{"id":10221,"date":"2016-06-20T06:00:26","date_gmt":"2016-06-20T09:00:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=10221"},"modified":"2025-11-25T19:04:53","modified_gmt":"2025-11-25T22:04:53","slug":"o-som-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2016\/06\/o-som-do-tempo\/","title":{"rendered":"O som do tempo."},"content":{"rendered":"<p>Sally e Somir tem gostos musicais bem diferentes, mas costumam concordar no que acham tosco e de baixa qualidade (gostando ou n\u00e3o). Mas sempre h\u00e1 espa\u00e7o para uma discuss\u00e3o, e nesse caso, estamos comparando o cen\u00e1rio musical de 1996 com o de 2016. Vis\u00f5es completamente diferentes&#8230; os impopulares ouvem e cantam junto.<\/p>\n<h6>Tema de hoje: o cen\u00e1rio musical melhorou ou piorou nos \u00faltimos 20 anos?<\/h6>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Apesar de eu ser elitista e achar o gosto musical de todo mundo que n\u00e3o sou eu p\u00e9ssimo, fa\u00e7o isso suficientemente atento ao fato de que m\u00fasica \u00e9 extremamente relacionada a isso mesmo: gosto. Virtualmente imposs\u00edvel definir um gosto como certo ou errado, cada um sabe o que lhe interessa e empolga. Agora, eu argumento sim sobre gosto musical ser pobre ou rico. N\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com quanto dinheiro a pessoa tem, mas sobre o grau de refinamento desse gosto. E isso n\u00e3o tem nada a ver com o estilo musical preferido, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel ter um gosto musical rico preferindo m\u00fasica cl\u00e1ssica ou preferindo ax\u00e9. Realmente \u00e9 mais raro que a segunda op\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a na pr\u00e1tica, mas n\u00e3o \u00e9 como se fosse uma regra. Gosto \u00e9 gosto, oras. N\u00e3o sou especialista nisso, mas j\u00e1 ouvi v\u00e1rios amigos m\u00fasicos e alguns conhecidos profissionais da \u00e1rea elogiando demais artistas inimagin\u00e1veis para mim, mesmo sem eles mesmos gostarem dos estilos dessas pessoas. Falavam sobre a paix\u00e3o desses artistas pela m\u00fasica, a busca de novidades, a capacidade t\u00e9cnica&#8230; v\u00e1rios elementos que me ajudaram a rever preconceitos contra artistas ditos mais&#8230; populares. Assim, fica a liberdade de n\u00e3o gostar sem necessariamente criticar a capacidade e a habilidade dessas pessoas de criarem e interpretarem suas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Come\u00e7o assim para estabelecer um ponto: \u00e9 muito comum que gente mais elitista, assim como eu e aposto que v\u00e1rios de voc\u00eas, esque\u00e7a que mesmo nos estilos que n\u00e3o nos agradam pode existir sim muito talento e qualidade musical. S\u00f3 n\u00e3o nos atrai. E \u00e9 derivado desse ponto que finalmente defino o meu argumento aqui: o cen\u00e1rio musical com certeza melhorou, e muito, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. O que gera a confus\u00e3o \u00e9 que ele aumentou exponencialmente e por pura for\u00e7a dos n\u00fameros, temos mais contato com as coisas que n\u00e3o gostamos.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixa de ser a base do meu argumento geral sobre a melhoria da vida humana ano ap\u00f3s ano (em m\u00e9dia): uma era de tanta comunica\u00e7\u00e3o e acesso a informa\u00e7\u00e3o gera mais exposi\u00e7\u00e3o ao que nos desagrada, mas isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o acontecia em propor\u00e7\u00f5es at\u00e9 maiores antigamente. Um cego que por um milagre come\u00e7asse a enxergar veria muitas coisas feias pela primeira vez, mas isso n\u00e3o quer dizer que essas coisas n\u00e3o estavam l\u00e1 antes, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Eu at\u00e9 posso ir mais longe com a mania da m\u00eddia em massa se concentrar em aspectos ruins, por serem mais vend\u00e1veis, mas \u00e9 melhor eu voltar logo para o cerne deste argumento&#8230;<\/p>\n<p>As pessoas tinham um gosto musical m\u00e9dio ainda mais pobre em 1996. N\u00e3o por serem burras, mas por serem limitadas. Limitadas pelo acesso \u00e0 m\u00fasica&#8230; com a internet engatinhando, as r\u00e1dios extremamente poderosas e a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica vivendo basicamente de recuperar grandes investimentos em propaganda e divulga\u00e7\u00e3o, a pobreza era praticamente inescap\u00e1vel para a maioria de n\u00f3s. Sim, havia um filtro muito maior para fazer uma m\u00fasica entrar em nossas casas, mas esse filtro n\u00e3o se baseava em qualidade musical. Na verdade, era totalmente focado em vendas.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea se lembra de \u00f3timas bandas que ouvia naquela \u00e9poca (e pra n\u00e3o me sentir velho demais, espero que a maioria de voc\u00eas lembre), n\u00e3o se esque\u00e7a tamb\u00e9m que o ser humano tem uma incr\u00edvel habilidade chamada mem\u00f3ria seletiva. Lembra de ter ouvido aquela m\u00fasica genial da sua banda de rock favorita? Mas aposto que n\u00e3o lembra das outras vinte que conseguiram emplacar sucessos na mesma \u00e9poca. Estava curtindo Wonderwall do Oasis? Bacana, n\u00e9? Mas de cinco em cinco minutos tinha algu\u00e9m tocando a porra da Macarena tamb\u00e9m! Lembra? O Skank tinha lan\u00e7ado Garota Nacional&#8230; e o \u00c9 o Tchan a Dan\u00e7a da Bundinha&#8230;<\/p>\n<p>Mem\u00f3ria seletiva \u00e9 uma prote\u00e7\u00e3o natural contra os horrores da m\u00eddia de massa passada, mas sempre cria essa ilus\u00e3o de que \u201cno meu tempo era melhor\u201d. N\u00e3o era n\u00e3o. Era limitado. No que voc\u00ea podia encontrar de bom e no que voc\u00ea era bombardeado de ruim. O tempo se encarrega de lavar essa sujeira da parte ruim e te deixar com as coisas que voc\u00ea mais gosta. Hoje em dia o cen\u00e1rio musical \u00e9 absurdamente maior. Em todos os sentidos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o eu estou argumentando que \u00e9 a mesma coisa? N\u00e3o, claro que n\u00e3o. Posso at\u00e9 usar uma analogia \u201ccopo cheio\u201d dizendo que a profus\u00e3o de artistas produzindo como nunca, mesmo num cen\u00e1rio equilibrado de coisa boa e porcaria, oferece tantas oportunidades de ouvir as coisas que voc\u00ea gosta que compensa e valida a ideia de que melhorou. Tem mais coisa boa, oras. Pensem na seguinte analogia: em 1996, vivia-se numa sociedade com 100 pessoas atraentes e 100 horrorosas. Em 2006, s\u00e3o 1.000.000 de atraentes e 1.000.000 de horrorosas&#8230; a chance de pegar uma dessas pessoas atraentes n\u00e3o aumenta? \u00c9 melhor estar nessa realidade, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 esse argumento. O grande argumento se chama internet e m\u00fasica digital. As gravadoras perderam muito do seu controle, quase faliram. Os artistas ganharam uma liberdade incr\u00edvel de fazerem o que tem vontade, sem ficarem presos em vendas de discos e dados de mercado. Nem \u00e9 o que eu gosto de ouvir normalmente, mas \u00f3timo que uma Beyonc\u00e9 da vida possa tirar um \u00e1lbum conceitual da bunda depois de brigar com o marido e n\u00e3o ter ningu\u00e9m pra impedir. Nessa pixotada impens\u00e1vel em tempos de controle estrito de gravadora, eu nunca ia saber que tem uma m\u00fasica dela que eu gosto, por exemplo. Temos mais op\u00e7\u00f5es, inclusive dentro dos pr\u00f3prios repert\u00f3rios dos artistas, sem aquela obriga\u00e7\u00e3o social de vender \u00e1lbum, todo mundo ficou mais solto.<\/p>\n<p>E, podemos escutar m\u00fasica por m\u00fasica agora! Nada de engolir um CD inteiro por causa de uma s\u00f3&#8230; at\u00e9 pune quem s\u00f3 faz uma que presta ou tem apelo comercial, em compara\u00e7\u00e3o. E r\u00e1dio&#8230; r\u00e1dio \u00e9 coisa que se escuta dentro do carro agora. Todo mundo com fone de ouvido! Tirando gente mal educada que toca m\u00fasica bosta no \u00faltimo volume (que sempre existiu), o ser humano m\u00e9dio est\u00e1 mais compartimentalizado nos seus gostos musicais.<\/p>\n<p>E, por \u00faltimo, sim&#8230; se voc\u00ea n\u00e3o tem gosto musical pobre e escolhe as coisas que escuta ao inv\u00e9s de vegetar diante do que a m\u00eddia joga na sua cara, \u00e9 inquestion\u00e1vel que as oportunidades de encontrar e curtir bandas e m\u00fasicas diferentes subiram tanto que d\u00e1 at\u00e9 medo de pensar em como seria n\u00e3o viver nos dias atuais. Eu mesmo posso me usar de exemplo: antes da internet banda larga, eu gostava de Limp Bizkit&#8230; depois dela, virei f\u00e3 de Radiohead. Op\u00e7\u00f5es fazem toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que eu s\u00f3 estou sendo elitista por esporte, para dizer que ainda n\u00e3o entendeu a introdu\u00e7\u00e3o, ou mesmo para dizer que depois de tantos clipes BM \u00e9 tarde demais pra defender o ponto: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>A m\u00fasica melhorou ou piorou nos \u00faltimos 20 anos?<\/p>\n<p>Infelizmente piorou. Na d\u00e9cada de 90, por mais bostas musicais que tenham existido, existia tamb\u00e9m o filtro das gravadoras. N\u00e3o era qualquer um que tornava uma m\u00fasica sua dispon\u00edvel ao grande p\u00fablico. Para isso havia que passar por uma peneira m\u00ednima e, ainda que muitos pulassem essa cerca e entrassem pela janela, havia um filtro em grande escala.<\/p>\n<p>Hoje n\u00e3o. Hoje com redes sociais, com YouTube e tantos outros meios de se divulgar trabalhos musicais, qualquer pessoa pode colocar uma m\u00fasica sua \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. E pior, no Brasil, se for bem ruim, viraliza. Para nooooooossa alegriaaaaaa.<\/p>\n<p>Hoje existe mais conte\u00fado ruim circulando oficialmente como m\u00fasica. Em minha opini\u00e3o, isso torna a m\u00fasica como um todo pior. Claro que tem muita gente boa que nunca teria chances em gravadoras que conseguiu um lugar ao sol gra\u00e7as \u00e0 internet, mas, minha gente, pensem no ser humano: voc\u00eas acham que a esmagadora maioria \u00e9 boa ou ruim? Pois \u00e9.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de democratizar o acesso a todos, tamb\u00e9m passamos por uma forte crise de criatividade, que j\u00e1 foi inclusive tema de outro texto meu. A impress\u00e3o que tenho \u00e9 que nada de inovador est\u00e1 sendo feito, tudo est\u00e1 sendo copiado, reciclado. Quando voc\u00ea sai \u00e0 rua e v\u00ea um cartaz anunciando o filme das Tartarugas Ninjas, percebe que faz tempo que neguinho n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de criar algo novo. As m\u00fasicas de hoje n\u00e3o inovam, apenas seguem a tend\u00eancia vigente.<\/p>\n<p>N\u00e3o que as pessoas hoje estejam mais incompetentes, nem acredito que seja isso. \u00c9 a demanda do mercado que direciona a cria\u00e7\u00e3o. Com essa democratiza\u00e7\u00e3o ao acesso, o p\u00fablico que determina o que ser\u00e1 produzido n\u00e3o s\u00e3o os amantes da m\u00fasica ou do g\u00eanero, aqueles que passaram uma vida degustando aquilo e tem conhecimento. \u00c9 o pov\u00e3o, o brasileiro m\u00e9dio, o latino-americano m\u00e9dio, norteamericano m\u00e9dio, o ser humano m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Sabemos que a maioria do mundo \u00e9 composta por med\u00edocres (tamb\u00e9m foi tema de texto meu). N\u00e3o med\u00edocres no termo ruim, mas med\u00edocres enquanto m\u00e9dia mesmo. Ent\u00e3o, se o mercado foi aberto para a maioria, (j\u00e1 que hoje n\u00e3o se paga caro por um CD, m\u00fasica pode ser obtida de gra\u00e7a), \u00e9 normal que a produ\u00e7\u00e3o acabe se adequando a essa m\u00e9dia. A m\u00fasica de hoje \u00e9 med\u00edocre, no sentido de mediana. Houve sim um retrocesso n\u00e3o apenas na m\u00fasica, mas em diversas esferas criativas.<\/p>\n<p>Isso pode ser sentido na adora\u00e7\u00e3o que os mais seletivos tem por bandas antigas. Isso explica por que Aerosmith (amo!) cobra oitocentos reais por um show no local mais desconfort\u00e1vel do Rio de Janeiro e lota. Isso explica porque Guns n\u00b4Roses (amo!) continua em turn\u00ea com um Axl gordo e decr\u00e9pito cantando as exatas mesmas m\u00fasicas de vinte anos atr\u00e1s. Isso explica\u00a0 por que nunca mais haver\u00e1 uma banda como Queen, a melhor de todos os tempos na minha opini\u00e3o. Isso explica porque eu ainda escuto Roxette e Bom Jovi na minha playlist.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sou a m\u00e9dia. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 a m\u00e9dia. Ent\u00e3o, normal que tenhamos essa vis\u00e3o de que, em termos gerais, a produ\u00e7\u00e3o musical est\u00e1 caindo. E, vejam bem, eu n\u00e3o tenho um gosto muito refinado para m\u00fasica, como voc\u00eas podem ter notado no par\u00e1grafo anterior. Se EU, que gosto de Guns n\u00b4Roses e Oasis estou sentindo a coisa descacetar, imagina quem tem um refinamento ainda maior que o meu!<\/p>\n<p>O que acontece \u00e9 que pessoas como a Shakira aqui de cima (esta semana o chamaremos com nomes de divas pop, para compor com o tema) se fecha no seu mundinho e foca no nicho que ele criou. Cata o que gosta, monta uma playlist e acha que isso significa que tudo melhorou. Quem tem contato geral com o mundo l\u00e1 fora sabe que, em termos gerais, piorou, com a diferen\u00e7a que podemos escolher a la carte o que ouvimos por n\u00e3o sermos mais ref\u00e9ns de radio. Eu quero ver se colocar a Beyonc\u00e9 de Campinas para ouvir TODAS as m\u00fasicas da atualidade: ser\u00e1 que ele vai achar que em termos gerais melhorou ou piorou?<\/p>\n<p>Pesquisem as m\u00fasicas mais tocadas 20 anos atr\u00e1s (tem muita merda, eu n\u00e3o nego), mas comparem com as mais tocadas hoje e vejam os diversos tipos de c\u00e2ncer musical que se abateram na sociedade: sertanojo universit\u00e1rio, funk massificado, pseudo-cantores paridos por reality shows de m\u00fasica e tantos outros. Internacionalmente tamb\u00e9m observamos essa bostifica\u00e7\u00e3o com o aumento de ritmos grotescos como Cumbia e todo tipo de fast music que atenda \u00e0s massas.<\/p>\n<p>Hoje o cen\u00e1rio musical \u00e9 descart\u00e1vel. \u00c9 muito dif\u00edcil encontrar uma banda boa criada recentemente que se mantenha ativa e lembrada por anos e produzindo m\u00fasicas que sobrevivam por d\u00e9cadas. A massa med\u00edocre mastiga e cospe as m\u00fasicas como um chiclete, sempre atr\u00e1s do pr\u00f3ximo hit. No meu entender, isso quer dizer que a qualidade piorou. N\u00e3o creio que tenhamos cl\u00e1ssicos criados em 2016 que ser\u00e3o lembrado mundialmente dentro de vinte anos.<\/p>\n<p>N\u00e3o pense na sua playlist de hoje. Ela n\u00e3o reflete a situa\u00e7\u00e3o atual da m\u00fasica e sim sua escolha pessoal. Ligue o r\u00e1dio e escute as mais tocadas, depois me conte se acha que melhorou ou piorou. V\u00e1 ao YouTube e veja os clipes musicais mais vistos e depois me conte se voc\u00ea acha que melhorou ou piorou.<\/p>\n<p>S\u00f3 tem que explicar para a Rihanna Campineira que se ELE conseguiu garimpar umas musicas mais bacaninhas hoje do que em 1996, isso n\u00e3o reflete a realidade da m\u00fasica nos dias de hoje. Universo Umbigo, sempre o mesmo problema quando escrevemos o Ele Disse, Ela Disse&#8230;<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para chamar o Somir pelo nome de alguma diva pop, para dizer que melhorou pois n\u00e3o aceita viver em uma era t\u00e3o cagada ou ainda para dizer que n\u00e3o sabe avaliar por s\u00f3 escuta a la carte o que voc\u00ea gosta: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sally e Somir tem gostos musicais bem diferentes, mas costumam concordar no que acham tosco e de baixa qualidade (gostando ou n\u00e3o). 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