{"id":11037,"date":"2017-01-05T06:00:02","date_gmt":"2017-01-05T08:00:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=11037"},"modified":"2017-01-05T00:01:43","modified_gmt":"2017-01-05T02:01:43","slug":"efeito-just-in-case","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2017\/01\/efeito-just-in-case\/","title":{"rendered":"Efeito Just In Case"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 sentiu medo de coisas nas quais, racionalmente, n\u00e3o acredita? \u00c9 comum, \u00e9 explic\u00e1vel e n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 contradit\u00f3rio. Seu c\u00e9rebro faz isso com voc\u00ea, contra a sua vontade. N\u00e3o quer dizer que sua n\u00e3o-cren\u00e7a seja falsa ou fraca, quer dizer apenas que voc\u00ea \u00e9 humano. Muita gente se preocupa em disfar\u00e7ar esse sentimento supostamente contradit\u00f3rio, talvez por inseguran\u00e7a. Besteira. Leia o texto de hoje e se permita sentir o que todo ser humano sente, independente de cren\u00e7as racionais.<!--more--><\/p>\n<p>Milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, nossos ancestrais levavam uma vida dif\u00edcil. Um mundo hostil com escassez de comida e muitos predadores fez uma sele\u00e7\u00e3o natural de respeito. Aqueles que sentiam medo, sobreviviam para contar a hist\u00f3ria. Um barulho, um movimento estranho ou uma sombra indo na sua dire\u00e7\u00e3o: poderia n\u00e3o ser nada, poderia ser um predador. Quem pagava para ver geralmente acabava morto, quem tinha como primeira rea\u00e7\u00e3o acreditar que havia um perigo, mesmo sem ter provas cabais disso, fugia, sobrevivia e procriava passando esse comportamento adiante. Somos todos crias de ancestrais \u201cmedrosos\u201d (na verdade, precavidos), que sobreviveram gra\u00e7as a essa peculiaridade de, na d\u00favida, acreditar no perigo, sentir medo e se proteger.<\/p>\n<p>Isso est\u00e1 no nosso DNA. Por mais inteligente, fod\u00e3o e poderoso que voc\u00ea seja, carrega isso dentro de voc\u00ea. At\u00e9 hoje nosso c\u00e9rebro funciona conectando informa\u00e7\u00f5es em busca de padr\u00f5es para tentar antever informa\u00e7\u00f5es, e ele n\u00e3o precisa de certeza para dar um alerta. Estamos programados para acreditar e temer algo diante da simples d\u00favida, remota possibilidade ou m\u00ednima chance de que seja verdade. Basta um \u201ce se existir?\u201d para que um medo involunt\u00e1rio tome conta de voc\u00ea.<\/p>\n<p>Assim, voc\u00ea pode n\u00e3o acreditar em fantasmas, esp\u00edritos, ETs ou qualquer outra entidade paranormal. Se n\u00e3o acreditar de cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 prov\u00e1vel que n\u00e3o sinta medo deles como uma constante na sua vida. Mas, certeza absoluta de que n\u00e3o existem, ningu\u00e9m tem. Tudo indica que n\u00e3o, mas ainda n\u00e3o foi provado. Logo, a ideia est\u00e1 plantada no seu c\u00e9rebro, por mil hist\u00f3rias, filmes e relatos que ouvimos em nossas vidas. <\/p>\n<p>N\u00e3o acreditamos, mas os relatos est\u00e3o l\u00e1, armazenados. Se, um dia, houver qualquer ind\u00edcio de que essas hist\u00f3rias podem ser reais, voc\u00ea vai, inevitavelmente sentir medo. Por exemplo, se te levam para uma casa dita como mal assombrada e \u00e0 noite voc\u00ea escuta barulhos estranhos, mesmo que racionalmente n\u00e3o acredite, seu c\u00e9rebro vai disparar o sinal do medo, just in case. \u00c9 o mesmo comportamento precavido dos nossos ancestrais, mas que, infelizmente, n\u00e3o possu\u00ed um nome espec\u00edfico, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 muito popular. Vou passar a chama-lo de Efeito Just In Case.<\/p>\n<p>Sempre tem um mal resolvido que tentar disfar\u00e7ar e fingir que n\u00e3o est\u00e1 com medo, querendo posar de racional e de que tem controle de tudo. Cuidado, essas s\u00e3o as pessoas que menos controle tem, as mais mal resolvidas e as mais fr\u00e1geis. Gente bem resolvida n\u00e3o precisa posar de nada. Repito: \u00e9 perfeitamente normal e explic\u00e1vel ter medo de algo que, racionalmente, voc\u00ea n\u00e3o acredita. Se houver algum ind\u00edcio, (por mais bobo que seja), de que aquilo pode ser verdade, seu c\u00e9rebro vai te trair e disparar rea\u00e7\u00f5es f\u00edsicas para tentar salvar sua vida. Se n\u00e3o houver uma prova cabal de que aquilo n\u00e3o existe, seu c\u00e9rebro vai se portar como se existisse se entender que voc\u00ea est\u00e1 diante de uma amea\u00e7a. Just in case.<\/p>\n<p>Assim, \u00e9 poss\u00edvel dizer que somos uma esp\u00e9cie \u201ccrente\u201d, evolutivamente moldada para acreditar em caso de \u201cn\u00e3o certeza absoluta\u201d, como mecanismo de sobreviv\u00eancia. Al\u00e9m de acreditar quando um sinal se apresenta, nosso c\u00e9rebro tamb\u00e9m procura por esses sinais para tentar antever o perigo (ou recompensas) e tenta entender os padr\u00f5es relacionados a eles: o que levou aquilo a acontecer? Entender o que levou aquilo a acontecer nos ajuda a evitar ou a repetir o evento. <\/p>\n<p>Um exemplo cl\u00e1ssico s\u00e3o pessoas que atribuem sucesso ou fracasso a pe\u00e7as de roupa. Sim, uma camiseta de futebol ou um vestido que d\u00e1 sorte ou que d\u00e1 azar. A coisa se desenvolve da seguinte forma: h\u00e1 uma experi\u00eancia positiva (ou negativa) que marca a pessoa. O c\u00e9rebro imediatamente tenta encontrar padr\u00f5es, justificativas, motivos que sejam causadores daquilo (para evitar que a experi\u00eancia ruim se repita ou para tentar repetir a experi\u00eancia boa). Supondo que pela conflu\u00eancia de fatores ele cogite que a sua roupa concorreu para o fracasso ou sucesso do evento: essa informa\u00e7\u00e3o fica guardada, ainda que como forma de d\u00favida, muitas vezes nem que voc\u00ea sequer tenha isso claro na sua cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Se, alguma vez na sua vida, voc\u00ea usar esta roupa e a experi\u00eancia se repetir, bingo! Seu c\u00e9rebro encontrou um padr\u00e3o, foda-se as 967 vezes que voc\u00ea usou a roupa e a vida transcorreu na mais absoluta normalidade. O c\u00e9rebro \u00e9 viciado em padr\u00f5es e quando acha um (ou acha que acha um) ele solta fogos. Se voc\u00ea for uma pessoa esclarecida, sente esse \u201csoltar fogos\u201d na forma de uma tremenda descarga de subst\u00e2ncias que geram bem estar e entende que \u00e9 um padr\u00e3o evolutivo pensado para sua sobreviv\u00eancia, seguindo sua vida normalmente. Se voc\u00ea \u00e9 um pouquinho mais carente, pensa que aquela roupa \u00e9 um amuleto da sorte e passa a us\u00e1-la em situa\u00e7\u00f5es importantes. O sentir \u00e9 o mesmo em ambos os casos, \u00e9 o que se faz com o sentir que determina o tipo de pessoa que voc\u00ea ser\u00e1.<\/p>\n<p>E da\u00ed a pessoa usa a roupa da sorte quanto tem eventos importantes. Obviamente, nem sempre a roupa da sorte garante seu sucesso. Mas isso n\u00e3o desfaz o padr\u00e3o, pois nosso c\u00e9rebro est\u00e1 focado em criar padr\u00f5es e n\u00e3o em desfaz\u00ea-los. Para cada 99 vezes que a roupa da sorte n\u00e3o gerar nadinha de sorte, haver\u00e1 uma vez que, por pura lei da probabilidade, ela estar\u00e1 presente em um evento feliz. Bingo! O c\u00e9rebro refor\u00e7a aquele padr\u00e3o de que a roupa d\u00e1 sorte. O mesmo vale para uma \u201croupa do azar\u201d. Nosso c\u00e9rebro coloca um holofote, uma lente de aumento, naquilo que estabeleceu como padr\u00e3o, nos fazendo apontar e dizer: \u201cT\u00e1 vendo como minha roupa d\u00e1 sorte?\u201d, ignorando as outras 99 vezes nas quais n\u00e3o deu. \u00c9 apenas humano. N\u00e3o faz o menor sentido, certo? Mas quem disse que n\u00f3s, seres humanos, fazemos sentido? <\/p>\n<p>Depois dessa r\u00e1pida e simplificada introdu\u00e7\u00e3o, voc\u00eas j\u00e1 podem imaginar o inferno que \u00e9 para nossos c\u00e9rebros viver em um universo onde impera a aleatoriedade. \u00c9, literalmente, um desconforto constante. Gera uma sensa\u00e7\u00e3o primal de desamparo e perigo, pois o que n\u00e3o pode ser previsto, n\u00e3o pode ser prevenido. Esse desamparo gera angustia, medo e uma grande sensa\u00e7\u00e3o de vazio, que podem ser maiores ou menores, dependendo do hist\u00f3rico de vida e estrutura emocional da pessoa. Isso cria um prato cheio para religi\u00f5es e crendices no geral. Elas acalmam nosso c\u00e9rebro, fornecendo padr\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es, que, em tese, ditam o melhor comportamento para se preservar.<\/p>\n<p>Vou al\u00e9m: existem estudos que indicam (eu disse \u201cindicam\u201d, ainda n\u00e3o \u00e9 conclusivo!) que um componente gen\u00e9tico teria influ\u00eancia na propens\u00e3o de uma pessoa a acreditar em religi\u00f5es e sobrenatural. Claro que outros fatores como o meio ambiente e cria\u00e7\u00e3o influenciam, mas \u00e9 bem poss\u00edvel que parte disso seja f\u00edsico. Essa teoria ganhou at\u00e9 um apelido, olha s\u00f3 que bonitinho: o \u201cGene de Deus\u201d. Alguns de n\u00f3s podem ter o c\u00e9rebro mais viciado em acreditar do que outros, a ponto de ser uma necessidade.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, por mais que uns sejamos mais c\u00e9ticos que os outros, lamento informar-lhes: o ser humano n\u00e3o \u00e9 c\u00e9tico. Todos n\u00f3s eventualmente reagimos a algo como se fosse verdade, mesmo sem querer racionalmente acreditar. O sentimento oriundo de algo em que racionalmente n\u00e3o acreditamos \u00e9 inerente ao ser humano, n\u00e3o tem que ser motivo de vergonha ou presun\u00e7\u00e3o de fraqueza. \u00c9 um mecanismo preventivo, Just In Case.<\/p>\n<p>Quem nunca se cagou de medo de apagar as luzes para dormir depois de ver um filme de terror ou presumiu alguma presen\u00e7a paranormal ap\u00f3s algum est\u00edmulo totalmente explic\u00e1vel como o vento bater uma porta? Quem nunca passou correndo e se cagando depois de apagar a luz em um corredor da sua casa, mesmo sem acreditar racionalmente em paranormalidade? \u00c9 seu c\u00e9rebro fazendo o que ele acha ser melhor para voc\u00ea. E deve dar certo, afinal, chegamos onde chegamos. Por isso muita gente que j\u00e1 rompeu com religi\u00e3o faz tempo guarda um medinho secreto do inferno dentro de si, um temor de \u201ce se for verdade mesmo?\u201d. \u00c9 um mecanismo cerebral que n\u00e3o se desmonta com racionalidade.<\/p>\n<p>E, quanto mais na merda estamos, mais o c\u00e9rebro agu\u00e7a esse lado, para tentar nos preservar, nos salvar do perigo, nos ajudar a sobreviver. Quanto mais fodida a pessoa est\u00e1, mais vulner\u00e1vel fica, pois o c\u00e9rebro entende que ela est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o de risco e precisa sobreviver. Ent\u00e3o, em momento de sofrimento (por exemplo, ap\u00f3s a perda de um ente querido) ou em momentos de medo (depois de um grande atentado como o de 11 de setembro), pessoas ficam mais m\u00edsticas. O c\u00e9rebro acha que assim a pessoa estar\u00e1 mais preparada para sobreviver. O Just In Case fica ainda mais necess\u00e1rio, pois o c\u00e9rebro entende que \u00e9 o Case.<\/p>\n<p>O fator social tamb\u00e9m influencia: quanto maior o desamparo (e, consequentemente, o risco que a pessoa corre), mais o c\u00e9rebro fica \u00e1vido por padr\u00f5es para tentar preservar a pessoa. Isso explica o motivo pelo qual em pa\u00edses com popula\u00e7\u00e3o totalmente desamparada, maltratada e exposta \u00e0 viol\u00eancia h\u00e1 uma grande propens\u00e3o a cren\u00e7as m\u00edsticas e religiosas. No Brasil, por exemplo, quase 90% da popula\u00e7\u00e3o tem uma religi\u00e3o ou alguma cren\u00e7a m\u00edstica. Al\u00e9m disso tamb\u00e9m s\u00e3o mais propensos a acreditar em charlatanismos como astrologia e homeopatia, gra\u00e7as a uma jun\u00e7\u00e3o disso com algo chamado Efeito Forer. Em contrapartida, em pa\u00edses que amparam sua popula\u00e7\u00e3o, o \u00edndice de religiosidade cai, pa\u00edses como Jap\u00e3o, Su\u00e9cia, Holanda, Reino Unido, Alemanha.<\/p>\n<p>Nosso c\u00e9rebro est\u00e1 constantemente tentando antever o futuro para salvar nossa vida. Just In Case. Assim, qualquer coisa que supostamente anteveja seu futuro tente a ser muito bem aceita pelo seu c\u00e9rebro, que baixa a guarda no questionamento e no desconfi\u00f4metro. Ainda mais se voc\u00ea estiver em situa\u00e7\u00e3o de perigo ou estresse. Nessa, videntes e similares faturam aos montes em cima de um mecanismo evolutivo pouco compreendido. O ser humano tem essa mania boba de confiar cegamente no que sente. N\u00e3o pode, \u00e0s vezes o c\u00e9rebro nos prega pe\u00e7as. Preencher lacunas do desconhecido com alguma explica\u00e7\u00e3o da sua cabe\u00e7a gera conforto, pois compreender tudo nos d\u00e1 a falsa sensa\u00e7\u00e3o de que temos mais controle da situa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pode ser muito limitante. Repare: quanto mais certezas uma pessoa precisa, mais despreparada ela \u00e9.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 importante que voc\u00ea saiba que nosso c\u00e9rebro gosta de acreditar e nos d\u00e1 pistas falsas sobre a veracidade e sobre padr\u00f5es. Vivenciar um sentimento n\u00e3o quer dizer que aquilo seja de fato verdade. O grande caga\u00e7o que voc\u00ea sente eventualmente quando apaga a luz \u00e9 real, mesmo que os motivos n\u00e3o sejam. Ent\u00e3o, \u00e9 importante ter a consci\u00eancia de que n\u00e3o \u00e9 por voc\u00ea estar sentindo que aquilo \u00e9 real e embasado. N\u00e3o tem nada a ver com o racional.<\/p>\n<p>Mas, ao mesmo tempo, tamb\u00e9m \u00e9 importante que voc\u00ea n\u00e3o passe a vida lutando contra seu c\u00e9rebro, tentando ser o racionalz\u00e3o, pois isso tamb\u00e9m \u00e9 nocivo. Pessoas que n\u00e3o se permitem respeitar os sentimentos \u201cenviados\u201d pelo c\u00e9rebro tendem ao extremo oposto, duvidando de tudo, at\u00e9 mesmo daquilo que deveriam ter certeza. Al\u00e9m disso, quanto mais voc\u00ea briga com seu c\u00e9rebro, mais for\u00e7a ele faz para te dar o recado. Isso pode virar um cabo de guerra realmente cansativo, um desperd\u00edcio da sua energia.<\/p>\n<p>Como tudo nessa vida, o segredo est\u00e1 no equil\u00edbrio. Permita-se receber o recado do seu c\u00e9rebro, vivenciar o medo ou o que quer que ele esteja te dizendo, e depois analisar racionalmente. N\u00e3o decida com base no impulso mas tamb\u00e9m n\u00e3o o desacredite por completo, por algum motivo ele est\u00e1 ali. Esse \u00e9 o c\u00e9rebro que voc\u00ea tem, fa\u00e7a as pazes com ele, entenda como funciona e extraia o melhor que ele pode te dar. E pare de ser um pau no cu apontando contradi\u00e7\u00f5es, \u00e9 perfeitamente normal e explic\u00e1vel n\u00e3o acreditar que algo exista e, ainda assim, eventualmente ter medo daquilo. Todo mundo sente isso, inclusive voc\u00ea. N\u00e3o \u00e9 dem\u00e9rito, \u00e9 mecanismo evolutivo.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que \u00e9 pouco democr\u00e1tico ficar dando nomes em ingl\u00eas, para perguntar se achar o tempo todo que seu namorado est\u00e1 te traindo \u00e9 Efeito Just In Case ou ainda para contar medos idiotas que voc\u00ea j\u00e1 sentiu por causa do Efeito Just In Case: deixe seu coment\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 sentiu medo de coisas nas quais, racionalmente, n\u00e3o acredita? \u00c9 comum, \u00e9 explic\u00e1vel e n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 contradit\u00f3rio. Seu c\u00e9rebro faz isso com voc\u00ea, contra a sua vontade. N\u00e3o quer dizer que sua n\u00e3o-cren\u00e7a seja falsa ou fraca, quer dizer apenas que voc\u00ea \u00e9 humano. 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