SOMIR: Sally? Tive uma idéia para usarmos de desfavor da semana…
SALLY: O público suge…
SOMIR: Tem um viado de novela que vai deixar de ser viado no final da novela!
SALLY: Que desfavor!
SOMIR: Concordo!
SALLY: Mas não vai ficar escrevendo “viado” no seu texto.
SOMIR: Ué, mas ele só vai deixar de ser depois que eu escrever a coluna.
SALLY: Aff…


Notícia: http://televisao.uol.com.br/ultimas-noticias/2008/12/17/ult4244u2167.jhtm

Comentários:

Quem leu a minha coluna sobre piadas de mau-gosto sabe que eu sou preconceituoso. Não tenho nenhum orgulho disso e provavelmente vou soltar alguns absurdos. A Sally deve ter aprendido a rezar só por causa dessa coluna.

Mas ela pode ficar tranqüila, como sempre eu vou buscar outro enfoque sobre o assunto. Pra mim toda essa história de mudar a orientação sexual de um personagem, irritando os grupos de defesa dos gays, não passa de mero golpe publicitário. Gera discussão e aumenta a audiência. Eu bato palmas para o autor da novela, adoro uma trollada.

Então qual é o desfavor da notícia em questão?

“A decisão de “transformar” o personagem homossexual (..) foi tomada pelo autor João Emanuel Carneiro com base em pesquisas de aprovação.”

Perceberam o problema?

Eu DUVIDO que o autor da novela seja RETARDADO a ponto de achar que existe ex-gay. Mas o público da novela, esse sim é. Não estou falando de pessoas específicas, estou falando da massa. O público, como entidade, tem uma quantidade incrível de merda na cabeça… E para quem não sabe ou nunca parou para pensar nisso, um grupo sempre se nivela por baixo.

Preconceito é uma coisa muito confortável quando se tem apoio. Nada mais natural que baseado em pesquisas de aprovação, o autor de uma novela descubra que existe rejeição a um personagem homossexual numa novela. Precisava mesmo fazer a pesquisa?

A nossa sociedade não gosta de homossexuais, mas ADORA UMA BICHA!
A bicha das piadas, a bicha melhor amiga, a bicha que cabeleireira, a bicha que paquera o mocinho, a bicha que agarra o vilão… Essa bicha é uma personagem famosa, um exagero, uma sátira aos homens que sentem atração por outros homens. Quem nunca se divertiu com uma personagem bicha louca desvairada? Eu acho hilário!

A bicha, o viado, o baitola, o boiola, o tricolor… Dê o nome que quiser, mas essas figuras são uma forma de categorizar o homossexual como algo estranho, diferente e ridículo. O homossexual pode estar do seu lado sem você perceber. A bicha? A bicha pode ser notada à distância, a bicha anda com um alvo desenhado no peito para todo mundo se sentir mais seguro. Ah sim, o homossexual tem relacionamentos, a bicha quase sempre está sozinha, à procura e fracassando. Adivinhem só quem é mais “perigoso”?

Então, estava na cara que o público ia agir de forma preconceituosa em relação ao homossexual da novela. E sabem qual é a parte mais curiosa? Aposto que se o público NÃO GOSTASSE da personagem, jamais teria pedido para ela terminar a novela como heterossexual.
(Antes que crie confusão: Personagem é substantivo feminino…)

Portanto, pedir para que o Orlandinho termine a história com uma mulher é um PRÊMIO do público para ele. “Gostamos tanto de você que você merece ser curado para ser feliz para sempre.”

Sim, curado. Esta é a mentalidade do grupo. Os indivíduos até podem ser mais evoluídos, mas quando se juntam, voltam uns 200 anos no tempo.

Se Orlandinho fosse uma bicha, o público não pediria para ele mudar de opção sexual.

O desfavor não termina aqui.

Ouvir a opinião do público para decidir os rumos de personagens de novelas é uma prática cada vez mais comum. Essa democratização das decisões criativas é uma merda sem tamanho. Quanto maior o público, mais burro ele fica. É mais ou menos como contratar uma pessoa doente para dirigir uma fábrica de medicamentos. Só porque desfruta do que é produzido a pessoa tem alguma capacidade de produzir?

Quem quer que tenha inventado essa mania de deixar os telespectadores terem participação numa novela esqueceu que foi JUSTAMENTE ignorando o gosto popular que a Globo cresceu o tanto que cresceu. Vínhamos da época do rádio, e as radionovelas eram porcarias à lá novelas mexicanas. O público gostava disso. O público sempre vai gostar de porcaria, mas não quer dizer que o público SÓ gosta de porcaria.

A Globo inventou um novo estilo de fazer novelas, subiu o nível e se arriscou muito. Funcionou. Ficamos blindados contra o desfavor que é o resto da televisão latino-americana e nasceu um padrão de qualidade sem precedentes no Brasil.
(Claro, as mutretas, a puxação de saco do governo e a incrível cobertura do território nacional ajudaram… Mas que a Globo está acima das outras abertas, está.)

O público só é capaz de pensar e pedir porcarias porque anda no passo do mais lento.
(Estou falando de mídia de massa, antes que nossos leitores fiquem ofendidos…)

Mas, se você der conteúdo de qualidade para o público e tiver CORAGEM de mantê-lo, o público vai acabar aceitando. Qualidade não combina com quantidade. Quem quer agradar a todo mundo fica previsível e entediante. (E burro. Ex-gay? Que desfavor…)

Eu não assisto novela. Até assistia alguns anos atrás, mas desde que começaram a mexer nas tramas por causa de audiência e aprovação, ficou tudo chato demais. Nivelou por baixo. Eu não quero assistir um programa escrito por um bando de gente sem criatividade.

Como eu não caguei na entrada:

Gente sem criatividade e sem o menor senso de humor para ser preconceituosa. Se eu escrevesse a novela, faria o tal de Orlandinho fazer uma operação de troca de sexo e mudar o nome para Verônica Furacão.

Essa preocupação com a opção sexual dos outros é uma viadagem.
Enquanto os gays não estiverem dando a MINHA bunda, eles que se divirtam!

Pega-pega, esconde-esconde e pula-pula: somir@desfavor.com


Não vejo novelas. Nunca vi. Não estou tirando onda, realmente não vejo, nesse horário estou dando aulas. Mas o desfavor desta semana envolve uma novela, então, tive que fazer um extenso trabalho de pesquisa e ver uma dezena de vídeos a esse respeito. Ainda assim, se eu errar algum nome, data ou situação, me perdoem. O importante é o que vou dizer na essência da questão.

Aparentemente, a novela “A Favorita” estaria mostrando um personagem que é homossexual mas que ao conviver e experimentar uma relação heterossexual vai deixar de ser homossexual e terminará a novela heterossexual.

A abordagem que tenho visto do tema, salvo honrosas exceções, se resume ao fato de que a Globo estaria mostrando que é possível “curar” um homossexual, como se isso fosse uma doença ou como se fosse uma questão de ESCOLHA. Algo do tipo “só era gay porque não tinha provado uma boa mulher”. Sem dúvidas, um desfavor tremendo. Mas o grande atrativo deste blog é que a gente sempre enfia o dedo mais fundo na ferida, então, vou além desses argumentos.

Na minha dolorosa pesquisa, tive que assistir um vídeo da Ana Maria Brega entrevistando o ator que faz o personagem gay: Iran Malfitano. Sobrevivi. Mas tenho algumas considerações a fazer. Vejamos um trecho da entrevista: “Na rua é 100% de aprovação. O público, que ainda tem muito preconceito com o homossexualismo – principalmente o masculino – está adorando o Orlandinho. Todos abraçaram a causa e querem que ele seja feliz!”. Ok, Iran. Volte para a patinação no gelo do Faustão, porque calado você é ótimo! Para começo de conversa, o termo homossexualismo é um desfavor, melhor falar em homossexualidade, porque ISMO designa uma doença. Vocês devem estar pensando “Mas ele é ator, ele não sabe disso”. ESTUDE a fundo o mundo do personagem (eu sei que personagem é feminino, mas eu acho feio, por isso vou continuar escrevendo O personagem).

Mais adiante, ele disse que “Teve uma pesquisa na internet e o público, em peso, quis que Orlandinho ficasse com ela”. Hã? Então o desfavor não é só da Globo, aparentemente é da população brasileira no geral! 89% dos internautas acham que ele tem que deixar de ser homossexual e ficar com a mulher, uma tal de “Céu”. Assim a Suíça vai ficar com inveja da gente…

Mas a coisa piora quando o patinador tenta explicar porque o personagem vai deixar de ser homossexual: “Orlandinho encontrou na Céu um porto seguro e o desejo foi conseqüência”. Iran, meu querido patinador do Faustão, quer dizer que quando encontramos um “porto seguro” o desejo é conseqüência? Tenho vários amigos e amigas que são meu porto seguro e não tenho desejo por eles. Uma mamãe, um papai ou uma vovó que acompanham este desfavor de novela acabam pensando que seu filho homossexual pode se tornar heterossexual caso experimente uma relação bem sucedida com uma mulher. Situação muito bem narrada no blog “o amor não tem sexo”. Para quem pensa assim, eu devolvo a argumentação: VOCÊ, HOMEM HETEROSSEXUAL, MUDARIA DE OPÇÃO SEXUAL E VIRARIA GAY SÓ PORQUE CONHECEU UM GAY BACANA?

Sexualidade não tem absolutamente nenhuma relação com companheirismo. Tenho uma grande amiga (uma amizade de vinte anos, sem uma única briga!) que é meu porto seguro. Sempre que desabo é ela quem me ampara. E ela sempre o fez muito bem. E nem por isso surgiu, “como conseqüência natural” disso uma atração sexual entre nós.

Ainda durante a entrevista sofrida, onde por sinal, o patinador desmunhecou sem parar, pude ouvir a seguinte pérola: ele disse que seu personagem não é gay, porque nunca foi às vias de fato, nunca consumou, nunca deu nem um beijo em outro homem. Ok, então. O determinante para ser gay é CONSUMAR? Existem gays que nunca tem coragem de assumir e/ou consumar, mas continuam sendo homossexuais. Aliás, é justamente por isso que existe a expressão “sair do armário”. Será que o ator pensa que a homossexualidade não está embutida na personalidade do indivíduo? Que depende apenas de atos externos?

Também justificou a escolha sexual do personagem dizendo que por uma série de fatores (entre eles, o personagem ser rico!) que o levam a um inconformismo com as mulheres, ele parte para os homens. Olha, sinceramente, mais inconformada do que eu com homem não existe, e que eu saiba, isso não fez com que eu parta para as mulheres. Infelizmente. Queria muito gostar de mulher. Mas não consigo.

Então fica combinado assim: se um gay casa com uma mulher e ela se mostra uma parceira bacana, isso vai mudar a opção sexual dele. Boa sorte a todos os homossexuais do Brasil, que vão ter que lidar com essa pressão enorme.

O bacana foi quando, ao final da entrevista, o patinador conta que seu personagem termina mesmo com a mulher: Ana Maria Brega e aquela arara irritante que eu não sei o nome gritam e comemoram. Ana, parafraseando você mesma (coisa que eu nunca achei que fosse fazer na minha vida), eu digo: “Se você desaparecesse da face da Terra, faria um bem à humanidade”.

A Rede Globo diz que não tem preconceito. Evidente, né? Vai dizer o que? Mas já vem fazendo desfavores como este faz tempo! Em diversas novelas ameaça mostrar um beijo gay e na última hora o beijo é censurado. Evidente que eles sabem desde o começo que não vai ter beijo nenhum, mas fazem o anúncio para lançar a dúvida no ar e obter audiência. Isso me dá nojo.

Falar é fácil. Será que alguém acha que um homossexual o é por opção? Será que alguém nasce e pensa “Quero ser diferente do socialmente convencionado, assim vou ser bem discriminado, passar por diversas dificuldades e constrangimentos”. Meu povo, se existisse alguma forma de um homossexual se poupar de todo o sofrimento que enfrenta, é educar a sociedade e não mudar sua escolha sexual.

Porque os homossexuais não se mobilizam, hein? (aliás, porque ninguém neste país se mobiliza?). Não digo mandar cartinha indignada não! Façam alguma coisa GRANDE! Vocês estão ganhando poder, são bem sucedidos profissionalmente, tem poder econômico! Boicotem! Façam ouvir a sua voz, minoria é o caralho! O mundo é gay!

Para elogios, críticas, sugestões de temas e aulas particulares de dança: sally@desfavor.com

Hoje eu estou feliz! Minha coluna teve mais comentários que as colunas do perdedor do meu irmão! Meu próximo alvo é a Sally! Ainda passo esse desfavor…
Obrigada, leitores e leitoras, isso significa muito para mim. Eu já queria aproveitar a oportunidade e pedir um banner neste blog também! Pedi para o Somir e ele me mandou enfiar o banner no sul. (Ele estava longe, acho que foi “sul”…)

Somir, se você não me der um banner logo, eu vou contar sobre a sua cueca da sorte aqui no blog!

E se não for pedir demais, participem da comunidade do desfavor no orkut.

Querida Somira ‘tenho um banner’ Silva:
Um homem mijando sentado significa?
Não tenho mais um banner! Mas eu vou merecer outro no desfavor. Tenho essa impressão, sabe?

Um homem mijando sentado pode significar mais coisas do que “significa”.

Possibilidade 51: Ele está bêbado, mas ainda tem alguns traços de civilidade no sangue diluído pelo álcool. Para evitar uma desgraça maior, como mijar nas calças ou escorregar e cair de cabeça na privada, ele senta para mijar.

Possibilidade 2: Ele está de pau duro, e por ser incapaz de direcionar o jato de forma satisfatória, acaba se rendendo à essa forma de se acertar no vaso. É fácil descobrir quando é esse caso porque ele vai estar dobrando o corpo numa posição estranha, como se estivesse tentando enxergar o que há dentro da privada.

Possibilidade 3: Ele está na casa da namorada pela primeira vez e dá de cara com o problema do banheiro excessivamente limpo. Para não arriscar aquela respingada maldita na tampa do vaso levantada, ele a abaixa. E como isso diminui ainda mais a chance de acertar com perfeição o alvo, ele se rende novamente e senta para mijar.

Possibilidade 24: Ele acha NOJENTO mijar de pé. Hmpf!

Possibilidade 5: Ele vai cagar e aproveita.

Possibilidade 69: É a famosa mijada pós-sexo e ele resolve esperar sentado até se livrar daquela sensação irritante de “porta fechada”.

Por que quando as mulheres estão irritadas com qualquer problema os hoemns falam que é falta de pica? Rola é pau pra toda obra agora? Eu acho meio estranho, até focando em você. Veja só, você nunca experimentou uma vara e mesmo assim é simpática, atenciosa, bem diferente das irritadas. Me ajude a entender isso, por favor.
Os homens têm um problema:

ELES REALMENTE ACHAM QUE SEUS PAUS SÃO MÁGICOS.
É uma coisa arraigada lá no fundo do ego dele. O orgulho masculino pode ser definido como orgulho peniano numa boa, tamanha é a relação entre uma coisa e outra.
É o pênis dele que dá 90% da confiança que ele tem para enfrentar o mundo. (Os outros 10% vêm dos elogios que as mulheres fazem ao pênis dele.)

Por esse motivo, ele acredita de coração que é capaz de resolver todos os problemas do mundo com uma bela de uma pintada.

Da próxima vez que ouvir um homem dizendo que mulher irritada precisa de pica, não entenda apenas da forma literal, como uma relação sexual. Entenda que eles confiam tanto no seu poder peniano que acreditam que se ela tivesse um, estaria mais tranqüila.

A mente masculina é um desfavor.
Mas nem sempre é tão simples quanto parece…

Como eu faço pra convencer meu namorado de que as roupas que a mãe dele compra pra ele são de extremo mau gosto?
Onde já se viu um homem de 21 anos no meio da cara ainda ter até as cuecas compradas pela mãe? E as cuecas ainda são visualmente broxantes.
Socorro Somira!
Vamos colocar um fato importante aqui: O senso de moda masculino (médio) é ditado pela comodidade.

Comodidade das roupas, comodidade para vestir, comodidade para cuidar e comodidade para comprar.

O problema no seu caso é que seu namorado está preso na “comodidade para comprar.” Ele deve relevar uma ou outra escolha de moda incômoda pela facilidade que encontra em não ter de comprar essas roupas.

Uma das últimas preocupações do macho comum é o estilo de suas roupas.
Essa preocupação é sua. E eu te aconselho a assumir essa responsabilidade, já que cagar e andar para as roupas que usa é um ótimo sinal de masculinidade e deve ser compensador em outros aspectos.

Para não pressioná-lo com essa atribuição feminina de gastar mais do que 1 minuto do dia pensando em que roupa vai usar, comece a presenteá-lo com roupas que te agradem. Ele vai continuar não dando a mínima, mas vai usar para te deixar feliz.

A pior coisa que uma mulher faz num caso desses é ignorar que um homem pensa diferente e começar a reclamar.

Ele vai te achar maluca, vai comprar UMA camiseta horrível sozinho e vai achar que já fez a parte dele. Estou te aconselhando a não dar murro em ponta de faca, cara leitora.

Trace a linha tênue entre causar ciúmes e causar desconfiança, por favor.
A linha é mais simples do que você imagina:

Quando você causa ciúmes, o ciumento fica furioso por estarem mexendo no que é dele.

Quando você causa desconfiança, o desconfiado fica furioso por você estar mexendo no que não é dele.

O ciúme, por incrível que pareça, não é insegurança. O ciúme é questão de possessividade. Já a desconfiança pode ser causada por atitudes do parceiro ou pela insegurança da própria pessoa.

O ciúme é só seu. A desconfiança é do outro.

Como lidar com colegas de trabalho/facul idiotas/fofoqueiros/especuladores?
Só quando é necessário e só quando você pode controlar a informação passada.

Como eu já disse aqui várias vezes, fofoca é a incapacidade ou falta de interesse por assuntos mais complexos. Pode ser limitação ou safadeza mesmo.

No caso de uma pessoa limitada, é mais fácil usá-la para manipular a informação que você quer que ela divulgue, mas é muito mais difícil fazê-la parar com isso. Se ela não puder mais falar de pessoas, não consegue falar de fatos, quiçá de idéias. E ela vai fazer o desfavor de continuar se expressando… É inevitável.
Lide com ela lembrando sempre da sua versão dos fatos, sendo consistente e não tentando evitar que ela seja fofoqueira.

No caso de uma pessoa safada mesmo, ela pode gostar tanto de fofocar que transforma isso numa arte. A dedicação dela à verdade é altamente discutível. O ponto explorável é o ego dessa pessoa, ela gosta do que faz e se sente bem por estar por dentro das coisas. Menos suscetível à manipulação dos fatos, mas pode ser controlada se você der material extra e fazê-la mudar o foco de você.
Lide com ela estando preparada para jogar a bomba para cima de outra pessoa assim que for necessário.

no caso de eu qrer fazer fiu terra nele quere saber se ele cagou no dia pra nao ter surpresa. pergunto na lata ou tem indireta pra isso?
Se você quer mesmo cometer esse desfavor e ele topar, espera-se que no mínimo ele tenha idéia de como estão as suas condições anais para a prática.

Se somado ao desfavor do fio-terra estiver o desfavor dele não ser lá muito preocupado com sua própria higiene íntima, você pode abordar o assunto de forma sutil:

“Aliás, eu lembrei de uma amiga minha hoje que foi numa loja comprar os presentes de natal. Ela me disse que quando chegou a loja estava vazia e ela saiu sem levar nenhum presente. Depois ela voltou e a loja estava cheia. Foi só aí que ela saiu de lá com um presente.”

As partes em negrito devem ser enfatizadas durante a fala.

Se ele correr para o banheiro, entendeu.
Se ele ficar te olhando com cara de paisagem, é hora de ser mais direta:

“Ah, mudando de assunto, semana passada eu tive que passar por um lamaçal com o meu carro, fui bem devagar, mas depois de enfiar o carro lá, sujou tudo. Como você é homem deve entender mais disso… Você sabe como enfiar sem sair toda suja de barro?

As partes em negrito devem ser enfatizadas durante a fala.

Se nem assim, vai ter que dizer na lata ou arriscar descobrir porque existe o ditado: “Macaco velho não põe a mão em cumbuca”.

Ah, sim… Façam suas perguntas pelo tópico Somira Responde na comunidade do orkut ou pelo e-mail somira@desfavor.com

Beijinhos,
Somira “De Bem” Silva.

O povo pediu, eu atendo. Ela foi o nome mais votado na nossa comunidade do Orkut para o Processa Eu desta semana: Gucciana Limenez!

Gucciana Limenez é filha de uma atriz (cof! cof!) com algumas obras duvidosas no seu CUrriculum (com trocadilho, por favor). E também é a prova vida de que filha de peixe, peixinho é. Faz parte de um grupo de mulheres muito comum na Suíça, que usam homens famosos para subir na vida. Na Suíça as mulheres que estudam, tem diploma, tem mestrado e tem doutorado não costumam ser reconhecidas por isso.

Aos 13 anos, Gucciana Limenez iniciou sua carreira de modelo. Alguém se lembra de ter ouvido falar dela nesse período? Pois é. Até o ano de 1999, quando ela apareceu grávida de um famoso astro de rock suíço, Jick Magger.

Em questão de dias, ela passou de uma anônima a uma celebridade instantânea. Claro que Jick Magger exigiu um exame de DNA dela para assumir o filho (porque será?). Mas Gucciana Limenez não perdeu tempo: contratou um advogado marketeiro e assim que saiu o resultado do DNA (vai que o filho nascia japonês? Olha o vexame…) meteu um processo em Jick Magger, sem tentar nem ao menos negociar com ele antes. E com isso, ganhou mais fama.

Foi estipulada uma pensão de US$ 17,5 mil (atentem que o valor está em dólares), até que seu filho faça 18 anos. O acordo também incluiu um apartamento de US$ 2 milhões (novamente, em dólares). Se eu fosse Jick Magger, cortava o pau e jogava pela janela. Sem contar que com essa gracinha, ele perdeu sua esposa (um casamento de 20 anos), mãe de 4 filhos seus.

Vocês acham que a sociedade suíça reprovou esse ato? Não. Infelizmente lá é mérito ser esperto e se dar bem. Ela ganhou admiração e também ganhou um programa na Rede TV, que consiste em desfile de modelos de lingerie e entrevistas com subcelebridades como Rafael Ilha e Gretchen.

Você deve estar intrigado com a sociedade suíça… Pois é. Ela foi recompensada por essa atitude. E ainda disse repetidas vezes que não engravidou de propósito. Ok, vamos trabalhar com a hipótese de que acidentes acontecem. Ainda assim, estourar essa bomba na imprensa da forma sensacionalista que ela fez e detonar com o casamento do elemento foi uma coisa ainda mais baixa do que o golpe da barriga em si.

O curioso é que Gucciana Limenez é chamada de burra. Burra sou eu que trabalho o dia todo e já dei fora em homem rico sem fazer filho antes! Já foi vista dizendo “Não sou paga para pensar” em seu programa. É, Gucciana, a gente já percebeu. Só que de burra esta moça não tem um único fio de cabelo. Foi uma bela jogada de marketing para criar a simpatia do público, passando essa impressão de uma pessoa tão burrinha para tentar fazer com que ESSA seja a marca dela: A BURRA. Melhor que A PIRANHA, certo? Pois eu não compro, para mim é PIRANHA mesmo.

Mas estava pouco. Ela havia apenas se jogado na lama, ainda precisava chafurdar. Resolveu então se casar com o dono da emissora de TV onde ela trabalha, sabe como é, só para garantir. Jick Magger tá ficando véio, é meio drogado, anda magrinho demais… vai que o homem morre e os herdeiros atravancam a pensão e a herança por alguns meses? Não tem jeito, ela vai receber, mas existem mecanismos para atrasar as coisas. Então tá. Gucciana Limenez garantiu não só um complemento na sua renda, como ainda seu programa sofrível. Burra? Não sejam bobos… Essa carinha de inocente, esse olhar bovino, essa cara de poucas idéias… tudo coreografado. A burrinha fala francês, italiano, alemão, espanhol e inglês. Repitam comigo: BURRA NÃO, É PUTA, É PUTA MESMO. Já viram o layout do maridão? Dez anos mais velho e 30cm menor que ela, barrigudo e careca. O amor é lindo. E homem tem mais é que se foder.

Não é uma crítica, ok? Se existe um homem burro o suficiente para jogar no esgoto um casamento de duas décadas com 4 filhos por três meses de affair e ainda pagar milhões por isso, eu acho que tem mais é que fazer. Eu, infelizmente, nasci com um pequeno defeito de fábrica: só faço sexo quando estou apaixonada e tenho intimidade com a pessoa. Mas bato palmas para quem tem o desprendimento de Gucciana. Se todas fossem assim, homem ia pensar DEZ vezes antes de trair. Mulheres como Gucciana contribuem para que os homens se esforcem para andar na linha. Digamos que ela instituiu uma espécie de comunismo feminista, onde promove a redistribuição de renda (para as mulheres) atraves de sua buceta. Praticamente um Robin Wood pornô de saias.

E para não ser injusta com Gucciana, ela teve uma breve carreira cinematográfica! Fez o sensacional filme “Duxa e os Xuendes”, de cuja atriz principal, que também é suíça e também iniciou sua carreira na base da bucetada (com um famoso jogador de futebol suíço) ela ficou amiga. Qual o coletivo de prostituta, alguém sabe?

Faz muitos anos que deixei de ser criança. Mas, salvo engano, as crianças não mudaram muito (e se mudaram, foi para pior) e continuam cruéis, sincericidas e sem noção. Fico imaginando o que o filho dela escuta no colégio. Deve ser muito chato alguém te chamar de “filho da puta”, você enfiar a porrada nele e quando vão ambos para a diretoria, escutar a Diretora dizer “É, pior que é MESMO!”. Gucciana, você pode cobrir esse menino de ouro, dar brinquedos caros e mandar ele estudar em outro país, mas ele sempre será um filho da puta e isso vai deixar uma carga psicológica violentíssima nele, que vai se manifestar quando você menos espera da forma que você menos imagina. Mulheres como você deveriam ter a buceta costurada com arame farpado. Até porque, sendo filha do espancador de mulheres Vece Jaladão, ela deveria saber os efeitos de uma infância de merda em uma criança, como no caso dela, que virou puta.

Sabem o que a ex-esposa de Jick Magger disse ao perguntarem se Gucciana tinha levado a melhor por ter “roubado” o marido dela? “Só sei que eu não fiz meu filho no banheiro”. Pois é, ganhar perdendo a dignidade é pior do que perder mantendo a dignidade. O próprio Jick Magger disse em uma entrevista a uma revista que Gucciana foi o pior erro da vida dele. Deve ser bacana escutar isso. Quando vale a sua dignidade? A de Gucciana vale em dólares. Invejo, mas INVEJO MESMO pessoas que conseguem fazer essas coisas sem se sentirem humilhadas.

Dedico esta postagem a Jacqueline T, K! e Laísa, que sugeriram o nome desta moça para ilustrar a postagem de hoje. Continuem opinando, semana que vem tem mais!

Convites para apresentar programas de TV de terceira categoria, propostas de pagamento de pensão milhonária sem filhos e sem sexo e intimações judiciais: sally@desfavor.com

Sejam bem-vindos a mais um Somir Entrevista direto da nossa querida Suíça!

*grilos*

Bom… como vocês devem estar percebendo, não estamos nos nossos moderníssimos estúdios hoje, essa é uma edição especial, feita diretamente do Centro Espírita Franck Shavier de Genebra! Por que estamos aqui? Você não perde por esperar…

Mas vamos falar da nossa convidada de hoje. Ela é uma das mais bem sucedidas atrizes da TV Suíça, tendo protagonizado várias novelas e vexames durante sua carreira. Ela, que dispensa apresentações… Se bem que eu acabei de fazer uma…

Nota-se pelos adornos montanheses.

VUZANA SIERA!

*palmas*

SOMIR: Boa noite, Vuzana!

VUZANA: Boa noite, Somir. Boa noite Suíçaaaaaa!!! *sorriso largo*

SOMIR: Que animação, Vuzana! Estou gostando de ver!

VUZANA: Ah, a vida é para ser vivida, sabe? Eu não tenho o menor pudor de ser feliz. Ainda mais quando eu consigo realizar meus objetivos!

SOMIR: Realizar… objetivos?

VUZANA: Ahem… sempre… quis… ser entrevistada por você.

SOMIR: Faz sentido. Vamos começar esta entrevista falando do seu projeto atual. Você está estrelando uma ópera, certo?

VUZANA: É um projeto maravilhoso, eu faço o papel de uma princesa que se apaixona por um indisciplinado e bruto navegador do exército Viking. A história é linda, as músicas são belíssimas, a produção é impecável e o figurino é de cair o queixo, menino! *risada exagerada*

SOMIR: Estou vendo, tanto que você veio com o capacete Viking para a entrevista.

VUZANA: Capacete? Não, eu não estou usando nenhum capacete.

SOMIR: Hmm… Ok. Melhor mudarmos de assunto. Bom, você é uma tarimbadíssima atriz da TV, com personagens marcantes e vencedora de vários prêmios. Com toda essa bagagem, você se afeiçoou mais a alguma personagem que interpretou?

VUZANA: Eu gosto de todas minhas personagens, me identifico com cada uma delas de uma forma especial. Acho que só a minha primeira personagem, a babá malvada, que não tem muito de Vuzana.

SOMIR: So, you’re not so Nice, right? Ha!

*grilos*

VUZANA: Oi?

SOMIR: Eu fiquei a semana inteira preparando essa piada. Droga. Pelos bocejos do público, acho que está na hora de tomar um rumo diferente nessa entrevista. Não quer beber um gole da sua caneca?

VUZANA: Claro. *bebendo*

SOMIR: Vuzana, é o assunto do momento. Seu ex-marido, Sarcello Milva, acaba de ex-tribuchar e morrer depois de uma overdose em companhia da namorada em condições cercadas de mistério. A imprensa abordou o assunto de forma sensacionalista, sem respeitar nenhuma das partes envolvidas.

VUZANA: Isso é verdade, Somir. *dando mais um gole*

SOMIR: Qual a sua participação nisso?

VUZANA: PFFFTTT! *cuspindo*

SOMIR: Digo, no circo que a mídia criou. Até que ponto você acha que ter se tornado uma figura pública depois de casar com você influenciou no estilo de vida dele?

VUZANA: Ah… isso… Somir, eu fico muito triste com a morte daquele canalha nojento horrível escroto nojento… eu já disse nojento? Não fica nenhuma mágoa. Ele deve estar em um lugar melhor, sendo espetado e queimado por toda eternidade. *risada histérica*

SOMIR: Percebe-se… O que você diria para ele hoje se ele estivesse na sua frente?

VUZANA: Sarcello, eu jamais poderei te per…

SOMIR: Espera! Não estamos num centro espírita à toa. Temos um convidado surpresa para a entrevista!

VUZANA: *arregalando os olhos*

SOMIR: Produção, chama o médium. Palmas para o ex-pírito, platéia!

*palmas*

VUZANA: Quem é esse?

MÉDIUM: Vuzana?

VUZANA: Sarcello?

SOMIR: Ibope? *falando no ponto*

MÉDIUM: Vuzana, sou eu. O Sarcello, não estranha o corpo aí… É tipo macumba, sabe? Ia bem uma tatuagenzinha tribal nesse braço aqui… A gente tá na TV? *piscando*

VUZANA: SEU MONSTRO! EU TE ODEIO! EU NUNCA VOU ESQUECER O QUE VOCÊ FEZ COMIGO!

MÉDIUM: Calma, Vuvuca! Eu estou arrependido, vim aqui pedir o seu perdão, é você que eu amo!

VUZANA: Eu te perdôo.

SOMIR: Hã?

VUZANA: Sarcello, eu sabia que eu te faria mudar, sabia! Eu sempre acreditei em você! Amor, olha pra mim…

MÉDIUM: Gostosinha, quando você morrer eu quero ser o primeiro nessas carnes…

VUZANA: Sasá? Tem como não paquerar a moça da platéia na frente da Suíça inteira? Eu estou te perdoando.

MÉDIUM: Foi mal.

VUZANA: Eu te perdôo.

SOMIR: Vuzana, você está feliz?

VUZANA: Claro, Somir!

SOMIR: Só não entendi uma coisa, você disse que o fez mudar? Seria dessa…

ESTA ENTREVISTA FOI CANCELADA PELA ORDEM JUDICIAL Nº 8665/12 DA 11ª VARA CRIMINAL DE GENEBRA. A CONTINUAÇÃO DA TRANSMISSÃO ACARRETARÁ NA PRISÃO DE TODA A EQUIPE DE PRODUÇÃO PELOS CRIMES DE CALÚNIA E DIFAMAÇÃO.

SOMIR: Merda.

MÉDIUM: Eu ainda levo meu cachê, né?

SOMIR: A gente pensa nisso depois. Até a próxima, Suíça!

Minhas Amigas Mulheres, existe desfavor maior do que essa frase nefasta, sempre usada para justificar o injustificável? “Porque eu sou homem!”

ex: Você vai sair com as suas amigas para dançar. Ele olha de cara feia. Você o lembra que na semana anterior ele saiu sozinho com os amigos dele. Aí o Zé Ruela quica no calcanhar e grita “é diferente, eu sou homem!”.

Fico chocada que esse tipo de coisa ainda seja dita! CHO-CA-DA!

Dizer que pode alguma coisa PORQUE É HOMEM só se sustenta se ele estiver justificando que pode andar em público sem camisa ou que vai mijar de pé. Apesar de que, há controvérsias. Eu tenho amigas que dominam a arte de mijar de pé…

Já que eles continuam usando essa pérola do desfavor, vamos analisar, passo a passo, porque esta frase escrota não se sustenta.

ASSÉDIO

Já tentaram me convencer que por ser homem o assédio seria menor, enquanto que o assédio a uma mulher sozinha seria maior. Falo por mim: no Rio de Janeiro, homem está mais assediado que mulher, quantitativa e qualitativamente. Por aqui, tem mulheres que “chegam chegando” mesmo, passam a mão na bunda e agarram! Já homem não faz uma coisa dessas quando está flertando com mulher, mais por medo de apanhar do que por respeito. Logo, o fato de ser homem, nos dias de hoje, me leva a crer que em matéria de assédio, é pior do que ser mulher!

SEGURANÇA

Ahhh… Não é seguro uma mulher sair sem homem? Por aqui onde eu moro, acho mais perigoso uma saída noturna para o homem. Sabe porque? Mulheres são mais responsáveis, dirigem com mais cuidado (atenção, eu não disse melhor, eu disse “com mais cuidado”), não costumam beber e dirigir, não se metem em briga de porradaria e mesmo que aconteça alguma confusão, Amigo Cueca, sempre tem uma alma boa para nos defender. Já vocês… bem, vocês acham que bebem e podem dirigir depois (“Eu dirijo melhor quando estou bêbado, porque tomo mais cuidado”), qualquer porradaria pode sobrar para vocês (vai deixar o amigão apanhar?) e se alguém estiver te enfiando a porrada, nenhum marmanjo vai se meter para te defender. Então, em matéria de segurança também é melhor ser mulher.

PEGA MAL

Pega mal sua mulher ser vista sem você? Via de regra, socialmente, mulheres tem presunção de fidelidade, enquanto homens tem de INfidelidade. Se sua doce namorada for vista daçando com amigas o máximo que pode acontecer é seu amigo comentar “Vi Fulana em tal lugar” (se comentar, porque homem não tem prazer por ESSE tipo de fofoca). Já no nosso caso, se você for visto sozinho com um grupo de amigos, a coisa já vira “Ihhh… olha lá o namorado de Fulana na gandaia!” e no dia seguinte chove telefonema de “amigas” contando com detalhes tudo que você fez ou deixou de fazer. Logo, posso dizer que em matéria de comprometimento da imagem, socialmente, o desfavor maior é o homem sair sem a mulher.

HOMEM PRECISA

Você precisa sair só com seus amigos para falar coisas de homem, certo? (se portar como um retardado infantilóide, falar e rir alto e agir como um Bobo da Corte, tô sabendo). Só que mulher precisa mais ainda sair só com mulher. Sabe porque? Porque mulher gosta de falar e falamos em média 3.000 palavras a mais que vocês por dia. Logo, sobram diariamente 3.000 palavras que são acumuladas e tem que ser dada vazão, porque se gastarmos todas com vocês vem aquele “Fulana fala sem parar…” com um longo suspiro no final. Logo, se vocês precisam, nós também precisamos. Muito feio dizer que só vocês tem essa necessidade por serem homens.

EU SOU INJUSTO

Uma vez perguntei a um homem porque ele podia fazer uma coisa e eu não podia, em situações semelhantes. Não vou dizer quem foi por questões éticas Somir mas ele respondeu “Porque eu sou injusto”. Eu realmente preciso comentar? Não né…

Homem que usa essa frase é um desfavor tão grande que merece que você corte as bolas dele e dê para o cachorro comer, assim você pode rir dele novamente se ele ousar falar (com sua voz fininha) “Porque eu sou homem”.

Da próxima vez que um Cueca te disser “Porque eu sou homem” chute o saco dele, para lembrá-lo que a todo bônus acompanha um ônus.