{"id":12577,"date":"2017-12-18T12:18:32","date_gmt":"2017-12-18T14:18:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=12577"},"modified":"2017-12-18T12:18:32","modified_gmt":"2017-12-18T14:18:32","slug":"destruicao-controlada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2017\/12\/destruicao-controlada\/","title":{"rendered":"Destrui\u00e7\u00e3o controlada."},"content":{"rendered":"<p>No mundo de hoje, a tens\u00e3o entre pa\u00edses e\/ou grupos parece muito mais dilu\u00edda em atentados terroristas e ataques surpresa do que antigamente. Sally e Somir discutem as repercuss\u00f5es disso, os impopulares atiram pra todos os lados.<\/p>\n<p><strong>Tema de hoje: o que \u00e9 melhor, uma guerra declarada que resolva logo ou d\u00e9cadas de atentados terroristas?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Guerra. Via de regra, a melhor solu\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela que acaba logo com o problema. \u00c9 a velha hist\u00f3ria de arrancar logo o band-aid para sofrer de uma vez. Guerras geram resultados muito mais r\u00e1pido do que d\u00e9cadas de pedras jogadas por cima de muros, mesmo que pare\u00e7am muito mais aterrorizantes num primeiro momento.<\/p>\n<p>Afinal, esse \u00e9 o modelo com o qual a humanidade trabalha h\u00e1 mil\u00eanios: tem problemas com outro grupo? Junte v\u00e1rios guerreiros e v\u00e1 sentar o cacete nele. Quem pode mais chora menos, e assunto resolvido. N\u00e3o estou dizendo que prefiro um mundo com guerras, estou s\u00f3 dizendo que entre essa tortura lenta e agonizante do terrorismo e as dores muito mais imediatas da guerra, a segunda op\u00e7\u00e3o me parece mais humana at\u00e9.<\/p>\n<p>Porque na guerra as coisas ficam mais claras: existem dois lados, no m\u00ednimo. O inimigo \u00e9 claro e definido, nem que seja pelo uniforme. Evidente que estou deixando de lado todas as nuances de uma guerra, as grandes \u00e1reas cinzas que surgem quando dois soldados inimigos chegam a conclus\u00e3o que ambos s\u00e3o humanos, at\u00e9 porque o terrorismo gera o mesmo tipo de confus\u00e3o ideol\u00f3gica, mas sem gerar nenhuma resolu\u00e7\u00e3o no curto, m\u00e9dio ou longo prazo.<\/p>\n<p>Guerras s\u00e3o devastadoras, mas s\u00e3o excelentes para criar divis\u00f5es claras entre \u201cantes\u201d e \u201cdepois\u201d. Seja como acabem, definem alguma coisa para ambos os lados, seja uma vit\u00f3ria, uma derrota ou um empate t\u00e9cnico\u2026 todos dados que modulam as rela\u00e7\u00f5es entre os lados dali pra frente. O terrorismo, por sua vez, n\u00e3o define nada. Ele basicamente garante que nenhum dos lados vai vencer completamente ou avan\u00e7ar qualquer coisa em sua mentalidade. Os terroristas tem a expectativa infantil\u00f3ide de vencer pelo cansa\u00e7o, o que se provou in\u00fatil at\u00e9 hoje. Mesmo os vietnamistas que em tese venceram os americanos assim, n\u00e3o venceram de verdade: os americanos sa\u00edram mais por press\u00e3o interna antiguerra do que qualquer outra coisa.<\/p>\n<p>E perdoem-me a escrotid\u00e3o, mas guerras tem sua fun\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica: elas movimentam muito dinheiro, exigem avan\u00e7os consider\u00e1veis em tecnologia e geram um senso de prop\u00f3sito claro para os envolvidos. Muitas das coisas que temos no mundo moderno s\u00e3o resultado direto do dinheiro e tempo investidos em inova\u00e7\u00e3o e efici\u00eancia oriundos de tempos de guerra. Terrorismo basicamente s\u00f3 avan\u00e7a nossa paranoia contra outros seres humanos, n\u00e3o avan\u00e7a a tecnologia em quase nada para nenhum dos lados\u2026 guerras tem custos enormes de vidas, mas se formos comparar com d\u00e9cadas de terrorismo, as coisas se equilibram sem saldo positivo nenhum.<\/p>\n<p>As feridas psicol\u00f3gicas de uma guerra se fecham com o tempo, normalmente h\u00e1 um per\u00edodo de paz e reflex\u00e3o depois de uma delas. O terrorismo n\u00e3o permite nada do tipo: com a sequ\u00eancia de pequenos cortes, nada cicatriza o suficiente na mente das pessoas, ambos os grupos continuam com as dores indefinidamente. O efeito disso na psique humana \u00e9 devastador: todos precisamos de um tempo para lidar com as coisas terr\u00edveis que acontecem quando a viol\u00eancia assume as r\u00e9deas, mas sem nem tempo para luto, as feridas infeccionam.<\/p>\n<p>Repito que n\u00e3o \u00e9 minha inten\u00e7\u00e3o glorificar a guerra, mas j\u00e1 que o conflito violento entre grupos humanos n\u00e3o \u00e9 opcional, que pelo menos a vers\u00e3o mais eficiente seja prevalente. Guerras existem para acabar. Terrorismo existe para infernizar a vida do inimigo por falta de capacidade de causar o dano desejado.  No final das contas, tem at\u00e9 isso: o terrorismo s\u00f3 existe quando a guerra n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o. At\u00e9 quem pratica sabe que o melhor \u00e9 o conflito aberto e honesto, tanto que onde tem soldados e um m\u00ednimo de estrutura, o Estado Isl\u00e2mico escolhe a guerra aberta. Afinal, s\u00f3 ela gera uma conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo que a conclus\u00e3o seja o exterm\u00ednio ou redu\u00e7\u00e3o suficiente de um dos lados. Se eu quero que pessoas sejam exterminadas? N\u00e3o. Mas \u00e9 uma das formas de finalizar uma luta do tipo. E no longo prazo, \u00e9 melhor que as pessoas morram em grupos de uma vez, gerando choque suficiente para terminar a batalha do que aos poucos, mantendo a viol\u00eancia viva por muitos e muitos anos. Guerras mudam fronteiras, mudam composi\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas, mudam o mundo que se prop\u00f5em a reconstruir. Pelo menos surgem fatos novos.<\/p>\n<p>J\u00e1 o terrorismo n\u00e3o muda nada, s\u00e3o d\u00e9cadas de viol\u00eancia e civis mortos de forma covarde para n\u00e3o gerar nada em troca. O mundo n\u00e3o avan\u00e7a, \u00e9 apenas uma teimosia cruel. Entre um corte profundo de uma s\u00f3 vez ou milhares de cortes rasos por d\u00e9cadas, o masoquista escolheria a segunda op\u00e7\u00e3o. Guerras s\u00e3o horr\u00edveis, mas guerras acabam. N\u00e3o d\u00e1 para evitar um mundo horr\u00edvel, mas pelo menos d\u00e1 para modular a dura\u00e7\u00e3o dos momentos de sofrimento.<\/p>\n<p>Na d\u00favida, sofrer mais de uma vez do que ser torturado indefinidamente.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que eu sou uma pessoa horr\u00edvel, para dizer que prefere um mundo sem religi\u00e3o, ou mesmo para dizer que o pior \u00e9 esse povo n\u00e3o se matar de uma vez: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Sobre essa onda de atentados terroristas: o que \u00e9 pior para o mundo, uma guerra aberta e declarada que resolva a quest\u00e3o com um banho de sangue ou d\u00e9cadas de atentados terroristas pingados pelo mundo?<\/p>\n<p>Uma guerra \u00e9 pior. Certamente seria mais r\u00e1pida, mas seria pior. Nunca funcionou dar um banho de sangue na humanidade, mesmo em tempos de rev\u00f3lver e faca, n\u00e3o seria agora, em tempos de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa que uma guerra faria algum bem.<\/p>\n<p>Eu sei que atentados s\u00e3o dif\u00edceis de combater, imposs\u00edveis de prever e improv\u00e1veis de se eliminar. Tamb\u00e9m sei que inocentes morrem em atentados, mas guerra tamb\u00e9m n\u00e3o faz justi\u00e7a e o numero de inocentes que morre costuma ser bem maior. Parto da premissa que n\u00e3o d\u00e1 para eliminar a viol\u00eancia e morte do planeta, ao menos n\u00e3o por enquanto, pois ela \u00e9 inerente ao ser humano. Ent\u00e3o, que seja uma viol\u00eancia pontual, de pequeno alcance e sem aval estatal.<\/p>\n<p>Em uma guerra dificilmente quem criou o conflito vai batalhar, ambos os lados enviam jovens inocentes para batalhar em seu nome. E quando n\u00e3o \u00e9 uma guerra campal, inocentes sofrem do mesmo jeito, pergunte aos moradores de Hiroshima. Com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico cada vez menos veremos soldados em trincheira matando soldados, a tend\u00eancia \u00e9 resolver as coisas apertando um bot\u00e3o, matando milh\u00f5es de civis inocentes, destruindo suas casas, cidades ou at\u00e9 mesmo seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>E n\u00e3o se trata apenas destes civis afetados. Dependendo do impacto da arma de destrui\u00e7\u00e3o em massa, o planeta tamb\u00e9m sofre com radia\u00e7\u00e3o e outras agress\u00f5es que podem comprometer desde produ\u00e7\u00e3o de alimentos at\u00e9 a gen\u00e9tica humana. Uma bomba em um pa\u00eds pode reverberar at\u00e9 no outro continente, dependendo do seu alcance.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, bilh\u00f5es s\u00e3o gastos e investidos na ind\u00fastria armamentista, gerando a contrata\u00e7\u00e3o de mentes brilhantes que poderiam estar pesquisando coisas boa para a humanidade para criar formas de matar melhor. Dinheiro que poderia ir para a cura do c\u00e2ncer vai para investigar e viabilizar armas cada vez mais letais e de longo alcance. Eu n\u00e3o gostaria de ver a aten\u00e7\u00e3o da humanidade e da ci\u00eancia voltada para isso.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 apenas sobre a guerra em si, \u00e9 sobre todo seu desdobramento. Grandes pot\u00eancias mundiais voltam sua aten\u00e7\u00e3o para ela e a priorizam, deixando de lado quest\u00f5es que acredito serem muito mais importantes. Cria-se um clima de medo no mundo, pois as consequ\u00eancias, se a coisa sair do controle, podem at\u00e9 comprometer a exist\u00eancia da ra\u00e7a humana. Tudo pode acontecer. N\u00e3o h\u00e1 muito controle.<\/p>\n<p>Atentados s\u00e3o ruins, na verdade, s\u00e3o p\u00e9ssimos, mas ao menos s\u00e3o em menor porte e s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es mais controladas. O planeta continua existindo em paralelo aos atentados. A ind\u00fastria n\u00e3o se foca neles, n\u00e3o gasta bilh\u00f5es em sofisticar formas de matar e a ra\u00e7a humana n\u00e3o corre risco de extin\u00e7\u00e3o. Morrem menos inocentes, morrem menos pessoas. Provavelmente a onda de atentados durar\u00e1 mais do que duraria uma guerra, por serem menos caros e grandiosos, mas eu prefiro um dano pequeno frequente a um dano gigante, imprevis\u00edvel e incontrol\u00e1vel por um per\u00edodo de tempo menor. <\/p>\n<p>O que voc\u00ea prefere: pouco sangue derramado por d\u00e9cadas ou um banho de sangue que pode inclusive acabar com a ra\u00e7a humana por alguns anos? Somos melhores do que isso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que para controlar brigas por diverg\u00eancias tenhamos que exterminar o outro lado. Pode ser romantismo meu, mas eu acredito que matar todo mundo n\u00e3o seja \u00fanica op\u00e7\u00e3o. Se hoje n\u00e3o conhecemos outra, n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o exista. E se resolvermos tudo no m\u00edssil, a\u00ed \u00e9 que n\u00e3o vamos evoluir mesmo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tem outra solu\u00e7\u00e3o\u201d. Sempre tem outra solu\u00e7\u00e3o, basta empenho em descobri-la. Quando se apela sempre para a solu\u00e7\u00e3o conhecida, no caso, a guerra, fica mais dif\u00edcil de pensar em solu\u00e7\u00f5es novas. Se hoje n\u00e3o temos solu\u00e7\u00e3o, que tal uma uni\u00e3o de esfor\u00e7os para buscar poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para o problema? Precisa sair correndo e pegar em arma para matar gente no melhor estilo d\u00e9cada de 20? N\u00e3o d\u00e1 para deixar a quest\u00e3o em aberto, por hora sem solu\u00e7\u00e3o, e gastar tempo e energia pensando na forma menos custosa de combater o radicalismo?<\/p>\n<p>Pegar em armas e matar todo mundo \u00e9 igualmente radical. Somos melhores do que isso. Ao menos, podemos tentar ser melhores do que isso. Por mais que n\u00e3o pare\u00e7a, historicamente falando, atentado terrorista em larga escala \u00e9 uma quest\u00e3o recente, que apareceu d\u00e9cadas atr\u00e1s. A humanidade n\u00e3o costuma resolver grandes problemas em poucos anos, ent\u00e3o, me parece meio cedo para falar em guerra como \u00fanica ou melhor solu\u00e7\u00e3o. Precisamos de tempo e tentativa e erro para solucionar problemas globais.<\/p>\n<p>O ser humano j\u00e1 passou por coisa pior do que atentados terroristas onde um sujeito meio pancadinha da cabe\u00e7a atropela ou explode meia d\u00fazia de pessoas. Assim como todo o resto, isso tamb\u00e9m passar\u00e1. \u00c9 um contrassenso que, para acabar com a morte de inocentes matemos ainda mais inocentes, n\u00e3o acham? <\/p>\n<p>O mundo est\u00e1 mudando rapidamente, em algumas coisas para melhor, em outras para pior. Uma guerra simplesmente n\u00e3o tem mais cabimento neste mundo atual. N\u00e3o encaixa, n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel. Chamem de rom\u00e2ntica novamente, mas temos mais conhecimento e tecnologia, portanto, mais ferramentas para solucionar as coisas de outra forma. Basta us\u00e1-las. N\u00e3o sabemos como? Ok, pensemos. O fato de n\u00e3o saber como n\u00e3o quer dizer que devemos declarar uma guerra.<\/p>\n<p>Guerra \u00e9 imbecilidade. Voc\u00ea mata esses, da\u00ed vem outros. Muitas vezes vem outros que se radicalizaram em revolta por voc\u00ea ter matado esses. \u00c9 clichez\u00e3o, mas viol\u00eancia gera mais viol\u00eancia. Tem que quebrar esse ciclo. N\u00e3o estou dizendo que tem que ser hippie e dar uma flor para quem te enfia a porrada, apenas que nem sempre \u00e9 necess\u00e1rio usar de for\u00e7a f\u00edsica, agress\u00e3o e morte de inocentes para estabelecer limites.<\/p>\n<p>Tor\u00e7o de cora\u00e7\u00e3o para que essa onda de atentados n\u00e3o desemboque em uma guerra e, se voc\u00ea tem um pingo de instinto de preserva\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m deveria torcer.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para perguntar se eu fumei maconha, para dizer que quer mais \u00e9 que o planeta todo se exploda ou ainda para dizer que estamos entrando em ano de Copa do Mundo e por isso quer que a guerra fique para 2019: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No mundo de hoje, a tens\u00e3o entre pa\u00edses e\/ou grupos parece muito mais dilu\u00edda em atentados terroristas e ataques surpresa do que antigamente. Sally e Somir discutem as repercuss\u00f5es disso, os impopulares atiram pra todos os lados. Tema de hoje: o que \u00e9 melhor, uma guerra declarada que resolva logo ou d\u00e9cadas de atentados terroristas?<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":12578,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-12577","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ele-disse-ela-disse"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12577"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12577\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}