{"id":12946,"date":"2018-03-05T10:38:19","date_gmt":"2018-03-05T13:38:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=12946"},"modified":"2025-11-24T14:59:22","modified_gmt":"2025-11-24T17:59:22","slug":"dancou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2018\/03\/dancou\/","title":{"rendered":"Dan\u00e7ou?"},"content":{"rendered":"<p>Reagir \u00e0 m\u00fasica (ou qualquer batuque ritmado) \u00e9 uma das atividades mais comuns na humanidade, tendo ra\u00edzes quase que instintivas. Agora, dan\u00e7ar com alguma qualidade j\u00e1 \u00e9 algo mais complexo. Sally e Somir discutem a capacidade de dar mais esse passo, os impopulares seguem seu ritmo.<\/p>\n<p><strong>Tema de hoje: todo mundo pode aprender a dan\u00e7ar?<\/strong><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>N\u00e3o. Existem limita\u00e7\u00f5es em cada ser humano, n\u00e3o necessariamente por incapacidade total, mas por um conjunto de fatores \u00fanico a cada pessoa que dita o que elas provavelmente v\u00e3o conseguir ou n\u00e3o fazer em suas vidas. Evidente que em um caso extremo como ter que aprender a dan\u00e7ar para salvar a pr\u00f3pria vida as coisas mudam de figura, mas isso simplesmente n\u00e3o acontece na realidade. Seria uma premissa para um filme bem tosco, no m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>Se a pergunta fosse que todo mundo pode aprender a sobreviver na selva, eu provavelmente concordaria. Afinal, em situa\u00e7\u00f5es limite existe um incentivo imediato a colocar seu foco e energia em algo, mas com uma atividade feito a dan\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 realista esperar que algu\u00e9m que n\u00e3o tem saco pra isso v\u00e1 alcan\u00e7ar o que \u00e9 necess\u00e1rio para ficar bom nisso. \u00c9 mais ou menos como perguntar se todo mundo pode aprender a jogar xadrez em n\u00edvel profissional: n\u00e3o \u00e9 o fato de ter um c\u00e9rebro e coordena\u00e7\u00e3o motora para mexer as pe\u00e7as que vai fazer algu\u00e9m se aprofundar o necess\u00e1rio nisso, por mais que queira.<\/p>\n<p>Muito bonito o discurso de que conseguimos fazer qualquer coisa se nos esfor\u00e7armos, mas isso tem toda a cara de ilus\u00e3o: conseguimos fazer qualquer coisa que temos pr\u00e9 disposi\u00e7\u00e3o para fazer. Muitas pessoas simplesmente ainda n\u00e3o sabem o que s\u00e3o suas capacidades potenciais, o discurso de incentivo serve mais para te dizer que voc\u00ea ainda n\u00e3o sabe tudo o que vai conseguir aprender, por isso vale arriscar. Mas n\u00e3o quer dizer que todas as avenidas est\u00e3o abertas para voc\u00ea. Voc\u00ea pode se surpreender com o que \u00e9 capaz de fazer, mas n\u00e3o vai descobrir que pode fazer qualquer coisa que outro ser humano faz. Algumas delas exigem sacrif\u00edcios que voc\u00ea \u00e9 incapaz de fazer, ou um desenvolvimento f\u00edsico e intelectual que n\u00e3o tem mais como alcan\u00e7ar na sua fase atual da vida.<\/p>\n<p>Por sorte, tem tanta coisa para aprender e fazer nesse mundo que algumas limita\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o motivo de depress\u00e3o: pense que por pura falta de tempo, voc\u00ea com certeza n\u00e3o conseguiria fazer tudo mesmo, mesmo que estivesse se dedicando com todas suas for\u00e7as. E ainda bem: imagina s\u00f3 ficar explorando todos seus potenciais o tempo todo? N\u00e3o teria tempo nem pra relaxar e curtir as tantas outras coisas que outras pessoas est\u00e3o fazendo por a\u00ed. Ent\u00e3o, quando eu digo que algumas pessoas n\u00e3o s\u00e3o capazes de aprender a dan\u00e7ar, estou s\u00f3 dizendo que tem uma coisa que ela n\u00e3o vai explorar. Podia ser confec\u00e7\u00e3o de bolos, alpinismo ou equa\u00e7\u00f5es diferenciais\u2026<\/p>\n<p>Argumento pela incapacidade n\u00e3o porque acho que algumas pessoas n\u00e3o conseguem mexer o corpo da forma como a dan\u00e7a exige, e sim porque \u00e9 natural que alguns de n\u00f3s n\u00e3o tenham o interesse m\u00ednimo necess\u00e1rio para levar isso em frente, porque alguns de n\u00f3s querem fazer outras coisas e concentrar seu tempo em algo que as fascine de alguma forma. Especialmente se voc\u00ea j\u00e1 \u00e9 adulto, as coisas que aprendeu e ficou bom em fazer j\u00e1 indicam o tipo de foco que voc\u00ea tem. Mesmo quando a pessoa supostamente se reinventa, \u00e9 mais uma descoberta de algo que j\u00e1 estava l\u00e1 dentro do que uma virada total de funcionamento do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Quantos executivos do setor farmac\u00eautico se redescobriram como snowboarders? N\u00e3o funciona bem assim. Uma s\u00e9rie de fatores que v\u00e3o desde gen\u00e9tica at\u00e9 cria\u00e7\u00e3o v\u00e3o formando nossas capacidades de priorizar aprendizados e atividades durante a vida. Quem tem zero interesse ou admira\u00e7\u00e3o por dan\u00e7a nunca vai fazer direito, porque aprender algo \u00e9 conseguir manter algo: quantas coisas voc\u00ea j\u00e1 aprendeu e esqueceu? Por ter aprendido alguma coisa de matem\u00e1tica na escola voc\u00ea diz que sabe fazer isso agora? N\u00e3o existe aprender de verdade se voc\u00ea n\u00e3o for capaz de manter isso.<\/p>\n<p>Decorar algumas coreografias que voc\u00ea despreza para nunca mais ter vontade de fazer aquilo de novo configura aprender a dan\u00e7ar? Porque assim que o c\u00e9rebro for reescrevendo aquela coisa chata que n\u00e3o te cativou para come\u00e7o de conversa, voc\u00ea vai cair para um n\u00edvel bem mais baixo. Dan\u00e7a exige dedica\u00e7\u00e3o e gosto. Se voc\u00ea acha aquilo um saco e as m\u00fasicas que gosta n\u00e3o exigem coreografia, s\u00f3 vai gerar refor\u00e7os negativos no seu c\u00e9rebro, e fazer as coisas com mais e mais m\u00e1 vontade. N\u00e3o existe aprender o que n\u00e3o gosta, existe decorar. Decoreba de dois movimentos n\u00e3o configura a capacidade de dan\u00e7ar.<\/p>\n<p>E outra, a n\u00e3o ser que voc\u00ea tenha prazer intr\u00ednseco em se desafiar a fazer algo e aquele orgulho interno de n\u00e3o parar enquanto n\u00e3o estiver fazendo bem, nem mesmo gasta energia na marra vai te ajudar. E, spoiler: poucas pessoas nesse mundo tem esse tipo de energia interna. Quer maior prova que as pessoas em m\u00e9dia n\u00e3o tem capacidade de aprender qualquer coisa? Incompet\u00eancia. Pra todos os lados que voc\u00ea olha, voc\u00ea v\u00ea gente que \u00e9 ruim no que faz n\u00e3o porque come\u00e7ou ontem, mas porque simplesmente n\u00e3o parece entender o que configura qualidade e excel\u00eancia naquilo.<\/p>\n<p>Eu tenho um olhar para excel\u00eancia muito bom para diversas artes, mas dan\u00e7a \u00e9 uma que uma pessoa ruim e uma espetacular quase que n\u00e3o gera diferen\u00e7a percebida. Parecem duas pessoas tendo uma convuls\u00e3o ritmada, mas uma delas parece um pouco menos amea\u00e7ada de cair no ch\u00e3o. Eu SEI que para quem sabe olhar tem uma diferen\u00e7a imensa, aceito a opini\u00e3o numa boa de quem tem esse amor pela dan\u00e7a, mas eu mesmo? Falta o foco mental para entender tudo aquilo. N\u00e3o adianta dar murro em ponta de faca: seu c\u00e9rebro tem uma linha guia m\u00ednima, e voc\u00ea est\u00e1 pendurado nela a vida toda. A linha \u00e9 muito el\u00e1stica, claro, mas \u00e9 papo furado isso que voc\u00ea pode fazer tudo o que quiser\u2026 n\u00e3o, n\u00e3o pode. Voc\u00ea vai ser ruim em v\u00e1rias coisas nessa vida, e nada mais natural do que isso.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que adora come\u00e7ar a semana com anti-auto-ajuda, para dizer que \u00e9 s\u00f3 desculpa pra n\u00e3o dan\u00e7ar, ou mesmo para dizer que tamb\u00e9m acha que \u00e9 convuls\u00e3o ritmada: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>Todo mundo pode aprender a dan\u00e7ar? Sim. Por mais que voc\u00ea ache que n\u00e3o, a resposta \u00e9 sim.<\/p>\n<p>Dan\u00e7a \u00e9 aprend\u00edvel sim senhores. Algumas s\u00e3o bem f\u00e1ceis, outras bem dif\u00edceis, mas todas podem ser aprendidas. Obviamente as limita\u00e7\u00f5es corporais de cada um (f\u00f4lego, elasticidade, for\u00e7a, etc) influenciar\u00e3o no desempenho, mas aprender a dan\u00e7ar, todo mundo pode. Quem est\u00e1 falando \u00e9 uma pessoa com mais de 25 anos de dan\u00e7a. Podem confiar.<\/p>\n<p>\u00c9 quase que matem\u00e1tico. Simplificando de uma forma muito, muito, muito grosseira, toda m\u00fasica pode ser dividida em v\u00e1rios trechos de oito tempos. Basta fazer seus movimentos dentro desses oito tempos. Em algumas m\u00fasicas ele \u00e9 contado de forma mais lenta, em outra mais r\u00e1pida. Basta sincronizar seus movimentos com o tempo da m\u00fasica e execut\u00e1-los nessa sincronia. Com o tempo voc\u00ea vai percebendo que batidas mais fortes pedem movimentos mais duros e trechos mais suaves pedem movimentos mais leves. Com o tempo voc\u00ea v\u00ea os movimentos que ficam bonitos em voc\u00ea e os que ficam grotescos, estilo Happy Feet dan\u00e7ando. \u00c9 pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Tanto o tempo da m\u00fasica como a forma mais bonita de executar esses movimentos podem ser aprendidos e aprimorados. Muita gente diz \u201cn\u00e3o adianta, eu n\u00e3o consigo dan\u00e7ar\u201d. J\u00e1 tentou aprender? Porque ningu\u00e9m nasce sabendo fazer nada nessa vida,. Tem gente que aprende de primeira, tem gente que demora meses, mas eu garanto a voc\u00eas: todo mundo pode aprender a dan\u00e7ar. Basta se dedicar.<\/p>\n<p>\u201cAh mas eu n\u00e3o levo jeito\u201d. Beleza, vai demorar mais, mas vai aprender. \u201cAh mas eu n\u00e3o tenho interesse\u201d. Eu n\u00e3o tinha interesse em metade das coisas que aprendi na escola, no entanto, tive capacidade de aprend\u00ea-las. Querem a verdade nua e crua? O que mais impede as pessoas de dan\u00e7ar s\u00e3o: medo e vergonha. O medo de errar, o medo de dar vexame, o medo de n\u00e3o conseguir. Vergonha de n\u00e3o saber fazer direito, de ser alvo de olhares, de receber aten\u00e7\u00e3o em um momento de \u201cfracasso\u201d. Spoiler: todo mundo que sabe dan\u00e7ar hoje j\u00e1 passou pela fase de aprendizado, onde n\u00e3o soube fazer direito, onde errou, onde fez movimentos grotescos e descoordenados. \u00c9 uma etapa do aprendizado, n\u00e3o motivo para fechar uma porta.<\/p>\n<p>\u201cAh, mas eu sou mais intelectual, n\u00e3o levo jeito para essas coisas com corpo\u201d. Bora parar com essa cren\u00e7a limitante que o intelectual \u00e9 inversamente proporcional ao f\u00edsico? Vamos aceitar com o cora\u00e7\u00e3o aberto que d\u00e1 sim para ser bonz\u00e3o no intelectual e bonz\u00e3o no f\u00edsico? N\u00e3o precisa escolher, d\u00e1 para fazer ambos bem direitinho. Inclusive recomendo, um intelecto em um corpo bichado n\u00e3o vai longe. Dan\u00e7a gera in\u00fameros benef\u00edcios f\u00edsicos e mentais, desde redu\u00e7\u00e3o das chances de Mal de Alzheimer at\u00e9 retirada de insulina de diab\u00e9ticos.<\/p>\n<p>A grande verdade \u00e9 que, como qualquer atividade, dan\u00e7a requer aprendizado e pr\u00e1tica. Se voc\u00ea sentar diante de um piano e tentar tocar, vai sair algo bonito? N\u00e3o, vai ficar uma porcaria. Voc\u00ea pode sentar \u00e0 frente do piano todo santo dia por anos, que se tentar tocar na base da \u201cinspira\u00e7\u00e3o\u201d vai continuar saindo uma titica. Para tocar piano voc\u00ea tem que pedir que algu\u00e9m que sabe te ensine, observar, treinar, aprender. Pois bem, o mesmo vale para a dan\u00e7a. Quando a gente v\u00ea algu\u00e9m dan\u00e7ando bem, parece f\u00e1cil, parece natural, parece dom. N\u00e3o \u00e9. Aquela pessoa se deixou ensinar, observou, treinou. Fa\u00e7a o mesmo e com o tempo voc\u00ea vai dan\u00e7ar.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a dan\u00e7a, como a maior parte das atividades f\u00edsicas, \u00e9 muito desprestigiada. Dan\u00e7a n\u00e3o tem muito valor, ent\u00e3o, as pessoas nem cogitam investir nesse tipo de aprendizado. Toca uma m\u00fasica: se a pessoa consegue dan\u00e7ar esteticamente ok, se n\u00e3o consegue decreta que n\u00e3o leva jeito e n\u00e3o sabe. Rid\u00edculo, n\u00e9 gente? Se quer aprender, voc\u00ea precisa de aulas, precisa de um professor, precisa investir tempo, executar, ser corrigido. Voc\u00ea fez isso?<\/p>\n<p>Eu posso aceitar tranquilamente o argumento de que \u201ceu n\u00e3o quero investir em aprender a dan\u00e7ar pois tenho outras prioridades que considero mais importantes\u201d. T\u00e1 joinha, cada qual sabe da sua vida. Mas diga as coisas como elas s\u00e3o: uma escolha, n\u00e3o uma incapacidade sua. Voc\u00ea n\u00e3o quis investir nesse aprendizado, contratar um professor, gastar horas semanais, ensaiar, ler a respeito, ver outras pessoas dan\u00e7ando para tentar absorver algo. Foi escolha, n\u00e3o impossibilidade.<\/p>\n<p>Tem idoso de 80 anos que dan\u00e7a. Tem crian\u00e7a que dan\u00e7a. Tem muita gente em condi\u00e7\u00f5es muito menos privilegiadas que a sua que dan\u00e7am. S\u00e3o fodas? Tem um dom? N\u00e3o, apenas aceitaram ser ensinadas, investiram na dan\u00e7a e praticaram.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea investir nesse aprendizado vai ser o melhor do mundo nisso? Vai ganhar pr\u00eamios? Provavelmente n\u00e3o. Mas vai sabe dan\u00e7ar sem parecer um l\u00eamure do filme Madagascar. Tem duas pernas e dois bra\u00e7os funcionais? Tem audi\u00e7\u00e3o? Tem vis\u00e3o? Pode dan\u00e7ar. \u00c9 s\u00f3 se deixar ensinar e se dedicar.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que agora vai ficar o resto do dia cantando \u201cEu me remexo muito\u201d, para dizer que se eu tenho mais de 25 anos de dan\u00e7a eu sou velha ou ainda para dizer que s\u00f3 passou para ver se a maldita semana nerd tinha acabado: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reagir \u00e0 m\u00fasica (ou qualquer batuque ritmado) \u00e9 uma das atividades mais comuns na humanidade, tendo ra\u00edzes quase que instintivas. Agora, dan\u00e7ar com alguma qualidade j\u00e1 \u00e9 algo mais complexo. Sally e Somir discutem a capacidade de dar mais esse passo, os impopulares seguem seu ritmo. Tema de hoje: todo mundo pode aprender a dan\u00e7ar?<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":12947,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-12946","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ele-disse-ela-disse"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12946","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12946"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12946\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38640,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12946\/revisions\/38640"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12947"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12946"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12946"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12946"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}