{"id":11398,"date":"2017-04-03T06:00:55","date_gmt":"2017-04-03T09:00:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=11398"},"modified":"2025-11-25T13:49:30","modified_gmt":"2025-11-25T16:49:30","slug":"doacao-premiada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2017\/04\/doacao-premiada\/","title":{"rendered":"Doa\u00e7\u00e3o premiada."},"content":{"rendered":"<p>Sally e Somir concordam que filantropia faz bem para o mundo. Generosidade com aqueles que menos tem \u00e9 uma excelente qualidade de algumas pessoas. Por\u00e9m, na hora da divulga\u00e7\u00e3o do ato filantr\u00f3pico, os dois n\u00e3o se d\u00e3o mais. Os impopulares doam sua opini\u00e3o.<\/p>\n<h6>Tema de hoje: tem menos m\u00e9rito quem faz alarde da sua filantropia?<\/h6>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>N\u00e3o. Sagrado direito das pessoas de quererem seu confete. Somos seres sociais, e passa longe de ser uma surpresa para qualquer um de n\u00f3s que pessoas gostam de reconhecimento pelo o que fazem. Caso n\u00e3o tenha algo meio torto com voc\u1ebd, ajudar algu\u00e9m e ser agradecido e admirado por isso \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o excelente. A posi\u00e7\u00e3o da Sally aqui \u00e9 meio como dizer que gosta mais de sorvete quem faz careta ao comer! N\u00e3o tira m\u00e9rito algum, at\u00e9 porque o m\u00e9rito n\u00e3o est\u00e1 na discri\u00e7\u00e3o sobre o ato.<\/p>\n<p>\u00c9 mais discreto quem faz filantropia e fica quieto sobre isso? \u00c9. Eu pessoalmente gosto de pessoas discretas, me geram mais identifica\u00e7\u00e3o e mais tranquilidade no trato. Mas, n\u00e3o \u00e9 o fato de eu gostar mais ou menos de um tra\u00e7o de personalidade que vai modificar minha vis\u00e3o sobre o ato da filantropia em si. N\u00e3o tem gente que vem te contar tudo o que faz? N\u00e3o tem gente que \u00e9 mais reservada? Voc\u00ea pode at\u00e9 ter suas prefer\u00eancias de com quem vai conviver, mas os atos de ambas podem ser exatamente os mesmos, mudando apenas a forma de comunica\u00e7\u00e3o sobre eles.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, como a maioria das pessoas, tamb\u00e9m deve compartilhar da opini\u00e3o que h\u00e1 algo mal explicado em quem faz propaganda da pr\u00f3pria caridade. Se s\u00f3 queria o bem do outro, por que alardear? Parece ego\u00edsmo, usar a trag\u00e9dia alheia para se promover, n\u00e3o? N\u00e3o vou te dizer que a sua vida foi uma mentira at\u00e9 aqui e todo esse sentimento natural de desconfian\u00e7a com o filantropo barulhento est\u00e1 totalmente errado, mas muito cuidado ao responder a pergunta da coluna de hoje apenas com o instinto inicial. Isso vem t\u00e3o naturalmente por dois motivos: medo de inadequa\u00e7\u00e3o social e uma saud\u00e1vel capacidade de desconfiar da boa inten\u00e7\u00e3o alheia.<\/p>\n<p>E ambos n\u00e3o querem dizer que quem chamou aten\u00e7\u00e3o para sua caridade estivesse menos interessado no bem estar alheio do que aquele que n\u00e3o disse nada. Vamos come\u00e7ar com inadequa\u00e7\u00e3o social: fazer o bem para outras pessoas costuma nos dar recompensas de bem estar interno porque a intera\u00e7\u00e3o social e o pertencimento ao grupo est\u00e3o \u201ctatuados\u201d nos nossos genes. E somos descendentes daqueles humanos que mais prazer tinham em formar la\u00e7os e proteger a pr\u00f3pria esp\u00e9cie. O filantropo assume um papel de provedor e\/ou cuidador que pega um atalho para nosso senso de recompensa natural. E \u00e9 natural que quem esteja vendo isso de fora comece a se medir a partir desse princ\u00edpio. \u00c9 o que fazemos, nos medimos pelos outros. Inescap\u00e1vel do mesmo jeito.<\/p>\n<p>E quando nos medimos diante de algu\u00e9m que agiu de forma caridosa e demonstrou sua adequa\u00e7\u00e3o ao ideal instintivo da esp\u00e9cie (generosidade \u00e9 s\u00f3 uma caracter\u00edstica, existem pessoas que s\u00e3o terr\u00edveis na m\u00e9dia mas ainda s\u00e3o generosas), \u00e9 natural, muito natural, que isso gere inadequa\u00e7\u00e3o em n\u00f3s. Quem alardeia n\u00e3o s\u00f3 gera um ponto de compara\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel num n\u00edvel primal para a maioria de n\u00f3s, como ainda por cima torna isso p\u00fablico. Incomoda. Incomoda o suficiente para expressarmos isso de qualquer forma poss\u00edvel, mesmo que tenhamos que colocar em xeque o car\u00e1ter do filantropo. E a verdade \u00e9 que N\u00c3O sabemos se foi um ato ego\u00edsta s\u00f3 pela pessoa ter chamado aten\u00e7\u00e3o. Se filantropia e comunica\u00e7\u00e3o em conjunto te fazem bem, sorte de quem est\u00e1 sendo ajudado.<\/p>\n<p>E \u00e9 claro, vamos falar da saud\u00e1vel desconfian\u00e7a. Da mesma forma que temos instintos de integra\u00e7\u00e3o social, somos ego\u00edstas por motivos t\u00e3o primais quanto. A sociedade \u00e9 a nossa maior preocupa\u00e7\u00e3o assim que estamos nos sentindo providos e seguros. Seres humanos simulam inten\u00e7\u00f5es, e fazem coisas horr\u00edveis traindo a confian\u00e7a do outro sob a ilus\u00e3o de estarem agindo em benef\u00edcio alheio. \u00c9 bom que voc\u00ea tenha essa desconfian\u00e7a com excesso de esmola. O filantropo midi\u00e1tico pode estar escondendo algo de muito ruim, mas enquanto voc\u00ea n\u00e3o souber dos fatos, s\u00f3 tem os seus palpites. E eles s\u00e3o t\u00e3o v\u00e1lidos num sentido ou no outro. N\u00e3o acho absurda a opini\u00e3o da Sally, e francamente, da maioria de voc\u00eas, mas trago a d\u00favida razo\u00e1vel sobre essa vis\u00e3o diante dos elementos instintivos e emocionais envolvidos.<\/p>\n<p>Mas mesmo que voc\u00eas n\u00e3o estejam interessados em analisar de onde vem essa percep\u00e7\u00e3o negativa sobre o alarde da caridade, pensem em outra coisa ent\u00e3o: propaganda existe para compartilhar ideias com o mundo. Se voc\u00ea n\u00e3o sabe que d\u00e1 para doar uma roupa velha de inverno num lugar pr\u00f3ximo \u00e0 sua casa, n\u00e3o vai conseguir simplesmente intuir isso, n\u00e3o? Algu\u00e9m tem que botar uma placa, pelo menos. Quando o filantropo abre o bico e faz seu alarde, ele tem a possibilidade de mostrar o que fez e por tabela o que outras pessoas podem fazer. Uma celebridade babaca fazendo propaganda do que doou a uma institui\u00e7\u00e3o de caridade fica bem menos babaca quando se sabe que logo depois chegam muito mais delas por pessoas influenciadas pela mensagem, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Tem coisas que merecem ser comunicadas. Tem informa\u00e7\u00f5es que abrem as cabe\u00e7as das pessoas e as fazem perceber oportunidades de serem \u00fateis tamb\u00e9m. Porque caridade faz bem at\u00e9 para quem est\u00e1 doando tempo ou dinheiro. Nada mais natural do que fazer propaganda positiva do que voc\u00ea gostou, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Se voc\u00ea vai ver um filme e sai do cinema empolgado, vai contar pra algu\u00e9m. Se voc\u00ea come num restaurante muito bom, indica. Se voc\u00ea come\u00e7ou a fazer um exerc\u00edcio f\u00edsico que est\u00e1 deixando muito disposto, pode apostar que pelo menos uma pessoa vai ouvir sobre ele.<\/p>\n<p>E se voc\u00ea fez caridade e se sentiu bem fazendo isso, qual o problema de contar para mais algu\u00e9m, ou\u2026 para todo mundo? Sim, tem gente muito cretina que esconde suas m\u00e1s a\u00e7\u00f5es ou mesmo tenta equilibr\u00e1-las usando a caridade como uma m\u00e1scara de bondade, mas da\u00ed a dizer que todos somos assim e \u00e9 sempre dem\u00e9rito comunicar o que fez? Fa\u00e7a-me a caridade\u2026<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para me agradecer pela doa\u00e7\u00e3o de um novo ponto de vista, para me criticar por alardear coisas erradas, ou mesmo para dizer que percebeu a palavra que eu evitei: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Tem menos m\u00e9rito quem faz alarde da sua filantropia? Sim, com certeza, boas a\u00e7\u00f5es alardeadas viram marketing.<\/p>\n<p>A premissa \u00e9 fazer algo bom a algu\u00e9m para ajudar, n\u00e3o \u00e9 apenas sobre o bem que voc\u00ea vai gerar, mas tamb\u00e9m sobre suas inten\u00e7\u00f5es. Construir uma creche s\u00f3 para ganhar votos nunca pode ter o mesmo valor de construir uma creche para que crian\u00e7as n\u00e3o fiquem abandonadas, por desejar uma vida melhor para estas crian\u00e7as. O resultado pr\u00e1tico \u00e9 o mesmo? Talvez seja, mas eu n\u00e3o me\u00e7o o valor das coisas apenas pelo resultado pr\u00e1tico, felizmente tenho a capacidade de ser um pouquinho mais complexa do que isso.<\/p>\n<p>Eu estou dizendo que se algu\u00e9m alardear sua filantropia ela perde completamente o valor? N\u00e3o, claro que n\u00e3o. Continua fazendo bem a outras pessoas, continua tendo seu lado positivo. O que estou dizendo \u00e9 que tem menos m\u00e9rito, apesar de continuar sendo uma coisa boa. Quem ajuda com a \u00fanica inten\u00e7\u00e3o de ajudar e se sentir bem com isso certamente tem mais m\u00e9rito do que quem ajuda com a inten\u00e7\u00e3o de ganhar respeito, admira\u00e7\u00e3o e presun\u00e7\u00e3o de bondade pela sociedade. O ato \u00e9 bom, mas o objetivo \u00e9 meio sujo e ego\u00edsta. E, sim, o objetivo da pessoa conta para mim.<\/p>\n<p>Vamos supor que todos os dias um banhista vai \u00e0 praia e v\u00ea uma pessoa se afogando. Ele n\u00e3o faz nada. Dia ap\u00f3s dia, ele v\u00ea sucessivas pessoas morrendo, at\u00e9 que um dia, uma equipe de reportagem est\u00e1 no local filmando tudo. Nesse dia, o banhista nada bravamente, salva a v\u00edtima de um afogamento e depois d\u00e1 entrevistas, vira capa de jornal, vira her\u00f3i. Essa pessoa tem seu m\u00e9rito, afinal, ela salvou uma vida, mas&#8230; ser\u00e1 que tem o mesmo m\u00e9rito do an\u00f4nimo que salvou uma v\u00edtima do afogamento quando ningu\u00e9m estava olhando? Em minha opini\u00e3o, n\u00e3o. Tem mais m\u00e9rito quem o fez por vontade de faz\u00ea-lo, n\u00e3o para que o mundo saiba.<\/p>\n<p>A partir do momento em que se alardeia filantropia, a causa principal deste ato deixa de ser querer ajudar o pr\u00f3ximo e passa a ser querer passar uma boa imagem de si mesmo. Acho mais merit\u00f3rio ser movido pela vontade de ajudar outra pessoa do que pela vontade de se autopromover. Ambos t\u00eam seu m\u00e9rito, por\u00e9m um tem mais m\u00e9rito do que o outro. E n\u00e3o penso assim apenas na quest\u00e3o da filantropia, para a vida, para o meu dia a dia, para meu ju\u00edzo de valor, a inten\u00e7\u00e3o da pessoa sempre conta muito. Se eu percebo que a pessoa est\u00e1 fazendo algo buscando benef\u00edcio pr\u00f3prio e tenta camufla-lo de bondade, fico com um p\u00e9 atr\u00e1s.<\/p>\n<p>O conceito de filantropia \u00e9 \u201cgenerosidade para com outra pessoa\u201d, segundo o dicion\u00e1rio. Logo, a premissa b\u00e1sica \u00e9 que o ato se funde na generosidade para com a outra pessoa. A partir do momento em que o ato beneficia o praticante tanto ou mais que o suposto destinat\u00e1rio, deixa de ser filantropia e passa a ser uma troca, uma compensa\u00e7\u00e3o. Uma pessoa necessitada recebe algo em troca de divulgar sua condi\u00e7\u00e3o publicamente para que o mundo saiba da bondade do \u201cfilantropo\u201d. Acredito que isso deixe de ser filantropia e passe a ser escambo e tenha menos m\u00e9rito.<\/p>\n<p>Outro ponto pouco explorado \u00e9 a dignidade de quem recebe a caridade. Eu n\u00e3o sei se todas as pessoas se sentem bem em que se alardeie massivamente o qu\u00e3o na merda elas estavam e o quanto precisaram de ajuda para comer ou pagar suas contas. Eu n\u00e3o acho bacana com a pessoa que est\u00e1 ferrada alardear sua condi\u00e7\u00e3o, seja pela sua privacidade, seja pela sua dignidade. Ent\u00e3o, ao mesmo tempo que se faz um bem, eu entendo que tamb\u00e9m se fa\u00e7a um mal, o que torna o ato menos merit\u00f3rio. Quem est\u00e1 recebendo a caridade n\u00e3o est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de reclamar disso ou de fazer exig\u00eancias, mas quem est\u00e1 de fora pode se colocar em seu lugar e perceber que nem sempre o alarde ser\u00e1 agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>Parto da premissa que cada um tem o direito de ostentar o que lhe diz respeito. Inclusive \u00e9 esta a premissa que norteia a pol\u00edtica do Desfavor: quer vir aqui e deixar o telefone e endere\u00e7o da sua casa? Te acho bem louco, mas fica \u00e0 vontade. Por\u00e9m, expor terceiros n\u00e3o ser\u00e1 tolerado. Tudo fica mais grave se pensarmos na situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade da pessoa que est\u00e1 recebendo a ajuda, uma pessoa que jamais vai poder fazer esse tipo de exig\u00eancia. Me parece feio, meio covarde, meio aproveitador. Existe a op\u00e7\u00e3o de fazer sem alarde.<\/p>\n<p>Essa ideia do \u201cest\u00e1 ajudando, foda-se\u201d \u00e9 bem limitada. Parece que \u201cquem paga\u201d tem o direito de fazer o que quiser e quem recebe tem que calar a boca. Filantropia n\u00e3o te exime de julgamentos e de condutas \u00e9ticas, n\u00e3o \u00e9 por doar algo que voc\u00ea pode fazer o que quiser, como quiser e todos tem que aplaudir. Alardear filantropia desperta, no m\u00ednimo, uma desconfian\u00e7a de que o ato \u00e9 mais em causa pr\u00f3pria do que pensando em terceiros, ningu\u00e9m aqui \u00e9 inocente, conhecemos um pouco sobre a natureza humana. E usar desgra\u00e7a alheia para ficar bem na fita tira sim um pouco de m\u00e9rito do ato.<\/p>\n<p>Tenho certeza que todos concordam comigo que, entre um programa de TV que explora a pobreza e at\u00e9 a defici\u00eancia f\u00edsica e mental das pessoas, que leva uma crian\u00e7a deformada para o palco para anunciar que vai pagar uma cirurgia pl\u00e1stica (e recebe muitos pontos de ibope por isso) e um milion\u00e1rio que doa uma quantia em sil\u00eancio para ajudar essa crian\u00e7a, todos ver\u00e3o menos m\u00e9rito no primeiro, que capitalizou em cima da desgra\u00e7a alheia e expos o benefici\u00e1rio. Todos exceto a Madame aqui de cima, o diferent\u00e3o, o do contra, o relativizador a qualquer custo, o argumentador compulsivo.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo a lei leva em conta a inten\u00e7\u00e3o da pessoa. Se voc\u00ea queria matar um animal selvagem para se defender de um perigo e mata sem querer uma pessoa, n\u00e3o \u00e9 punido como se tivesse a inten\u00e7\u00e3o de cometer um assassinato. A inten\u00e7\u00e3o da pessoa vale mais do que o ato, e o campineiro aqui de cima sabe muito bem disso, pois foi na base disso que ele argumentou e eu o perdoei sucessivas vezes e ainda perdoo at\u00e9 hoje quando ele pisa na bola comigo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, inten\u00e7\u00e3o conta e faz diferen\u00e7a quando falamos de m\u00e9rito. O resto \u00e9 argumenta\u00e7\u00e3o esquizofr\u00eanica para confundir e distrair o leitor.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que o tema foi chato, para dizer que aceita dinheiro em troca de exposi\u00e7\u00e3o e humilha\u00e7\u00e3o ou ainda para dizer que como n\u00f3s n\u00e3o doamos nada a ningu\u00e9m n\u00e3o podemos falar do assunto: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sally e Somir concordam que filantropia faz bem para o mundo. Generosidade com aqueles que menos tem \u00e9 uma excelente qualidade de algumas pessoas. Por\u00e9m, na hora da divulga\u00e7\u00e3o do ato filantr\u00f3pico, os dois n\u00e3o se d\u00e3o mais. Os impopulares doam sua opini\u00e3o. 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