{"id":12573,"date":"2017-12-17T16:00:48","date_gmt":"2017-12-17T18:00:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=12573"},"modified":"2017-12-17T12:30:04","modified_gmt":"2017-12-17T14:30:04","slug":"relatos-de-um-medium-cetico-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2017\/12\/relatos-de-um-medium-cetico-6\/","title":{"rendered":"Relatos de um m\u00e9dium c\u00e9tico."},"content":{"rendered":"<div class=\"uk-card uk-card-default uk-card-body\"><strong>Desfavor Convidado<\/strong> \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>.<\/div>\n<p>Eu realmente n\u00e3o sei como o Somir e a Sally conseguem escrever todos os dias esses text\u00f5es, pois apesar de gostar de escrever, ap\u00f3s pouco tempo fico meio sem paci\u00eancia e acabo parando. Para os poucos que gostam dos meus textos isso deve ser um sofrimento, j\u00e1 que n\u00e3o fiz mais o &#8220;Desmagia Negra&#8221;, o &#8220;Jornalismo Liter\u00e1rio&#8221;, o &#8220;Mago sem destino&#8221; e o &#8220;Tender Critica&#8221;. Apesar de alguns pedidos para que eu escrevesse textos quinzenais, eu simplesmente n\u00e3o consigo e at\u00e9 o &#8220;Relatos de um m\u00e9dium c\u00e9tico&#8221; simplesmente parei de escrever por ter perdido o interesse. Por\u00e9m, como a mediunidade \u00e9 algo que tenho vivenciado desde a adolesc\u00eancia, volta e meia sinto a necessidade de escrever sobre o assunto. E \u00e9 gra\u00e7as a essa necessidade que volto com a segunda temporada sobre meus relatos de vida, espero que gostem.<\/p>\n<h3>Relatos de um m\u00e9dium c\u00e9tico VI \u2013 A noite mais fria do ano.<\/h3>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Meu pai foi obeso durante muito tempo e a alimenta\u00e7\u00e3o ruim, o tabagismo e o sedentarismo certo dia vieram cobrar seu pre\u00e7o. Ele j\u00e1 teve gota, press\u00e3o alta, h\u00e9rnia no umbigo e diversos outros pequenos problemas que prenunciavam o pior. Os problemas maiores come\u00e7aram logo que nos mudamos para Campinas, quando ele descobriu que tinha diverticulite, uma inflama\u00e7\u00e3o que prejudica o intestino formando bolhas de sangue que podem estourar a qualquer momento. A primeira crise dele foi entre 2004 e 2005 e me lembro muito bem de ter chegado em casa sem encontrar ningu\u00e9m da minha fam\u00edlia. At\u00e9 estranhei isso, mas n\u00e3o me importei muito achando que eles tinham sa\u00eddo para algum lugar. Fui dormir e acordei com o telefone tocando insistentemente, ao atender ou\u00e7o a voz de minha m\u00e3e:<\/p>\n<p>_Venha para o hospital, papai est\u00e1 na UTI e quer falar com voc\u00ea.<\/p>\n<p>Assustado vou a p\u00e9 ate o hospital, que n\u00e3o era muito longe da minha casa e ao chegar l\u00e1 vejo meus irm\u00e3os assustados. Sem entender muito bem o que estava acontecendo vou at\u00e9 a UTI me encontrar com minha m\u00e3e, que me abra\u00e7a aos prantos:<\/p>\n<p>_O papai est\u00e1 com um problema, foi ao banheiro hoje e s\u00f3 fez sangue. Sangrou muito e veio sozinho de carro para o hospital, agora ele est\u00e1 l\u00e1 dentro com um padre e quer falar com voc\u00ea.<\/p>\n<p>Como a entrada na UTI era controlada, apenas minha m\u00e3e e eu tivemos autoriza\u00e7\u00e3o para entrar, mas como ela n\u00e3o tem muita coragem para ver sangue, fui sozinho ao encontro do meu pai. Fiquei do lado dele enquanto o padre finalizava a extrema-un\u00e7\u00e3o e perguntei:<\/p>\n<p>_Pai, o que que t\u00e1 rolando?<\/p>\n<p>_Descobri da pior maneira que tenho um problema no intestino chamado diverticulite, tem um monte de bolsas de sangue que precisam ser cauterizadas. Sangrei demais no banheiro e nem sei como consegui chegar aqui sozinho, mas por sorte fui atendido rapidamente.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca eu n\u00e3o gostava de religi\u00f5es e fiquei incomodado com a presen\u00e7a do padre, que continuava ali mesmo ap\u00f3s ter terminado a extrema-un\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>_Filho, Deus est\u00e1 contigo e tudo n\u00e3o passar\u00e1 de um susto. &#8211; disse o padre para o meu pai.<\/p>\n<p>_Porque voc\u00ea chamou um padre? &#8211; perguntei.<\/p>\n<p>_H\u00e1 uma chance de eu morrer na cirurgia, assim eu morro em paz.<\/p>\n<p>_Voc\u00ea n\u00e3o vai morrer pai, n\u00e3o hoje pelo menos.<\/p>\n<p>_Por isso que eu te chamei aqui, eu conhe\u00e7o meus filhos e sei que voc\u00ea \u00e9 o mais duro na queda emocionalmente. Se eu morrer, quero que voc\u00ea cuide deles pra mim, ajude a mam\u00e3e pegar meu seguro de vida e sigam em frente.<\/p>\n<p>_T\u00e1 bom, mas isso n\u00e3o vai acontecer. Voc\u00ea vai sair daqui vivo! <\/p>\n<p>Nesse momento, um dos m\u00e9dicos pediu para que eu e o padre sa\u00edssemos da UTI, j\u00e1 que iriam iniciar os procedimentos da cirurgia. Do lado de fora, volto a ficar com minha m\u00e3e e o padre vem em nosso encontro:<\/p>\n<p>_Ficar\u00e1 tudo bem, n\u00e3o se preocupem.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos para a recep\u00e7\u00e3o, aonde estavam meus irm\u00e3os e voltamos para casa, j\u00e1 que n\u00e3o t\u00ednhamos mais o que ficar fazendo no hospital. No dia seguinte nos ligam, avisando que a cauteriza\u00e7\u00e3o havia sido o sucesso, mas que s\u00f3 poder\u00edamos visit\u00e1-lo ap\u00f3s dois dias de recupera\u00e7\u00e3o. As horas se arrastam, os dias passam lentos e as noites n\u00e3o permitem um sono tranquilo at\u00e9 que finalmente conseguimos v\u00ea-lo novamente.<\/p>\n<p>_Meu m\u00e9dico disse que ap\u00f3s a recupera\u00e7\u00e3o, terei que fazer redu\u00e7\u00e3o de est\u00f4mago com urg\u00eancia. Al\u00e9m disso terei que mudar minha dieta e meu modo de vida para que os divert\u00edculos n\u00e3o estourem novamente.  &#8211; explica meu pai para todos n\u00f3s, j\u00e1 em um quarto fora da UTI.<\/p>\n<p>Naqueles dias, meu cotidiano era sair da faculdade e passar as tardes com ele no hospital at\u00e9 que minha m\u00e3e chegasse pra passar a noite. A quase morte dele foi um baque, mas eu evitava ficar pensando muito no assunto, ao contr\u00e1rio de minha irm\u00e3, que ficava pentelhando ele com rela\u00e7\u00e3o ao modo de vida que levava:<\/p>\n<p>_Voc\u00ea tem que parar de comer essas porcarias, tem que se cuidar, tem que parar de beber. <\/p>\n<p>_Caramba pai, acho que morrer \u00e9 menos pior que aguentar a mana falar. &#8211; eu brincava quando fic\u00e1vamos sozinhos e nesses raros momentos eu via ele voltar a sorrir.<\/p>\n<p>Ele voltou pra casa, se recuperou, fez a bari\u00e1trica, emagreceu e ficou saud\u00e1vel. Por\u00e9m sempre acabava voltando pro hospital, quando passava mal por ter comido alguma coisa que n\u00e3o fazia bem por causa da redu\u00e7\u00e3o de est\u00f4mago.<\/p>\n<p>_Pai eu falo que voc\u00ea tem que parar de comer essas comidas pesadas, tem que comer salada, sopinha. &#8211; minha irm\u00e3 parecia um disco riscado, mas ela tinha raz\u00e3o.<\/p>\n<p>O tempo passou, meu pai finalmente mudou seus h\u00e1bitos e dez anos se passaram sem grandes surpresas. At\u00e9 que no final do ano de 2015, quase no dia de Natal, recebo uma liga\u00e7\u00e3o de minha m\u00e3e:<\/p>\n<p>_Oi m\u00e3e, j\u00e1 avisei que vou passar o Natal com voc\u00eas. &#8211; falei grosseiramente, pois n\u00e3o tenho muito gosto em falar pelo telefone.<\/p>\n<p>_Marcelo, o pai t\u00e1 aqui em Bragan\u00e7a Paulista esperando atendimento, ele teve outra crise de sangramento. Estou aqui sozinha com ele e n\u00e3o sei mais o que fazer, ele est\u00e1 em uma maca no corredor do hospital, sai tanto sangue que j\u00e1 t\u00e1 pingando no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Liguei pra minha irm\u00e3 e juntos fizemos o trajeto Campinas X Bragan\u00e7a em tempo recorde. Ao chegar l\u00e1, meu pai estava recebendo atendimento na ala de emerg\u00eancia, com uma bolsa de sangue pendurada precariamente e a maca encharcada de sangue. Mesmo assim, ele continuava acordado:<\/p>\n<p>_Oi filho, tudo bem? &#8211; me perguntou.<\/p>\n<p>_Sim pai e voc\u00ea?<\/p>\n<p>_Estou bem, n\u00e3o h\u00e1 vaga na UTI aqui e eles chamaram uma ambul\u00e2ncia para me transferir para Jundia\u00ed.<\/p>\n<p>A noite foi passando e nada da ambul\u00e2ncia chegar, com muito custo convenci minha irm\u00e3 levar minha m\u00e3e para casa descansar:<\/p>\n<p>_V\u00e3o l\u00e1 que a noite est\u00e1 fria, assim voc\u00eas descansam, pegam roupas e depois voltam. Qualquer novidade ligo para avisar.<\/p>\n<p>Ao voltar meu pai finalmente tinha ido para um leito, mas ainda na ala de emerg\u00eancia, sem nenhum aparelho mais sofisticado para analisar os sinais vitais dele. Ele vestia uma camisola de hospital e apenas um cobertor para proteg\u00ea-lo do frio. Aos poucos a roupa da cama ia ficando vermelha devido ao sangramento e eu corria pra l\u00e1 e pra c\u00e1 pedindo para qualquer m\u00e9dico ou enfermeiro que passava por ali para ajud\u00e1-lo. Nada era feito e tampouco a tal da ambul\u00e2ncia chegava. Eu ligava de meia em meia hora para o conv\u00eanio m\u00e9dico:<\/p>\n<p>_Senhor, j\u00e1 explicamos que precisamos de uma ambul\u00e2ncia UTI para lev\u00e1-lo de um hospital para outro. No momento n\u00e3o h\u00e1 nenhuma dispon\u00edvel, assim que tivermos enviaremos com urg\u00eancia para atend\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Apesar do estresse, eu tentava me manter calmo. Certa hora sai para fumar um cigarro e estava muito frio. Eu havia sa\u00eddo de casa na correria, sem nenhuma roupa de frio, ent\u00e3o eu me esquentava andando sem parar. Joguei o cigarro fora e voltei para ver meu pai. No mesmo leito que ele havia um homem que havia sofrido um acidente e acima da cabe\u00e7a dele eu vi a famosa luz dourada que pra mim n\u00e3o era bom sinal, havia grandes chances daquele desconhecido morrer ali, sem nenhum atendimento digno. Passei a cortina que separava o homem do meu pai e fiquei paralisado de susto. Meu pai estava com os olhos fechados, ao toc\u00e1-lo senti que estava gelado, a respira\u00e7\u00e3o era impercept\u00edvel e a cama estava com muito sangue.<\/p>\n<p>&#8220;Puta merda, acho que ele morreu&#8221; &#8211; pensei. Como j\u00e1 era umbandista, fechei os olhos e comecei a pedir pro meu Ex\u00fa ajudar meu pai durante a passagem, que o acompanhasse a sair da confus\u00e3o inicial que \u00e9 o mundo espiritual, quando escuto um sussurro no ouvido:<\/p>\n<p>_Ainda n\u00e3o chegou a hora.<\/p>\n<p>Abro meus olhos e vejo que meu pai acordou, mas com o olhar meio vago.<\/p>\n<p>_Filho? &#8211; ele me chama.<\/p>\n<p>_Sim pai, estou aqui. &#8211; respondo.<\/p>\n<p>_Eu estou bem?<\/p>\n<p>_Sim, fica tranquilo.<\/p>\n<p>Naquele momento entra uma m\u00e9dica e um enfermeiro com uma maca.<\/p>\n<p>_Somos da ambul\u00e2ncia, acabamos de chegar e vamos levar seu pai. &#8211; diz o enfermeiro.<\/p>\n<p>Rapidamente eles transferem meu pai para a ambul\u00e2ncia, com a m\u00e9dica me perguntando uma s\u00e9rie de coisas que eu n\u00e3o sabia responder. Me sento do lado do motorista da ambul\u00e2ncia e falo:<\/p>\n<p>_Cara, n\u00e3o entendi uma palavra do que ela falou.<\/p>\n<p>_Normal, ela n\u00e3o \u00e9 brasileira, veio pelo tal programa de m\u00e9dicos cubanos.<\/p>\n<p>Ele ligou a sirene e saiu dirigindo feito um maluco. O cara passava todos os sinais vermelhos, buracos e fazia ultrapassagens perigosamente. Por um lado eu sabia que meu pai ia chegar r\u00e1pido no hospital, por outro rezava para n\u00e3o morrermos todos durante o trajeto. Al\u00e9m disso, toda vez que eu caia no sono, ele me acordava:<\/p>\n<p>_Cara fica comigo, que eu n\u00e3o sei chegar direito em Jundia\u00ed.<\/p>\n<p>_Puta que pariu. &#8211; respondi.<\/p>\n<p>O olho dele estava trincado, devia ter tomado alguma coisa para ficar acordado e n\u00e3o queria que eu dormisse para n\u00e3o incentiv\u00e1-lo a cochilar no volante. Mesmo capenga, me mantive acordado e fui dando as dire\u00e7\u00f5es pra ele. Pass\u00e1vamos voando por carros, caminh\u00f5es e at\u00e9 mesmo ped\u00e1gios, nada parava aquela ambul\u00e2ncia. Eu olhava pra tr\u00e1s e via a m\u00e9dica conversando com meu pai em portunhol, eu apenas entendia que ela falava pra ele n\u00e3o dormir.<\/p>\n<p>_\u00c9 imposs\u00edvel dormir com essa ambul\u00e2ncia correndo desse jeito. &#8211; ele respondia<\/p>\n<p>Finalmente chegamos em Jundia\u00ed e foi a \u00faltima vez que eu o vi aquela noite. Ele ainda estava acordado e me falou:<\/p>\n<p>_Est\u00e1 tudo bem, n\u00e3o se preocupe.<\/p>\n<p>Fui para a recep\u00e7\u00e3o responder uma s\u00e9rie de perguntas pessoais, as quais respondi precariamente. N\u00e3o sei se estresse, cansa\u00e7o ou ambos, mas eu mal lembrava o nome do meu pai completo, quanto mais seu endere\u00e7o ou data de nascimento. Por \u00faltimo, dei o \u00fanico contato que me veio a mente, que era o celular da Kitsune. Mandei mensagem pra minha m\u00e3e e pra minha irm\u00e3 de que est\u00e1vamos em Jundia\u00ed e foi a \u00faltima coisa que fiz com o celular, que ficou se bateria. Elas chegaram bem r\u00e1pido e fomos para um hotel ali perto. Dormi feito crian\u00e7a e acabei esquecendo de avisar sobre os pormenores dos dados pessoais que havia dado na recep\u00e7\u00e3o. Peguei um \u00f4nibus e voltei para Campinas, enquanto que minha m\u00e3e e minha irm\u00e3 ficaram em Jundia\u00ed. Naquela tarde, ao encontrar Kitsune, ela reclama:<\/p>\n<p>_Hoje um n\u00famero desconhecido ficou me ligando o dia inteiro, como eu n\u00e3o sabia quem era, n\u00e3o atendi.<\/p>\n<p>_N\u00famero desconhecido? &#8211; pergunto, ainda meio avoado.<\/p>\n<p>_Sim, era DDD 011.<\/p>\n<p>_Cacete, acho que era o hospital de Jundia\u00ed.<\/p>\n<p>Ligo urgentemente para minha m\u00e3e e quem atende \u00e9 minha irm\u00e3, descascando a batata por eu n\u00e3o ter dado o celular dela ou da minha m\u00e3e como contato. Expliquei que o n\u00famero da Kitsune era o \u00fanico que eu lembrava depois de tanto estresse e ela se acalma.<\/p>\n<p>_O pai passou por outra cirurgia, precisaram retirar 90% do intestino dele que estava em fal\u00eancia e precisavam de autoriza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia para fazer o procedimento.<\/p>\n<p>_E quem autorizou?<\/p>\n<p>_O pai mesmo assinou a autoriza\u00e7\u00e3o, ele ainda estava acordado mesmo ap\u00f3s perder tanto sangue.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s o ano novo, meu pai finalmente saiu do hospital. Sem acreditar na for\u00e7a sobre-humana daquele homem, ou\u00e7o a voz do Ex\u00fa que me acompanha na minha mente:<\/p>\n<p>_Alegre-se filho, sobrevivemos \u00e0 noite mais fria do ano.<\/p>\n<p><strong>Por: Tender<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desfavor Convidado \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. 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