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	<title>Não Fode! &#8211; desfavor</title>
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	<description>REPÚBLICA IMPOPULAR</description>
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		<title>Sexo commodity.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2025 17:48:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não Fode!]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma pesquisa feita por um famoso site de conteúdo adulto brasileiro trouxe uma informação curiosa: o consumo de vídeos adultos é mais comum entre pessoas da classe C e D. E o formato preferido é o de vídeos curtos. Não sei a metodologia exata que usaram, mas faz sentido com o que vemos de outras [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa feita por um famoso site de conteúdo adulto brasileiro trouxe uma <a href="https://www.terra.com.br/visao-do-corre/ta-on/classes-c-e-d-lideram-consumo-de-videos-adultos-600-mil-por-hora-em-plataforma,4328eaa1bf72d2df36287835912e0bb41xt73a86.html" target="_blank">informação curiosa</a>: o consumo de vídeos adultos é mais comum entre pessoas da classe C e D. E o formato preferido é o de vídeos curtos. Não sei a metodologia exata que usaram, mas faz sentido com o que vemos de outras notícias e pesquisas recentes: sexo virou commodity.<span id="more-30927"></span></p>
<p>Commodity é o nome dado para produtos que são comprados e vendidos sem uma marca específica. Quando a pessoa quer comprar soja, por exemplo, ela compra por toneladas, e não importa quem plantou ou colheu. Só importa que a quantia desejada seja entregue no local combinado.</p>
<p>E a ideia do sexo entrar no mercado das commodities é que deixa de ser algo relacionado com o “produtor”, e sim resultado da demanda pelo produto. O desejo humano por sexo é instintivo, mas já aconteceu muita coisa desde os tempos do sexo utilitário das cavernas até os fetiches cada vez mais virtuais de hoje.</p>
<p>E nesse caminho, eu entendo que o ato e o desejo começaram a se separar. O desejo é constante, mas o ato ficou livre para seguir por caminhos diferentes. Existe alguma vantagem evolutiva em imitar comportamentos do bando, e a ideia de pornografia parece estar diretamente relacionada: a sua mente e o seu corpo reagem ao ver outros humanos fazendo sexo. Gera um incentivo que vem com várias das recompensas mentais relacionadas a fazer sexo você mesmo.</p>
<p>É por isso que pornografia funciona. E durante muito tempo, a pornografia tinha limitações de produção e alcance. Dava trabalho ver foto de mulher pelada, por repressão social, é claro, mas também pela parte mecânica da coisa. Tinha o trabalho e a criatividade de produzir esse material, e depois de produzido, ainda tinha que achar um jeito de distribuir.</p>
<p>Isso manteve o ser humano mais controlado por milênios. Mas, num piscar de olhos diante da história da sociedade humana, as barreiras de esforço, criatividade e distribuição desabaram. Foi muito rápido: eu cresci num mundo onde o moleque realmente tinha dificuldade de saber como era uma mulher pelada. Pisquei e de repente a pornografia precisava ser evitada, de tão comum.</p>
<p>Essa parte é mais baseada em fatos, o que eu vou dizer agora é uma visão das coisas: em pouco tempo de disponibilidade infinita, a pornografia mexeu com a forma como o ser humano enxerga o sexo. Quando aparecem aquelas pesquisas dizendo como os jovens não ligam mais tanto para sexo, tem essa questão de desvalorização por excesso de oferta.</p>
<p>Mas pornografia não é substituta de sexo, certo? Bom, tudo depende do que você espera do sexo. Para o sexo commodity, pornografia resolve sim. Não importa o produtor, importa que seja entregue. Vários dos elementos relacionados ao ato do sexo podem ser separados: intimidade, conexão, prazer, estímulo mental&#8230; todas coisas que existem com ou sem a parte física.</p>
<p>Embora eu não esteja dizendo que foi só a internet que causou a separação entre o ato e o desejo, porque toda mudança social impacta nisso, a disponibilidade de todos os elementos separados do ato mexeu com a forma como as pessoas enxergam sexo hoje.</p>
<p>E aqui voltamos ao que considerei curioso na pesquisa do primeiro parágrafo: o sexo commodity ficou tão acessível que até as pessoas mais pobres já conseguem abstrair o desejo. O vídeo e o contato virtual custam muito menos em tempo e dinheiro, então chegou no celular de todo mundo.</p>
<p>Se os mais ricos e estudados já brincavam com essa abstração, o smartphone democratizou. Qualquer pessoa pega um celular e começa a ser pornógrafa em minutos. Qualquer pessoa consegue acessar esse material em segundos. Ficou tão mais eficiente que buscar contato físico real que até mesmo prostitutas começam a se concentrar mais em conteúdo online.</p>
<p>A demanda reprimida da parcela mais pobre da população encontrou oferta. Sally que tinha me passado essa notícia como possível tema, na dúvida sobre se pornografia tinha se tornado coisa de pobre. E quanto mais eu penso nisso, mais claro fica: pornografia está virando coisa de pobre não porque o rico está acima disso, mas porque como praticamente todo mundo foi para uma camada de abstração superior com sexo, a parte mais barata é a pornografia como conhecemos.</p>
<p>Sexo por sexo e pornografia se encontram nessa parte de produto sem marca. Sim, existem pessoas que pagam horrores para seus criadores de conteúdo adulto, mas não é um meio focado em fidelidade: a rotação é alta porque como já tinha dito em outros textos, existe um limite de quanta diferença você consegue ver em duzentas mulheres tatuadas com a bunda gigante peladas na tela do celular.</p>
<p>Commodities tem isso de concorrência por volume. Ninguém é insubstituível no mercado. Então, não é que eu ache que só pobre liga para essa pornografia de vídeos curtos, é que é justamente essa parte que virou commodity. O pobre está consumindo o que é mais barato, que se exploda se faz bem ou mal para a mente no longo prazo.</p>
<p>Já a parcela mais abastada e/ou educada da população&#8230; bom, aí temos que voltar na ideia de separação de ato e desejo. O desejo pode ficar tão abstrato ao ponto de ter gente formando relações com inteligências artificiais. Ele pode ir se adaptando a outras atividades, especialmente se o ato do sexo começar a ficar complicado. O ser humano mais bem conectado com o mundo está debaixo de uma tsunami de informação, sua atenção disputada a tapa por qualquer tela e com menos tempo de treinar e aperfeiçoar relações com outros humanos.</p>
<p>Novamente, pode ser questão de conveniência. O pacote de unir ato e desejo no sexo fica mais caro em comparação com outras atividades. E aí, como o sexo commodity vai se espalhando pela sociedade sem parar, me parece natural que pareça uma troca de baixo valor para quem tem mais opções ou para quem já tenha tido uma criação muito online.</p>
<p>Sexo custava mais caro, o real e os substitutos. E quem não tem muita noção da parte emocional dificilmente entende por que se pagava tanto por ele. Não ter essa noção é algo que une pessoas mais brutalizadas por ambientes de baixo desenvolvimento e curiosamente, pessoas que tem opções demais.</p>
<p>Isso se reflete na pessoa mais simples se viciando em pornografia porque é o mais “barato” disponível, e na pessoa mais jovem e educada vendo o pacote todo como muito barulho por nada. Em ambos os casos, é o sexo commodity mudando o valor da coisa para as pessoas.</p>
<p>E explica também como ao mesmo tempo você pode achar que esse mundo está muito baixaria ao mesmo tempo que acha que o jovem não quer mais transar. As coisas se complementam. Muita oferta derruba o preço. Quem não conseguia comprar vai se empanturrar, e quem via valor na escassez agora enxerga como algo nunca mais vai faltar.</p>
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		<title>Putaria com fins lucrativos.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2024 15:53:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não Fode!]]></category>
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					<description><![CDATA[Já perceberam que os filmes mais populares dos últimos tempos quase não tem mais cenas de sexo ou nudez? Aliás, mal tem cenas de romance. Isso, segundo os grandes estúdios, tem relação direta com os gostos da geração Z, que parece não gostar de ver esse tipo de material em seus filmes. Estaríamos diante de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já perceberam que os filmes mais populares dos últimos tempos quase não tem mais cenas de sexo ou nudez? Aliás, mal tem cenas de romance. Isso, segundo os grandes estúdios, tem relação direta com os gostos da geração Z, que parece não gostar de ver esse tipo de material em seus filmes. Estaríamos diante de uma geração mais conservadora?<span id="more-22773"></span></p>
<p>Se você acompanha a mesma internet que os jovens, vai perceber que não é o caso. O ser humano continua muito interessado em sacanagem. Ainda mais numa geração que tem muito menos preconceitos sobre papeis e orientações sexuais. Tem putaria hetero, homo, bi e todos as combinações possíveis. Então como é que ao mesmo tempo partem do princípio de que o público jovem vai reagir mal a ver nudez e sexualidade nos seus filmes?</p>
<p>A minha teoria é que estão colocando na conta dessa geração um outro processo muito mais pervasivo: a profissionalização da sacanagem. O carnaval provou que houve uma mudança no tipo de safadeza disponível para a população, pelo menos na grande mídia. Décadas atrás, eram comuns as transmissões proibidonas de bailes de carnaval, que aconteciam nas madrugadas borrando a linha entre jornalismo e conteúdo erótico. Até mesmo os desfiles de escolas de samba eram mais explícitos.</p>
<p>Ao mesmo tempo que vivemos numa era de estímulo sexual constante, o paradigma da mídia se tornou muito mais puritano. Tinha peito de fora em propaganda do Jornal Nacional nem tanto tempo atrás&#8230; e posso ir até mais longe: no tempo que eu cresci, nem imagem de criança pelada era considerado algo errado. Era algo engraçado. E não é juízo de valor, o mundo muda e pronto, mas enquanto você analisa as mudanças, percebe também o que vem no pacote dessa mudança.</p>
<p>O que eu enxergo de nefasto nesse processo é como nudez e sexualidade estão se tornando negócios puros. Lembra da figura da vadia do carnaval? Aquela mulher que aparecia pelada porque queria aparecer e pronto? Agora quando você vê alguma dessas baixarias, sabe que ela está só fazendo propaganda do Onlyfans (ou similares) dela. A putaria não vem mais do coração, é marketing.</p>
<p>Estamos vendo uma compartimentalização da sexualidade humana: existe a vida normal e existe a vida sexual. Não é mais a mesma coisa, é o seu perfil do Linkedin e o seu perfil do Tinder. O zoomer que já nasceu nesse ambiente provavelmente acha muito estranho ver as coisas misturadas. Se ele está vendo um filme, é porque escolheu não ver os infinitos conteúdos de safadeza que estão sempre disponíveis para ele pela internet.</p>
<p>E as novas gerações são sempre a fronte da guerra cultural, eles que estão diante das mudanças sentindo os maiores impactos. Quando começamos a separar as coisas, eles aprenderam que o mundo funciona assim. E chegando à vida adulta, eles vão estabelecer as regras dessa forma. A mídia percebeu isso e está mantendo as coisas bem mais separadas. Já perceberam que se o filme ou a série não é explicitamente sobre sexo ou romance, não tem quase mais cena representando essa parte da vida?</p>
<p>É como se tivéssemos que ser avisados com antecedência sobre o conteúdo para levar a personalidade certa para o evento. E nem estou dizendo que o certo era ter cena de chuveiro em todo filme só para cumprir a cota de mulher pelada, muita gente foi explorada nessa era da mídia e não é exatamente esse o problema.</p>
<p>O problema é que esses compartimentos mercantilizam demais o sexo. Não pode mais ser uma coisa que “vem de graça” no pacote normal da vida, tem que ser algo a parte, um tipo de serviço extra. É nesse espaço mental que vemos uma explosão de criadores de conteúdo erótico/pornográfico, reforçando a ideia de que não é normal, que não é parte da vida e que precisa ser consumido à parte.</p>
<p>Profissionalização transforma o normal em serviço, e serviço quase sempre vem com um custo extra. E como não existe isso de separar perfeitamente sexo de sentimento, adivinha o que começa a ser cobrado à parte também? Não é à toa que estamos vendo as gerações que menos fazem sexo. Por um lado, fico feliz que a população tende a diminuir; mas por outro isso deve estar criando uma neurose nas pessoas que ainda nem deve ter se manifestado totalmente.</p>
<p>Não sei quão vantajosa é essa liberação sexual moderna de orientações e papeis sexuais se as pessoas vão começar a achar que precisam pagar para ter esse tipo de afeto. Você acha que é uma boa ideia que a pessoa se coloque no papel de cliente ou fornecedor em algo tão carregado de emoções como sexualidade? Mulher independente assexuada no filme e mil mulheres se vendendo como prostitutas virtuais na rede social?</p>
<p>Eu não sei como os mais jovens se sentem a esse respeito, mas eu acho uma desconexão muito estranha. É de graça e uma parte da vida. O que é emocional se paga de forma emocional, não financeira. O perfil do Linkedin e do Tinder são da mesma pessoa, presume-se noção ao lidar com cada uma das redes, mas não que você seja duas pessoas diferentes. Não que você tenha que trocar de personalidade ao lidar com uma das diversas partes da sua vida.</p>
<p>E é aí que eu sinto falta genuína da putaria amadora do carnaval ou da safadeza descarada de tempos antigos, pelo menos na grande mídia. Não pelo apelo, porque em 2024 nenhum ser humano consegue sequer arranhar a quantidade de putaria disponível para o consumo, mas pela mensagem de que era algo dentro da vida cotidiana. Cada vez que um jovem aprende que existe uma barreira entre sexualidade e normalidade, é mais uma pessoa que pode começar a ficar ansiosa e neurótica com a parte mais instintiva da vida.</p>
<p>Se o problema é não conseguir sexo ou não saber mais o que fazer com tanto sexo não importa, o que importa é que vira um bicho de sete cabeças quando não era para ser nada mais complicado do que “eu gosto de peitos”. Porque é só isso, só um pedaço normal da vida de todo mundo. A mulher que mostrava os peitos no carnaval pelo simples prazer de mostrar os peitos passava uma mensagem muito mais saudável para o mundo do que a que está tentando vender assinaturas do seu serviço de pornografia pessoal. As coisas não ficavam separadas, não tinha custo extra.</p>
<p>E aí, o mundo parece que só oferece duas opções: puritanismo ou prostituição. Não precisa pensar muito para perceber que a felicidade não vai estar em nenhuma dessas áreas. Rejeitar sexualidade é rejeitar um impulso natural, comercializar sexualidade é subverter o sentimento. A maioria das pessoas não assexual ou viciada em sexo, não faz o menor sentido querer se colocar nesses papeis o tempo todo e ficar trocando de acordo com o momento. Somos muito tarados para fingir assexualidade e muito românticos para fingir que só queremos sexo.</p>
<p>Não surpreende que tanta gente comece a perder as estribeiras e ir para caminhos bizarros como “achar” que é transexual (quem é sabe e sabe com força) ou se perder em ideologias machistas ou feministas como se fossem sua personalidade. Sem contar as hordas de homens e mulheres traumatizados com incapacidade de formar relações amorosas. Tem algo aí nessa divisão desnecessária entre personalidade cotidiana e personalidade sexual.</p>
<p>E a forma como sexo se torna um negócio muito especializado tem relação com isso. Nenhum sexo na mídia de massa e sexo demais na mídia especializada causam confusão. Os zoomers são o canário da mina, sufocando com o excesso de comercialização do sexo e ficando mais e mais confusos sobre os sentimentos que sempre acompanham essa parte da nossa vida.</p>
<p>É muito menos complicado do que uma questão insolúvel de poder como se faz parecer, não é sobre ser empoderada pensando como prostituta ou sobre se arrepender pelos pecados dos seus ancestrais sendo um frouxo, é sobre um equilíbrio que nossa saúde mental pede desde que somos&#8230; gente.</p>
<p>O mundo onde mulher usa adesivo para cobrir mamilo no carnaval é um mundo doente. Porque ainda existe carnaval e porque nem isso fazem de coração.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que eu sou um tarado (sim e não), para dizer que eu sou um puritano (sim e não), ou mesmo para dizer que eu só estou ficando velho (sim e não): <a href="#respond">comente</a>.</p>
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		<title>Escala Kinsey</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2023/06/escala-kinsey/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 16:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não Fode!]]></category>
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					<description><![CDATA[A Escala Kinsey é um modelo que tenta descrever o comportamento sexual de uma pessoa. Criada pelo sexólogo americano Alfred Kinsey na metade do século passado, ela tenta dividir as pessoas em um gradiente entre hetero e homossexualidade, prevendo que nem todo mundo é exatamente uma coisa ou outra, inclusive sugerindo que podem existir variações [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Escala Kinsey é um modelo que tenta descrever o comportamento sexual de uma pessoa. Criada pelo sexólogo americano Alfred Kinsey na metade do século passado, ela tenta dividir as pessoas em um gradiente entre hetero e homossexualidade, prevendo que nem todo mundo é exatamente uma coisa ou outra, inclusive sugerindo que podem existir variações durante a vida da pessoa. Algo que deveria ser pensamento progressivo, mas&#8230; que parece cada vez menos condizente com os movimentos progressistas do século XXI.<span id="more-21728"></span></p>
<p>Primeiro, falemos da Escala: ela vai de 0 a 6, o 0 correspondendo a uma pessoa exclusivamente heterossexual e o 6 a uma pessoa exclusivamente homossexual. O 3, como vocês já devem ter previsto, corresponde a uma pessoa bissexual. Esses três pontos da escala são coisas com as quais já estamos acostumados a pensar no dia a dia. O grande diferencial da Escala Kinsey é considerar comportamentos e pensamentos que vivem entre esses conceitos mais comuns.</p>
<p>Uma pessoa no número 1 da Escala Kinsey é predominantemente heterossexual, mas eventualmente pode ter relações ou desejos homossexuais. Uma pessoa no 5 é o inverso. A ideia é que seres humanos são complexos e raramente vão ficar dentro de caixinhas muito bem definidas sobre sua sexualidade.</p>
<p>Trazendo para exemplos mais práticos, um homem que se relaciona com mulheres normalmente e de vez em quando se aventura com outro homem não é puramente heterossexual, mas não é um comportamento tão frequente ao ponto de colocá-lo na categoria de bissexual. Talvez seja o típico machão brasileiro, aquele que jura que não é gay apesar de sair com prostitutas transexuais para dar uma variada.</p>
<p>Não é o mesmo comportamento do bissexual, provavelmente nem são os mesmos padrões de atração. Se esse mesmo homem só tiver relações sexuais eventuais com outros homens que tem uma aparência muito feminina, é provável que ele realmente não sinta atração nenhuma por características masculinas.</p>
<p>Você pode estar tentando passar um juízo de valor sobre esse cidadão hipotético agora, achando que é um homossexual enrustido. Vejam bem, existem sim essas pessoas que vivem em negação por preconceitos internos e externos, mas quem disse que os outros tem que se adequar a uma categoria que a gente quer?</p>
<p>A grande sacada da Escala Kinsey é a mensagem que ela passa por tabela: a categorização está na mente do categorizador. Ou, de forma mais simples, que a gente tem tanta mania de colocar rótulos nas coisas para entender elas melhor que muitas vezes forçamos a barra para definir o outro. Se você tem birra de homem “tóxico” que paga de mulherengo, mas é pego com um travesti no motel, vai querer categorizar ele como gay porque sabe que isso vai doer mais nele.</p>
<p>Mas, se você for pensar friamente, sem querer forçar sua visão de mundo sobre os outros, vai reconhecer que ninguém é obrigado a obedecer às suas regras do que configura ser macho, fêmea, gay, hetero&#8230; o mundo continua girando e todo mundo tem sua própria vida para tocar. A Escala Kinsey é uma forma de enxergar sexualidade sem amarrar o outro nos seus problemas e opiniões.</p>
<p>É uma escala entre sentir atração pelo sexo oposto até sentir atração pelo mesmo sexo. Prevendo que pessoas podem ter gostos diferentes e que esses gostos podem variar durante a vida. Nos seus estudos, Kinsey menciona muita gente que teve fases de experimentação e curiosidade, mas que eventualmente se estabilizaram no seu nível atual. Ou mesmo gente que realmente se sentia de um jeito e foi mudando com o avanço da vida.</p>
<p>A sexualidade humana é muito mais abstrata do que mera reprodução, somos uma das espécies de primata que usam sexo como ferramenta de socialização. O bicho que faz sexo recreativo tem relações muito mais complexas com seus pares. E essa noção que vem dos anos 50 do século passado parece estar ficando mais e mais difícil de encaixar em 2023.</p>
<p>Explico: quando você pensa na Escala Kinsey, começa a se importar menos com consistência na atração sexual entre humanos. A ideia central é jogar os rótulos na lixeira e reconhecer uma dinâmica cheia de variáveis entre as pessoas. Ninguém precisa ser nada, existem níveis de variação, e a divisão entre 0 e 6 de Kinsey não é uma regra inescapável: é provável que boa parte da população mundial esteja em alguma fração de número.</p>
<p>Os números só estão lá para fazer gráficos, não para te definir. Até porque se você pensar numa mulher que se sente atraída por um transexual extremamente masculino, por exemplo, será que ela sequer mudou de número na escala? Atração e fantasia são coisas diferentes de praticar o ato sexual. Antes de lidar ao vivo e a cores com uma genitália igual a sua, como definir se a pessoa tem tendências homossexuais ou não? E como considerar quem faz sexo com outra pessoa mesmo não querendo de verdade, mas por medo de violência ou dificuldade de dizer não?</p>
<p>Percebem a confusão? Até onde entendemos com o estudo de civilizações antigas, essa “tara” por colocar todo mundo dentro de uma caixinha de normal e aberração em nome de Cristo é relativamente recente. Os gregos antigos eram preconceituosos com muita coisa, mas não com homens tendo amantes homens jovens. Muitas culturas antigas não deixaram nenhum registro claro de abominação de homossexualidade. E é bem óbvio que isso sempre existiu. Desde que a pessoa se reproduzisse, não tinha muito problema.</p>
<p>A humanidade veio com um movimento puritano muito influenciado pelas religiões populares do Oriente Médio, e começou uma perseguição muito mais severa contra homossexuais, exclusivos ou eventuais. É dessa cultura de repressão estúpida que o movimento progressista atual tenta se livrar. E nisso eu estou 100% ao lado deles: essa fiscalização sobre atividades sexuais entre dois ou mais adultos que consentem é um desperdício de tempo incrível, além de ser munição para radicalizar gente que está sendo sacaneada por líderes corruptos.</p>
<p>Agora, onde eu percebo um problema sério: ao invés de redescobrir liberdade sexual, o povo progressista acabou cooptado pela ideologia da interseccionalidade, a ideia de que precisamos nos colocar em grupos para entender as relações sociais e assim enfrentar opressão e preconceito. Em tese, uma boa ideia, na prática, distorcida até o limiar da insanidade, especialmente quando falamos de sexualidade.</p>
<p>A partir da ideia da Escala Kinsey, podemos chegar numa conclusão libertadora: pessoas sentem atração pelo que elas sentem atração, não tem regra, não “tem que” nada. Você não vira ou desvira qualquer coisa nessa escala, você passeia por ela como der na sua telha, e nada é mais honesto do que seu sentimento ao lidar com sua sexualidade. Algumas coisas te atraem, outras não. Você não é hetero, gay, bi, “queer”, ecossexual, trans, maionese&#8230; você é uma pessoa.</p>
<p>E não está escrito em nenhum lugar que você é obrigado a manter qualquer coerência relacionada a um grupo ou outro. Você não deve nada aos heterossexuais, aos homossexuais, aos bissexuais, aos transsexuais&#8230; são só nomes que as pessoas dão para resumir uma tendência que têm. O perigo é alguém te forçar a ficar num grupo ou no outro contra sua vontade. Por isso eu detesto quem prega superioridade de qualquer uma dessas palavras inventadas sobre as outras. Na verdade, a Escala Kinsey tem infinitas subdivisões, e por pura matemática, é provável que você ocupe um número só seu nela.</p>
<p>Mas como as variações podem ser muito pequenas, são excelentes as chances de você achar um parceiro compatível. Quando eu penso sobre sexualidade dessa forma, eu enxergo um mundo que pode ser muito mais unido. Pessoas que não precisam de bandeira para serem elas mesmas, pessoas que sabem que todo mundo é diferente, mas que existem bilhões de outras pessoas que combinam com elas.</p>
<p>Num mundo ideal, abolimos rótulos de sexualidade. Gostou de uma pessoa? Tenta. Ela não quer? Que pena. Ela quer? Divirta-se. Não é para ser complicado. Sexo tem dupla função na humanidade: fazer filhos e gerar relações entre pessoas. E daí que a pessoa que você gosta está numa categoria considerada diferente da sua? A gente só coloca limites legais em pessoas que não podem consentir, o resto são adultos se relacionando como sempre fizeram desde o tempo das cavernas. É instinto, é natural.</p>
<p>Mas quando entra na cultura compartilhada de um povo que a porcaria do seu pronome ou bandeirinha colorida no seu perfil te define, começamos a dar passos para trás nesse sentido. Mais divisões, mais complicação na hora de se relacionar. O mundo funciona bem quando as pessoas estão conversando, cooperando&#8230; e francamente? Transando. Comece a colocar barreiras mentais entre as pessoas e elas vão viver sua vida como se elas existissem mesmo.</p>
<p>Eu me sinto exclusivamente heterossexual e por muito tempo, eu tinha a ideia de que isso era motivo de orgulho. Mas&#8230; orgulho do que? É melhor do que alguma coisa? É pior do que alguma coisa? Quer dizer alguma coisa? Eu sou só um macaco que se sente atraído pelo sexo oposto. Outros macacos se sentem atraídos pelo mesmo sexo. E em infinitas variações entre isso. É uma das partes mais macaco do ser humano. Eu não tenho orgulho de sentir fome, de sentir sede, de sentir frio ou calor, então por que diabos ter orgulho de sentir atração sexual?</p>
<p>É assustador como a ideia de ficar se validando por ser hetero ou homossexual começou a ganhar tanto poder neste século. É uma das coisas mais banais sobre a pessoa. E todos os pontos de parada entre o sexo que você se sente atraído e o sexo que você tem são imaginários. O ser humano acha que está num RPG, que tem que colocar pontos em “gostar de vagina” ou “gostar de pênis” como se isso fosse fazer alguma diferença no resultado final.</p>
<p>Então, de coração: foda-se a sua orientação sexual e foda-se a minha também. Existe uma declaração de direitos humanos universais, se a gente seguir mais ou menos aquelas regras, o resto é só macaquice aleatória. Sexualidade está virando astrologia, com um monte de variações inventadas na cara dura para descrever comportamentos que todo mundo pode ter.</p>
<p>Se quiser pensar sobre o que gosta ou não gosta em matéria de sexo, use a Escala Kinsey como apenas uma forma de abrir a mente e deixar de pensar em rótulos. É algo fluido, que só depende do que você sente de verdade. Quer ser 0? Seja 0. Quer ser 6? Seja 6. Quer ser 1,69? Claro. E daí? É só para pensar e se conhecer melhor.</p>
<p>E se possível, no resto da sua vida, pare de se preocupar com essa palhaçada toda, ou mesmo alimentar a ilusão de quem acha que sua atração sexual tem alguma profundidade, porque essa gente vai querer forçar todo mundo a entrar no mesmo armário que elas e decidir quem é bom ou ruim baseado nisso. O que historicamente sempre dá errado.</p>
<p>Eu queria terminar o texto dizendo que sou fodasesexual, mas até essa piada é bater palma para os malucos dançarem. Chega de inventar rótulos para o que não deveria ter rótulos. Eu sou o que eu quiser quando eu quiser, e espero que você entenda que você também.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para me chamar de viadinho, para dizer que é -1 de tão hetero, ou mesmo para dizer que agora quer ser fodasesexual: <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
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		<title>Problemas novos.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Aug 2021 20:52:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não Fode!]]></category>
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					<description><![CDATA[Normalmente eu faço piada do assunto quando escrevo a coluna “Ei, você!”, mas realmente tem muita pesquisa sobre menores de idade em situações sexuais na internet. Não é só aqui no Desfavor, é o tipo da coisa que quando você realmente presta atenção, começa a ver aparecendo em todos os lugares. Será que estamos tapando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Normalmente eu faço piada do assunto quando escrevo a coluna “Ei, você!”, mas realmente tem muita pesquisa sobre menores de idade em situações sexuais na internet. Não é só aqui no Desfavor, é o tipo da coisa que quando você realmente presta atenção, começa a ver aparecendo em todos os lugares. Será que estamos tapando o sol com a peneira?<span id="more-18790"></span></p>
<p>Aqui eu tenho uma boa ideia do motivo pelo qual esse tipo de pesquisa acaba aparecendo: como já fizemos vários textos sobre sexo, fetiches e coisas do tipo, as primeiras pesquisas caíram aqui com o Google ignorando a parte do “12 anos de idade” e mostrando o resto que por algum motivo batia com as palavras-chave do texto. Depois, quando surgiu o “Ei, você!” e eu comecei a colocar essas pesquisas inteiras, virou uma bola de neve: o Google achava que tinha algo relevante para essas pesquisas sobre menores nos textos sacaneando quem fazia essas pesquisas. Uma coisa leva à outra e temos esse monte de pesquisas diárias sobre o tema caindo aqui.</p>
<p>Eu consigo ver algumas informações sobre o que cada pessoa faz quando entra aqui, e o povo que faz essas pesquisas não dura mais que um segundo no site: esperavam fotos e vídeos, o que com certeza não acham no nosso arquivo. Alguns mais esforçados até leem um pouco, mas ao perceber que não tem contos eróticos com crianças e adolescentes, vão embora também. Não tenho mais a preocupação de atrair gente problemática para os comentários, porque esse tipo de pessoa não fica.</p>
<p>Mas os números continuam sendo impressionantes. Sim, por um motivo maluco acabamos ficando mais “relevantes” no Google para quem pesquisa por pornografia com menores, mas considerando que somos um fracasso na retenção desse público e que o site de busca costuma esconder cada vez mais informações de pesquisa da gente, é chocante o quanto ainda chega.</p>
<p>“Somir, para de achar que internet é vida real!”</p>
<p>Cuidado para não ficar preso no passado. Internet é um lugar de exageros, mas não tem nada nela que não seja essencialmente do comportamento humano comum. Sim, eu estou falando sobre a quantidade enorme de pesquisas sobre sexo com crianças e adolescentes, mas lembrem-se que há pouco tempo atrás vivemos uma polêmica sobre uma menina precisando abortar, e descobrimos que os números de abortos realizados em menores de 14 anos eram enormes. Adoraria que fosse só coisa de internet&#8230;</p>
<p>De onde vem toda essa demanda por pornografia com pessoas muito jovens? Será que as feministas radicais estão certas e todos os homens são pedófilos? Será que somos muito lenientes com essa pessoas? Será que o excesso de pornografia fritou o cérebro de muita gente?</p>
<p>Ou será, que como eu perguntei no primeiro parágrafo&#8230; estamos tapando o sol com a peneira? A expressão significa achar que está fazendo alguma coisa para resolver um problema, mas na verdade não ter resultado algum. A ferramenta que a humanidade resolveu usar é a repressão social contra quem se sente sexualmente atraído por pessoas muito novas. Não é só o ato que é combatido, é o desejo. A pessoa está errada simplesmente por pensar nisso.</p>
<p>E aí, a realidade começa a entrar no caminho. Só posso escrever uma coisa assim por ser anônimo: quem se sente atraído por uma pessoa que já demonstra características sexuais adultas não pode ser pedófilo. Se uma garota de 12 anos já tem seios desenvolvidos, não tem nada de quebrado na mente de um homem adulto se sentindo atraído pela imagem. É mais difícil pra mim pensar pelo aspecto de uma mente feminina, mas eu imagino que seja muito parecido. Não é como se tivéssemos instintos específicos para reprimir esse tipo de pensamento.</p>
<p>Eles normalmente existem para não nos deixar enxergar atratividade sexual em crianças. Salvo exceções como pedófilos, não é dificuldade alguma para o adulto médio evitar avanços sexuais em crianças. Nem passa pela cabeça. É muito por isso que eu acho um absurdo aquele papo furado de que todo homem é um pedófilo potencial: eu sei que não exige esforço algum não sexualizar crianças. Não precisa reprimir o que não está lá. O pedófilo verdadeiro tem uns fios cruzados na cabeça e realmente precisa se esforçar para não abusar de crianças.</p>
<p>E isso é uma diferença essencial que eu acredito que não é considerada na discussão sobre o tema: uma coisa são pessoas que se sentem atraídas por pessoas muito mais jovens que tem características sexuais bem desenvolvidas (adolescentes) e outra completamente diferente são as que se sentem atraídas por pessoas muito mais jovens com corpos infantis. A primeira é alguém com os instintos normais da espécie, a segunda é alguém que está com algo muito problemático no lugar.</p>
<p>“Mas isso não quer dizer que é bacana um homem adulto querer fazer sexo com uma garota de 12 anos, não importa se ela tenha corpo desenvolvido!”</p>
<p>Claro que não. Mas é outro problema que tem outra solução. O ser humano tem o direito de se desenvolver em companhia de pessoas mais ou menos nas mesmas condições. Chega a ser covarde colocar uma pessoa adulta numa relação com uma que mal entrou na adolescência. O ideal é que adultos providenciem mentoria para os jovens, não que os joguem em situações de pressão adulta. E olha que eu nem vou fazer o juízo de valor de que adulto se sente numa relação equilibrada com quem mal sabe limpar a bunda ainda&#8230; vamos pensar no jovem: não é ideal para o seu desenvolvimento ser arremessado numa relação adulta antes de ser adulto também.</p>
<p>Só que como as duas situações são misturadas no imaginário popular, o problema do pedófilo contamina o problema de quem sente atração sexual por adolescentes. O primeiro precisa ser tratado num nível primal: o sistema de atração na sua mente está quebrado e talvez a única solução humana seja a castração química mesmo (tema polêmico). O segundo já não tem nada de muito bizarro no funcionamento mental básico. Com essa pessoa se conversa e mostra que é útil exercer algum grau de controle nessa atração.</p>
<p>Toda essa conversa me veio à cabeça porque eu imagino que uma pesquisa sobre “novinhas” pode ter significados muito diferentes para duas pessoas distintas. Mas como fica tudo borrado na nossa visão de mundo, misturando uma repressão social relativamente recente a relações sexuais com adolescentes com uma repressão instintiva do ser humano em relação a sexo com crianças, a pessoa que deveria aprender que não é bacana pressionar adolescente com sexo acaba achando que tem um fetiche bizarro por se sentir atraída por um par de seios ou corpo musculoso se estiverem em alguém menor de idade.</p>
<p>Oras, não, não tem nada de maluco em sentir essa atração, não é nem um fetiche, é só o corpo reagindo a um estímulo que foi programado a reagir. E essa ideia de “atração errada” faz com que muita gente não enxergue a situação de forma realista. E aí, ao invés de lidar com isso, trava o assunto na mente e se permite a “vilania”, ou mesmo começa a enxergar toda a situação como bizarra e sem sentido, não fazendo nenhum esforço para se controlar.</p>
<p>Mas pode ser meu otimismo atacando novamente&#8230; porque eu realmente quero acreditar que uma boa parte dessa gente pesquisando coisas bizarras com pessoas muito novas na verdade não está focando em crianças, mas em jovens que já tenham um bom desenvolvimento corporal. Parece que não é grande vantagem, mas é. Porque tem alguma conversa possível aí, nem que seja “espera mais um pouco antes de dar em cima”, não é como se tivesse uma barreira mental proibindo a pessoa de fazer sexo com pessoas mais da sua idade, é provavelmente só alguém que está com bloqueio mental por culpa de ser comparado com pedófilo, ou mesmo quem não tem a mínima cultura ou refinamento para entender que ir atrás de meninas e meninos muito novos não é um comportamento saudável para nenhum dos dois lados.</p>
<p>E essa conversa nada tem a ver com os limites legais: se a idade de consentimento é 14, 18 ou 40, não vai mudar a cabeça de ninguém. É só para o sistema judiciário ter uma linha guia e não precisar analisar caso a caso (afinal, na dúvida, proteja a pessoa mais nova). Mas eu ando com a sensação que a “lacração islâmica” e a “mitagem cristã” podem estar piorando a situação como um todo. Porque o problema parece emergir de uma confusão sobre o que pode ou que não pode, e as mensagens vem muito bagunçadas.</p>
<p>De um lado, um grupo que tende a demonizar homens por comportamentos naturais e valorizar demais o papel de vítima (quase como se fosse uma medalha de honra), de outro, um grupo que reage histericamente a qualquer coisa que envolva sexualidade. Será que isso não empurra mais e mais gente para as margens da sociedade, sem entender nada do que está acontecendo e achando que tem algum problema mental grave, quando na verdade é só uma pessoa meio burra e/ou babaca?</p>
<p>Porque se as pesquisas me servem de base para pensar nesse tema, a quantidade avassaladora de erros de português e a imbecilidade galopante de pesquisar algo ilegal no Google (consentimento para fazer começa aos 14, consentimento para se deixar filmar ou fotografar fazendo começa aos 18), eu tenho quase certeza que é gente com baixa capacidade intelectual que nunca ouviu uma conversa decente sobre o tema e acha que desde que seja escondido, tudo bem.</p>
<p>Novamente, eu posso estar errado e toda essa gente pesquisando pode estar focada em crianças mesmo. Mas não me parece realista: porque isso significaria que uma parcela gigante da humanidade&#8230; não quero nem pensar nesse caso. Parece mais lógico que seja apenas o ser humano confuso com a ideia de que foi programado para achar corpos com características adultas atraentes (independentemente da idade da pessoa), mas que isso não tem nada a ver com a necessidade de ir atrás dessas e desses jovens. Não é uma doença praticamente inescapável como pedofilia, é só usar um pouco de bom senso e deixar esses adolescentes se desenvolverem sem toda a pressão de um relacionamento adulto cedo demais.</p>
<p>O que eu acho muito mais fácil de explicar, e muito menos propenso a fazer pessoas relativamente normais desenvolverem um fetiche pelo proibido por se acharem absolutamente inaceitáveis para a sociedade. Histeria causa culpa, culpa causa segredos, segredos causam surpresas desagradáveis. Mas provavelmente sou voto vencido&#8230; azar dos jovens. Especialmente as que acabam fazendo abortos.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para me chamar de pedófilo (fato divertido: eu nunca namorei com uma mulher mais nova que eu), para dizer que meu otimismo vai me matar, ou mesmo para dizer que exigir pensamento é exigir demais: <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
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		<title>Pecado Original.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2020 15:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não Fode!]]></category>
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					<description><![CDATA[Um comentário do Charles D.G. lançou uma boa discussão no texto de segunda. Ele se perguntava sobre o incrível fenômeno do pobre de direita. Tivemos algumas respostas interessantes, mas mesmo tendo sido mencionado diretamente, resolvi guardar minha teoria para este texto. E como megalomania é especialidade da casa, não é só uma teoria sobre esse [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um comentário do Charles D.G. lançou uma boa discussão no <a href="https://www.desfavor.com/blog/2020/08/indefensavel/#comments" rel="noopener noreferrer" target="_blank">texto de segunda</a>. Ele se perguntava sobre o incrível fenômeno do pobre de direita. Tivemos algumas respostas interessantes, mas mesmo tendo sido mencionado diretamente, resolvi guardar minha teoria para este texto. E como megalomania é especialidade da casa, não é só uma teoria sobre esse curioso viés conservador de quem não tem nada para conservar, mas&#8230; sobre toda a relação da humanidade com política. E qual seria essa teoria? O ser humano só se importa com sexo. O resto é consequência.<span id="more-17212"></span></p>
<p>Não, eu não acabei de ler Freud for Dummies (nem vou pesquisar por medo de existir) e fiquei empolgado, na verdade nem quero me aprofundar tanto assim na psique do indivíduo. É mais sobre uma dinâmica de grupos humanos sobre a sexualidade. Quanto mais eu presto atenção no cenário político e cultural de sociedades atuais e passadas, mais difícil fica ignorar como a visão do ser humano médio sobre sexo parece estar na base de tudo. Tomara que eu não te convença com este texto, porque se você começar a enxergar também, não tem mais volta.</p>
<p>O instinto de reprodução é poderoso. Talvez tão poderoso quanto o de sobrevivência. De um ponto de vista puramente mecânico, o sentido da vida humana é atingir a maturidade sexual e botar mais seres parecidos com você no mundo. Consuma calorias, evite predadores, reproduza o máximo de vezes que conseguir antes de morrer&#8230; e pronto. Missão cumprida! Evidente que a humanidade só chegou onde chegou por se esforçar a fazer um pouquinho a mais que o básico a cada geração, mas nunca foi uma obrigação genética.</p>
<p>Os primeiros seres humanos nem tinham capacidade de ir muito além disso. Fomos selecionados para viver em grupos, afinal, era mais eficiente para o propósito básico com os corpos que ainda temos. Naquele tempo, antes de qualquer sinal de civilização, sexo era uma missão a se cumprir. E francamente, duvido que tivesse algo sequer parecido com ciúmes: desde que as crianças continuassem aparecendo com regularidade, não importava quem era filho de quem. A sociedade vivia ao redor do sexo, como continuou desde então, mas era questão de sobrevivência pura.</p>
<p>Mas com o passar das gerações, e estamos falando de dezenas de milhares de anos, pequenas evoluções na organização dos grupos humanos começaram a acumular. Protótipos de civilização começavam a surgir com a descoberta da agricultura, sociedades minúsculas que ainda conviviam com coletores e caçadores nômades, mas que introduziam o conceito de propriedade e status dentro de uma comunidade. É aí que começa a fazer diferença saber quem é seu filho e quem não é, porque filhos começam a se tornar propriedade de uma família, e não mais do grupo em geral.</p>
<p>E eu concordo com muitas teorias feministas que dizem que esse é o ponto onde as mulheres tiraram o palitinho menor: o sistema dependia de repressão à sexualidade feminina para funcionar. Nada mais de procurar o homem mais forte ou com mais status, a mulher era propriedade da propriedade. Ficou confuso? Eu não estou dizendo que a mulher pertencia necessariamente ao homem, mas que era a base da manutenção de uma casa ou fazenda. Homem morre aos borbotões, mas homem só precisa de 5 minutos para cumprir sua missão biológica. Mulheres só entregam esse tipo de valor depois de alguns anos, incluindo gravidez e primeira infância da criança. Mulher solta não mantinha o sistema funcionando. Tanto que historicamente homens são descartáveis e mulheres são salvas primeiro.</p>
<p>O sistema continua evoluindo: as civilizações aumentam, e a pressão reduz um pouco sobre a mulher. Quanto mais gente nesse mundo, menor a necessidade de manter controle estrito sobre uma específica. Vamos ficando bons nisso de manter pessoas vivas. E isso permite que a sexualidade humana fique um pouco menos&#8230; utilitarista. Civilizações como a grega, por exemplo, aceitam com relativa tranquilidade homossexualidade, os romanos eram bem mais tranquilos com sexo casual&#8230; desde que os filhos continuem aparecendo e exista alguma ordem na questão de heranças, podemos relaxar um pouco.</p>
<p>Mas é claro que esse não é um processo simples: várias civilizações nasceram e morreram nesse meio tempo, a coisa vai acontecendo de forma diferente em várias partes do mundo, alguns começam antes, outros bem depois. Parece contínuo se você olhar de 2020, mas não se esqueçam que estamos falando de períodos de tempo na base dos muitos séculos ou mesmo milênios. Alguém na Europa podia estar vivendo na fase do começo da agricultura ao mesmo tempo que alguém na Ásia estava vivendo uma era de grandes civilizações. E menos de um século depois, tudo estar ao contrário nas mesmas regiões. Ainda era uma humanidade na sua fase experimental, tentando várias coisas e agindo em relação ao seu instinto reprodutivo de acordo com as liberdades de cada momento.</p>
<p>Mesmo que me acusem de eurocentrismo, preciso fazer essa definição: o mundo como conhecemos começa na Idade Média. Gostando ou não, foi a visão europeia de como civilizações devem ser que “ganhou a guerra cultural” e virou a norma do mundo moderno. E ela se estabelece com força mais ou menos nessa era da nossa história. Claro, o resto do mundo ainda não sabia, mas essa é a vantagem de falar depois do fato consumado. E a Idade Média é importante porque nela começamos a estabelecer uma relação muito mais complicada com o sexo. As grandes religiões monoteístas do Oriente Médio alcançam imenso poder, e elas são baseadas em uma série de regras sobre o que é permitido ou proibido no sexo. Judaísmo, Cristianismo e Islamismo são de uma obsessão doentia com o que fazer com os desejos sexuais humanos. E isso não é à toa: foi assim que derrubaram a concorrência.</p>
<p>A visão mais relaxada das religiões politeístas antigas sobre sexo não conversava com o instinto reprodutivo humano e todo o processo que tínhamos passado de pura necessidade de sobrevivência para ritual social que o sexo tinha passado das primeiras civilizações até os grandes impérios da era clássica. Não foram as religiões que nos fizeram pensar tanto em sexo de forma abstrata, fomos nós que dissemos para elas orbitarem ao redor desse tema. Você só vai ter seus fiéis se ficar falando disso sem parar. Tanto que deuses e deusas da fertilidade sempre foram dos mais populares antes da tara prevalente ser a da proibição. Espera aí&#8230; tara?</p>
<p>Historiadores e religiosos vão querer me matar, mas Idade Média e os anos de puritanismo que se seguiram foram fetiche puro. A vontade do ser humano de apimentar o sexo achando que era proibido. E a não ser que você seja assexual, sabe muito bem do que eu estou falando. E quase tudo foi proibido (as pessoas continuavam fazendo escondidas, é claro). Religião teve um papel tão grande na civilização ocidental por tantos séculos porque ninguém tornava o pecado mais gostoso. Mais gente no mundo, mais comida sobrando, mais gente ficando especializada e assumindo cargos de poder em algo que parecia ser uma só civilização. Era o ambiente perfeito. Quando o sexo muda, a humanidade muda junto.</p>
<p>E sim, novamente estou fazendo parecer que foi uma transição mais gradual e homogênea do que realmente foi. Muitos países não foram expostos a civilização fetichista ocidental até o século XX, mas dessa vez estamos falando de séculos ao invés de milênios. A velocidade das mudanças aumenta consideravelmente. Mas ainda havia um problema: as mulheres. Toda aquela história de heranças e base da família ainda eram muito importantes.</p>
<p>Apesar de muitas feministas (atuais, indecentes) não acreditarem nisso e acharem que está tudo igual desde a Idade Média, desde o começo da Era Industrial o grande tema da humanidade é a liberação sexual da mulher. Com o Estado mais confiável em vários locais do mundo, a pressão sobre a mulher diminui para o menor nível desde tempos pré-históricos. A população mundial cresce exponencialmente, leis começam a funcionar em estados progressivamente mais democráticos, há uma explosão de riqueza sem precedentes e a posse do útero torna-se negociável. A mulher não é mais obrigada a ser propriedade da propriedade, tem um sistema funcionando para dar conta dessa parte.</p>
<p>Podemos abrir mão de cada vez mais mulheres nessa posição de posse e manter a nossa civilização rodando. E sabem o que acontece com toda aquela repressão sexual das religiões? Fica insustentável. Pode ser interessante viver à base de sexo proibido por alguns séculos, mas quando a humanidade percebe o que pode fazer nesse campo com as mulheres soltas? Direitos humanos, feminismo (original, o decente) e secularismo. Espero que não tenham te ensinado isso errado: o século XX foi a parte mais impactante de toda nossa história. E para o bem. Mesmo com as guerras horríveis, o salto que a humanidade deu foi absurdo. Foi nesse século que uma pessoa pisou na Lua! E não à toa, foi nesse século que a mulher ganhou uma liberdade sexual incomparável desde os tempos do começo da agricultura. Sim, existiram sociedades liberais antes, mas ainda tinha que fazer filho e garantir as unidades familiares.</p>
<p>Com as mulheres mais soltas, a coisa foi ficando tão boa para a humanidade que mais ou menos no final do século, ainda derrubamos boa parte dos tabus artificiais sobre homossexualidade da era das religiões. Claro, o ser humano tem merda na cabeça e quase normalizaram a pedofilia antes de resolver o problema óbvio com a repressão dos gays, mas entre trancos e barrancos, parecíamos ter achado um caminho bem decente para estabelecer uma nova era de valores sobre sexo. Enquanto a questão sexual fluía de forma mais natural na sociedade, vivíamos um período de relativa tranquilidade política. Discutíamos até sistemas de governo e políticas econômicas&#8230; veja só.</p>
<p>Mas, o século XXI chegou. E chegou para escancarar muita coisa mal resolvida na sexualidade humana. Depois de tanta bonança e união de praticamente todos os países numa só civilização (não existe civilização americana, chinesa, alemã ou brasileira, todo mundo age muito parecido e os países se organizam mais ou menos do mesmo jeito), a questão utilitária do sexo se perde. Se o homem não precisa forçar uma mulher a se prestar ao papel de propriedade da propriedade e se a mulher não precisa se resumir ao seu útero&#8230; as coisas começam a ficar confusas. Muito confusas. Se você não tem mais uma necessidade prática de seguir seu instinto reprodutivo, pra que serve o sexo mesmo? Porque a vontade continua lá. Seu cerebelo está pouco se lixando para um astronauta na Lua, foi programado para te mandar fazer filhos faça chuva, faça sol, na riqueza, na pobreza&#8230;</p>
<p>Não que seja negativa a liberdade sexual de homens e mulheres, mas nas escalas de tempo da humanidade, ela progrediu muito rápido. Muita gente foi pega de surpresa, sem preparação alguma para essa realidade. E a internet pode ter ajudado a estimular essa confusão: até pouco mais de 20 anos atrás, o ser humano não estava acostumado a ter tanta informação e conexões com outros seres humanos de forma tão instantânea. E não é surpresa que o poderoso instinto reprodutivo humano tenha tomado a dianteira nesse mundo globalizado. Já notaram quanto do ambiente político e social atual é dominado por temas relacionados à sexualidade atualmente? Homens e mulheres começam a se fechar em grupos cada vez mais radicais, pornografia é um vício cada vez mais comum, transexuais viraram obsessão em discussões sobre a sociedade, e um monte de gente perdeu até mesmo a noção de a qual sexo pertence.</p>
<p>E isso tem consequências, é claro. É excesso de informação, é excesso de sexualização. Não se enganem, discutir se pode usar uma modelo atraente numa propaganda é ainda mais sexual do que a foto dela pelada. Não estou nem dizendo que estamos mais tarados (embora seja verdade), estou falando sobre a discussão interminável sobre papéis de gênero e o tratamento entre eles. Estou falando sobre padrões malucos de atração e relação sexual vindos da pornografia em contraste com padrões malucos de atração e relação sexual vindos de lacradores. Depois de milênios de destilação dos interesses humanos, ficamos com um caldo muito concentrado de obsessão sexual. Caldo que pouca gente tem capacidade de digerir de forma saudável.</p>
<p>E isso gerou essa era radicalizada. Enquanto um grupo dobra a aposta sobre liberação sexual (sem entender o que está acontecendo) sem parar, outro volta para o último estágio seguro do processo: as religiões do Oriente Médio e suas proibições sexuais. E aqui que eu faço a conexão sobre o pobre conservador e essa teoria do sexo no centro de tudo: cidadão não sabe como funciona o Estado, mal o vê no dia a dia mesmo. Governo são uns safados que vem pedir voto a cada 2 anos, o resto que vê são basicamente policiais truculentos e o burocrata eventual que parece falar em outra língua. Pobre conservador não está pensando em políticas fiscais ou sistemas de organização econômica. É complicado e&#8230; francamente, nem é tão interessante assim.</p>
<p>Agora, se ele vir uma notícia sobre uma criança tomando hormônios para mudar de sexo, podem apostar que o universo todo colapsa num só ponto diante de seus olhos. Uma singularidade de interesse que une algo que foi programado geneticamente para dar atenção com a facilidade de formar uma opinião sobre o tema. E se adicionar religião à equação (no Brasil, mais de 96% da população é cristã), temos milhares de anos de experiência em explorar repressão sexual com a anuência dos fiéis.</p>
<p>Podem me chamar de simplista, mas pobre conservador só está nessa porque tem uma divisão clara sobre a visão da sexualidade na sociedade moderna. É literalmente sobre o os outros fazem com suas genitálias, e boa parte não tem sequer capacidade de fazer ginástica mental para esconder isso. Só isso é simples o suficiente para colocá-los em alguma posição política, o resto é basicamente indecifrável para quem mal entende o que lê e na melhor das hipóteses completou ensino médio.</p>
<p>O século XX foi sobre liberação sexual feminina, o XXI vai ser sobre liberação de papéis sexuais em geral. É um buraco tão mais embaixo de tudo o que vivenciamos até aqui que eu honestamente não sei se vamos dar conta do recado numa progressão constante ou se vai ter uma Idade Média Revival reinstituindo as proibições no meio do caminho.</p>
<p>Não aposto que seja rápido o suficiente para vermos em nossas vidas, nem mesmo que seja num processo único como disse no parágrafo anterior, mas a humanidade tem o fim de homem e mulher como conhecemos no seu caminho. Não estou fazendo juízo de valor, afinal, não sou eu que vou viver nesse mundo. Acredito que seja a progressão natural dessa jornada sexual humana, cada vez menos com função reprodutiva e cada vez mais com função social. Porque o instinto não vai embora, ele vai continuar com o pé pesado no acelerador dos nossos interesses, não importa para que lado estejamos guiando o carro&#8230;</p>
<p>E para não terminar um texto desses sem pelo menos uma baixaria, um resumo: para entender a humanidade a cada momento, basta entender quem está fodendo quem.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que agora não vai mais conseguir desver, para dizer que é tudo culpa dos homens (não é), ou mesmo para dizer que é tudo culpa das mulheres (não é): <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
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		<title>ProjektMelody</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2020 19:09:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não Fode!]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma modelo virtual está ganhando dinheiro cobrando de homens para ficar nua e se masturbar ao vivo na webcam. Virtual como em feita de polígonos. ProjektMelody, ou apenas Melody para os íntimos, é o tipo da coisa que parece impensável até você&#8230; pensar sobre isso. Acredito que ainda temos almas puras visitando o desfavor, então [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma modelo virtual está ganhando dinheiro cobrando de homens para ficar nua e se masturbar ao vivo na webcam. Virtual como em feita de polígonos. ProjektMelody, ou apenas Melody para os íntimos, é o tipo da coisa que parece impensável até você&#8230; pensar sobre isso.<span id="more-16517"></span></p>
<p>Acredito que ainda temos almas puras visitando o desfavor, então vamos estabelecer alguns elementos dessa história: é muito comum hoje em dia que mulheres (transexuais e homens em menor escala) liguem uma webcam, entrem em sites que as conectam com milhares de outras pessoas e cobrem para fazer shows eróticos ao vivo. O mercado já tem inúmeras variações e modelos de remuneração diferentes, dada a enorme demanda de pessoas (praticamente só homens) que estão dispostas a dar seu dinheiro para essas modelos.</p>
<p>Gostando ou não, é um modelo de negócios sólido. Algumas dessas modelos trabalham em “fazendas” de pornografia, casas adaptadas para abrigar várias ao mesmo tempo, cada uma num quarto mostrando até o útero para quem quer que esteja pagando no momento. Outras fazem shows de sexo com parceiros fixos ou eventuais em suas próprias casas. Já algumas tem um modelo mais impressionante ainda: nem peladas ficam. Vão para sites de streams não pornográficos como o Twitch (conhecido por pessoas que jogam videogames ao vivo) e ficam tentando seduzir um público mais jovem (como em crianças e pré-adolescentes) para comprar material mais “ousado” por fora da plataforma.</p>
<p>Mulheres atraentes simulando uma relação à distância com estranhos na internet é uma indústria milionária, quiçá bilionária. Esse já é o mundo no qual vivemos. É o tipo de coisa que é normalizada a cada dia, e com a velocidade média da rede aumentando ao redor do globo a cada dia para permitir streams de vídeo de alta qualidade, não é razoável esperar que isso seja apenas uma moda, é uma profissão válida no século XXI.</p>
<p>ProjektMelody entra nesse lucrativo mercado sem ter um corpo. Através de um sistema já nem tão inovador de captação de movimentos e renderização em tempo real de um modelo 3D, uma pessoa qualquer pode servir de base para essa boneca virtual fazer todo tipo de safadeza ao vivo para milhares de pessoas. Modelos virtuais já existem em outras plataformas, a tecnologia se provou sólida em aventuras menos&#8230; adultas, o que acontece agora é o tipo de coisa que depois de vermos acontecer uma vez, parece óbvia.</p>
<p>Uma modelo erótica virtual não tem a maioria dos problemas que as de carne e osso enfrentam diariamente: não precisam lidar com gente escrota nos chats, não tem que fingir emoções ou se controlar diante de dificuldades, não cansa, não se machuca depois de peripécias sexuais extremas, não pode ser perseguida fora do seu ambiente de trabalho&#8230; e se o dinheiro não estiver entrando, não é uma boca a mais para alimentar. Na verdade, a única coisa que não consegue fazer melhor que uma modelo real é ser atraente de verdade. Ou&#8230; será que nem isso?</p>
<p>Já escrevi sobre isso antes, vou reforçar mais para as mulheres que estão lendo: nunca duvide do poder do estímulo visual para um homem. Não é o fato de ser uma foto, um vídeo ou mesmo um desenho que vai impedir um deles de sentir alguma atração. A diferença é como esse homem lida com isso. Pode ser só um “brinquedo” sem consequência para a vida dele, pode ser uma obsessão doentia. Depende do homem. Sim, mulheres também podem (porque sempre vem alguém me encher o saco por isso), mas a proporção de gastos no mercado é claramente desequilibrada para o lado deles.</p>
<p>Muito embora eu possa argumentar sem medo que a maioria dos homens ainda vai preferir a imagem de uma mulher real do que um modelo 3D, não é mais uma maioria tão absoluta: se você observa a vanguarda da baixaria humana nas últimas décadas, vai perceber que mesmo num mundo onde a oferta de mulheres de carne e osso para todo tipo de depravação é gigantesca, o mercado de pornografia e erotismo em quadrinhos, desenhos e jogos não para de crescer. E muito por causa da influência gigantesca da cultura japonesa nas gerações mais recentes.</p>
<p>O estilo japonês criou símbolos visuais de beleza feminina que não só são suficientemente únicos para não concorrer diretamente com mulheres reais como também definiu estilos de personalidade igualmente fantasiosos. ProjektMelody não só assume um formato de personagem de anime, o que já a torna única diante das concorrentes diretas nos sites de câmeras ao vivo, como também importa esse estilo de personalidade submissa e por muitas vezes infantil tão comum no gênero. O que era algo estranho para o homem ocidental até algumas décadas atrás agora é cultura compartilhada pelas novas gerações. A boneca anime nesse estado nebuloso entre vulgaridade e inocência já parece mais natural para muita gente.</p>
<p>Estabeleço todos esses pontos para tentar colocar todo mundo na mesma página antes de entrar na questão de várias dessas modelos, reais, terem começado a reclamar da ProjektMelody. Afinal, é um modelo 3D competindo contra elas no mercado da exposição online. Ninguém parece imune à ameaça da mecanização&#8230; segundo as que vieram a público para reclamar, é concorrência desleal, afinal, a boneca virtual não tem a maioria dos problemas que elas têm, como já mencionei anteriormente no texto. Sem contar que deve doer no ego ser preterida por um Zé Ruela fingindo ser uma menina virtual. Ninguém gosta de perder clientes para uma opção que percebe como inferior, não?</p>
<p>Lacradores de plantão entraram na discussão para malhar os homens que estão dando dinheiro para Melody, efetivamente criticando-os por não pagar pelas “trabalhadoras sexuais” que tanto se esforçam pela sua atenção. É um tema delicado na lacrosfera: por um lado, a prostituta real ou virtual é vítima da opressão masculina, por outro, é uma empreendedora empoderada que tira dinheiro de otários. E essas duas versões precisam conviver no discurso calculado dessas pessoas. Quando os negócios vão bem, são poderosas, quando vão mal, são oprimidas.</p>
<p>E ninguém parece conseguir enxergar a questão primordial aqui: ProjektMelody é apelativa sim, embora para um público mais limitado, mas é apenas uma nova atualização de todo esse modelo de sexo virtual. A mulher que se exibe numa câmera já tem muitas vantagens sobre uma que faz shows ao vivo numa boate, por exemplo. E a stripper sofre menos que a prostituta que está nas ruas. Cada etapa desse mecanismo tira um dos problemas práticos da vida de trabalhadoras do sexo, mas precisa ser compensada de alguma forma.</p>
<p>A prostituta da rua não precisa ser muito atraente ou habilidosa para conseguir clientes, sexo real tem suas compensações naturais. A stripper já precisa ser mais ajeitada e pelo menos tentar se mover de forma sensual. A modelo de internet precisa de um diferencial bem maior: ou é muito mais bonita que qualquer mulher que você encontraria nas ruas ou boates, ou precisa gerar interesse sexual pelas suas performances. Não tem o fator do corpo disponível para compensar.</p>
<p>Por essa lógica, a modelo virtual parece o próximo passo lógico: impossivelmente atraente, consistente, personalizável e com tempo para todo mundo ao mesmo tempo. E assim como em cada etapa dessa “desencarnação” da sexualidade humana, a modelo virtual também elimina mais riscos do seu trabalho. E assim como em todas as outras etapas, muitas mulheres vão ficar pelo caminho por não conseguir se adaptar à nova etapa. Boa parte das prostitutas da vida real não tem a beleza, dedicação ou a personalidade necessárias para fazer a vida se masturbando diante de uma webcam. Os mercados avançam, e sempre deixam gente para trás.</p>
<p>ProjektMelody por si só não é uma mudança de paradigma, é só mais uma etapa. Com o passar dos anos e gerações cada vez mais acostumadas à sexualidade virtual, especialmente sob a influência da cultura japonesa nesse aspecto, podemos esperar sim que modelos virtuais comecem a tomar conta do mercado. E aí, vamos concordar que uma mulher que ganha a vida colocando objetos em seus buracos provavelmente não vai conseguir competir em criatividade e diferenciação com um nerd que entende perfeitamente o que o outro nerd quer? Pode ser engraçado pensar nisso, mas eu apostaria sim que o mercado de mulheres se exibindo na webcam vai ser tomado por homens que não fazem sexo, só que dos dois lados da câmera.</p>
<p>Mas, talvez seja uma oportunidade de ouro para as mulheres muito criativas que não tem o rostinho bonito (e por rostinho eu quero dizer&#8230; bom, você sabe) para entrar nesse mercado competirem, finalmente, com as mulheres mais abonadas nos quesitos genéticos ou financeiros. Eu já adianto que você muito se engana de achar que homem vai rejeitar a ideia de ter outro homem simulando a modelo virtual, mas a vantagem do mundo virtual é que todo mundo tem uma chance de ser uma mulher virtual atraente, até mesmo&#8230; as mulheres. Pode ser até uma solução brilhante para quem sente que nasceu no corpo errado.</p>
<p>A questão sobre a virtualização da sexualidade humana não é se vai acontecer, é quando vai acontecer. Você ainda pode estar imune, mas seus netos e bisnetos provavelmente não vão estar&#8230; não é um texto tentando salvar o mundo, pra mim esse trem já partiu.</p>
<p>É só um texto te avisando para investir nas ações das primeiras empresas que focarem exclusivamente nisso.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que eu já desisti de tudo, para dizer é a profissão mais antiga por um motivo, ou mesmo para dizer que detesta a ideia de eu estar certo: <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
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		<title>Simpatias para casamento.</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2019/10/simpatias-para-casamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sally]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2019 15:59:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não Fode!]]></category>
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					<description><![CDATA[Achei que fosse óbvio, mas como sempre aparece quem surpreenda. As postagens deste mês são feitas de acordo com sugestão dos leitores, então, para deixar bem claro que esta postagem foi uma sugestão de um leitor, vou deixar o comentário antes do texto. O tema escolhido foi o do leitor Rafael, no comentário que segue: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Achei que fosse óbvio, mas como sempre aparece quem surpreenda. As postagens deste mês são feitas de acordo com sugestão dos leitores, então, para deixar bem claro que esta postagem foi uma sugestão de um leitor, vou deixar o comentário antes do texto. O tema escolhido foi o do leitor Rafael, no comentário que segue: “(Coluna Não Fode) as mais bizarras simpatias pra arrumar/segurar marido publicadas nesses blogs e revistas de mulherzinha”.</p>
<p>Seguem algumas das simpatias mais patéticas com a intenção de “arrumar/segurar” marido.<span id="more-15798"></span></p>
<p><strong>SIMPATIA PARA QUEM QUER CASAR LOGO</strong></p>
<p>A primeira simpatia vem, curiosamente, de um <a href="https://www.noivacomclasse.com/2015/03/35-simpatias-para-casar-logo--simpatias-para-casar-rapido.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">blog chamado “noivas com classe”</a>. Não sei que classe há em fazer mandingas por você, por sua personalidade original, não conseguir estabelecer um relacionamento sério, mas, em todo caso, aqui vai. Esta é uma simpatia mais básica, para a pessoa que já tem um relacionamento, mas ainda não conseguiu transformá-lo em casamento. Para a pessoa que não respeita o tempo do outro e acha que o casamento tem que acontecer quando ela quer.</p>
<p><em>“Quando uma amiga sua for se casar e já estiver grávida, faça uma visita a ela, leve um presente ao bebê e passe sua mão esquerda na barriga dela por sete vezes. Não lave essa mão. Vá ao encontro do seu noivo e passe a mão esquerda sete vezes sobre o coração dele.”</em></p>
<p>Antes de mais nada: não é muito comum uma pessoa casar visivelmente grávida, certo? Acho que esta simpatia meio que te complica de entrada. Mas, supondo que você tenha a sorte e o timing de ter uma amiga grávida que vai casar assumindo que está grávida, seria necessário compartilhar sua doença mental com esta amiga, uma vez que ficar alisando a barriga alheia por tantas vezes pode gerar um estranhamento. Você vai ter que contar para a sua amiga que é tão louca e insegura que delega para rituais mágicos um passo importante da sua vida.</p>
<p>Depois de ter alisado a barriga da amiga de forma persistente e inconveniente, temos a fascinante parte de não lavar as mãos. Deus permita que a pessoa não sinta vontade de ir ao banheiro, pois é muita sacanagem contaminar tudo e todos que toca com coliformes fecais só para vestir uma grinalda. Tomara que a pessoa já more com o noivo, pois se for em casas separadas, corre o risco de só se encontrarem alguns dias depois. Seriam dias sem lavar a mão, um acumulado de sujeira, coliformes fecais e sabe-se lá quantas bactérias.</p>
<p>Para fechar com chave de ouro, sugerem que a pessoa passe essa mão imunda no coração do noivo. Não no peito, no coração. Não posso deixar de imaginar uma pessoa abrindo o peito do infeliz a faca. Pouco importa, se alguém ainda tem alguma dúvida, vamos esclarecer de uma vez por todas: esfregar uma mão imunda no peito de alguém não faz a pessoa querer casar com você. Aliás, mesmo que existisse qualquer fator externo capaz de fazer alguém querer casar com você, utilizá-lo seria de uma baixa autoestima incrível. Case com quem queira, por livre espontânea vontade, casar com você.</p>
<p>A próxima sugestão vem de um site chamado Clube de Mulher. Gostei pois achei desafiadora:</p>
<p><strong>SIMPATIA PARA CASAR RÁPIDO</strong></p>
<p><a href="https://clubedemulher.com.br/simpatias-para-fazer-ele-querer-casar-com-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">LINK</a></p>
<p><em>“Espere quando acontecer um casamento, então escreva o nome do seu amado com uma caneta vermelha em um papel branco.<br />
Você deverá colar o papel no véu da noiva, sem que ela perceba. A próxima cerimônia que irá acontecer, será a sua.”</em></p>
<p>Antes de mais nada, que bela amiga hein? Para conseguir um benefício pessoal arrisca atrapalhar um dos dias mais importantes da pessoa! Como assim você mete um penduricalho na roupa da noiva sem que ela perceba? Quão escroto e invasivo é isso? Bem, não dá para questionar esses tópicos com uma mulher que “quer que o homem queira” casar com ela, obviamente, respeito passou longe da cabeça de uma maluca dessas.</p>
<p>O que me intriga é: pelo meu pouco conhecimento de casamentos, tenho motivos para acreditar que o véu de uma noiva seja feito com um tecido transparente. Tecidos como tule, renda e outros costumam ser os escolhidos para este adorno.</p>
<p>Como, Minha Nossa Senhora da Bicicletinha, prender um pedaço de papel escrito com caneta vermelha em um tecido transparente, sem que ninguém perceba? A vontade de casar é tanta que você vai sujeitar a sua amiga a casar com uma mandinga post it, que aparecerá para sempre nas fotos e recordações do casamento? É muito desespero e falta de respeito, não apenas com o infeliz que se relaciona com a louca que topa fazer uma coisa dessas, como também com a amiga.</p>
<p>Agora vamos para a categoria “segurar” marido. Esta simpatia é para fazer com que seu parceiro sinta menos ciúmes de você, e talvez seja a única que realmente funciona. Encontrei um portal de notícias e a matéria estava na categoria “estilo de vida”. Sim, estilo de vida de gente completamente LOUCA.</p>
<p><strong>SIMPATIA PARA PROTEGER SEU CASAMENTO</strong></p>
<p><a href="https://www.msn.com/pt-br/estilo-de-vida/casamento/10-simpatias-para-proteger-seu-casamento/ar-BBNaOw9#image=BBNaOw9_1|3" target="_blank" rel="noopener noreferrer">LINK</a></p>
<p><em>“lave uma peça de roupa de seu amor e, em seguida, jogue nela pitadinhas de açúcar. Devolva a peça para o par usar. Quando ele estiver vestindo a roupa, peça para o anjo da guarda do par acalmar o ciúme doentio que ele sente por você. Em seguida, reze três Pais-Nossos e três Ave-Marias”</em></p>
<p>Vamos esquecer por um minuto o ridículo da simpatia para focar em outra coisa: imagina a cara de Deus, resolvendo problemas como fome, catástrofes naturais, guerras etc. escutando uma imbecilóide chamá-lo para pedir que Ele faça com que seu marido sinta menos ciúmes. Olha, esse povo Mendigo de Deus que fica pedindo coisas em vez de arregaçar as mangas e fazer me faz pensar que Deus realmente não existe, se existisse, jogava um raio na cabeça desses indigentes mentais.</p>
<p>Agora vamos focar na simpatia. Consiste basicamente em lavar a roupa da pessoa, jogar fuckin´ açúcar e dar para a pessoa vestir de volta. Excluindo o fato do quanto deve coçar ter grãos de açúcar na sua roupa e do desagradável que deve ser isso derretendo em contato com o calor do corpo, creio que a simpatia seja eficiente: ninguém tem tempo para sentir ciúmes quando está sendo picado por formigas e insetos no geral, por estar com o corpo coberto de açúcar. Recomendo que a peça de roupa seja a cueca, para potencializar os efeitos.</p>
<p>A próxima simpatia nem se preocupa em usar eufemismos, é coisa de gente com problemas mentais mesmo e não tem vergonha de se mostrar assim:</p>
<p><strong>SIMPATIA PARA DOMINAR O MARIDO</strong></p>
<p>Se você acha que em uma relação saudável um domina o outro, você merece perder tempo e dinheiro fazendo esta palhaçada. Simpatia encontrada em um curioso site chamado simpatias.net, espero que estejam felizes com o que a inclusão digital nos trouxe:</p>
<p><a href="https://www.simpatiasonline.net/simpatia-dominar-o-marido/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">LINK</a></p>
<p><em>“Pegue a cueca que ele usou mais de uma vez e a lave colocando na ponta de um pote ou de uma jarra. Em um papel, escreve o nome do seu marido, e do outro lado, o nome do time para qual ele torce. O papel deve estar dentro da jarra e deve ser coberto com a cueca dele. Depois disso você deve jogar o pó de café e o mel na cueca, deixando esparramar um pouco pela peça. A água deve ser colocada para coar na cueca. Depois de fazer esse procedimento o ritual vai estar pronto, e tudo pode ser jogada no lixo, menos o papel que você escreveu o nome e o time.”</em></p>
<p>Para começo de conversa, se seu marido usou uma cueca mais de uma vez, já deveria bastar para que você pense em se separar desse porco dos infernos em vez de perder seu tempo com simpatias e afins.</p>
<p>Gostaria de pontuar que esta simpatia meio que estraga a cueca do parceiro, mas, se formos considerar o grau de falta de respeito até aqui, acredito que quem está desesperado a ponto de fazer uma ignorância dessas não se importe. Ao menos nessa se joga a cueca fora em vez de deixar a pessoa vestir um item da roupa que atrai insetos.</p>
<p>Confesso que me custou entender o motivo pelo qual é preciso escrever o time de futebol do marido. Seria para os seres mágicos identificarem para quem é a mandinga?</p>
<p>Entidade 1: “A esposa do Carlos tá pedindo aqui para dominar ele!”<br />
Entidade 2: “Que Carlos?”<br />
Entidade 1: “Carlos, torcedor do Vasco”<br />
Entidade 2: “Ah, ok”</p>
<p>Deixei a mais bizarra para o final. Enjoy:</p>
<p><strong>SIMPATIA PARA DOMINAR O MARIDO COM URINA</strong></p>
<p>Colhida no mesmo site nefasto do exemplo anterior, essa simpatia merecia um texto só para ela:</p>
<p><a href="https://www.simpatiasonline.net/dominar-pessoa-urina/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">LINK</a></p>
<p><em>“Para realizar a simpatia você vai pegar as peças de roupas que separou e as colocar na máquina para levar ou mesmo em um balde com água, despejando juntamente uma xícara da sua urina junto com o sabão em pó. Você deve lavar tudo, enxaguar e depois estender as roupas no varal para que elas fiquem secas! Em hipótese alguma as roupas dele devem ser misturadas com as suas, por exemplo. Depois que as roupas secarem, você pode as colocar de volta no guarda-roupa da pessoa, e o procedimento pode ser feito quantas vezes você achar necessário! Além disso, quanto mais roupas, maior a chance da pessoa ser dominada por você!”.</em></p>
<p>Estou sem palavras. Mentira, tenho palavras sim: bando de porcas, ignorantes sem noção! Realiza o tanto de homem que deve andar por aí com as roupas urinadas sem nem perceber! Segundo o próprio site explica, por misturar com o sabão em pó o odor a urina fica camuflado, mas foda-se, a urina ainda está ali! Ninguém merece sair na rua com roupa mijada! Imagina a louca varrida urinando em um copinho e jogando na máquina de lavar! Uma pessoa dessas é caso de manicômio, de camisa de força, de Haldol e quarto com paredes acolchoadas!</p>
<p>O site filho da puta que explora o desespero alheio ainda incentiva a encher de mijo o máximo de roupas da outra pessoa, alegando que “quanto mais roupas maior a chance da pessoa ser dominada por você”. Olha, eu posso até tentar fazer um esforço para compreender uma mulher histérica, maluca e com baixíssima autoestima que se presta a isso, mas o arrombado que mantém esse site não está desesperado, ele sabe o que está fazendo.</p>
<p>Quer explorar a ignorância alheia? Faz o bem de forma colateral: manda doar cesta básica, manda resgatar um animal de rua. Mandar mijar nas coisas dos outros? Que doença mental é essa? Perdeu-se totalmente qualquer resquício mínimo de respeito, de civilidade, de amor próprio.</p>
<p>Fica minha constatação: se relacionar (ainda que sem compromisso) com uma mulher ignorante, histérica, que se afirma através de um relacionamento, que tem como objetivos de vida o que a sociedade lhe diz que deve ser (casar, ter filhos, ser famosa etc.) CUSTA MUITO CARO. Ela pode ser um doce, ela pode ser submissa, ela pode ter todas as qualidades, mas em algum momento essa loucura descontrolada transborda em você. Mantenha distância de pessoas ignorantes que apelam para crendices para tentar intervir no livre arbítrio do outro.</p>
<p>Para as loucas, apenas um parágrafo: o homem tem o sagrado direito de ser o que ele quiser, inclusive um babaca, grosseiro e escroto. Apenas afaste-se. Você não é Deus, você não tem o poder de mudar uma pessoa. Tudo que você vai conseguir é que a pessoa minta para você, se dê ao trabalho de fingir por um tempo. Sério, vou repetir: você não muda as pessoas, as pessoas só mudam se elas quiserem. Afaste-se. Mude DE pessoa em vez de tentar mudar A pessoa.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que vai começar a reparar no cheiro das suas roupas com bastante atenção, para dizer que é assustador o grau de loucura de algumas pessoas ou ainda para dizer que o pior é que tem homem que atura isso: <a href="mailto:sally@desfavor.com">sally@desfavor.com</a> </p>
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		<title>Sexo mortal.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sally]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 15:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não Fode!]]></category>
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					<description><![CDATA[“Não Fode” é uma coluna destinada a retratar a estupidez humana quando falamos de sexo. Nesta coluna contamos histórias de pessoas que fizeram imbecilidades neste momento tão íntimo de suas vidas, com consequências tão desastrosas que hoje, literalmente, não fodem mais. Em cada coluna aprofundamos um tema específico desta fascinante questão. Hoje, vamos tratar das [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Não Fode” é uma coluna destinada a retratar a estupidez humana quando falamos de sexo. Nesta coluna contamos histórias de pessoas que fizeram imbecilidades neste momento tão íntimo de suas vidas, com consequências tão desastrosas que hoje, literalmente, não fodem mais.<span id="more-14070"></span></p>
<p>Em cada coluna aprofundamos um tema específico desta fascinante questão. Hoje, vamos tratar das pessoas que, além de se colocarem em uma enrascada tamanha que hoje não fodem, também passaram por uma baita humilhação por causa disso. Como de costume, em homenagem ao “Direito ao Esquecimento”, não vamos citar o nome dos envolvidos, porém, com uma simples busca pela história vocês conseguem encontrar mais detalhes na internet.</p>
<p>Não basta fazer uma idiotice, os heróis de hoje fizeram imbecilidades que culminaram em consequências graves e humilhantes. Coisas que qualquer pessoa com mais de dois neurônios conseguiria prever, mas, por algum motivo, estas pessoas não puderam antever.</p>
<p>Brasileiro tem uma vocação para enfiar coisas no toba, é um dos países com maiores índices de registros de entradas em pronto-socorro com coisas no furico, se é que se pode confiar em uma pesquisa dessas. Mantendo a tradição, um cidadão de Paranaíta, introduziu em seu fiofó um grande pedaço de mandioca. Até aí, infelizmente, tudo normal. O problema veio bem depois.</p>
<p>Terminadas suas atividades recreativas, ele removeu o alimento do seu brioco, porém, um pedaço da mandioca se quebrou e ficou dentro dele. Ao que tudo indica, este bravo guerreiro não se deu conta que seu corpo abrigava um tubérculo. Ele viu sair a mandioca e achou que estava tudo ok. Só que não.</p>
<p>Dez dias depois ele foi internado com fortes dores. Eu sei que isso contraria todas as leis da biologia, mas eu gosto de cogitar que a mandioca estava criando raízes e brotando em suas entranhas (o que não faltava era adubo, não é mesmo?). A verdade é mais chata: corpos estranhos causam infecção.</p>
<p>Ao chegar no pronto-socorro o sujeito negou que tivesse introduzido algo em seu brioco, e acredito que tenha negado de coração, pois não sabia que uma mandioca tinha quebrado do lado de dentro dez dias antes. Chegou a brigar com os médicos e se ofender, assegurando que seu furico estava vazio.</p>
<p>Isso atrasou de forma desnecessária o diagnóstico e quando finalmente constataram uma meia mandioca do lado de dentro, foi tarde demais. Ele passou por uma cirurgia onde, literalmente, removeram até o seu cu, o que o obrigou a ficar com as duas pernas para o ar e bunda ao vento no quarto, mas mesmo assim acabou falecendo em consequência de uma forte infecção.</p>
<p>Imbecilidades sexuais humilhantes não são exclusividade de brasileiros, mas, é curioso observar como, dependendo do lugar, tem todo um toque regional. Cada país tem o acidente sexual que merece.</p>
<p>Na Argentina, por exemplo, um pastor foi encontrado morto na cidade de San José. Onde está a humilhação? Ele estava fazendo sexo com um espantalho, que havia surrupiado de uma propriedade vizinha. Além de se apropriar de forma indevida do espantalho do seu vizinho, ele ainda travestiu o boneco: colocando roupas de mulher, uma peruca e, pasmem, passado batom no pobre boneco. Ele foi encontrado sem roupa, morto, em pleno ato com o espantalho.</p>
<p>O constrangimento do porta voz do Ministério Público dando entrevista e sendo obrigado a dizer &#8220;Pensei inicialmente que eram dois corpos, mas depois percebi que era um espantalho maquiado com batom e uma peruca de cabelos longos&#8221; é impagável. Não se pode negar que o cidadão era exigente, se era para comer um espantalho, teria que ser um bem arrumadinho.</p>
<p>Depois de realizar uma autopsia, chegaram à conclusão de que o pastor se esforçou muito mais do que seu coração aguentava (com o espantalho) e isso lhe causou um infarto (nos braços do espantalho). Pessoa esforçada! Tem tanto homem que não dá o melhor nem quando está com mulher, o que dizer de alguém que se mata por um espantalho? Se o promotor estava constrangido, imagino os religiosos dessa paróquia para dar a notícia aos fiéis. Fascinante.</p>
<p>Uma professora na Índia foi acometida por uma tosse persistente, que inicialmente foi diagnosticada como alergia pelos médicos. A tosse só piorava. Os médicos decidiram que era pneumonia e a encheram de antibióticos. A tosse persistia. Na radiografia de tórax, perceberam uma lesão no pulmão e presumiram ser tuberculose. Novo tratamento e nada da tosse melhorar. Depois de seis meses de muita tosse e remédios, os médicos já não sabiam mais o que fazer com esta moça.</p>
<p>Decidiram, como último recurso, fazer uma broncoscopia, como se fosse uma endoscopia, só que no pulmão: enfiaram uma câmera dentro da mulher para entender melhor o que era aquela lesão. Perceberam que havia um corpo estranho, e tentaram removê-lo, o que foi muito difícil, pois o objeto estava se partindo, se desfazendo.</p>
<p>A causa do problema era, nada mais, nada menos, do que uma camisinha alojada no pulmão. Quando contaram a novidade para a mulher, ela lembrou que uma vez, seis meses atrás, estava fazendo sexo oral no marido e teve uma crise de tosse e espirros e provavelmente aspirou a camisinha sem se dar conta. SEM SE DAR CONTA. UMA CAMISINHA NO SEU PULMÃO SEM QUE VOCÊ PERCEBA. Em função das lesões, ela acabou perdendo o pulmão e hoje, se fode, é bem lenta e pausadamente.</p>
<p>Um casal na Carolina do Norte achou que era uma boa ideia fazer sexo no topo de um prédio. Mas não bastava fazer sexo no terraço lá no alto, eles queriam mais emoção. Acharam que seria uma boa ideia deitar na marquise, um pedaço estreito de concreto que fica na parede de fora da construção (aquela onde os amantes se escondem quando o marido da mocinha chega nos filmes). Não demorou muito e, durante o ato sexual, o troço despencou com os dois.</p>
<p>Os corpos foram encontrados na manhã seguinte, no meio da rua, pelados e estatelados, por um taxista, que os descreveu como “pareciam pecinhas de um quebra-cabeça” de tão desconjuntados que estavam. As roupas do casal foram encontradas depois no terraço e as câmeras de segurança confirmaram esta última aventura dos pombinhos. Bem, antes fossem pombinhos, ao menos saberiam voar. Consta que vários transeuntes tiraram fotos e que é possível encontrar imagens deste lamentável caso na internet. Não sei dizer se é verdade, não faço a menor questão de ver.</p>
<p>Um médico chinês conseguiu a proeza de morrer doando esperma. O evento aconteceu no banco de esperma da Universidade de Wuhan, na China. Segundo noticiado, o rapaz de 23 anos teria “se esforçado demais” nesta tarefa. Eu realmente não consigo compreender a dinâmica, mas me parece algo digno de menção.</p>
<p>Além de já ter comparecido ao local para fazer sua doação outras vezes naquela semana, o rapaz provavelmente estava especialmente exaurido no dia, já que ficou mais de duas horas no processo, sem sucesso. Ele poderia ter desistido e devolvido o pote vazio, mas preferiu forçar a barra.</p>
<p>A demora chamou a atenção dos funcionários do local, que, em um primeiro momento, bateram educadamente na porta. Depois bateram de forma mais incisiva. Depois de muito insistir, resolveram derrubar a porta e se depararam com uma cena constrangedora: o médico, de calças arriadas, morto com o potinho na mão. Fica a dica: respeite seu corpo, não se doe mais do que seu organismo aguenta.</p>
<p>Um português foi encontrado morto, usando uma lingerie, em uma baia. Após investigar o caso, a polícia descobriu que ele foi assassinado após fazer sexo com um jegue chamado “Russo”. Não, não foi o animal que o matou, e sim o dono do animal, que, injuriado ao ver a cena do homem com seu jegue de estimação, teve um acesso de fúria e degolou o infeliz. Eu faria uma piada envolvendo europeu e russos, mas seria de péssimo gosto.</p>
<p>Segundo a polícia, o sujeito era conhecido por esse tipo de prática, tanto que seu apelido no local era “Fulano Ovelha”, já que frequentemente era flagrado fazendo sexo com estes animais. O proprietário de Russo, o jegue, nega que tenha assassinado o homem, mas as autoridades policiais portuguesas acham improvável que o jegue tenha sido capaz de degolar o cidadão.</p>
<p>Na Bahia uma mocinha morreu eletrocutada enquanto tentava fazer sexo com seu secador de cabelo. Segundo relato de suas amigas, ela tinha bebido muito naquela noite e por isso se supôs que seu discernimento estivesse um pouco comprometido. Não me levem a mal, mas não é o tipo de coisa que as pessoas costumem fazer, mesmo sóbrias.</p>
<p>O mais fascinante não é introduzir em si mesma algo com calibre de uma garrafa grande de refrigerante, e sim ter a brilhante ideia de ligar dentro de si mesma um aparelho que foi projetado para soltar rajadas fortes de ar muito quente. As amigas, que a encontraram no quarto ainda com o aparelho ligado, contam que foram ao seu encontro após sentir um forte cheiro de queimado.</p>
<p>Um rapaz da Flórida achou que seria uma boa ideia fazer sexo com sua cobra de estimação, uma anaconda, animal maior do que ele, mais forte do que ele e que mata por constrição. Segundo os peritos, o rapaz “penetrou profundamente” a genitália da cobra, o que deve ter enfurecido o animal.</p>
<p>A cobra se enroscou em seu corpo e o matou asfixiado. Ainda segundo as autoridades, os peritos demoraram “várias horas” para conseguir separar as partes íntimas do rapaz e da cobra.</p>
<p>O infeliz foi encontrado nu, com a cobra enroscada em seu corpo por um amigo, que chamou a polícia. Este rapaz tinha, além de vários animais, um histórico humilhante envolvendo vários deles, como por exemplo a dramática ocasião em que um Gerbil (Esquilo da Mongólia, um hamster de rabo comprido), segundo relato de familiares &#8220;perfurou seu ânus e mastigou parte do seu intestino grosso&#8221;. Infelizmente para ele e felizmente para os animais, a cobra foi um pouco mais agressiva.</p>
<p>Fica aqui o reforço do que sempre falamos: a imbecilidade humana não tem limites. Sempre que você achar que algo é óbvio e previsível, aponte para a pessoa mesmo assim, pois o ser humano é capaz de atentar contra si de infinitas formas.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que está em choque, para dizer que achou tudo muito merecido ou ainda para dizer que se sente extremamente inteligente e privilegiado quando lê esse tipo de coisa: <a href="mailto:sally@desfavor.com">sally@desfavor.com</a> </p>
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		<title>Espectrofilia.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sally]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Aug 2018 11:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não Fode!]]></category>
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					<description><![CDATA[A coluna “Não Fode” de hoje homenageia uma categoria muito especial de pessoas, aquelas que não fodem, mas acham que fodem. Pessoas que acreditam manter atividades sexuais com fantasmas ou seres imateriais de origem paranormal. Não Fode: Espectrofilia. A ideia de fazer sexo com espíritos, fantasmas ou coisas do gênero não é nova. Há relatos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A coluna “Não Fode” de hoje homenageia uma categoria muito especial de pessoas, aquelas que não fodem, mas acham que fodem. Pessoas que acreditam manter atividades sexuais com fantasmas ou seres imateriais de origem paranormal. Não Fode: Espectrofilia.<span id="more-13703"></span></p>
<p>A ideia de fazer sexo com espíritos, fantasmas ou coisas do gênero não é nova. Há relatos muito antigos deste tipo de experiência, que remetem aos primórdios de Roma e Grécia. Na Idade Média, os protagonistas do evento ganharam até designação, de tão comum que era. Fantasmas safadinhos que se aproveitavam de seres humanos passaram a ser conhecidos como “Íncubus” (as entidades masculinas) ou “Súcubus” (as entidades femininas).</p>
<p>Sim, eu sei o que você está pensando: espertinhos de plantão faziam sexo a torto e a direito e depois culpavam a experiência sobrenatural para não sofrer a consequência dos seus atos. Certamente, muitos dos casos relatados tiveram essa origem. Porém, esse tipo de episódio também surge em outros contextos: desde o de pessoas que não querem e se dizem estupradas até o de pessoas que acham tão maravilhoso que abandona a atividade sexual com seres humanos por preferir os fantasmas. O ser humano é fascinante. Vamos analisar mais de perto estas historias maravilhosas?</p>
<p>Um dos casos mais conhecidos de atividade sexual involuntária e sem consentimento ocorreu nos EUA, na década de 70. Uma senhora se dizia atacada por três entidades, duas menores que a seguravam e uma maior que de fato forçava relações sexuais. O caso ganhou notoriedade, pois os eventos eram recorrentes, o que permitiu que diversas pessoas o testemunhem e percebam algumas evidencias de que algo fora da normalidade estava ocorrendo ali.</p>
<p>A suspeita era de um quadro de esquizofrenia, o que faria com que esta senhora vivenciasse de fato os eventos na sua mente, mesmo sem que eles sejam reais. Porém, durante os “ataques”, apesar de se manter imóvel (pois, em tese, ela estava sendo segurada por duas criaturas), a mulher apresentava lesões, hematomas, arranhões e inclusive lesões compatíveis com violência sexual. Tudo isso diante de testemunhas, que atestavam que ela não havia provocado as lesões nela mesma.</p>
<p>Isso fez com que dezenas de médicos se interessem pelo caso. Em algumas ocasiões, o dano se estendia a terceiros. Pessoas que estavam com ela percebiam que ela estava imóvel e desesperada e se aproximavam para tentar ajudar. Levavam um pau dos fantasmas, muitas vezes deixando marcas físicas e até uma fratura no braço. Infelizmente, a falta de recursos da medicina à época não permitiu nenhuma resposta conclusiva sobre o caso, mas este é, até o hoje, o relato mais bem documentado de espectrofilia. Certamente existe uma explicação científica para isso, só não sabemos qual é.</p>
<p>Por tudo que já foi relatado, não há muitos denominadores comuns, cada experiência ocorre de uma forma diferente. Apenas um cenário se faz mais presente do que os outros: a maioria dos casos acontece à noite, durante o sono, uma vez que seria o momento onde os seres humanos ficam mais vulneráveis a esse tipo de contato. Conveniente, uma vez que é perfeitamente comum sonhar com eventos que envolvam atividades sexuais e ter sensações físicas em decorrência desses sonhos. Quem traça a linha dizendo onde foi sonho onde foi experiência paranormal? Provavelmente o emocional de quem vivenciou a experiência.</p>
<p>Em alguns casos, a experiência é coletiva, não diz respeito a uma única pessoa, envolve várias, que muitas vezes sequer se conhecem, não conversaram entre si, mas contam todas a mesma história. Histeria coletiva? Inconsciente coletivo? Não sabemos.</p>
<p>No Reino Unido, uma estrada ficou conhecida por supostos “ataques sexuais” de fantasmas. O fantasma se apresenta na forma de ume bela mulher que pede carona na estrada em Swansea, no País de Gales. De tão recorrente, a entidade recebeu um apelido carinhoso: Jezebel. Um livro sobre os episódios ocorridos nessa estrada também foi publicado. Ao que tudo indica, para ludibriar os motoristas, o fantasma consegue se materializar temporariamente e pegar uma caroninha.</p>
<p>Quando o motorista dá carona, Jezebel entra e se comporta normalmente. Porém, ao longo do percurso, coisas estranhas vão acontecendo: desde cheiros inexplicáveis até uma paralisia completa do motorista, que encosta o carro e não consegue mais se mexer enquanto Jezebel abusa deles. Ao final da experiência, ela desaparece e tudo volta ao normal.</p>
<p>O autor do livro explica que é muito difícil conseguir investigar e documentar casos como esse, pois as “vítimas” desse assédio do outro mundo não querem falar, muito menos se identificar, graças à situação vexatória e constrangedora pela qual passaram. Também existe o medo, totalmente fundado, de serem taxados de malucos pela sociedade. Porém, mesmo com tantas dificuldades, ele conseguiu reunir relatos suficientes para lançar o livro.</p>
<p>Mas, nem sempre esta experiência é traumática ou imposta. Em alguns casos, pessoas relatam estabelecer conexões com fantasmas e realizar uma espécie de sexo consensual com ele. Pessoas que se dizem na mesma sintonia que estes espíritos conseguem até trocar sentimentos e cultivar relações a longo prazo com o paranormal.</p>
<p>Uma moça inglesa, de Bristol, adotou sexo com fantasmas/espíritos por opção, afirmando que abriu mão de sexo com homens, pois os fantasmas seriam melhores. É, a moral está baixa. Sem julgamentos, porque o mercado tá realmente ruim e se tiver coisa melhor por aí, bem-vinda seja.</p>
<p>A moça relata já ter feito sexo com mais de 20 fantasmas e que eles, ao contrário dos homens, sempre a levam ao orgasmo. Após tantas experiências boas, agora resolveu que homem era perda de tempo e decidiu focar em encontrar sua alma gêmea fantasma e manter uma relação de fidelidade, assim faria sexo sempre com a mesma entidade paranormal. Sua busca acabou este ano, em uma viagem à Austrália</p>
<p>Recentemente ela revelou a um portal australiano que achou um fantasma para chamar de seu e que, de tão bacana, a relação dos dois vai além da parte sexual. Ela não consegue vê-lo, mas consegue sentir sua presença e compartilhar sentimentos (ele consegue sentir o que ela sente e ela consegue sentir o que ele sente). Ela “conheceu” esse fantasma em uma viagem à Austrália, quando ele se manifestou para ela durante um passeio.</p>
<p>E como se esta história já não fosse fascinante o suficiente, após seis meses de relacionamento sério, a moça e o fantasma já estão pensando em aprofundar o relacionamento e&#8230; ter um filho. Há quem acredite que um corpo humano pode gerar um filho fecundado por um espírito.  Vamos ver o que vai acontecer, a decisão de engravidar foi tomada pelo casal em agosto deste ano, com sorte até o ano que vem temos um pequeno Gasparzinho a caminho.</p>
<p>Neste ponto, você deve estar se perguntando como é que algo que não tem matéria consuma uma relação com uma pessoa que é matéria. Bem, as explicações são muitas, mas a fonte&#8230; a fonte é Arial 10, é achismo tirado diretamente da cabeça de parapsicólogos e outras pessoas sem a menor moral, capacidade ou aval para falar sobre qualquer coisa nessa vida.</p>
<p>Em tese, espectros, fantasmas, espíritos ou como se queira chamar, são energia. Energia que, na maior parte do tempo não podemos ver, mas está ali. Pense na radiação: você não a vê, você não a sente, mas ela está ali e impacta seu organismo, muitas vezes causando queimaduras que são sentidas rapidamente. O mesmo aconteceria com os espectros: de alguma forma, essa energia se organizaria de uma forma que conseguiria interagir com o corpo das pessoas, despertar sensações, criar uma conexão.</p>
<p>Os relatos de pessoas que passaram por supostas atividades sexuais com fantasmas costumam ser bem parecidos: a pessoa sente uma presença, uma pressão em alguma parte do corpo e até mesmo uma respiração. Depois sente um estímulo físico, que não sabe dizer de onde vem, mas com a certeza de que tem “alguém” ali. Não raro, quem passa por isso também experimenta sensações e sentimentos, que alegam compartilhar com o fantasma.</p>
<p>“Mas Sally, é o fantasma quem escolhe a gente ou nós também podemos tomar a iniciativa? Como faço para conseguir fazer sexo com um fantasma?”. Pessoas que trabalham com isso dizem que é possível induzir esses espíritos que ainda estão em uma frequência vibratória muito baixa e sentem falta dos prazeres do corpo. Percebe pelo tom do texto o quanto nós desprezamos toda essa dinâmica? Ótimo. Sinta zero encorajamento da nossa parte para fazer ou acreditar nosso. Seguem as orientações</p>
<p>Para induzir os supostos espíritos você deve, antes de mais nada, encontrar um fantasma. A forma mais assertiva é se dirigir a locais onde há relatos de aparições paranormais. Chegando lá, estimule brincadeiras sexuais convidando o fantasma mentalmente a participar. E, por favor, se der certo manda um texto para a gente contando, que a gente publica com o maior prazer.</p>
<p>Hoje existem muitas pessoas que experimentaram esses encontros e ficaram tão marcados por isso que resolveram estudar a fundo, não apenas para entender melhor o que aconteceu, mas também para ajudar outras pessoas que passam por isso mas tem vergonha de comentar, considerando a natureza do evento.</p>
<p>Uma moça americana que se diz vidente e especializada em sexo paranormal, reforça que esta prática é muito mais comum do que se imagina, mas as pessoas não vão a público falar sobre isso por constrangimento. Ela trabalha atendendo apenas pessoas que estão sendo molestadas por fantasmas de alguma forma e, por isso, recebeu a carinhosa alcunha se “sexorcista”. O curioso é que ela mesma mantém um relacionamento com um fantasma chamado “Beta”, que seria o líder de uma tribo indígena que teria existido alguns séculos atrás.</p>
<p>O caso mais drástico de espectrofilia envolve uma donzela e um pirata. Uma moça da Irlanda do Norte vive uma relação intensa com um fantasma de um pirata chamado “Jack”. Ela deu uma entrevista ao jornal britânico “Daily Star” na esperança de desmistificar o tabu em torno da espectrofilia.</p>
<p>A moça conta que não apenas mantém relações sexuais com o fantasma de um pirata, como ainda se casou com ele. Obviamente foi uma cerimônia em um barco, sem nenhum valor legal, mas hoje ela luta nos tribunais para ver reconhecido seu direito a casar com o fantasma.</p>
<p>Nesta fascinante entrevista, ela conta em (excesso de) detalhes sua experiência. Por exemplo, ela dá dicas até da melhor posição para se fazer sexo com um fantasma: “Embora você possa sentir prazer em qualquer posição, o “missionário” (algo como o nosso “papai e mamãe”) é o melhor para você começar, pois é mais fácil sentir o peso do fantasma e, a partir daí, começar a relação.</p>
<p>Por incrível que pareça, existe gente estudando espectrofilia a sério hoje. Com o avanço da ciência, que permite exames de imagem do cérebro, talvez algumas respostas sejam possíveis, ao analisar o cérebro da pessoa no momento em que ela supostamente está se relacionando com um fantasma. Dependendo das áreas ativadas, será possível chegar a conclusões mais assertivas. Mas, como vocês podem imaginar, esse tipo de estudo não é prioridade na comunidade científica, então, é provável que o mistério persista por mais algum tempo.</p>
<p>Apenas um adendo, para terminar. Desfavor é adepto do “Direito ao Esquecimento”, ou seja, todos nós alguma vez escrevemos ou dissemos alguma bosta vergonhosa e não podemos ter isso nos assombrando para o resto da vida. Por isso, não damos os nomes das pessoas envolvidas, uma vez que acreditamos que, mais cedo ou mais tarde, elas vão se arrepender deste tipo de exposição e não queremos ser aqueles que imortalizam seu vexame. Porém, com os dados que eu dei, vocês pesquisam facilmente no Google quem são estas pessoas e quais foram seus casos, com riqueza de detalhes&#8230;</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que isso só é bonitinho no filme Ghost, para dizer que se existir fantasma disponível você também dispensa homem ou ainda para dizer que topa uma fantasma mulher porque ela desaparece depois e não enche o saco: <a href="mailto:sally@desfavor.com">sally@desfavor.com</a></p>
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		<title>Casais idiotas.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sally]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Aug 2018 13:05:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Não Fode!]]></category>
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					<description><![CDATA[Já conversamos sobre homens que enfiaram seus pênis em locais inapropriados e, por causa desta gracinha, hoje colocam em prática o nome da coluna. Pois bem, como o ser humano é uma fonte inesgotável de imbecilidade, hoje vamos falar das pessoas que tiveram ideias idiotas durante o sexo, causando acidentes dolorosos e que as deixaram [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já conversamos sobre homens que enfiaram seus pênis em <a href="https://www.desfavor.com/blog/2017/10/deu-pau/">locais inapropriados</a> e, por causa desta gracinha, hoje colocam em prática o nome da coluna. Pois bem, como o ser humano é uma fonte inesgotável de imbecilidade, hoje vamos falar das pessoas que tiveram ideias idiotas durante o sexo, causando acidentes dolorosos e que as deixaram na mesma categoria. <span id="more-13613"></span></p>
<p>Sexo não é difícil, tanto é que qualquer idiota faz. Mas existem alguns idiotas que chegaram a um patamar de excelência tão elevado que conseguem fechar as portas para sexo através de&#8230; sexo.</p>
<p>Gente que não teve o menor bom senso de cogitar se aquela imbecilidade era mesmo uma boa ideia e que, graças a essas péssimas escolhas, nos fascinam. Seguem alguns casos de casais que hoje em dia não fodem, mas já lhes adianto que há tanto material, que podemos fazer uma continuação.</p>
<p>Como sempre fazemos, vamos preservar o nome dos envolvidos, mesmo que os casos sejam públicos e notórios, facilmente verificáveis no Google pelas informações que damos aqui. As pessoas tem o direito ao esquecimento, nenhum de nós gostaria de ter os erros imortalizados em um blog.</p>
<p>Um casal russo resolveu inovar. Mesmo estando ambos com mais de 50 anos e sem preparo físico algum, acharam viável experimentar posições do Kama Sutra. Fizeram uma posição chamada “espreguiçadeira” (ou, no idioma original, “indrani”). Infelizmente o esforço foi muito e a mulher teve um espasmo muscular, enforcando o pênis de seu marido dentro de sua vagina. Sim, esforços excessivos ou abruptos podem fazer com que a mulher tenha esse tipo de espasmo, acho prudente que todos tenham ciência disso. É sexo gente, não é Cirque du Soleil, não inventem malabarismos.</p>
<p>O homem tentou “sair de dentro” dela por mais de uma hora, mas não conseguiu. Diante da dor e do sofrimento, eles se conformaram que precisavam de ajuda. Tiveram que ser levados ao hospital e, após muita espera, acabaram separados através de medicamentos para relaxar a musculatura da mulher. A constrição por tempo prolongado causou danos ao homem e ao seu respectivo pênis, que hoje certamente se dedica a seriados da Netflix em seus momentos de lazer.</p>
<p>Um casal sul africano estava em um bar, quando decidiram que aquilo não era o suficiente para tornar seu dia divertido. Chegaram à conclusão que animado mesmo seria fazer sexo sobre os trilhos do trem, afinal, quem precisa de uma cama quentinha e macia quando você pode repousar suas vértebras em vigas frias de metal? Eles foram até a estação ferroviária de Kinross, deitaram nos trilhos e mandaram ver.</p>
<p>O pequeno detalhe é que, no meio do evento, um trem começou a se aproximar. Por motivos desconhecidos, os pombinhos não perceberam a chegada de uma locomotiva que pesava toneladas em metal e fazia os trilhos trepidarem. O maquinista ainda contou que chegou a avistar o casal e gritar para que saiam da frente, pois não havia tempo hábil para frear o trem.</p>
<p>O casal ignorou os apelos e acabou esmagado pelo trem. O rapaz, que estava por cima, tomou o impacto maior e morreu na hora. A moça ainda chegou a ser levada para o hospital, mas morreu pouco tempo depois. Ao menos nesta dimensão, esses dois não fodem mais.</p>
<p>Um casal de americanos que havia acabado de ter um filho e, após um longo período de abstinência e monotonia, resolveu inovar. Depois de muitas semanas sem sair de casa, cuidando apenas do bebê recém-nascido, eles resolveram sair para comemorar o dia dos namorados em um show.</p>
<p>Em algum momento, o casal achou que era aceitável fazer sexo no banco do motorista, enquanto ele dirigia o carro. Parar no acostamento é para os fracos, os fortes arriscam a vida em um veículo em movimento enquanto seu bebê os espera em casa.</p>
<p>Eles tiraram seus cintos de segurança e a mulher sentou no colo do homem, afinal, nada pode dar errado quando você obstruí a visão do motorista e mina sua concentração, não é mesmo? Não demorou muito, bateram com o carro e a mulher foi arremessada para fora, com as calças e calcinha arriadas, bateu com a cabeça e morreu na hora, desta forma indigna. Pois é, ela não fode mais. Nem ele, que foi preso por este ato irresponsável.</p>
<p>Um vendedor alemão tinha uma amante alegando que sua esposa se recusava a satisfazer seus desejos (sábia mulher). Em um de seus encontros com a amante, ele resolveu dar vazão a um dos muitos desejos não realizados com sua esposa e trouxe à tona seu lado feirante: resolveu brincar com um pepino.</p>
<p>Depois de usar um pepino como uma versão vegana de um vibrador, ele pediu que a amante coloque o pepino todo na boa. Em um esforço heroico, ela atendeu ao pedido. Porém, no correr do processo, ele percebeu que havia fumaça saindo de sua cozinha e se lembrou que havia deixado algo no fogo. Em um movimento brusco, ele correu para apagar.</p>
<p>Infelizmente, nesse mesmo movimento brusco, ele fez com que o pepino escorregue e fique entalado, engasgando a moça. Na pressa em correr para a cozinha ele não se deu conta e, quando voltou, ela já estava imóvel e numa coloração azulada, com um pepino soterrado no meio da goela. O infeliz foi condenado por homicídio.</p>
<p>Um mecânico russo teve sua honra colocada à prova: duas mulheres apostaram que ele não seria capaz de performar uma maratona de sexo de 12 horas de duração com elas. Ao que tudo indica, autoconfiança não era o forte do rapaz, então, para tentar vencer o desafio ele tomou não um, mas um frasco inteiro de um comprimido similar ao Viagra.</p>
<p>Diante desta overdose, ele teve um ataque cardíaco fulminante enquanto executava a maratona. Simplesmente caiu duro de um segundo para o outro, conforme relatou uma das mulheres. Tentaram chamar socorro, mas ele estava bastante morto, não deu certo. No final das contas, parece que as moças ganharam a aposta, que valia não apenas a honra, como também seis mil dólares.</p>
<p>Pasmem, temos até quem faz merda indiretamente quando falamos de sexo. Uma peruana era casada com um homem que viajava muito a trabalho. Para agradar ao marido, usava um cinto de castidade quando seu ele viajava. Não era nada medieval, era um cinto feito de couro, meramente simbólico.</p>
<p>Acontece que o cadeado que o fechava era de metal e, com o uso, ele foi oxidando. Mas ela era determinada, e continuou usando o cinto, mesmo com o cadeado prejudicado. Um belo dia, o cadeado oxidado arranhou sua pele, que contraiu uma infecção e morreu de septicemia. Antes morta do que infiel, ao que tudo indica.</p>
<p>Um casal do Reino Unido decidiu brincar de amarrar na cama, até aí, bastante comum. Porém, os jovens não eram muito bons de gambiarra. Em vez de usar algo limpo e higiênico para fazer a constrição, como uma meia, um cadarço ou um cinto, eles fizeram uma péssima escolha: a moça foi amarrada com uma corda usada para amarrar linguiças, ainda suja, recém tirada da geladeira. A brincadeira gourmet não deu muito certo.</p>
<p>No calor do momento, a corda provocou pequenos cortes no pulso dela, que começou a sentir um desconforto. No dia seguinte, seu braço estava totalmente coberto de hematomas e com manchas escuras. Ela correu para o hospital, mas já era tarde: ela havia contraído uma bactéria que come carne humana e acabou morrendo por uma parada cardíaca. Fica a lição: coisas que estão na sua geladeira não devem ir para sua corrente sanguínea.</p>
<p>Um casal achou que seria uma boa opção de conforto e segurança fazer sexo no meio da selva africana, mais precisamente, no Zimbabue. O casal estava em Kariba, no meio da natureza, repleta de animais selvagens e decidiram que a melhor escolha ser tirar a roupa e engatar uma relação sexual ali mesmo, de modo a deixa-los bem distraídos e vulneráveis.</p>
<p>De fato a moça acabou sendo comida, mas não pelo namorado, e sim por um leão, que foi atraído para o local pelo ruído que o casal estava fazendo. Como ela estava por cima, foi escolhida no esquema self-service do felino, por ser mais fácil de pegar. Enquanto o leão devorava Sharai, seu parceiro conseguiu se arrastar para longe do banquete e fugir correndo, pelado. O leão passa bem.</p>
<p>Um americano estava em uma noite de amor com sua namorada quando se empolgou de tal forma que a moça foi encontrada morta. A família dela e a polícia bateram em sua porta, para tentar entender o que aconteceu. A explicação de Richard foi muito simples: seu pênis gigante fez com que a moça se engasgue e morra sufocada.</p>
<p>Ele acabou indo a Júri, pois ninguém acreditou muito na história. Mas, para provar seu ponto, Richard, um senhor de 65 anos, foi eficiente: como prova no processo abaixou as calças e mostrou seu bilau aos jurados. De fato o status deste senhor deve ser impressionante, pois ele acabou absolvido, porém, afirmou estar traumatizado com seu potencial e não querer mais fazer sexo com ninguém.</p>
<p>É claro que não poderia faltar uma brasileirada no meio deste compilado maravilhoso. O caso ocorreu em São José do Rio Preto. Uma moça não muito privilegiada intelectualmente estava chateada com o marido e resolveu que iria mata-lo de uma forma criativa: colocaria veneno na sua vagina e o induziria a fazer sexo oral.</p>
<p>Infelizmente a moça não atentou para o fato das mucosas absorverem rapidamente qualquer substância que seja colocada nelas, então, antes que o veneno pudesse começar a fazer efeito em seu marido, ela mesma começou a apresentar os primeiros sinais de envenenamento. Por medo de contar ao marido o que tinha feito, a mulher tentou disfarçar, o que acabou lhe custando a vida.</p>
<p>É isso, estas pessoas maravilhosas e suas ideias sensacionais nos proporcionam uma infinidade de casos de “Prêmio Darwin do Sexo”. Almas criativas, porém com pouca noção de biologia, física e química, que ousaram no momento errado, entrando para a categoria de casais que não fodem.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que o ser humano é fascinante, para dizer que já era para o ser humano estar extinto ou ainda para dizer que quer mais imbecilidade sexuais: <a href="mailto:sally@desfavor.com">sally@desfavor.com</a></p>
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