{"id":11111,"date":"2017-01-22T14:00:00","date_gmt":"2017-01-22T16:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=11111"},"modified":"2017-01-22T13:56:16","modified_gmt":"2017-01-22T15:56:16","slug":"relatos-de-um-medium-cetico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2017\/01\/relatos-de-um-medium-cetico\/","title":{"rendered":"Relatos de um m\u00e9dium c\u00e9tico."},"content":{"rendered":"<h3><em><strong>Desfavor Convidado<\/strong> \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>.<\/em><br \/>\n<em>O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas.<\/em><\/h3>\n<h6>Relatos de um m\u00e9dium c\u00e9tico.<\/h6>\n<p>Ol\u00e1 pessoal, ap\u00f3s muito tempo sem escrever eis que estou de volta. Desde a primeira vez que coloquei meus p\u00e9s na Umbanda, tenho vontade de escrever sobre mediunidade e em como ela influenciou minha vida. Apesar de ter um p\u00e9 no espiritismo, continuo sendo uma pessoa c\u00e9tica e vivo em um eterno conflito de acreditar desacreditando. Em todos os momentos que eu come\u00e7o a me envolver demais com o lado espiritual, chega algum c\u00e9tico estilo Somir e me deixa com a pulga atr\u00e1s da orelha. Por outro lado, aprendi muito sobre a vida conversando com os guias que me acompanham. Em uma conversa com uma preta velha, ela me incentivou a sempre escrever as coisas que sinto, ent\u00e3o \u00e9 isso o que irei fazer. N\u00e3o pretendo converter ningu\u00e9m, nem convenc\u00ea-los a acreditar nas minhas experi\u00eancias pessoais. Quero apenas compartilhar algumas coisas que aconteceram em minha vida e tentar demonstrar que muitas vezes a experi\u00eancia espiritual \u00e9 mais simples do que parece. Espero que gostem.<!--more--><\/p>\n<p><strong>I &#8211; O soldado<\/strong><\/p>\n<p>Meu primeiro contato com o ex\u00e9rcito foi aos oito anos de idade, quando fiz uma excurs\u00e3o para conhecer a Escola de Cadetes de Campinas. Ao chegarmos l\u00e1, fiquei maravilhado com a marcha militar e todos os aparatos b\u00e9licos. Em determinado momento, me afastei do grupo e me aproximei de um soldado que estava parado perto de uma porta. Fiquei olhando pra ele, principalmente para a arma que ele portava no coldre. Ele me olhou e perguntou:<\/p>\n<p>_Voc\u00ea quer segurar a arma?<\/p>\n<p>Respondi que sim e ele tirou a arma do coldre, retirou a muni\u00e7\u00e3o e disparou um tiro com a arma vazia para se certificar que estava segura. Ele me entregou a arma e senti o peso dela em minhas m\u00e3os. Na minha cabe\u00e7a de crian\u00e7a, era a coisa mais pesada que eu j\u00e1 tinha colocado as m\u00e3os e mal conseguia manej\u00e1-la corretamente. Outra crian\u00e7a do grupo estava se aproximando quando o soldado disse:<\/p>\n<p>_Melhor me devolver agora.<\/p>\n<p>Devolvi a arma, ele recolocou a muni\u00e7\u00e3o e a guardou no coldre. A outra crian\u00e7a ent\u00e3o voltou para o grupo, j\u00e1 que estava interessada apenas na arma. Ent\u00e3o o soldado colocou a m\u00e3o no meu ombro e disse:<\/p>\n<p>_Ao segurar essa arma, voc\u00ea sentiu um pouco do peso que \u00e9 servir o pa\u00eds. Quando fizer 18 anos voc\u00ea voltar\u00e1 aqui e ir\u00e1 servir o ex\u00e9rcito, ent\u00e3o sentir\u00e1 novamente o peso da responsabilidade que \u00e9 decidir entre a vida e a morte.<\/p>\n<p>Ao voltar para o grupo, contei o que tinha acontecido, mas ningu\u00e9m acreditou em mim. Todos no momento estavam prestando aten\u00e7\u00e3o em uma apresenta\u00e7\u00e3o de blindados e o \u00fanico que havia me visto com o soldado n\u00e3o fazia quest\u00e3o de falar que aquilo era verdade. Ent\u00e3o apontei na dire\u00e7\u00e3o em que o soldado estava, insistindo para que fossem perguntar para ele. O soldado havia sumido e fiquei conhecido como mentiroso at\u00e9 o dia em que mudei de escola. Por\u00e9m aquela situa\u00e7\u00e3o nunca saiu da minha cabe\u00e7a e dez anos depois l\u00e1 estava eu na escola de cadetes, tentando escolher aonde eu iria servir. Ao longo desses dez anos entre minha inf\u00e2ncia e minha adolesc\u00eancia, tentei n\u00e3o dar tanta import\u00e2ncia para a profecia do soldado. Por\u00e9m, quando o capit\u00e3o da companhia me perguntou &#8220;Voc\u00ea vai querer mesmo servir?&#8221;, essa lembran\u00e7a me fulminou como um raio e s\u00f3 consegui dar uma resposta:<\/p>\n<p>_Sim, eu quero.<\/p>\n<p>Foi uma resposta que me arrependi v\u00e1rias vezes de ter dado, principalmente quando os superiores decidiam sacanear os novatos. Por outro lado, a conviv\u00eancia no quartel me ensinou muito sobre hierarquia, responsabilidade, companheirismo e firmeza. N\u00e3o \u00e9 algo que recomendo para qualquer um e acho a sele\u00e7\u00e3o militar rid\u00edcula, j\u00e1 que muitos recrutas levavam o conhecimento militar para pessoas envolvidas com a criminalidade. De qualquer maneira, todos os dias que eu servi me lembrei do que aquele soldado havia me dito, principalmente a parte que eu teria a responsabilidade de decidir entre a vida e a morte. At\u00e9 que certo dia, um sargento que se dedicava fortemente a tornar minha vida um inferno tirou guarda comigo. <\/p>\n<p>Eu gostava de tirar minha guarda no paiol, que ficava escondido no meio de um matagal e era considerado o lugar mais perigoso do quartel. Todo armamento e muni\u00e7\u00e3o ficava l\u00e1, ent\u00e3o podia ser visado por bandidos. Al\u00e9m disso, qualquer fa\u00edsca podia ser o suficiente para mandar o lugar pelos ares. Naquela noite, no meio do matagal, vi o tal sargento se aproximando para fazer o reconhecimento do meu posto. Olhei para a arma e me lembrei de todas as vezes que ele me humilhou. A cada passo que ele dava na minha dire\u00e7\u00e3o, eu pensava se devia atirar ou n\u00e3o. Seria f\u00e1cil dar uma desculpa de que ele havia errado a senha da guarda ou algo do g\u00eanero, mas algo falou mais alto e n\u00e3o atirei. Ele continuou me humilhando at\u00e9 o meu \u00faltimo dia de servi\u00e7o, sem saber que eu havia pensado em atirar no meio de sua cabe\u00e7a. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse dia, minha mediunidade foi se abrindo aos poucos e comecei a ter minhas primeira experi\u00eancias com o outro lado. Para quem n\u00e3o conhece, a brigada de Campinas fica em uma fazenda que por si s\u00f3 \u00e9 cheia de hist\u00f3rias. Durante o meu ano servindo, conheci um cabo que jurava de p\u00e9s juntos que havia escoltado o ET de Varginha. O mesmo cabo jurava que tinha atirado em disco voador que havia pousado no paiol, ent\u00e3o n\u00e3o dei muita credibilidade para as hist\u00f3rias dele. Por\u00e9m, l\u00e1 estava eu de novo, tirando guarda no paiol quando come\u00e7o a escutar um barulho. Deixo o fuzil em posi\u00e7\u00e3o de tiro e aguardo. Do meio das \u00e1rvores sai um militar com capacete, mochila e todo paramentado para uma batalha campal, o que n\u00e3o era comum. Gritei para que ele parasse e se identificasse, mas ele continuou vindo em minha dire\u00e7\u00e3o. Dei um segundo alerta para ele parar, avisando que ia atirar. Ele n\u00e3o parou, ent\u00e3o engatilhei a arma e me preparei para o tiro. Meu cora\u00e7\u00e3o estava acelerado e a adrenalina j\u00e1 tomava conta, quando ele sumiu diante dos meus olhos. Confuso, fiquei procurando-o achando que tinha se escondido em algum lugar e nada. Para n\u00e3o me meter em confus\u00e3o, retirei a bala engatilhada, fiz o tiro de seguran\u00e7a com a arma sem muni\u00e7\u00e3o e continuei o resto da noite como se nada tivesse acontecido.<\/p>\n<p>Depois daquela noite n\u00e3o tirei mais guarda no paiol, achando que iria fazer alguma cagada se continuasse passando a noite l\u00e1 sozinho. Mudei meu posto de guarda para o palanque do Coronel, um lugar mais iluminado e mais pr\u00f3ximo da guarita do batalh\u00e3o, que era aonde dorm\u00edamos durante as noites de guarda, que eram extremamente estressantes. Caso fossemos pegos desprevenidos em algum momento, mesmo nos momentos de descanso na guarita, era pris\u00e3o na certa. Eu mesmo j\u00e1 fui preso por ter sido pego dormindo, ent\u00e3o tentava manter o m\u00e1ximo de aten\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Eis que de repente, vejo com o canto dos olhos algu\u00e9m do meu lado no palanque do Coronel.<\/p>\n<p>_Peguei voc\u00ea soldado. &#8211; ouvi a pessoa falando e j\u00e1 me preparei para passar uma semana preso no quartel. Por\u00e9m, ao me virar, n\u00e3o havia mais ningu\u00e9m ali e pude respirar aliviado por ter sido apenas uma ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias como a minha eram comuns entre os recrutas e entre os veteranos tamb\u00e9m. Todos em algum momento haviam presenciado coisas estranhas no quartel, desde fantasmas a extraterrestres, mas ningu\u00e9m gostava muito de ficar falando sobre o assunto, para n\u00e3o ser chamado de maluco. Mesmo tendo minhas pr\u00f3prias experi\u00eancias, eu n\u00e3o acreditava nessas hist\u00f3rias e achava que tudo tinha uma explica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica. S\u00f3 que eu sou meio medroso e em outra noite l\u00e1 estava eu tirando guarda na vila de oficiais, um bairro pr\u00f3ximo do quartel, quando vejo uma luz distante l\u00e1 no c\u00e9u. De saco cheio de passar a madrugada inteira ali de p\u00e9, falo comigo mesmo:<\/p>\n<p>_Bem que podia ser um disco voador e vir aqui me buscar.<\/p>\n<p>A luz come\u00e7a a se aproximar e sinto um frio na espinha. Ela fica a alguns metros do ch\u00e3o, iluminando tudo ao seu redor e continua em minha dire\u00e7\u00e3o. Fico inquieto, pois na vila dos oficiais tir\u00e1vamos guarda sem armamento e minha \u00fanica prote\u00e7\u00e3o eram meus pr\u00f3prios punhos. A luz para num determinado ponto e come\u00e7a a esquadrinhar o terreno. Depois disso volta a vir na minha dire\u00e7\u00e3o e j\u00e1 estou me tremendo todo. A poucos metros de mim, a luz para novamente, aponta na minha dire\u00e7\u00e3o e uma voz pergunta:<\/p>\n<p>_Ei soldado, tudo tranquilo por a\u00ed?<\/p>\n<p>_Sim senhor. &#8211; respondo.<\/p>\n<p>O helic\u00f3ptero continuou seu caminho, esquadrinhando a \u00e1rea ao seu redor. Percebo ent\u00e3o que eu havia urinado nas cal\u00e7as e passei o resto da noite fazendo o m\u00e1ximo poss\u00edvel para secar o xixi. No dia seguinte ainda precisei ficar o dia inteiro no quartel cheirando a mijo e n\u00e3o teve muito como disfar\u00e7ar. Descobriram que eu havia me mijado, mas justifiquei que havia feito nas cal\u00e7as para n\u00e3o abandonar o posto da guarda. No final das contas fui elogiado pelos superiores, mas sacaneado sem piedade pelos outros recrutas. <\/p>\n<p>Independente das hist\u00f3rias e dos sustos, minha maior experi\u00eancia naquele ano foi com meu av\u00f4. Quando jovem, meu v\u00f4 sonhava em servir o ex\u00e9rcito, mas foi dispensado por morar em zona rural. Por isso, n\u00e3o tive d\u00favidas de que o convidaria como meu padrinho de boina preta. O curso da boina preta foi de uma semana, mas pareceu durar uma eternidade. Imaginem uma semana de suor, cansa\u00e7o, estresse f\u00edsico, estresse mental, sujeira e dor que ter\u00e3o uma pequena no\u00e7\u00e3o do que \u00e9 essa desgra\u00e7a. N\u00e3o tive que tomar sangue de frango nem nada do g\u00eanero, mas quando cheguei em casa estava t\u00e3o cansado que dormi dois dias seguidos. Dessa maneira, quando meu av\u00f4 me entregou a boina preta, eu chorava feito crian\u00e7a. At\u00e9 que um brilho dourado acima da cabe\u00e7a dele me chamou a aten\u00e7\u00e3o e fiquei tentando entender o que era aquilo. <\/p>\n<p>Naquele ano faltou verba e o servi\u00e7o militar durou apenas seis meses, sendo que o normal \u00e9 um ano. Fui dispensado e voltei a viver minha vida normal. Algumas semanas ap\u00f3s minha dispensa, meu av\u00f4 come\u00e7ou a sentir muitas dores nas costas e precisou vir para Campinas, para fazer alguns exames no hospital. Ele dormiu no meu quarto e eu fiquei a noite inteira acordado, olhando para aquele estranho brilho dourado na cabe\u00e7a dele. Na manh\u00e3 seguinte tomamos caf\u00e9 da manh\u00e3 juntos e ele disse que n\u00e3o queria ir para o hospital por causa de um mal jeito nas costas. Mesmo assim meu pai o levou para o hospital e meu av\u00f4 ficou internado para uma an\u00e1lise mais detalhada. Ap\u00f3s um exame de Raios-X, descobriram um c\u00e2ncer e at\u00e9 tentaram fazer uma cirurgia de emerg\u00eancia. Durante a cirurgia, descobriram que tumor havia tomado v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3o e meu av\u00f4 acabou falecendo. Durante o vel\u00f3rio minha av\u00f3 veio falar comigo:<\/p>\n<p>_Se ele n\u00e3o tivesse ido para o hospital, teria continuado vivo. &#8211; ela disse<\/p>\n<p>_Mas v\u00f3, ele estava com muita dor e isso s\u00f3 ia piorar.<\/p>\n<p>_Obrigado meu neto, por ter convidado ele para te dar a boina preta. Ele ficou muito feliz e n\u00e3o falava de outra coisa, de como ele realizou o sonho dele atrav\u00e9s de voc\u00ea.<\/p>\n<p>Outros dez anos se passaram at\u00e9 eu come\u00e7ar na Umbanda. Durante meus primeiros meses no terreiro, participei de um curso de desenvolvimento para aprender a utilizar a mediunidade. O primeiro guia que senti foi o Exu, mas muitos terreiros n\u00e3o permitem que o Exu seja o primeiro guia a ser incorporado, por ser uma energia muito dif\u00edcil de ser controlada. Por isso, s\u00f3 me abri ao Exu quando me senti mais seguro com rela\u00e7\u00e3o ao processo de incorpora\u00e7\u00e3o. Durante essa experi\u00eancia, ele se apresentou a mim e algumas coisas come\u00e7aram a se encaixar na minha cabe\u00e7a. A primeira vez que o vi em minha mente, fui pego de surpresa.<\/p>\n<p>Meu Exu se apresentou como um soldado.<\/p>\n<p>Texto dedicado a Ant\u00f4nio Preto Cardoso, meu querido av\u00f4.<\/p>\n<p><strong><em>Por: Tender<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desfavor Convidado \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>. O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas. Relatos de um m\u00e9dium c\u00e9tico. 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