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	<title>O Passado me Condena &#8211; desfavor</title>
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	<description>REPÚBLICA IMPOPULAR</description>
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		<title>Enquanto isso&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Aug 2016 15:16:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Des Contos]]></category>
		<category><![CDATA[O Passado me Condena]]></category>
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					<description><![CDATA[Tivemos problemas técnicos hoje, então, pra (meio que) compensar, um &#8220;O Passado me Condena&#8221; com um dos primeiros Des Contos, perdido na transição do Blogger para nosso servidor próprio (uma calculadora alimentada por uma bateria de batata). Enquanto isso, num banco de praça: ELE: Está gostando do sorvete? ELA: Estou sim. Estou gostando de tudo. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tivemos problemas técnicos hoje, então, pra (meio que) compensar, um &#8220;O Passado me Condena&#8221; com um dos primeiros Des Contos, perdido na transição do Blogger para nosso servidor próprio (uma calculadora alimentada por uma bateria de batata).</p>
<p>Enquanto isso, num banco de praça:</p>
<p><b>ELE:</b> Está gostando do sorvete?<br />
<b>ELA:</b> Estou sim. Estou gostando de tudo.<br />
<b>ELE:</b> Do passeio, da gente ver aquele filme que você queria ver?<br />
<b>ELA:</b> Tudo, tudo, tudo mesmo. Fazia tempo que você não me tratava assim.<br />
<b>ELE:</b> Nós estamos namorando faz três anos, né?<br />
<b>ELA:</b> E esse é o melhor aniversário de namoro de todos!<span id="more-10386"></span><br />
<b>ELE:</b> Que bom. Mas eu acho que ano que vem não vamos fazer aniversário de namoro.<br />
<b>ELA:</b> Hihihi&#8230; O que você quer dizer, amor?<br />
<b>ELE:</b> Eu te trouxe aqui para dizer uma coisa.<br />
<b>ELA:</b> &#8230;<br />
<b>ELE:</b> É, é o que você está pensando. Está na hora de tomarmos uma decisão.<br />
<b>ELA:</b> *lágrima*<br />
<b>ELE:</b> Você&#8230;<br />
<b>ELA:</b> SIM! SIM! SIIIIM!<br />
<b>ELE:</b> &#8230;e eu não estamos dando certo. Bom que você concorda.<br />
<b>ELA:</b> Hã?<br />
<b>ELE:</b> Não é você, sou eu.<br />
<b>ELA:</b> &#8230;<br />
<b>ELE:</b> Sou eu que não te agüento mais.<br />
<b>ELA:</b> Isso é uma piada? Não estou gostando&#8230;<br />
<b>ELE:</b> Veja bem, não podemos dizer que nossa relação foi um fracasso.<br />
<b>ELA:</b> &#8230;<br />
<b>ELE:</b> Quer dizer, não para você. Conseguir me segurar por esse tempo todo é digno de nota.<br />
<b>ELA:</b> Mas&#8230;<br />
<b>ELE:</b> Hahahaha&#8230;<br />
<b>ELA:</b> SEU MONSTRO! NÃO SE BRINCA COM ISSO!<br />
<b>ELE:</b> Ah&#8230; Não, estou falando sério, é que eu estou achando engraçado&#8230;<br />
<b>ELA:</b> O quê?<br />
<b>ELE:</b> Eu te fiz terminar com seu noivo rico e agora estou terminando com você para não casar.<br />
<b>ELA:</b> É sério?<br />
<b>ELE:</b> Se é&#8230; Se você já está relaxada assim agora, imagina depois de casada?<br />
<b>ELA:</b> &#8230;<br />
<b>ELE:</b> Mas relaxa. Aposto que você vai achar outro.<br />
<b>ELA:</b> *lágrima*<br />
<b>ELE:</b> Outro BEM desesperado.<br />
<b>ELA:</b> *soluço*<br />
<b>ELE:</b> Mas a gente não precisa fazer drama, sem choro, ok?<br />
<b>ELA:</b> *lágrima*<br />
<b>ELE:</b> Você já é feia normalmente, chorando então&#8230;<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Meu Deus&#8230; Eu vou ficar olhando para baixo enquanto falo.<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Olha, vamos ver o lado positivo. Eu estava te traindo com sua melhor amiga.<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Ah&#8230; Não, esse não é o lado positivo para você. Foi mal&#8230;<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Mas a sua amiga é bem gostosa.<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Vocês se conhecem desde crianças, né?<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Podia ter aprendido a fazer sexo do jeito que ela faz, pelo menos.<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Ok, vamos ser práticos. Eu preciso que você saia do apartamento hoje.<br />
<b>ELA:</b> &#8230;<br />
<b>ELE:</b> Eu vou levar uma gatinha de 18 anos lá&#8230; e estou achando que vai rolar, sabe?<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Fica um clima meio chato se você ainda estiver&#8230; por lá.<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> E&#8230;<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Eu vou precisar daquele dinheiro que eu te emprestei de volta.<br />
<b>ELA:</b> Mas&#8230; *soluço*<br />
<b>ELE:</b> Cinqüentinha.<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Não precisa ser agooooora agora&#8230; Mas antes da gente sair daqui&#8230; Seria bom.<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Comprar umas camisinhas&#8230; sabe?<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Pra não fazer merda de novo.<br />
<b>ELA:</b> &#8230;<br />
<b>ELE:</b> AH! É verdade&#8230; Então&#8230; Não coloca o meu nome na certidão não.<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Prefiro não ter muito contato com essa criança.<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Mas não é por maldade, é que agora eu estou solteiro de novo&#8230;<br />
<b>ELA:</b> &#8230;<br />
<b>ELE:</b> E um filho meio que queima meu filme.<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Hehe&#8230; Sabe com quem você fica parecida quando chora?<br />
<b>ELA:</b> &#8230;<br />
<b>ELE:</b> O Chucky. Sabe o brinquedo assassino?<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Hahahah&#8230; Igualzinha! Agora faz que nem ele com a faca&#8230;<br />
<b>ELA:</b> BUÁÁÁÁÁÁ!<br />
<b>ELE:</b> Ou não. Isso já está ficando meio vergonhoso. Dá para chorar mais baixo?<br />
<b>ELA:</b> *sniff*<br />
<b>ELE:</b> Tá todo mundo olhando.<br />
<b>ELA:</b> *soluço*<br />
<b>ELE:</b> Fico feliz que tenhamos entrado num acordo.<br />
<b>ELA:</b> Eu&#8230; eu&#8230; vou&#8230; em&#8230; embora&#8230;<br />
<b>ELE:</b> Faz isso sim. Qualquer coisa me liga.<br />
<b>ELA:</b> Posso?<br />
<b>ELE:</b> Ah&#8230; Não&#8230; Falei por falar, desculpa. Não me liga não.<br />
<b>ELA:</b> *lágrima*<br />
<b>ELE:</b> Não começa de novo senão eu lembro do Chu&#8230; Hahahaha&#8230; Desculpa, desculpa&#8230;<br />
<b>ELA:</b> Tchau.<br />
<b>ELE:</b> ESPERA!<br />
<b>ELA:</b> O quê?<br />
<b>ELE:</b> Os cinqüenta reais.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que eu escrevia mal nesse tempo, para dizer que pelo menos parecia uma história, ou mesmo para reclamar da vagabundagem: <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
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		<title>PopFashionBlackHole &#8211; Parte 2</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2016/07/popfashionblackhole-parte-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 01:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[O Passado me Condena]]></category>
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					<description><![CDATA[Em minha defesa, a Sally também já usou essa coluna uma ou duas vezes&#8230; vejam a seguir textos totalmente excelentes do meu&#8230; primeiro não porque tive mais uns 10 antes, o único cujo eu ainda tenho material disponível, o PopFashionBlackHole. Sim, tem que escrever o nome assim. Parte 2! Razzor, o herói do futuro. No [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em minha defesa, a Sally também já usou essa coluna uma ou duas vezes&#8230; vejam a seguir textos totalmente excelentes do meu&#8230; primeiro não porque tive mais uns 10 antes, o único cujo eu ainda tenho material disponível, o PopFashionBlackHole. Sim, tem que escrever o nome assim. Parte 2!<span id="more-10346"></span></p>
<p><strong>Razzor, o herói do futuro. </strong></p>
<p>No ano de 2554, a estação espacial Wingellion XIII, situada no sistema solar D43H, é a maior e mais populosa colônia terrestre no espaço. Com a superpopulação, o crime começou a proliferar de forma incontrolável, por isso, a polícia espacial designou uma força tarefa para eliminar a ameaça de uma vez por todas. Liderando essa equipe, Razzor, o policial espacial mais condecorado de todos os tempos. Em poucos meses, os criminosos foram completamente erradicados das instalações da estação. Por seus serviços prestados, Razzor foi convidado para ser o chefe de polícia vitalício do local, e agora, contarei suas histórias:</p>
<p><em>Razzor, o herói do futuro.<br />
Episódio de hoje: A ameaça dos clones.</em></p>
<p>O vapor d&#8217;água confunde a visão nos escuros corredores da instalação 9, a escória da escória se refugia nesse depósito desativado, confiantes de estar fora do alcance da justiça. Razzor, acompanhado de apenas dois soldados rasos, vasculha a região em busca de um mendigo, que segundo a pista que seguia, seria o responsável por vigiar a entrada de um galpão secreto usado pela máfia local.</p>
<p>&#8220;Vocês são todos iguais, em busca de alguns trocados, se vendem para a máfia, não percebendo que estão piorando a situação da estação como um todo.&#8221; &#8211; Razzor, ao se deparar com seu objetivo, tenta enfraquecer as defesas psicológicas do suposto vigia.</p>
<p>&#8220;A entrada é ali.&#8221; &#8211; O maltrapilho responde sem sequer levantar os olhos.</p>
<p>&#8220;Deve ser uma armadilha&#8230; Ele não entregaria assim tão fácil.&#8221; &#8211; Razzor começa a se preparar para enfrentar o pior.</p>
<p>&#8220;Vamos fazer assim, você vai chamar reforços, e você fica aqui vigiando, vou entrar escondido e tentar descobrir o plano deles.&#8221; &#8211; Razzor explicava o plano para seus subordinados.</p>
<p>Razzor, que conhecia muito bem o local, acha um duto de ar que o levaria direto ao galpão que procurava. Sem fazer sequer um som, ele chega ao seu destino, observando pelas frestas de uma grade, Razzor observa dezenas de homens trabalhando com tubos de clonagem, naquele momento ele percebeu o que estava acontecendo. Os bandidos pretendiam utilizar os clones para derrubar o sistema policial de Razzor. Ele resolveu voltar e entrar com os reforços. Infelizmente, a grade em que se apoiava caiu, se chocando contra o chão e fazendo um som comprometedor.</p>
<p>&#8220;Ei, lá em cima.&#8221; &#8211; Um dos seguranças internos chama a atenção dos outros para o local de onde o som teria se originado.</p>
<p>&#8220;É o Razzor!!!&#8221; &#8211; Todos as pessoas dentro do galpão olham para a face de Razzor, que agora estava completamente exposto.</p>
<p>&#8220;Malditos, agora eu estou em grandes apuros, talvez se eu lançar uma granada sônica e pular em cima de um daqueles tubos, eu tenha uma vantagem e consiga abater um dos seguranças. Tomara que os reforços estejam aí em frente me esperando.&#8221; &#8211; O plano de Razzor era ousado, mas era a última chance de escapar da situação.</p>
<p>&#8220;Nós nos rendemos.&#8221; &#8211; O grito, em coro, vindo dos funcionários e seguranças, supreendeu Razzor. Ele voltou para e entrada principal e prendeu todos. Logo após as prisões, o reforço chegou.</p>
<p>Razzor está cada vez mais entediado com sua função.</p>
<hr />
<p><strong>Adhemar e a covardia intermitente.</strong></p>
<p><em>&#8220;Pois bem. Eu deveria ter uma resposta mecânica. Algo que me livraria das pressões tenebrosas da sociedade consumista. Acontece que eu sou muito mais que isso. Você é um produto intrínseco da insegurança social, pontuada fortemente por ilusões doentias de perfeição superior incutidas por seres patéticos que não podem, de forma alguma, apreciar o resultado de sua tirania. A minha opinião nesse aspecto é tão inútil quanto necessária, seria eu capaz, de em um gesto de sinceridade ser capaz de reverter tamanha podridão psicossocial? Não, creio que não.&#8221;</em></p>
<p>Adhemar, eu tô gorda ou não ? RESPONDE!!!</p>
<hr />
<p><strong>Adhemar e o absoluto inconcebível.</strong></p>
<p><em>&#8220;Posso responder a sua pergunta de duas formas distintas:</p>
<p>Revelando meus mais secretos pensamentos sobre aspectos complexos de minha psique, meus desejos e minhas inseguranças. Mostrando, de uma vez por todas, toda a dificuldade que tenho de conviver numa sociedade castradora e fútil, sendo incapaz de dar vazão aos meus inconcebíveis pontos de vista, do meu desgosto pela ilusão de felicidade instantânea provocada por mentiras valiosas demais.</p>
<p>Ou, expondo minha máscara social, sorrindo e acenando para pessoas que de forma alguma me interessam. Abafando os gritos mais primais do meu ser, para, de uma forma absolutamente pretensiosa, manter minhas escassas chances de interação com um mundo sujo e deprimente.&#8221;</em></p>
<p>Porra, Adhemar! Eu só perguntei se estava tudo bem&#8230;</p>
<hr />
<p><strong>Adhemar e a retórica inigualável.</strong></p>
<p><em>&#8220;Veja bem, minha cara, por algum motivo inconcebível em minhas faculdades elucubrativas, delibera sobre a culpa de minha pessoa baseado apenas em suposições insustentáveis em qualquer uma das faculdades psicológicas conhecidas, pela total e completa impossibilidade de responder às questões primordiais da nossa própria natureza. Pois bem, te digo que o simples ato de tentar destrinchar tamanha impropriedade é condição primordial para a negação da alegação sobre criminalidade presumível. Minha resposta depende então de todas as respostas possíveis anteriormente, chegando ao absurdo de tentar trazer um pouco de luz à uma questão obrigatoriamente obscura.&#8221;</em></p>
<p>Adhemar, eu não entendi nada! A toalha em cima da cama é sua ou não?</p>
<hr />
<p><strong>O melhor filme pornô do mundo. </strong></p>
<p>Título: Zumbis Lésbicas do Espaço. (Or.: Space Zombie Lesbians)<br />
Sinopse: Estamos no ano de 2439, na estação espacial X-881, orbitando o a Lua Europa, de Júpiter. Capitaneando a tripulação está a Tenente Julie Marx, acompanhada de mais quatro cientistas numa missão altamente secreta. Todas as tripulantes são mulheres, e todas estão sedentas por sexo. A diversão corre solta até um acidente na câmara de contenção bioquímica, que prende todas, menos Julie, dentro de um ambiente de alto risco de contaminação. O que acontece a partir dali põe em risco a segurança da humanidade como um todo. Julie tem que fazer alguma coisa para reverter a situação, e vai usar as suas melhores armas.<br />
Duração: 96 minutos</p>
<hr />
<p><strong>Sociabilidade.</strong></p>
<p>Raul era uma rapaz adorado por todos. Realmente, vi poucas pessoas nessa vida que agradassem tanto quanto o rapaz. Vivia rodeado de amigos, nunca teve dificuldades em arranjar namoradas, costumava ser se não o melhor, um dos melhores em todas as atividades sociais que se prestava. Essa situação era mais do que comum para Raul, na verdade, ele já havia aceitado de coração sua habilidade no trato social. Era muitíssimo bem tratado, nunca se envolveu em uma briga.</p>
<p>Tudo isso começa a mudar numa manhã de segunda-feira. Já não bastasse o stress comum derivado desse dia, Raul percebeu que as pessoas começaram a tratá-lo de forma diferente. Claro, continuavam cordiais, mas ele sabia muito bem que isso era estranho. Quem se acostuma com &#8220;excepcional&#8221; não vê &#8220;bom&#8221; com os mesmos olhos de uma pessoa comum. Ele fica confuso, mas acredita que tenha sido apenas impressão dele, ou um lapso geral. De qualquer forma, ele continua suas atividades sociais comuns. Trabalha, vai para a faculdade, emenda um barzinho&#8230; Um dia comum.</p>
<p>No dia seguinte, Raul percebe que seus amigos estão ainda mais frios que no dia anterior. Não que isso seja excessivamente ruim, ele é capaz de se tornar mais produtivo não sendo o centro das atenções, como sempre. Volta direto para casa dessa vez. Quarta-feira. Raul não conseguiu dormir muito bem, imaginando o que poderia ter acontecido. Mas ele sabe que sua atitude positiva tinha sido o que o colocara tão bem aos olhos alheios, e por isso, ele sorri e segue para o trabalho. Chegando lá, ele encontra seus colegas conversando sobre como o happy-hour tinha sido divertido no dia anterior. Confuso, pois não havia participado, Raul pergunta o porquê de não ter sido convidado. Depois de ouvir uma desculpa claramente esfarrapada envolvendo a dificuldade de entrar em contato com ele, resolve relevar e voltar para sua mesa. Não diz uma palavra durante o dia.</p>
<p>Vai para a faculdade, e seus amigos de lá continuam o tratamento. Ele se sente isolado, pela primeira vez em sua vida. Volta pra casa e chora por algumas horas, sozinho. Na quinta-feira, Raul sai de casa com um sorriso estranho no rosto. Chega em seu emprego com uma hora de antecedência, tranca-se no banheiro. Lá, fica por algumas horas. Seu celular toca algumas vezes, e ele vê que o número é da secretária de seu chefe. Claro, para cobrar atrasos, querem falar com ele&#8230;</p>
<p>Saindo do mictório, se depara com um dia comum de trabalho. As pessoas começam a gritar, correr, os mais fracos são jogados ao chão e pisoteados. Alguns se ajoelham e começam a rezar. Vítimas fáceis. Raul começa a descarregar sua arma com uma fúria impressionante. Ele conta mais de dez corpos caídos no chão, e sabe que ainda tem mais três pentes de munição. Os seguranças se aproximam, mas são rechaçados pelos disparos constantes de sua arma. Ele sente o cheiro da pólvora impregnando suas narinas, dilatadas pela descarga de adrenalina, que agora faz seu coração pulsar como nunca. A sensação é incrível. Para coroar um momento tão especial, Raul aponta a pistola para a própria testa, e se prepara para completar seu plano. Mas é surpreendido por um grito em coro:</p>
<p>&#8220;SUURRRPRESAAAAA!!!&#8221;</p>
<p>Bexigas começam a voar pela sala, pessoas vestidas com chapéus de festa riem e dançam ao som de uma música que começara a tocar naquele momento. Raul fica estático. Todos que estavam caídos no chão levantam e batem palmas. A faixa desenrolada pelos amigos continha a inscrição: &#8220;Você foi promovido!&#8221; Um de seus melhores amigos toca o ombro de Raul e diz que as balas eram de festim. E que tudo isso estava armado faz tempo pelo seu chefe. Eles tiveram até o cuidado de avisar os amigos de faculdade dele sobre a armação. Um plano perfeito.</p>
<p>Raul pergunta como eles sabiam que ele teria exatamente essa reação. É prontamente respondido pelo seu chefe de departamento, que acabara de se aproximar:</p>
<p>&#8220;Simples, Raul, você é um psicopata. A psicóloga da empresa já tinha me avisado faz tempo.&#8221;</p>
<p>Ele não entende&#8230; pergunta por que ele estava sendo promovido ao invés de demitido. Novamente, recebe a resposta prontamente:</p>
<p>&#8220;Promovido? Você vai ser preso! É que eu não resisto à uma piada&#8230; Segurança, pode levar!&#8221;</p>
<p>Raul passou 16 anos na cadeia.<br />
E foi o detento mais popular da cela.</p>
<p>Moral da história: &#8220;Tudo pode ser uma festa!&#8221;</p>
<hr />
<p><strong>Assunto: Relatório Mensal</strong></p>
<p>Boa tarde, Sr. Almeida.</p>
<p>Venho por meio deste relatório informar que a filial está com ótimos resultados esse mês. Decidimos mudar o negócio da empresa, pois percebemos que havia uma excelente oportunidade de lucros na nossa região.</p>
<p>Eu sei que somos uma livraria evangélica, e que o nome &#8220;Paz Divina&#8221; pouco tem a ver com o mercado de pornografia bizarra. Mas é justamente esse nome que deixa os clientes mais à vontade para entrar nas dependências da loja sem serem julgados por pessoas preconceituosas. Sem contar que enviar pacotes com essa logomarca nos ajudou a aumentar as vendas pela internet em 80% esse mês.</p>
<p>Resolvemos fazer algumas alterações no uniforme dos funcionários, agora eles vestem roupas de látex, e com mais mobilidade, vêm fazendo os clientes muito mais satisfeitos.</p>
<p>Falando em funcionários, sua filha de 15 anos finalmente demonstrou interesse pelo trabalho, como o senhor nos pediu ao enviá-la aqui para aprender o valor do dinheiro. Mandamos ela para a Holanda anteontem, onde ela pode estrelar filmes adultos sem se preocupar com entraves legais. Se o senhor quiser, mandaremos uma cópia de &#8220;Meu cachorro safado 3&#8221;, onde ela deverá fazer uma ponta.</p>
<p>Com esse dinheiro extra oriundo dos lucros, vamos lançar uma grande campanha publicitária na cidade. Pensamos em vários outdoors com fotos de nossos produtos e a frase: &#8220;Paz Divina: Libere seus demônios&#8221;.</p>
<p>Espero que o senhor esteja fazendo uma boa viagem, e espero que quando volte, daqui a três meses, tenha tanto orgulho dessa empresa como nós.</p>
<p>Que você goze de muita fé.<br />
Marcos &#8220;Fistfucking&#8221; da Silva.</p>
<hr />
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que está muito feliz pela Sally estar voltando: <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
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		<title>PopFashionBlackHole &#8211; Parte 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Jul 2016 01:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[O Passado me Condena]]></category>
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					<description><![CDATA[Em minha defesa, a Sally também já usou essa coluna uma ou duas vezes&#8230; vejam a seguir textos totalmente excelentes do meu&#8230; primeiro não porque tive mais uns 10 antes, o único cujo eu ainda tenho material disponível, o PopFashionBlackHole. Sim, tem que escrever o nome assim. Era uma vez&#8230; &#8220;Num reino muito distante, vivia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em minha defesa, a Sally também já usou essa coluna uma ou duas vezes&#8230; vejam a seguir textos totalmente excelentes do meu&#8230; primeiro não porque tive mais uns 10 antes, o único cujo eu ainda tenho material disponível, o PopFashionBlackHole. Sim, tem que escrever o nome assim.<span id="more-10343"></span></p>
<p><strong>Era uma vez&#8230; </strong></p>
<p><em>&#8220;Num reino muito distante, vivia uma linda princesa, que usava um vestido muito bonito e sapatos de cristal. Ela era muito sozinha, coitada. O pai dela era um rei malvado que maltratava o seu povo e deixava a sua filha presa numa torre bem alta, ela ficava triste e cantava músicas lindas que todo mundo ouvia e ficava triste junto. Um dia um belo príncipe derrotou o rei malvado e chegou no alto da torre pra salvar ela.</p>
<p>Aí ela viu o príncipe e disse:</p>
<p>-Vou te matar!</p>
<p>E ela pegou uma faca e cortou o pescoço dele, e depois bebeu o sangue dele e depois tirou as tripas dele e enrolou no pescoço e se jogou da janela. Ela cai lá em baixo e fez um barulhão.<br />
Todo o povo veio olhar, e eles fizeram uma orgia satânica enquanto esquartejavam o corpo dela.</p>
<p>Fim.&#8221;</em></p>
<p>&#8211; Entende agora porque eu chamei o senhor para ler a redação da sua filha de 6 anos?</p>
<hr />
<p><strong>Lipzeringhwertzwickzich, o duende.</strong></p>
<p>Era uma típica manhã ensolarada nas &#8220;highlands&#8221; escocesas, a relva esverdeada se alastrava até onde a vista poderia alcançar, o céu se estendia grandioso, límpido, em seu azul infinito.<br />
Um garoto brincava em um grande descampado, jogando um pequeno galho o mais longe que podia e mandando seu amigo, um enorme cão pastor, buscá-lo. Numa dessas jogadas, o pedaço de madeira foi parar num distante arbusto, o cão disparou ao seu encontro, mas, ao se aproximar, algo estranho ocorreu.</p>
<p>Num misto de faíscas e fumaça, um ser, pequenino e vestido da cabeça aos pés de verde surge para o espanto do animal e seu dono. Numa velocidade espantosa, o recém-aparecido ser se aproxima do garoto:</p>
<p>&#8220;Agora eu vou tornar sua vida um inferno, minhas travessuras vão colocar você em situações constrangedoras o tempo todo. E só há uma forma de se livrar de mim, e é dizer em voz alta meu nome. Mas eu nunca te revelarei meu nome&#8230; Hahahahahahaha&#8221; &#8211; disse o travesso duende.</p>
<p>&#8220;Lipzeringhwertzwickzich.&#8221; &#8211; o rapazote disse sem pestanejar.</p>
<p>&#8220;Nããããããããoooooooo!!! Como você descobriu ???&#8221; &#8211; disse o desesperado ser enquanto desaparecia no ar.</p>
<p>&#8220;Está no título da história.&#8221; &#8211; O garoto pegou outro galho e continuou se divertindo.</p>
<p>E todos viveram felizes para sempre. Menos o escritor, que foi demitido.</p>
<hr />
<p><strong>Todos os pecados. (FF >>) </strong></p>
<p>O chão revolto mostra sinais de atividade recente, naquele gramado imenso, mesmo sob a débil luz da lua nova, percebia-se o único pedaço sem a cobertura da grama. Talvez, a única vantagem daquele local fosse o distanciamento das luzes da cidade. Os casais que utilizavam aquela área para terem um pouco de privacidade, já não o frequentavam. Algo os estava afugentando. Num rosto marcado pelo sofrimento, um sorriso destoava. Um sorriso de realização. Ela carrega uma pá, marcada pela cor avermelhada da terra e do sangue.</p>
<p><em>FF >></em></p>
<p>Lucy corre até a porta, trajando apenas uma toalha de banho. Não consegue ver quem está do outro lado, mesmo olhando pelo olho-mágico. Sua intuição diz para não abrir a porta. Resolve ligar para a portaria, perguntando por algum estranho adentrando o prédio. Sem nenhuma resposta conclusiva, ela ouve a campanhia novamente. &#8220;Será que ele sabe?&#8221; &#8211; pensa. Lucy fica na expectativa, até que cai no sono. Ao acordar, ela percebe um bilhete que fora passado por debaixo da porta. Curiosa, ela pega o papel, que diz o seguinte:</p>
<p><em>FF >></em></p>
<p>Robert acorda, e Rebecca está ao seu lado, coberta pelo lençol. Ele não acredita, finalmente tinha conseguido uma noite de amor com ela, infelizmente, não se recorda de nada, culpa do excesso de uísque consumido na noite anterior. Aproveitando o momento, Robert se aproxima e levanta o lençol, mas o que ele vê é aterrador: Rebecca tinha vários ferimentos pelo corpo, e seu sangue coloria o lençol com um vermelho profundo.</p>
<p><em>FF >></em></p>
<p>Lucy tenta seduzir John, tirando sua blusa e mostrando seus seios. John se aproxima e a cobre com sua jaqueta: &#8220;Eu não posso fazer isso&#8230;&#8221;</p>
<p><em>FF >></em></p>
<p>A polícia de Los Angeles está do lado de fora do galpão. John pode ouvir as sirenes. Talvez, aquela seja sua última chance de provar sua inocência.</p>
<p>&#8220;Você vai confessar. Se não eu mato a criança!&#8221; &#8211; Lucy desespera-se, ameaçando a garotinha.</p>
<p>&#8220;Calma Lucy, a gente tem que provar que o Robert estava lá, e eu já sei como.&#8221; &#8211; John tentava sua última cartada.</p>
<p><em>FF >></em></p>
<p>O corpo de Robert está estendido no chão, derrubado por um tiro certeiro. Os atiradores de elite não foram avisados a tempo. John aproveita o momento e tira a arma da mão de Lucy: &#8220;Você vai pagar pelos crimes que cometeu!&#8221;</p>
<p><em>FF >></em></p>
<p>John termina de cobrir a sepultura. Anna está com um semblante tristonho, mas John vem ao seu auxílio:</p>
<p>&#8220;Ei, pequenina, foi um acidente. Você não teve culpa, e aposto que agora ele está no céu dos cãozinhos.&#8221;</p>
<p>&#8220;E lá eles cuidam bem deles ?&#8221; &#8211; pergunta a garotinha.</p>
<p>&#8220;Claro que sim, meu bem.&#8221; &#8211; John percebe um sorriso tímido vindo de sua filha.</p>
<p><em>FF >></em></p>
<p>Enquanto isso, no manicômio municipal, Lucy, presa numa cela acolchoada, mas nem um pouco confortável, ri desesperadamente. O que atrai a atenção dos guardas: &#8220;Eu já não sou o mal, o mal foi passado para a próxima geração.&#8221;</p>
<p><em>RW <<</em></p>
<p>Lucy tenta seduzir John, tirando sua blusa e mostrando seus seios.</p>
<p><em>RW <<</em></p>
<p>Lucy tenta seduzir John, tirando sua blusa e mostrando seus seios.</p>
<p><em>RW <<</em></p>
<p>Lucy tenta seduzir John, tirando sua blusa e mostrando seus seios.</p>
<p><em>RW <<</em><br />
<em>Slow ::</em></p>
<p>tirando sua blusa e mostrando seus seios.</p>
<p><em>Pause ::</em></p>
<p>mostrando seus seios.</p>
<hr />
<p><strong>Lua Nova </strong></p>
<p>Laboratório de Ciências Espaciais de Torino, Itália. 23:12</p>
<p>&#8211; Gino, venha cá ver isso. Tem algo estranho na lua. &#8211; Luca, o homem de jaleco branco que observara o céu em um poderoso telescópio apresentava um semblante preocupado.</p>
<p>&#8211; E tem algo estranho nas leituras. &#8211; Gino, o companheiro de Luca no turno da noite, acabara de terminar de imprimir um calhamaço de papéis, os quais olhava confuso.</p>
<p>Gino se aproxima de Luca, e toma-lhe o lugar no banco logo abaixo do visor do telescópio.</p>
<p>&#8211; Não é possível. Esses pontinhos azulados nunca estiveram aí antes. E, segundo os sensores, eles estão emitindo uma enorme quantidade de energia. &#8211; Gino, visivelmente assustado, corre em direção ao radar.</p>
<p>&#8211; Esses pontos estão se aproximando. &#8211; Luca olha para Gino, que retribui.</p>
<p>Os dois se aproximam e se beijam loucamente. Algumas horas depois, já refeitos, os dois se vestem e voltam aos seus postos.</p>
<p>&#8211; Gino, como é que você colocou esses pontos no visor ? Dessa vez você se superou, eu poderia jurar que tinha algo ali.</p>
<p>&#8211; Luca, eu achei que você tinha colocado.</p>
<p>Alguns minutos depois, o exército do planeta Hreillan III devastou o planeta Terra assim como todas as formas de vida existentes.</p>
<p>Moral: &#8220;A sodomia pode ser um empecilho para a proteção do planeta contra invasores alienígenas.&#8221;</p>
<hr />
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que fica feliz que eu não tente mais fazer textos conceituais, para dizer que vai se vingar não lendo, ou mesmo para dizer que não está entendendo mais nada essa semana: <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
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