Primeira coisa que você tem que saber é que a informação que vou te contar hoje não é novidade, muito pelo contrário, é uma informação bastante velha, mas é novidade para mim, por isso decidi escrever sobre o assunto.

Nas minhas horas livres (em que preciso descansar o cérebro) gosto de leituras leves, dentre elas Agatha Christie. Meu livro favorito da Agatha Christie se chama “O caso dos dez negrinhos”, que é uma de suas histórias mais famosas.

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Falemos novamente sobre medos. Para minha surpresa, medo dá ibope. Tanto quanto escatologia, sexo e brigas. Mais um para os “favoritos” no quesito “temas”. Não, a gente não ganha nada se houver mais ou menos cliques (reparem a falta de patrocinador ou coisa do tipo), mas quando o número de comentários aumenta eu fico feliz por puro amor ao debate. Sim, eu assim sou tão baratinha.

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Eu tenho tanto para falar, que vou ser bem sucinta na apresentação, até porque, se você não conhece Chaves, acho que aqui não é o seu lugar. “Chaves” é um seriado que se passa em uma vila onde vários pobres estereotipados convivem em desarmonia, recheado de ironia e humor politicamente incorreto e violência física. Foi criado declaradamente inspirado nas favelas da América Latina e pelo visto, conseguiu retratar muito bem a realidade, já que foi sucesso em todos os países desta região.

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Sim, eu vou fazer uma análise de um jogo. Não, não adianta reclamar. E só para tirar o comentário de alguns: Não foi por causa disso que demorou para o desfavor voltar.

Numa era de jogos cada vez mais voltados para múltiplos jogadores disputarem o tamanho de seus pênis virtuais atirando uns nos outros, The Elder Scrolls: Skyrim prova que aquele jeito “autista” de jogar ainda não está morto.

Para quem acompanha minimamente as notícias sobre games, Skyrim era um dos jogos mais aguardados do ano, sequência de jogos famosos como Morrowind e Oblivion. Pessoalmente, e isso é uma vergonha do ponto-de-vista nerd, esse é o primeiro da série que eu jogo. Mas isso não chega a ser um problema para a história, por dois motivos: Primeiro que acontece séculos depois do anterior (não precisa saber da história pra nada), e segundo porque você basicamente corre por aí matando coisas e torce para dar certo no final (não precisa saber da história pra nada).

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You couldn't be mine.Para começo de conversa, esperei por duas horas para que a porra do show começasse. Como sempre, atrasou pra caralho, começou quase três da manhã. Se eu, que estava no conforto do meu lar, já estava puta da vida com a falta de consideração, imagina quem estava de pé na chuva. Agradeci mentalmente pela milésima vez por não ter ido ao Rock in Rio. Maturidade protege a gente dessas furadas.

O show começa. Axl entra fantasiado de táxi (roupa amarela e brilhante), com uma visível calvície disfarçada por uma bandana estrategicamente colocada na testa e com uns 200kg a mais do que o normal. O bigodinho de Hulk Hogan, somado ao peso extra, o deixavam absurdamentre parecido com uma morsa. Os cornos do Leôncio, do desenho do Pica-Pau. Ficou com a capa amarelo-táxi até que todos os fotógrafos fossem removidos do palco. Achei digno, porque pior do que gordinho, só gordinho sem vergonha que expõe o pânceps. Senti muito medo que em algum momento ele troque de roupa e volte com um short de lycra vermelho, uma coisa meio Stallone feelings, de achar que o tempo não passa para ele. Mas não, Axl se cobriu como deveria. Pena que seu bom senso acabou por aí.

Abriu com “Chinese Democracy”, o que eu achei vergonhoso. Essa porra já nasceu com prazo de validade expirado. Ele sabia que neguinho estava ali para ouvir as músicas dos anos 90 e se aproveitou dos fãs para empurrar esta e várias outras músicas de bosta desconhecidas. Praticamente uma venda casada. Achei abusivo da parte dele fazer algo assim. Mas é o Axl, porra. Mesmo todo cagado, é o Axl. A gente sabe que é bem o tipo de coisa que ele faria.

Depois ele fez um afago cantando “Welcome do the Jungle” , foi quando u pensei que a paunocuzação se resumiria apenas à primeira música, mas logo percebi que estava enganada. Mesmo ao escolher as músicas antigas, ele errou a mão várias vezes. Canou algumas músicas menos importantes como “It’s so easy”, “Mr. Brownstone” e outras que com certeza ninguém sentiria falta se não fossem tocadas. Porque vamos combinar, eu amo Guns, mas o repertório do Guns é o mesmo desde o primeiro Rock in Rio.

Querer bancar uma música do Chinese Democracy é escrotidão, o povo tá lá para ouvir o bom e velho feijão com arroz: Sweet Chield o’mine e cia. Show do Guns é quase uma festa Ploc anos 80. Querer negar isto é negar a realidade. Lembro que no último show deles que eu fui, Axl bateu um papo com a platéia e disse que vinha sendo muito detonado pelos críticos por só tocar músicas antigas, mas sabia que era disso que o público gostava e, apesar das críticas, não pretendia negar ao público uma coisa da qual eles gostavam. Então, ele sabe o que fazer, se não fez foi por pura escrotidão.

A voz do Axl que, por mais que eu o ame, nunca foi grandesmerda, estava especialmente de bosta. Fraca, mal se ouvia ofuscada por uma guitarra histérica que parecia ser tocada por alguém com ejaculação precoce (respeite o tempo da música, porra!), além de tudo ele parecia ofegante. Certeza que ele estava muito drogado, mas muito drogado mesmo. Se fizesse um exame de sangue achariam todos os elementos da tabela periódica nele, isso se o sangue não derretesse o tubo de ensaio. Mas é o Axl. Mesmo todo cagado, é o Axl. A gente sabe que não se podia esperar que ele estivesse de cara limpa. Eu o perdôo, o cara é autor das músicas que embalaram os melhores e piores anos da minha vida. Ele é uma espécie de Pilha americano, mesmo todo cagado eu não consigo deixar de amar. Acho que vou apelidar ele de “battery”.

Quando ele cantou “Live and Let Die” quase tive um troço ao vê-lo com uma jaqueta preta de couro brilhante. Foi de morsa a Shamu em dez segundos. Keiko feelings. A jaqueta ainda estava aberta e ele estava com uma blusa branca por baixo, simulando com perfeição aquela barriga branquinha de orca. E o público lá, todo molhado e faminto gritando “GUNS N’ ROSES! GUNS N’ROSES!”, porque vai, é o Axl. Todo cagado, mas é o Axl. Comecei a achar que o show fluiria, mas esqueci de um detalhe: Axl precisa de intervalos regulares para cheirar/fumar/injetar e a única forma socialmente aceitável de fazê-lo é botando aqueles músicos coadjuvantes para solar.

Tremendamente pau no cu quando aqueles músicos piolhentos com aspecto de mendigo bêbado cismavam de solar. Todo mundo sabe que o Guns n’Roses é o Axl, porra! Quem quer tocar lá vai ser um pequeno apêndice do Axl. Vai solar em casa, para sua esposa ouvir. Quem está lá, está para ver o Axl. O Guns tem hits demais para se dar ao luxo de ocupar o show com solo de um nobody piolhento. Tá pensando que é o Slash? Pelo visto sim, usou uma cartolinha igual e jogou o cabelo na cara. Não, Nobody da guitarra, você não é o Slash. Vai chorar lá no cantinho da vergonha, vai.

E mesmo o Slash, só fazia por causa daquele cabelo dele, que despertava um misto de curiosidade com repulsa. Raspa o cabelo do Slash e me diz se alguém tem saco para aturar um solo dele. Ódio especial de um guitarrista que parecia o Charles Manson de rabo de cavalo, com duas guitarras, solando sempre que sobrava um espaço. Eu ri quando ele tropeçou e caiu, pena que a Globo Toque de Merdas (Multishow entra junto) não deram ênfase a esse momento, porque não condiz com a imagem de evento perfeito que eles alimentam.

Não pude deixar de reparar o que o Axl se encheu de cordões, pulseiras, anéis e outros badulaques tamanho GG. Ele usava uns troços no pescoço que mais parecia uma coleira de Pit Bull. E óculos escuros, embora fosse madrugada e estivesse chovendo torrencialmente. Óculos escuros? Aff… Assim o Axl me desaponta, porque porra, depois de tantos anos de estrada ainda estar na maconha é retrocesso. Axl é hardcore o suficiente para que seu patamar mais baixo seja a cocaína. Mesmo assim as pessoas estavam lá: “GUNS N’ROSES! GUNS N’ROSES!”.

Senti um alívio egoísta vendo aquele povo gritar. Sabe quando você fica aliviado porque descobre que não é débil mental sozinho, que tem um bando de débil mental como você? Então, quando eu descobri que tinha mais cem mil babacas que amavam o Guns todo cagado, por mera fidelidade às alegrias já proporcionadas, me senti menos otária. Sei que não sou, mas me senti. Não é a voz e o corpo cagado do Axl o que se venera e sim o que o Guns representou para todos nós.

Quando Axl finalmente tirou os óculos escuros, me assustei. Seus olhos estão estranhos, tão apertadinhos que ele parecia japonês, na verdade, ele parecia um sushiman com aquela bandana. Foi quando o guitarrista de merda com ejaculação precoce colocou um cigarrinho no canto da boca fazendo mais um cosplay de Slash e solou de cartolinha novamente. O carisma do Axl fez com que o público tivesse consideração e não atirasse objetos nele. Axl-Pilha é todo cagado, todo decadente, mas surfa em seu carisma. Mesmo sem produzir nada novo, ele se mantém de seu passado. Tava lá, soberano, do alto das suas duas toneladas. Nem se deu ao trabalho de decorar uma ou duas palavrinhas em português para fazer média. Ele caga e anda, mas caga com um carisma…

Adorei que o Multishow só colocava o nome das músicas conhecidas, quando ele cantava algo que ia além do Use Your Illusion, não aparecia a legenda com o nome da música. A certa altura, Axl e seu layout de caminhoneiro estuprador apresentou os músicos da sua banda e mais um solo paunocuzou minha noite. Fulano Cartolinha e sua guitarra toda trabalhada no Swarovski me permitiram ir até a cozinha fazer um lanchinho. Axl também saiu do palco, deve ter ido encontrara com Mr. Brownston no camarim. Avisa para todo o resto que eles não são Guns n’Roses, eles são apenas instrumento de reprodução das músicas do Guns n’Roses, porque as músicas do Guns n’Roses (que prestam) foram compostas com Slash, Izzi e Duff. Os nobodies que tocam hoje estavam se achando demais para quem é apenas um playback com pernas.

Axl volta depois do solo pau no cu em grande estilo: “Sweet Chield O’Mine”. A voz fraca, meio que com falta de ar, mas porra, é o Axl. Todo cagado, mas é o Axl. Nesse ponto eu já apresentava uma preocupação doentia de fã: o que aconteceria quando ele desse aquele berro final na música Don’t Cry? Estava com medo que a cabeça dele explodisse ou algo do tipo. Axl não estava bem, estava ofegante e aparentando uma certa tremedeira ao segurar o microfone. Ele já tem uma certa idade, aquela friagem não pode fazer bem.

Fiquei me perguntando porque eu e mais outros cem mil babacas continuamos seguindo o Guns onde quer que ele vá, mesmo estando todo cagado. A conclusão que eu cheguei é que o Guns é rock palatável. Poucas bandas ainda são rock, quem dirá palatável. Difícil achar uma banda de rock que agrade a todos hoje em dia. Guns agradava a todos em seu tempo. E pelo visto, não surgiu nada melhor, nada unânime, então nos resta continuar venerando o vovô Axl, porque por mais cagado que ele esteja, em vinte anos não surgiu um filho da puta que fizesse melhor. Por isso ele pode ser grosso, gordo e atrasado sem consideração. A gente vai aturar porque não tem outro melhor naquilo que ele fez.

Chovia tanto que o palco estava encharcado, a ponto do Axl pisar e esguichar água, acho até que ele colocou um chapéu panamá bege na cabeça por causa disso. Sim, eu prefiro pensar que foi necessidade. Se no palco estava assim, imagina o que não estava acontecendo com quem estava lá embaixo, o povão. Imagina o cheiro de cachorro molhado. Ah, a maturidade. Bendita seja a maturidade, me deixando cada dia mais pau no cu e querendo conforto. A maturidade me salvou dessa furada. Tinha que ter algum lado bom nessas porras de rugas que estão aparecendo.

Axl continuava cantando na chuva, com um microfone bem anos 80, enorme e com uma espuminha vermelha na ponta. Em determinado momento, ele começou a dançar. Mas não era aquela dança bacana de jogar o corpo de um lado para o outro (para quem não sabe, Axl é o pai do arrocha), era uma dança meio pulada, tipo um cabrito. Me assustei, porque parecia com o Somir dançando. Até tem que dar um desconto pro Axl, porque ele está muito drogado, mas o Somir não tem desculpas para aquilo. Virei o rosto para não ver, mas acabou em poucos segundos, Axl não tem fôlego para muita coisa.

Rolou um bate papo com o público, onde ele mais uma vez trouxe ao palco Roberta (Beta, segundo ele), sua assistente brasileira (não foi o primeiro show onde ele fez isso). Pude perceber que Roberta também engordou bastante, as turnês do Guns devem ter comida muito boa. Mas Axl não estava muito para papo, não fez o longo e comovente discurso que fez no último show que eu fui, onde contou como Robrta o ajudou a sair do buraco das drogas, o qual foi traduzido por ela a medida que ele ia falando. Talvez porque esteja todo emburacado novamente. Falou em inglês, quem entendeu entendeu, quem não entendeu foda-se. Continuou o show, com sua cara de Tiozão que passa cantada no elevador. Reparei que, apesar de visivelmente velho, sua cara não tem rugas, na verdade, sua cara não tem expressão facial. Tá uma vibe boneco de cera, todo cheio de botox. Mas é o Axl, todo cagado, mas é o Axl.

Tome mais músicas desconhecidas. Axl abrindo a boca, parecendo que iria engolir aquele microfone gigante. Eles seria um gay de sucesso. Quando ele apresentou o baterista, um cospaly de João Gordo dos EUA, eu achei que vinha um solo de bateria, mas foi pior, porque depois ele apresentou a um pianista que deu um solo de piano. O cara, um Kenny G do subúrbio, solou com os cabelos molhados na cara, pingando no piano. Foi meio nojento. Solo de piano no show do Guns é desaforo. Duvido que esses solos todos sejam para prestigiar os músicos, acho que foram apenas bons pretextos para ele ter tempo de consumir mais drogas. Podia pelo menos disfarçar e voltar com roupas novas, assim as pessoas achariam que ele estava trocando de roupa. Mas o que resta de neurônios no Axl ele deve usar para cantar e não deve sobrar muito mais.

Em um determinado momento, as luzes se apagaram. Eu não sabia se era defeito técnico (sabe como é, evento no Rio… a gente sempre pensa no pior) ou se era estilo. Vi Axl voltando com os olhos arregalados e coçando o nariz de uma forma muito suspeita. Emendou na música “You Could Be Mine”, bem difícil de cantar para quem não está em plena forma cardiorrespiratória. Axl sofreu, em determinado momento achei que ele fosse se cagar todo de tanta força que estava fazendo. Fiquei esperando aquela giradinha Zinho-Enceradeira que ele sempre faz nessa música mas não aconteceu. Tudo bem, se fosse para reviver o passado ele estaria em um short de lycra e essa cena com certeza não valeria a pena. A barriga do Axl estava tão grande e branca que se colocasse uma ameixa no umbigo ficava igualzinha a um manjar. Olho pro relógio, quatro e quinze da manhã. Axl tem mais fôlego que eu, estava caindo de sono. Axl deu mais uma saidinha do palco e deixou seus músicos pau no cu solando. Depois que ele fez o que tinha que fazer, voltou e emendou “November Rain” no piano. Apropriado, já continuava chovendo pra caralho.

Mesmo sendo uma música fácil de cantar, a voz dele continuou fraca. Vamos dar o benefício da dúvida ao Axl, talvez fosse a friagem. Estava chovendo, ele estava molhado e ele já é um senhorzinho com uma certa idade. Vendo ele de perfil ao piano pude perceber que ele estava com a bochechinha brilhante, típico de quem faz algum tipo de preenchimento. O rosto dele está tão mudado que não me espantaria se descobríssemos que na verdade era o Slash com chapinha fazendo uma pegadinha em cem mil pessoas. No meio da música ele pulou um pedaço, e errou ao letra ao retornar. Isso mesmo, chegou a vez dele cantar e ele se manteve em silêncio sob o olhar de wat dos músicos e quando retomou, voltou errado. Axl, faz assim: quando você estiver ofegante demais, ou doidão demais (ou ambos) para cantar, estica o microfone para o público e coloca a outra mão na orelha como quem quer ouvir, deixa que neguinho canta. Nem vão perceber que é truque para esconder que você não está conseguindo cantar. Segundo show do Guns que eu vou que ele erra a letra de November Rain, deve ter algo karmico com esta música.

Mais um solo de guitarra, desta vez um nobody tocando a música tema da Pantera Cor de Rosa. Axl volta com a mesma roupa e cantando “Knockin on heavens door” com os olhos esbugalhados e petrificados. Parecia eu quando vejo uma lagartixa. Levantou o pedestal do microfone e tudo, como nos velhos tempos, mas depois ficou ofegante uns cinco minutos, daí pediu para o publico cantar junto (acho que no intervalo alguém deu a ele a orientação que eu sugeri no parágrafo acima). Enquanto ele berrava pude perceber que, assim como tantas outras celebridades, ele pesou a mão no clareamento dentário e seus dentes pareciam balas Mentex. Aquilo não é cor de dente de gente, fica medonho. Quem disse a essas pessoas que é bonito ter dente branco-geladeira? Depois ele perdeu tempo tocando “Nightrain”, música antiga que poucas pessoas conhecem e ninguém se importa.

Axl brincou de Ivete e passou pelo corredor no meio do público, cercado por seguranças enquanto seus musicos quebravam os instrumentos no palco. Avisa pra ele que os anos 80 acabaram. Voltou ao palco, mandou um “Thank You” (que para brasileiro tanto faz, porque se mandar um Fuck You nego bate palmas do mesmo jeito) e foi embora. Voltou para o bis assoviando Patience. Eu tinha esperança que ele cantasse Love of my Life do Queen, um hino do Rock in Rio, já que ele participou do tributo a Freddie Mercury, e antes tivesse cantado, porque fez feio no Patience. Ele conseguiu a proeza de ficar sem fôlego na parte do ASSOVIO, cagou tudo e fez os músicos errarem o tempo, principalmente o baterista, que se enrolou todo. Ainda errou a letra e mandou um embromation em determinado momento. Mas é o Axl, todo cagado, mas é o Axl.

Para fechar tocou Paradise City, quando o relógio já marcava cinco da manhã. Dizer que ele cantou a música seria dizer muito, na verdade ele recitou da melhor forma que pode, pois estava mortinho. Parecia uma versão rap. Nem se mexia, só cantava, parecia que era de gesso. Porque é uma música agitada, que pede deslocamento. Quem mandou fazer um show longo pra caralho? O combinado foi uma hora e meia de show, que seria o tempo dele tocar os hits antigos mais duas ou três novas, mas ficou paunocuzando com música desconhecida e solo de nobodies. No final, em um último suspiro deu uma dançadinha e uma rodadinha segurando o pedestal do microfone. Quando parou parecia um maratonista chegando ao final da corrida. Sua carinha gordinha estava toda rosa, parecia um leitãozinho.

Ficou devendo músicas como I Use To Love Her, Don’t Cry, Since I Don’t Have You, Symphaty For The Devil (na versão deles) e outras, mas ele pode tudo. É o Axl, todo cagado, mas é o Axl.

Para dizer que a validade do Guns n’Roses expirou em 1999, para dizer que achava menos perda de tempo quando eu falava sobre a Fazenda ou ainda para dizer que foda-se que é o Axl, você não vai perder seu tempo com alguém todo cagado: sally@desfavor.com