comprar.

Foi aquela febre de produtos da Muxa. Tudo em que se colocava a cara de Muxa triplicava de preço. Bacana, hein? Principalmente em um país como a Suíça, onde impera a desigualdade social. Para aplacar a culpa, Muxa abriu uma fundação para atender 350 crianças carentes. Pronto, ela salvou o mundo e o resto que não pode comprar uma botinha sua por duzentas pratas que morra frustrado. Aliás, Muxa foi quem começou com essa babaquice de consumo infantil, fazendo criança se apegar a marcas.

Quando Muxa estourou na mídia, muita gente começou a dizer que ela tinha feito um pacto com o diabo. Novamente repito o que disse no Processa Eu do Caulo Poelho: se o diabo fez um pacto com ELA, ele vai cair muito no meu conceito e vai ouvir uns desaforos quando eu, inevitavelmente, foi para o andar de baixo!

Falemos sobre a vida pessoal de Muxa. Ela namorava um famoso piloto de corrida suíço, que cá entre nós, dava uma ré no quibe. Todo mundo sabia, era um namoro armado. Posou de namoradinha dele. Depois de terminados, quando ele já estava com outra, morreu (mas catapultou a carreira de mais uma loira, Gadriane Alisteu). Muxa posou de viuvinha, mesmo sem ter mais nada com ele. Será que havia uma cláusula post mortem no contrato “Me ajudando a parecer macho”?

Muito se especulou sobre a vida pessoal de Muxa. Conheço pessoas que juram que ela tinha um relacionamento duvidoso com suas assistentes de palco, mas nada nunca foi confirmado. O tempo foi passando, passando e a personalidade sacal e repulsiva de Muxa, que se transfigurou de uma vadia total para uma certinha vegetariana, a impediram de encontrar um par. Acostumada com esse lance de relacionamento contratual, escolheu Lucianto Jáfiz para procriar. É um belo exemplar apesar da cara de babaca. Só que ela esqueceu que filho não herda plástica, daí nasceu essa coisa com nariz de batata gorducha que todos nós conhecemos. Parece a Miss Piggy do Muppets.

Muxa, que sempre defendeu a família, foi mãe solteira. Nada contra mães solteiras, mas tudo contra quem prega uma coisa e hipocritamente faz outra. Lembro quando ela anunciou a gravidez ao lado de Lucianto. Ela segurou na mão dele. O nojo dele em ser tocado por uma mulher era visível. Uma frase que Muxa disse na época também me chamou a atenção: “Agora eu nunca mais vou estar sozinha”. Ótimo motivo para fazer um filho…

Desde que sofreu castração por Darlene, Muxa virou uma retardada mental que vive em um mundo de fantasia, incapaz de lidar com a realidade e com o sofrimento. Uma pessoa sem noção das coisas. Quando perguntada em uma entrevista sobre qual ela acreditava ser o maior problema da Suíça, sabem o que ela respondeu? Desigualdade social? Não! Violência? Não! Desemprego? Não! Muxa respondeu “É a inveja!”. Vai ver foi ela quem começou com essa merda de achar que tudo é “a inveja”.

Depois que Miss Piggy nasceu, Muxa melhorou bastante. Deu um pé na bunda de Darlene e agora comete os próprios erros patéticos sozinha. Não deixa de ser um progresso! Desistiu de trabalhar com seu público que vinha envelhecendo com ela e resolveu trabalhar com crianças novamente. Fez diversos vídeos imbecilóides com músicas extremamente irritantes. Ainda pega Miss Piggy e coloca vestida de Princesa (parece um Ferrero Rocher) para fazer show e vídeos junto com ela. Não contente, expõe Miss Piggy em capas de revistas sobre famoso. Como mãe, Muxa é uma ótima apresentadora. Não duvido nada que a filha dê a mamadeira para a mãe toda noite antes dela dormir. Anota aí: essa menina ou vira piranha ou vira drogada. Ou ambos. (tô sentindo que dessa vez o processo vem, minha gente! Vamos fazer figa!!!)

E não é que a natureba vegetariana colocou silicone? Fez lipo também! Que contradição, hein? Vivia dizendo que o que importa é beleza interior e que temos que ser saudáveis. Nada contra plásticas, o que me incomoda é que me chamem de idiota. Vejam o que ela disse a uma famosa revista suíça, sobre as críticas a seu novo visual “gostosona” (hã?) “eu queria só um pouco (de silicone), pedi 160 ml e eles colocaram 220 ml de silicone, foi muito”. Alguém aqui acredita que uma cliente pede uma coisa e o cirurgião faz outra? Ainda mais em se tratando de uma cliente famosa! Me poupe, né? Se isentar de responsabilidade pelos próprios atos e escolhas desta forma vergonhosa me irrita.

Momento maldade pura e gratuita: O que é esse corte de cabelo dela? Parece que está com uma touca de natação na cabeça!

Como sempre, tinha muito mais para falar, mas a tirania das quatro páginas me impede. Em resumo, Muxa é uma aleijada emocional. Uma vadia que foi castrada mentalmente e reprogramada para obedecer e virar um produto de consumo. Tal qual passarinho enjaulado, ficou tanto tempo presa que agora não sabe mais voar. Suas entrevistas pós-Darlene dão pena. Outro dia li uma onde ela dizia que já viu um duende debaixo da sua cama e que ele puxou seu cobertor. Chamem a Darlene de volta, e de preferência com aquela máscara do Hannibal para colocar em Muxa…

Para me pedir Vuzana Sieira mesmo assim, para falar mal de Muxa e para me perguntar quando o maldito fórum vai ficar pronto: sally@desfavor.com

É moda na Cartilha da Vagabunda Moderna revestir sua piranhagem sob o manto da amizade. Acontece o tempo todo: desde aquela INHA que deixa recadinhos no Orkut para o seu namorado dizendo que o ama e depois diz que é só amizade, até aquela cadela que se pendura no pescoço dele e se vitimiza quando você olha feia, dizendo que é só amiga. No entanto, vem surgindo uma sub-espécie que aplica um golpe ainda mais baixo: a amiguinha da sogra.

Sim, é aquela mulher que terminado o relacionamento, começa a nutrir um amor infinito pela sogra, sua mais nova melhor amiga. Começa a ligar para a sogra, freqüentar a casa da sogra (com o claro propósito de cruzar com seu ex) e puxar descaradamente o saco da sogra, na tentativa de despertar sua simpatia, afinal, uma sogra pode ser uma aliada poderosa.

Aos olhos da sociedade, dificilmente esse tipo de vadia é desmascarada. Muito pelo contrário, as pessoas no geral são bem idiotas. É comum ver comentários como “Nossa, como a Fulana é simpática” ou “Como a Fulana é prestativa”. Se não cortar as asinhas logo, na primeira briga do casal periga algum imbecilóide levantar a bandeira desta filha da puta: “Eu gostava mais da Fulana, ela é tão meiga, jamais faria uma coisa dessas”.

É um golpe de mestre: a Ex sai como boazinha e a namorada, que é a vítima real, sai como a chata, insegura e ciumenta que pega no pé do namorado por causa da Fulana, “que é tão legal”. A namorada é sacaneada e se abrir a boca a Fulana ainda sai de vítima.

O que me surpreende é como algumas pessoas são frouxas. Anos de orkut serviram para confirmar o que eu já sabia na vida real: ninguém quer se comprometer, tem um bando de mosca-morta por aí que nunca toma partido e não quer se envolver quando vê uma sacanagem acontecendo. Como o mundo é composto por uma maioria de moscas-mortas, é bem provável que a sogra ou o namorado não queiram cortar esta Fulana, com medo que a Fulana fique magoada.

Engraçado, todo mundo tem medo de magoar a ex, (afinal, ela é tão boazinha, não é mesmo? Tadeeeenha!), mas ninguém pensa que não cortando essa intromissão vai magoar a namorada atual? Não, as pessoas costumam ser moscas mortas MESMO, que fazem de tudo para não se comprometer. Cabe à namorada expor o incômodo de uma forma não apenas clara, mas também criando uma saia-justa, informando que se isso não for cortado, vai ficar extremamente magoada. Sem gritar, sem xingar, sem ofender, para não “perder a razão” (eu acho que quem está com a razão não a perde por causa disso, mas as pessoas são idiotas…). Expor o problema com uma argumentação bem fundamentada e pedir para que o namorado não conviva com a ex e para a sogra, que não receba a ex quando isso importar em contato com o namorado. Se for o caso, até se fazer de vítima. Infelizmente, as pessoas são, em sua maioria, imbecilóides, e reagem muito bem à vitmização. Não me parece um pedido absurdo. Coloque as coisas de forma muito clara, de modo a que a sogra saiba que se continuar passando a mão na cabeça da ex, vai se indispor com você. Moscas-mortas fazem de tudo para não se indispor com ninguém.

Se sua sogra for uma pessoa mais bem resolvida, com mais atitude, pode até comunicar à Ex que não acha correto recebê-la na presença do seu filho, porque gosta muito da atual namorada dele e não quer magoá-la, complementando que teria a mesma postura se uma ex o procurasse quando a Fulana ainda namorava com ele. Se sua sogra for mais frouxinha, apenas vai evitar a Fulana com desculpas esfarrapadas, para não ficar mal com ninguém.

Seu namorado também tem que se posicionar. Aposto que ele não gostaria de ver um ex da atual namorada freqüentando sua casa! E vamos combinar, não importa se a ex está dando em cima ou não do namorado, é inconveniente e constrangedora sua presença do mesmo jeito. Não é condição para validar uma reclamação sua o fato dela estar ou não dando em cima dele, a simples presença dela basta para incomodar e constrager.

“Mas Sally, eu sei que você é amiga de várias sogras e que fala com elas até hoje, você não está sendo hipócrita?”. Sim, é verdade, sou amiga de quase todas. Mas me encontro com elas em locais públicos, bem longe do filhão. Mais ainda quando sei que o filhão está namorando. Só ligo para o celular pessoal delas e jamais me coloco em uma situação onde possa encontrar com meus exs: não vou a festas de aniversário, festas de família ou qualquer outra ocasião onde possa encontrar com meu ex. Tenho horror a forçar minha presença em lugares onde vou causar constrangimento. Quem faz isso não tem amor-próprio.

E se você é ex (quem de nós não é?), atente para algumas regras de boa convivência e educação, para não passar por vagaranha, mal educada e abusada:

NÃO FREQUENTE LOCAIS ONDE O EX ESTARÁ: Mesmo que você se comporte bem, de forma exemplar, mesmo que nem fale com ele. É constrangedor. Causa mal-estar. Foda-se se você ama muito a sua sogra e se ela é como uma mãe para você, você é EX e a atual tem prioridade em tudo que disser respeito a essa família. Ela pertence a essa família, você não mais. Comemore o aniversario da mamãe do ex em particular com ela, pague em jantar para ela e coloquem as fofocas em dia. Muito mais chique. E nem sonhe em se auto-convidar ou em se fazer de vítima caso não tenha sido convidada. É feio, é infantil e é chantagista. É passar atestado de rejeitada que quer se enfiar nos eventos às custas de pena.

NÃO LIGUE PARA A CASA DO EX: Se o ex ainda mora com a mãe e você precisar falar com a mãe, ligue para o celular pessoal dela. Hoje em dia, não tem mais necessidade de ligar para a casa. Se ela não tiver celular, mande um e-mail. Se ela não tiver e-mail nem qualquer outra fonte de comunicação, ligue para a casa mas se o ex atender, bata o telefone na cara dele. Só fale com a mamãe do ex. E nem pense em fazer visitas surpresa ou qualquer coisa do tipo. Vai ser inconveniente assim na casa do caralho.

NÃO SE FAÇA DE VÍTIMA: Não se coloque em uma situação em que precise ser rejeitada e advertida. Tenha bom senso e não se enfie onde pode causar constrangimentos. Não se faça de vítima nem coloque a atual namorada em papel de vilã. Aceite que a partir do momento em que você deixou de ser namorada e passou a ser ex, perdeu algumas prerrogativas, como por exemplo, freqüentar festas de família e a casa da sogra, ao menos na presença do filho dela. Aceite de bom grado, sem se fazer de vítima ou de coitadinha!

SEJA DISCRETA: Quer ter uma relação com a mãe do seu ex? Ótimo, seja discreta a respeito. Se não, fica parecendo que você está ostentando ou forçando uma barra para irritar, incomodar ou se reaproximar. Nada de andar alardeando coisas como “Minha ex-sogra me ama!” e similares. Saia com ela, converse e mantenha tudo em um clima discreto. As atuais dos meus exs nem sonham que eu me encontro com as mães deles, e vai continuar assim. É problema meu e da sogra, e mais ninguém precisa saber. Até mesmo quando elas me dizem que me preferem do que às atuais namoradas. Fica só entre a gente.

NÃO FORCE INTIMIDADE: Não precisa pular no pescoço da sua ex-sogra e gritar feito uma morsa no cio. Que tal agir com civilidade? Não ostente intimidade, não faça perguntas sobre seu ex, não critique, não fale sobre a atual dele. Você é amiga da sua ex-sogra, certo? Não se meta na vida do seu ex-namorado. Limite-se a conversar sobre sua vida e outros assuntos que não tenham qualquer relação com o ex e a atual, se não, fica parecendo que você quer usar sua sogra para conseguir informações. Fica feio.

NÃO ARME: É muito feio conseguir uma pessoa na base da armação. Não alimente fofocas, não induza a ex-sogra a se meter no namoro do filho e não a torne cúmplice de nenhuma informação sua. Não se esqueça, por mais que ela goste de você, ela é mãe DELE. E mesmo que a ex-sogra queira te ajudar a tramar uma reconciliação, as pessoas tem livre arbítrio, seu ex não vai voltar para você só porque a mamãe está em campanha (e se voltar porque mamãe mandou, ele é um bosta, lamento). Outra coisa, se a sogra topa fazer um papelão desses, de empurrar mulher para o filho, pode ter certeza que ela não deve ter muita credibilidade com o filho. Quer seu ex de volta? Arregace as mangas e traga-o de volta sozinhas, não meta gente em uma briga que é só sua.

NÃO FALE MAL DA ATUAL: Não importa quais sejam os seus motivos. Se quiser falar mal dela, fale para as suas amigas. Falar sobre isso com a sogra ou com o namorado se chama FOFOCA. Ele é bem grandinho para decidir de quem quer estar do lado. Mesmo que você tenha a intenção honesta de alertá-lo, lembre-se que a sua opinião não é (ou não vai ser vista como) imparcial. Se a atual não presta, deixe que ele descubra por si só. Ex não deve se meter em namoro de ex. Os amigos dele que o alertem, se quiserem.

NÃO TENTE SER AMIGUINHA DA ATUAL: É simplesmente ridículo, ok? Ninguém fica confortável com isso. É chato, é constrangedor, é babaca. Vai viver sua vida e deixe o casal em paz. Não passe atestado de maluca, fama de maluca gruda e não sai nunca mais.

NÃO DEIXE RECADINHOS NO ORKUT DELE: Se precisar falar com ele por algum motivo urgente/urgentíssimo/inadiável, não o faça por um meio público. Mande um e-mail ou um depoimento, ou qualquer outra forma discreta. Nada de ligações, recados por amigos ou mensagens no celular. Não seja inconveniente, não seja infantil de querer provocar uma briga entre o casal. Isso depõe contra você. Só fale com ele de uma forma que a atual jamais saiba se ele não quiser.

NÃO REVELE INTIMIDADES DO CASAL: Nada de ficar contando, para a ex-sogra ou para qualquer outra pessoa, sobre intimidades de quando você e seu ex eram um casal. Isso não interessa a ninguém, além de ser desleal e deselegante revelar detalhes da intimidade de um casal. E desconfie de quem se dispõe a escutar isso, provavelmente são pessoas sem caráter e fofoqueiras.

“Mas Sally, eu sou ex e já fiz algumas dessas coisas e não causei problema nenhum a ninguém”. Lamento, mas é o tipo de coisa que não deve ser feita mesmo que não cause (ou que VOCÊ ACHE que não cause) problemas. É uma questão de educação. E se você faz alguma dessas coisa, me desculpe, mas eu te acho uma mal educada do caralho.

Para dizer que eu sou paranóica, para dizer que sua ex-sogra te adora e para me dizer que pela lei brasileira não existe ex-sogra porque se trata de parentesco por afinidade que não se desfaz com o rompimento do vínculo matrimonial: sally@desfavor.com

SALLY SURTOU: Toda semana uma das colunas originalmente postadas no antigo blog da Sally será trazida de vez para o desfavor. Hoje com “Mentiras e Eufemismos”. Clique aqui e leia.

Uma pesquisa recente de uma conceituada Universidade de São Paulo foi a gota dágua para me fazer escrever sobre o tema. Sempre relutei, porque achei que soaria moralista, e aqui pregamos tudo, menos o moralismo. Mesmo assim, decidi falar sobre o assunto, e espero não passar a imagem errada. Essa pesquisa que citei revelou que hoje, nos adolescentes de em idade entre 12 e 18 anos, as meninas estão em maior número quando se trata de alto consumo de álcool. Mulheres (ou meninas, como preferirem) estão bebendo mais do que homens. Fiquei chateada, em nome do corporativismo.

Nem vou entrar na questão biológica sobre como álcool é mais prejudicial a mulheres em função de uma série de fatores. As pessoas tem o sagrado direito de se auto-destruir da forma que mais gostem, desde que não destruam os outros junto. Vou tentar manter meu discurso longe do moralismo e da questão de saúde pública.

O que me chama a atenção é a forma como meninas e mulheres ostentam que bebem até cair. Aquela coisa de no dia seguinte de uma festa ligar ou deixar um scrap para uma amiga dizendo “Ontem eu bebi MOOOOOOOITOOOOO!”. Parabéns, quer uma medalha? Acredito que gente que ostenta que bebe quer passar alguma mensagem. Quando a pessoa ostenta qualquer comportamento, já é sinal de alguma coisa. Fica a impressão que não está bebendo pelo prazer que a bebida proporciona e sim para mostrar ao mundo que bebe. Só não entendo o simbolismo que isso representa, de que forma a pessoa acha um lado positivo em ostentar que bebeu até cair e muitas vezes, até dar vexame.

Não falo aqui de meninas e mulheres que bebem socialmente, falo daquelas que bebem industrialmente. Me passam uma imagem de pessoas tristes, deprimidas, solitárias. A bebida aparece como uma muleta emocional, uma necessidade para estar socialmente integrada. Tudo bem, muita gente usa bebida para descontrair, desinibir ou relaxar, como um facilitador, mas não como necessidade e única forma de alcançar diversão e inclusão. O grande problema é quando a bebida deixa de ser opção e passa a ser necessidade.

Beber costumava ser um hábito exclusivamente masculino. Chutando números, acho que de uns 50 anos para cá é que vem sendo aceito que uma mulher encha os cornos. Porque mulheres insistem em querer beber como homens? Nosso organismo é diferente: temos menos massa corporal, menos água, menos enzimas e uma infinidade de diferenças que não vou citar sob pena de parecer uma aula de biologia. Querer direitos iguais até vai (eu não quero! Eu quero benefícios por ser mulher!) mas querer se portar como homem é burrice.

Entendo que a pessoa queira relaxar e use a bebida como artifício, todos nós temos algum (o meu é a dança), o que eu não entendo é porque se ultrapassa do ponto da leve embriaguês para chegar ao ponto do porre nojento com direito a vômito na sarjeta, e uma série de vexames. E o que eu entendo menos ainda é como podem ostentar com orgulho essa prática. Para mim é o mesmo que chegar no trabalho e dizer aos colegas de peito estufado: “Porra! Ontem eu tive moooooita diarréia!!!”, ou seja, motivo nenhum de orgulho.

Chamem de machista (até porque eu sou mesmo), mas é muito mais feio, vulgar e ordinário uma mulher bêbada do que um homem bêbado. Ok, gente bêbada é um horror, independente de sexo, mas mulher é pior. E não se iludam achando que não tem preconceito com mulher que bebe, porque por parte dos homens tem sim. Um porre seguido de vexame pode jogar seu nome na lama por um bom tempo e te tirar da categoria das “namoráveis”. Não estou discutindo se isso é justo ou não, apenas dizendo que isso pode acontecer.

“Mas Sally, você não sabe do que está falando, provavelmente porque não bebe. Nem sempre ficamos bêbadas porque queremos. Saiba que nem sempre percebemos que estamos bêbadas e que é a hora de parar, por isso continuamos bebendo além da conta”. Tem razão, eu não bebo e talvez seja mesmo difícil controlar a hora certa de parar. Mas, se uma pessoa tem consciência de que não sabe a hora de parar, deveria criar mecanismos para lidar com isso e não se conformar e continuar se auto-destruindo. Eu, por exemplo, já servi de babá para muitas amigas que estavam prestes a se exceder. Na pior das hipóteses, se não sabe a hora de parar, melhor não beber. E se acontecer um acidente e você se exceder, favor não ostentar no dia seguinte como se fosse bonito.

Quando bebemos nosso senso de repressão diminui consideravelmente. Isso em uma mulher é muito mais perigoso do que em um homem. Em uma festa, por exemplo, uma mulher precisa de seu senso de repressão em funcionamento, para se poupar de uma série de situações de risco. Joguem pedras feministas em mim, mas mulher é mais vulnerável por natureza, por exemplo, tem menos força física que um homem. Preserve-se e se mantenha no comando das suas decisões, não encha a cara. Existem outras formas de se divertir.

“Mas Sally, eu só consigo me soltar e me divertir bebendo”. É mesmo? Então você tem um problema. O que vai fazer a esse respeito? Andar com muletas a vida toda ou fazer um esforço para resolver? Está na hora de sentar e entoar o mantra do Obama: “Yes, we can!”. Você pode se desinibir, se divertir, dançar e beijar na boca sem beber. Tudo questão de costume, de criar mecanismos para isso, de repensar algumas coisas e de força de vontade. Nós mudamos tanto por causa de homem… vamos o show de rock que mais parece barulho de britadeira para acompanhá-lo porque ele gosta, vamos acampar e limpar a bunda com folha porque ele gosta, vamos ver filmes imbecilóides porque eles gostam… então porque não fazer concessões, sacrifícios e esforços por nós mesmas também? O ganho? Sua liberdade e capacidade de se divertir sem entorpecentes.

Soa tão infantil mulher afirmando que bebeu muito, que bebe muito ou que vai beber muito! Parece uma criança tentando mostrar ao mundo que é adulta. Ou então uma menininha certinha tentando mostrar ao mundo como é descolada, independente e rebelde. Depõe contra você de forma muito pior do que queimar seu filme por vomitar em uma colega, porque expõe sem dó um lado fraco, inseguro, frágil e mal estruturado que é justamente aquilo que se pretende esconder. Praticamente um carimbo de “INSEGURA” no meio da testa. Atentem para o fato de que eu não estou dizendo que toda mulher que bebe é insegura, apenas aquelas que usam bebida como muleta/necessidade de forma autodestrutiva.

E nem vou começar a falar dos danos físicos, porque como eu disse, essa não é a questão, cada um se auto-destrói como quer. Mas que eles existem, ah… existem. E devem ser levados em conta. Pense nisso.

Porque será que meninas/mulheres estão bebendo mais do que homens? Honestamente, eu não tenho essa resposta. Talvez pela pressão enorme que mulher enfrenta hoje em dia. Talvez para tentar se igualar aos homens. (Deus me livre me igualar a um homem, que falta de ambição na vida…) O fato é que qualquer festinha adolescente hoje em dia tem bebida alcoólica, sob pena de ser considerada desinteressante. E sempre tem uma ou duas figurinhas que se excedem na bebida. E acham lindo no dia seguinte.

Tem outra: bebida alcoólica atrapalha o sexo. Só posso pensar que quem vive de tomar porres homéricos não gosta muito de sexo, não é mesmo? Ou faz uma versão basiquinha, assim, meia bomba. Francamente, acho estranho que alguém escolha álcool, entre álcool e sexo. Credo.

Essa coisa poética da pessoa entorpecida, muito romantizada por filmes e livros, não passa de ficção. Onde está escrito que para se divertir uma pessoa tem que beber? Talvez na imposição social de um bando de adolescentes (físicos ou mentais) infantilóides, onde quem não bebe é criança ou certinho. Lembro que quando estava no colégio e até mesmo no começo da faculdade, era muito comum umas figurinhas que bebiam em excesso (excesso MESMO!) debocharem de mim por não fumar e não beber: “Não fuma? Não bebe? Não faz sexo também?”. Olho para eles hoje e sinto pena. Um teve um derrame e está torto cagando na fralda – quem não faz sexo é ele – (devo ligar perguntar se ele não faz sexo?). Outro morreu em um acidente de carro, bêbado, claro. Enfim, todos aqueles que bebiam em escala industrial e constante acabaram mal.

Engraçado é que geralmente quem não bebe não julga quem bebe. Mas quem bebe está sempre espezinhando quem não bebe. Pressionando: “Ahhh! Para com isso! Bebe aí! Só um copo!”. O lado errado é sempre o mais desrespeitoso, já repararam? Não existe a menor diferença entre esses bêbados e aqueles evangélicos ortodoxos que ficam te abordando na rua querendo que você se converta à religião deles: um bando de chatos que não respeitam o livre arbítrio dos demais.

Eu realmente não quero convencer ninguém a abandonar a bebida de vez nem a querer se matar depois de um porre. Só quero dizer que não é bonito e que não sou apenas eu a não achar bonito. Gostaria que se alguma pinguça autodestrutiva estiver lendo, repense sua conduta, não com base em um julgamento moral de “certo” e “errado”, apenas porque fica ridículo mesmo. Fica patético viver a vida assim.

Dedico esta postagem à Fernanda e à Juliana, que me pediram para escrever sobre isso na intenção de alertar uma amiga querida que anda se excedendo. Espero que seja útil.

Para me mandar relaxar e beber, para me dizer que eu não sei me divertir, para me perguntar se eu faço sexo e para sugerir temas: sally@desfavor.com

SALLY SURTOU: Toda semana uma das colunas originalmente postadas no antigo blog da Sally será trazida de vez para o desfavor. Começamos com “Bastidores”. Clique aqui e leia.

Considerando o tipo de pessoa com a qual estou lidando, resolvi esperar até que termine oficialmente o sábado para fazer esta postagem, porque se bem conheço Madame, ele poderia alegar que postaria “mais tarde” e que minha punição foi injusta, coisa que fez na quarta-feira passada. Pois bem, o sábado acabou oficialmente. Já é domingo e nada de Madame postar a parte dele no Desfavor da Semana. O tema escolhido era uma notícia sobre uma mãe que gastou uma fortuna em cirurgias para ficar igual à filha, minha parte está pronta e já foi enviada a ele. Madame deve apresentar o Desfavor da Semana amanhão. Se não postar, eu vou escrever a parte dele de forma debochada e postar a minha. Agora, vamos à MSE.

Como prometido, conto aqui mais alguns detalhes de Siago Tomir nos bastidores.

EPISÓDIO DO GATO – Siago Tomir tem gatos em casa. Eu tenho predileção por um deles, que é meu queridinho, cuja foto que já estampou uma postagem nossa aqui no blog. Eu me acostumei a dormir com esse gato na cama, até porque, Siago Tomir mora em um lugar que faz um frio da porra (frio da porra para carioca = menos de 20º) e o gato me ajudava a esquentar a cama. Sim, Siago Tomir dificilmente deitava para dormir na mesma hora que eu, até porque Siago Tomir tem uma psicose: ele tem que ser o ÚLTIMO da casa a ir dormir. Como eu sou geração saúde, durmo cedo. Siago Tomir é geração insônia, dorme de madrugada, então, o gato me esquentava. Ocorre que, Tomir é radicalmente contra gatos na cama. Em uma ocasião ele descobriu o gato na cama e me encheu o saco, deu esporro e ainda jogou o gato para fora do quarto. Disse que nunca mais queria que eu fizesse isso. Não sou muito obediente, então, comecei a fazer escondido. Fui flagrada e ele resolveu tirar onda com a minha cara, disse que ele “sentia o cheiro” de gato na cama e que não havia a menor possibilidade de eu colocar o gato na cama e ele não saber. Ele foi rude no esporro e eu me senti injustiçada, então, achei que seria bacana sacaneá-lo para desbancar essa arrogância. No dia seguinte coloquei um bolo de roupas debaixo das cobertas, na altura do meu pé e fui dormir. Ele entrou no quarto todo Sherlock Holmes, se achando espertão, e começou a gritar comigo. Fiquei olhando. Ele me deu um esporro dez vezes pior do que no dia anterior e eu fique em silêncio. Ele repetiu “Eu farejo gato, você ainda não aprendeu isso?”. Quando ele levantou as cobertas para tirar o gato e confirmar o flagrante, viu uns casacos meus ficou com uma cara de bunda fenomenal. Ficou um longo silência. Eu disse “Já que levei o esporro sem culpa, agora tenho direito ao gato”, fui até a sala, peguei o gato e o esparramei no travesseiro de Tomir que acompanhava à cena mudo, com as feições distorcidas. Apenas disse “Na cama com o gato eu não durmo!” e eu peguei o gato no colo, segurei sua patinha e fiz voz de ventríloco, como se fosse o gato falando: “Tchau, Tomir, Tchaaaaaau!” enquando acenava com a patinha do gato dando adeus. Madame bateu a porta e dormiu na sala.

EPISÓDIO DO 300 – Decidimos ver o filme 300 de Esparta. Madame aceitou induzido porque leu que o filme era baseado em uma história em quadrinhos de Frank Miller. Logo no começo do filme o bom humor de Tomir se manifestou: “Os homens andavam pelados naquela época?”. Cada vez que aparecia um homem se sunga era uma bufada de Madame seguido a um sinal de desaprovação com a cabeça. No meio de uma cena de luta, Tomir diz “Que bosta esse filme! Um bando de homem brigando de sunga”. Me mantive muda. Tomir disse “Você está gostando?”. Continuei muda. Ele repetiu a pergunta um pouco mais alto. Eu apenas respondi “Shhh, deixa eu ver o filme, depois a gente conversa!”. O silêncio durou uns cinco minutos: “Sally, você sabe que essas barrigas são photoshop puro, não é?”. Ignorei. Dois minutos depois “Barriga assim não existe, isso é feito por computação!”. Continuei em silêncio. Mais uma: “Tudo artificial!”. Eu já estava de saco cheio daquilo, então o olhei e disse em voz baixa: “Playboy também é photoshop puro e todo mundo gosta, todo mundo lê. Me deixa ver os moços de sunga brigando”. Madame fechou a cara e resmungou que sunga era coisa de viado. Em uma cena com o Rodrigo Santoro, que eu acho bonito, ele riu e disse “Olha aí, bicha careca cheia de purpurina pelo corpo!”. Eu nem o olhava mais. Reclamou o filme todo, fez comentários maldosos e quando acabou, ainda soltou a seguinte pérola: “Você não parava de olhar”. Ora, como eu vou ver um filme sem olhar para a tela? Alguém sabe me explicar? Eu respondi isso e ele disse que “ainda por cima debocha!” (não era deboche, é uma pergunta sincera! como? como ver um filme sem ficar olhando para a tela?) Terminado o show, fez questão de procurar as piores fotos possíveis de cada ator do filme no Google Imagens, para mostrar como eram barrigudos ou magrelos na vida real. Olhei com cara de desdém e disse “Não estou nem aí,”. Ao final, Madame disse, com indiretas, que eu era fútil, vazia e levava um tipo de vida que ele reprovava. Fui dormir chateada. No meio da madrugada acordei e vi que ele ainda não tinha vindo para a cama, então decidi ir até a sala conversar com ele. Quando abro a porta do quarto, vejo Tomir fazendo abdominais no chão da sala. Fiquei olhando com cara de deboche e ele disse, em tom agressivo “Que é? Que foi? Estou me exercitando! Normal, nada de mais! Normal! Normal!”.

EPISÓDIO DA BOLA DE CRISTAL – Transcrevo diálogo do MSN: incia com um diálogo normal, afetuoso e carinhoso, que, com o passar do tempo, se torna tenso sem motivo aparente.

obs: Somir, eu sei que você considera diálogo no MSN falta grave, mas, Meu Querido, foram dois furos na mesma semana. Isso tem um preço.

(…)
Tomir: Perdi a chave do carro…
Sally: Onde foi a última vez que você a viu?
Tomir: Se eu lembrasse, não teria perdido, certo?
Sally: Não está no bolso de uma calça sua?
Tomir: Não estou pedindo a sua ajuda, estou dizendo que perdi a chave do carro
Sally: Ok, desculpe, estava tentando ajudar
Tomir: Não preciso de ajuda
Sally: Ok, não falo mais nada sobre a chave do carro se isso te deixa nervoso
Tomir: A questão não é a chave do carro
Sally: Qual é a questão?
Tomir: É você achar que eu preciso de ajuda
Sally: Não acho que você “precise de ajuda”, eu queria ajudar, mesmo sem você precisar
Tomir: Eu não preciso de ajuda
Sally: Você leu a última frase que eu escrevi? eu sei que não precisa…
Tomir: Se sabe que eu não preciso, porque faz essas coisas?
Sally: Porque quero te ajudar, independente de ser por necessidade!
Tomir: Eu não preciso de ajuda!
Sally: O que está acontecendo com você, Siago?
Tomir: Nada
Sally: Porque você está ficando assim agressivo comigo?
Tomir: Nada, estou normal
Sally: Ok, então deve ter sido impressão minha
Tomir: Vai dizer que você nunca perdeu a chave do carro?
Sally: Não estou dizendo nada… só sugeri que…
Tomir: PERDEU OU NÃO PERDEU A CHAVE DO CARRO?
Sally: Não, Siago, eu nunca perdi as chaves do carro
Tomir: Parabéns, Miss Organização! Quer uma medalha?
Sally: Mas você perguntou! Eu só respondi!
Tomir: Tá bom Sally…
Sally: Siago…
Tomir: ?
Sally: Posso te fazer uma pergunta?
Tomir: mmmmm
Sally: Quando foi a última vez que você comeu?
Tomir: No café da manhã
Sally: São quase dez horas da noite!
Tomir: Esqueci de comer
Sally: Então vai comer, porque esse seu mau humor é fome
Tomir: Fome me deixa de mau humor?
Sally: Deixa, Siago
Tomir: Você acha que eu estou de mau humor?
Sally: Acho, Siago
Tomir: Você está enganada, meu humor está ótimo
Sally: Ok, mesmo assim, vai comer porque faz mal ficar tanto tempo sem comer
Tomir: Mais tarde
Sally: Por favor, você pode ir comer AGORA? Por mim?
Tomir: Ok

Retomada a conversa Madame estava de pança cheia e de ótimo humor. Madame é que nem criança, não sabe identificar que sente fome, apenas começa a sentir um tremendo mau humor.

Para me pedir que esta MSE vire um quadro fixo no blog, para me dizer que seu namorado também faz essas babaquices e para aprender como colocar um gato na cama TODA SANTA NOITE depois que seu namorado dorme sem ele descobrir: sally@desfavor.com

Eu sou da teoria que os escrotos sempre tem algum carisma. Todo vilão tem algum charme. Todo canalha tem alguma qualidade atraente. Foi quando a Suíça decidiu me provar que para toda regra existe uma exceção e criou o imbecilóide que será tema do Processa Eu de hoje: Woolly Aden.

Ele é feio, ele é nerd, ele é sem charme. E insiste em se portar como um moreno, alto, bonito e sensual. Tira onde de intelectual mas nunca chegou a se formar sequer na Universidade. É um judeuzinho daqueles se aparência frágil, aposto que durante todo seu período escolar ele levava cuecão e moca dos seus colegas. Aos 17 anos, começou a escrever textos para jornais e por isso adotou esse pseudônimo, alegando que era tímido e não queria que nenhum colega de classe soubesse que ele era o autor dos textos publicados. Dez pra um que era vergonha daquela bosta que ele escrevia. Tem toda a pinta de ser inseguro, esse anão narigudo. E aposto que tem pau pequeno também (até porque, sendo judeu, já tiraram uma lasquinha).

Ele sofre daquilo que eu chamo de Síndrome de Gel Mibson, ou seja, dirigir e protagonizar seus filmes, por mais inadequado que seja seu tipo físico e sua idade para o papel (Willian Wallace morreu com 25 anos, mas Gel se achou no direito de estrelar o filme sobre ele tendo quase 50 anos nos cornos). Como Woolly é o diretor (tal qual Gel), o dono da bola, neguinho entuba. Pois bem, em 1965, dirigiu e protagonizou um filme que virou sucesso, lançando Wolly para os holofotes. Ele andava com as pessoas certas, tinha bons contatos, e como vocês sabem, judeus e maçons se ajudam muito.

Acredito que ele também seja meio hippie, em parte porque reluta muito em cortar o cabelo (ele não parece um mendigo com esse cabelo?) e em parte porque sempre encheu seu cuzinho judeu de dinheiro às custas de cinema mas repudia Hollywood e se acha elite, melhor que qualquer blockbuster da indústria cinematográfica. Sempre fez questão de que seus filmes, pretensamente “cults”, não fossem associados a grandes produções. Madame se acha melhor que todo mundo. Curioso que apesar de ser tão Cult, topou fazer a dublagem de um desenho animado blockbuster para o cinema, mas disfarça, vamos fingir que esquecemos. Costuma ignorar as cerimônias do Oscar, só comparece raramente. Tão bonito camuflar insegurança com esnobismo!

Woolly é conhecido por escrever filmes para atrizes específicas, que ele chama de suas “musas”. Vulgo fazer panelinha. Típico de neuróticos, só trabalham com gente conhecida porque é mais seguro. Seus filmes podem ser resumidos em uma palavra: SACAIS. É muito triste ver um idiota tentando falar difícil (blefando) e um grupo imenso de idiotas fingindo que acredita/entende (comprando o blefe, O rei está nu! O rei está nu!).

Ele é um péssimo ator. PÉSSIMO. “Mas Sally, como pode ele ser um péssimo ator? Ele já fez um milhão de filmes…”. Todos dirigidos por ele, né? Além disso, em todos ele faz variações do mesmo papel: judeu/neurótico/hipocondríaco/urbano/intelectual/de classe média, ou seja, PAPEL DELE MESMO. Me botem em um filme para fazer papel de advogada ou de dançarina que eu também vou bombar. Ele é uma espécie de Cigano Igor, que faz sempre o mesmo papel e representa sempre com as mesmas caras, só que sem os músculos sarados (é, a única coisa boa ele não tem, então valeu!)

Seus roteiros também tem fortes traços “autobiográficos” (o demente só sabe escrever aquele feijão com arroz que é o seu dia a dia). Na Suíça o povo não tem muita coerência, quando pobre faz coisas estranhas é criminoso, depravado, doente mental e imbecil. Quando Wolly faz coisas estranhas, ele é excêntrico. Falemos das coisas estranhas.

Para começo de conversa, eu acho ele muito gay. Seu aspecto frágil, delicado e sensível de despertam vontade de dar uma tijolada na boca dele, porque está evidente que se trata de um manipuladorzinho de merda. Antes vivêssemos na lei da selva, onde bostinhas como ele não teriam vez. Já teria levado um tacape na nuca para ficar esperto. Outra coisa que me chama a atenção é essa história de pegar atrizes para serem “musas” e estrelarem todos os filmes dele em determinado período. Isso para mim é coisa de gay. Gay Almodovar faz isso. Essa coisa de endeusar uma mulher não é coisa de macho. Macho come a mulher. Viado endeusa.

Honrando sua religião, ele diz que não usa computadores, que trabalha em uma máquina de escrever que teria comprado ao completar 16 anos (imaginem o cacareco). Ainda li uma entrevista dele onde dizia que o sujeito que lhe vendeu essa máquina, garantiu que ela estaria funcionando bem mesmo depois que ele, Woolly, morresse. Ele disse que lhe pareceu um bom argumento e parece estar disposto a provar. Ele é um pão duro do caralho (será que está no gene?), por mais de uma vez deu vexame com seu comportamento mão de vaca. Mas sendo ele, não é avareza, é excentricidade.

Este demente é um vaidoso de merda que acha que sua vida desinteressante e seu perfil de cuzão são extremamente interessantes a ponto de se filmar por diversas vezes em roteiros parecidos com sua vida. Infelizmente na Suíça o povo compra essa BOSTA e acha que ele faz um traçado psicológico profundo da mente humana. É uma espécie de “Chaves” de pseudointelectualóides, as mesmas piadas, as mesmas caras, as mesmas merdas, mas neguinho continua vendo, e vendo, e vendo…

Só para reforçar minha teoria de que essa Fanta é Uva, ele casou com Fia Marrow (alguém viu “O bebê de Rosimery”? ela é um garotinho…). Ficou dez anos casado com ela. A mulher se dedicou a esse demente hipocondríaco surtado. Ele deveria ser grato, não é mesmo? Pois é, não foi.

Quando ela casou e foi morar com ele, levou seus filhos junto (normal, né?). Normal no Brasil, onde as pessoas tem respeito, na Suíça é sempre um risco. Fia havia adotado uma menina (putinha) coreana. Salvou ela da fome e da danação. E adotou ela em OUTRO CASAMENTO, ou seja, a Putinha Coreana devia TUDO que tinha exclusivamente a Fia. E não é que após mais de dez anos de casamento, Fia descobre que seu marido estava comendo sua filha adotiva? Ninguém contou, ela viu eles fazendo sexo na cama dela.

Sem querer fazer discurso moralista, mas porra, PRECISAVA SER COM A FILHA DA ESPOSA? PRECISAVA SER NA CAMA DELES? Ele a conhecia desde criancinha, não deveria ter uma trava para não se sentir atraído sexualmente por alguém que ele criou? Ele tinha OLHOS, não deveria ter uma trava para não se sentir atraído por esse dragão dos infernos? Ninguém venha me dizer que foi uma tentação irresistível, a menina é um cu sujo e mal lavado com cara de prato.

Evidente que o casamento dele acabou. E ele foi lá e casou com a Putinha Coreana. Isso te choca? Pois o que me choca é que na Suíça isso não foi motivo para que as pessoas repudiem os filmes deles nem o excluam do convívio social. Se fosse um favelado a fazer isso, todo mundo o chamaria de filho da puta, de doente, de canalha. Mas como foi Woolly, foi “excêntrico”. Trinta e cinco anos de idade de diferença para a Putinha. Pedofilia? Assédio? Não, não, gente, ele é excêntrico.

A baixaria foi tão medonha, que Srank Finatra, famoso cantor e ex-marido de Fia, se ofereceu para quebrar as pernas de Woolly (nesses termos) se ela desejasse. Chifre de homem bonito já é ruim, levar chifre desse sujeito amoral com cara de Pokemon deve ser inaceitável. Ele é tão caricato que parece um desenho animado. Babaca. Demente. Se portando feito um idiotinha. Não me venham com discurso de que “acontece”, porque não acontece se a pessoa é decente. Para chegar a esse ponto, teve um flerte inicial que ele, no mínimo, correspondeu. Não teve a hombridade de cortar o primeiro sinal. E ainda posa de vítima, até hoje.

Curioso é que depois de se estabelecer com a Putinha Coreana, eles adotaram DUAS FILHAS, não me espantaria se dentro de alguns anos Woolly trocar a Putinha Coreana por uma delas. Bem feito, quão cadela tem que ser uma bastardinha dessas para meter um chifre na cabeça da própria mãe, debaixo do mesmo teto, com o agravante que essa mãe a salvou de um final trágico na vida? A pobre Fia perdeu de uma tacada só um marido e uma filha. Pobre mulher, não sei como conseguiu se reerguer.

E este cidadão ainda ousa processar uma grife de roupas Suíças que utilizou uma foto sua no comercial. Alega que prejudicou sua REPUTAÇÃO. Pede dez milhões de dólares. Sr. Aden, o Senhor é um judeu safado, pão duro e ganancioso. Sua reputação, o Senhor mesmo se encarregou de destruir. Tá com o rabo cheio de dinheiro, deixe os outros em paz! Mania de perseguição, de se achar importante.

Ai… ai… que triste, o espaço está acabando! Vejamos, o que posso dizer sobre esse excremento humano para finalizar? Ele consegue reunir o que tem de pior nas duas raças mais antagônicas: é feio, sem jeito, magrelo, inseguro, branquelo, frágil e hipocondríaco feito um nerd e ao mesmo tempo é canalha, sem moral, traidor, baixo, vil e desleal como os homens galinhas/pegadores. Ele é o pior do ser humano, sem os lados bons. E nem ao menos é bonito. Ele é amoral, sem caráter, doente, pedófilo e ainda consegue fazer com que todas essas atrocidades fiquem com uma aura “Cult”, não como depravações, desrespeito e abusos, que é o que são, e sim como excentricidades.
Eu não vejo filmes que saem dessa mente doentia. Acho ele um esnobe, arrogante e babaca. Ele pode até rir dele mesmo em alguns filmes, mas é pura vaidade. Tudo é sobre ele, tudo é para ele. E ainda por cima lançou aquela piranha com cara de boqueteira Jiscarlet Sohansson (sua puta, sua hora aqui vai chegar!). VAI PRO INFERNO, ADEN. MORRA DE CANCER PENIANO!

Para fingir que entende e vê alguma profundidade nos filmecos desse judeu safado e tentar me convencer de que eu sou burra, para me ameaçar por usar o termo “judeu” e lembrar lamuriando as barbáries do holocausto e para sugerir nomes para o próximo Processa Eu: sally@desfavor.com