{"id":11341,"date":"2017-03-20T09:50:14","date_gmt":"2017-03-20T12:50:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=11341"},"modified":"2025-11-25T14:06:34","modified_gmt":"2025-11-25T17:06:34","slug":"cicatrizes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2017\/03\/cicatrizes\/","title":{"rendered":"Cicatrizes."},"content":{"rendered":"<p>Relacionamentos, como qualquer outra coisa dependente de pessoas, n\u00e3o s\u00e3o perfeitos. E com falhas, vem a possibilidade de que um fa\u00e7a mal ao outro, deixando feridas emocionais no processo. Sally e Somir discutem a extens\u00e3o da capacidade humana de perdoar e manter o relacionamento. Os impopulares cutucam a ferida.<\/p>\n<h6>Tema de hoje: existem feridas incur\u00e1veis num relacionamento?<\/h6>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>N\u00e3o. O que n\u00e3o quer dizer que eu defenda ou ache bonito perd\u00e3o em todos os casos, mas deveria ser \u00f3bvio para todos n\u00f3s que n\u00e3o \u00e9 nosso conjunto de valores pessoais que regem o mundo. Uma das coisas mais dif\u00edceis de se entender na vida \u00e9 como outra pessoa pode chegar a uma conclus\u00e3o diferente da sua partindo das mesmas bases, e eu sei que estou comprando uma briga argumentativa bem complicada aqui por tentar expor essa situa\u00e7\u00e3o, mas quem disse que teria de ser f\u00e1cil?<\/p>\n<p>E no plano concreto, o que eu estou dizendo aqui \u00e9 que o ser humano tem uma capacidade infinita de perdoar viol\u00eancias, trai\u00e7\u00f5es e abusos em geral. Que n\u00e3o existe uma trava m\u00e1gica, uma linha pr\u00e9-definida de quanta dor uma pessoa pode aguentar e ser capaz de cicatrizar as feridas para manter um relacionamento. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, pessoas diferentes entendem o mundo de forma diferente. O que \u00e9 inaceit\u00e1vel para voc\u00ea pode n\u00e3o ser para o outro.<\/p>\n<p>\u201cMas est\u00e1 errado quem perdoa uma trai\u00e7\u00e3o ou uma viol\u00eancia f\u00edsica!\u201d, voc\u00ea pode pensar. E eu concordo, concordo de verdade. Eu tenho a minha linha do que configura uma ferida incur\u00e1vel, assim como voc\u00ea tem a sua, mas tenho certeza que ela n\u00e3o \u00e9 a mesma para cada um de n\u00f3s. Tem quem perdoe o que consideramos imperdo\u00e1vel, tem quem elimine um relacionamento da sua vida por motivos que consideramos \u201cleves\u201d. Tem de tudo. Sally espertamente vai tentar te fazer responder a pergunta se para VOC\u00ca tudo \u00e9 perdo\u00e1vel, sob o risco de parecer doente da cabe\u00e7a ao n\u00e3o concordar com ela, mas se voc\u00ea souber enxergar al\u00e9m disso, vai perceber o verdadeiro ponto da discuss\u00e3o de hoje: a capacidade humana de se adaptar.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o admito ser taxado como algu\u00e9m que perdoa qualquer tipo de abuso s\u00f3 por estar dizendo que no quadro geral todo abuso \u00e9 perdo\u00e1vel. Caso todos n\u00f3s tenhamos entendido o que est\u00e1 em discuss\u00e3o aqui, espero que voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o se deixe levar pelo medo de ser julgado erroneamente por uma an\u00e1lise l\u00f3gica sobre a realidade. \u00c9 quase como ter medo de ser considerado nazista s\u00f3 por ter mencionado que o Nazismo existiu\u2026 francamente, quem cair nessa armadilha argumentativa nem merece ainda estar acima dela.<\/p>\n<p>Se a capacidade humana de perdoar n\u00e3o fosse infinitamente el\u00e1stica, n\u00e3o existiriam diferen\u00e7as ou surpresas poss\u00edveis nesse departamento. Somos bilh\u00f5es, cada qual com seus valores e julgamentos sobre o que configura inc\u00f4modo ou m\u00e1goa permanente. Muita inoc\u00eancia achar que todo mundo reage com a mesma intensidade que voc\u00ea em todos os aspectos da conviv\u00eancia. O que configura uma ferida j\u00e1 \u00e9 diferente entre pessoas. Quanto mais brutalizada a pessoa, menos ela reage \u00e0 viol\u00eancia, contra ela e contra outros. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que existe a express\u00e3o \u201cproblemas de primeiro mundo\u201d, coisas que s\u00f3 s\u00e3o problema para quem tem a possibilidade de se preocupar com isso.<\/p>\n<p>Vivemos falando aqui sobre o que julgamos exagerado ao considerar uma viol\u00eancia, contra uma cultura de vitimiza\u00e7\u00e3o e supervaloriza\u00e7\u00e3o dos danos do discurso livre: n\u00e3o \u00e9 o fato de eu achar incoerente que me impede de entender que tem gente mesmo nesse mundo que se sente terrivelmente violada por ouvir uma piada, por exemplo. Eu s\u00f3 tra\u00e7o a minha linha do que \u00e9 aceit\u00e1vel depois da dela e argumento que o mundo est\u00e1 melhor se mais pessoas concordarem com a minha defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 ofensivo. N\u00e3o preciso achar que a pessoa est\u00e1 mentindo ou fingindo quando discorda de mim, podemos ter uma desaven\u00e7a honesta sobre valores pessoais.<\/p>\n<p>Porque pessoas s\u00e3o diferentes. O inaceit\u00e1vel \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o humana assim como o senso de justi\u00e7a, moralidade e \u00e9tica. Estamos melhores com esses conceitos, mas eles s\u00e3o abstratos. A maior parte dos nossos problemas sociais vem justamente dessas diferen\u00e7as. E at\u00e9 mesmo pessoas traumatizadas conseguem manter relacionamentos com quem as traumatiza, tenha em vista a imensa maioria das rela\u00e7\u00f5es entre pais e filhos. N\u00e3o existe um padr\u00e3o absoluto do que \u00e9 perdo\u00e1vel ou n\u00e3o, porque os padr\u00f5es s\u00e3o baseados em an\u00e1lises abstratas de fatos concretos.<\/p>\n<p>Por mais bizarro e absurdo que te pare\u00e7a algo que uma pessoa fa\u00e7a para a outra, viol\u00eancias terr\u00edveis e trai\u00e7\u00f5es gigantescas, ainda sim n\u00e3o existe no nosso c\u00f3digo gen\u00e9tico uma trava para o que pode ser entendido atrav\u00e9s do pensamento abstrato. O corpo reage a uma viol\u00eancia, f\u00edsica ou psicol\u00f3gica, mas depois do instinto fazer o seu papel, inclusive criando traumas e medos duradouros, a sequ\u00eancia das suas a\u00e7\u00f5es ainda est\u00e1 atrelada a alguma forma de racionaliza\u00e7\u00e3o sobre o acontecido. E \u00e9 a\u00ed que existe o tal do perd\u00e3o infinito. O que configura um relacionamento saud\u00e1vel difere enormemente entre as pessoas, at\u00e9 porque o simples conceito do que \u00e9 saud\u00e1vel emocionalmente depende de abstra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o adianta teimar: tem gente que infelizmente vai perdoar agress\u00f5es que soam imperdo\u00e1veis para a gente, e provavelmente somos capazes de perdoar agress\u00f5es que seriam imperdo\u00e1veis para outros. E talvez descubramos no futuro que o que aceitamos hoje seja nocivo para nossa vida, ou que fomos duros demais no calor do momento. Ningu\u00e9m est\u00e1 imune a mudar de vis\u00e3o sobre as coisas com o passar do tempo, e sinto informar que n\u00e3o existe nenhuma obriga\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de melhorarmos como pessoas. At\u00e9 porque o conceito de melhor \u00e9\u2026 adivinhe s\u00f3, abstrato.<\/p>\n<p>Repito que a coisa mais dif\u00edcil de se pensar \u00e9 como o outro v\u00ea o mesmo fato concreto que voc\u00ea e chega a outra conclus\u00e3o abstrata. A quantidade de vari\u00e1veis \u00e9 t\u00e3o imensa e os resultados alheios t\u00e3o improv\u00e1veis que mexe com nossa pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o do que \u00e9 a realidade. E eu sei que isso \u00e9 inc\u00f4modo, mas n\u00e3o \u00e9 o fato de ser inc\u00f4modo que torna menos prov\u00e1vel, n\u00e3o? N\u00e3o existem feridas incur\u00e1veis em nenhum relacionamento, apenas a escolha do que o fato concreto vai gerar de percep\u00e7\u00e3o abstrata. O que eu argumento aqui \u00e9 que somos mais livres ainda do que parece, livres inclusive para fazer escolhas terr\u00edveis\u2026 mas, se pararmos pra pensar, muito do que consideramos justo e igualit\u00e1rio hoje em dia j\u00e1 foi impens\u00e1vel para quem veio antes. Funciona para os dois lados, justamente porque n\u00e3o tem um padr\u00e3o absoluto.<\/p>\n<p>A realidade pode ser absoluta, mas s\u00f3 quando n\u00e3o estamos olhando para ela.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que vai ler o texto da Sally para entender o tema, para dizer que eu forcei a barra, ou mesmo para dizer que voc\u00ea sim \u00e9 baliza para o aceit\u00e1vel no universo: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Existem feridas incur\u00e1veis em um relacionamento?<\/p>\n<p>Sim, claro que sim. Quem Somir pensa que \u00e9 para dizer aos outros que, com certeza absoluta, tudo, qualquer coisa, independente das sequelas, independente da sua hist\u00f3ria de vida, pode ser curado? Podem existir feridas incur\u00e1veis sim, pessoas tem limites sobre o que podem e o que querem superar.<\/p>\n<p>Confesso que quando o Somir sugeriu este tema eu fique chocada. N\u00e3o me passa pela cabe\u00e7a que algu\u00e9m possa sequer pensar em tolerar e superar tudo em nome do \u201camor\u201d. Uso aspas aqui pois n\u00e3o acredito que isso seja amor. E dessa vez n\u00e3o vai ter sa\u00edda ret\u00f3rica, gincana argumentativa, relativiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 confundir o leitor: o que estamos te perguntando \u00e9 se voc\u00ea \u00e9 capaz de manter um relacionamento saud\u00e1vel, intacto, com um ferida cicatrizada n\u00e3o importa o que te fa\u00e7am.<\/p>\n<p>O que para uma pessoa pode ser perdo\u00e1vel, para outra pode ser insuper\u00e1vel, seja por falta de vontade de superar, seja por incapacidade de superar. Isso depende de uma infinidade de vari\u00e1veis f\u00edsicas, emocionais e at\u00e9 sociais. Sei que n\u00e3o \u00e9 isso que a maioria quer ouvir, mas amor n\u00e3o supera tudo.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou nem pelo caminho \u00f3bvio, apontando deslealdades severas como trai\u00e7\u00e3o. Vou pela parte concreta. Vamos pensar no caso Maria da Penha, cuja hist\u00f3ria de relacionamento originou a lei. O marido batia nela sistematicamente. A amea\u00e7ava. Tentou mata-la de diversas formas e em uma dessas tentativas, acabou deixando-a em cadeira de rodas para o resto da vida. Francamente, nem a ferida f\u00edsica curou, ela n\u00e3o se mexe mais da cintura para baixo, voc\u00eas, em s\u00e3 consci\u00eancia, acham que \u00e9 poss\u00edvel retomar um relacionamento saud\u00e1vel com uma pessoa assim? Voc\u00eas acham que essa ferida \u00e9 cur\u00e1vel?<\/p>\n<p>Existe uma linha que, se cruzada, desanda o relacionamento. Onde esta linha se localiza \u00e9 totalmente subjetivo, cada um estabelece (e muda) o local onde ela ser\u00e1 tra\u00e7ada. Mas que ela existe, ela existe. H\u00e1 uma linha que se cruzada n\u00e3o pode mais ser revertida: em pessoas mais inteiras \u00e9 por escolha, por total falta de vontade, ao decretar que aquela pessoa n\u00e3o vale a pena e, em pessoas menos inteiras, \u00e9 por exaust\u00e3o, por simplesmente n\u00e3o conseguir mais ficar com o outro.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que algu\u00e9m afirme que, n\u00e3o importa o que a outra pessoa te fa\u00e7a, sempre pode ser resolvido, superado, curado. Francamente. Pergunte a uma mulher estuprada e espancada pelo marido se esta ferida cura. Pergunte e a uma mulher cujo marido n\u00e3o queria ter um filho e chutou sua barriga at\u00e9 ela abortar se esta ferida cicatriza. Pergunte a uma mulher que dedicou sua vida toda a um homem e depois descobriu que ele tinha uma segunda fam\u00edlia se, por mais que os anos passem, esta ferida cura.<\/p>\n<p>Existem limites no que toleramos que nos fa\u00e7am. E, que bom que existem! Sinal de que nos amamos e nos respeitamos. Pensar que amor supera tudo \u00e9 coisa de menininha de 13 anos de idade ou de gente que est\u00e1 em nega\u00e7\u00e3o. Existem feridas que nunca cicatrizam. Existem pessoas teimosas, na verdade, dependentes emocionais, que insistem em continuar na rela\u00e7\u00e3o mesmo com esta ferida aberta, mas isso n\u00e3o quer dizer que a ferida cicatrizou, quer dizer que a pessoa est\u00e1 em uma rela\u00e7\u00e3o que lhe gera extremos sofrimento e desconforto pelo simples medo de sair dela.<\/p>\n<p>O que dizer de pessoas que matam os filhos do c\u00f4njuge? Acontece aos montes, pergunte aos Nardoni. Geralmente s\u00e3o filhos de outro casamento, que causa ci\u00fames ou transtornos. Voc\u00ea sinceramente acha poss\u00edvel que se o seu parceiro matar um filho seu essa ferida cicatrize e o \u201camor\u201d ven\u00e7a? Voc\u00ea acha vi\u00e1vel manter um relacionamento saud\u00e1vel com quem matou um filho seu? D\u00f3i pensar que todos n\u00f3s temos uma cota de cagadas que podemos fazer na vida e que depois disso a porta se fecha, pois isso implica em uma tremenda responsabilidade, mas, ao contr\u00e1rio do lar em que o Somir cresceu, as pessoas tem limites do que podem aturar e atos tem consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Esse pensamento permissivo de \u201cse a pessoa me ama ela sempre vai perdoar\u201d ou de \u201ctudo pode ser curado desde que se trabalhe nisso\u201d \u00e9 doentio. Se, de alguma forma voc\u00ea teve esse exemplo dentro de casa ou aplica isso ao seu relacionamento eu te alerto: pare agora. Uma hora voc\u00ea cruza a linha e a conta chega. E essa conta \u00e9 cara, muito cara, voc\u00ea n\u00e3o vai poder pagar. Eu sei que \u00e9 clich\u00ea, mas, dada a obviedade do tema de hoje, sou for\u00e7ada a dizer: por mais que a pessoa te ame, ela se ama tamb\u00e9m, e uma pessoa que se ama n\u00e3o tolera tudo, n\u00e3o perdoa tudo, n\u00e3o consegue superar determinadas feridas.<\/p>\n<p>Existem sim pessoas que conseguem se anestesiar e empurrar com a barriga uma vida onde apenas toleram outras, mas isso \u00e9 algo muito diferente de cicatrizar uma ferida. Isso \u00e9 enterrar uma ferida bem fundo, varr\u00ea-la para debaixo do tapete, fazer uma gincana mental para ignor\u00e1-la. A ferida n\u00e3o cicatriza, \u00e9 a pessoa que para de olhar para ela. E, mesmo assim, a vida \u00e9 uma fanfarrona, uma hora ou outra ela esfrega na sua cara o que voc\u00ea estava tentando n\u00e3o ver.<\/p>\n<p>Eu realmente n\u00e3o sei o que dizer a algu\u00e9m que pensa que tudo \u00e9 super\u00e1vel. Certamente a pessoa tem muito pouca no\u00e7\u00e3o da capacidade de maldade e crueldade do ser humano (canalhas n\u00e3o vem com placa na testa, todos n\u00f3s estamos sujeitos a cair na m\u00e3o de uma pessoa escrota). Existem escolhas, atos ou palavras que causam danos permanentes, que n\u00e3o podem ser desvistos, cujas consequ\u00eancias s\u00e3o irrevers\u00edveis e, de tamanha intensidade, que n\u00e3o h\u00e1 gincana mental que poupe de uma dor di\u00e1ria pelas consequ\u00eancias causadas. H\u00e1 feridas incur\u00e1veis, quem acha que tem o poder de curar tudo \u00e9 inocente ou arrogante.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m aqui me disser que o assassinato de um filho cicatriza e que pode dormir na mesma cama da pessoa que o matou, tendo um relacionamento saud\u00e1vel, eu juro que vou me preocupar com a sa\u00fade mental desta pessoa. Se algu\u00e9m aqui me disser que por amor consegue perdoar e cicatrizar a ferida de algu\u00e9m que promovia espancamentos regulares at\u00e9 deixar a pessoa em cadeira de rodas para o resto da vida, eu vou sugerir terapia urgente. Desculpa, pessoas fazem coisas que geram uma dor que nunca para e que inviabiliza um relacionamento. O mundo n\u00e3o \u00e9 um arco-\u00edris. De um ponto em diante, n\u00e3o h\u00e1 mais nada que a vontade ou ato humano possa fazer para cicatrizar uma ferida muito funda.<\/p>\n<p>Desculpa a\u00ed pelo tema \u00f3bvio, mas acredito que tenha uma fun\u00e7\u00e3o: Somir acordar para a vida lendo os coment\u00e1rios de voc\u00eas, j\u00e1 que eu falar n\u00e3o adianta de porra nenhuma.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para tentar explicar ao Somir como \u00e9 o mundo al\u00e9m da m\u00e3e dele, para dizer que amor supera tudo e ter meu desprezo ou ainda para dizer que feliz \u00e9 quem n\u00e3o tem a no\u00e7\u00e3o da capacidade de maldade humana: deixe seu coment\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relacionamentos, como qualquer outra coisa dependente de pessoas, n\u00e3o s\u00e3o perfeitos. E com falhas, vem a possibilidade de que um fa\u00e7a mal ao outro, deixando feridas emocionais no processo. 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