{"id":10339,"date":"2016-07-22T22:00:25","date_gmt":"2016-07-23T01:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=10339"},"modified":"2016-07-25T00:07:04","modified_gmt":"2016-07-25T03:07:04","slug":"manual-de-um-bon-vivant-fracassado-o-poder-da-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2016\/07\/manual-de-um-bon-vivant-fracassado-o-poder-da-pesquisa\/","title":{"rendered":"Manual de um Bon Vivant (fracassado) \u2013 O poder da pesquisa"},"content":{"rendered":"<h3><em><strong>Desfavor Convidado<\/strong> \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>.<\/em><br \/>\n<em>O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas.<\/em><\/h3>\n<h6>Manual de um Bon Vivant (fracassado) \u2013 O poder da pesquisa<\/h6>\n<p>Se um dia voc\u00eas forem \u00e0 Paris, na Fran\u00e7a, sugiro que passem pelo Crazy Horse, um dos melhores cabar\u00e9s da cidade. Lindas mulheres, shows deslumbrantes, drinks na medida, tudo isso voc\u00ea encontra no lugar. Quando fui l\u00e1 pela primeira vez, me senti na obriga\u00e7\u00e3o de sair com duas das meninas da casa e no final da noite eu havia gasto uns 5 mil euros, no m\u00ednimo. De qualquer maneira, vale a pena conhecer. Essa pequena introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 para demonstrar que antes de tomar qualquer decis\u00e3o na sua vida, fa\u00e7a uma pesquisa sobre o assunto, tenha o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel antes de entrar em campo. Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 poder e ter embasamento na tomada de decis\u00e3o deixar\u00e1 sua vida executiva mais f\u00e1cil e feliz.<!--more--><\/p>\n<p>No meu caso, quando decidi sair do Brasil, a escolha mais \u00f3bvia era os Estados Unidos, um pa\u00eds que todos s\u00e3o meio que obrigados a conhecer e aceitar. Mas acontece que eu acho os Estados Unidos um pa\u00eds brega, de pessoas xucras e sem o m\u00ednimo de classe. Apesar deles saberem fazer um bom marketing e empurrarem qualquer tipo de bugiganga, principalmente para os brasileiros idiotas que teimam em viajar para a rid\u00edcula Miami, n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds aonde eu me via trabalhando, por mais que eu soubesse o valor que as verdinhas possuem. Ent\u00e3o fiz uma breve pesquisa sobre taxas de impostos e encontrei as Ilhas Maldivas, que servem de para\u00edso fiscal para alguns pol\u00edticos corruptos do Brasil.<\/p>\n<p>Meu primeiro passo foi abrir uma conta offshore, depois comprei uma propriedade em Mal\u00e9, a capital do pa\u00eds. Minha inten\u00e7\u00e3o ap\u00f3s me mudar para l\u00e1, era investir em alguns neg\u00f3cios na \u00cdndia, principalmente empreendimentos de brasileiros que queriam investir no mercado indiano. O primeiro baque para a maioria dos investidores era o tempo, j\u00e1 que na \u00cdndia o andamento de um neg\u00f3cio costuma demorar meses para ser concretizado. Como a sociedade deles \u00e9 dividida em castas, n\u00e3o h\u00e1 muitos motivos para que os indianos sejam ambiciosos a ponto de quererem crescer dentro de uma empresa ou no com\u00e9rcio local. Como os brasileiros demoravam para se acostumar com os costumes indianos, meu primeiro trabalho no exterior foi o de representante executivo para um grupo de empres\u00e1rios do Brasil.<\/p>\n<p>A\u00ed voc\u00eas podem me perguntar: ei, n\u00e3o faz sentido, porque escolheu a \u00cdndia, um pa\u00eds t\u00e3o brega, de pessoas xucras e sem o m\u00ednimo de classe, assim como \u00e9 os Estados Unidos? Bem, pelo simples fato do desafio e tamb\u00e9m porque \u00e9 um pa\u00eds em plena expans\u00e3o, al\u00e9m de ser bem pr\u00f3ximo da China que tamb\u00e9m me interessava. T\u00e1 bom que a \u00cdndia \u00e9 um pa\u00eds de gente feia, com costumes estranhos e que \u00e9 dif\u00edcil se acostumar com a imundice do rio Ganges, mas ap\u00f3s superar isso, \u00e9 uma pa\u00eds sem limites para qualquer estrangeiro, j\u00e1 que n\u00e3o precisamos nos limitar a uma determinada casta social.<\/p>\n<p>E foi ent\u00e3o que tive meu primeiro deslize, j\u00e1 que sou canhoto e tradicionalmente a utiliza\u00e7\u00e3o da m\u00e3o esquerda na \u00cdndia \u00e9 apenas para limpeza \u00edntima. As pessoas me olhavam bem estranho quando eu levava a m\u00e3o esquerda para cumpriment\u00e1-las e teve uma vez em que&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. Nossa, que estranho, tem algu\u00e9m tocando a campainha da minha casa, s\u00f3 um instante.<\/p>\n<hr \/>\n<blockquote><h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Toquei a campainha v\u00e1rias vezes antes de ser atendido, mas finalmente ele apareceu na porta. Pareceu n\u00e3o acreditar no que via, mas finalmente disse:<\/p>\n<p>_O que voc\u00ea est\u00e1 fazendo aqui?<\/p>\n<p>_Tive tempo para ver o IP do seu computador. Descobri que a localiza\u00e7\u00e3o dele estava em Pedreira e at\u00e9 aonde eu me lembrava, era para onde voc\u00ea se mudou ap\u00f3s sair da escola. N\u00e3o foi dif\u00edcil juntar que dois mais dois s\u00e3o quatro. &#8211; respondi.<\/p>\n<p>_E o endere\u00e7o da minha casa?<\/p>\n<p>_N\u00e3o h\u00e1 segredos em cidade pequena, meu caro. Com seu sobrenome em m\u00e3os parei na primeira pra\u00e7a que vi, me fiz de perdido procurando pela fam\u00edlia Pavanni e uma senhorinha muito simp\u00e1tica me explicou como chegar aqui.<\/p>\n<p>_Ah&#8230; \u00e9&#8230;.<\/p>\n<p>_\u00c2ngelo, voc\u00ea foi muito ing\u00eanuo achando que eu n\u00e3o descobriria sua farsa. Uma vez fracassado, sempre fracassado.<\/p>\n<p>Nesse momento ele entrou em p\u00e2nico e tentou me comprar:<\/p>\n<p>_Somir, por favor, n\u00e3o conta pra ningu\u00e9m. Eu fa\u00e7o o que voc\u00ea quiser, te dou o quiser. Dinheiro eu tenho, essa parte \u00e9 verdade!<\/p>\n<p>_\u00c9 claro que n\u00e3o vou contar, de que me interessa sua vidinha de menino criado a leite com pera? S\u00f3 vim at\u00e9 aqui para ter certeza que eu estava certo e, olha s\u00f3, eu estava. Al\u00e9m disso, o dinheiro nem seu \u00e9, \u00e9 da sua av\u00f3, seu mimadinho de merda.<\/p>\n<p>N\u00e3o aguentei, ri na cara dele.<\/p>\n<p>_Al\u00e9m do mais, voc\u00ea deveria ter dados exemplos melhores nos seus textos, voc\u00ea n\u00e3o imagina a quantidade de reclama\u00e7\u00f5es de pessoas que leram aquelas porcarias. Fora o fato que s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es claramente tiradas dos livros que voc\u00ea mesmo indicou, faz-me rir.<\/p>\n<p>Ele parecia desiludido, acho que eu estava pegando pesado demais.<\/p>\n<p>_Vamos fazer o seguinte, deixarei voc\u00ea postar mais um texto no site e ser\u00e1 o \u00faltimo. Por\u00e9m, nele voc\u00ea tem que falar sobre sua verdadeira vida e n\u00e3o essa literatura de fundo de quintal que voc\u00ea criou nessa cabe\u00e7a oca. Combinado? &#8211; perguntei.<\/p>\n<p>_Mas Somir&#8230;.<\/p>\n<p>_Ou isso ou eu mesmo escreverei sobre voc\u00ea. Qual prefere?<\/p>\n<p>_Eu escrevo!!!!<\/p>\n<p>_Bom garoto! E nem tente mais me enganar mandando mensagem an\u00f4nima me ofendendo, que descobrirei na hora. Tenho alguns podres seus que posso soltar a qualquer momento no site, como sua fama com a cenoura naquela cidade&#8230;.<\/p>\n<p>_Aquilo n\u00e3o fui eu!!!!<\/p>\n<p>_Sei, sei, s\u00f3 n\u00e3o imagino como outra pessoa acabou pegando a fama, mas sei muito bem sobre suas intimidades com certos&#8230; alimentos.<\/p>\n<p>_T\u00e1 bom Somir, j\u00e1 falei que vou escrever, o que mais voc\u00ea quer?<\/p>\n<p>_Nada n\u00e3o, s\u00f3 isso mesmo. Adeus, espero nunca mais ver essa sua cara de tanga frouxa.<\/p>\n<p>Achei que ele ia chorar. Fui embora antes que isso acontecesse.<\/p><\/blockquote>\n<hr \/>\n<p>\u00c9&#8230; bem, voltando ao nosso assunto de hoje, devo confessar que pesquisa \u00e9 tudo. Tem algumas pessoas que s\u00e3o capazes de pesquisar tudo sobre sua vida, principalmente se essa pessoa for um stalker com algum conhecimento em tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.  Se essa pessoa em quest\u00e3o pesquisou mesmo sobre mim (sim, eu pesquisei), saber\u00e1 que nunca fui um executivo bem sucedido, nunca sai do pa\u00eds a trabalho e que n\u00e3o conhe\u00e7o Paris&#8230;. Todo o dinheiro da minha fam\u00edlia vem da minha av\u00f3, uma famosa cantora de \u00f3pera que ganhou muito dinheiro \u00e0s custas da ditadura militar. Uma coisa \u00e9 verdade, eu sofria nas m\u00e3os de Somir e Chester na escola (mereceu por ter sido esnobe em escola p\u00fablica e naquela \u00e9poca n\u00e3o existia &#8220;mimimi&#8221; de bullying). Hoje sou um mero funcion\u00e1rio p\u00fablico e trabalho nos Correios. Algumas cartas enviadas pelos Correios s\u00e3o an\u00f4nimas e n\u00e3o chegam aos destinat\u00e1rios, ficando assim no arquivo morto. Ap\u00f3s algum tempo, se poss\u00edvel essas correspond\u00eancias s\u00e3o devolvidas, sen\u00e3o s\u00e3o jogadas foras, mas antes s\u00e3o abertas por medida de seguran\u00e7a. Numa dessas correspond\u00eancia encontrei um malote de livros, que serviram de inspira\u00e7\u00e3o aos meus textos. Tamb\u00e9m abri muitas cartas de amor, cobran\u00e7a e propaganda sem import\u00e2ncia. Se descobrirem que peguei essas coisas posso ser demitido, por isso pe\u00e7o encarecidamente que essa parte seja retirada do texto (claaaaaaaaaaaro).<\/p>\n<p>Em uma dessas cartas havia a hist\u00f3ria de um homem bem sucedido, que escrevia para sua ex-esposa chamada Kalinka. Na carta, ele demonstra muita arrog\u00e2ncia e desprezo pela mulher, j\u00e1 que aparentemente ela o tratava como um z\u00e9 ningu\u00e9m que vivia \u00e0s custas dela. Na carta ele contava como havia se tornado um homem de sucesso, rico e que ela nunca veria a cor do dinheiro. Peguei a hist\u00f3ria desse homem, misturei com alguns conceitos cient\u00edficos de psicologia dos livros, adicionei um pouco de minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria e fiz o que voc\u00eas leram nos \u00faltimos textos. Ainda n\u00e3o sei como o Somir descobriu meu celular e nem porque pediu para que eu escrevesse (assim como voc\u00ea mesmo escreveu, &#8216;porque eu posso&#8217;). Se ele me odeia tanto assim, deveria ter me deixado em paz, j\u00e1 que nem sabia da exist\u00eancia desse blog (mas depois que descobriu, lotou nossa caixa com coment\u00e1rios haters an\u00f4nimos, quase que crio um monstro). Me arrependo de um dia ter perdido meu tempo com isso aqui (eu tamb\u00e9m, mas tocar o Desfavor sozinho me fez tomar decis\u00f5es precipitadas. Vivendo e aprendendo). Vou finalizar com uma hist\u00f3ria real minha, de quando estudava com esses dois babacas (oi? isso n\u00e3o estava combinado).<\/p>\n<p>Era uma manh\u00e3 de ver\u00e3o, quando cheguei na escola. Para n\u00e3o ser sacaneado, eu tentava sempre chegar antes dos dois, mas de alguma maneira, Chester sempre chegava antes de mim. Somir chegava mais tarde, isso quando n\u00e3o perdia a primeira aula. Nesse tempo, eu ainda n\u00e3o tinha certeza que eles me zoavam, ent\u00e3o ainda tentava conversar com eles. Nesse dia fui falar com o Somir sobre um jogo que eu havia acabado de comprar:<\/p>\n<p>_\u00c9 cara, o jogo \u00e9 muito bom e dif\u00edcil, tem um chef\u00e3o que \u00e9 um dinossauro&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>Eu estava realmente empolgado com o jogo, mas eles n\u00e3o prestaram a m\u00ednima aten\u00e7\u00e3o (ele ficou falando dessa porcaria de dinossauro por horas a fio). Ao inv\u00e9s de conversarem comigo, eles come\u00e7aram a brincar de ver quem socava o outro mais forte. Sem chegarem a uma decis\u00e3o final, decretaram que eu iria ser o juiz e ver qual soco seria mais forte. Primeiro foi o Chester, que me deu um soco razoavelmente forte. Depois Somir, com um soco realmente forte. Todos sabem que Somir n\u00e3o sabe perder, mas o Chester n\u00e3o sabe brincar. Ele \u00e9 muito sem no\u00e7\u00e3o e me deu um soco bem no meio da cara, me deixando sem ar e com o nariz sangrando. Saiu muito sangue e os dois ficaram em p\u00e2nico. Covardes, fugiram sem me ajudar (ajudamos sim, mas sua mem\u00f3ria seletiva n\u00e3o deve se lembrar que o levamos ao hospital e ainda terminamos o dia tomando ch\u00e1 com sua v\u00f3, que nos mostrou fotos bem interessantes sobre sua inf\u00e2ncia). Essa \u00e9 a dupla que voc\u00eas est\u00e3o acostumados a ver a\u00ed no site, para minha sorte n\u00e3o conheci a Sally (para a sorte dela, voc\u00ea diz).<\/p>\n<hr \/>\n<blockquote><h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Bom, chega dessa choradeira. A vida continua, o Desfavor toca o barco. J\u00e1 me basta o Alicate enchendo o saco, deixa eu acabar com o texto desse man\u00e9 antes que eu tenha mais dor de cabe\u00e7a. Uma coisa eu garanto, voc\u00eas nunca mais o ver\u00e3o aqui&#8230;.<\/p><\/blockquote>\n<hr \/>\n<p><strong><em>Por: \u00c2ngelo Pavanni<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desfavor Convidado \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>. O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas. 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