{"id":11114,"date":"2017-01-23T06:00:29","date_gmt":"2017-01-23T08:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=11114"},"modified":"2025-11-25T16:30:57","modified_gmt":"2025-11-25T19:30:57","slug":"menor-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2017\/01\/menor-internet\/","title":{"rendered":"Menor internet."},"content":{"rendered":"<p>Redes sociais vieram para ficar. Gostando delas ou n\u00e3o, a maioria das pessoas est\u00e1 presente em pelo menos uma delas. E com novas gera\u00e7\u00f5es chegando, Sally e Somir discutem como deve ser a introdu\u00e7\u00e3o delas ao formato. Os impopulares discursam a partir de seus perfis.<\/p>\n<h6>Tema de hoje: pais devem permitir que crian\u00e7as tenham redes sociais?<\/h6>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Sim. N\u00e3o porque eu sou f\u00e3 de redes sociais, mas porque eu leio o tema de hoje como uma discuss\u00e3o sobre enxugar gelo. Uma coisa \u00e9 ter o pensamento cr\u00edtico necess\u00e1rio para criticar essa cultura virtual que est\u00e1 se formando no mundo, com divis\u00f5es excessivas, c\u00e2maras de eco e competi\u00e7\u00e3o feroz por aten\u00e7\u00e3o, outra completamente diferente \u00e9 achar que \u00e9 a tecnologia e n\u00e3o o que as pessoas fazem com ela que deve levar a culpa.<\/p>\n<p>Posso ser cr\u00edtico com redes sociais e ao mesmo tempo entender que a ferramenta pode ser muito interessante e que j\u00e1 est\u00e1 integrada no funcionamento m\u00ednimo da vida da maioria das pessoas com acesso constante \u00e0 internet. A pessoa tem documento, a pessoa tem perfil de rede social, e a linha entre as duas coisas est\u00e1 cada vez mais borrada.<\/p>\n<p>Por mais que eu entenda a necessidade de proteger crian\u00e7as da parte ruim da internet, isso hoje em dia tem que ser feito com a presen\u00e7a da internet. N\u00e3o \u00e9 mais quest\u00e3o de deixar seus filhos acessarem ou n\u00e3o, \u00e9 inescap\u00e1vel se voc\u00ea n\u00e3o quiser alienar totalmente seus rebentos. A pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 seguindo por esse caminho, considerando que as crian\u00e7as de hoje j\u00e1 nascem na era digital e n\u00e3o conhecem nada al\u00e9m disso. Quem cresce usando interfaces como smartphones e tablets enxerga o mundo de uma forma bem diferente do que enxerg\u00e1vamos em \u00e9pocas desconectadas.<\/p>\n<p>O conceito de conex\u00e3o com outros seres humanos \u00e0 dist\u00e2ncia com uma proximidade incrivelmente maior do que as gera\u00e7\u00f5es criadas com televis\u00e3o vai gerar um novo paradigma de rela\u00e7\u00f5es na sociedade. E n\u00e3o d\u00e1 pra lutar contra a evolu\u00e7\u00e3o dessa forma. Tirar seu filho da internet nos dias de hoje \u00e9 an\u00e1logo a educar a crian\u00e7a em casa em d\u00e9cadas anteriores: limita a intera\u00e7\u00e3o social e cria uma vis\u00e3o de mundo muito reduzida, o que vai impactar a vida adulta. Talvez eu e voc\u00ea que fomos crian\u00e7as em tempos onde falar ao telefone era a experi\u00eancia de contato mais virtual que t\u00ednhamos n\u00e3o precisemos de redes sociais para lidar com o mundo, mas quem j\u00e1 vem inserido no contexto atual, pode ser at\u00e9 um perigo tirar a crian\u00e7a do fluxo natural das rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p>O problema agora \u00e9 aceitar que redes sociais fazem parte da realidade da cria\u00e7\u00e3o de um ser humano, e com base nisso fazer a prote\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a. Se voc\u00ea n\u00e3o deixa uma crian\u00e7a andar sozinha na rua por medo do que pode acontecer, porque deixaria ela solta numa rede social? Faz parte do jogo atual. Crian\u00e7as ficaram mais caseiras, os pais de hoje tem menos problemas com filhos sumindo na rua, mas v\u00e3o ter mais com intera\u00e7\u00f5es perigosas na internet. Nada \u00e9 de gra\u00e7a na nossa evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nem estou dizendo que \u00e9 para for\u00e7ar a crian\u00e7a a ter uma rede social por pura conformidade, s\u00f3 que quando ela demonstrar o interesse de socializar, mesmo que pela internet, \u00e9 melhor aceitar que vai dar trabalho e deixar. Os novos seres humanos s\u00e3o mais \u201cautistas\u201d que os antigos, passam muito mais tempo isolados na frente de uma tela, e como somos seres sociais, v\u00e3o buscar conex\u00f5es at\u00e9 l\u00e1. Muito se engana quem acha que uma crian\u00e7a vai deixar de achar gente perigosa na internet s\u00f3 por n\u00e3o ter um perfil \u201coficial\u201d. O que parece complexo em mat\u00e9ria de computador para os pais \u00e9 a segunda l\u00edngua do filho (talvez at\u00e9 a primeira). A crian\u00e7a vai fazer sua socializa\u00e7\u00e3o virtual por conformidade, com um perfil sancionado pelos pais ou atrav\u00e9s de vias mais an\u00f4nimas.<\/p>\n<p>Melhor deixar a crian\u00e7a ter um Facebook conhecido do que descobrir um Snapchat secreto, n\u00e3o? E outra: o mundo j\u00e1 foi tanto nesse caminho que todas as redes sociais tem alguma forma de tentar mitigar os danos de acessos de crian\u00e7as. As pessoas pentelharam os canais de TV para n\u00e3o mostrar coisa ruim para seus filhos, e est\u00e3o fazendo o mesmo com as redes sociais. T\u00e1 cheio de filtros e bloqueios. Todos podem ser facilmente burl\u00e1veis por crian\u00e7as, mas s\u00f3 de dar mais trabalho do que simplesmente consumir conte\u00fado automaticamente, j\u00e1 diminui a intensidade dos inputs negativos que ela recebe.<\/p>\n<p>N\u00e3o digo isso com alegria, mas\u2026 as pessoas j\u00e1 est\u00e3o deixando suas crian\u00e7as tanto tempo na internet que a tend\u00eancia \u00e9 existirem mais e mais ferramentas por l\u00e1 para cri\u00e1-las. Vejam o que aconteceu com a TV, no meu tempo tinha desenhos e mulheres com pernas de fora de manh\u00e3 e depois disso s\u00f3 as baixarias tradicionais. Hoje em dia tem uns 50 canais 24 horas para ser bab\u00e1 de crian\u00e7a. Quando o mercado nota que os pais s\u00f3 querem algo para distrair seus fedelhos por algum tempo, come\u00e7am a pipocar produtos e ferramentas para deix\u00e1-los mais em paz com sua \u201cdesist\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>E, porra, crian\u00e7a \u00e9 inocente, mas cada gera\u00e7\u00e3o \u00e9 menos. A no\u00e7\u00e3o de perigo aumentou, eu mesmo nunca fui informado que n\u00e3o era pra entrar em carros de estranhos. N\u00e3o tinha defesa nenhuma contra isso, porque simplesmente ningu\u00e9m pensava nisso. Atualmente crian\u00e7as s\u00e3o informadas de muito mais coisas desse tipo, inclusive com as bab\u00e1s eletr\u00f4nicas da TV paga. A Xuxa n\u00e3o me dava conselhos mais complexos do que tomar caf\u00e9 da manh\u00e3. Podem apostar que mesmo sendo muito mais inocentes que adultos, as crian\u00e7as de hoje n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o indefesas contra o mundo como as gera\u00e7\u00f5es que vieram antes. N\u00e3o \u00e9 pra soltar na rede social e dizer se vira, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se pode confundir crian\u00e7as de tempos pr\u00e9 internet com as atuais. S\u00e3o bichos diferentes.<\/p>\n<p>E j\u00e1 que tudo isso vai acontecer diante dos olhos dos pais ou pelas costas, que pelo menos esteja sob um m\u00ednimo de controle. Afinal, gostando n\u00f3s ou n\u00e3o, esse povo vai crescer num ambiente cada vez mais virtual e quanto mais cedo souberem lidar com outras pessoas na internet, melhor.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para me chamar de velho, para dizer que internet faz mal e eu sou a prova, ou mesmo para dizer que prefere n\u00e3o se decepcionar com seu filho t\u00e3o cedo assim: <a href=\"mailto:somir@desfavor.om\">somir@desfavor.om<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Pais devem permitir que crian\u00e7as tenham redes sociais? N\u00e3o.<\/p>\n<p>Perceba que n\u00e3o estamos falando de adolescentes (entre 12 e 18 anos), estamos falando de crian\u00e7as, de 0 a 11 anos de idade. Crian\u00e7as n\u00e3o tem o discernimento necess\u00e1rio para gerenciar uma rede social e, o mais importante, para compreender os riscos que elas implicam. No gerenciamento os pais podem at\u00e9 ajuda, mas na parte da compreens\u00e3o de riscos n\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 algo ensin\u00e1vel, crian\u00e7as com menos de 12 anos podem acabar fazendo coisas que custar\u00e3o caro, talvez para o resto de suas vidas, por n\u00e3o conseguir antever as consequ\u00eancias negativas de seus atos.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe uma crian\u00e7a que s\u00f3 mexa em redes sociais na presen\u00e7a dos pais, a menos que ela n\u00e3o tenha coordena\u00e7\u00e3o motora para faz\u00ea-lo sozinha. Crian\u00e7as s\u00e3o espertas e d\u00e3o seu jeito de mexer sem que os pais saibam: redefinem a senha quando n\u00e3o a sabem e depois retornam \u00e0 senha antiga para que os pais n\u00e3o desconfiem, acessam de lan house ou da escola para n\u00e3o deixar provas no navegador de casa e muitos outros recurso que eu j\u00e1 escutei da boca das pr\u00f3prias crian\u00e7as para navegar livres por suas redes sociais. Acreditem, crian\u00e7as s\u00e3o boas para esconder as bostas que fazem na internet.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o preciso dissecar aqui os perigos ao qual se exp\u00f5e uma crian\u00e7a sem supervis\u00e3o em redes sociais, n\u00e9? Desde acesso precoce e distorcido a temas adultos at\u00e9 pessoas mal intencionadas que podem manipul\u00e1-las a fazer coisas que podem prejudica-las para o resto de suas vidas. N\u00e3o falo apenas de pedofilos que convencem sua filha de dez anos a tirar a roupa e ligar uma camera como parte de uma brincadeira, a precocidade de informa\u00e7\u00e3o pode causar estragos significativos na cabe\u00e7a de uma crian\u00e7a, que reverberam para o resto da vida.<\/p>\n<p>A ideia de total controle do que uma crian\u00e7a faz \u00e9 ilus\u00f3ria, mesmo antes das redes sociais. Quem nunca aqui fez uma besteira que n\u00e3o chegou ao conhecimento dos pais quando era crian\u00e7a? Crian\u00e7a mente mal, mas omite bem. \u00c9 poss\u00edvel que uma crian\u00e7a omita algo por dias, meses. N\u00e3o fosse assim, n\u00e3o existiram crian\u00e7as sexualmente abusadas, pois contariam tudo ou deixariam transparecer logo no primeiro abuso. Ent\u00e3o, n\u00e3o seja arrogante de pensar que seu filho \u00e9 incapaz de mentir ou omitir. Uma vez aberta essa porta da rede social, se trabalha com o conceito de risco.<\/p>\n<p>\u00c9 ruim que todos tenham redes sociais e s\u00f3 o seu filho n\u00e3o tenha? Deve ser chato sim, mas ao ponderar os dois desgostos, acho que o que prejudica menos a crian\u00e7a \u00e9 a exclus\u00e3o pontual por n\u00e3o ter rede social. Obviamente a crian\u00e7a n\u00e3o vai achar isso, mas justamente por esse motivo crian\u00e7a precisa de pais: n\u00e3o sabem o que \u00e9 melhor para eles. O pre\u00e7o de escolher criar um filho no Brasil \u00e9 esse: se voc\u00ea quiser que a crian\u00e7a cres\u00e7a saud\u00e1vel, parte da premissa que vai ter que vetar muitas coisas que s\u00e3o liberadas de forma irrespons\u00e1vel para crian\u00e7as neste pa\u00eds.<\/p>\n<p>N\u00e3o nego que navegar pela internet gera um aprendizado sobre seus perigos e que algu\u00e9m privado deste aprendizado vira um adulto bobo e presa f\u00e1cil das maldades online. Por\u00e9m o per\u00edodo para este aprendizado n\u00e3o \u00e9 na inf\u00e2ncia e muito menos em redes sociais. \u00c9 ap\u00f3s os 11 anos, ainda com supervis\u00e3o dos pais. Ter\u00e3o toda a adolesc\u00eancia para aprender. Inf\u00e2ncia \u00e9 per\u00edodo de prote\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de aprendizado sobre os perigos da pedofilia, sexualidade precoce, estelionato e viol\u00eancia. Uma crian\u00e7a pequena ainda n\u00e3o tem estrutura para aprender esse tipo de coisa, muito menos na pr\u00f3pria pele e com imagens ilustrativas da internet.<\/p>\n<p>A cultura do que se faz em casa \u00e9 um dos principais determinantes sobre o caminho que seu filho vai seguir. N\u00e3o \u00e9 o que se diz, \u00e9 o que se faz. N\u00e3o adianta que sua m\u00e3e te diga mil vezes que o cigarro faz mal se ela fuma, grandes chances do filho fumar tamb\u00e9m. Al\u00e9m disso, quando certos valores e comportamentos fazem parte da cultura da casa, eles s\u00e3o assimilados sem qualquer sofrimento pela crian\u00e7a, por ser algo normal.<\/p>\n<p>Vou me usar como exemplo: na minha casa nunca entrou refrigerante. N\u00e3o era proibido, simplesmente n\u00e3o havia a cultura de consumir em casa. Se eu quisesse, poderia beber em eventos fora de casa, mas meus pais nunca beberam. O resultado \u00e9 que eu simplesmente n\u00e3o gosto de refrigerante e nunca sofri por isso. N\u00e3o foi um sacrif\u00edcio ou priva\u00e7\u00e3o, cresci em um ambiente onde n\u00e3o se consumia esse produto, logo, n\u00e3o fiz nenhuma associa\u00e7\u00e3o afetiva com ele. Hoje n\u00e3o bebo refrigerante sem esfor\u00e7o, apesar de ter crescido cercada por crian\u00e7as que sempre consumiram essa bosta qu\u00edmica.<\/p>\n<p>Isso se chama Walk The Talk. Fa\u00e7a o que voc\u00ea prega. \u00c9 o m\u00e9todo mais eficiente de educa\u00e7\u00e3o que existe. Mais do que conversa pura, mais do que castigo. Ent\u00e3o, em uma casa onde os pais n\u00e3o prestigiem redes sociais e n\u00e3o passem horas do seu dia na frente do celular, n\u00e3o ser\u00e1 um sofrimento para uma crian\u00e7a n\u00e3o ter rede social. Ela ser\u00e1 entretida e estimulada de outra forma pelos pais, com brincadeiras, esportes, jogos de tabuleiro, jogos de montar, conversa e leitura. N\u00e3o existir\u00e1 na crian\u00e7a o desejo extremo de ter rede social.<\/p>\n<p>O problema ocorre quando os pais n\u00e3o seguem o que pregam. Dizem que rede social \u00e9 perigoso mas passam boa parte do dia no computador e d\u00e3o import\u00e2ncia a redes sociais, comentando coisas do \u201cFace\u201d ou do \u201cInsta\u201d. A\u00ed obviamente a crian\u00e7a sente que aquilo \u00e9 algo legal, importante e que ela est\u00e1 exclu\u00edda. O desejo da crian\u00e7a \u00e9 ser como os pais, ela observa os que os pais fazem e tende a assimilar aqueles comportamentos como algo natural ou desejado. Se comporte de forma decente que metade da cria\u00e7\u00e3o do seu filho j\u00e1 estar\u00e1 resolvida.<\/p>\n<p>Outro problema ocorre quando o espelho para os filhos n\u00e3o s\u00e3o os pais, que vivem muito ocupados ou muito ausentes em fun\u00e7\u00e3o do trabalho. Pais que ficam com os filhos uma hora no caf\u00e9 da manh\u00e3 e duas horas depois do jantar n\u00e3o criam o v\u00ednculo necess\u00e1rio para ser espelho para seus filhos. Assim, a crian\u00e7a se mira na bab\u00e1, no coleguinha da escola ou at\u00e9 em personagens da fic\u00e7\u00e3o. Os valores dessa crian\u00e7a ser\u00e3o pautados por aqueles em quem elas escolheram se espelhar e muito provavelmente ter rede social ser\u00e1 uma parte importante para sua aceita\u00e7\u00e3o, gerando uma frustra\u00e7\u00e3o terr\u00edvel n\u00e3o t\u00ea-la. Sejam pais presentes e cultivem uma cultura saud\u00e1vel dentro de casa, dando o exemplo que tudo vai ser mais f\u00e1cil e menos sofrido para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Expor seus filhos a riscos e traumas s\u00f3 para n\u00e3o lidar com a enche\u00e7\u00e3o de saco e frustra\u00e7\u00e3o de dar um \u201cn\u00e3o\u201d \u00e9 inadmiss\u00edvel. Uma boa cria\u00e7\u00e3o implica em proteger seu filho e arcar com a putez dele diante de uma negativa de tempos em tempos. Pais n\u00e3o s\u00e3o amigos dos filhos, s\u00e3o, antes de mais nada, pais e s\u00e3o eles quem sabem o que \u00e9 melhor para a crian\u00e7a. Uma pequena frustra\u00e7\u00e3o certamente \u00e9 melhor do que um grande dano ou trauma irrevers\u00edvel, mesmo que seu filho n\u00e3o entenda isso hoje, um dia ele vai te agradecer.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que eu n\u00e3o posso opinar por n\u00e3o ter filhos, para dizer que n\u00e3o confia em quem n\u00e3o bebe refrigerante ou ainda para jurar que sabe tudo que seus filhos fazem: deixe seu coment\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Redes sociais vieram para ficar. Gostando delas ou n\u00e3o, a maioria das pessoas est\u00e1 presente em pelo menos uma delas. 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