{"id":12815,"date":"2018-02-02T08:00:11","date_gmt":"2018-02-02T10:00:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=12815"},"modified":"2018-02-02T00:29:39","modified_gmt":"2018-02-02T02:29:39","slug":"dimensoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2018\/02\/dimensoes\/","title":{"rendered":"Dimens\u00f5es."},"content":{"rendered":"<p>Eu poderia fazer um texto leve, focado em humor ou sobre um assunto comum, mas como estou cobrindo o Somir, achei mais pertinente falar sobre um assunto dif\u00edcil, incompreens\u00edvel e sobre o qual ningu\u00e9m tem muita certeza, afinal, provavelmente era esse tipo de conte\u00fado que voc\u00eas estavam esperando para hoje. Desfavor Explica: Dimens\u00f5es.<!--more--><\/p>\n<p>Para aqueles tem j\u00e1 tem um conhecimento aprofundado sobre o assunto, minhas mais sinceras desculpas pelas in\u00fameras simplifica\u00e7\u00f5es grosseiras, \u00e9 apenas uma tentativa did\u00e1tica. Al\u00e9m disso, seguindo a nossa proposta de sempre trazer um novo ponto de vista, tem opini\u00f5es e achismos meus permeados no texto, pois se fosse para dar informa\u00e7\u00e3o seca eu colava um link da Wikipedia aqui. Ent\u00e3o, sejam gentis e n\u00e3o me massacrem. Peguem o que for \u00fatil, o que discordarem joguem no lixo.<\/p>\n<p>Tecnicamente, dimens\u00f5es s\u00e3o par\u00e2metros utilizados para descrever os fen\u00f4menos observados. Por favor, n\u00e3o v\u00e1 embora, eu juro que vou explicar de uma forma mais palat\u00e1vel! Todas as dimens\u00f5es existem e estamos em todas elas, por\u00e9m, conseguimos perceber apenas algumas. O que nos faz perceber ou n\u00e3o cada dimens\u00e3o ainda \u00e9 muito controverso e pol\u00eamico e como s\u00f3 tenho quatro p\u00e1ginas, n\u00e3o d\u00e1 tempo de entrar nesse assunto.<\/p>\n<p>A primeira dimens\u00e3o, \u00e9 como se fosse a liga\u00e7\u00e3o entre um ponto e outro, ou seja, \u00e9 como se fosse uma linha desenhada em um papel, apenas a \u201clargura\u201d de um objeto. A segunda dimens\u00e3o \u00e9 o que torna o objeto&#8230; bidimensional (d\u00e3\u00e3\u00e3). Para se bidimensional, um objeto precisa de duas coisas: largura e comprimento. O cinema comum \u00e9 2D tem largura e comprimento, \u00e9 nossa forma padr\u00e3o de ver filmes. Perceber a terceira dimens\u00e3o corresponde ao espa\u00e7o, ou seja, al\u00e9m de largura e comprimento, o objeto ganha profundidade. Por isso nos filmes 3D as coisas parecem sair do plano e saltar na tela.<\/p>\n<p>Estas tr\u00eas dimens\u00f5es fazem parte da nossa vida. No geral, se aceita bem que elas existam e todos n\u00f3s conseguimos perceb\u00ea-las. S\u00e3o concretas em nossa mente, voc\u00ea consegue ver, sentir, perceber a largura, o comprimento e a profundidade. S\u00e3o conceitos com os quais nunca brigamos, pois sempre nos foram ensinados desde pequenos. Temos consci\u00eancia delas e estamos aptos para lidar com elas.<\/p>\n<p>Ok. Joinha. Tr\u00eas dimens\u00f5es \u00e9 bacana. Mas n\u00e3o parou por a\u00ed. Uma quarta dimens\u00e3o vai dar in\u00edcio a um longo processo de dana\u00e7\u00e3o mental que nos acompanhar\u00e1 at\u00e9 o final do texto: o tempo. Ou, mais precisamente, a dura\u00e7\u00e3o do tempo, ou seja, aquela cronologia que te permite ver um beb\u00ea se tornar um adulto e depois um idoso, a \u201cordem cronol\u00f3gica\u201d. E a\u00ed entra um complicador: n\u00f3s, seres humanos (ao menos a maior parte, inclusive esta involu\u00edda que vos fala), ainda n\u00e3o temos a total percep\u00e7\u00e3o desta dimens\u00e3o. Ela existe, ela est\u00e1 l\u00e1, mas n\u00e3o temos total consci\u00eancia dela, por isso, n\u00e3o podemos transitar no tempo, estamos presos \u00e0 ordem cronol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Vamos tentar melhorar isso a\u00ed, antes que comece a sair fuma\u00e7a das nossas orelhas: pense em cada dimens\u00e3o como uma frequ\u00eancia, ou seja, como uma percep\u00e7\u00e3o nossa. Quando voc\u00ea n\u00e3o consegue se elevar naquela frequ\u00eancia n\u00e3o consegue perceb\u00ea-la, tal qual um apito para c\u00e3es, que voc\u00ea assopra e n\u00e3o escuta absolutamente nada, enquanto c\u00e3es escutam. Mas, o fato de voc\u00ea n\u00e3o perceber, n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o te afete. Se amanh\u00e3 voc\u00ea entrar sem querer em um lugar radioativo, n\u00e3o vai perceber a radia\u00e7\u00e3o, mas pode ter certeza de que existir\u00e3o consequ\u00eancias. E quanto menos percebemos, menor \u00e9 o controle que temos sobre a forma em que aquilo nos afeta.<\/p>\n<p>Recapitulando: n\u00f3s, seres humanos, temos a capacidade de perceber de boa as tr\u00eas dimens\u00f5es. Estamos equipados (corpo e\/ou alma, como quiserem) para perceber e transitar\/conjugar por estas tr\u00eas dimens\u00f5es. Maaaaaas&#8230; o fato de conseguirmos ver e sentir estas tr\u00eas dimens\u00f5es, n\u00e3o significa que n\u00e3o existam mais. Existem e todos n\u00f3s estamos nelas, s\u00f3 n\u00e3o as percebemos. Est\u00e3o \u201cacontecendo\u201d neste exato minuto e talvez nos afetando, mais do que a gente imagine. N\u00e3o \u00e9 feiti\u00e7aria, \u00e9 f\u00edsica qu\u00e2ntica. Sim, eu sei, d\u00e1 uma taquicardia. Tamo junto.<\/p>\n<p>Como dito, a quarta dimens\u00e3o est\u00e1 relacionada com o tempo. Hoje, nossa estrutura social \u00e9 pautada no tempo cronol\u00f3gico, esta porra que nos escraviza. Por\u00e9m, se o ser humano conseguir transcender (perd\u00e3o, me falta outro termo) e lograr percep\u00e7\u00e3o\/consci\u00eancia da quarta dimens\u00e3o, ele passar\u00e1 a interagir com esta quarta dimens\u00e3o como interage com as demais: vendo, percebendo e conquistando a op\u00e7\u00e3o da escolha, ou seja, poder\u00e1 percorrer pelo tempo sem precisar ficar preso a ele de forma linear. Latejou o c\u00e9rebro? <\/p>\n<p>Vem comigo, outra vez: dimens\u00f5es = diferentes perspectivas\/consci\u00eancias de perceber a realidade. Temos consci\u00eancia de 3 dimens\u00f5es. N\u00e3o ter percep\u00e7\u00e3o\/consci\u00eancia da quarta dimens\u00e3o nos imp\u00f5e limites temporais. Se tomarmos consci\u00eancia da quarta, o tempo cronol\u00f3gico (passado, presente e futuro) deixa de existir, pois podemos transitar pelo tempo sem restri\u00e7\u00f5es, \u201ccontrola-lo\u201d. Pense em um le\u00e3o que nasceu no zool\u00f3gico e passou a vida toda enjaulado. Um dia, seu treinador esquece a porta da jaula aberta mas o le\u00e3o n\u00e3o foge. Foi op\u00e7\u00e3o? N\u00e3o. O le\u00e3o simplesmente n\u00e3o consegue perceber ou ter consci\u00eancia de que existe essa possibilidade, esse \u201cmundo l\u00e1 fora\u201d, pois nunca entrou em contato com ele. Est\u00e1 preso sem saber que est\u00e1 preso, acreditando que aquela sua realidade \u00e9 tudo que existe.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, grosseiramente comparando, isso acontece conosco tamb\u00e9m. No dia em que conseguirmos perceber a quarta dimens\u00e3o, n\u00e3o seremos mais obrigados a experimentar o tempo na ordem cronol\u00f3gica obrigat\u00f3ria de hoje. O tempo continua existindo, mas \u00e9 relativo: n\u00e3o ter\u00edamos apenas \u201cuma linha do tempo\u201d como temos hoje (cronologia) e sim uma imensid\u00e3o de tempo (como se fosse um \u201ctempo 3D\u201d) pelo qual poder\u00edamos transitar sem ficar presos nessa linha. N\u00e3o me abandonem, por favor, eu prometo que o texto melhora.<\/p>\n<p>Importante: esta progress\u00e3o de consci\u00eancia de uma dimens\u00e3o para outra n\u00e3o tem cerim\u00f4nia de gradua\u00e7\u00e3o, baile ou diploma. Ela pode inclusive acontecer por alguns segundos apenas. Voc\u00ea pode estar de boa percebendo as tr\u00eas dimens\u00f5es conhecidas e, por um instante, por motivos longos de explicar, voc\u00ea tem uma percep\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea da quarta dimens\u00e3o e depois cai novamente para a percep\u00e7\u00e3o das tr\u00eas dimens\u00f5es novamente. Digo mais: pode \u201cescorregar\u201d para uma percep\u00e7\u00e3o em qualquer outra dimens\u00e3o, como por exemplo a sexta dimens\u00e3o, mesmo sem nunca ter passado pela quarta. Um rompante, vai e volta e n\u00e3o entende ou n\u00e3o sabe explicar o que aconteceu. Existem especula\u00e7\u00f5es sobre fatores que desencadeariam esse tipo de experi\u00eancia, mas n\u00e3o \u00e9 o tema do texto.<\/p>\n<p>Como na quarta dimens\u00e3o se transita de uma forma mais ampla no tempo, diversas \u201crealidades\u201d podem coexistir: em uma delas voc\u00ea atravessa a rua correndo e chega do outro lado, em outra n\u00e3o chega a tempo e \u00e9 atropelado e morre na hora e em outra \u00e9 atropelado mas n\u00e3o morre. Em uma realidade voc\u00ea pode ser um matador de aluguel, na outra um dentista e em outra um cientista. Tudo depende da infinidade de combina\u00e7\u00f5es feitas. <\/p>\n<p>Assim, a cada momento, uma s\u00e9rie de vari\u00e1veis define o que vai acontecer no momento seguinte. Eu escolho o pr\u00f3ximo passo sem restri\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, isso me permite criar \u201cv\u00e1rios eus\u201d, pois consigo me deslocar no tempo de forma ampla, criando in\u00fameras possibilidades. Eu sei que \u00e9 dif\u00edcil, pois quebra uma das nossas maiores certezas atuais: o tempo cronol\u00f3gico. Mas depois de algum esfor\u00e7o, voc\u00ea come\u00e7a a se acostumar com a ideia e conseguir come\u00e7ar a visualizar.<\/p>\n<p>Para desgra\u00e7ar s\u00f3 um pouquinho mais a sua cabe\u00e7a antes de come\u00e7ar a melhorar: h\u00e1 teorias de que, al\u00e9m de n\u00f3s, o planeta tamb\u00e9m tem um padr\u00e3o vibracional e dimens\u00f5es (papo t\u00e9cnico: Resson\u00e2ncia de Schumann) e, vejam voc\u00eas, estudos indicam que a frequ\u00eancia energ\u00e9tica do nosso planetinha est\u00e1, assim como n\u00f3s, na terceira dimens\u00e3o. Por\u00e9m, indicam tamb\u00e9m que ela est\u00e1 migrando para a quarta dimens\u00e3o. H\u00e1 at\u00e9 quem defenda que o processo j\u00e1 aconteceu e que algumas pessoas mais sens\u00edveis j\u00e1 sentem alguns efeitos f\u00edsicos desta transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00f3s, apesar de nos acharmos muito importantes, somos meros parasitas que vivem no planeta, uma esp\u00e9cie de piolho do mundo. Ent\u00e3o, por esta teoria, o campo eletromagn\u00e9tico da Terra influencia diretamente no nosso. Logo, ou a gente se adapta e transcende para a quarta dimens\u00e3o junto com o planeta ou&#8230; vai ficar dif\u00edcil. Seria como tentar plugar um aparelho 110V em uma tomada 220V. Est\u00e1 comprovado? N\u00e3o, \u00e9 controverso. Mas, para quem acredita, j\u00e1 existem sinais de que come\u00e7ou e gra\u00e7as a essa necessidade de reacomoda\u00e7\u00e3o, muita dana\u00e7\u00e3o vai acontecer em 2017, 2018 e 2019, para que possamos dar o start de repensar algumas coisinhas. <\/p>\n<p>Existem diversos caminhos para tentar perceber outras dimens\u00f5es, desde autoconhecimento, religi\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o, drogas e at\u00e9 o estudo da f\u00edsica qu\u00e2ntica. Cada qual tem que descobrir o seu, aquele com o qual entra em resson\u00e2ncia, aquele com o qual se identifica e, nada impede que voc\u00ea use todos, conjugue alguns ou at\u00e9 mesmo crie um novo caminho s\u00f3 seu. Ent\u00e3o, se come\u00e7ar a levar uns tapas na cara fortes da vida, reflete a\u00ed. Como o caminho n\u00e3o \u00e9 o objeto deste texto, vou retornar \u00e0s dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>Recapitulando mais uma vez: Dimens\u00e3o = perspectiva, consci\u00eancia, percep\u00e7\u00e3o da realidade. Hoje s\u00f3 percebemos as realidades das dimens\u00f5es 1, 2 e 3, mas tudo indica que caminhamos para perceber a 4, pelo visto, por bem ou por mal. E agora o pior deste texto j\u00e1 passou: temos consci\u00eancia de que existem outras dimens\u00f5es\/realidades, que n\u00e3o conseguimos ver\/perceber, ent\u00e3o, o grande perrengue disruptivo, a grande quebra estuprante de paradigma, j\u00e1 come\u00e7ou a ser assimilada. Daqui em diante, o processo \u00e9 mais suave, pois estamos conscientes de que ele existe, portanto, seu entendimento \u00e9 menos penoso.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode estar se perguntando quantas dimens\u00f5es existem. Ningu\u00e9m pode afirmar. Quer dizer, afirmar, todo mundo pode, mas provar que \u00e9 bom&#8230; No geral, o pessoal mais tradicional acredita que existam em torno de 10 ou 11 dimens\u00f5es. A maluca aqui tem a plena convic\u00e7\u00e3o (fonte: Arial 11) de que s\u00e3o 22. Basicamente depende do que voc\u00ea acredita ser a causa\/origem das dimens\u00f5es. Um dia posso escrever sobre isso se quiserem, desde que prometam que n\u00e3o v\u00e3o me internar. Vamos ser sensatos e trabalhar com dez dimens\u00f5es. Bora ver o que t\u00e1 rolando nas outras sem que a gente perceba?<\/p>\n<p>Como dito, na quarta dimens\u00e3o relativizamos o tempo, ent\u00e3o, vivenciamos v\u00e1rios \u201ceus\u201d, v\u00e1rias possibilidades, certo? Pois bem, a quinta dimens\u00e3o nada mais \u00e9 do que uma compila\u00e7\u00e3o de todas essas vers\u00f5es. Voc\u00ea tem a possibilidade de observar todos os \u201ceus\u201d que foram criados na quarta dimens\u00e3o, todas as possibilidades, s\u00f3 que ao mesmo tempo, sem ter um colapso mental. \u00c9 ter a capacidade de ver e compreender todas estas possibilidades simultaneamente. Eu sei, eu sei, a gente n\u00e3o entende nem a porra do logaritmo na aula de matem\u00e1tica, ainda tem um longo caminho para conseguirmos perceber a quinta dimens\u00e3o&#8230; mas que vai ser legal, isso vai. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de perceber tudo, a forma como esse tudo nos afeta pode mudar: ao ver tudo, provavelmente \u00e9 prov\u00e1vel que tenhamos uma nova perspectiva. Ao ter acesso a tudo dessa forma integrada, a tend\u00eancia \u00e9 que as coisas possam ser vistas com mais clareza (fonte: Comic Sans): provavelmente n\u00e3o vamos nos descabelar por coisas sem import\u00e2ncia, por exemplo. \u00c9 uma aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimento\/informa\u00e7\u00e3o violenta que abre a mente e se reflete em todos os nossos valores. Tendo acesso a tudo, minha aposta \u00e9 que as coisas ganham um novo valor, uma nova perspectiva, muito mais neutra e com menos sofrimento. <\/p>\n<p>A sexta dimens\u00e3o seria todas as combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis que a quinta dimens\u00e3o pode gerar. Calma, voc\u00ea vai entender. Na quarta dimens\u00e3o voc\u00ea experimenta \u201cv\u00e1rios eus\u201d, certo? Pode ter voc\u00ea arquiteto, voc\u00ea astro do rock, voc\u00ea m\u00e9dico. Na quinta voc\u00ea integra tudo isso, v\u00ea tudo junto, tem uma vis\u00e3o global do que experimentou na quarta dimens\u00e3o. \u00c9 como se pegassem todos esses \u201cvoc\u00ea\u201d, colocassem em uma folha de papel. Pois bem, na sexta, olha que legal, voc\u00ea pode dobrar a folha de papel, fazendo uma vers\u00e3o encostar ou se misturar com a outra. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, al\u00e9m de possibilidades infinitas do que ser, tamb\u00e9m ter\u00edamos possibilidades infinitas de combinar essas experi\u00eancias. A realidade se dissolve, voc\u00ea \u00e9 capaz de criar realidade, ent\u00e3o, provavelmente, a mat\u00e9ria se dissolve. N\u00e3o faz sentido precisar de um corpo com este grau de percep\u00e7\u00e3o. Em uma simplifica\u00e7\u00e3o grosseira, na quinta dimens\u00e3o podemos ver tudo e na sexta podemos transformar\/modificar tudo que vemos\/vimos. Sim, a sexta dimens\u00e3o serve para tunar a quinta. Assim a quinta dimens\u00e3o seria um passo para uma vis\u00e3o ampla e a sexta dimens\u00e3o seria um \u00e1pice da criatividade e experimenta\u00e7\u00e3o (Fonte: Calibri 12).<\/p>\n<p>J\u00e1 na s\u00e9tima dimens\u00e3o, existe a percep\u00e7\u00e3o de que toda aquela vis\u00e3o da quinta e todas as possibilidades da sexta est\u00e3o inseridas em um universo. E este universo, assim como voc\u00ea, tamb\u00e9m tem v\u00e1rias \u201cvers\u00f5es\u201d, suas pr\u00f3prias dimens\u00f5es, ou seja, assim como existem v\u00e1rios \u201ceus\u201d, tamb\u00e9m existem v\u00e1rios universos, quem sabe, infinitas vers\u00f5es. Ent\u00e3o, a s\u00e9tima dimens\u00e3o permite a percep\u00e7\u00e3o de todos os seus \u201ceus\u201d, de todas as combina\u00e7\u00f5es dos seus \u201ceus\u201d e tamb\u00e9m de todos os universos poss\u00edveis. Haja consci\u00eancia para conseguir perceber tudo isso sem queimar o fus\u00edvel!<\/p>\n<p>Na oitava dimens\u00e3o voc\u00ea pode observar n\u00e3o s\u00f3 todos os universos poss\u00edveis, mas tamb\u00e9m transitar entre eles. Se na quarta dimens\u00e3o o tempo j\u00e1 foi relativizado, na oitava voc\u00ea relativiza o tempo e o espa\u00e7o, outra quebra de paradigma dif\u00edcil de imaginar. Voc\u00ea pode se posicionar em todos os \u201ceus\u201d e em todos os universos. Se quebra uma das \u00faltimas amarras e voc\u00ea \u00e9 livre para experimentar tudo da forma como quiser, e n\u00e3o \u201cuma coisa de cada vez\u201d ou \u201cna ordem certa\u201d como fazemos hoje. \u00c9 um grau de consci\u00eancia absurdo.<\/p>\n<p>Na nona dimens\u00e3o, al\u00e9m de ver tudo (tanto \u201ceus\u201d diferentes, como universos diferentes) e transitar entre eles sem restri\u00e7\u00f5es, voc\u00ea ainda ganha um poder b\u00f4nus: assim como na sexta dimens\u00e3o se consegue misturar diferentes \u201ceus\u201d, na nona voc\u00ea tamb\u00e9m consegue misturar os diferentes universos, gerando uma possibilidade infinita de experimenta\u00e7\u00e3o. Desta nona dimens\u00e3o muitas religi\u00f5es puxam a ideia de Deus, principalmente do Deus que est\u00e1 dentro da gente, pois quem a alcan\u00e7a ganha uma prerrogativa quase que divina.<\/p>\n<p>Finalmente, a d\u00e9cima dimens\u00e3o, que para a maioria, \u00e9 o fim da linha. Na d\u00e9cima, em tese grau m\u00e1ximo de percep\u00e7\u00e3o\/consci\u00eancia (discordo, mas quem sou eu?), conseguimos reunir tudo, tudo, tudo em \u201cuma coisa s\u00f3\u201d, ou seja, condensar todo esse conhecimento, possibilidades e experimenta\u00e7\u00e3o: integr\u00e1-lo de uma forma onipresente, onisciente e ilimitada. Uma forma de assimil\u00e1-lo e vivenci\u00e1-lo estilo \u201ctudo ao mesmo tempo agora\u201d. Uma consci\u00eancia plena, por assim dizer. Pela corrente predominante, ao chegar na d\u00e9cima dimens\u00e3o voc\u00ea zerou o jogo da vida.<\/p>\n<p>E \u00e9 com base nisso que muitas religi\u00f5es ou pensamentos ligados a espiritualidade afirmam a unidade: todos somos um e temos que buscar essa unidade. Por esse entendimento, na verdade, todos n\u00f3s somos o mesmo ser, mas em tempo e espa\u00e7o diferente, em dimens\u00f5es diferentes, vivendo as experi\u00eancias que escolhemos em algum momento viver. Por isso, quando voc\u00ea faz mal ao outro, na verdade est\u00e1 fazendo mal a voc\u00ea mesmo, s\u00f3 n\u00e3o entende por ter compreens\u00e3o limitada das dimens\u00f5es. Acreditar nisso \u00e9 derivar algo de uma teoria de f\u00edsica qu\u00e2ntica, fica a crit\u00e9rio de cada um. <\/p>\n<p>Meus amores, para encerrar este estupro mental, lembro que, de acordo com a f\u00edsica qu\u00e2ntica (e n\u00e3o com a religi\u00e3o), todo n\u00f3s estamos em todas as dimens\u00f5es, vivendo infinitos \u201ceus\u201d em infinitos universos. J\u00e1 est\u00e1 acontecendo, neste exato minuto. N\u00f3s \u00e9 que n\u00e3o conseguimos ver, perceber, algumas destas dimens\u00f5es. N\u00e3o temos consci\u00eancia\/capacidade de perceber todas as dimens\u00f5es, mas elas est\u00e3o l\u00e1 e podem nos afetar. E s\u00f3 de voc\u00ea tomar consci\u00eancia disso, j\u00e1 te coloca um pouquinho mais pr\u00f3ximo de conseguir evoluir nessa percep\u00e7\u00e3o. Espero ter me feito entender em um assunto t\u00e3o complicado e espero que os ajude de alguma forma a se entenderem melhor e entender o mundo.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que uma orca falando ou um rato lavando o sovaco n\u00e3o parecem mais t\u00e3o estranhos, para pedir ao Somir para nunca mais furar ou ainda para dizer que eu vou ter que pagar a aspirina que voc\u00ea teve que tomar depois deste texto: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu poderia fazer um texto leve, focado em humor ou sobre um assunto comum, mas como estou cobrindo o Somir, achei mais pertinente falar sobre um assunto dif\u00edcil, incompreens\u00edvel e sobre o qual ningu\u00e9m tem muita certeza, afinal, provavelmente era esse tipo de conte\u00fado que voc\u00eas estavam esperando para hoje. Desfavor Explica: Dimens\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12816,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-12815","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desfavor-explica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12815","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12815"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12815\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12816"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}